Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: religião

Enquanto classe média baba, evangélicos conservadores tomam o poder no Brasil

A briga alimentada pela grande mídia entre PT e PSDB já dura 12 anos. A grande mídia e setores conservadores acreditam a cada eleição que vencerão os laços petistas na sociedade brasileira e comprometem assim uma discussão mais ampla sobre a política.
Destilam rancor com colunistas e fazem todo tipo de malabarismo jornalístico para recuperarem o poder. Enquanto isso (continue lendo…)

Uganda: após lei antigay, violência cresce e evangélicos promovem a homofobia

Imagine uma mulher ser atacada por uma multidão furiosa, ver a sua casa ser incendiada e, após sofrer toda essa violência, ainda ser presa; o crime que ela cometeu para receber tudo isso? Amar. Sim, apenas isso. A história pode parecer surreal, ficção ou de um tempo muito (Continue lendo…)

As leis que regem a sociedade devem passar longe dos altares e templos

“As leis que regem a sociedade não são escritas nos altares” A frase acima poderia ter partido de qualquer intelectual de esquerda, ou mesmo de um político pertencente a um partido de ideais progressistas (Continue lendo…)

BRASIL NA OBSCURIDADE: MARINA SILVA EMPOLGA EVANGÉLICOS COM ADESÃO AO PSB

malafiaSe você acha que o poder obscurantista dos evangélicos é muito grande no governo de Dilma Rousseff (PT), imagina o que vai ser se uma evangélica como Marina Silva (ex-PT, PV, Rede e agora PSB) estiver na vice-presidência da república.

Seria praticamente o começo do fim do estado laico no Brasil. As políticas seriam determinadas ou no mínimo respaldadas pelo poder dos pastores mais retrógrados. Veja que esta não é uma questão de religião, mas de política.

Marina Silva já saiu recentemente em defesa de Marco Feliciano (PSC), quando este atacou as relações homoafetivas. Para ela, Marco foi injustiçado porque era evangélico. Deus! Em notícia recente, a Rede de Marina coletou assinatura nas passeatas anti-gays do pastor Silas Malafaia. Há também inúmeros ataques desses grupos a negros, católicos e mulheres.

Imagina tudo no Brasil que promove direitos sociais, religiosos, humanos, afetivos, de mulheres e de negros esbarrar nesse tipo de discurso do preconceito evangélico.

O Brasil tem agora a chance de retroceder aos períodos mais obscuros da Idade Média e se igualar aos países teocráticos do oriente. Seria a vitória da política do ódio.

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BRASIL PRECISA BARRAR O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS

Mais que protestos, é necessário mudar legislação

A intolerância, fundada em uma falsa religiosidade (ou verdadeira, não vem ao caso), já propiciou à humanidade inúmeras tragédias que perduraram séculos. O Brasil parecia ser um país distante dessas intolerâncias, presente em grupos específicos de países controlados por ordens fundamentalistas-religiosas radicais.

O liberalismo e o iluminismo foram estruturas de pensamento importantes porque combateram tanto a monarquia e as oligarquias, como doutrinas intolerantes, apesar da ascensão do nazismo no início do século passado.

Foram.

O tempo passa e do liberalismo surgiu o fundamentalismo do dinheiro, ou seja, o neoliberalismo, que destrói toda e qualquer relação social em nome do enriquecimento monetário, estabelece um Deus chamado mercado, sem regulação do Estado e com a ideologia da prosperidade a todo custo. Europa e Estados Unidos, nas últimas décadas, sustentam um novo fundamentalismo, baseado na economia.

É nesse contexto que avançam as doutrinas religiosas da prosperidade, os neopentencostais e suas doutrinas fundamentalistas, que servem para legitimar um certo rigor formador da identidade não histórica. Com total liberdade econômica e isenção de impostos, esses movimentos crescem no Brasil e buscam poder político e econômico. Governo e sociedade, sem controle algum sobre o fluxo financeiro desses grupos, assistem impassíveis a essa ascensão.

A eleição do pastor Feliciano na Comissão de Direitos Humanos parece ser algo isolado, mas talvez não seja. Assim como no Golpe de 64, que faz aniversário hoje, você sabe como começa, mas não sabe como termina. Somente um estado laico garante liberdade religiosa para todas as religiões. Sociedade, artistas, religiosos, intelectuais e instituições civis devem reagir antes que seja tarde demais. A história se repete como farsa, mas talvez seja tragédia.

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HILARIANTE: PASTOR DIZ QUE LIMPAR NÃO ADIANTA, TEM QUE LAVAR

FILME “JESUS ERA COMUNISTA” FAZ SUCESSO EM FESTIVAIS, GERA POLÊMICA NOS EUA E CITA DOM HELDER CÂMARA

Cartaz do filme

Vi no blog do Saraiva

Quando os tempos estão difíceis, parece que a religião volta a ficar popular. Enquanto o mundo está em turbulência, com os mercados econômicos parecendo entrar em colapso e o meio-ambiente degradado, Jesus volta a ser o centro da atenção.

O premiado ator Matthew Modine já participou de filmes de sucesso no cinema e de séries televisivas. No momento ele está envolvido nas gravações do novo filme sobre Batman. Entre uma filmagem e outra, ele produziu um curta-metragem de 15 minutos que mostra o Filho de Deus como um líder socialista, oferecendo um argumento convincente em favor dos pobres.

Modine escolheu um título polêmico: “Jesus era um comunista”. Seu filme  oferece uma discussão das mensagens do Novo Testamento no contexto da pobreza, da poluição e da agitação política.

Selecionado para participar de vários festivais de cinema em todo o mundo, a discussão que o veterano ator propõe já está chamando atenção. O movimento político direitista Tea Party tem usado a Bíblia como seu “cabo eleitoral e justificativa para mudanças na política”. Sites cristãos como o Truth Vanguard já fizeram pesadas críticas ao curta metragem.

O filme de Modine parece ter um endereço certo. Algumas semanas atrás, o movimento “Ocupar Wall Street” iniciou um debate sobre a relação entre os mais ricos e os mais pobres da sociedade. Rapidamente iniciativas similares se espalharam por vários lugares do mundo.

Vários meios de comunicação compraram a iniciativa com o início do Cristianismo, quando a igualdade entre todos os homens ajudou a desfazer a estrutura social do antigo Império Romano. Imediatamente líderes religiosos e teólogos começaram a debater o tema. Enquanto alguns apoiaram a ideia dizendo que Jesus estaria ao lado dos que ocuparam Wall Street, outros criticaram veementemente, afirmando que a revolução que Jesus queria nada tinha a ver com distribuição de renda.

Embora o filme não tenha sido exibido comercialmente, o site do filme traz a seguinte mensagem: “Sua revolução implicava em uma mudança dramática na forma como as pessoas pensavam. O pensamento progressista e liberal de Jesus se espalhou por todo o Império dominante. Sem exército e sem armas, Ele levou as pessoas a uma nova direção e uma forma mais humana de pensar, com sua filosofia de amor e perdão. Estas são as ideias defendidas neste exato momento pelos protestos em Nova York e por milhares de norte-americano através dos Estados Unidos”.

Falando sobre o curta, Modine explica: “Embora o título seja propositadamente provocativo, é importante às pessoas entenderem que o filme não é um ataque a Jesus ou à fé cristã e nem mesmo uma apologia ao comunismo. Trata-se de um filme com uma mensagem muito positiva, de responsabilidade e de esperança”.

Durante uma entrevista, no lançamento do filme semana passada, Modine foi mais longe: “O movimento Ocupar Wall Street não tem uma só voz, um líder. Essa é uma extraordinária demonstração de liberdade civil e de democracia. Mas acho que se houvesse um homem barbudo, de pés descalços falando sobre paz, liberdade, amor e virasse a mesa dos especuladores de Wall Street acabou ele seria crucificado pela mídia. O prefeito exigiria sua prisão. [Alguns meios de comunicação] iria incitar o ódio contra ele e declará-lo uma ameaça para o capitalismo”.

Vindo de uma família muito religiosa, o diretor explica porque os ensinamentos de Jesus o motivaram: “Estou preocupado com os eventos que ocorrem em todo o mundo. A população chegou aos 7 bilhões. Existe muita fome no mundo. Há escassez de água potável. A poluição ameaça o meio-ambiente. Vemos os dos resíduos nucleares. Mudanças climáticas em todo o mundo… Há tanta confusão, culpa e falta de responsabilidade no mundo de hoje. Muitas guerras e assassinatos usam como justificativa o nome de Deus. Não foi isso o que Jesus ensinou”

Confira um trailer do filme que curiosamente inicia com a declaração do teólogo brasileiro Dom Elder Câmara “Se eu dou comida aos pobres, eles me chamam de santo. Se eu pergunto por que os pobres não têm comida, eles me chamam de comunista”.

Mais informações sobre o filme no site www.jesuswasacommiefilm.com (do Gospel Prime)

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