Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: PT

Políticas de direita do PT gera ainda mais ódio em partidários da direita brasileira

O PT (Partido dos Trabalhadores) é um partido que nasceu renovando a esquerda brasileira no final dos anos 70 e início dos anos 80, mas ao chegar ao governo federal realiza uma agenda liberal e de direita desde More…

Anúncios

Depois de 12 anos de governo federal do PT, Leonel Brizola e Darcy Ribeiro se tornam mitos

Um garoto de 13 anos e o erro histórico do PT, há 12 anos no poder

Esquerdofrênicos alimentam o ódio e podem levar o neoliberalismo de novo ao poder no Brasil

Sabesp e Petrobrás devem ser as estrelas das próximas eleições

A Sabesp e a Petrobrás devem ser as estrelas das próximas eleições. As duas empresas representam, de certa forma, o modelo de administração pública na economia de PSDB (que comanda a estatal Sabesp há 20 anos) e do PT (que comanda a Petrobrás há 12 anos). Ambas empresas de economia mista. A diferença básica entre as duas empresas (Continue Lendo…)

Marcha dos insensatos: prenúncio da hegemonia petista gera desconforto em setores da sociedade

JOSÉ DIRCEU E JOSÉ GENOINO PAGAM O PREÇO DA COVARDIA PETISTA COM A DEMOCRACIA DA MÍDIA

José Genoino

Os josés do PT pagam o preço de um partido que se acovardou diante dos donos da mídia brasileira.

José Dirceu e José Genoino, assim como o PT, erraram ao achar que poderiam fazer o jogo dos donos do poder econômico.

_Jose Dirceu, former Chief Minister of Brazil, ...
Pensaram pequeno, poderiam fazer mais, mas está cada vez mais difícil.

É um partido que tomou um susto com as manifestações de junho e não entendeu.

Parece já estar enraizado nas estruturas das negociações espúrias e com aliados do tipo de Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Sarneys e tantos outros.

O julgamento do mensalão, independente do mérito, foi um massacre midiático e principalmente por uma mídia comprovadamente associada a gangsters infiltrados no Senado e no achaque a prefeitos.

Até hoje o PT se acovarda com a grande mídia:

Mas sem democracia na mídia  não há a mínima democracia.

Que a prisão dos petistas acorde os petistas para a democratização da comunicação.

PARA ENTENDER FERNANDO HADDAD E O DISTANCIAMENTO DO PT DAS RUAS

Haddad: um desastre na comunicação

Texto de Rodrigo Vianna/Escrevinhador

Para entender o que se passa com a gestão de Fernando Haddad em São Paulo, peço sua atenção. E alguma paciência. Haddad, em sete atos…

1) Junho de 2012. Festa de aniversário de um bom amigo, advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP) – a mesma onde estudou o prefeito. À época da festa, Haddad era um candidato que patinava, nos 5% de intenção de voto. Lá pelas duas da manhã, um dos advogados senta no sofá perto de mim, e a conversa é sobre o petista. Quero saber como era o Haddad na época da faculdade. “O Haddad tem duas características fortes: ele não ouve ninguém, quando você fala parece que ele não está ouvindo de verdade; mas, por outro lado, ele é um sortudo sem tamanho, sempre teve muita sorte”, diz meu interlocutor, relembrando as peripécias de Haddad e outros estudantes, nas disputas pelo Centro Acadêmico no começo dos anos 80.

2) Algumas semanas depois (2012 ainda), a campanha de Haddad procura um grupo de blogueiros: o petista queria “conversar” sobre Comunicação, sobre a cidade. Haddad seguia em baixa nas pesquisas (um dos levantamentos chegara a apontá-lo com 3% de intenções de voto). A assessoria do candidato fez o favor de divulgar a conversa, reservada, como se fosse um “ato de apoio dos blogueiros à campanha petista”. Bela assessoria… Além disso, naquela noite, tive a comprovação de que Haddad não é mesmo muito treinado para ouvir – como dissera meu interlocutor na festa. Educado, escutava perguntas e observações, sem preocupação de travar um diálogo. Estava ali pra ser escutado.

3) Em setembro, reta final da campanha, o petista comprovou que também era sortudo. Ficaria de fora do segundo turno, se não fosse uma declaração desastrada de Russomano sobre Transporte. Haddad aproveitou o delize do adversário para ir ao segundo turno contra Serra. Virou prefeito – graças também a mobilizações que reuniram milhares de pessoas em atos na praça Roosevelt (centro de São Paulo), convocados pelas redes sociais.

4) Na semana seguinte à eleição, alguns daqueles blogueiros (que Haddad buscara quando estava com 3%) procuraram o prefeito eleito: queríamos conversar, sugerir políticas de comunicação inovadoras para o homem que ganhara o pleito com o discurso de “homem novo”. Haddad não recebeu ninguém, mandou dizer que a política e os nomes para a área de comunicação já estavam decididos. E avisou que essa área de inovação digital, e de incentivo à diversidade informativa, ficaria sob os cuidados de uma subsecretaria na área de Cultura.

Esse é o Nunzio…

Logo entendemos o jogo. Haddad nomeou para a secretaria de Comunicação Nunzio Briguglio Filho… Quem? A função dele, basicamente, seria manter boas relações com a mídia convencional. Ou seja, o “homem novo” achava que política de comunicação para São Paulo seria dar uns telefonemas para a “Folha”, a “Globo” e a “Abril”. Ah, eu já ia esquecendo: cabe à secretaria do Nunzio, também, a distribuição das verbas públicas de publicidade. Hum…

5) Os meses passam. Haddad mostra-se um desastre de comunicação durante as manifestações de junho. Perde a chance de reduzir as tarifas diante do Conselho municipal, mostra ali certa arrogância professoral (“não sabe ouvir”). Depois, vai a reboque de Alckmin e anuncia a redução da tarifa de forma tão atrapalhada que, ao final da coletiva no Palácio dos Bandeirantes, um repórter até pergunta: “mas então voltou pra 3 reais ou não?”.

6) Os meses avançam. Haddad toma então duas medidas que me parecem corretas: muda a tabela do IPTU, com aumentos substanciais nos bairros mais ricos (ok, nem todo mundo que mora nessas regiões é “rico”, e alguns nem remediados são) e redução nas áreas mais pobres da cidade; cria dezenas de quilômetros de corredores exclusivos para ônibus.

A imprensa (rádios, jornais, TVs) parte para um jogo de desinformação. Haddad não consegue explicar que o IPTU vai subir para alguns, mas baixar para outros. Sofre um massacre. Contava com as “boas relações” com a velha imprensa. Hum…

No caso dos corredores, o mesmo: motoristas de carros, irritados, vêem o espaço para os automóveis cair nas avenidas. E as faixas de ônibus, por princípio corretas, parecem ficar vazias a maior parte do tempo. A Prefeitura não fala, não se explica. Conta com a “Folha” e a “Globo”. Hum…

7) Agora, vem o escândalo dos auditores. Está claro que Haddad foi no caminho correto. Enfrentou a máfia, que parece ter-se instalado em gestões anteriores. Na sexta passada (8/11), a “Folha” saiu-se com manchete histórica: “Prefeito sabia, diz auditor investigado…” Quem passava pelas bancas e lia só a manchete logo entendia que Haddad sabia de tudo, participava do esquema. Só que, na gravação, estava claro que o auditor investigado e grampeado se referia ao prefeito anterior – Kassab.

Nas redes sociais e nos blogs deu-se gritaria contra a “Folha”, o jornal de colunistas (e manchetes) rotweiller. O que fez Haddad? Finalmente gritou também contra a manipulação midiática. Ah, percebeu ali que poderia se reaproximar das redes, dos ativistas digitais… Uma virada na comunicação, certo?

Nada disso. A virada não durou 48 horas. Domingo (10/11), Haddad já estava na “Folha” a bater em Kassab… Erro duplo: chamou Kassab diretamente para a briga e, de quebra, legitimou a “Folha” como foro onde se dá o debate político em São Paulo.

Quem conhece a imprensa, sabe o que deve ter acontecido depois da manchete absurda de sexta. O tal Nunzio passa a mão no telefone e liga pra redação da Folha: “poxa, assim vocês me arrebentam, que manchete foi aquela”. Do outro lado, o editor matreiro: “que é isso, estamos à disposição pro prefeito falar; abrimos espaço pra uma exclusiva, ele explica tudo”.

E lá se foi o Haddad. Mordeu a isca da “Folha”, o que significa morder a isca do Serra.

Agora, Haddad demitiu o secretário de governo, Antônio Donato. Pautado pela Globo! Um investigado, membro da máfia, disse que pagou propina a Donato quando ele era vereador (ou seja, ainda na gestão Kassab). Só que Donato está (ou estava) no centro do governo petista.

A mídia paulista transformou um escândalo investigado por Haddad num escândalo que ameaça se voltar contra o governo petista. Onde está Mauro Ricardo, o secretário da gestão Serra? Sumiu das manchetes. Mas o petista Donato foi para o olho do furacão.

Ok, o petista Donato tem que se explicar. Ok, o escândalo dos auditores é um escândalo do Serra e do Kassab. Mas outro escândalo é Haddad – o “homem novo” – achar que pode governar São Paulo sem mexer na comunicação. Os sinais que surgem da Prefeitura são péssimos. Há quem diga que as denúncias contra Donato teriam chegado às redações pelas mãos de gente ligada à Comunicação da Prefeitura. Fogo amigo?

Lula está preocupado. Fez chegar a Haddad a seguinte avaliação: “mexa na sua comunicação, troque. Você está perdendo o jogo.”

Mais que isso: monitoramento nas redes sociais aponta que o governo Haddad tem, a essa altura, 73% de avaliação negativa, 17% de positiva e só 10% de avaliação neutra. Desastre.

Haddad agora vai ter que mostrar se é um “sortudo”, como dizia o ex-colega da faculdade de Direito. E ter sorte, a essa altura, significa enfrentar aquela outra característica forte: não ouvir ninguém.

O prefeito é um homem inteligente, e parece bem intencionado. Mas resolveu jogar no campo dos adversários: seguiu a tradição petista de não confrontar com a mídia. E ainda enveredou pelo discurso moralista dos escândalos. Esqueceu que escândalo e moralismo seletivo são a especialidade do outro lado.

Na mão de Nunzios e outros gênios, Haddad seguirá dando verbas e entrevistas exclusivas para a velha mídia. Sem perceber que o objetivo é transformá-lo num Pitta. Dá tempo de mudar. Tomara que Haddad seja mesmo um homem de sorte, porque do outro lado está a turma que conhecemos tão bem…

 

APAGÃO DA CULTURA: O PROBLEMA DO GOVERNO DILMA NÃO ESTÁ NA INFRAESTRUTURA, MAS NA SUPERESTRUTURA

Uma das dificuldades da oposição ao governo federal é a incapacidade de entender os reais problemas do governo da presidenta Dilma Rousseff. A oposição só ataca onde Dilma Rousseff acerta. Esta semana mesmo só saíram números positivos: inflação sob controle, reservas cambiais em alta, obras do PAC em andamento, investimentos etc etc.

Assim que saem as notícias boas da economia,  vem a oposição e afirma que Dilma Rousseff não sabe investir em infraestrutura, que há descontrole, perigo, a economia vai mal etc.  Com uma oposição dessa, não precisa de base aliada. Dilma vence sozinha as próximas eleições. É inacreditável, mas eles (coloca a Marina Silva junto) negam a realidade para criticar o governo.

Mas Dilma tem um ponto fraco, que está blindado pela incompetência da oposição. A oposição não enxerga que o problema de Dilma Rousseff não é a infraestrutra, mas o retrocesso na área cultural e educacional em relação ao governo Lula. Claro que não se compara ao governo FHC, que foi na verdade um desgoverno. Mas com relação ao governo Lula, a questão cultural foi jogada no lixo.

Exemplos não faltam, a começar com o Ministério da Cultura que com Ana de Hollanda praticamente destruiu todos os avanços da gestão anterior. Marta Suplicy assumiu, mas trabalha dentro da perspectiva da direita civilizada, com subsídio ao acesso à cultura mercantil. Outro exemplo é o ciência sem fronteira, que foi bloqueado para as ciências humanas. É um governo tacanho na área cultural e os números começam a aparecer.  Parafraseando o PIG (Partido da Imprensa Golpista), há um apagão na superestrutura.

Acabou o sonho e a fantasia de construir um país de cultura horizontalizada que era mais ou menos alimentada e fomentada no governo Lula com avançadas políticas de software livre, direitos autorais flexíveis etc. Talvez por isso os protestos recentes tenham tido tanto sucesso. Dilma cumpre a agenda da oposição, que é a infraestrutura, e sem o patamar de real transformação social, que é a cultura.

A pesquisa que acaba de sair mostrando que os trabalhadores do setor cultural diminuíram nos últimos cinco anos expõe em números os graves problemas do governo Dilma Rousseff (PT), mas que são apagados no debate político. O número de trabalhadores do setor cultural caiu 12,6% entre 2007 e 2012. Os dados são do Sistema de Informações e Indicadores Culturais, apresentada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“A população ocupada na cultura era 4,2 milhões em 2007 e passou para 3,7 milhões em 2012, enquanto a população ocupada no Brasil passou de 89,9 milhões para 94,7 milhões no mesmo período (aumento de 5,3%). A participação da cultura na população ocupada caiu de 4,6% em 2007 para 3,9% em 2012. Os dados foram extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).”

O descaso cultural ou insensibilidade política para fomentar a arte e a cultura agora aparecem em números. Mas a infraestrutura vai bem. Veja os números do PAC2, melhores do nunca.

PARA OS ANALISTAS ECONÔMICOS E POLÍTICOS: O LULISMO EM NÚMEROS DO IDH (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO)

Observe não só as cores, mas as diferenças da década petista no segundo gráfico abaixo.

Na década de 90, o PSDB/FHC reduziu de 85% para 70% o número de cidades com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Essa é uma melhora, pode-se dizer, inercial. Qualquer governo consegue esse índice, desde que não faça nada. É a política do estado de São Paulo atualmente. Nada muda, mas inercialmente algumas coisas melhoram pelo próprio desenvolvimento da sociedade.

Já na década PT/LULA, houve uma redução espantosa de 70% para 0,5% no número de municípios muito pobres. O governo Lula/PT praticamente extinguiu cidades de baixo IDH. No governo petista dá para perceber que houve realmente uma política de enfrentamento do problema social.

No entanto, o PT está em uma encruzilhada. Esta década exige uma transformação nas políticas públicas, com ênfase na distribuição efetiva de renda por meio de legislação tributária, de forma a desonerar os mais pobres e fazer com que os excessivamente ricos contribuam mais. Além é claro, de uma verdadeira mobilização nacional em defesa da saúde, da educação e dos transportes públicos.

IDH01

IDH02 otavio

Veja mais:

OS GOVERNOS DE LULA E DILMA ROUSSEFF E A ORIGEM DO ÓDIO DA CLASSE MÉDIA

SEM BASE

Por Guilherme Boneto
Especial para o Educação Política

A Classe média e Dilma

A Classe média e Dilma

Grande parte da classe média de São Paulo não pensa o Brasil. Trata-se de um fato lamentável, porém real e palpável: a média-elite crê piamente que a política deve beneficiá-la, e tão somente a ela. Vê como bom gestor apenas o governante que maquia, reforma locais públicos, deixa a cidade mais bonita, que afasta os viciados em crack da Estação da Luz e atira bombas de gás lacrimogêneo para liberar a Avenida Paulista à passagem de automóveis. A classe média é terrivelmente classista. Não se importa com a periferia, com os pobres, com a fome, com a exclusão social. Seus membros acreditam que tudo pode ser conquistado à base de muito trabalho, e trava esse diálogo horroroso no intervalo para o cafezinho de todas as manhãs no escritório. De igual modo, ela acha que as universidades públicas devem estar à disposição de quem estuda e se esforça para passar no vestibular, e se posiciona categoricamente contra cotas. Acredita ser a infeliz mantenedora dos programas sociais do governo federal, pagos com seus impostos tão duramente conquistados. E ao final de cada dia, assiste ao programa do Datena e ao Jornal Nacional, para se manter bem informada.

Cansa ser de classe média, paulista, e se posicionar à esquerda. É uma batalha travada a cada dia, e se perde muito. Torna-se necessário lutar contra uma convicção horrível, egoísta, preconceituosa e terrivelmente elitista, contra um pensamento sem base, espelhado numa reflexão sem visão de mundo, sem visão do que é o Brasil. Resumido em fatos, nosso país é uma imensa nação, que hoje, caminha para se tornar majoritariamente de classe média. Ao assumir a presidência, em 2003, Lula enxergou nos pobres a base de um desenvolvimento sólido, a ser construído no longo prazo. Criou programas de inclusão social reconhecidos em todo o mundo, exceto em São Paulo. Tornou lei as cotas para negros, pardos e alunos de escolas públicas, e criou o PROUNI – ambos são, hoje, uma porta de entrada para os pobres na universidade. Lula – e Dilma, em menor escala – tirou da pobreza nada menos que trinta milhões de brasileiros, um bando de vagabundos, sob a concepção da classe média.

São Paulo faz questão de não enxergar o que está diante do nariz. O Brasil não se parece com São Paulo, um Estado rico, onde há oportunidades para todos, salários melhores com qualidade de vida equiparável a determinadas nações europeias. O pensamento médio-classista crê que todos os brasileiros têm as mesmas chances dos paulistas, que graças às excelentes e sucessivas gestões do PSDB, assistem a uma sistemática piora em vários setores sociais, entre eles a educação e a segurança pública. Não há escritórios no sertão da Paraíba. Não há bons colégios nos confins do Maranhão. Nem computadores para distribuir currículos no extremo norte de Minas Gerais. Essas regiões precisam de incentivos. O que Lula fez, e o que Dilma segue fazendo, é alterar toda a estrutura social do Brasil, e isso é o que revolta a classe média em São Paulo. Não será preciso esperar muito mais para ver os resultados dessa política. Hoje, já é difícil encontrar trabalhadores braçais. Não há pedreiros, empregadas domésticas, encanadores, eletricistas, pintores. Quando se encontra um, o valor cobrado é alto e justo, por um trabalho difícil e custoso. Que horror! Onde estão as mocinhas dispostas a limpar a casa e cuidar das crianças por um salário mínimo? Agora querem estudar! Com o nosso dinheiro!

Essa gente odeia o Brasil de Lula e Dilma, porque a proposta dos governos do PT não é maquiar o país ou expulsar os viciados em crack do entorno da Estação da Luz, mas causar mudanças no conteúdo, e não na forma. As conquistas dos governos progressistas que o Brasil teve a felicidade de eleger estão aí, visíveis. A mesma classe média que sofria à época de FHC hoje pode comprar um automóvel próprio, viajar de avião, financiar o primeiro imóvel. Mas a classe média pode fazer isso mais do que os pobres. Porque ela trabalha duro nos escritórios aqui de São Paulo, e mexe o dia todo com papéis entre uma crítica a Lula e outra a Dilma. Críticas são louváveis, porém quando não há base para sustentá-las, elas se transformam nas mais escabrosas manifestações de raiva, como a que ocorreu recentemente em Brasília, na abertura da Copa das Confederaçõs, com as vaias direcionadas à presidente da República. Estão achando lindo. Mais lindo será daqui a dez ou quinze anos, quando a sociedade começar a colher os primeiros frutos do trabalho árduo que o PT vem realizando em nosso país. A ver.

Veja mais:

ACORDA GOVERNISTA: HADDAD SEGURA BATATA QUENTE PORQUE QUER; ÁLVARO DIAS APROVEITA PARA VAIAR E ALCKMIN, PARA BATER

Pobres vaiam Dilma em Brasília

Pobres vaiam Dilma em Brasília

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, segura a batata quente da insatisfação popular e da juventude porque quer. Ele pode rapidamente, com o corpo técnico que tem e com a experiência do PT desde a gestão Luiza Erundina, elaborar um belo projeto de transporte público gratuito, com uma taxa para as classes privilegiadas bancar parte dos custos, e mandar para a Câmara de Vereadores.

Isso acabaria a conversa com ele. A briga agora seria na Câmara. É quase certo que os vereadores, na composição atual, não aprovariam o projeto, mas a pressão seria grande em cima deles. E se aprovassem? Sensacional, Haddad poderia fazer uma verdadeira revolução nos transportes públicos de São Paulo. Será que Haddad teria cacife para isso? Provavelmente não. O PT se tornou muito burocrático e menos utópico nos últimos anos.

Tem até petista chamando os manifestantes de vândalos, assim como os piores nomes do tea party brasileiro. Álvaro Dias aproveita para vaiar Dilma Rousseff junto com os privilegiados do DF enquanto Geraldo Alckmin solta a borracha em São Paulo. Cada um lida com a insatisfação como pode ou como quer. Talvez o PT não possa fazer mais o que um dia já fez.

Veja mais:

MOVIMENTO PASSE LIVRE: FERNANDO HADDAD TEM A OPORTUNIDADE POLÍTICA DE ABRIR AS PLANILHAS E NÃO SER ENGOLIDO PELA MÍDIA

Os principais partidos políticos de São Paulo, PT e PSDB, não entenderam, mas o Movimento Passe Livre já deu seu recado. O PSDB usou o velho chavão dos estados totalitários, são “baderneiros e vândalos”, como se o governo aliado de Carlinhos Cachoeira não fosse vandalismo também, como se o uso do dinheiro público para construções faraônicas não seria o germe do  vandalismo em uma sociedade desigual.

A imprensa não perdeu tempo e o PT está mais perdido que uma agulha no palheiro; sentiu o baque. Tem até militante concordando com Reinaldo Azevedo e com o promotor Rogério Zagallo.

A questão não são os vândalos do movimento e nem se alguns de seus líderes são de classe média. O que importa é o grande movimento, a quantidade de jovens, suas agregações, suas palavras, seus slogans, sua sedução. O movimento seduziu pela insatisfação, pela incapacidade do PT e dos governos em geral. É preciso mudar mais a estrutura da desigualdade no Brasil. O PT parece estar se afundando nas oligarquias, nos ruralistas, nos evangélicos oportunistas.

Não dá para ficar nesse blá blá blá de baderneiros. Se Fernando Haddad entrar nessa, a mídia e a oposição vão engoli-lo. Ele precisa reconhecer a oportunidade e abrir o sistema, não o contrário, que é ficar ao lado da ordem da desigualdade.

É preciso quebrar as planilhas fantásticas e escorchantes das empresas de ônibus, é preciso quebrar os oligopólios dos transportes públicos. Essa é a oportunidade política para remodelar o sistema de licitações e transparência no transporte público.

Veja mais:

BRASIL CAMINHA PARA A DEMOCRACIA DE PARTIDO ÚNICO, ÚNICO QUE A POPULAÇÃO RECONHECE COMO GOVERNO, DE FATO

Basta ver esse quadro abaixo para entender porque dizem que o PT iria controlar tudo, que esse era um perigo e que o mensalão foi uma aposta para evitar esse controle do PT.  A população parecer ver o PT como o único partido que, de fato, governa. Os índices mostram que a democracia doeu para as elites acostumadas a golpes de estado.

O mais importante desse quadro não são os índices do PT, mas os do PSDB. Isso é que é problemático. Se o PSDB não melhorar, se a oposição não melhorar, o discurso golpista vai ficar assombrando.

A herança de FHC

Enquanto não surgir coisa mais avançada, as pesquisas de opinião continuarão a ser a melhor maneira de saber o que pensa a população a respeito das questões coletivas.
Sem elas, ficamos com o que acha cada individuo ou dizem os grupos mais organizados e loquazes. Os sentimentos e atitudes da maioria permanecem ignorados. É como se não existissem.
Mas as pesquisas estão aí, permitindo que compreendamos os juízos e as expectativas dos que não se expressam, não mandam cartas ou postam comentários na internet. Há outras formas de fazê-lo, mas nenhuma mais confiável.
Realizá-las não é extravagância ou privilégio. Sequer custam tanto que um partido político poderoso, como, por exemplo, o PSDB, não possa encomendar as suas. Ou que um jornal fique pobre se tiver que contratar alguma.
Por que, então, as oposições brasileiras as usam tão parcimoniosamente? Por que, se é simples conhecê-la, os partidos e a mídia oposicionista desconsideram a opinião pública?
Tome-se a velha ideia de que as três derrotas sucessivas dos tucanos para o PT teriam sido causadas pela insuficiente defesa da “herança de Fernando Henrique”. Sabe-se lá o porquê, é uma hipótese que volta e meia reaparece, como se fosse uma espécie de verdade profunda e houvesse evidências que a sustentassem.
Nas últimas semanas, ela retornou ao primeiríssimo plano. Em seu discurso inaugural como presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) disse que seu partido se equivocou ao não valorizar o “legado” das duas administrações de FHC. Em suas palavras: “Erramos por não ter defendido, juntos, todo o partido, com vigor e convicção, a grande obra realizada pelo PSDB”.
Salvo uma ou outra manifestação de cautela, a mídia conservadora aplaudiu o pronunciamento. Os “grandes jornais” gostaram de Aécio ter assumido uma tese com a qual sempre concordaram. Faltava-lhes um paladino e o mineiro se ofereceu para o posto.
E as pessoas comuns, o que pensam desse “legado”?
Em pesquisa recente de âmbito nacional, a Vox Populi tratou do assunto. Ao invés de subscrever (ou atacar) a tese, apenas identificou o que a população pensa a respeito.
Os entrevistados foram solicitados a avaliar quinze áreas de atuação do governo Dilma. Depois, a comparar o desempenho de cada uma nos governos dela e de Lula com o que apresentavam quando Fernando Henrique era presidente.
As avaliações de todas as políticas nos governos petistas são superiores. Em nenhuma se poderia dizer que, para a população, as coisas estavam melhores no período tucano.
Consideremos algumas: na geração de empregos, 7% dos entrevistados disseram que FHC atuou melhor, enquanto 75% responderam que Lula e Dilma o superaram; na habitação, 3% para FHC e 75% para Lula e Dilma; nos programas para erradicar a pobreza, 4% ficaram com FHC e 73% com os petistas; na educação, FHC foi defendido por 5% e Lula e Dilma por 63%; na política econômica, em geral, FHC foi avaliado como melhor por 8% e os petistas por 71% dos entrevistados.
No controle da inflação, FHC teve seu melhor resultado: 10% acharam que foi melhor que os sucessores, mas 65% responderam que Lula e Dilma é que agiram ou agem melhor.
Na saúde e na segurança, os petistas tiveram as menores taxas de aprovação, mas mantiveram-se bem à frente do tucano: na primeira, Lula e Dilma foram considerados melhores por 46% dos entrevistados; na segurança, por 45%. FHC, por sua vez, por 7% e 6%.
No combate à corrupção, FHC teria atuado melhor que seus sucessores para 8%, enquanto 48% dos entrevistados afirmaram que Lula e Dilma foram-lhe superiores.
Os políticos (e as empresas jornalísticas) são livres para crer no que quiserem. Enéas Carneiro era a favor da bomba atômica. Levi Fidelix é obcecado pela ideia de espalhar aerotrens pelo Brasil. Os partidos de extrema esquerda lutam pelo comunismo. Há quem queira recriar a velha Arena da ditadura.
Ancorar uma campanha presidencial na “defesa do legado de FHC” é um suicídio político, que nem Serra, nem Alckmin quiseram praticar. Não foi por não fazê-la que perderam. Seu problema nunca foi estar distantes demais dos anos FHC, mas de menos.
Resta ver como se comportará, na prática, Aécio. E o que dirão seus apoiadores, quando perceberam que também ele procurará fazer o possível para se afastar do tal “legado”.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Veja mais:

SERÁ QUE O PT SE TORNOU MAIS COMPLEXO DO QUE PODERIA TER IMAGINADO A VÃ FILOSOFIA DA DIREITA CONSERVADORA?

Qual a língua do PT?
Qual a língua do PT?

Há muito entre a oposição há um questionamento que não encontra resposta. Por que não há oposição? O que aconteceu com a oposição ao governo Lula-Dilma (PT)?  É claro que fatores históricos e políticos podem explicar um pouco essa situação, como a crise capitalista da Europa e EUA. Mas não é só isso e uma das questões que parecem insolúveis para a oposição é a ambiguidade petista.

O PT é um partido, mas é também um movimento histórico, um dos mais importantes na América Latina, assim como o Bolivarianismo. São histórias diferentes, mas que buscam soluções para a desigualdade e a injustiça social, ainda que usando os métodos próprios da estrutura política, ainda que se adaptando e tendo problemas típicos da Realpolitik. 

O PT é um movimento tão importante que o senso comum atribui a ele toda a crítica ao sistema. Para a ala mais conservadora da direita, todos os que mostram e condenam as contradições do sistema são petistas, de  esquerda, petralhas, etc etc. Não há um mínimo de discernimento sobre as diferenças históricas entre as construções políticas de esquerda, são, sem distinção, stalinistas, burocratas etc. Essa limitação de entendimento se reflete na incapacidade também da oposição de compreender o processo atual.

Talvez a criação de um novo partido possa dar um pouco mais de fôlego para a Direita, ao reunir PPS, PSB e outros, mas é uma situação bastante difícil. A complexidade do PT está justamente no mosaico ideológico dessa construção histórica. Antigamente, criticava-se os militantes petistas, chamando-os de radicais. Depois que assumiu algum poder, O PT tornou-se um “partido igual aos outros” etc. Mas isso são rótulos e a realidade parece mais complexa.

Uma das hipóteses para a força petista, mesmo com toda a oposição partidária, oposição midiática e má vontade de boa parte do empresariado é justamente um paradoxo, uma ambiguidade que o PT levou consigo ao chegar ao poder. Hoje o PT é governo e oposição ao mesmo tempo.

Há um governo petista mais à direita, liberal, de associação e incentivo ao empresariado, formação equivocada de grandes empresas, e com maior atenção a questões sociais. Mas há também uma oposição petista, que critica o governo e que pretende maior avanço político e social na área econômica, distribuição de renda, democratização da comunicação e outros.

Esse panorama, resultado de um processo histórico do próprio Brasil, não deixou espaço para outros partidos, a não ser na extrema-direita, papel que cabe ao PSDB, e à esquerda mais programática, que também ficou sem espaço; daí a dificuldade eleitoral da oposição mesmo com todo incentivo midiático.

Sem um evento muito estrondoso, o PT deve continuar no governo pelos próximos anos. E também na oposição.

Veja mais em Educação Política:

OLHA COMO FICA A DEMOCRACIA DEPOIS DA DITADURA: NARIZ DE PALHAÇO DÁ ATÉ CADEIA

PRIVATARIA IMORTAL: CAMPANHA QUER LEVAR AMAURY RIBEIRO JR, AUTOR DE ‘PRIVATARIA TUCANA’ PARA A CADEIRA 36 DA ABL

MOVIMENTO EXPRESSIVO, UMA HOMENAGEM A KLAUSS VIANNA

PARA FERNALHA HILARIANTE: DILMA ESCULACHA COM PASTOR FELICIANO

QUE NOME DAR A ISSO? QUE NOME DAR A ADMINISTRAÇÃO DE SERRA E KASSAB?

Serra/Kassab: 8 anos de desprezo por São Paulo

Carta Maior/ Saul Leblon

Que nome dar a isso?

Que nome dar a isso?

Oito anos de consórcio Serra/Kassab na cidade de São Paulo e, só agora, com a administração Haddad, vem à luz o resultado dramático de um abandono apenas intuído. 

Ele não explica sozinho a deriva em que se encontram os serviços e espaços públicos da cidade. Obra meticulosa e secular de elites predadoras. 

Mas ajuda a entender por que motivo a Prefeitura se consolidou aos olhos da população como uma ferramenta irrelevante, incapaz de se contrapor à tragédia estrutural e ao desastre cotidiano. 

O artigo do secretário de educação, Cesar Callegari, publicado na Folha, nesta 5ª feira, faz o balanço das causas profundas desse estado de espírito na área da educação. 

É arrasador. 

Acerta a administração Haddad se fizer disso um compromisso: expor em assembleias da cidadania, organizadas pelas administrações regionais, a radiografia objetiva do que significou, em cada serviço, e em cada bairro, a aplicação da ‘excelência administrativa’ daqueles que, de forma recorrente, avocam-se a missão de submeter o país a um ‘choque de gestão’.

Somente a compreensão de suas causas pode desfazer a tragédia que se completa com o descrédito da população em relação ao seu próprio peso na ordenação pública da cidade. 

A missão mais difícil do prefeito Fernando Haddad é sacudir esse olhar entorpecido de uma cidadania há muito alijada das decisões referentes ao seu destino e ao destino do seu lugar.

Expor o custo desse alijamento, meticulosamente construído, é um primeiro passo.

É o que o secretário Callegari faz ao mostrar que:

a)São Paulo ocupa o 35º lugar entre os 39 municípios da região metropolitana em qualidade da educação, medida pelo Ideb; 

b) 28% das crianças paulistanas concluem o 1º ciclo do ensino fundamental, aos 10 ou 11 anos de idade, sem estar alfabetizados; 

c) em 2012, a rede municipal contabilizou 903 mil faltas de professores desmotivados e doentes; 

d) há 97 mil crianças na fila, sem creche ;

e) a construção de 88 escolas foi contratada ‘criativamente’, sem terrenos; 

f) 50 mil alunos ficaram sem livros didáticos este ano, porque não foram solicitados ao MEC, ‘por um lapso’ da administração anterior.

Engana-se, porém, quem atribuir esse saldo à força de uma inépcia especializada na área educacional. 

Troque-se a escola pela a saúde.

Reafirma-se o mesmo padrão. 

A seguir, alguns números pinçados também de uma reportagem da Folha, desta 5ª feira, que, por misterioso critério da Secretaria de Redação, deixou de figurar na manchete da 1ª página:

a) a Prefeitura de SP pagou, em 2012, R$ 2,1 bilhões a entidades privadas de saúde, ‘sem fins lucrativos’ — fórmula de terceirização de serviços públicos elogiadíssima por Serra na disputa eleitoral contra Haddad; 

b) 530.151 consultas deveriam ter sido realizadas por esse valor; mas apenas 347.454 foram de fato executadas;

c) não foi um ponto fora da curva: em 2011, as mesmas entidades deixariam de realizar 41% dos atendimentos previstos. Repita-se 41% do atendimento terceirizado não foi feito;

d) apesar disso, receberam integralmente os repasses estipulados nos dois anos. Sem ônus, sem fiscalização, sem inquérito, sem arguição pelo descalabro.

Qual é o nome disso?

O nome disso é desprezo pela sorte da população. 

O nome disso é uma esférica certeza na impunidade ancorada no torpor das vítimas, desprovidas dos meios democráticos para reagir. 

Mas também é o reflexo de um conluio inoxidável com a mídia de São Paulo, que, agora denuncia, mas nunca lhes sonegou o acobertamento na hora decisiva da urna. 

Veja mais em Educação Política:

DEPUTADO PAULO PIMENTA (PT) E A SOCIEDADE QUEREM SABER OS CRITÉRIOS DA SECOM PARA VERBA PUBLICITÁRIA

Uma das perguntas à Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) poderia ser a seguinte: uma empresa de mídia acusada de se associar a criminosos para obter escutas ilegais e fazer reportagens recebe verba publicitária do governo? Qual o critério jornalístico usado pela Secom?

PT pressiona por debate sobre Marco Regulatório das Comunicações no Congresso

Rachel Duarte/Sul 21

Apesar da clara posição do governo Dilma Rousseff em não discutir o Marco Regulatório das Comunicações antes das eleições de 2014, o Partido dos Trabalhadores parece estar disposto a incitar a sociedade para o debate. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) chamou a bancada petista para o compromisso de realizar um seminário sobre o tema no Congresso Nacional. Ele pretende convocar primeiro a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República para prestação de contas sobre o repasse de verbas publicitárias. “Estes números não estão públicos, mesmo com a Lei da Transparência. Queremos saber os critérios utilizados para os repasses”, disse.

O seminário, ainda sem data marcada, deverá ouvir também representantes das rádios comunitárias, blogueiros e mídias regionais do país. De acordo com Paulo Pimenta, é preciso monitorar ‘até onde chegam os recursos e ações do governo federal’ para democratização da mídia. “Há uma relação cada vez mais morosa sobre as concessões para as rádios comunitárias. Existem processos se arrastando por mais de oito anos. A política pública, que era para ser ousada a fim de alcançar a pluralidade da radiodifusão, está estagnada nos últimos anos”, criticou sobre a postura dos governos do PT.

Divulgação

Paulo Pimenta / Foto: Divulgação

A partir do diagnóstico sobre a realidade dos investimentos em publicidade direta e indireta, por meio da iniciativa privada, o deputado Paulo Pimenta acredita ser possível ao PT assumir uma posição mais concreta sobre o tema dentro do Congresso. “Nós fazemos parte de uma coalizão política em que existem setores conservadores e com pensamentos contrários aos nossos, mas não devemos disputar internamente ou atravancar o processo dentro do governo”, disse.

O recado dado em fevereiro pelo secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cesar Alvarez, foi claro: “o governo não discutirá o marco regulatório antes das eleições de 2014”. Logo em seguida, o PT manifestou publicamente que a regulação das comunicações ‘é urgente e inadiável’ e defendeu o Projeto de Lei de Iniciativa Popular em tramitação no Congresso. O presidente do partido, Rui Falcão chegou a falar que o governo mantém uma dívida com a sociedade ao não adotar a regulação definida pela Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). (Texto Completo)

Veja mais em Educação Política:

 

FERNANDO HADDAD (PT) E GERALDO ALCKMIN (PSDB): QUANTA DIFERENÇA! PARA HADDAD, CASA; PARA ALCKMIN, RUA!

Enquanto Fernando Haddad tenta dar uma solução para a população, Geraldo Alckmin defende o interesse da propriedade acima da vida de crianças e adultos. O caso que ficou conhecido como Pinheirinho foi emblemático da política social do PSDB. O pior é que a Justiça, a cínica, também acha que o direito de propriedade está acima da vida.

Veja abaixo matéria sobre ação de Haddad em caso de desocupação.

Haddad tenta evitar mais uma tragédia autorizada pela Justiça

Haddad tenta evitar mais uma tragédia autorizada pela Justiça

Haddad intervém para impedir desocupação de área com 750 famílias

Do Cascavilha

São Paulo – O prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) informou hoje (26), durante o anúncio do Plano de Metas de seu governo, que a prefeitura está intercedendo para reverter a reintegração de posse de um terreno na zona leste da cidade onde vivem 750 famílias de sem-teto. A desocupação, por ordem judicial a pedido do proprietário, começou hoje de manhã com homens da tropa de choque da Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral para dispersar moradores que protestavam na frente do terreno.

Segundo Haddad, o secretário de Habitação do município, José Floriano de Azevedo Marques Neto, foi instruído a procurar o dono da área, Heráclides Batalha, para tentar uma solução negociada, que passaria pela desapropriação amigável do local. Batalha, porém, não teria aceito a proposta.

Diante disso, a prefeitura diz que irá publicar um decreto nos próximos dias declarando a área de utilidade pública. Ao mesmo tempo, segundo o secretário de Assuntos Jurídicos, Luís Massonetto, a administração entrou com uma petição no Tribunal de Justiça de São Paulo para suspender a reintegração.

O terreno fica no Jardim Iguatemi e tem 132 mil metros quadrados.

Veja mais em Educação Política:

IPEA: O PIB DOS BRASILEIROS ESTÁ MELHOR DO QUE O PIB DO BRASIL

DIREITA INCONFORMADA COM O AVANÇO DA DEMOCRACIA E SEM PERSPECTIVA DE GOLPE DESCOBRE A MANIPULAÇÃO NA INTERNET

Esalq, a fazenda do Lulinha

Esalq, a fazenda do Lulinha

Este ano de 2013 e as eleições de 2014 prometem muita manipulação e falsidade na internet. Inconformada com a democracia e com os avanços sociais e políticos no Brasil, setores ultraconservadores se utilizam da manipulação, calúnia, difamação e photoshop para destruir a reputação de pessoas. A cada dia novos casos aparecem na internet.

No mês passado, logo após o incêndio na boate Kiss, de Santa Maria (RS), um grupo intitulado Revoltados On-line acusou de forma vil o deputado Paulo Pimenta, do PT (RS), afirmando que o deputado era sócio dos donos da boate. O deputado nada tinha a ver com a boate.

Há pouco tempo, uma mensagem no facebook e por e-mail dizia que o filho do Lula tinha comprado uma grande fazenda. Na foto, o campus da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), em São Paulo.

Agora apareceu um vídeo em que uma repórter do SBT recebe um tapa de um vereador do DEM no Mato Grosso. A nova versão diz que o agressor é José Rainha, do PT. O vídeo sobre a agressão da repórter é antigo. Haja estômago!

Veja mais em Educação Política:

FHC, O MÁGICO, E 10 ANOS DO PT: NO GOVERNO FEDERAL, PSDB VENDEU ESTATAIS, AUMENTOU IMPOSTOS E DEIXOU O BRASIL MAIS POBRE!

O colunista João Sicsú, da Carta Capital, publicou dois gráficos que mostram exatamente o tamanho da responsabilidade FISCAL e da responsabilidade SOCIAL dos governos do PSDB (Fernando Henrique Cardoso) e do PT (Lula e Dilma Rousseff).

O mais impressionante é a responsabilidade fiscal do PSDB. Veja em azul (primeiro gráfico) o crescimento da dívida pública no governo desse senhor chamado FHC, o mágico. O governo federal do PSDB/FHC pegou o Brasil com 30% de dívida, vendeu estatais, aumentou impostos e entregou com 60% de dívida em relação ao PIB. É mágica! É um governo que vendeu, arrecadou, não investiu e ficou mais pobre!!! Não estão nos gráficos abaixo, mas os impostos no governo de FHC saltaram da casa dos 20% para os 30%, um aumento de 50%.

Talvez por isso se diz com toda razão que FHC deixou uma herança maldita.  Lula pegou o país com 60% de dívida em relação ao PIB e entregou com 35%, reduziu a dívida e aumentou o gasto social (gráfico 2). Deve ser também por isso que os fanáticos da seita neoliberal estão histéricos nas emissoras de TV.

Fonte: Carta Capital

Fonte: Carta Capital

Veja mais em Educação Política:

LINDBERGH FARIAS TIRA A MÁSCARA DE AÉCIO NEVES E MOSTRA O DESPREPARO DO SENADOR MINEIRO PARA SER PRESIDENTE

SE O GOVERNO DILMA TIVESSE OPOSIÇÃO, ESSA HISTÓRIA DA TRANSNORDESTINA NÃO IRIA FICAR BARATA, NEM TÃO CARA

Concessionária quer levar só  R$ 3,7 bilhões a mais

Concessionária quer levar só R$ 3,7 bilhões a mais

Começamos o ano novo e vamos ver se em 2013 a oposição melhora. Essa é mais uma sugestão para a oposição demotucana. Vamos salvar a oposição. Olha só que história.

Ferrovia prevista para custar R$ 4,5 bilhões pode se transformar em R$ 8,2 bilhões, segundo matéria do Estadão.

A oposição não faz nada para defender o povo brasileiro. É lobista de grandes empreiteiras e, por isso, quando deveria atuar, amarela. Será que não tem um Bob Jef achincalhando o governo na Transnordestina?

Com uma oposição dessa, o PIG vai enxugar gelo. O PT vai ficar no governo por mais 30 anos.

SÃO PAULO – Prevista para funcionar a partir de 30 de dezembro de 2014, penúltimo dia da gestão da presidente Dilma Rousseff, a ferrovia Transnordestina não será inaugurada antes de 2015. A obra, iniciada em 2006, entrou em ritmo ainda mais lento neste segundo semestre, a partir do acirramento de um impasse financeiro já antigo entre o governo federal e a concessionária Transnordestina Logística S/A (TLSA).

Na assinatura do protocolo de intenções em 2005, foi anunciado que a ferrovia custaria R$ 4,5 bilhões. As obras começaram em julho do ano seguinte. Em 2008, já havia um novo preço firmado em contrato: R$ 5,4 bilhões. A TLSA vem alegando que esse valor, em razão de contratempos surgidos no decorrer da obra, está subdimensionado.

A concessionária quer agora R$ 8,2 bilhões. Sem esse aporte financeiro adicional, a TLSA argumenta que não haverá meios de entregar a Transnordestina completa a tempo de ser inaugurada por Dilma. A ferrovia é uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Texto Integral)

Veja mais em Educação Política:

COM O PIG É IMPOSSÍVEL CRITICAR O PT. GRANDE MÍDIA DEIXARÁ O PARTIDO DOS TRABALHADORES MAIS UNIDO DO QUE NUNCA EM 2014

Haja estômago para aguentar o PIG em 2013, profetiza Marcos Coimbra

Haja estômago para aguentar o PIG em 2013, profetiza Marcos Coimbra

Há um efeito imprevisível em toda comunicação. Mas no caso da grande mídia brasileira, esse fator imprevisível parece se tornar uma regra. O chamado PIG (Partido da Imprensa Golpista) transforma qualquer detalhe de investigações contra o PT em escândalos incontroláveis, aterrorizantes, inéditos. Os maiores usurpadores, detratores e bandidos se tornam fontes fidedignas que levam a manchetes sempre bombásticas.

Isso já está evidente, mas…

Qualquer pessoa com um mínimo de ética e bom senso se sente impossibilitado de fazer uma crítica séria ao projeto político do PT que está sendo implantado. Esse blog deveria hoje fazer uma crítica ao PT sobre a questão da reforma agrária, depois de outro escândalo político-judicial que quer expulsar famílias do assentamento Milton Santos, em Americana (SP). Mas não dá. A crítica contra essa imobilidade do governo para avanços na reforma agrária fica impossibilitada porque a questão social e estrutural maior se encontra o tempo todo na berlinda.

Veja as acusações recentes contra Lula e as antigas contra a presidenta Dilma Rousseff. Nas eleições passadas, um falsário ganhou foto com pose na Folha de S. Paulo e foi chamado de empresário, assim como Carlinhos Cachoeira o é atualmente.  Do outro lado, denúncias consistentes, com provas, como as que abatem o jornalista da Veja Policarpo Jr e o procurador-geral Roberto Gurgel, não só são omitidas, como as pessoas que denunciam são achincalhadas, acusadas de vingativas.

O desespero no PIG está batendo porque o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, mesmo escondido e com cobertura acrítica da mídia paulista, está se transformando numa grande decepção, fracasso e tornando explícita sua incompetência. E isso pode levar o PIG a uma derrota estrondosa em São Paulo.

E, nesse caso, só lhe restará chamar o Instituto Milenium e os militares. Mas será que os militares estariam dispostos a fazer novamente o serviço sujo para que a elite conservadora continue a manter esse estado de barbárie que é São Paulo?

O PIG parece disposto a fazer o possível e o impossível contra qualquer avanço social representado pelo partido dos trabalhadores. Haja estômago para 2013, diz Marcos Coimbra.

Há nessa sanha do PIG um grande risco, que já está correndo. A desonestidade jornalística, o falso escândalo, a falta de provas e os ataques gratuitos e moralistas contra os principais integrantes do PT poderá tornar o partido, filiados e simpatizantes ainda mais unidos.

Veja mais em Educação Política:

A OPOSIÇÃO ESQUERDA E DIREITA FICOU SIMPLISTA E A POLÍTICA MAIS COMPLEXA E DIFÍCIL DE ENTENDER EM TEMPOS DE IDEOLOGIAS IMPURAS

Que tal comer um Mc na China?

Os conceitos de direita e esquerda estão sujos, imprecisos, confusos. Há tempo que estudiosos não pensam a realidade de forma dicotômica, como se esquerda e direita fossem caixas fechadas, fáceis de compreender. No entanto, os conceitos de esquerda e direita continuam importantes para entender a realidade e compreender a atuação de um político ou de um partido político, principalmente no âmbito econômico da administração pública.

Assim, faz algum sentido falar em esquerda e direita quando se fala em privatização, participação do estado, investimentos sociais e outros. Mas já não servem mais como categorias de análise da realidade, como conceitos para explicá-la.

Hoje a afirmação de que o PT é um partido de esquerda é problemático, mas falar que o PSDB é de direita não é tão problemático. Isso porque o PT usa instrumentos e discurso da esquerda e da direita para governar. Aliás, a fundação do PT é resultado justamente da revisão histórica mundial dos rumos do comunismo. Já o PSDB usa principalmente recursos e discurso conservador da direita, vide a incapacidade de lidar com a violência em São Paulo. Problema da segurança pública, da moradia etc são exclusivamente casos de polícia.

Falar que a China é um país comunista e de esquerda é realmente desconhecer a política e a história. A China é uma das mais horrorosas hierarquias que a direita poderia construir. Um capitalismo perverso totalmente controlado e com liberdade política bastante restrita. É a velha máxima de que quando se vai muito para a esquerda se chega na direita.

O perigo na China não é para o capitalismo, mas para a liberdade individual. EUA e China disputam o globo como impérios capitalistas. O discurso do medo e o discurso do terror proferido por direitistas contra o comunismo nas últimas décadas foi o fantasma que construiu a sociedade da violência e da desigualdade sem fim, como a brasileira. No entanto, qualquer crítica ou avanço contra a desigualdade social e econômica é associado ao risco de um possível comuno-capitalismo, como o Chinês ou outros países semelhantes. A categoria de análise da esquerda e direita parou na década de 60 século passado e não avançou mais, agora virou ideologia.

Hoje a realidade está bastante complexa, ainda que esquerda e direita sejam referências de políticas importantes. Falar em perigo do comunismo hoje em dia soa a delírio esquizofrênico de quem tem muito a esconder por debaixo do pano capitalista da desigualdade. Transferir o discurso para a personificação dos políticos, dizendo que não importa o partido, mas a pessoa, também é uma análise tacanha, udenista. Existem informações importantes e inegáveis na associação partidária,histórica e ideológica, principalmente quando ela se disfarça de não-ideológica.

Leia mais em Educação Política:

O PT MERECE A MÍDIA QUE O BRASIL TEM: REPRESSÃO A RÁDIOS COMUNITÁRIAS É PIOR DO QUE NO PERÍODO DE FHC

Bruno Marinoni
Do Observatório do Direito à Comunicação
Agência age como órgão repressor em defesa da grande mídia
Basta uma rápida busca na internet sobre a relação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com as rádios comunitárias para perceber o tamanho do problema. São recorrentes reclamações de que a agência tem “reprimido”, “atacado”, “multado” e “fechado” emissoras ao redor do país. O uso da força contra iniciativas de grupos que buscam um espaço no espectro eletrônico, que acreditam poder pôr em prática o seu direito de exercer a liberdade de expressão, mas que não se enquadram no sistema comercial das médias e grandes empresas de comunicação parece ser comum.
De acordo com Arthur William, representante da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) no Brasil, “a Anatel incorporou a funcionalidade do antigo Dentel e absorveu, em certa medida, também sua mentalidade, agindo muitas vezes como capataz do Ministério das Comunicações, estando mais preocupado em fechar e perseguir as rádios comunitárias”.
Arthur ainda afirma que houve um processo de recrudescimento da repressão por parte da Anatel, com maior número de fechamentos durante o governo Lula do que na vigências dos governos de FHC.
Atualmente, a Amarc Brasil tem orientado que os radialistas comunitários comuniquem a defensoria pública para impedir que a Anatel leve ilegalmente equipamentos da emissora. Há uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 1668) contra o artigo 19 da lei 9.472/97, questionando o direito da agência de realizar buscas de transmissores em rádios livre e comunitárias, o que confere à apreensão dos equipamentos também uma prática irregular.
Além disso, os comunicadores populares reclamam do fato de que a Anatel não têm se dedicado com o mesmo empenho à fiscalização das emissoras privadas e das operadoras de telecomunicações. A própria inexistência de uma legislação específica e atualizada, assim como de uma agência reguladora que dê conta da radiodifusão comercial expressa esse tipo de tratamento privilegiado.
“Existem outros temas mais urgentes para cuidar, como esses das telecomunicações, do que apreender rádio que presta serviço à comunidade. Espera-se que a Anatel atenda os anseios da sociedade por fiscalização dos serviços comerciais, como a telefonia e as emissoras privadas, e ajude no processo de legalização das rádios comunitárias, oferecendo formação, capacitação e parcerias, como previsto, em vez de implementar uma política proibitiva de perseguição”, afirma William.

Veja mais em Educação Política:

PIG 10 X 0 PT: VITORIOSO NAS URNAS, PT PERDE DE LAVADA PARA O OLIGOPÓGIO DA MÍDIA NO CONGRESSO NACIONAL

Cristina enfrentou o monopólio da mídia e venceu eleições

O Partido dos Trabalhadores saiu-se bem nas recentes eleições para prefeitura e câmara de vereadores, mesmo diante da atuação canina do PIG em cima do Mensalão. Talvez a maior cobertura jornalística de todos os tempos.

Mas é no Congresso Nacional que o PT está apanhando feio. O PIG fez um circo com o Mensalão e deve mandar o José Dirceu para a cadeia.  De sobra, atacar e tentar anular Lula, mesmo fora do governo. E está conseguindo. Talvez a luz acenda quando mandarem o José Dirceu para atrás das grades e abrirem uma ação contra Lula. O PIG já entendeu que precisa destruir Lula mesmo fora do governo, senão não chega ao pote de outro do povo brasileiro.

Mesmo com todo masoquismo petista, como alertou o deputado Fernando Ferro, a insatisfação da elite é grande. O PT ainda é um partido que deixa a elite insegura. A democracia da elite brasileira só existe se ela ou seus representantes estiverem no comando. Os outros, mesmo seguindo a cartilha, não são confiáveis. Palocci que o diga. Bateu continência e foi defenestrado.

Enquanto o Jornal Nacional dava 10 horas de Mensalão em horário nobre, o PT não conseguia nem sequer ouvir um editor de revista, o Policarpo Jr, da Veja, na CPI do Cachoeira. Quiçá ouvir o procurador-geral, Roberto Gurgel, que precisa explicar porque não investigou a quadrilha do Carlinhos Cachoeira. No Congresso Nacional, o PT leva de 10 a 0.

Leia mais em Educação Política:

A ÍNDIA E O DEPUTADO: A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NO DISCURSO EM DEFESA DOS GUARANI-KAIOWÁ E A PUBLICIDADE DO GOVERNO MASOQUISTA DO PT

Fernando Ferro: PT é masoquista

Um vídeo e um texto que se complementam.

No vídeo, o discurso de uma jovem índia em protesto dos índios em favor dos Guarani-Kaiowá, reclamando da falta de capacidade de comunicação, da falta de liberdade de expressão. Não se preocupe se não entender nada no começo do vídeo.

A indignação da jovem índia complementa o excelente texto do deputado do PT, Fernando Ferro, sobre a distribuição da verba publicitária do governo federal. O PT é masoquista.

Vi no Com Texto Livre

Fernando Ferro: Verba publicitária e sadomasoquismo

Verba publicitária e sadomasoquismo

Por Fernando Ferro, sugerido pelo leitor Cicero

Os jornalecos e almanaques reacionários de oposição, tipo Veja, vez por outra têm um de seus capangas acusando jornalistas de “chapa-branca” na tentativa de encurralar qualquer visão séria e democrática sobre o Partido dos Trabalhadores e os governos do PT. Por trás destas críticas reside um viés ideológico como porta-voz da direita no Brasil, bem como um certo mal estar pela perda da sustentação financeira com o dinheiro oficial.

A partir do governo Lula, praticou-se uma distribuição mais justa em termos regionais na descentralização dos receptores do dinheiro da publicidade oficial. Nosso governo incorporou no mailing dos meios de comunicação do Estado brasileiro desde redes regionais até o sistema de rádios comunitárias e jornais espalhados por diversas regiões do Brasil. Este gesto atraiu o descontentamento dos Civitas da vida, que querem monopolizar e concentrar os meios e suas receitas. Apesar da mudança, ainda é profundamente concentrada a distribuição das verbas oficiais de comunicação.

Observa-se que dos R$ 161 milhões repassados à emissoras de rádios, TV, jornais, revistas e sites, desde o início do governo Dilma, R$ 50 milhões foram destinados apenas para a TV Globo, quase um terço de toda a verba – ao todo, o Sistema Globo de Comunicações recebeu R$ 55 milhões. Já a “imparcial” revista Veja, por sua vez, recebeu R$ 1,3 milhão; e o os tentáculos on-line da Editora Abril também receberam mais R$ 353 mil. Enquanto isso, a revista “parcial” Carta Capital recebeu, no mesmo período, R$ 119 mil.

Em outros termos, pagamos uma mídia para nos atacar, nos destruir e se organizar em quadrilhas, como no caso recente da dobradinha Veja/Cachoeira.

Isto não é justo. Não é correto. Precisamos rever a distribuição de verbas publicitárias, que hoje se constituem num verdadeiro acinte à democracia. Não se trata apenas de regular os meios de comunicação, devemos promover uma justa redistribuição das verbas publicitárias do Governo.

Por fim, é bom que se note que aqui não foram incluídos os repasses das verbas publicitárias das empresas estatais de economia mista, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Grupo Eletrobrás, Petrobrás, etc.

Ora, parece que tomamos gosto por rituais de sadomasoquismo midiático ou praticamos a gentileza dos submissos.

Fernando Ferro é deputado federal (PT-PE) e vice-líder da Bancada do partido na Câmara

Vi no blog do Azenha

Veja mais em Educação Política:

MAPA DAS ELEIÇÕES 2012 MOSTRA O POSSÍVEL FIM DO PREDOMÍNIO PSDB-PT E UMA LIÇÃO INESQUECÍVEL PARA A GRANDE IMPRENSA

As eleições municipais deste ano trazem algumas lições para os políticos e para a grande mídia. É certo que cada cidade tem uma infinidade de fatores que alteram o resultado da eleição, mas talvez a maior lição dada pelo eleitor é a de que quem comete erros deve cair fora. Assim, muitos candidatos não se elegeram porque houve erros em administrações anteriores que apoiaram ou a elas estavam ligados.

O maior destaque dessa eleição, de uma forma geral, foi a aposta dada ao Mensalão pelo chamado PIG (Globo, Veja, Folha, Estadão e outros). Apesar de todo o esforço dado ao julgamento, inclusive com a edição pela Globo de um especial do Mensalão de 20 minutos no Jornal Nacional nas vésperas das eleições, houve uma derrota clamorosa em São Paulo. As últimas pesquisas indicando vitória de Fernando Haddad foram simplesmente ignoradas pela principal emissora de TV. E o pior, apesar de toda a cobertura, o PT cresceu em número de prefeituras e conquistou São Paulo. Isso tende a inspirar ainda mais instintos golpistas.

O maior adversário do PT se mostrou nessas eleições. Não é o PSDB, mas o conservadorismo da grande mídia e do judiciário.

Por isso, o grande derrotado dessas eleições foi o chamado PIG, que perdeu mais do que o próprio PSDB. O partido tucano perdeu em São Paulo, o quartel general do PIG, diminuiu o número de prefeituras, mas ganhou em outras importantes cidades. A cada eleição o PSDB, mesmo com o esforço inesgotável do PIG, vai encolhendo e se distanciando de ser o grande partido ideológico de oposição ao PT.

Novas forças surgiram nessa eleição, o PSD, do Gilberto Kassab, e o PSB, de Eduardo Campos. Isso também demonstra que a derrota do PSDB não foi tão grande porque se deu muito em razão do crescimento desses dois partidos. PSD e PSB receberam políticos do PSDB, que não conseguiam espaço na sigla.  Assim, a grande ameça ao PSDB surge com o partido de Eduardo Campos, visto que o PSD de Kassab tem mais pretensões fisiológicas do que ideológicas, assim como o PMDB. O PT e o PSB são partidos que tendem a crescer nas próximas eleições.

Veja mais em Educação Política:

A DIFÍCIL BATALHA DE MARCIO POCHMANN E A MEMÓRIA DE ANTÔNIO DA COSTA SANTOS, O TONINHO DO PT

Toninho, ao lado de Lula, são emblemáticos do movimento PT

Ele é professor universitário, pertence aos quadros do PT, nunca exerceu cargo legislativo, já exerceu cargo no executivo e quer ser prefeito de Campinas (SP). Poderíamos estar falando de Márcio Pochmann, que disputa o segundo turno das eleições para prefeito de Campinas, mas poderíamos estar falando também de Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, na disputa eleitoral de 2000, há 12 anos. Perfis semelhantes, mas em épocas diferentes.

Apesar de toda a crítica contra o PT naquela virada do milênio, nada se compara ao posicionamento da mídia após vitória de Lula para a presidência da República em 2002. Hoje busca-se criar o ódio de um movimento social que resolveu enfrentar, via política, as mazelas do país.  Márcio Pochmann tem uma batalha tão difícil quanto a de Toninho, mas poderá ter mais força se resgatar essa memória do partido que buscava a igualdade social e a justiça. Toninho é um símbolo para o PT e para a população de Campinas. Ele representou o projeto utópico e necessário que o Partido dos Trabalhadores trouxe para a sociedade brasileira.

Neste ano,  diante do grande número de abstenção e voto nulo na eleição, é comum escutar pelas ruas de Campinas que os políticos não prestam, que bom mesmo era o Toninho do PT.  E dizem: “Toninho sim queria fazer alguma coisa pela cidade e por isso o mataram”. Provavelmente essas mesmas pessoas diriam, se Toninho estivesse vivo, que ele também era um político como os outros. No entanto, após sua morte, ele surge como o sonho que não se realizou porque o sonho nunca acontece para quem não acredita na vida.

Toninho sofreu bastante na mão da imprensa, era criticado dia sim, dia sim. Não a crítica pertinente, mas a crítica partidarizada que todos conheceram nesses anos do governo Lula. Toninho era demonizado como tentam demonizar Lula.  E provavelmente Toninho não seria a unanimidade que se tornou após sua morte se hoje estivesse na política da cidade.

E se tornou uma figura emblemática porque carregava em si o sonho de muita gente, campineira ou não, que acreditou que através da política é possível transformar a sociedade. Toninho foi um obstinado utópico, um tipo de homem que poucos têm a coragem de ser. Muitos preferem a indiferença, ser deslumbrado e não se importar com ninguém. Certamente é mais fácil e assim se pode acreditar em Toninho somente após sua morte. Quem votou em Toninho acreditou na vida, acreditou no político Toninho.

Marcio Pochmann, de perfil semelhante, tem o desafio de resgatar e se inspirar na memória de Toninho, de buscar a política de Toninho e relembrar que o Partido dos Trabalhadores, ainda que tenha seus problemas, teve homens como Toninho. O ex-prefeito de Campinas morreu por um sonho, mas o sonho não morreu. Uma sociedade melhor, mais igualitária e mais justa continua viva junto com a memória de Toninho.

Veja mais em Educação Política:

O IMPRESSIONANTE MAPA DA VOTAÇÃO DE SÃO PAULO: POBRES SÃO PT, RICOS SÃO PSDB

A cidade de São Paulo mostrou que a divisão entre ricos (PSDB) e pobres (PT) continua mais do que presente. É certo que o candidato Fernando Haddad (PT) teve milhares de votos nas classes mais ricas, assim como José Serra (PSDB) teve milhares de votos nas classe mais pobres economicamente.

No entanto, a vitória de um na periferia e de outro nas regiões nobres mostra que a população vota de certa forma consciente da posição ideológica e da prática política dos partidos. veja mapa:


Veja mais em Educação Política:

%d blogueiros gostam disto: