Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Deputado fará denúncia à OEA contra juízes e promotores por prisões de manifestantes

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) anunciou que vai apresentar uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA (Organização dos Estados Americanos), e que vai entrar com representações no Conselho Nacional da Justiça (CNJ) contra os juízes e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra (Continue Lendo…)

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BLACK BLOC PÕE EM CHEQUE O ESTADO DE DIREITO POLICIAL, NÃO O ESTADO

Os Black Bloc e os protestos em geral estão colocando em cheque o Estado de Direito Policial, não o Estado de Direito. O Estado Policial é o estado em que a polícia é a própria lei.

As ações dos Black Blocs e as manifestações estão expondo de forma vergonhosa as obscenidades do Estado de Direito Policial que se firmou no Brasil com a Ditadura de 64 e vive impunemente no interior da democracia.

A democracia foi reestabelecida, mas a herança do horror da ditadura permanece no cotidiano das ruas, das favelas, da periferia.

O aparelho do Estado Policial que torturava e matava militantes políticos não foi destruído com a volta das eleições democráticas.

O aparelho do Estado Policial foi transferido para o combate nas periferias, matando e torturando pobres e negros, principalmente, e chantageando jovens brancos da classe média. Esse Estado se mantém em permanente guerra civil contra as drogas. O mesmo soldado que é jogado nessa guerra do tráfico é o que atende a população. É um Estado que coloca o soldado em estado de guerra permanente.

O Estado de Direito Policial está presente no cotidiano, na existência aberrante de uma Justiça Militar, na dificuldade de se apurar os crimes da ditadura, nas torturas de inocentes em delegacias, no discurso vazio e sem contexto do “vandalismo”, no discurso da “ordem”, na criminalização de movimentos sociais.

Quem já não sentiu na pele um policial dizendo que a polícia também é a lei para jogar a lei na lata do lixo e estabelecer a barbárie. Ou seja, o Estado Policial persiste desde a Ditadura, mas estava restrito à periferia.

Quantos jovens, negros, trabalhadores, inocentes não foram mortos nesses últimos 30 anos por policiais nas periferias? Quem se lembra da Favela Naval e tantos outros casos de assassinatos?

Talvez o filme mais idiota da cinematografia brasileira, O Tropa de Elite, expõe de forma evidente esse Estado Policial e sua filosofia.

Os Black Blocs trouxeram esse Estado Policial para o centro da cidade, o colocaram em contato com a classe média, expuseram suas entranhas e sua violência por meio de celulares.

O PT, partido que surgiu e lutou contra esse Estado Policial, está hoje em um impasse. Uns, mais governistas e preocupados exclusivamente com as eleições do ano que vem, estão se filiando ao discurso bélico da extrema direita; outros, tentam encontrar uma saída. Nos protestos de Junho, o governo Dilma Rousseff conseguiu avançar, mas conseguirá agora ou vai retroceder e reforçar o Estado Policial?

É hora de rever o Estado Policial e a desigualdade social que se mantém sob a mira da bala e do cassetete. A polícia não pode ser a lei, ela deve cumprir a lei. É bom lembrar que tudo começou com uma ação criminosa da Polícia Militar de São Paulo em Junho deste ano.

VEJA BEM O VÍDEO: SERÁ QUE AGRESSÃO AO CORONEL DA PM FOI ARMAÇÃO DA POLÍCIA DO GOVERNO GERALDO ALCKMIN?

Parece num primeiro momento uma agressão horrível, mas observe bem o vídeo. As pancadas com paus parecem sair com pouca força e normalmente nas costas do coronel, não na cabeça.

A última, principalmente, o agressor usa uma prancha e deitada nas costas, típica agressão para não machucar. É estranho…

Um coronel sozinho no meio da manifestação?

Um coronel indefeso, frágil, agachando para se proteger?

Um policial infiltrato saca a arma? Por que não sacou antes? 

Muitos ficam em volta sem fazer nada, só tumultuando, uns gritam…É estranho…

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FLAGRANTE DE RESPEITO AO POVO: POLICIAL MILITAR SE RECUSA A ATACAR MANIFESTANTES E É DESARMADO POR COMANDANTE

IMPERDÍVEL: DISCUSSÃO SOBRE COBERTURA DA MÍDIA NOS PROTESTOS DOS PROFESSORES DO RIO DE JANEIRO

Assista dos 23 aos 36 minutos.

Debate do Youpix com Pedro Dória (Editor Executivo de Plataformas Digitais do jornal O Globo), Rodrigo de Almeida (editor do portal IG), Alexandre Inagaki (jornalista, blogueiro e consultor de mídias digitais), Rafucko (videomaker e manifestante, chamado por Caetano Veloso de Cohn-Bendit de 2013), membros da Mídia Ninja do Rio e mediação de David Butter (jornalista e produtor independente com passagens pela Globo e G1).

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BLACK BLOC OU MAHATMA GANDHI: A REALIDADE PARECE MAIS COMPLICADA DO QUE SER A FAVOR OU CONTRA

black blocLonge do discurso da ordem da mídia brasileira e dos governantes que classificam os black blocs simplesmente como vândalos, “minoria que estraga a manifestação” etc, há uma certa dialética que impede de se pensar simplesmente em ser contra ou a favor.

Ora, governos e grande mídia satanizam os black blocs porque o discurso jornalístico e o discurso político de Estado são discursos de poder, que necessitam manter a ordem vigente. Vândalos, nos termos usados são definições para violência gratuita, sem sentido, estúpida. Na verdade, há muitas razões para a violência dos black blocs, diferente de muitas outras atitudes violentas como, por exemplo, brigas em campos de futebol.

Também é difícil ser a favor de black blocs quando as imagens os mostram destruindo pontos de ônibus, lixeiras e outros espaços que servem a população.

Mas os black blocs, inevitavelmente, falam a língua do sistema, a língua do poder. Uma manifestação pacífica, no limite, é uma manifestação de carneirinhos. E isso não traz resultado algum de imediato, talvez não traga nenhum resultado a longo prazo. Seria preciso ter milhares de pessoas com a tenacidade de Mahatma Gandhi. Parece impossível.

Já as manifestações com certa dose de violência, principalmente o exemplo daquela quinta-feira de junho, quando fez acender uma luz de emergência na sonolenta burocracia de poder, dão resultado. Ainda que pequenos, os resultados podem ser vistos:  votações de projetos parados na Câmara e Senado, redução do preço das passagens e urgência no programa Mais Médicos são alguns exemplos.

Isso não significa apoiar ou não apoiar os black blocs, mas qual a saída diante do país mais desigual do mundo? Como votar em eleições compradas por corporações privadas por meio do financiamento de campanha? Como reagir diante da informação de que uma empresa que explora uma concessão pública sonega R$ 1 bilhão? Afinal, onde estão os vândalos?

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VÂNDALOS DO ESTADO: POLICIAL PEGA PEDRA NA RUA PARA ‘PROVAVELMENTE’ INCRIMINAR MANIFESTANTE

DIA DO PROFESSOR NO RIO DE JANEIRO DE EDUARDO PAES E SÉRGIO CABRAL

JUNHO DE 2013, O MÊS QUE NÃO TERMINOU: POR TODO BRASIL OCUPAÇÕES E LUTAS DA POPULAÇÃO PERSISTEM

brasildefato

O mês de Junho de 2013 pode ter ficado para a história como Maio de 68. E parafraseando o grande jornalista Zuenir Ventura, junho de 13 é o mês que não terminou. Por todo o Brasil há localizados protestos e ocupações, ainda que a cobertura seja centrada no Rio e em São Paulo.

Havia no Brasil, antes de junho, uma vida muito fácil para os políticos. Bastava se eleger, trabalhar nos gabinetes sofrendo pressão apenas dos lobbies econômicos, e tentar se reeleger depois de 4 anos. Mas parece que há uma mudança, uma insistência em protestos com ocupações e paralisações. E isso vai exigir, esperamos, um pouco mais dos políticos.

E isso já está aparecendo quando obriga políticos a tomar posições, sejam mais democráticas (dialogar com os protestos, reformular propostas etc) ou sejam mais autoritárias (mandar a polícia resolver e calar os manifestantes). Antes de junho, todos os políticos eram pardos. Agora, com os protestos, tendem a mostrar o lado.

No cerne dos protestos, há o abismo entre o mundo que controla o dinheiro (seja poder público de todos os níveis ou empresariado) e uma massa da população. Esse abismo é uma desigualdade persistente e perversa. E é essa desigualdade, refletida nos péssimos serviços de saúde, educação e transporte, que parece agora ter emergido desde junho de 13.

Ou retrocedemos com a pancadaria e repressão policial ou avançamos com distribuição de renda e investimentos que façam da educação, saúde e transporte serviços públicos de qualidade.

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MÍDIA NINJA NO RODA VIVA É UM EXEMPLO DA DIFICULDADE DOS JORNALISTAS DE ENTENDER A REALIDADE PÓS-PROTESTOS

Mídia NinjaA entrevista de Bruno Torturra e Pablo Capilé no Roda Viva é um exemplo vergonhoso de como é feito o jornalismo da grande mídia. No início houve uma tentativa de entender a Mídia Ninja e o Fora do Eixo.

Depois, sem entender, começaram as perguntas persecutórias porque o movimento teve algum financiamento de edital público.

Insistem no dinheiro do Fora do Eixo. É a lógica do pensamento mais reacionário e cínico que se resume ao lema: “ha…ha… vocês também gostam de dinheiro”. É algo bem baixo, mas é um espelho vergonhoso do nosso conceitual de jornalismo.

Assista o vídeo abaixo e perceba a dificuldade presente nos conceitos dos entrevistadores. Em certo momento, o apresentador, Mário Sérgio Conti diz que a resposta dos integrantes do Mídia Ninja é evasiva porque ele, entrevistador, não conseguiu enquadrá-la nos seus conceitos. Outro diz que o sistema deles é muito sofisticado, que tem algo por trás disso….

No entanto, vale a ousadia do Roda Viva, que ganhou algum ar nos últimos tempos de jornalismo. No entanto, o programa tende a se tornar medíocre com a saída de Mário Sérgio Conti e a entrada do franco atirador da Veja, Augusto Nunes.

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VÂNDALO NEWS: A PREVISÃO DO TEMPO PARA OS PROTESTOS NO BRASIL

PROTESTOS NO BRASIL AJUDARAM O GOVERNO DILMA ROUSSEFF A REDUZIR A INFLAÇÃO, QUE CAIU NO ITEM TRANSPORTE EM JULHO

Protesto Contra Aumento das Passagens de Onibu...Inflação oficial recua na prévia de julho e fica em 0,07%

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A prévia de julho deste ano da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), ficou em 0,07%. A taxa é inferior à de junho, 0,38%. O dado foi divulgado hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As principais contribuições para o recuo da inflação vieram dos grupos de despesas transportes (que passou de uma inflação de 0,1% na prévia de junho para uma queda de preços de 0,55% em julho) e alimentação (que passou de uma inflação de 0,27% para uma queda de preços de 0,18%).

Entre os itens que individualmente mais contribuíram para uma taxa menor em julho estão o tomate, que ficou 16,78% mais barato em julho, o etanol (-3,71%), a gasolina (-0,69%) e ônibus urbano (-1,02%).

No setor de transportes, também tiveram influência importante para a redução do IPCA-15 os itens seguro voluntário (-1,82%), ônibus intermunicipal (-0,91%), metrô (-2,02%) e trem (-1,15%). O IPCA-15 acumula taxas de 3,52% no ano e de 6,4% nos últimos 12 meses.

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ENQUANTO O QUEBRA-QUEBRA NO LEBLON COMOVE A MÍDIA E A POPULAÇÃO, AS MORTES CAUSADAS PELA PM NA MARÉ JÁ ESTÃO ESQUECIDAS

No discurso midiático elitista, o patrimônio vale mais do que a vida humana

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Do Blog do Mário Magalhães

O apogeu da covardia: lojas quebradas no Leblon comovem o Rio e o jornalismo, mas os mortos pela PM na Maré já foram esquecidos
Por Mário Magalhães

( Para seguir o blog no Twitter: @mariomagalhaes_ )

O Rio se comoveu com o quebra-quebra ocorrido no Leblon na virada de 17 para 18 de julho de 2013. Balanço da baderna: depredação de orelhões, placas e 25 lojas.

O Rio não se comoveu com a morte de pelo menos dez pessoas na Maré na noite de 24 e na madrugada de 25 de junho, menos de um mês atrás.

O Rio em questão é o retratado pelo jornalismo mais influente. Danos ao patrimônio no bairro bacana, paraíso onde vivi por tantos anos, receberam muito mais atenção do Estado, dos meios de comunicação e de parcela expressiva da classe média do que a perda de vidas na favela Nova Holanda, no complexo da Maré.

É muita covardia. Contra quem? Contra os de sempre, os mais pobres.

Os crimes contra o patrimônio na zona sul foram obra de bandidos, de fascistoides, de ultra-esquerdistas, incluindo pseudo-anarquistas, de pequenos burgueses vagabundos e de alguns miseráveis desejosos de trajar roupas de grife (alguém viu um operário vandalizando?). Como queimam o filme dos protestos e beneficiam o governo estadual com o verniz de vítima, talvez haja infiltrados de origem nebulosa. Cometeram crimes, têm de ser punidos escrupulosamente, nos termos da lei.

Na Maré, o Bope invadiu a favela contra a vontade dos policiais que lá estavam. O efetivo era minúsculo, pois o grosso do batalhão estava cuidando de reprimir manifestações políticas. Resultado: uma bala provavelmente disparada por traficante de drogas matou um sargento da tropa de elite.

Em seguida, sobreveio a vendeta, com a invasão massiva. Nove moradores locais mortos e nenhum PM ferido gravemente. Confronto? Isso tem outro nome: chacina. No mínimo, dois jovens não tinham antecedentes criminais, um deles de 16 anos. A legislação penal brasileira não prevê pena de morte, para qualquer crime, ainda que seja o de assassinato.

Na Maré, o grosso do jornalismo não informou nem a identidade dos mortos, com exceção da do PM. No Leblon, os personagens tinham nome, sobrenome e lágrimas de quem perdeu alguns bens. Na favela, o pranto das mães que perderam seus rebentos quase não saiu no jornal.

A cúpula da segurança do Estado convocou uma reunião de emergência horas depois de os vândalos detonarem no Leblon. Alguém sabe de um encontro dessa natureza para tratar do morticínio na Maré?

Há mais diferenças além da essencial, entre crime contra a vida e crime contra o patrimônio. No bairro das adoráveis novelas do Manoel Carlos, aprontaram criminosos que devem responder judicialmente por si mesmos. Na Maré, atuaram agentes públicos. Se não se sabe ao certo qual foi o comportamento deles, a responsabilidade é do Estado, que deveria investigar para valer, e não encenar apurações. (Texto completo)

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VÍDEO: MÉTODOS DA DITADURA CONTRA MANIFESTANTES NO RIO

PARA A PRESIDENTE DO CNS, AO DEIXAR DE PARTICIPAR DE COMISSÕES DO GOVERNO MÉDICOS REFORÇAM O CORPORATIVISMO E SE COLOCAM CONTRA O PRÓPRIO PAÍS

E para eles não faltam médicos...

E para eles não faltam médicos…

Da Rede Brasil Atual

Contra Mais Médicos, entidades de classe sabotam comissões no governo federal
Presidenta do Conselho Nacional de Saúde diz que medida é mais uma reação corporativa contra o governo. Médica classifica atitude de ‘fascismo’ e cobra de colegas uma postura a favor do país
Por Cida de Oliveira

São Paulo – O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) anunciaram hoje (19), em Brasília, que deixarão de participar de todas as câmaras, comissões e grupos de trabalho do Ministério da Saúde, bem como do Conselho Nacional de Saúde. Segundo as entidades, a saída é uma resposta às “decisões unilaterais tomadas pelo governo ultimamente, como o programa Mais Médicos e os vetos à lei do Ato Médico, tomadas sem nenhum diálogo com as médicas e médicos brasileiros”.

A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, avaliou como “lastimável e um equívoco político” o rompimento. “O CNS não é governo, e sim um órgão representativo da sociedade brasileira, com 144 integrantes, que debate a saúde pública. Os médicos deixam esses fóruns num momento em que deveriam ficar ao lado da sociedade que vai às ruas para defender melhorias na saúde pública”, disse.

Ela lembrou que em junho passado o órgão, no qual as entidades médicas têm representantes, aprovou moção de apoio às medidas do governo.

Maria do Socorro reiterou que apoia o Programa Mais Médicos como medida emergencial. “Defendemos políticas de saúde que ofereçam atendimento multiprofissional, com a presença de todos os profissionais da área de saúde. Mas a falta de médicos é o problema mais urgente, que deve ser enfrentado primeiro. Neste momento estou no Mato Grosso, numa aldeia Xavante. A maior reclamação aqui é que não tem médico”, disse.

Para a presidenta do CNE, o anúncio da Fenam expressa uma reação das entidades médicas contrárias às posições do governo, inclusive de ter vetado pontos do chamado Ato Médico, lei que regulamenta a profissão médica. “Em mais de 20 anos de SUS, governo nenhum tinha enfrentado esse debate. E como os médicos querem se autorregular, serão contrários a qualquer atitude que o governo vier a tomar.” (Texto completo)

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POPULARIDADE DE DILMA ROUSSEFF: NÃO ADIANTA CRITICAR A MÍDIA EM PÚBLICO E ENCHER O SACO DE DINHEIRO DA GLOBO NO PRIVADO

Mire-se no exemplo de outras mulheres. Cristina enfrentou e venceu

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A hora é de distensão e a queda nas pesquisas do Datafolha mostra isso. É uma queda que pode ser recuperada facilmente. É um momento. Mas não vai ser criticando a mídia em público e enchendo o saco de dinheiro da Globo (Abril e outros) no privado que Dilma Rousseff conseguirá vencer o impasse social dos protestos. A metodologia do Datafolha pode ser criticada, mas será necessário?

A decisão do Plebiscito foi a medida mais acertada até agora do governo Dilma Rousseff. Ela provocou de imediato uma reação grande da oposição (PSDB, DEM, PPS) e da mídia.  Dilma teria acertado o alvo. A ideia de plebliscito obriga a mídia e a oposição a se colocarem contra o povo. Isso desmascara o discurso. A irritação da oposição e da mídia está na necessidade de terem de assumir novas palavras de ordem: “não queremos povo, isso não é democracia, democracia é sem povo”.

Mas isso não basta, é preciso distender o processo e enfatizar o discurso de avanços de democracia direta, de democratização da mídia e do dinheiro da comunicação do governo. Mais que isso, é preciso inverter o processo do governo de atender ao mercado financeiro da especulação e dos juros. É preciso por em pauta projetos de distribuição de renda, inclusive da verba publicitária do governo.

É preciso deslocar ainda mais o dinheiro que beneficia os ricos em direção à população.

Se não fizer isso, se ficar criticando a mídia em público e dando dinheiro para a Globo no privado, a reeleição pode até não estar ameaçada, mas para que se reeleger?

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HÁ UM RECADO CLARO DAS RUAS: É PRECISO APROFUNDAR A DEMOCRACIA DIRETA E ENTREGAR ALGUNS ANÉIS

9077182828_243aa3a29aApesar de vivermos o período mais longo de democracia no Brasil, o sistema representativo atual, que surgiu sem fissura alguma de um sistema de privilégios da ditadura (e isso pode ser visto na Justiça, na distribuição de renda, na empáfia de alguns políticos, etc), precisa de avanços.

É premente estabelecer uma maior participação política da sociedade. É preciso dar mais transparência ao sistema de governo de prefeituras e isso precisa ser estabelecido no âmbito da câmara federal. Como pode, por exemplo, termos planilhas de custos das empresas de ônibus sob sigilo?

É preciso avançar em consultas populares e referendos, aumentando a participação e legitimando mais os caminhos da democracia. É preciso dar mais transparência às atividades públicas. Isso talvez possa ajudar a entender os recados das ruas.

O ar fascista que tomou as últimas manifestações nas ruas brasileiras, promovido por skinheads e pela extrema direita (evidenciada pela intolerância com manifestantes com bandeiras de partidos políticos), demonstra que parte da população foi capturada por essa oposição à política. Virou uma guerra contra as instituições políticas.

Os jovens, com consciência política e que há vários anos lutam no Brasil, devem desembarcar nos próximos dias desse tipo de atuação. As passeatas de rua devem se transformar em novas formas de atuação.

Mas não se pode olhar o que acontece apenas pelo ar fascista que tomou conta do movimento.  Há um recado claro das ruas: é preciso aprofundar caminhos democráticos e participação popular.

Mais que isso. O que se viu não foi só um ar fascista, mas a chegada nos centro e áreas nobres da mesma violência que o Estado cotidianamente provoca na periferia. É preciso investir na população e não deixar o dinheiro público apenas nas mãos dos sócios do poder público.

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O RECADO JÁ FOI DADO: É HORA DE MUDAR AS ESTRATÉGIAS E SAIR DAS RUAS

Existem inúmeras formas de atuação política. A manifestação nas ruas, em passeata, é uma delas.

Existem estratégias de avanço e recuo. É hora de refletir e abrir novos caminhos.

O ar fascista que tomou as manifestações, com a destruição de bandeiras de partidos políticos, precisa ser negado por quem já está acordado faz tempo, por quem tem bandeira de luta, ainda que não erga em praça pública.

Não é possível participar de manifestações intolerantes com os próprios manifestantes.

O importante é que os recados já foram dados:

1. a democracia representativa brasileira precisa de avanços, com maior consulta e participação popular.

2. É preciso avançar na distribuição de renda e investimento em saúde e educação.

3. A população quer participar mais do relativo sucesso econômico do Brasil dos últimos anos.

4. Não dá para ter uma democracia sem povo.

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MOVIMENTO PASSE LIVRE ENCERRA MANIFESTAÇÕES PELO PAÍS POR CAUSA DA VIOLÊNCIA CONTRA MANIFESTANTES DE PARTIDOS

MPL  acusa direita por “ar fascista” de protesto

Do site 247

Em nota, Movimento Passe Livre anunciou que deixou a manifestação na noite desta quinta-feira em São Paulo e criticou o oportunismo no ato: “O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário. Repudiamos os atos de violência direcionados a essas organizações durante a manifestação de hoje, da mesma maneira que repudiamos a violência policial”

247 – Depois de convocar o Brasil todo para se unir à onda de manifestações pelo país, o Movimento Passe Livre (MPL) deixou o protesto no meio da noite desta quinta-feira na capital paulista.

Em nota divulgada na rede social Facebook na madrugada desta sexta-feira (21), criticam a violência contra grupos que não pertencem ao MPL e que também participaram da marcha de quinta (20) nas ruas de São Paulo.Segundo o professor Lucas Monteiro, 29 anos, integrante do MPL, o movimento “não abandonou” os manifestantes. “A gente saiu porque a manifestação cumpriu com a obrigação dela, que era de comemorar a redução da tarifa.”Pedro criticou alguns grupos que estavam na manifestação. “Militantes de extrema direita querem dar ares facistas a esse movimento”, afirmou. Para Lucas, “a hostilidade sempre existiu”.Leia o texto publicado no perfil do MPL no Facebook:O Movimento Passe Livre (MPL) foi às ruas contra o aumento da tarifa. A manifestação de hoje faz parte dessa luta: além da comemoração da vitória popular da revogação, reafirmamos que lutar não é crime e demonstramos apoio às mobilizações de outras cidades. Contudo, no ato de hoje presenciamos episódios isolados e lamentáveis de violência contra a participação de diversos grupos.
O MPL luta por um transporte verdadeiramente público, que sirva às necessidades da população e não ao lucro dos empresários. Assim, nos colocamos ao lado de todos que lutam por um mundo para os debaixo e não para o lucro dos poucos que estão em cima. Essa é uma defesa histórica das organizações de esquerda, e é dessa história que o MPL faz parte e é fruto.
O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário. Repudiamos os atos de violência direcionados a essas organizações durante a manifestação de hoje, da mesma maneira que repudiamos a violência policial. Desde os primeiros protestos, essas organizações tomaram parte na mobilização. Oportunismo é tentar excluí-las da luta que construímos juntos.
Toda força para quem luta por uma vida sem catracas.
MPL-SP

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LÍDERES DO MOVIMENTO PASSE LIVRE DIZEM NO RODA VIVA QUE ESTÃO NO CAMPO DA ESQUERDA E QUEREM UMA SOCIEDADE IGUALITÁRIA

Captura de tela de 2013-06-18 11:23:42A entrevista com dois dos líderes do Movimento Passe Livre (MPL) no Roda Viva da TV Cultura foi marcada por uma postura comedida dos entrevistados. O programa entrevistou a estudante de direito Nina Cappello e o professor de História Lucas Monteiro de Oliveira. Lucas deixou claro que o MPL está no campo das esquerdas e que o movimento busca uma sociedade igualitária.  Para Nina, o MPL é um movimento social que luta pelo transporte público. Semelhante à estrutura de organização do MST (Movimento dos Sem Terra), eles dizem que não tem liderança e procuram atuar de forma horizontal.

Apesar de muitas perguntas sofríveis por parte dos jornalistas da grande mídia, foi possível perceber que os integrantes estavam bastante cautelosos e bem preparados com algumas perguntas mal intencionadas. Eles também afirmaram que a cidade precisa de uma transformação, para que não impeça a circulação das pessoas da periferia. O movimento tem um projeto de lei, de iniciativa popular, propondo o transporte público com tarifa zero, para que as pessoas (da periferia) possam se apropriar da cidade.

Veja vídeo abaixo:

MANIFESTANTES GRITAM: ‘GLOBO FASCISTA, SENSACIONALISTA!’ NA PRÓPRIA REDE GLOBO

REDE GLOBO RETIRA LOGO DA EMPRESA DE MICROFONES COM MEDO DE HOSTILIZAÇÕES DURANTE PROTESTOS PELO BRASIL

Do Vi o Mundo/ dica do Gustavo Costa

O Jornal Nacional noticiou nesta segunda-feira que os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a TV Globo ao longo da marcha.

Eles se concentraram na ponte estaiada, sobre a marginal do rio Pinheiros, frequentemente mostrada nos estúdios da Globo localizados nas proximidades.

Aparentemente por precaução, repórteres da emissora não usaram o cubo que identifica a TV quando estavam próximos dos manifestantes.

A transmissão ao vivo foi feita a partir de um helicóptero.

Veja explicações de Patrícia Poeta no JN aos protestos contra a Globo:

Veja mais:

 

 

REPÓRTER DA REDE GLOBO TEM DE IR EMBORA, APÓS MAIS PROTESTOS CONTRA A EMISSORA

EI, REAÇA, VAZA DESSA MARCHA!

Ei, reaça, vaza dessa marcha!

Não, reaça, eu não estou do seu lado. Não vem transformar esse protesto legítimo em uma ação despolitizante contra a corrupção. Não vem usar nariz de palhaço, não tem palhaço nenhum aqui. Agora que a mídia comprou a manifestação tu vem dizer que acordou?
O povo já está na rua há muito tempo, movimentos sociais estão mobilizados apanhando da polícia faz muito tempo. São eles os baderneiros, os vândalos, os que atrapalham o trânsito. Movimento pelo transporte, Movimento Feminista, Movimento Gay, Movimento pela Terra, Movimento Estudantil… Ninguém tava dormindo! Essa violência que espanta todo mundo não é novidade, não é coisa de agora. Acontece TODOS os dias nas periferias brasileiras, onde não tem câmera pra registrar ou repórter para se machucar e modificar o discurso da mídia.
Não podemos admitir que nossa luta seja convertida pela direita numa passeata contra a corrupção. Não é uma causa de neoliberais. Não é uma causa pelos valores e pela família. Não estamos pedindo o fim do Estado – pelo contrário! – Esse “Acorda, Brasil” não tem absolutamente NADA a ver com a mobilização das últimas semanas.
Então se tu realmente acredita que a mídia tá do nosso lado, abre os olhos! São muitas as maneiras de se acabar com um levante: força policial, mídia oportunista, adoção e desconstrução do discurso…

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HOSNI MUBARAK, SEGUNDO LÍDER ÁRABE DERRUBADO PELOS PROTESTOS POPULARES, É CONDENADO A PRISÃO PERPÉTUA PELOS CRIMES QUE COMETEU NO PODER

O Egito que vai às ruas

O segundo líder árabe derrubado por protestos populares em toda a história do Oriente Médio, também é o primeiro ex-ditador da região a ser condenado pelos crimes que cometeu no poder.

“O ex-ditador do Egito Hosni Mubarak e seu ex-ministro do Interior, Habib al-Adly, foram condenados no último sábado, dia 2, a 25 anos de prisão (equivalente à prisão perpétua no Egito) por conta de sua participação no massacre de civis durante os 18 dias de protestos que, entre janeiro e fevereiro de 2011, colocaram fim à ditadura comandada por Mubarak durante 30 anos”, diz notícia publicada pela Carta Capital.

A sentença foi considerada histórica, assim como os protestos de 2011 vivivos pelo Egito que, como lembrou o próprio juiz responsável pelo destino do ex-ditador, Ahmed Refaat, significaram um “novo amanhecer” para o Egito, que surgiu para encerrar “30 anos de escuridão” sob o governo Mubarak”.

A defesa disse que vai recorrer à decisão, já os familiares das vítimas estão divididos. Alguns achavam que o ex-ditador merecia a morte e que a justiça não foi feita da forma como deveria. O fato de Ahmed Refaat ter absolvido Mubarak e seus dois filhos de crimes de corrupção cometidos durante a ditadura também causou revolta e, no mesmo instante, milhares saíram às ruas para protestar contra o que chamaram de “sobrevida do antigo regime”.

30 anos de ditadura não desaparecem do dia para noite e ainda há muito o que ser esclarecido principalmente às famílias, como lembra a notícia da Carta Capital, que ainda não sabem de toda a verdade. No entanto, os protestos e a condenação, que não acontecem em muitos países, parecem configurar um avanço na rota da democracia.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Mubarak, ex-ditador do Egito, é condenado à prisão perpétua
Por redação Carta Capital

O ex-ditador do Egito Hosni Mubarak e seu ex-ministro do Interior, Habib al-Adly, foram condenados neste sábado 2 a 25 anos de prisão (equivalente à prisão perpétua no Egito) por conta de sua participação no massacre de civis durante os 18 dias de protestos que, entre janeiro e fevereiro de 2011, colocaram fim à ditadura comandada por Mubarak por 30 anos. A sentença é histórica. Mubarak, o segundo líder árabe derrubado por protestos populares em toda a história do Oriente Médio, é o primeiro ex-ditador da região condenado pelos crimes que cometeu no poder. Sua defesa anunciou que vai recorrer.

A sentença de Mubarak e Al-Adly foi lida na manhã deste sábado pelo juiz Ahmed Refaat, que presidia o caso. Refaat afirmou que os protestos de 2011 significaram um “novo amanhecer” para o Egito, que surgiu para encerrar “30 anos de escuridão” sob o governo Mubarak. O magistrado, então, leu as sentenças condenando Mubarak e Al-Adly a penas de 25 anos, o máximo previsto na legislação atual do Egito.

O chefe da defesa de Mubarak, Farid al-Deeb, afirmou que havia “erros” na justificação da sentença e prometeu recorrer. De acordo com o jornal egípcio Egypt Independent, a reação das famílias das vítimas foi dividida. Enquanto alguns comemoravam, outros criticavam o que foi considerado a falta de severidade da pena. “Mubarak tem que morrer como aconteceu com meu filho. Precisamos da execução. Vão deixar que ele escapem. Não há justiça neste país”, disse Sanaa Saeed, cujo filho, Moez al-Sayed, foi morto a tiros na praça Tahrir, no centro do Cairo, a capital do Egito. (Texto completo)

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Marcha das vadias de campinas 2011

A internet está transformando a vida de pessoas e também dos movimentos sociais.

Com certeza, não é só o jornalismo e a grande mídia que estão sentindo as transformações que ocorrem na sociedade com a massificação da rede mundial de computadores. As ações políticas, fora do espectro partidário, também tomaram outra proporção nos últimos anos. Primavera árabe, Occupy wall street, indignados da Espanha, anônimos, marcha das vadias são alguns exemplos de como o ano de 2011 ganhou importância histórica.

Veja abaixo entrevista em quatro partes em que participei junto com Mariana Cestari, uma das organizadoras da Marcha das Vadias em Campinas, para o programa Diálogos, produzidos por alunos de jornalismo da PUC-Campinas.

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NOVO CÓDIGO COMEÇA A SER VOTADO NO SENADO ENQUANTO MANIFESTANTES PROTESTAM NO CONGRESSO NACIONAL

Árvores são plantadas em frente ao Congresso Nacional como forma de protesto ao novo Código

O projeto do novo Código Florestal  – PLC 30/2011 – entrou na pauta de votação do senado na última terça-feira (6/12) em meio a intensos protestos da sociedade civil organizada. A sessão promete ser longa, não menos que a polêmica.

Boa parte dela vem de algumas resoluções do novo Código, dentre elas, a concessão de perdão a quem desrespeitou as regras de proteção da floresta,a diminuição das Áreas de Preservação Permanente (APP), das Reservas Legais, além do estímulo a mais desmatamentos.

Os termos do novo Código vêm, neste sentido, com uma forte presença dos interesses ruralistas e é justamente o grupo quem tem mais pressa na aprovação do texto. Talvez porque serão eles os mais beneficiados caso o novo Código passe a valer. Resta saber se o saldo para o meio ambiente, que é quem realmente interessa ou deveria interessar nessa conta toda, será positivo.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pelo Brasil de Fato:

Sessão que decide Código Florestal começa no Senado
Apesar de extremamente questionado por diversos setores da sociedade, projeto entra no plenário em regime de urgência.
Por Vinicius Mansur

O polêmico projeto do novo Código Florestal – PLC 30/2011 – está na pauta de votação do Senado desta terça-feira (6). Apesar de extremamente questionado por diversos setores da sociedade organizada, o projeto entra no plenário em regime de urgência. A sessão promete ser longa. Até o momento 44 emendas foram protocoladas e a expectativa é de que outras sejam apresentadas durante a discussão em plenário.

Sociedade contrária
O Greenpeace exibiu na Praça dos Três Poderes, em Brasília, uma motosserra gigante solicitando ao Senado a não aprovação do texto elaborado pelos senadores Jorge Viana (PT-AC) e Luis Henrique (PMDB-SC). Contudo, os protestos dentro da Casa não devem acontecer. Desde as primeiras horas desta terça-feira, a entrada no Senado está rigidamente controlada e o acesso à galeria do plenário, para assistir in loco a votação, está restrita àqueles que tiveram acesso aos poucos crachás liberados pela presidência da Casa.

O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, articulação composta por entidades como Confederação Nacional de Bispos dos Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sindicatos, movimentos da agricultura familiar e organizações socioambientais, distribuiu uma nota aos parlamentares nesta segunda-feira (5) apontando “os problemas que impedem a aprovação do PLC 30/2011”. Entre as críticas, o comitê aponta que o PLC 30/2011 concede o perdão – denominado de “área rural consolidada” – a quem desrespeitou as regras de proteção às florestas, reduz as Áreas de Preservação Permanente (APP) e as Reservas Legais e estimula novos desmatamentos.

No último dia 29, o comitê realizou um ato em Brasília, no qual entregou à presidência da República um abaixo-assinado com 1,5 milhões de assinantes contrários à aprovação do PLC 30/2011. Na semana passada, a CNBB e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) enviaram cartas ao Senado solicitando mais tempo para o debate sobre o tema. (Texto completo)

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