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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PROCESSO DE SONEGAÇÃO DE IMPOSTO DA REDE GLOBO SUMIU, MAS EXISTE CÓPIA FORA DA RECEITA FEDERAL

charge-bessinha_globo-nem-ai3O processo contra a Globo sumiu? E os bastidores da negociação que poderia ter levado à “estatização” da emissora

por Rodrigo Vianna/Escrevinhador

Conversei com duas fontes importantes, que trouxeram esclarecimentos sobre o episódio da sonegação de impostos da Globo, denunciada pelo blog “O Cafezinho” de Miguel do Rosário.

Uma das fontes é um ex-funcionário público (que conhece bem instituições como a Receita Federal e o Ministério Público no estado do Rio). Esse homem é o mesmo que Miguel do Rosário tem chamado de “garganta profunda”. Por isso, também o chamaremos assim nesse texto. A segunda fonte (será chamada aqui de “fonte 2″) é uma pessoa que esteve no governo federal (funcionário de carreira), nunca exerceu cargos eletivos, mas sabe muito sobre os bastidores do poder – e suas intercessões com o mundo das finanças e da mídia. Seguem abaixo as informações que recebi dos dois. O texto é longo, mas peço atenção porque trata de assunto gravíssimo. 

1 – O blog “O Cafezinho” publicou apenas 12 páginas de uma imensa investigação contra a Globo. Onde está o processo original? Onde estão as centenas de páginas até agora não reveladas? Um mistério. O “garganta profunda” garante que funcionários da Receita Federal no Rio estariam “em pânico” (são palavras dele) porque o processo contra a Globo simplesmente sumiu! Sim. O processo não foi digitalizado, só existe em papel. O deputado Protógenes Queiroz  (que pretende abrir uma CPI para investigar a Globo) também considera “estranho” que não haja “back-up” da investigação.

“Mas como um processo some desse jeito?” pergunto incrédulo. E o “garganta profunda” responde com um sorriso: “há advogados especializados nisso, e às vezes o sumiço físico de um processo é a única forma de evitar danos maiores quando se enfrenta uma investigação como essa contra a Globo”. Insisto: “mas quem teria pago pro processo desaparecer?”. E o “garganta profunda” responde com um sorriso apenas. 

2 – Importante compreender que, na verdade, há uma investigação contra a Globo que se desdobra em dois processos. Tudo começa com o ”Processo Administrativo Fiscal” de número 18471.000858/2006-97 , conduzido pelo auditor fiscal Alberto Sodré Zile; era a investigação propriamente tributária, no decorrer da qual descobriu-se a (suposta) conta da Globo em paraíso fiscal e a sonegação milionária. Ao terminar a investigação, no segundo semestre de 2006, Zile constatou “Crime contra a Ordem Tributária” e por isso pediu a abertura de uma “Representação Fiscal para Fins Penais” (ou seja: investigação criminal contra os donos da Globo) que recebeu o número 18471.001126/2006-14. 

3 – Um dos indícios de que há algo errado com os dois processos contra a Globo surge quando realizamos a consulta ao site ”COMPROT” (qualquer cidadão pode entrar no site “COMPROT” do Ministério da Fazenda e fazer a consulta – digitando os números que reproduzi no item acima). Ao fazê-lo, aparecem na tela as seguintes informações:

“MOVIMENTADO EM: 29/12/2006″

“SITUAÇÃO: EM TRÂNSITO”.

4 – Um processo (ou dois!!!) pode ficar ”em trânsito” durante seis anos e meio? Isso não existe.  Onde foi parar o processo? Entrou em licença médica? Repousa em algum escaninho? Viajou para as Ilhas Virgens Britânicas? Ou desapareceu no buraco negro que parece unir o Jardim Botânico ao Planalto Central?

A “fonte 2″ esclarece que a investigação deveria ter seguido dois caminhos:

– a Globo poderia continuar discutindo o imposto devido nas instâncias administrativas da Receita (para isso, teria que pagar o valor original e discutir a multa);

– o Ministério Público Federal no Rio deveria ter iniciado uma investigação dos aspectos criminais (esse era  o caminho depois da “Representação Fiscal para Fins Penais” apresentada pelo auditor Zile).

5 – Se a Globo tivesse feito recursos administrativos na Receita, isso deveria constar no site “COMPROT”. Mas a última movimentação é de 29/12/2006 – como qualquer cidadão pode confirmar realizando a consulta. O que se passou? Onde está o processo? O “garganta profunda” garante: “o processo teria sido sido retirado do escritório da Receita do Rio, desviado de forma subterrânea”. Essa informação, evidentemente, ainda precisa ser confirmada. 

6 – Se  o processo original sumiu, como se explica que Miguel do Rosário tenha obtido as 12 páginas já publicadas em “O Cafezinho”? Aí está outra parte do segredo e que vamos esclarecer agora: um homem – não identificado – teria conseguido preservar o processo original (e feito pelo menos mais uma cópia, na íntegra, para se proteger). As 12 páginas seriam, portanto, “só um aperitivo do que pode vir por aí”, garante o “garganta profunda”.

7 – O que mais há no processo? Detalhes sobre contas em paraísos fiscais,  e os nomes dos donos da Globo associados a essas contas, além de muitos outros detalhes – diz o “garganta profunda”, único a manter contato permanente com o homem que hoje possuiria o processo na íntegra. Seriam provas avassaladoras, “com nome, endereço e tudo o mais”. Em suma: uma bomba atômica contra a Globo. (Texto Integral)

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DEPUTADO PROTÓGENES DENUNCIA POSSÍVEL BANDITISMO DA REVISTA VEJA E DIZ: NÃO EXISTE JORNALISTA BANDIDO, OU É JORNALISTA, OU É BANDIDO

VIVA O CHACRINHA!! O JORNAL ESTADÃO VEIO PARA CONFUNDIR E NÃO PARA EXPLICAR A OPERAÇÃO MONTE CARLO DA POLÍCIA FEDERAL

Alô, alô quem quer notícia!!!

Alô, alô Teresinha!!!

Que sanha! O Estadão tenta confundir o leitor em vez de explicar o que acontece realmente sobre as investigações da Polícia Federal, sobre a operação Monte Carlo.

O jornal dá grande destaque para escutas totalmente inócuas e sem importância da operação Monte Carlo, em que Dadá não diz nada de interessante ou comprometedor. O jornal tenta fazer com que o leitor apolítico (é esse o público que o PIG ama) pense que Protógenes Queiroz (PCdoB) é um Demóstenes Torres (ex-DEM).  Pode até ser que um dia isso possa acontecer, mas é preciso não ser desonesto com o leitor dessa forma. É preciso ter informações mais evidentes e não amenidades.

É preciso dizer ao leitor de forma mais honesta que Protógenes Queiroz  conhece Idalberto Matias de Araújo, o Dadá,  porque assim como ele, fazia parte do aparelho policial do Estado em Brasília. Dadá no serviço secreto e Protógenes na Polícia Federal. E Dadá trabalhou para Protógenes na operação Satiagraha, cedido pelo órgão.

As conversas de Dadá e Protógenes, o jornal deveria deixar claro, não se referem à questões do Carlinhos Cachoeira. Isso é explícito, mas o jornal levanta a suspeição com destaque no sentido contrário. Deixa para Protógenes se defender de algo que parece evidente.

É preciso contextualizar Protógenes nessa história toda.  Se não agisse de má fé ou ignorância, o Estadão deveria explicar ao leitor que foi o próprio deputado quem coletou assinaturas para a CPI do Cachoeira, ou seja, ele mobilizou deputados, coletando assinaturas, justamente para investigar as denúncias.   Alô Alô Teresinha!!! Protógenes é um estúpido, está atrás de provas para se incriminar. Hehehe.

O leitor quer bacalhau!!, grita o velho guerreiro!!!

O Estadão está aí para confundir e não para explicar”. Viva o Chacrinha!!

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CPI DA PRIVATARIA TUCANA REVELA AS DIVISÕES INTERNAS DO PT: MENOS DA METADE DAS ASSINATURAS QUE PEDEM A COMISSÃO É DE MEMBROS DO PARTIDO

A batalha de Protógenes mal começou

Ao que parece, a repercussão do livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, não vai se restringir apenas a fazer cair a máscara de boa parte da direita nacional e da velha mídia que lhe serve de respaldo. As consequências das denúncias de corrupção envolvendo as privatizações feitas durante o governo FHC prometem revelar também as divisões internas dentro do próprio PT.

Isso já começou a acontecer. Como mostra notícia publicada pela revista Carta Capital, e como divulgamos ontem aqui no Educação Política, das 185 assinaturas confirmadas no pedido de abertura da CPI da Privataria na Câmara, apenas 67, ou seja, pouco menos da metade, é de deputados do PT, o que permite concluir que os caciques do partido não pretendem facilitar a criação da Comissão.

A reação um tanto constrangida do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) ao receber do deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) o documento com as assinaturas revela que o caminho vai ser longo para aqueles que querem fazer valer justiça em uma realidade política onde os interesses são tão peculiares a ponto de metade da situação não querer que a oposição seja investigada.

A CPI, se acontecer, ficará mesmo só para 2012. O curioso, no entanto, não seria nem tanto a reação de Marco Maia que, como lembra a revista, pode estar revestida apenas de um “traje institucional”, e sim o fato de alguns nomes importantes dentro do PT simplesmente não constarem da lista dos requerentes da CPI da Privataria Tucana que, mesmo as pessoas não sabendo direito do que se trata pelos interesses de boa parte da mídia, está dando o que falar.

Veja abaixo trecho da notícia publicada pela Carta Capital:

PT ‘racha’ para assinar CPI

Pouco menos da metade das 185 assinaturas confirmadas no pedido de abertura da CPI da Privataria na Câmara é de deputados do PT, a maior bancada da Casa. Ao todo, 67 petistas assinaram o documento, entre eles lideranças como André Vargas, Dr. Rosinha, Henrique Fontana, Vicentinho e Ricardo Berzoini.

Existem, no entanto, dois sinais de que, para sair do papel, a comissão não contará com tanta boa vontade dos caciques do partido.

O primeiro foi o certo constrangimento do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), ao receber do deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) o documento com as assinaturas.

Enquanto o ex-delegado dizia em seu Twitter que contava com o apoio do presidente da Câmara, Maia saiu de fininho, dizendo que ainda precisava observar as exigências regimentais para a criação da CPI. E que tudo só seria feito no início de 2012, quando as tramóias do governo tucano deveriam entrar na fila para serem investigadas pelos deputados, que já encaminharam comissões sobre o tráfico de pessoas e trabalho escravo. (Texto completo)

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English: Deputy Marshal Protogenes Queiroz Por...

O pluripartidarismo da democracia brasileira demonstrou a sua força nos últimos dias. Dois acontecimentos aparentemente sem conexão mostram a força e a importância dos pequenos partidos políticos. PCdoB, PDT e PSol atuaram de forma republicana em defesa dos interesses do povo brasileiro.

O primeiro acontecimento foi a coleta de assinaturas para a CPI da privataria tucana, a partir do livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. A possibilidade de CPI foi o que ajudou a levar a pauta para a velha mídia, que tentou escondê-la durante uma semana.

Na hora em que viu a existência de 171 assinaturas na CPI, acendeu o sinal de alerta. Pela primeira vez desde a redemocratização do país talvez, a grande imprensa se coloca contra a instalação de uma CPI de forma contundente.

Mas o deputado Protógenes Queiroz (do PCdoB), auxiliado pelo deputado Brizola Neto (PDT) fizeram uma força tarefa para coletar as assinaturas da CPI da privataria tucana, que devem passar de 200.

Nesse episódio, os dois grandes partidos políticos que buscam comandar o país, PT e PSDB, tiveram atitudes semelhantes. O PSDB se fingiu de morto e o PT em geral se dizia não saber do que se tratava. Agora a dificuldade é a instalação da CPI, que poder ser barrada pelo PT, vejam só.

Se isso ocorrer, vamos ter uma demonstração da armadilha que se instala em sistemas democráticos em que há o predomínio muito forte de apenas dois partidos políticos. Apesar de opositores, PT e PSDB têm interesses corporativos comuns. O PMDB, que também é um grande partido, é um caso à parte.

Um outro acontecimento que mostra a importância dos pequenos partidos é a ação protocolada pelo  PSOL no último dia 15  no Supremo Tribunal Federal (STF), em que pede a proibição de concessões, autorizações e renovações de radiodifusoras a políticos com mandato eletivo.

Segundo matéria do G1, de acordo com levantamento da ONG Intervozes, citado pelo partido, sete senadores e 41 deputados federais são donos de rádios ou emissoras de TV. O levantamento foi feito com base no cruzamento das declarações de renda dos políticos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). (texto completo). PT e PSDB sempre se calaram diante desse escândalo.

É certo que temos muitos… muitos pequenos partidos que são caça-níqueis, ou seja, agrupamentos cuja única ideologia é a forma mais curta de se chegar ao dinheiro do p ovo brasileiro. Por isso é que não se vê ações como essas nos outros pequenos partidos. Apesar dos problemas, são justamente essas ações que transformam pequenos partidos em grandes politicamente e dão vigor à democracia brasileira.

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Protógenes derveria pedir proteção internacional contra perseguição da Polícia Federal

A Polícia Federal do governo Lula mantém na direção do órgão o policial Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da instituição. Ele foi acusado de torturar uma empregada doméstica no Rio Grande do Sul. Não bastasse isso, a Polícia Federal faz implacável perseguição a Protógenes Queiroz, delegado que prendeu Daniel Dantas e fez um grande trabalho na Polícia Federal por vários anos.

Esse seria um prato feito para a oposição montar um circo, CPI etc, mas ninguém do PSDB ou do Demo fala sobre o assunto. A presença de Luiz Fernando Corrêa na direção da entidade, com as acusações que lhe pesam, e a perseguição ao delegado Protógenes Queiroz é uma das piores coisas do governo Lula, mas a oposição e grande parte da mídia se cala.

Longe de criticar o que há de ruim no governo Lula, a oposição critica o que há de bom, como o Bolsa Família, investimentos na transposição do São Francisco, Prouni, etc etc….

É por essas e outras que se diz que a oposição está sem rumo. Na verdade, a oposição está sem chão.

Veja abaixo trecho da reportagem sobre Luiz Fernando Corrêa na Carta Capital. A perseguição sofrida pelo Delegado Protógenes Queiroz está no Terra Mazagine.

Trecho da matéria de Leandro Fortes sobre o delegado da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa:

“Corrêa foi acusado de deter ilegalmente e torturar, à base de chutes, pauladas, socos e eletrochoques, a empregada doméstica Ivone da Cruz, em 21 de março de 2001, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Ivone, então com 39 anos, trabalhava na casa de uma mulher identificada apenas como Ocacilda, também conhecida pelo apelido de “Vó Chininha”, avó da mulher do delegado, Rejane Bergonsi. Presente durante um assalto à casa da patroa, Ivone acabou apontada como suspeita de cumplicidade com os criminosos, embora nenhuma prova ou evidência tenha sido levantada contra ela até hoje. Corrêa era, então, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF em terras gaúchas.

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O MUNDO FANTÁSTICO DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO PÓS-GILMAR MENDES: É CRIME JUÍZES, POLÍCIA E PROCURADORIA SE UNIREM PARA PRENDER BANDIDOS

É genial. A tese absurda defendida por Gilmar Mendes em entrevistas foi assumida pelo juiz Ali Mazloum para indiciar o delegado Protógenes Queiroz.  A tese é a seguinte: Polícia, Justiça e Procuradoria se uniram para prender bandidos. Ué! Mas não é para isso que são constituídas essas instituições do estado de direito brasileiro e liberal-democrático? Já está na hora de investigar a união de política, justiça e procuradoria para defender bandidos. Isso sim é que precisa de apuração. Ou estamos doidos!

Veja abaixo a nota da Associação dos Procuradores da República

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem a público esclarecer, em razão da matéria intitulada Juiz transforma Protógenes em réu por vazar Satiagraha, publicada na edição desta terça-feira (26/5) do jornal Folha de S. Paulo, que o fato de existirem telefonemas entre o Procurador da República, o Juiz Federal e o Delegado de Polícia Federal que funcionam em um processo não é motivo para lançar suspeição sobre a lisura da conduta destas autoridades públicas, uma vez que tais contatos são necessários para o esclarecimento acerca de medidas requeridas no curso de investigações criminais.
A ANPR ressalta que o Ministério Público é o titular privativo da ação penal pública, do que decorre a necessidade de acompanhar de perto o desenvolvimento das investigações policiais, sendo a atuação dos Procuradores da República pautada em princípios constitucionais, na defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis, no estrito cumprimento do dever funcional.

Brasília, 26 de maio de 2009.
Antonio Carlos Bigonha
Presidente da ANPR

***

Veja também texto de Paulo Henrique Amorim e conheça o Juiz Ali Mazloum

O Juiz Ali Mazloum (*) pede à Polícia Federal que investigue a natureza dos telefonemas trocados entre a minha empresa (?), a PHA, e o ínclito delegado Protógenes Queiroz.A minha empresa, ainda que modesta, é bastante lucrativa, a ponto de pagar em dia seus inúmeros e competentes advogados, e ter vários números de telefones fixos, celulares e de rádio – todos devidamente grampeados, suspeito.O juiz não informa que número de telefone da minha empresa dialoga com o ínclito delegado.Apesar disso, o juiz convoca a Polícia Federal a investigar a troca de ligações suspeitas.O juiz pode ficar tranquilo.A Polícia Federal do Presidente Lula não precisa gastar tempo com isso.Poderia dedicá-lo a localizar o áudio do grampo sem áudio do Supremo Presidente do Supremo; ou a decifrar os HDs e pen-drives de Daniel Mendes, digo Dantas.

Eu confesso: eu uso os telefones da minha empresa e ligo para o delegado Protógenes.

Telefono também para o delegado Paulo Lacerda.

Para o Juiz Fausto De Sanctis.

Para os Procuradores De Grandis e Anamara Osório.

Para a Juiza Márcia Cunha.

Para o Mino Carta.

Para o Sergio Lirio, e Leandro Fortes, da Carta Capital.

Para Rubens Glasberg e o Samuel Possebon, da Teletime.

Para Luís Nassif.

Para o Luiz Roberto Demarco.

Os acima citados são vítimas de implacável cerco político e/ou judicial do passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.

Eu jamais telefonei para o Juiz Ali Mazloum.

(*) O juiz federal Ali Mazloum é aquele que, graças a voto de Gilmar Mendes, foi excluído de ação penal por formação de quadrilha, na “Operação Anaconda” da Polícia Federal, a despeito da oposição do Ministério Público.

Paulo Henrique Amorim

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Protógenes na CPI: cobertura da Globo estava desanimada

Protógenes na CPI: cobertura da Globo estava desanimada

O Jornal da Globo está fazendo um novo tipo de jornalismo, o da atenuação. Se tem uma discussão quente, na qual deputados sobem do tom e se enfurecem, o Jornal da Globo simplesmente não põe no ar. É o jornalismo versão ideológica sem sal.

Foi o que aconteceu ontem à noite (08/04/09)  na cobertura do depoimento do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz. O momento mais tenso da CPI e mais interessante foi quando o deputado do Psol, Chico Alencar, questiona sobre a proteção que a CPI dá ao banqueiro Daniel Dantas, não o convocando para depor.  O deputado do PT, Nelson Pellegrino, relator da CPI, ficou irritado com a inevitável proteção que a CPI faz ao banqueiro condenado pela Justiça, Daniel Dantas. No jornalismo da Globo, isso não apareceu. Seria muito jornalismo para pouca versão.

Mas se você quiser ver mais jornalismo e menos versão dos fatos, como faz a Globo, assista à cobertura feita pela Bandeirantes, no jornal da Noite. Assistir aos dois vídeos, que são curtos, é uma aula de jornalismo. Na Band, a tensão de Pellegrino  aparece, assim como se tem uma cobertura mais jornalística e menos ideológica.

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Na Band, Protógenes Queiroz evita responder em CPI dos grampos,

POLÍCIA FEDERAL ATUA SORDIDAMENTE NO CASO DO DELEGADO PROTÓGENES QUEIROZ E A MÍDIA É COMPLACENTE E CÚMPLICE

Matéria do Estadão sobre os pen drives do delegado Protógenes Queiroz mostra que a Polícia Federal está sórdida e que a mídia tem senso crítico seletivo.

A Polícia Federal está sórdida porque vaza informações de forma ininterrupta de uma apuração sobre, justamente, “vazamento de informação”, que teria sido feito pelo delegado Protógenes.

A mídia tem senso crítico seletivo. Estamos no meio de uma guerra e a notícia do Estadão é uma assessoria de imprensa à banda da política que tenta inocentar Daniel Dantas e, pior, não expõe de forma clara a grande manchete que contém os pen drives de Protógenes, ou seja: “Ministros do governo e senador tinham linha direta com esquema Dantas de corrupção“.  Olha que manchete!! Esse deveria ser o título da matéria, mas falta criticidade. Ou será que faltou jornalismo?

Dentro do jornalismo isso muitas vezes acontece por causa da cumplicidade com a fonte. Nesse caso, a fonte (Polícia Federal) vaza para que seu interesse seja reproduzido. A PF plantou matéria no Estadão. A reportagem do Estadão aceitou!

O esquema Dantas agradece. O jornalismo perdeu uma grande manchete.

Veja trecho da matéria sem faro jornalístico do Estadão.

Arquivos indicam que ministros e parlamentares caíram em grampos

Fausto Macedo/Estadão

Peritos da Polícia Federal identificaram em dois pen drives de uso pessoal do delegado Protógenes Queiroz arquivos ilustrados com 27 fotografias de “autoridades do governo federal, deputados e alvos da Operação Satiagraha”.

Os registros secretos do delegado indicam ainda que essas autoridades podem ter caído no grampo telefônico – provavelmente de forma involuntária porque mantiveram contatos com investigados.

A informação consta do Relatório de Análise de Mídias, página 19, que a PF preparou exclusivamente com base no conteúdo dos pen drives de Protógenes, apreendidos em novembro por ordem judicial.

O delegado armazenou as informações sobre parlamentares e integrantes da administração federal em pastas intituladas pela senha “Brasil”, inseridas no capítulo “dados para a vigilância”.

Também há menção a “áudios interceptados” de suspeitos em contato com autoridades e jornalistas e advogados.

Na página 5 do relatório os peritos reproduziram uma tela capturada em um pen drive de 2 gigabytes de Protógenes com cinco arquivos que indicam que o grampo pode ter pego o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado e fundador do PT, e o advogado Nélio Machado, que dirige o núcleo de defesa do chefe do Opportunity.

Os arquivos são assim denominados: “Áudio Satiagraha Guilherme x D. Dantas”, “Áudio Satiagraha x Luiz Eduardo”, “Áudio Satiagraha Guilherme x Min. Geddel”, “Áudio Satiagraha Guilherme x Sen. Heráclito Fortes” e “Áudio Satiagraha Nélio Machado”. (texto completo)

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Delegado que investigou Daniel Dantas sofre também com a midia brasileira

Delegado que investigou Daniel Dantas sofre também com a mídia brasileira

O jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, afirma no título de um artigo que o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, teria admitido espionagem no STF. O título diz: “Em gravação, Protógenes admite espionagem no STF”
Ao ler o título, imagina-se que durante o texto você  encontrará uma admissão de Protógenes ou alguma prova contundente de que ele tenha espionado o STF. Lê-se o texto e nada. Há apenas uma informação de que ele sabia que havia Habeas Corpus sendo produzidos.

Daí a inferir que houve espionagem no STF, my God! Imagino o tanto de coisas que o leitor sabe sem necessariamente espionar ninguém. Ou será que se sabemos de algo que não podemos ver a olho nu nos transformamos em espiões? Essa parece ser a lógica do colunista.

Josias caiu na baba ideológica da revista Veja, aquela que pediu desculpas para o Colégio Visconde de Porto Seguro por ser preconceituosa e praticar um péssimo jornalismo. Vale a pena ver a nota da Veja sobre o Porto Seguro e a nota com pedido de desculpa no blog do Nassif. É mais uma pérola para os anais do jornalismo brasileiro.

Veja mais abaixo o título de Josias e o texto sem sustentação.

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MÚSICO DÁ AULA DE JORNALISMO; ASSISTA E APRENDA

GRANDE FURO DA VEJA: PELA PRIMEIRA VEZ GRAMPO REVELA INTERESSE DO GRAMPEADO

MAINARDI, DA REVISTA VEJA, É CONDENADO A TRÊS MESES DE PRISÃO POR INJÚRIA E DIFAMAÇÃO

Em gravação, Protogenes admite espionagem no STF

Josias de Souza

Em Brasília, uma cidade guiada pelo interesse, o segredo é um projeto irrealizável.

Há quatro meses, interessava ao governo esconder os desacertos da Satiagraha.

Decidiu-se, então, guardar a sete chaves uma gravação produzida em reunião da PF.

Reunião realizada em 14 de julho, que resultou no afastamento do delegado Protógenes Queiroz do leme da investigação contra Daniel Dantas e sua gente.

De um lado da mesa, o delegado Protógenes a equipe dele. Na outra ponta, três mandachuvas da PF:

Roberto Troncon, diretor da Divisão de Combate ao Crime Organizado, Leandro Coimbra, superintendente da PF em São Paulo e Paulo de Tarso Teixeira, chefe da divisão de Combate aos Crimes Financeiros.

Agora, numa fase em que Protógenes foi convertido de investigador em investigado, interessa ao governo trazer o áudio da reunião à luz.

De repente, a gravação ganhou as páginas. Entre as pessoas que a ouviram estão os repórteres Expedito Filho e Diego Escosteguy.

O resultado da audição está exposto em texto veiculado pela revista Veja (só assinantes). Vão abaixo os principais detalhes das quase três horas de fita:

1. Espionagem no STF: A certa altura, Protógenes pronunciou diante de seus superiores uma frase que, ouvida hoje, soa como uma confissão.

Sem mencionar o nome do ministro Gilmar Mendes, o delegado contou que dispunha de informações sobre o que se passava na sala do presidente do STF:

“Nós sabíamos que tinha um HC [habeas corpus] já preparado, já um outro HC, que estava sendo gestado no gabinete no Supremo Tribunal Federal… né? E em escritórios de advocacia. Isso em trabalho de inteligência que nós…”.

Protógenes não concluiu a frase. Tampouco os delegados que o ouviam se preocuparam em pedir-lhe que esmiuçasse o tal “trabalho de inteligência”.

O ex-chefão da Satiagraha chegou mesmo a profetizar, em timbre de ironia: “Vão surgir notícias de que nós grampeamos o Supremo, que a Abin grampeou…”.

ATÉ QUE ENFIM UM PARTIDO POLÍTICO ENTRA NA LUTA CONTRA O ESTADO JURÍDICO-POLICIAL INSTAURADO PELO SUPREMO

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PSOL ENTRA COM REPRESENTAÇÃO PARA DEFENDER PROTÓGENES E DE SANCTIS

Paulo Henrique Amorim

O PSOL saiu a campo para lutar a favor dos agentes públicos que tiveram coragem de prender o banqueiro Daniel Dantas. Uma representação assinada por diversas lideranças do partido será entregue nesta quarta-feira, 12, ao Procurador-Geral da República, Fernando Antonio de Souza. O documento pede que seja apurado o comportamento do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Correa, e do corregedor do órgão, delegado Amaro Vieira Ferreira. Ambos utilizam seus cargos para desmoralizar Protógenes e De Sanctis. Com isso, criam meios para que os advogados de Dantas possam tirá-lo da cadeia, sinaliza o PSOL.

A representação do partido atira contra Correa e Amaro, mas mira alvos muito maiores do que os dois delegados. “Vamos lutar contra a pressão de todos aqueles que têm o rabo preso com Dantas”, diz a deputada Luciana Genro (PSOL-RS). “Entra tanto gente ligada ao Lula, quanto ao STF e ao PSDB. Eu diria que são os altos escalões da política brasileira”, afirma.

A deputada não poupa críticas nem mesmo a seu pai, o ministro Tarso Genro (Justiça) a quem a PF está subordinada. Evitando o tratamento de parentesco, refere-se a ele apenas pelo cargo que ocupa. “O ministro está comprando a versão errada dos fatos e está agindo, até involuntariamente, de acordo com esses interesses. Pessoalmente, tenho a convicção de que ele não tem envolvimento nenhum com isso tudo”, argumenta Luciana Genro.

Manifestação

Além da representação, o PSOL vai promover uma série de atos públicos pela prisão de Dantas. Eles estão previstos para ocorrer no próximo dia 17, em Porto Alegre, no dia 18, em frente à Assembléia Legislativa de São Paulo, e no dia 19, em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília. A data coincide também com o prazo final para que o juiz Fausto De Sanctis dê a sentença a Dantas. (Paulo Henrique Amorim)

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Delegado da PF reclama de buscas e diz que ação atende interesses de Dantas

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

vitima do estado juridico-policial

Protógenes Queiroz: vítima do estado jurídico-policial

Brasília – O delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz, ex-coordenador da Operação Satiagraha – na qual o banqueiro Daniel Dantas foi preso duas vezes no mês de julho – queixou-se hoje (7) das buscas e apreensões realizadas pela Corregedoria-Geral da Polícia Federal nesta semana num quarto de hotel onde se hospedava em São Paulo, em sua casa de Brasília e na de seu filho no Rio de Janeiro. Ele vê ligação direta entre a ação e os interesses do banqueiro. A Corregedoria investiga vazamento de informações na Operação Satiagraha.

“Essa busca e apreensão é mais uma vez um estratagema sórdido implantado pelo senhor Daniel Dantas para poder confundir os trabalhos da Operação Satiagraha. Ele é o alvo principal, enquanto nós, investigadores, passamos a ser acusados de crime que não cometemos. A sociedade sabe disso, mas o vértice do aparelho estatal não está sabendo conduzir”, criticou Queiroz.

“O poder desse bandido Daniel Dantas já chegou ao extremo nesse país e dá demonstração muita clara de seus tentáculos, da força que ele tem, mas ninguém é cego, é surdo ou será mudo”, acrescentou.

Foram recolhidos pelos agentes da PF celulares, pen drives e chips de máquinas fotográficas de Queiroz. Em tom de indignação, o delegado disse ter cogitado pedir demissão, por solicitação da família e por se sentir perseguido internamente.

“Antes da deflagração da operação sofri uma vigilância ferrenha e identifiquei a presença de algumas viaturas e pessoas da PF. Durante e depois da operação também continuei a sofrer vigilância. Elas podem ser independentes ou não”, ressaltou.

“Cheguei a pensar nisso [pedir demissão], mas se eu fizesse estaria obedecendo ao que este poder corrupto avassalador que está instalado no país quer que eu faça.”

Apesar de estar afastado da Operação Satiagraha há mais de dois meses, Queiroz reiterou sua confiança de que Daniel Dantas sofrerá uma dura condenação pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

“Eu, como autoridade policial que investiguei, sei que os dados coletados ali tem indícios e materialidade do crime de corrupção, de gestão fraudulenta já confessa em juízo pelo senhor Daniel Dantas. Tenho certeza que o doutor Fausto de Sanctis vai dar uma sentença à altura do que a sociedade está esperando”, assinalou.

O delegado manifestou ainda o temor de que os fatos ocorridos desde a deflagração da Operação Satiagraha gerem um desestímulo para profissionais que trabalham no combate à corrupção no Brasil.

“A parte mais frágil do sistema foi atingida. A atividade policial se sente, neste momento, no país, muito enfraquecida porque esse ato parte contra um delegado que tem quase 10 anos de sua vida dedicada a grandes operações de combate ao crime organizado e à corrupção. Com pureza d’alma, qual a vontade que vai ter hoje um delegado de estar à frente de um caso de repercussão nacional? “, questionou.

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