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BRASIL É O NONO PAÍS A DOMINAR A TECNOLOGIA DE ENRIQUECIMENTO DO URÂNIO

Brasil inicia em fevereiro produção de urânio enriquecido em escala industrial

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Urânio enriquecido vai abastecer usinas de Angra

Urânio enriquecido vai abastecer usinas de Angra

Brasília – A empresa estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) vai fabricar urânio enriquecido em Resende, no sudoeste fluminense, a partir do próximo mês. Até o final do ano a produção deve chegar a 12 toneladas da matéria-prima do combustível utilizado em usinas nucleares. A expectativa da INB é produzir, até 2012, todo urânio enriquecido utilizado na usina nuclear de Angra I e 20% do combustível para Angra II.

As informações são do diretor de Produção do Combustível Nuclear da INB, Samuel Fayad Filho, para quem o domínio nacional do processo de completo de enriquecimento de urânio significa “um salto”.

“O grande avanço é que no futuro nós não vamos depender de serviços externos para uma tecnologia importante. Não teremos nenhum problema de alguém fechar a válvula do gás”, disse Fayad Filho, se referindo ao episódio do corte de fornecimento de gás Gazprom da Rússia para a Ucrânia e demais países da Europa ocorrido na semana passada.

De acordo com ele, a produção nacional de urânio enriquecido vai trazer ao Brasil uma economia de US$ 25 milhões, o correspondente ao que o país gasta para enriquecer o mineral no exterior. Até agora, o Brasil tinha o minério, mas por não dominar o processo de enriquecimento exportava o material bruto e comprava de um consórcio de empresas européias o urânio enriquecido.

A tecnologia para o enriquecimento de urânio foi desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) e pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). O Brasil será o nono país a dominar o processo de enriquecimento do mineral.

Para iniciar a produção industrial de urânio enriquecido, a fábrica de Resende já tem duas cascatas de ultracentrífugas em série (equipamento inventado pelos alemães durante a 2ª Guerra Mundial) utilizadas para separar as partículas de urânio que liberam energia. A previsão é que em três anos, dez cascatas de ultracentrífugas estejam em funcionamento.

Desde novembro de 2006, a INB tinha licença ambiental do Ibama para enriquecer o urânio mas a autorização de operação da fábrica, válida por um ano, só foi dada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) no último dia 5.

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Agência Brasil

Manifestantes do Greenpeace em Brasilia

Manifestantes do Greenpeace em Brasília

Brasília – Um ativista do Greenpeace entregou, hoje (15), garrafas contendo o que seria “água radioativa” de Caetité (BA) nos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. Ele estava vestido de garçom e usava uma máscara de caveira. A intenção do manifestante era entregar as garrafas aos ministros Carlos Minc e Sérgio Rezende.

Pesquisas do Greenpeace publicadas no relatório Ciclo do Perigo: Impactos da produção de combustível nuclear no Brasil, em outubro, indicam que a água consumida pelas famílias que vivem na área de influência direta da mina de urânio operada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA), apresenta radioativo até sete vezes acima do nível tolerado pela Organização Mundial de Saúde.

Segundo Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de energia nuclear do Greenpeace, a manifestação de hoje “foi um lembrete” às autoridades sobre a situação em Caetité.

De acordo com a coordenadora, o Greenpeace quer que as medidas propostas pelo Ministério Público Federal (MPF), em reunião no dia sete de novembro, sejam cumpridas.

Rebeca Lerer revelou que a INB quer duplicar sua produção em Caetité, mas o MPF recomendou ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) que isso só ocorra quando as condições para o licenciamento, que estão em aberto, como a do controle da saúde das famílias da região, sejam resolvidas.

A expectativa, segundo Lerer, é saber se o Ibama vai acatar a solicitação do Ministério Público Federal. “Vamos ver se o protesto de hoje ajuda o ministro a cumprir sua responsabilidade”, afirmou

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