Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Pelo menos dois partidos com candidato a presidente têm projetos de descriminalização da maconha

Pelo menos dois partidos políticos, PV e PSOL, com candidatos à presidência da República têm propostas para a descriminalização da maconha. O PV tem a proposta do deputado Eurico Júnior (PV-RJ) que protocolou em fevereiro na Câmara dos Deputados. O projeto de lei propõe a legalização e regulamentação do cultivo e da (Continue lendo…)

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CPI DA PRIVATARIA TUCANA MOSTRA A IMPORTÂNCIA E A FORÇA DOS PEQUENOS PARTIDOS NA DEMOCRACIA BRASILEIRA

English: Deputy Marshal Protogenes Queiroz Por...

O pluripartidarismo da democracia brasileira demonstrou a sua força nos últimos dias. Dois acontecimentos aparentemente sem conexão mostram a força e a importância dos pequenos partidos políticos. PCdoB, PDT e PSol atuaram de forma republicana em defesa dos interesses do povo brasileiro.

O primeiro acontecimento foi a coleta de assinaturas para a CPI da privataria tucana, a partir do livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. A possibilidade de CPI foi o que ajudou a levar a pauta para a velha mídia, que tentou escondê-la durante uma semana.

Na hora em que viu a existência de 171 assinaturas na CPI, acendeu o sinal de alerta. Pela primeira vez desde a redemocratização do país talvez, a grande imprensa se coloca contra a instalação de uma CPI de forma contundente.

Mas o deputado Protógenes Queiroz (do PCdoB), auxiliado pelo deputado Brizola Neto (PDT) fizeram uma força tarefa para coletar as assinaturas da CPI da privataria tucana, que devem passar de 200.

Nesse episódio, os dois grandes partidos políticos que buscam comandar o país, PT e PSDB, tiveram atitudes semelhantes. O PSDB se fingiu de morto e o PT em geral se dizia não saber do que se tratava. Agora a dificuldade é a instalação da CPI, que poder ser barrada pelo PT, vejam só.

Se isso ocorrer, vamos ter uma demonstração da armadilha que se instala em sistemas democráticos em que há o predomínio muito forte de apenas dois partidos políticos. Apesar de opositores, PT e PSDB têm interesses corporativos comuns. O PMDB, que também é um grande partido, é um caso à parte.

Um outro acontecimento que mostra a importância dos pequenos partidos é a ação protocolada pelo  PSOL no último dia 15  no Supremo Tribunal Federal (STF), em que pede a proibição de concessões, autorizações e renovações de radiodifusoras a políticos com mandato eletivo.

Segundo matéria do G1, de acordo com levantamento da ONG Intervozes, citado pelo partido, sete senadores e 41 deputados federais são donos de rádios ou emissoras de TV. O levantamento foi feito com base no cruzamento das declarações de renda dos políticos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). (texto completo). PT e PSDB sempre se calaram diante desse escândalo.

É certo que temos muitos… muitos pequenos partidos que são caça-níqueis, ou seja, agrupamentos cuja única ideologia é a forma mais curta de se chegar ao dinheiro do p ovo brasileiro. Por isso é que não se vê ações como essas nos outros pequenos partidos. Apesar dos problemas, são justamente essas ações que transformam pequenos partidos em grandes politicamente e dão vigor à democracia brasileira.

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SERÁ JEAN WYLLYS A NOVA CARA DO PSOL QUE PODE CONSOLIDAR UM GRANDE PARTIDO DA OPOSIÇÃO?

A segunda geração do Psol

Jean Wyllys, ex-bigbrother, é uma nova esperança dentro da política brasileira. Wyllys parece saber diferenciar PT de PSDB e se inserir de forma discursiva em um campo progressista em busca de igualdade, justiça e liberdades.

O novo deputado tem uma fala ponderada não muito comum no Psol (Partido Socialismo e Liberdade), criado por uma dissidência do PT, durante o primeiro mandato do presidente Lula.

O Psol surge com a necessidade de não se esquecer os princípios petistas de justiça e igualdade, diante a transformação do PT no grande partido socialdemocrata do Brasil e de sua negociação com parte da direita.

O problema do Psol talvez tenha sido confundir questões pessoais, a ira de alguns dos líderes provocada pela saída do PT, com as questões muito maiores e mais importantes para o país.  Essa confusão faz o partido afirmar em campanhas e em rede nacional que PT é igual a PSDB, o que não é verdade e nem seus próprios integrantes acreditam nisso. Esse é um discurso que só interessa ao DEM e ao PSDB, que se beneficiam com a dificuldade das pessoas de compreender as diferenças políticas entre os partidos. O PT cresceu porque foi uma escola política para o Brasil, as pessoas entendiam a política a partir da crítica petista, que reunia intelectuais e trabalhadores.

O Psol pode se tornar o grande partido da oposição no Brasil, visto que o  Partido dos Trabalhadores (PT) deverá dominar o cenário político socialdemocrata e encontrar barreiras de avanços em suas alianças. Além disso, há a dificuldade da grande mídia de ressuscitar um PSDB vazio e incapaz de ter uma utopia.  O espaço para a oposição está aberto.

Esse vácuo da oposição poderia ser ocupado pelo Psol se conseguisse mostrar as dificuldades do PT em avanços de justiça social e democracia, diferenciando-o das políticas neoliberais e excludentes do PSDB.  Educação de qualidade, saúde universal e gratuita de qualidade, reforma agrária, combate aos oligopólios etc são temas abandonados pela oposição.  O Psol tem a chance de crescer com essa nova geração, representada por Jean Wyllys, e poderá dar um rumo mais nítido, capaz de fazer a população entender as forças políticas que estão em jogo no Brasil.  Além de, é claro, superar o rancor das questões pessoais.

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QUE LULISMO? PT É A GRANDE ESCOLA POLÍTICA DA REDEMOCRATIZAÇÃO

Dos 9 candidatos, 5 tem origem ou passagem pelo PT

Partido dos Trabalhadores foi mais que um partido para o Brasil

O PT (Partido dos Trabalhadores) é com certeza um partido que nasceu à esquerda, mas hoje mantém uma política socialdemocrata, dentro das regras das grandes democracias capitalistas. O PT é o principal partido que formou uma escola de política nos últimos 30 anos de história do Brasil. É o grande movimento político da redemocratização, que teve como líder o ex-metalúrgico e atual presidente, Luís Inácio Lula da Silva.

Durante todo esses anos de escola política, o PT foi tratado como o partido radical, violento, raivoso, stalinista, atrasado, antidemocrático etc pela velha mídia. Depois que chegou ao poder, foi chamado de partido da boquinha, corrupto etc. Esse foi um processo longo e gradual mantido pela oposição (mídia e partidos) para desqualificar o partido político, mas desqualificou junto um importante movimento histórico. E foi essa desqualificação que ajudou a construir o lulismo, como se pode ver em outro artigo.

A história não para e nos próximo anos o PT pode não ser mais uma grande escola política. Novos partidos estão surgindo e outros estão se extinguindo. Mas é nesse movimento político da sociedade brasileira que está consolidada a democracia pós-golpe de 64, um golpe promovido pela elite, executado pelos militares e apoiado pelos meios de comunicação de massa, que hoje se posam de democratas.

A importância histórica do PT pode ser comprovada nas lideranças que hoje se apresentam como candidatos à presidência da república. Dos 9 candidatos, 5 tem origem ou passagem pelo PT (Dilma Rousseff é a própria candidata do partido, mas tem também Marina Silva, Plínio de Arruda Sampaio, Rui Costa Pimenta e José Maria).

Isso mostra o quão importante foi esse movimento histórico e também que é no seu interior que surgem lideranças que podem redesenhar a política nos próximos anos.

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EX-GABEIRA, UMA MAGISTRAL FALA DO CANDIDATO A GOVERNADOR DO PSOL, JEFFERSON MOURA, DO RIO DE JANEIRO

Ex-gabeira, não poderia ter sido melhor a definição de Jefferson Moura, do PSOL, ao candidato Fernando Gabeira.

O detalhe é o reconhecimento do candidato do PSOL ao candidato Ex-gabeira, quando diz que “sr tem uma história de luta neste país que eu reconheço”. Jefferson parece se sentir decepcionado.

Lembro dos livros que li do Gabeira na minha época de faculdade. Achava maravilhoso o texto, a racionalidade de Gabeira e sua história de luta contra a ditadura, como guerrilheiro.

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HELOÍSA HELENA E PSOL: ESPECTRO POLÍTICO GIRA EM EIXO DE 360 GRAUS

O espectro das nossas posições políticas está definido por um eixo de 360 graus. Quando se vai muito para a direita, pode-se chegar próximo do socialismo (como se vê no caso de alguns países avançados economicamente na Europa).  Mas também quando se vai muito para a esquerda, pode-se chegar na direita. É o caso da Heloísa Helena e do Psol, pelo menos nessas imagens abaixo. Veja duas imagens do site do Tudo Em Cima, do André Lux. Com certeza, dizem mais do que mil palavras.

A posição politica em 360 graus

Teste: identifique os felizes ao lado de Heloísa Helena

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CADÊ O PT? CADÊ O PSDB? TÁ TODO MUNDO QUIETINHO!!!

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Psol deveria ocupar o lugar que foi do PT nos anos 80 e 90

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PSOL ENTRA COM REPRESENTAÇÃO PARA DEFENDER PROTÓGENES E DE SANCTIS

Paulo Henrique Amorim

O PSOL saiu a campo para lutar a favor dos agentes públicos que tiveram coragem de prender o banqueiro Daniel Dantas. Uma representação assinada por diversas lideranças do partido será entregue nesta quarta-feira, 12, ao Procurador-Geral da República, Fernando Antonio de Souza. O documento pede que seja apurado o comportamento do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Correa, e do corregedor do órgão, delegado Amaro Vieira Ferreira. Ambos utilizam seus cargos para desmoralizar Protógenes e De Sanctis. Com isso, criam meios para que os advogados de Dantas possam tirá-lo da cadeia, sinaliza o PSOL.

A representação do partido atira contra Correa e Amaro, mas mira alvos muito maiores do que os dois delegados. “Vamos lutar contra a pressão de todos aqueles que têm o rabo preso com Dantas”, diz a deputada Luciana Genro (PSOL-RS). “Entra tanto gente ligada ao Lula, quanto ao STF e ao PSDB. Eu diria que são os altos escalões da política brasileira”, afirma.

A deputada não poupa críticas nem mesmo a seu pai, o ministro Tarso Genro (Justiça) a quem a PF está subordinada. Evitando o tratamento de parentesco, refere-se a ele apenas pelo cargo que ocupa. “O ministro está comprando a versão errada dos fatos e está agindo, até involuntariamente, de acordo com esses interesses. Pessoalmente, tenho a convicção de que ele não tem envolvimento nenhum com isso tudo”, argumenta Luciana Genro.

Manifestação

Além da representação, o PSOL vai promover uma série de atos públicos pela prisão de Dantas. Eles estão previstos para ocorrer no próximo dia 17, em Porto Alegre, no dia 18, em frente à Assembléia Legislativa de São Paulo, e no dia 19, em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília. A data coincide também com o prazo final para que o juiz Fausto De Sanctis dê a sentença a Dantas. (Paulo Henrique Amorim)

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lava as mãos na eleição de São Paulo

Psol: lava as mãos na eleição de São Paulo

O Psol já deu a sua contribuição para a vitória de Kassab. Em nota, o partido diz que os governos de Kassab e Marta, eleitos, não terão diferenças. O argumento do Psol é o mesmo do indivíduo que odeia política e diz: “todos os políticos são iguais”. O Psol lava as mãos. Veja trecho da nota do Psol. “Decidimos não apoiar nenhum dos dois candidatos, pois nenhuma das candidaturas representa uma mudança para São Paulo e ambas estão atreladas politicamente ao poder econômico sendo financiadas por grandes corporações”.

O Psol é o partido que tem tudo para herdar a energia utópica que sempre foi reivindicada pelo PT dos bons tempos. Mas é inegável pensar que o partido não faz análise política. Parece mais uma análise sentimental. É óbvio que os integrantes do Psol sabem diferenciar o possível governo Marta do governo Kassab, mas são levados a isso provavelmente por um sentimento de rancor com o PT. O sentimento humano provocado pela expulsão de vários integrantes do Psol do PT parece que estão acima da população de São Paulo e do Brasil, mesmo depois de tanto tempo.

É certo que o PT de hoje não é o PT de ontem, mas é inegável que existam importantes diferenças, tanto nos quadros, como na política, entre as duas legendas que disputam a prefeitura da capital. Não é necessário compactuar com o PT e nem participar do governo, mas é preciso se colocar para a população, clarear a política e as diferenças. O Psol está contribuindo também para a vitória de José Serra à presidência e para a volta ao poder de um partido que quebrou o país várias vezes nos anos 90 e quase quebra de novo agora, caso tivesse levado à frente naquele período a privatização de empresas como o Banco do Brasil e a Petrobrás.

Essa mistura nebulosa entre sentimentos pessoais e política são comuns. Veja Roberto Freire, presidente do PPS. Lembro-me dele nos debates das eleições de 1989. Era o discurso mais lúcido e mais contundente entre os candidatos. Era encantador vê-lo falar, mas o que sobrou daquilo? Nada. Hoje o PPS é um partido que tem Raul Julgmann nos seus quadros. É um partido perdido e nefasto.

Talvez o Psol ganhe alguma coisa politicamente mostrando essa postura (o que duvido), mas a população com certeza perde.

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MARTA APOSTA NO APOIO DE LULA NO SEGUNDO TURNO

Veja nota do Psol no site do Biscoito Fino.

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