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RECICLAGEM HOJE ESTRAGA O LIXO E EMPRESA GANHA EM DOBRO ENQUANTO COOPERATIVA FICA SEM APOIO, DIZ ARLEI MEDEIROS

Arlei: prefeitura deve investir em cooperativas de reciclagem

As cooperativas de reciclagem estão à mingua enquanto as prefeituras gastam milhões com a coleta do lixo. Apesar de se ter tecnologia e condições de se reciclar praticamente 100% do lixo das cidades, há uma grande dificuldade porque os contratos de lixo muitas vezes tornaram-se fontes de caixa dois para financiamento de campanhas políticas.

Essa situação é o tema da entrevista com o candidato a prefeito de Campinas (SP) pelo Psol (Partido Socialismo e Liberdade), Arlei Medeiros. Ele defende o investimento em cooperativas de reciclagem e a transformação da Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas) em uma empresa que também cuidaria da coleta e reciclagem do lixo em parceria com cooperativas de catadores. Veja abaixo a entrevista:

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CATADORES SÃO ESSENCIAIS PARA A RECICLAGEM NA CIDADE DE SÃO PAULO, MAS MAIORIA NÃO É RECONHECIDA PELA PREFEITURA

Tão essenciais e tão invisíveis ao poder público

Em uma metrópole como São Paulo é desnecessário dizer que o volume de lixo produzido é bastante alto e que, por consequência, seu destino é sempre um problema. A reciclagem, como alternativa sustentável ao modelo dos aterros, é uma atividade que se mostra também rentável ao poder público. No entanto, a atenção à reciclagem ainda não acontece da forma como deveria.

Os milhares de catadores que se vê pelas ruas da cidade de São Paulo, por exemplo, desempenham um papel importantíssimo no processo de reciclagem ao reunir o material e depois realizar a triagem nas cooperativas da cidade. Como mostra notícia publicada pela Rede Brasil Atual, o número de cooperativas da cidade de São Paulo é desconhecido, mas há somente 20 conveniadas com a prefeitura, em todas as outras, a coleta é feita por carroceiros e pelos próprios catadores, que tambem fazem a triagem.

A maioria dos catadores contribui assim para a reciclagem, mas não é reconhecida pelo poder público e também não recebe nada por isso, passando a depender da venda dos materiais para sobreviver. Vale lembrar, como diz a notícia, que “muitos carroceiros vivem em condições de subemprego, segundo o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), que estima em 2 mil o número de pessoas atuando nesta atividade”.

A falta de reconhecimento dos catadores pelo poder público mostra que a política do lixo em São Paulo deixa muito a desejar. E a situação seria ainda pior se os catadores, hoje invisíveis, não existissem.

Veja trecho da notícia sobre o assunto com mais informações:

Catadores têm papel central na reciclagem em São Paulo, dizem especialistas
Sem remuneração da prefeitura, cooperativas de catadores de materiais recicláveis são as responsáveis pela triagem dos resíduos sólidos, e, por vezes, pela coleta
Por Estevan Elli Muniz

São Paulo – Os catadores de materiais recicláveis cumprem papel fundamental na reciclagem na cidade de São Paulo. Em cooperativas, eles operam centrais de triagem da prefeitura, onde os materiais são separados para reciclagem. O número total de cooperativas na cidade é desconhecido, mas há somente 20 conveniadas com a prefeitura. O convênio prevê que as cooperativas tenham a ajuda de caminhões para coletar o lixo, um espaço para exercer a atividade e os equipamentos necessários. Mas nem sempre esses benefícios são garantidos, e os catadores que nelas trabalham não recebem remuneração alguma da prefeitura, dependendo da venda dos materiais.

Nas cooperativas não conveniadas, não há nada disso, e a coleta é feita por carroceiros e pelos próprios catadores, que fazem a triagem. Muitos carroceiros vivem condições de subemprego, segundo o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), que estima em 2 mil o número de pessoas atuando nesta atividade.

“Se há alguma reciclagem em São Paulo é por conta dos catadores”, disse a coordenadora executiva do Instituto Pólis, Elisabeth Grinberg. Somente 1% do lixo produzido na cidade é reciclado formalmente. Entretanto, sem os catadores, esse percentual seria menor. Na prática, a quantidade reciclada é maior, já que a quantificação é feita pelos materiais que chegam às centrais conveniadas à prefeitura. Ficam de fora do cálculo o que chega às outras centrais e o material coletado por carroceiros.

“Sem eles, em uma cidade onde a política de administração do lixo é ineficaz, não haveria quem separasse os materiais recicláveis e toneladas de lixo seriam destinadas a aterros sanitários”, disse Elisabeth. Para ela, os catadores não têm reconhecimento pelo serviço prestado à cidade e o número de centrais conveniadas é absolutamente insuficiente para atender a toda a cidade.

Para a arquiteta e urbanista Nina Orlow, do Instituto Pólis, integrante do grupo de trabalho da implementação da Agenda 21 em São Paulo, os catadores deveriam ser remunerados pelo prefeitura já que prestam um serviço público. “Eles não deveriam viver simplesmente da possibilidade da venda de um produto, que às vezes tem mercado, às vezes não. É muito sazonal,” afirmou.(Texto completo)

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Assim, o custo do "lixo" sai bem mais caro

A reciclagem do lixo doméstico que geramos todos os dias pode trazer mais benefícios do que se pensa a um país e, consequentemente, à sua população. Isso porque quando se passa a enxergar o lixo não mais como lixo, pura e simplesmente, que precisa ser descartado pois não serva mais para nada, e sim como um conjunto de matéria-prima preciosa, como lembra o economista Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável, em notícia publicada pela Agência Brasil, a economia do país, particularmente das prefeituras, é muito grande.

A começar pela economia de energia, que é muito maior quando você utiliza a sucata do produto no lugar da matéria virgem, e também economia dos recursos gastos com aterros e transporte do lixo todos os dias. A reciclagem pode assim ser muito lucrativa, e o dinheiro que seria ganho com ela caso o lixo domiciliar tivesse tratamento adequado seria da ordem de US$ 10 bilhões ao país por ano, dinheiro suficiente para beneficiar a população brasileira com cestas básicas e um plano habitacional, como lembra a notícia.

A mudança de consciência a respeito do lixo deve ser acompanhada, na opinião de Calderoni, pela instação de centrais de reciclagem pela prefeitura, o que pode ser feito por meio de parcerias com empresas, assim os custos de instalação dessas unidades também não seriam tão altos.

A ideia de que a reciclagem é algo caro vai assim perdendo espaço. Afinal, como lembra o economista, caro é achar que matéria-prima é lixo e sustentar uma enorme rede de transporte e descarte, algumas vezes inadequado, no modelo insustentável dos aterros.

Veja notícia com mais informações sobre o assunto:

Tratamento adequado do lixo domiciliar pode gerar US$ 10 bilhões por ano ao país
Por Carolina Gonçalves

Brasília – O lixo domiciliar, se tivesse tratamento adequado, poderia gerar recursos da ordem de US$ 10 bilhões ao país por ano, dinheiro suficiente para beneficiar a população brasileira com cestas básicas e um plano habitacional. A estimativa é do economista Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável. Calderoni acredita que o país vai conseguir captar cerca de 80% desse valor em cinco a dez anos.

Para o economista, o “processo social de amadurecimento” que o país viveu nos últimos anos pode, com a implantação da atual Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece, por exemplo, o fim dos lixões e a logística de retorno de embalagens e produtos usados, aumentar ainda mais os ganhos com a reciclagem de lixo no Brasil.

“A gente gasta muito menos energia, por exemplo, quando usa sucata ao em vez de usar a matéria prima virgem. É o caso da latinha de alumínio, em que eu economizo 95% da energia. Da mesma forma, economizo minha matéria prima que é a bauxita [gasta-se 5 toneladas de bauxita para produção de 1 tonelada de alumínio], e ainda economizo água”, disse Calderoni. Na mesma conta, o economista ainda considera o pagamento feito pelas prefeituras aos aterros, que recebem e enterram os resíduos, além dos gastos com o transporte desse material e a perda dos ganhos que a reciclagem poderia gerar. (Texto completo)

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Catadores reclamam que trabalham mais e recebem menos

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A crise econômica mundial, que afetou a maioria dos setores produtivos, atingiu também a reciclagem de resíduos sólidos no país. O preço do plástico das garrafas PET, das latinhas de cerveja e refrigerante encontradas no chão ou do papelão que servirá para novas embalagens caiu junto com o valor fixado no mercado internacional para as commodities como derivados de petróleo, alumínio e celulose. “Nós vemos uma redução da demanda desse material todo por causa da redução de consumo”, explica Izabel Zaneti, professora do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UnB). “O petróleo caiu de US$ 160 para US$ 40 o barril, é lógico que isso reduziu o preço do plástico que é extraído do petróleo”, acrescenta.

A redução da demanda e do preço do resíduo sólido é sentida especialmente no elo mais fraco da cadeia produtiva da reciclagem. Catadores de materiais reclamam no país inteiro da queda dos ganhos, do aumento de serviço e da prorrogação da jornada de trabalho. “Eles não estão excluídos, eles estão mal incluídos nessa cadeia produtiva e sempre vão ter a parte pior da exploração”, alerta Zaneti. Sandra Regina Caselta, tesoureira da Cooperativa de Coleta Seletiva da Capela do Socorro, de Interlagos em São Paulo, confirma o diagnóstico da professora, mas acrescenta que há especulação de preço e exploração no mercado. “Os compradores [de resíduos sólidos] sabem que as cooperativas precisam vender o material para ter capital de giro para as despesas mensais”, lembra. “O que está acontecendo é uma exploração dos intermediários que compram volumes menores de pequenas cooperativas ou de catadores independentes, para ainda pagar mais barato, explorando em nome de uma crise”, acusa Sônia Maria da Silva, diretora-presidente da cooperativa 100 Dimensão, que funciona há dez anos no Riacho Fundo, uma das regiões administrativas do Distrito Federal. “Na verdade, a crise nem chegou como deveria chegar aqui. Está havendo uma rede de exploração ao menor, ao miserável”, lamenta. João Alexandre do Carmo, catador há 14 anos no Lixão da Estrutural, que abriga a maior parte dos resíduos produzidos na capital federal e nas cidades satélites do DF, também reclama dos atravessadores. “O comprador faz lá um contrato e chega aqui com outra conversa”, resume.

O pequeno atravessador Ed Paulo Leonaldo Gomes, ex-catador e que hoje comercializa o material reciclável da Estrutural em Brasília, exportando os resíduos beneficiados para outros estados, confirma que a remuneração de quem compra dos catadores e trata o material para revender é bem melhor, mas diz que também sentiu os efeitos da crise. Segundo ele, sua renda (que já chegou a ser de R$ 6 mil) caiu para menos da metade, e ele teve de demitir quatro empregados em um grupo de 18 pessoas. Ed Paulo diz que a crise não afetou sua produção de 90 toneladas de material reciclável por mês, mas o valor que recebia.

A pesquisadora Valéria Gentil, da UnB, explica que em Brasília há um afunilamento da comercialização de resíduos sólidos. No ápice da pirâmide, há uma única grande empresa intermediária que exporta a maior quantidade. No meio, estão os atravessadores com capacidade diferente de beneficiamento e estocagem de material. Segundo verificou em sua dissertação de mestrado defendida no ano passado, o intermediário e os atravessadores que estão no alto da pirâmide cartelizam o setor e estabelecem preços para toda a cadeia produtiva, fixando em valores baixos o preço pago aos catadores que estão na base da pirâmide. Seja por causa da queda dos preços no mercado internacional, formação de cartel ou exploração direta de atravessadores, o fato é que os catadores de resíduos sólidos afirmam que estão trabalhando muito mais e recebendo bem menos.

A catadora Lúcia Fernandes do Nascimento, há oito anos no mesmo lixão, afirma que para receber o mesmo que ganhava antes de outubro do ano passado (cerca de R$ 50 ao dia) chega a estender sua jornada de trabalho das 6h até as 20h. “A gente cata porque tem que sobreviver”, afirma. Joel Carneiro da Silva, marido de Lúcia Fernandes e catador há 18 anos, confirma que “essa é a pior crise que passou” e calcula que na cooperativa à qual pertence (Cooperativa de Material Reciclável da Cidade Estrutural) o ganho dos sócios caiu 60%. Auxiliadora Souza, desde 1991 no Lixão da Estrutural, reclama que recebe R$ 120 por oito enormes fardos de plásticos (chamados de bags pelos catadores), quando já chegou a receber R$ 300 em melhores dias.

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Papel de plástico reciclado
Embalagens descartadas servem para rótulos e livros

Novo papel plástico é usado para embalagens

Novo papel plástico pode ser usado até para fabricar dinheiro

Um papel sintético fabricado com plástico descartado pós–consumo foi desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e testado em uma planta piloto da empresa Vitopel, fabricante de filmes flexíveis com fábrica em Votorantim, no interior paulista. Produzido em forma de filmes, o material produzido a partir de garrafas de água, potes de alimentos e embalagens de material de limpeza pode ser empregado em rótulos de garrafas, outdoors, tabuleiros de jogos, etiquetas, livros escolares e cédulas de dinheiro. “Ele é indicado para aplicações que necessitam de propriedades como barreira à umidade e água, além de ser bastante resistente”, diz a professora Sati Manrich, do Departamento de Engenharia de Materiais da universidade e coordenadora do projeto que teve financiamento da FAPESP para o desenvolvimento da pesquisa e o depósito de patente. O papel sintético comercializado atualmente é produzido com derivados de petróleo. “Existem várias patentes e produtos comercializados com matéria-prima virgem, mas não encontramos nenhuma patente ou papel sintético feito a partir de material plástico reciclado”, diz Sati.

Os testes na planta piloto, também chamada de escala semi-industrial, foram conduzidos por Lorenzo Giacomazzi, coordenador de tecnologia de processos da Vitopel, que tem a cotitularidade da patente. “O grande diferencial desse processo é fabricar um papel sintético com material totalmente reciclado”, diz Giacomazzi. Foram usadas várias composições e misturas de plásticos da classe das poliolefinas. “O aspecto final é o mesmo do produto feito a partir da resina virgem, com a vantagem que se aproveita o material que iria para o aterro sanitário ou lixões.” A negociação da patente foi uma permuta entre as duas partes. Como a empresa precisava conhecer a composição do material para permitir o uso do equipamento, foi feita uma parceria. “Não pagamos nada para usar a máquina necessária para o experimento e, em troca, eles ficaram com um terço da propriedade intelectual”, explica Sati. Atualmente a empresa está à procura de fornecedores de material reciclado para continuar os testes em escala ampliada

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Os catadores de lixo e material reciclável são uma grande solução para as cidades. É absurdo ver uma cidade gastando milhões com a coleta de lixo sendo que poderia ganhar dinheiro com isso ou, pelo menos, não gastar nada.

Os catadores coletam e preservam o meio ambiente sem ganhar nenhum tostão dos governos municipais. Já as grandes empresas, que financiam os políticos, ganham milhões em contratos e poluem o ambiente, seja em lixões e mesmo em aterros.  A situação atual do lixo em quase todo o Brasil é insana: dinheiro público é gasto para poluir. Depois gasta-se novamente milhões para minorar o dano ambiental.

Faz-se urgente um projeto nacional que incentive e financie os catadores de lixo de forma a substituírem o pagamento pela coleta do lixo. Isso poderia ser feito gradualmente e pode-se também promover incentivos e abrir linhas de financiamento para que as grandes empresas de coleta possam sair desse negócio e investir em algo mais limpo. Por exemplo, usinas de reciclagem.

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Veja abaixo notícia sobre o congresso de catadores no rio de Janeiro.

Catadores de lixo promovem primeiro congresso da categoria no Rio

Da Agência Brasil

Brasília – Lixo e Cidadania é o tem do 1º Congresso Estadual do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, que começa hoje (14) e vai até domingo no Rio, com patrocínio da Petrobras e Eletrobrás.

Promovido pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Rio de Janeiro e pelo Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social, o encontro tem o objetivo de exigir o cumprimento das leis destinadas à organização da categoria, a construção de políticas públicas para o fortalecimento do desenvolvimento social e econômico dessa população, além da identificação, documentação e difusão das práticas de coleta seletiva.

O evento deve mobilizar catadores dos 92 municípios fluminenses, além de autoridades, no total de cerca de 900 participantes por dia, para participar de oficinas, painéis, debates e programação cultural, com a apresentação de bem-sucedidos de reciclagem e inclusão social. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem atualmente no Brasil cerca de 230 mil catadores de lixo, dos quais 17.655 no Rio.

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