Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Nova versão mal humorada de comercial histórico

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UM COMERCIAL DA COCA-COLA FEITO PELO GREENPEACE DA AUSTRÁLIA OU STOP COCA-COLA TRASHING

Esse comercial, claro, serve para qualquer refrigerante ou embalagem plástica pet. E também mostra porque o fim da sacolinha de plástico, culpada de ser vilã do meio ambiente, foi um fiasco em São Paulo e no Brasil. Supermercados lotados de embalagens plásticas poluentes nas prateleiras decidiram retirar somente a embalagem que ajudava o consumidor. O objetivo, óbvio, era lucrar mais e não proteger o meio ambiente.

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DEPUTADO PAULO PIMENTA (PT) E A SOCIEDADE QUEREM SABER OS CRITÉRIOS DA SECOM PARA VERBA PUBLICITÁRIA

Uma das perguntas à Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) poderia ser a seguinte: uma empresa de mídia acusada de se associar a criminosos para obter escutas ilegais e fazer reportagens recebe verba publicitária do governo? Qual o critério jornalístico usado pela Secom?

PT pressiona por debate sobre Marco Regulatório das Comunicações no Congresso

Rachel Duarte/Sul 21

Apesar da clara posição do governo Dilma Rousseff em não discutir o Marco Regulatório das Comunicações antes das eleições de 2014, o Partido dos Trabalhadores parece estar disposto a incitar a sociedade para o debate. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) chamou a bancada petista para o compromisso de realizar um seminário sobre o tema no Congresso Nacional. Ele pretende convocar primeiro a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República para prestação de contas sobre o repasse de verbas publicitárias. “Estes números não estão públicos, mesmo com a Lei da Transparência. Queremos saber os critérios utilizados para os repasses”, disse.

O seminário, ainda sem data marcada, deverá ouvir também representantes das rádios comunitárias, blogueiros e mídias regionais do país. De acordo com Paulo Pimenta, é preciso monitorar ‘até onde chegam os recursos e ações do governo federal’ para democratização da mídia. “Há uma relação cada vez mais morosa sobre as concessões para as rádios comunitárias. Existem processos se arrastando por mais de oito anos. A política pública, que era para ser ousada a fim de alcançar a pluralidade da radiodifusão, está estagnada nos últimos anos”, criticou sobre a postura dos governos do PT.

Divulgação

Paulo Pimenta / Foto: Divulgação

A partir do diagnóstico sobre a realidade dos investimentos em publicidade direta e indireta, por meio da iniciativa privada, o deputado Paulo Pimenta acredita ser possível ao PT assumir uma posição mais concreta sobre o tema dentro do Congresso. “Nós fazemos parte de uma coalizão política em que existem setores conservadores e com pensamentos contrários aos nossos, mas não devemos disputar internamente ou atravancar o processo dentro do governo”, disse.

O recado dado em fevereiro pelo secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cesar Alvarez, foi claro: “o governo não discutirá o marco regulatório antes das eleições de 2014”. Logo em seguida, o PT manifestou publicamente que a regulação das comunicações ‘é urgente e inadiável’ e defendeu o Projeto de Lei de Iniciativa Popular em tramitação no Congresso. O presidente do partido, Rui Falcão chegou a falar que o governo mantém uma dívida com a sociedade ao não adotar a regulação definida pela Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). (Texto Completo)

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O MELHOR ALUNO DE FERNANDO HENRIQUE: VEJA OS FUNDAMENTOS ECONÔMICOS DE AÉCIO NEVES NO GOVERNO DE MINAS GERAIS

LITERATURA: O ANÚNCIO DA COMPANHIA TELEFÔNICA EM ‘ATÉ O DIA EM QUE O CÃO MORREU’, DE DANIEL GALERA

Imagem: creative commons - Lari Arruguetti“Eu tinha comprado o jornal só para ver o tal anúncio da companhia telefônica no qual a Marcela tinha trabalhado.  Página Dupla. A propaganda era sobre um serviço no qual o usuário ganha descontos nas ligações de celular pra determinados números a sua escolha. Algo do tipo “pague mais barato para falar com seus amigos”. O anúncio, dirigido ao público jovem, mostrava um grupo de amigos numa praia. Dois surfistas musculosos de sunga e três minas gostosas de biquíni, alinhados diante do mar com grandes sorrisos no rosto e cabelos impecavelmente penteados. Os modelos estavam posicionados lado a lado de modo a substituir simbolicamente os algarismos de uma cifra em dinheiro, e separados por uma grande vírgula sobre a areia. A Marcela estava do lado esquerdo da vírgula, usando um biquíni verde, cabelos esvoaçantes, maquiada, saudável, feliz, enroscada num sujeito que segurava uma prancha debaixo do braço. A mensagem por trás daquilo seria algo como “converta suas amizades em dinheiro”. Era sem dúvida um dos anúncios mais retardados que eu já tinha visto. A Marcela não parecia ela mesma debaixo do pôr-do-sol retocado de Photoshop. Arranquei as folhas e botei fogo no anúncio com meu isqueiro. As chamas puseram o cachorro em estado de alerta.” (trecho do livro Até o dia em que o cão morreu, de Daniel Galera)

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LEÃO DE OURO EM CANNES: PUBLICIDADE DA REVISTA VEJA ASSUME (IN)CONSCIENTEMENTE QUE MANIPULA PESSOAS E É ANTIÉTICA

Imagem bem humorada do jornalismo da Veja

Já vi muita propaganda genial, mas essa é fora de série. A revista Veja tenta mostrar que suas informações podem ou devem ser usadas para manipular empresas e pessoas.

No vídeo, jovem fala um monte de clichês de economia como um robô, reproduzindo o discurso da Veja. Não há melhor metáfora para definir seus leitores, chamados no comercial de vazios e idiotas por não serem capazes de ter um discurso próprio.

Em alguns segundos, a publicidade definiu a filosofia da revista da editora Abril: os leitores são manipulados e usam a informação para enganar pessoas e empresas. Genial!  O Leão de Ouro em Cannes já está garantido.

Vi no Com Texto Livre

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A ÍNDIA E O DEPUTADO: A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NO DISCURSO EM DEFESA DOS GUARANI-KAIOWÁ E A PUBLICIDADE DO GOVERNO MASOQUISTA DO PT

Fernando Ferro: PT é masoquista

Um vídeo e um texto que se complementam.

No vídeo, o discurso de uma jovem índia em protesto dos índios em favor dos Guarani-Kaiowá, reclamando da falta de capacidade de comunicação, da falta de liberdade de expressão. Não se preocupe se não entender nada no começo do vídeo.

A indignação da jovem índia complementa o excelente texto do deputado do PT, Fernando Ferro, sobre a distribuição da verba publicitária do governo federal. O PT é masoquista.

Vi no Com Texto Livre

Fernando Ferro: Verba publicitária e sadomasoquismo

Verba publicitária e sadomasoquismo

Por Fernando Ferro, sugerido pelo leitor Cicero

Os jornalecos e almanaques reacionários de oposição, tipo Veja, vez por outra têm um de seus capangas acusando jornalistas de “chapa-branca” na tentativa de encurralar qualquer visão séria e democrática sobre o Partido dos Trabalhadores e os governos do PT. Por trás destas críticas reside um viés ideológico como porta-voz da direita no Brasil, bem como um certo mal estar pela perda da sustentação financeira com o dinheiro oficial.

A partir do governo Lula, praticou-se uma distribuição mais justa em termos regionais na descentralização dos receptores do dinheiro da publicidade oficial. Nosso governo incorporou no mailing dos meios de comunicação do Estado brasileiro desde redes regionais até o sistema de rádios comunitárias e jornais espalhados por diversas regiões do Brasil. Este gesto atraiu o descontentamento dos Civitas da vida, que querem monopolizar e concentrar os meios e suas receitas. Apesar da mudança, ainda é profundamente concentrada a distribuição das verbas oficiais de comunicação.

Observa-se que dos R$ 161 milhões repassados à emissoras de rádios, TV, jornais, revistas e sites, desde o início do governo Dilma, R$ 50 milhões foram destinados apenas para a TV Globo, quase um terço de toda a verba – ao todo, o Sistema Globo de Comunicações recebeu R$ 55 milhões. Já a “imparcial” revista Veja, por sua vez, recebeu R$ 1,3 milhão; e o os tentáculos on-line da Editora Abril também receberam mais R$ 353 mil. Enquanto isso, a revista “parcial” Carta Capital recebeu, no mesmo período, R$ 119 mil.

Em outros termos, pagamos uma mídia para nos atacar, nos destruir e se organizar em quadrilhas, como no caso recente da dobradinha Veja/Cachoeira.

Isto não é justo. Não é correto. Precisamos rever a distribuição de verbas publicitárias, que hoje se constituem num verdadeiro acinte à democracia. Não se trata apenas de regular os meios de comunicação, devemos promover uma justa redistribuição das verbas publicitárias do Governo.

Por fim, é bom que se note que aqui não foram incluídos os repasses das verbas publicitárias das empresas estatais de economia mista, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Grupo Eletrobrás, Petrobrás, etc.

Ora, parece que tomamos gosto por rituais de sadomasoquismo midiático ou praticamos a gentileza dos submissos.

Fernando Ferro é deputado federal (PT-PE) e vice-líder da Bancada do partido na Câmara

Vi no blog do Azenha

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A MÍDIA QUE APOIA O PSDB FICOU AINDA MAIS MILIONÁRIA COM A PUBLICIDADE DE JOSÉ SERRA E, PASMEM, DE DILMA ROUSSEFF

Veja abaixo duas notícias importantes na área de comunicação. A mídia conservadora tem recebido milhões tanto do governo do PSDB quanto do governo do PT, quase que exclusivamente.  O governo Dilma, por exemplo, teria reduzido o número de empresas que recebem verba publicitária de 8 mil (fim do governo Lula) para apenas 3 mil. Enquanto isso, José Serra e Alckmin deram milhões semanalmente para empresas que os apoiam incondicionalmente.

Serra deu uma mega-sena por mês à mídia demotucana

Carta Maior-Saul Leblon

Globo recebeu milhões de José Serra

Na campanha presidencial de 2010, Serra deu R$17,6 milhões por mês ao dispositivo midiático demotucano para veicular publicidade do governo de São Paulo. É como se o tucano transferisse 980 salários mínimos por dia (40 salários por hora), uma Mega-Sena por mês (a deste sábado é de R$ 17 milhões) aos veículos que o apóiam. 

Durante a gestão Serra em SP (2007/2011), o governo do Estado transferiu R$ 608,9 milhões à mídia ‘isenta’ para comprar espaço publicitário. Significa que Serra, sozinho, repassou aos veículos que formam o dispositivo midiático conservador um valor equivalente a 30% dos gastos totais com publicidade do governo federal no mesmo período. Os valores absolutos foram publicados pela Folha deste sábado.

O auge da generosidade tucana foi no ciclo eleitoral de 2009/2010:R$ 246 milhões. A Globo foi a mais aquinhoada na gestão Serra: R$ 210 milhões, 50% do total destinado a TVs, embora sua fatia na audiência seja declinante no período: caiu de 41% para 38% do total. Serra destinou às TVs religiosas mais recursos do que à TV Cultura, cuja audiência é superior. 

A empresa de publicidade que intermediou a maioria dos contratos, ficando com 20% de comissão –como acontecia com o Valerioduto- foi a ‘Lua’, cujo proprietário é Rodrigo Gonzales. Rodrigo vem a ser filho do publicitário Luiz Gonzales,o marqueteiro de Serra e Alckmin, que fez a campanha presidencial do tucano em 2010 e comanda a atual, à prefeitura de SP. A agencia Lua também tem a conta publicitária da Dersa e do programa Nota Fiscal Paulista.( valores divulgados pela Folha; 15-09)

 

Uma chaga viva na secretaria de Comunicação do governo Dilma

Por  Hiledgard Angel

O critério da ministra Helena Chagas, secretária de Comunicação, não é obrigatoriamente o do conteúdo ou o da qualidade. É aquele do ‘quem tem mais público leva mais’, segundo reclama o Correio do Brasil, queixando-se de que, embora apresente níveis de audiência e de leitura superiores à maioria dos veículos de comunicação, inclusive do Grupo dos 10, não integra nem mesmo a lista do Grupo dos 3 mil veículos beneficiados com os recursos públicos…

Nisso tudo, é importante destacar, que, de modo admirável, essa imprensa independente, embora excluída da relação de órgãos cortejados pela secretaria de Comunicação, tem mantido a mesma coerência em sua linha editorial, não partindo para o ataque ao Governo Dilma nem praticando qualquer tipo de “retaliação”, como seria de se esperar se se tratasse de uma imprensa “de balcão”…

Enquanto, por outro lado, o bem aquinhoado Grupo dos 10, formado pela imprensa conservadora, que esteve unida contra a então candidata Dilma Rousseff, numa oposição exercida de modo rude e violento, agora se mostra simpático à Dilma presidenta, faz-lhe a corte de forma sedutora, não economiza em elogios e gira os olhos como se estivesse diante de gratíssima surpresa, o que só nos faz pensar que praticava um jornalismo de quem não pesquisou direito…

Falando em pesquisa, lendo a Folha de São Paulo de 28 de dezembro de 2010, somos levados a concluir que a ministra Helena Chagas foi generosa ao contrário, reduzindo a três mil os contemplados com a verba publicitária governamental, quando, ao fim do Governo Lula, eram mais de oito mil veículos…

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USUÁRIOS DE TELEFONE CELULAR PODERÃO ENFIM BLOQUEAR AS ABUSIVAS MENSAGENS COM PUBLICIDADE DAS OPERADORAS

Da Secom

Teles: abusam dos brasileiros

Os usuários de telefonia móvel poderão manifestar sua intenção de não mais receber mensagens publicitárias de sua respectiva operadora, a partir do dia 20 deste mês.
Em regra, a mensagem publicitária só pode ser enviada aos usuários que optaram previamente pelo seu recebimento. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o objetivo da medida é corrigir promoção que traziam cláusula com obrigatoriedade de recebimento de mensagens publicitárias pelo usuário.

Todos os usuários do serviço móvel que recebem essas mensagens deverão receber uma mensagem de texto (SMS) entre 20 de julho e 20 de setembro de 2012 com o seguinte teor: “Por determinação da Anatel, caso não queira receber mensagem publicitária desta Prestadora, envie SMS gratuito com a palavra SAIR para XXXXX”. Ao enviar a mensagem para o número indicado, usuário receberá um novo SMS de confirmação.

A Anatel também determinou às prestadoras que incluam em seus contratos uma cláusula em que o usuário assinale se deseja ou não receber mensagens publicitárias, além da anulação de qualquer disposição em contrário contida em regulamentos de promoção. As prestadoras devem ainda destinar espaço visível em sua página na internet com informações a respeito do tema.

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NA SOCIEDADE CONSTRUÍDA SOB A ÉGIDE DA VIOLÊNCIA E DA INTOLERÂNCIA, O AMOR E O AFETO PRECISAM SER ESPANCADOS
10% DO PIB NA EDUCAÇÃO NÃO RESOLVE SE DINHEIRO FOR PARA AS EMPREITEIRAS E NÃO PARA OS PROFESSORES E ALUNOS
DROGADOS PELO DINHEIRO: FISSURA DE SUPER-RICOS SUSTENTA A MISÉRIA DO MUNDO E ABALA AS ECONOMIAS DOS EUA E DA EUROPA
SERÁ A TERCEIRA VIA? AÇÃO DO GOVERNO DILMA ROUSSEFF SOBRE JUROS BANCÁRIOS ABRE CAMINHO PARA O BRASIL ESTABELECER UM NOVO PROJETO POLÍTICO-ECONÔMICO

INTERNET ULTRAPASSA AS REVISTAS E JÁ É O TERCEIRO SETOR COM MAIOR AUMENTO DE INVESTIMENTO PUBLICITÁRIO

Lucrativa para publicidade, internet já começa a deixar os meios tradicionais para trás

À medida que a internet vai se consolidando como uma plataforma de informação alternativa à grande mídia, parece também aumentar a sua atração sobre o setor publicitário que tem visto na rede o mesmo potencial da televisão, das revistas e dos jornais de propagar uma mensagem a um grande público.

Como mostra notícia publicada pela Folha de S.Paulo, o investimento publicitário cresceu cerca de 14% no primeiro trimestre desse ano em comparação com o ano passado. A pesquisa do Projeto Inter-meios indentificou que os setores que apresentaram maior crescimento nos investimentos publicitários foram o cinema (aumento de 38%), seguido de TV por assinatura (27%) e internet (24%).

A notícia destaca o desempenho da internet que “com 40% de expansão na receita nos últimos quatro anos passou a ter 5,7% de bolo publicitário”, sem contar os links patrocinados e os anúncios em redes sociais. Se todas as ações forem somadas, acredita-se que a participação da publicidade na rede chegue a 8%.

A TV aberta continua sendo o grande filão da publicidade com participação recorde de 65% do total investido. Depois vêm os jornais com 13% e as revistas com 5,5% do investimento total no mês de março.

Pelos dados já se percebe que a internet, se considerarmos todas as ações, já ultrapassa as revistas em investimentos publicitários. Em outras palavras, a grande velha mídia que se cuide. A internet vem com cada vez mais força e até os publicitários já perceberam isso!

Veja trecho da notícia:

Receita com publicidade aumenta 14%
Por Marianna Aragão

O investimento publicitário cresceu 13,9% no Brasil no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011 e alcançou R$ 6,5 bilhões. Os números não descontam a inflação.

A pesquisa é do Projeto Inter-meios, que compila informações de faturamento publicitário fornecidas pelos principais veículos de comunicação.

Todos os nove meios analisados tiveram crescimento de receita publicitária no primeiro trimestre.

A maior expansão foi registrada em cinema, cujos investimentos subiram 38%, seguido de TV por assinatura (27%) e internet (24%).

Segundo Salles Neto, presidente do Grupo Meio & Mensagem, que coordena o projeto, a TV aberta foi outro destaque, ao atingir receita de R$ 4,2 bilhões e participação recorde de 65% do total investido em publicidade.

Depois de TV, jornais e revistas mantiveram as maiores participações no bolo publicitário, atingindo 13% e 5,5% do investimento total em março, respectivamente. (Texto completo)

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PUBLICIDADE DEVE SER PROIBIDA PARA CRIANÇAS, DIZ COORDENADORA DE PROJETO DO INSTITUTO ALANA

Infância X Consumo

A coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, entidade que analisa o consumismo infantil, Isabela Henriques, disse recentemente que qualquer tipo de mensagem publicitária direcionada a crianças deveria ser proibida, como conta notícia publicada pela Rede Brasil Atual.

A coordenadora do Projeto diz que o ideal seria que toda e qualquer peça publicitária direcionada a um público com idade inferior a doze anos fosse proibida e passasse a ser direcionada a um público que pudesse fazer a mediação entre as crianças e os produtos do mercado, os pais por exemplo.

Isabela trabalha com a hipótese de que as crianças não têm discernimento para refletir sobre os apelos publicitários, cada vez mais constantes e sedutores, e recebem a mensagem sem os filtros que um adulto possui, por exemplo. Por isso, os adultos é que deveriam fazer a mediação enquanto que as crianças não deveriam ser as interlocutoras diretas das empresas de publicidade.

A responsabilidade na questão do controle e determinação do tipo de público a que a publicidade deve se dirigir, afirma a coordenadora, deveria ser do Estado pois, segundo ela, as normas e diretrizes estabelecidas pelas empresas não são suficientes. Já aos pais caberia o papel de direcionar as crianças para outras atividades, para o universo de brincadeiras e experiências que não fique restrito à simples relação entre infância e consumo.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

ONG defende proibição de publicidade voltada ao público infantil
Por Suzana Vier

São Paulo – A coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, entidade que analisa o consumismo infantil, Isabela Henriques, disse na sexta-feira (27) que qualquer tipo de mensagem publicitária direcionada a crianças deveria ser proibida. A especialista participou do seminário “Regulação Sanitária e Desenvolvimento Econômico e Social”, promovido pela Revista Carta Capital, em São Paulo.

“Defendemos que a população de menos de 12 anos não receba nenhum tipo de comunicação de mercado, nenhum tipo de publicidade, de merchandising, de marketing que fale com ela, que tente incentivá-la a consumir produtos e serviços”, apontou

Segundo a coordenadora do Alana, até a faixa de 12 anos as crianças não têm condições de analisar criticamente as mensagens que recebem. “A criança é muito vulnerável, é muito suscetível a esses apelos publicitários. Elas também são ‘muito literais’ e recebem as mensagens como dados da realidade, porque não têm os filtros que os adultos possuem.”

O ideal é que a publicidade de produtos e serviços voltados para esta faixa de público seja direcionada aos seus cuidadores. “Que pais e responsáveis façam a mediação dessa criança com o universo comercial”, disse. “Porque o pai pode fazer análise crítica dessa mensagem e definir dentro do poder familiar que ele tem, inclusive legalmente, se é adequada ou não.” (Texto completo)

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PUBLICIDADE TAMBÉM PODE SER INTELIGENTE, REALMENTE CRIATIVA E ESTAR À SERVIÇO DE CAUSAS LEGÍTIMAS

PARA ALÉM DE CACHOEIRA, É PRECISO DE UMA CPI DO PÉSSIMO JORNALISMO OU DO JORNALISMO SEM CARÁTER

Impressionante o comentário no blog do Nassif sobre o péssimo jornalismo praticado pela revista Veja. Para além de uma CPI que apure as relações da Veja com o crime organizado, no caso da CPI do Carlinhos Cachoeira, é necessário uma CPI sobre a ética no jornalismo.

Mais que isso: o jornalismo pode até atentar contra a inteligência, mas não pode atentar contra a saúde pública. Uma coisa é errar, e todos nós estamos sujeitos. Outra é colocar a vida das pessoas em risco de forma possivelmente deliberada e travestida de jornalismo.

O comentário abaixo poderia ser um bom motivo para uma séria investigação da Polícia Federal.

As capas médicas de Veja e os laboratórios

Enviado por luisnassif, qui, 26/04/2012 – 14:22

Por Pedro Saraiva

Comentário do post “ A pseudociencia de Veja

Concordo com tudo que foi escrito no texto, porém como médico, tenho uma visão um pouco diferente sobre a matéria. Também compartilho da opinião de que a Veja seja um veículo conservador ao extremo e, como tal, elitista, preconceituoso e com discurso que beira o fascismo. Todavia, não consigo ter a visão inocente de que matérias como esta da última edição sejam apenas fruto de mentes burguesas reacionárias. Acho que o buraco é mais embaixo. Acho que podem existir outras forças por trás desta reportagem.

Para explicar meu ponto de vista é preciso retornar a Setembro de 2011. Todos devem se lembrar de outra polêmica matéria, também sobre aparência e aceitação social, onde a revista faz uma descarada propaganda para a droga Liraglutida, comercializada pela empresa farmacêutica Novo Nordisk, sob o nome comercial Victoza® (http://i1.r7.com/data/files/2C95/948E/3287/486D/0132/8CF7/A977/57AB/veja…). Esta medicação aprovada mundialmente apenas para uso no diabetes foi tratada como milagrosa no combate à obesidade, em uma das reportagens mais irresponsáveis que já vi a nossa imprensa publicar. Na época, houve grande repercussão no meio médico e inúmeros especialistas e entidades médicas criticaram abertamente a revista. Até a ANVISA solicitou uma nota de esclarecimento à Veja.

p>Tenho um colega endocrinologista que, incomodado com a matéria, questionou um dos representates da Novo Nordisk que costuma fazer visitas ao seu consultório. A resposta do rapaz foi a esperada, que a empresa nada tinha a ver com a matéria, que a mesma era de responsabilidade total do jornalista que a escreveu. O próprio representante reforçou que o uso do Victoza® para tratar o excesso de peso não está aprovado e não é encorajado oficialmente pela Novo Nordisk. Bom, o fato é que os pacientes foram pressionar seus médicos e as vendas da droga explodiram. Até faltou remédio para os diabéticos, aqueles que realmente tinham indicação de tomar o medicamento.

O problema é que uma semana depois, apesar de todas as críticas, a Revista Mdemulher, também da Editora Abril, trouxe uma outra reportagem, assinada por outra jornalista, com a mesma falsa propaganda sobre a droga (http://mdemulher.abril.com.br/dieta/reportagem/dietas/victoza-remedio-em…). Para completar ao circo, em Novembro, outra publicação da Abril, a Revista Claudia, em nova reportagem, assinada por uma terceira jornalista, faz novamente irresponsável apologia ao uso do Victoza® como remédio para emagrecer (http://claudia.abril.com.br/materia/o-efeito-victoza/?p=/beleza/corpo). Tudo muito estranho.

Mas o que a reportagem desta semana tem a ver com estes fatos? Bom, a empresa farmacêutica Novo Nordisk atua basicamente em apenas 3 áreas da saúde: diabetes, distúrbios da coagulação e… distúrbios do crescimento.

Quem leu a matéria da Veja pode notar como é enfatizado a importância do crescimento na infância. Agora, pensem nas mães de crianças baixinhas lendo esta matéria, imaginando que seus filhos não serão tão bem sucedidos se não atingirem o “padrão de qualidade” citado pela revista. A revista quase que avisa: a hora de intervir é agora, este é o momento mais importante do crescimento. Como médico acostumado a lidar com modismos de saúde impostos pela grande imprensa, imagino quantas mães não estão questionando os pediatras sobre o que pode ser feito para o filho crescer mais.

Me desculpem, mas do mesmo modo que o atual padrão de magreza imposto pelos meios de comunicação social é um incentivo ao uso desregrado de moderadores do apetite e drogas emagrecedoras, este tipo de reportagem é, indiretamente, um estímulo ao uso sem indicação de GH (hormônio do crescimento) em crianças baixinhas.

Obviamente que baseado apenas nestas reportagens convenientes não se pode acusar a empresa Novo Nordisk de ter comprado espaço nas publicações da Editora Abril para fazer propaganda travestida de jornalismo. A gente sabe que a qualidade das apurações da Veja é lastimável e isso tudo pode ser somente mau jornalismo. Mas que é estranho, isso é.

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OS QUADRINHOS E O MUNDO DA PUBLICIDADE

A INFÂNCIA E A MASSIFICAÇÃO DA INDÚSTRIA DE BRINQUEDO NA VISÃO DE UMA CRIANÇA

INSTITUTO ALANA ENTREGA TROFÉU DE MANIPULADORA PARA MATTEL PELA GRANDE QUANTIDADE DE PROPAGANDA AO PÚBLICO INFANTIL

O Instituto Alana fez ontem, dia 30 de novembro, o primeiro protesto do Projeto Criança e Consumo em frente à sede da empresa Mattel em São Paulo. Durante o protesto foi entregue à empresa o troféu de “Vencedora do Prêmio Manipuladora – Dias das Crianças 2011” pela enorme quantidade de propaganda destinada ao público infantil no último Dia das Crianças.

Segundo dados de pesquisa inédia realizada pelo Observatório de Mídia Regional da Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com o Instituto Alana, “foram aproximadamente 8.900 comerciais veiculados em 15 canais, nos 15 dias que antecederam o Dia das Crianças”.

A campanha do Instituto Alana é bastante legítima e se justifica diante do fato de que as crianças passam em média mais de cinco horas por dia, segundo último levantamento do Ibope, de 2010, em frente à TV. Além disso, participam do processo decisório de 80% das compras da casa, de acordo com pesquisa da Interscience, de 2003.

No entanto, as crianças não têm o mesmo poder de discernimento de um adulto, o que reforça a necessidade de repensar o abuso nas propagandas infantis e também a forma como essas propagandas têm sido feitas.

Veja os dados da pesquisa:

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MULTINACIONAIS QUEREM PRODUZIR PUBLICIDADE LÁ FORA E NÃO PAGAR IMPOSTO AQUI NO BRASIL
CAIXA DECIDE TIRAR DO AR PROPAGANDA NA QUAL MACHADO DE ASSIS APARECE COMO UM HOMEM “BRANCO”
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ENTIDADES SE POSICIONAM CONTRA O FECHAMENTO DE CERCA DE 150 RÁDIOS COMUNITÁRIAS PELA ANATEL EM DOIS MESES

MULTINACIONAIS QUEREM PRODUZIR PUBLICIDADE LÁ FORA E NÃO PAGAR IMPOSTO AQUI NO BRASIL

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Faz lá fora e não quer pagar imposto

No Brasil, só pobre paga imposto.

E cada vez que se aumenta um imposto para grandes empresas, logo tem um lobby para barrar.

É isso que está acontecendo com a medida provisória que aumenta o imposto de quem produz filme publicitário lá fora e quer veicular aqui no Brasil. O imposto que estava sem aumento desde 2001 (epa!!! Que festa!), passará agora para R$ 2oo mil. Isso é um cafezinho para empresas que produzem lá fora e anunciam aqui.

Imagina! Quem produz filme lá fora e divulga aqui? Somente grandes multinacionais, que têm campanhas publicitárias mundiais na casa dos bilhões de dólares. Esse valor deveria ser muito maior. R$ 200 mil é irrisório.

Fazem o filme lá fora e não contratam agências brasileiras, atores, diretores, cinegrafistas, etc. E querem pagar um impostinho. Só o cachê de um ator famoso é bem maior do que isso. E pior, passam o mesmo filme em vários países.

Veja trecho de matéria sobre o assunto:

O aumento da taxa para a veiculação de filmes publicitários produzidos no exterior provocou um racha no meio publicitário. Enquanto a associação das agências apoia a medida, os anunciantes resolveram centrar forças no Congresso.

Eles tentam alterar o texto da medida provisória 545, que amplia receitas e atribuições da Ancine (Agência Nacional do Cinema). A MP deve ser votada até o fim do ano.

Desde a criação da Ancine, em 2001, produtoras de filmes publicitários ganharam uma proteção contra a concorrência estrangeira: para ser veiculado no Brasil, o filme estrangeiro paga R$ 80 mil. Filmes adaptados, que demandam alguma finalização no país, R$ 50 mil.

Os recursos, assim como a taxa de R$ 1.700 paga pelas produções nacionais, são a principal fonte de receita da Condecine, contribuição para o desenvolvimento do cinema nacional.

A nova MP aumenta a taxa para produções estrangeiras para R$ 200 mil e acaba com a figura da obra estrangeira adaptada. Eesses valores não eram reajustados desde 2001. (Texto completo/Bol)

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MUDANÇA NA AUTORREGULAMENTAÇÃO DA PROPAGANDA DEVE EQUILIBRAR LIBERDADE DE COMUNICAÇÃO E DIREITOS DA INFÂNCIA

Uma relação pra se pensar!

O poder que a propaganda tem em influenciar o comportamento e conduzir a vontade das crianças já está sendo constantemente debatido. O que se discute é a necessidade de repensar a autorregulamentação do setor de publicidade infantil que, segundo entidades que defendem os direitos da infância, simplesmente induz as crianças a certos comportamentos e desejos que à priori elas não têm e que, devido ao fato de que estas ainda não possuem discernimento suficiente para se defender dos apelos da publicidade, são automaticamente assimilados por elas.

De forma geral, a publicidade sem limites direcionada ao público infantil acaba por afetar a criança de alguma forma. Ainda que ela seja uma criança saudável e goste da vida que leva, a propaganda, infantil ou qualquer outra, atinge uma área da mente ainda desconhecida por grande parte dos estudiosos da psicologia humana. As imagens, vozes e apelos da propaganda agem no inconsciente de cada um e, mesmo que tenhamos uma boa formação ou, no caso das crianças, um bom ambiente de crescimento, essas vozes do desejo acabam falando mais alto quando menos se espera e de forma nem sempre previsível.

Daí a necessidade de cuidar das informações que são repassadas à infância. O mundo hoje já pede muito de nós, não contente, ele agora quer fazer com que as crianças percam a sensação de plenitude que experimentam no tempo presente e vivam, assim como nós adultos, em função de desejos e projeções futuras que anulam nossa existência na dimensão do atual.

No entanto, talvez não seja o caso de proibir de todo a propaganda infantil, como vem sendo proposto, a proibição nunca é o melhor dos caminhos. A propaganda pode sim ser benéfica em alguns aspectos se o sistema de valores no qual ela se estrutura for revisto. Portanto, o ideal mesmo é repensar a regulamentação do setor e encontrar o tão desejado ponto de equilíbrio entre a proibição e os direitos da infância. Não é preciso deixar de falar às crianças, elas são ávidas por ouvir, mas é preciso saber falar a elas, preservando a peculiaridade de seu tempo, para que o diálogo aconteça de fato.

Veja trecho de notícia publicada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) sobre a discussão em torno do assunto:

Entidades questionam publicidade infantil e autorregulamentação do setor
Por Marcello Larcher
Câmara dos Deputados

Vinte entidades discutiram nesta terça-feira na Câmara o Projeto de Lei 5921/01, que proíbe publicidade direcionada ao público infantil. No seminário promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, 11 entidades posicionaram-se contrárias ao projeto, a maioria ligada ao mercado de anúncios e de mídia, enquanto 9 foram favoráveis à medida, ligadas à defesa do consumidor e dos direitos da infância.

O vice-presidente Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), Rafael Sampaio, assinalou que nenhum país tem essa questão bem resolvida, mas reconheceu que há uma tendência à autorregulamentação, que são normas levadas a cabo pelo próprio mercado publicitário. “Em normas gerais, todos concordam que a infância precisa ser protegida, o problema é operacional, como fazer com que a propaganda do bem possa ser feita, e a que exacerbada seja cassada. Se você proíbe previamente, acaba impedindo muita coisa positiva”, disse. Sampaio citou campanhas de higiene e de alimentos saudáveis, entre as publicidades feitas por empresas e que são úteis para os pais e as crianças.

O presidente o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar – entidade que cuida do setor no Brasil), Gilberto Leifert, lembrou que as regras para a publicidade de produtos infantis foram atualizadas em 2006. Segundo informou, em 2009 foram registradas 78 intervenções para retirar do ar propagandas consideradas nocivas; e em 2010, foram 46. “Conseguimos agir mais rápido que o Judiciário para retirar do ar uma propaganda considerada abusiva”, disse. (Texto completo)

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PARA FABRICANTES DE ALIMENTOS COM ALTO TEOR DE AÇÚCAR, LUCRO É MAIS IMPORTANTE QUE SAÚDE DO CONSUMIDOR

E as indústrias querem que continue assim!

A guerra de fato é do açúcar contra a informação. Em pleno século XXI, fabricantes de alimentos com baixo valor nutritivo e elevada quantidade de sódio, açúcar e gorduras, querem derrubar resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que prevê como obrigatória a veiculação de mensagens de advertência que alertem o consumidor para o tipo de produto que ele está consumindo nas propagandas de rádio e televisão.

O fato dos fabricantes estarem lutando judicialmente contra a resolução da Anvisa demonstra um total desrespeito com o consumidor. As empresas só pensam em seus próprios lucros e querem preservá-los a todo custo, nem que para isso seja preciso sacrificar a própria saúde do consumidor. Para elas, pouco importa que o consumidor saiba exatamente o que ele está consumindo, o que importa é vender a marca, fazer o lucro.

Nisso tudo, a Anvisa cumpre o seu papel e faz o mínimo que se espera de um órgão público, justamente garantir e defender o direito que o consumidor tem à informação. E neste caso, é o direito à informação mesmo que se deve garantir. Se, mesmo sabendo que o produto pode causar danos à sua saúde, o consumidor optar por adquirí-lo, é um direito dele, mas, ao menos, a informação foi oferecida.

Já a atitude dos fabricantes revela como nós, consumidores, somos cada vez mais reféns dessa publicidade que engana e esconde, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo! É o ato de esquecer o ser humano e abraçar o lucro.

Veja trecho de matéria sobre o assunto publicada originalmente no Correio Braziliense Online e reproduzida pelo Fórum Nacional pela Democratização da Informação (FNDC):

A guerra é do açúcar contra a informação
Por Carolina Khodr

Fabricantes de produtos com baixo teor nutricional se unem para derrubar resolução da Anvisa que obriga a veiculação de mensagens de advertências nas propagandas de rádio e de televisão

A indústria de alimentos se uniu contra a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regula a publicidade e a promoção de produtos com baixo teor nutricional e elevadas quantidades de sódio, açúcar e gorduras. De acordo com a norma, publicada em julho de 2010, as propagandas de rádio e de televisão deveriam, desde dezembro, ser veiculadas com alertas para a população sobre os riscos do consumo habitual desses produtos. As liminares movidas pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) e Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) foram acatadas pela Justiça Federal, mas a Anvisa recorreu da decisão.

De acordo com a gerente de monitoramento e fiscalização de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado, são três os principais argumentos utilizados pelas associações: sob o aspecto formal, a Anvisa não teria competência para expedir normas sobre publicidade de alimentos e bebidas não alcoólicas; sob o aspecto material, os parâmetros utilizados pela resolução não estariam fundamentados cientificamente; e, com a norma, os produtores estariam veiculando propaganda contra eles próprios. (Texto Completo)

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DESMAMAR A MÍDIA: BRASIL PRECISA DE LEGISLAÇÃO PARA DEMOCRATIZAR VERBA PUBLICITÁRIA DO GOVERNO COM GRUPOS DE MÍDIA PRIVADOS

É preciso desmamar os grandes grupos

O viés dado pelas entrevistas feitas pela Rede Globo com os candidatos à presidência da república mostra mais uma vez que o Brasil precisa de legislação para a distribuição de verbas publicitárias.

As entrevistas de William Bonner mostram um viés muito partidarizado para uma rede de televisão que recebe cerca de 50% da verba publicitária do governo.

A Rede Globo chegou a receber 70% das verbas publicitárias no governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

Essa concentração de verbas públicas (governo e estatais) em poucas empresas é o que existe de mais autoritário e nefasto dentro da comunicação e da democracia brasileira.

Não é possível a sociedade aceitar esse privilégio na transferência de recursos públicos.
Os grupos sociais que buscam a democratização da mídia no Brasil deveriam esquecer qualquer ideia de controle da mídia, seja grande ou pequena.

As empresas de comunicação devem ser livres editorialmente. Mas não podem ser livres para abocanhar quase todo o dinheiro do povo brasileiro que vai para a publicidade governamental.

Os grupos sociais deveriam focar esforços em uma legislação que limite em no máximo 10% a quantidade que cada empresa (veículo) deve receber de verba governamental.

Isso em um primeiro momento, mas esse limite deveria ser reduzido nas próximas décadas para 5%.

Assim, uma emissora de televisão só poderia receber 10% do valor gasto com publicidade em TV. Da mesma um jornal, revista ou emissoras de rádio. Isso democratizaria a mídia e deixaria a comunicação no Brasil com mais representatividade.

Ao mesmo tempo, retiraria a dependência das empresas de comunicação das verbas governamentais. Essa deve ser a luta da democracia brasileira e não a tentativa de controle editorial das empresas de comunicação.

É preciso desmamar as grandes empresas de comunicação da verba governamental, seja no âmbito federal, estadual ou municipal.

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O BOM DE VENCER O MEDO

INTERNAUTA: GOVERNO LULA FINANCIA OPOSIÇÃO MIDIÁTICA

Por Chico Cerrito

Pena que o próprio governo contribua de certo modo para a continuação da ação e do status quo da velha mídia.
Por exemplo na contracapa da veja, um anúncio de página inteira comemorativo de Tucuruí as expensas do governo federal, contribuindo assim para a continuação da campanha contra si próprio efetuada por aquela editora e o pagamento dos salários de parajornalistas como o “tiozinho” e o “menino-mau”, dois exemplos vivos da desnecessidade de diploma para a carreira.
Nesse ponto Chávez sabe bem como tratar essa malta, mas pelo menos esse governo deveria ter considerado ter publicidade zero nesse tipo de imprensa reacionária patronal, e impostos razoáveis na importação de papel.
Afinal deveriam se sustentar sozinhos, com a tiragem e a publicidade do mercado que tanto defendem.
Não que façam mais tanta diferença, o tempo deles está passando rápido.

Comentário:

Talvez nunca tenha existido na história deste país um governo tão democrático que até financia a oposição. O problema é que está financiando também um péssimo jornalismo.

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O LIMITE DA OFENSIVA PUBLICITÁRIA DE JOSÉ SERRA É SER UMA APOSTA DECISIVA SOBRE SUA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Ser ou não ser? Eis a questão

Há alguns limites e riscos na ofensiva publicitária de José Serra (PSDB), apesar de gerar votos.  O governador sabe que a ofensiva publicitária é uma aposta decisiva, pois é ela que vai decidir seu futuro.

A campanha televisiva, internet e outros meios mostra uma avalanche de dinheiro público sendo gasto com a grande mídia pelo governo de São Paulo. Eu que quase não assisto televisão já vi uns 20 comerciais, imagina as pessoas que ficam bastante tempo em frente à TV.

Serra aposta tudo no marketing, como eu já havia anotado aqui. Talvez ele não tenha outra alternativa política e talvez porque em outros momentos isso foi garantia de sucesso. Lembro-me da ofensiva publicitária do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FFHH) no final do primeiro mandato. Deu certo, mesmo com as condições do país que ele deixou.

No entanto, a propaganda de Fernando Henrique tinha alcance nacional e José Serra é apenas regional, em São Paulo. Como é um estado populoso, é provável que Serra consiga se manter em boas condições nas próximas pesquisas eleitorais. O risco é José Serra continuar estacionado nas pesquisas ou ainda haver um crescimento de Dilma Rousseff. Se isso ocorrer, ele provavelmente desistirá da candidatura presidencial. Ele não entraria na disputa com grande chance de perder.

Ao mesmo tempo, Serra sabe que se não concorrer à presidência dificilmente terá outra chance porque abrirá caminho para que Aécio Neves construa seu nome nacionalmente.

Se ele desistir de concorrer à presidência, com certeza se reelegerá governador em São Paulo. Com essa ofensiva publicitária, não há alagamento, incêndio ou péssima administração que o fará perder a eleição em São Paulo.

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A GAROTINHA, A MÃE, A TELEVISÃO E A PUBLICIDADE QUE NOS FAZ ESQUECER

A Revolução não vai ser televisionada, de Giovana Pacini

foto: A Revolução não será televisionada, de Giordana Pacini

Uma garotinha de apenas cinco anos assiste seu desenho sozinha na sala. Ela gosta muito de desenhos do Pica-Pau, mas assiste à Madeline, Sagwa e outros da Futura.

Naquela tarde, ela apenas vê trechos de programas e comerciais em vários canais. A mãe chega na sala e senta ao seu lado, dá uma abraço e fica quieta já que os olhos da menina não piscam diante da tela.

A garota vê uma peça publicitária que, para variar, mostra belas imagens, pessoas lindas e diz um monte de coisas que, se forem conquistadas ou adquiridas, vão lhe dar uma vida melhor. “Faça isso, faça aquilo, tenha isso e aquilo e viva uma vida melhor. Isso vai melhorar a sua vida”, revela uma voz em off.

A garotinha que estava ali com os sentimentos abertos e sinceros não titubeia em dialogar e responder à televisão:

“Mas eu não quero uma vida melhor. Eu gosto da minha vida”.

A mãe se calou mais ainda e se encheu de orgulho, percebeu que a garotinha, vinda ao mundo há apenas cinco anos, vive feliz. A menina quase todos os dias chora, faz birra e reclama. Mas naquele momento a mãe percebeu que dava uma boa educação e que sua filha se sentia segura e completa. Não precisava de mais nada. Até de uma vida melhor.

A garotinha parece ter descoberto apenas pelos seus próprios pensamentos e sentimentos que a publicidade, muitas vezes, tenta nos criar desejos e necessidades que na verdade não precisamos. Isso os adultos sabem, mas vivem esquecendo.

Mas ela também deixou claro que a publicidade não nos faz só lembrar de um produto ou serviço; ela nos faz esquecer. Esquecer o que realmente somos, queremos ou precisamos.

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É NECESSÁRIO UM CONTROLE NA PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

MPF vai à Justiça para que cervejarias indenizem a população por danos à saúde

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma ação civil pública ajuizada hoje (28) pelo Ministério Público Federal (MPF) em São José dos Campos (SP) contra as empresas de cervejaria Ambev, Schincariol e Femsa pediu indenização pelo aumento dos danos causados pelo consumo de cerveja e chopp.

O pedido de indenização pelo crescimento dos danos causados pelo consumo de bebida alcoólica é estimado na ação em cerca de R$ 2,8 bilhões. A indenização foi calculada com base em gastos federais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e despesas previdenciárias, em razão de doenças ou lesões diretamente relacionadas com o consumo de álcool.

As bases que sustentam a ação são apurações do próprio MPF, somadas a pesquisas e textos científicos nacionais e estrangeiros. Dados da Unifesp e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), por exemplo, revelam que o consumo de álcool é responsável por mais de 10% de doenças e mortes no país, provoca 60% dos acidentes de trânsito e leva 65% dos estudantes de 1º e 2º graus à ingestão precoce.

Segundo o procurador da República Fernando Lacerda Dias, as três empresas acionadas respondem por 90% do mercado cervejeiro nacional, com quase R$ 1 bilhão investido em publicidade, segundo dados de 2007. Há pesquisas que apontam a forte influência publicitária, por exemplo, na maioria dos adolescentes.

“Essas ações agressivas de publicidade refletem diretamente no aumento do consumo de álcool pela sociedade e na precocidade do consumo. Os jovens começam a beber cada vez mais e mais cedo”, criticou Dias. Para o MPF, as empresas devem ser condenadas a investir em prevenção e tratamento dos malefícios do consumo de álcool o mesmo valor pago em publicidade de cerveja e chopp.

Procuradores sustentam que, enquanto o SUS gastou, entre 2002 e 2006, aproximadamente R$ 37 milhões com tratamento de dependentes de álcool (e outras drogas) em unidades extra-hospitalares e mais R$ 4 milhões com internações, a indústria de cervejas no Brasil gasta mais de R$ 700 milhões por ano em publicidade.

ALÉM DOS CONTRATOS, CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DEVERIA PREVER TAMANHO DE LETRA PARA PUBLICIDADE

Comentário:

É um avanço a definição de corpo de letra mínimo paras contratos (veja abaixo), mas é preciso também estabelecer uma letra mínima (corpo 10 ou 12) na publicidade em revistas e jornais.

O Código de Defesa do Consumidor prevê que a publicidade deva ser clara, mas não define o tamanho mínimo da letra. Isso faz com que anúncios tenham letras gigantes em uma promoção de venda de um produto e letras inelegíveis de tão pequenas na parte inferior da publicidade. Normalmente, as letras ilegíveis são para você enxergar as regras da promoção.

Lei prevê tamanho mínimo para letras de contrato

Da Agência Brasil

Brasília – Os contratos de adesão a partir de hoje (23) terão que ter letras com tamanho mínimo 12, além de termos claros e com caracteres legíveis. A finalidade é facilitar a compreensão do consumidor.

A Lei n.º 11.785, que prevê a medida, está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. A norma altera o parágrafo terceiro do Artigo 54 do Código de Defesa do Consumidor, que passa ter tal obrigatoriedade.

A PUBLICIDADE ENSINANDO JORNALISMO. QUEM DIRIA…

Em 2005, a revista Carta Capital fez a seguinte publicidade com o título:

NADA CONTRA OS COELHOS, MAS ALGUÉM PRECISA FICAR DE OLHO NAS RAPOSAS

Acho que nunca a publicidade foi tão cruel com a grande mídia.
Quem diria, a publicidade ensinando jornalismo.
Ou melhor: durante anos os grandes conglomerados de mídia “acreditaram” (você acha que eles acreditaram?) em um grande empresário, Daniel Dantas. Na verdade, uma cria do PSDB durante as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.
Para a grande mídia ficar babando no texto durante anos, só tem duas explicações: manipulação ou incompetência. Você Decide!

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