Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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CAMILA VALLEJO: A IRRESISTÍVEL BELEZA REVOLUCIONÁRIA

Camila Vallejo, a jovem estudante chilena, que é uma das líderes do movimento estudantil, personifica a beleza revolucionária.

De uma estética arrebatadora, das palavras de Camila pulsa a beleza de lutar por uma educação gratuita e pública, por um Chile mais justo, por sonhos de um mundo melhor.

Camila Vallejo  é a atual presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECH) e combate a privatização do ensino que aconteceu no país vizinho. Uma privatização que o PDSB/DEM queria implantar no Brasil durante o governo FHC.

Camila Vallejo nos diz que beleza e inteligência podem estar lado a lado na construção de um país!

Agora veja o vídeo:

Vi no Contexto Livre

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VIA REVOLUCIONÁRIA: REDES SOCIAIS CONTRIBUEM PARA A CONSTRUÇÃO DE ESPAÇOS DE DEMOCRACIA DIRETA

No Egito as redes também foram protagonistas da manifestação

No mundo todo, as redes sociais têm estimulado a reinvenção da democracia. Por meio delas, pessoas se encontram espontaneamente, sem hora marcada, para discutir e trocar ideias. Em um ambiente de alta conectividade, as redes sociais se contrapõem à fragilidade das representações partidárias, elas não precisam de um líder, elas precisam de uma comunidade.

Facebook e twitter ajudaram a derrubar um ditador no Egito, reuniram milhares pelas ruas da Espanha, transformaram-se em mecanismos de participação popular para a redação da nova constituição na Islândia, organizaram os brasileiros na luta pela liberdade de expressão e descortinaram todo uma cadeia de blogueiros progressistas que lutam por um mídia mais plural e democrática.

Por essas e outras, as redes sociais já são quase um fenônemo, isso não dá pra negar. Obviamente, nem tudo depende ou decorre delas, mas o papel que elas têm representado para a configuração do desenho social de um país não pode ser ignorado. Elas são detentoras de um poder que, se bem usado, pode revolucionar muito.

Essas ideias e outras estão presentes em um texto de Marcelo Semer, publicado no Terra Magazine, onde ele não deixa de convocar frases interessantes que marcaram o protesto na Av. Paulista no último sábado (18/06), como esta: “Se você odeia a mídia, seja a mídia”.

Redes sociais estimulam reinvenção da democracia
Por Marcelo Semer

Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem.

A frase era uma das várias que preenchiam cartazes da Marcha da Liberdade, sábado último na avenida Paulista, passeata que se repetiu em várias outras cidades do país.

Muito além da maconha, que detonou o processo de discussão do direito às manifestações, as ruas estão se tornando palcos de marchas de muitas liberdades.

Estavam lá, é verdade, os que defendiam a plenos pulmões, a legalização da droga, debate de que dificilmente conseguiremos escapar nos próximos meses.

Mas não estavam sós.

Juntaram-se ciclistas indignados com o crescimento das mortes no trânsito, nas cidades que não lhes dão espaço.

E também feministas, indignadas com a ideia de que as vítimas sejam instigadoras de estupros -propagadas até por um bispo.

Defensores dos direitos de homossexuais clamavam pela incorporação da homofobia em um direito penal que prima pela tutela da propriedade e se dedica em grande medida à criminalização da pobreza.

Estudantes pulavam pelo passe livre e contra os abusivos preços das tarifas de ônibus.

Se havia alguma coisa em comum entre aqueles que pediam democracia direta, 10% do PIB para a educação ou a rejeição do Código Florestal, era justamente o direito de estar na rua para defender um direito. (Texto completo)

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LÖWY: INTERESSE, CAPACIDADE E CONSCIÊNCIA REVOLUCIONÁRIA DEVEM GUIAR O PESQUISADOR NA SUA BUSCA PELA VERDADE

Sociólogo Michael Löwy: por uma sociologia crítica do conhecimento

Do ponto de vista de uma sociologia crítica do conhecimento, a formulação que nos parece mais interessante entre os sociólogos franceses contemporâneos é (no domínio que nos ocupa) a de Pierre Bourdieu, segundo qual as chances de contribuir na produção da verdade dependem de dois fatores principais: “o interesse que se tem em saber e em fazer saber a verdade ( ou inversamente, em ocultá-la ou ocultá-la de si) e a capacidade que se tem de produzi-la”. Em outros termos: “o sociólogo está mais armado para descobrir o oculto quanto mais armado cientificamente, quando ele utiliza melhor o capital de conceitos, de métodos, de técnicas acumulado por seus predecessores, Marx, Durkheim, Weber, e como outros, é quando é mais ‘crítico’, quando a intenção consciente ou inconsciente que o anima é mais subversiva, quando tem mais interesse em desvendar o que é censurado, contido, no mundo social”.
Quanto a nós, pensamos que o ponto de vista potencialmente mais crítico e mais subversivo é o da última classe revolucionária, o proletariado. Mas não há dúvida de que o ponto de vista do proletário não é de forma alguma uma garantia suficiente do conhecimento da verdade social: é somente o que oferece a maior possibilidade objetiva de acesso à verdade. E isso porque a verdade é para o proletariado uma arma indispensável à sua auto-emancipação. As classes dominantes, a burguesia ( e também a burocracia, em um outro contexto) têm necessidade de mentiras e ilusões para manter seu poder. Ele, o proletariado, tem necessidade de verdade… (LÖWY, p. 208 e 209).

Michael Löwy em As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen. São Paulo: Busca Vida, 1987

Somente a verdade é revolucionária….(Gramsci, no lema de seu jornal Ordine Nuovo)

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RODA MUNDO, RODA-GIGANTE: QUEM DIRIA, SBT TRAZ AMOR E REVOLUÇÃO E PROMETE MOSTRAR QUE DITADURA NÃO É DITABRANDA

Sbt faz a novela que a Globo esqueçeu de fazer ao som de Chico Buarque de Holanda

Quem diria, o Sbt do Silvio Santos lança hoje uma novela, Amor e Revolução, que deve mostrar que ditadura foi ditadura. É isso que prometeu o making of apresentado ontem à noite, com frases como: “ditadura nunca mais!”

Veja bem como o mundo gira. Roda moinho, roda-gigante, Sbt é mais democrata que a Folha que se vangloriava da cobertura das Diretas já.

Para o Sbt, ditadura não é ditabranda como pensa a Folha de S. Paulo.

O Sbt  parece ter acordado para a democracia brasileira e para um ambiente de competição criativa.  Se temos democracia e liberdade, vamos fazer novelas. A emissora de Silvio Santos pode fazer a novela que a Globo não fez.

A novela pode se tornar um marco na dramaturgia brasileira, assim como foi Pantanal (da antiga Manchete) e outras novelas da Globo que abocanharam temas que dialogavam diretamente com dramas e angústias da sociedade.

No Sbt de Sílvio Santos tudo é imprevisível, mas é ver para crer.

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