Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Fracasso total das UPPs: política de pacificação pela violência aumenta a criminalidade no Rio

As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), instaladas no Rio de Janeiro desde 2008, revelaram-se um grande fracasso. A UPP é uma forma de “pacificação” pela violência. Durante décadas a população da favela foi abandonada pelo Estado.
Agora, o Estado tenta entrar nesse território abandonado e (Continue lendo…)

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EDUARDO FAUZI: VEJA O QUE ESTÁ POR TRÁS DO TAPA EM ALEX COSTA, SECRETÁRIO DE ORDEM PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO

DIA DO PROFESSOR NO RIO DE JANEIRO DE EDUARDO PAES E SÉRGIO CABRAL

LEGISLAÇÃO FEDERAL DEVERIA GARANTIR QUE SÓ PARLAMENTARES QUE ASSINAM A CRIAÇÃO DE CPI POSSAM INTEGRÁ-LA

Protesto Rio

CPI amigo da onça

É necessária uma legislação federal para garantir que somente os vereadores, deputados e senadores que assinam a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) possam ser indicados em cargos na comissão.

Não é possível que parlamentares que tentam bloquear uma CPI e não conseguem, passam a ser indicados para cargos da comissão que combateram, ainda mais para cargos como o de presidente e relator. Eles não deveriam participar nem como membros.

Legislação federal deveria garantir que: caso nenhum deputado de determinado partido político tenha assinado, esse partido ficaria impedido de indicar membros, independente da quantidade de representantes no parlamento.

Essa nova legislação poderia impedir situações realmente esdrúxulas como as da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, em que parlamentares que não assinaram a CPI dos Ônibus e que têm ligações com as empresas do setor, ocuparam cargos na CPI.

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PROTESTOS PODEM TIRAR DA MÃO DE PARTIDOS CONSERVADORES OS DOIS PRINCIPAIS ESTADOS DO BRASIL, SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO

Sérgio Cabral HelicoperoMuita gente se assustou com os protestos de junho e muita gente tentou se aproveitar deles.

Depois de dois meses, a poeira baixou um pouco e parece que os dois principais estados do país, São Paulo e Rio de Janeiro, estão com os protestos mais intensos e com alvos mais definidos: os governos conservadores e autoritários de Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral.

O governo Alckmin foi a pólvora dos protestos, com um discurso beligerante e a brutalidade com que reprimiu os protestos em junho; e Sérgio Cabral, com suas estripulias com empreiteiros em Paris, o abuso, privilégios e violência policial no estado.

Essa estabilização dos protestos, além dos escândalos desses governos tanto na questão policial (sumiço de Amarildo no Rio de Janeiro e o descalabro da segurança pública em São Paulo), deve facilitar a troca de poder nos dois estados.

Os governos do Rio e São Paulo poderão ter governos mais progressistas nas próximas eleições se esses protestos se concentrarem nesses dois estados, ainda mais em São Paulo diante dos escândalos de corrupção tucano no Metrô.

PT no Rio e em São Paulo e Psol  no Rio podem ter reais chances de vitória.

Se isso acontecer, essa será a maior derrota do pensamento conservador desde a ascensão de Lula ao poder. Os governos progressistas estariam nos principais centros econômicos.

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CLASSE MÉDIA SOFRE: UMA MELÔ PARA QUEM NÃO QUER MÉDICOS ESTRANGEIROS

APARECEU QUEM ROUBOU O PROCESSO PARA BENEFICIAR A GLOBO, MAS POR QUE A JUSTIÇA NÃO QUEBROU TODOS OS SIGILOS DELA?

Do blog Tijolaço

Familia Marinho

Familia Marinho

Apareceu quem desapareceu com o processo de sonegação fiscal da Rede Globo na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002.

É Cristina Maris Meinick Ribeiro, “brasileira, agente administrativo da Receita Federal, matrícula n.º 16.553, inscrita no CPF sob o n.º 507.264.717-04, ” que a Justiça considerou ” incursa nas sanções do art. 305 e 313-A, por 3 (três) vezes, na forma do art. 69, todos do Código Penal Brasileiro”.

Trechos da sentença prolatada em janeiro deste ano pelo Juiz Fabrício Antonio Soares, no processo 0806856-31.2007.4.02.5101, da 3a. Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro.

“Narra ainda a peça acusatória que a ré, na qualidade de servidora pública federal, de forma livre e consciente, no dia 02.01.2007, ocultou documentos públicos oriundos do processo administrativo nº 18471.000858/2006/97 (com dois volumes) e seu apenso nº 18471.001126/2006-14, que versava sobre ação fiscal em face da GLOBOPAR cujos valores ultrapassam R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais).

D. Cristina está solta, porque o ministro Gilmar Mendes, do Supremo – logo ele! – deu-lhe um habeas corpus.

A Polícia e o Ministério Público tem de averiguar quem pagou para ela fazer isso.

Uma funcionária da Receita, com um bom emprego e experiência, só pode ter feito isso em troca de uma bela recompensa.

E quem teria interesse em fazer um processo contra a Globo, de centenas de milhões de reais, desaparecer?

A Rede TV? O SBT? A Record?

É óbvio que a própria Globo.

Que, além de sonegadora, é também corruptora.

A gente estava certo. É caso de polícia e de cadeia.

E não é só para a D. Cristina Maris, a corrupta.

É para quem corrompeu-a, a Globo! (Texto integral)

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REDE GLOBO RETIRA LOGO DA EMPRESA DE MICROFONES COM MEDO DE HOSTILIZAÇÕES DURANTE PROTESTOS PELO BRASIL

Do Vi o Mundo/ dica do Gustavo Costa

O Jornal Nacional noticiou nesta segunda-feira que os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a TV Globo ao longo da marcha.

Eles se concentraram na ponte estaiada, sobre a marginal do rio Pinheiros, frequentemente mostrada nos estúdios da Globo localizados nas proximidades.

Aparentemente por precaução, repórteres da emissora não usaram o cubo que identifica a TV quando estavam próximos dos manifestantes.

A transmissão ao vivo foi feita a partir de um helicóptero.

Veja explicações de Patrícia Poeta no JN aos protestos contra a Globo:

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O HORROR INDESCRITÍVEL DA DITADURA BRASILEIRA: TORTURADORES COLOCARAM BARATA NA VAGINA DE CINEASTA

Comissão da Verdade do Rio ouve historiadora que teve corpo usado em ‘aula de tortura’

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil*

historiadora Dulce Pandolfi e a cineasta Lúcia Murat

historiadora Dulce Pandolfi e a cineasta Lúcia Murat

Rio de Janeiro – A historiadora Dulce Pandolfi e a cineasta Lúcia Murat emocionaram os integrantes da Comissão Estadual da Verdade e as pessoas que acompanharam seus depoimentos hoje (28) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Durante cerca de uma hora, elas relataram as agressões sofridas em quartéis e prisões no período da ditadura militar (1964-1985) e foram aplaudidas de pé pelos ouvintes. Dulce contou, inclusive, que seu corpo foi usado em uma aula de interrogatório que teve demonstração de choques elétricos e simulação de fuzilamento.

Primeira a falar, Dulce Pandolfi emocionou-se em diversos momentos e precisou fazer pausas. Atualmente pesquisadora da Fundação Getulio Vargas, Dulce tinha 21 anos e era membro da Aliança Nacional Libertadora (ANL) quando foi presa em 20 de agosto de 1970. Ela passou um ano e quatro meses em poder dos militares e disse que foi torturada psicológica e fisicamente durante três meses no quartel da Polícia do Exército, onde funcionava o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). “Quando entrei, ouvi uma frase que até hoje ecoa nos meus ouvidos: ‘Aqui não existe Deus, nem pátria, nem família'”.

No quarto mês de prisão, Dulce ficou no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), no centro do Rio, e, nos seis meses seguintes, foi mantida no Presídio Talavera Bruce, em Bangu, até ser transferida para o presídio Bom Pastor, em Recife, sua terra natal.

A historiadora lembrou que o período mais severo foi o início, na primeira sessão de tortura, quando os militares tentaram obter o maior número possível de informações antes que seu desaparecimento fosse constatado pela ANL e por familiares. O método mais usado foi o choque elétrico, com o corpo molhado e preso ao pau de arara, contou Dulce, que foi também espancada e teve um jacaré colocado sobre seu corpo nu. A “aula de tortura”, para demonstrar a eficácia dos choques elétricos em cada parte do corpo, foi quando ela completou dois meses de prisão. Ela não resistiu, precisou ser socorrida, mas a “aula” continuou momentos depois, com respaldo médico, no pátio do quartel. Foi aí que houve a simulação de fuzilamento, com militares apontando para ela um revólver com apenas uma bala.

“Essas coisas não podem ser naturalizadas. É como a miséria, é como ver uma pessoa caída no chão e achar normal. Esse é o grande ponto”, disse Dulce Pandolfi após o depoimento.

A cineasta Lúcia Murat também foi espancada e sofreu choques elétricos e até abuso sexual por parte dos militares. Ela foi presa pela primeira vez em outubro de 1968, em um congresso estudantil, mas ficou apenas uma semana detida. Com a publicação do Ato Institucional 5 (AI-5), em dezembro daquele ano, com medo da prisão, Lúcia passou a viver na clandestinidade, mas foi encontrada e levada em 1971 para o mesmo quartel em que Dulce foi presa, e ficou detida três anos e meio.

Lúcia contou que as primeiras horas de tortura foram as mais intensas e que chegou a perder os movimentos das pernas por algum tempo. Na tentativa de se suicidar, ela chegou a enganar os militares para ser levada a uma varanda, fazendo-os acreditar que daria sinal para militantes, mas uma substituta encenou no lugar dela: “Foi a pior sensação da minha vida. A de não poder morrer”. Lúcia chegou a ser levada para Salvador, onde foi apenas interrogada, e trazida de volta ao Rio de Janeiro. Em outra ocasião, ao participar de uma auditoria na Marinha, denunciou a tortura perante juízes militares, que a mandaram de volta para o DOI-Codi, onde sofreu deboche e mais sessões de tortura. 

 Além das agressões e dos choques elétricos no pau de arara, Lucia também teve baratas espalhadas sobre seu corpo nu. Os torturadores chegaram a colocar uma delas em sua vagina.

Tanto Dulce Pandolfi quanto Lúcia Murat destacaram o sadismo dos militares durante as sessões de tortura, embora lembrassem que foram tratadas de forma “mais humana” por outros. As duas contaram que um soldado se ofereceu para levar bilhetes para seus parentes e que as mensagens chegaram aos destinatários.

O coordenador da comissão e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro, Wadih Damous, disse que o objetivo das sessões é sensibilizar a população: “É preciso mostrar, sobretudo aos mais jovens, que a tortura foi uma política de Estado e que pessoas corriam risco de vida por pensar [de maneira] diferente”. Ele informou que estão previstos outros depoimentos, inclusive de agentes civis e militares da época.

Diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Atila Roque considerou fortes os depoimentos e disse que eles são uma forma de olhar para problemas atuais: “Foi o relato de um momento histórico em que o governo foi carrasco, foi algoz. Esses trabalhos são também para convidar a sociedade e os jovens a refletir sobre essa história e a enfrentar os problemas que ainda persistem hoje. No momento em que estamos ouvindo esses relatos, há pessoas sendo torturadas nas prisões.”  *(com trecho da AE)

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MANO BROWN RESUMIU BEM O MÚSICO LOBÃO: “AGE COMO UMA PUTA PARA VENDER LIVRO”

Do pragmatismo político

brown-lobaoLançando o livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca,o músico Lobão atacou diversas personalidades brasileiras. Em trechos da publicação, o cantor chama Dilma Rousseff de “torturadora” e o cantor Roberto Carlos é referido como “múmia deprimida”. Os ataques respingaram também nos rappers do Racionais MCs, descritos como “braço armado do PT”.

Mano Brown, líder do grupo paulistano de rap, foi ao Twitter responder alguns fãs que questionaram qual seria sua postura após o ataque de Lobão.

Veja a resposta de Mano Brown:

Conheci o Lobão em 1996. Cumprimentei e depois disso nunca mais o vi. Sinceramente não tenho o que falar da pessoa dele. Estranho o Lobão falar de mim sem nunca ter me conhecido. Não entendo a postura dele agora. Ele pregava a ética e a rebeldia. Age como uma puta para vender livro. Nos anos 80 as ideias dele não fizeram a diferença para a gente aqui da favela. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém, nem ele comigo. O Lobão está sendo leviano e desinformado. Tô sempre no Rio de Janeiro, se ele quiser resolver como homem, demorô! Do jeito que aprendi aqui“.

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IPEA: O PIB DOS BRASILEIROS ESTÁ MELHOR DO QUE O PIB DO BRASIL

Marcelo Neri, presidente do Ipea

Marcelo Neri, presidente do Ipea

Ipea: ‘O pibinho não chegou ao bolso do trabalhador brasileiro’

Estudo elaborado pelo instituto revela criação de 484 mil postos de trabalho no Brasil em 2012, em contraste com índices de crescimento econômico

Por: Maurício Thuswohl, da Rede Brasil Atual

Rio de Janeiro – “O pibinho não chegou ao bolso do trabalhador ou ao bolso do aposentado. Os brasileiros estão melhor do que o Brasil”. A definição, dada pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Néri, resume os resultados do boletim de conjuntura “Análise do Mercado de Trabalho”, elaborado pelo instituto e apresentado hoje (4) no Rio de Janeiro.

O estudo do Ipea, que abrange também o mês de janeiro de 2013, conclui que “o mercado de trabalho se comportou de maneira positiva em 2012”, mantendo uma tendência de crescimento iniciada nos últimos anos. A conclusão se apóia nos números positivos registrados em itens como as taxas de atividade e desocupação, a média dos níveis de ocupação e informalidade e o aumento da massa salarial e do rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro.

“O mercado de trabalho está surpreendendo há alguns anos, e talvez 2012 seja o ápice dessa surpresa” avalia Néri. O presidente do Ipea ressalta que o ano passado confirmou a tendência de crescimento do mercado de trabalho brasileiro, apesar dos resultados não tão bons obtidos em termos de crescimento da economia registrado pelo PIB, que cresceu 0,9% no ano passado. “A cada ano o desemprego vai caindo e a taxa de atividade vai crescendo no país. A formalidade continuou a aumentar. O salário, em particular, aumentou. É como se o Brasil estivesse crescendo sua massa per capita a 5,3% enquanto a economia registrada pelo PIB é zero”, diz.

Néri afirma ainda que a permanente entrada de novas pessoas no mercado de trabalho tem sido um fator preponderante para a redução das desigualdades sociais no Brasil. “O mercado de trabalho brasileiro continua o movimento de redução da desigualdade que beneficia aqueles com menor educação, que moram nas regiões mais pobres ou na periferia, os negros, as mulheres. Segmentos tradicionalmente excluídos têm tido um desempenho melhor”, diz. (texto integral)

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FELIZ 2013: GESTÃO AÉCIO NEVES E PSDB NA LIGHT: FALTA DE LUZ, APAGÃO NO AEROPORTO E BUEIROS EXPLODINDO NO RIO DE JANEIRO

Jungmann de PE, Aleluia da Bahia, Zylbertajn (ex-genro de FHC), todos aparelhados na Light por Aécio

Imagem: amigos do presidente Lula

Do Amigos do presidente Lula

Aécio Neves (PSDB-MG), quando era governador, usou a CEMIG para comprar o controle da Light (distribuidora de eletricidade no Rio).

Aparelhou a empresa com políticos compadres do DEM, PSDB e PPS. Resultado: Privataria Tucana e APAGÃO!

Está explicado Aécio ser contra a CEMIG baixar a conta de luz.

Os demotucanos são uma mãe para banqueiros e investidores. Primeiro privatizaram a Light na bacia das almas, dizendo que a iniciativa privada iria investir na empresa. Depois do apagão do racionamento de 2001, depois de subir tarifas, depois que tiraram o lucro sem investir, Aécio Neves (PSDB-MG), quando era governador, comprou de volta o controle da empresa sucateada, ao preço que o Grupo Andrade Gutierrez quis vender.

Imagem: amigos do presidente LulaMas os problemas não acabaram. A empresa continua sucateada, a terceira pior entre 33 do Brasil no ranking da ANEEL. Bueiros explodiram nas ruas. Vive faltando luz em diversos bairros do Rio e, agora, até nos Aeroportos. É nisso que dá o choque de gestão demotucano.

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O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO, CONTO DE JOÃO DO RIO, É UMA DENÚNCIA DA MECANIZAÇÃO DA VIDA E DAS MÁSCARAS SOCIAIS

Nesta segunda parte da entrevista, Orna Levin fala sobre um conto tardio de João do Rio, O homem da cabeça de papelão, e sobre dois temas principais que são retratados no conto: a mecanização da vida cotidiana e as máscaras sociais. O conto foi livremente adaptado pelo Curso Livre de Teatro, que acontece no Barracão Teatro, em Campinas, com estreia marcada para os dias 29, 30 de novembro e 01 de dezembro.

Ambos os temas do conto, como Orna explica, refletem o momento histórico da sociedade carioca da época. O Rio de Janeiro na passagem do século vivia transformações de ordem urbana e tecnológica, o que afetava o modo de vida, a percepção do tempo e também as relações sociais.

É nesse contexto que João do Rio escreve um conto que pode ser visto sob uma estética futurista, imaginando um mundo onde podemos trocar de cabeça, um mundo onde as máscaras sociais e os papéis sociais se multiplicam, e onde características como honestidade, por exemplo, já não encontram espaço. A narrativa literária, neste caso, esboça uma denúncia tanto de uma realidade onde o homem é tomado pelos objetos, quanto da falsidade das relações sociais.

E veja também a primeira parte da entrevista.

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ENFIM UMA BOA UTILIDADE PARA ELAS: OS INSTRUMENTOS MUSICAIS FEITOS COM ARMAS DE FOGO DO ARTISTA MEXICANO PEDRO REYES
A ARTE E A VIDA EM CÍRCULOS NAS ESCULTURAS DO MINEIRO GERALDO TELES DE OLIVEIRA, O GTO
A INTRIGANTE COMPANHIA PHILIPPE GENTY, EM VOYAGEURS IMMOBILES, COM TEATRO, DANÇA, MÚSICA E BONECOS
O REISADO E A BANDA DE PÍFANO NA ARTE EM MADEIRA DO CEARENSE MESTRE MANOEL GRACIANO

CRONISTA MUNDANO E JORNALISTA DE RUA: JOÃO DO RIO RETRATOU EM CRÔNICA, CONTO E ROMANCE A REALIDADE SOCIAL DE SUA ÉPOCA

Orna Levin, autora de “As figurações do dandi”

Paulo Barreto, mais conhecido como João do Rio, foi jornalista, cronista, escreveu contos, peças de teatro, romances, andou pelos salões elegantes da sociedade carioca, retratando seus costumes, e também pelas ruas do Rio de Janeiro, mostrando a realidade que pulsava nas periferias e regiões mais pobres.

Marcado por essa atividade múltipla e pela atuação como jornalista, a realidade social, seja das ruas, seja dos costumes da aristocracia da época, nunca abandonou suas produções literárias e João do Rio fez história nas letras nacionais como o “cronista mundano” que frequentava as festas e escrevia sobre a sociedade elegante do Rio de Janeiro, mas também como o jornalista de rua, atento às transformações de sua época e que mantinha uma postura excêntrica diante de um mundo em mudança.

João de Rio, de certa forma, incorporava a figura do dandi, como diz a professora doutora ( e não “doutorna”! veja vídeo) da Unicamp Orna Messer Levin, estudiosa da obra do escritor e autora de livros sobre ele como As figurações do dandi e Teatro de João do Rio.

Em entrevista à TV Educação Política (abaixo), Orna fala sobre o dandi como aquele que adota uma postura excêntrica, seja na maneira de se vestir, seja no comportamento, com o objetivo de fazer uma crítica à ascensão da burguesia e ao processo de massificação da cultura e da arte que esta ascensão representa. O dandi se pautaria, antes de tudo, por uma filosofia da arte, buscando, na sua forma de se diferenciar da uniformidade restante, guardar o lugar da nobreza do conhecimento estético.

Como dandi, João do Rio seria essa voz excêntrica, evitando ser arrastada pela massificação burguesa e fazendo-se presente  no território das ruas, presença que reverbera em toda sua obra.

Veja a segunda parte da entrevista

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CELSO BODSTEIN DIZ QUE CINEMA É A FORMA DE SINTETIZAR REFLEXÕES DE ORDEM FILOSÓFICA, SOCIOLÓGICA E ESTÉTICA
“É HORA DE O ESTADO ASSUMIR SUAS RESPONSABILIDADES”, DIZ FRANCISCO FOOT HARDMAN SOBRE A COMISSÃO DA VERDADE
PARA HISTORIADORA, CENTRO DE CULTURA POPULAR (CPC) DA UNE FOI UM EXPRESSIVO PERÍODO DE EDUCAÇÃO ESTÉTICA, POLÍTICA E SENTIMENTAL INICIADO COM PEÇA DE VIANINHA
A TERCEIRA MARGEM DO CORAÇÃO SELVAGEM – PENSANDO CLARICE LISPECTOR E GUIMARÃES ROSA

VÍDEO MOSTRA UM RETRATO DA SAÚDE PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO DE SÉRGIO CABRAL: O RIO É UMA FESTA, MAS A FESTA É EM PARIS

Rio e Paris: o mundo de Sérgio Cabral

Depois de cinco anos e meio de governo, Sérgio Cabral (PMDB) fez muito estardalhaço com a polícia nos morros cariocas e também em Paris, mas a condição da saúde pública mostra que é um péssimo governo para o Rio de janeiro.

Não tem desculpa. São quase seis anos de governo. O Rio é uma festa, mas é uma festa em Paris.

Em vídeo, abaixo, uma médica se desespera. A condição do hospital público do Rio de Janeiro deveria ser palco de uma CPI estadual.

O dinheiro que deveria ir para o SUS (Sistema Único de Saúde) parece que ficou retidos em obras da Delta e na guerra contra o tráfico.

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A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF PRECISA TER UM OLHO NO PEIXE, OUTRO NO GATO, OU MELHOR: UM NO GOVERNO E OUTRO NO VICE

FILHAS DE DESEMBARGADORES NUNCA SE CASAM E O BRASIL CONTINUA SENDO O PAÍS MAIS DESIGUAL DO MUNDO

Esse é apenas mais um descalabro presente na justiça brasileira. O poder judiciário tornou-se especialista em reproduzir a injustiça e a desigualdade social.

A justiça faz a sua parte para deixar o hospital público assim

O judiciário é, paradoxalmente, a principal barreira que impede avanços para uma sociedade mais justa e equilibrada. Há inúmeros subterfúgios legais para se promover o benefício de poucos contra os interesses de muitos, contra os interesses do país como um todo.

A difícil tarefa da democracia brasileira é conseguir olhar para esse problemas e entender porque nossa sociedade é tão desigual economicamente. A justiça mostra o porquê nos seus litígios.

Veja trecho de reportagem abaixo, que mostra que o casamento para filhas de desembargadores é um péssimo negócio para elas. Mas sua solteirice é um péssimo negócio para o país.  Somente a população do Rio de Janeiro pagou, segundo matéria, R$ 2,24 bilhões em cinco anos para filhas de servidores.

Esse dinheiro, na verdade,  foi um repasse do Estado para pessoas que têm alto poder aquisitivo, visto que são filhas de funcionários do Estado que já construíram certo patrimônio durante a vida de trabalho com altos salários. Além disso, há outra lei que beneficia as filhas de desembargadores falecidos, que é a lei que garante a herança. Uma se sobrepõe a outra para beneficiar um único grupo social.

Todo esse dinheiro poderia mudar a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS) carioca, que está em estado calamitoso.

Justiça do Rio garante pensão de R$ 43 mil para filha de desembargador
O Estado do Rio paga benefícios do gênero a cerca de 32 mil “filhas solteiras” de funcionários públicos mortos, no gasto total de R$ 447 milhões por ano, ou R$ 2,235 bilhões, em cinco anos.

As autoridades desconfiam que muitas dessas 32 mil mulheres, como Márcia, formam família mas evitam se casar oficialmente, com o único objetivo de não perder a pensão. Segundo a lei 285/79, o matrimônio “é causa extintiva do recebimento de pensão por filha solteira”. O expediente é visto como uma “fraude à lei” pela ação popular e pela Procuradoria do Estado.

No Estado do Rio, as 32.112 “filhas solteiras” representam mais de um terço (34%) do total de 93.395 pensionistas, ao custo de R$ 34,4 milhões mensais, ou R$ 447 milhões por ano – e R$ 2,235 bilhões em cinco anos -, segundo o Rio Previdência. (Texto integral)

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REALISMO FANTÁSTICO: BRASIL É O ÚNICO PAÍS DO MUNDO EM QUE O PODER JUDICIÁRIO É O PRIMEIRO A NÃO CUMPRIR A LEI, ORA A LEI!
CORONÉIS DO JUDICIÁRIO: JUIZ QUE ASSEDIAVA FUNCIONÁRIOS É CONDENADO A RECEBER CERCA DE R$15 MIL POR MÊS SEM TRABALHAR PARA O RESTO DA VIDA
O DINHEIRO DO SUS (SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE) ESTÁ INDO PARA O RALO DA FOLHA DE PAGAMENTO DO PODER JUDICIÁRIO
MAITÊ PROENÇA E A DESIGUALDADE SOCIAL DO BRASIL, QUE COMEÇA E TERMINA NA PREVIDÊNCIA

PARA ESPECIALISTA EM SEGURANÇA PÚBLICA, GREVE DE POLICIAIS E BOMBEIROS É ILEGÍTIMA POR PROVOCAR EFEITOS PREJUDICIAIS À POPULAÇÃO

Greve da PM na Bahia já terminou, mas persiste o desafio de saber escolher em uma democracia

As recentes manifestações de policiais militares e bombeiros em Salvador e no Rio de Janeiro provocaram diversas discussões a respeito da legitimidade ou não dos movimentos, principalmente, depois de declarações da presidente Dilma Rousseff a respeito da greve dos policiais militares na Bahia.

Notícia publicada pela Agência Brasil mostra duas opiniões diferentes sobre as manifestações. Uma delas vem do especialista em segurança pública Nelson Gonçalves, professor da Universidade Católica de Brasilia (UCB). Ele declarou que a greve dos policiais e bombeiros é ilegítima e usou como argumento a própria Constituição Federal que em seu Artigo 142 proíbe a greve de militares.

Nelson reconheceu que as aspirações por melhores salários e condições de trabalho são totalmente válidas para qualquer categoria, no entanto, o problema segundo ele está justamente no modo como as manifestações dos policiais e bombeiros têm sido feitas, isso porque policiais e bombeiros são profissionais da segurança pública e, como tal, são necessários à sociedade como um todo.

Vale o mesmo para profissionais da educação e da saúde, por exemplo. Quando qualquer um desse setores para, os efeitos são rapidamente sentidos pela população. Sendo assim, visto nesses termos, não é que os policiais estejam errados em lutar pelos seus direitos, mas, dentro dos limites da sua profissão, eles devem no mínimo respeitar as formas de fazê-lo. Cometer crimes, praticar atos de violência e expor inocentes talvez não seja a melhor forma de uma categoria responsável justamente por garantir a segurança da população se manifestar.

Já o sociólogo e pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de Brasília (UnB) Antonio Flávio Testa considera o movimento legítimo e diz que ele já era previsto e que cabe agora aos estados e à União encontrar os meios necessários, inclusive no Orçamento, para conceder “um salário mais digno” aos policiais militares e bombeiros.

De fato, salário digno e melhores condições de trabalho, inclusive com cursos e demais meios de qualificação são direitos legítimos de todo profissional e o direito de se manifestar também é legítimo em uma democracia, mas, justamente por estarmos em uma democracia, há diferentes formas de fazê-lo que não passam necessariamente pela opção da violência.

E quanto ao argumento de que violências muito maiores já foram permitidas como meio de manifestação na história brasileira e hoje são até anistiadas, vale lembrar que, naquela época, simplesmente não havia liberdade, o regime era de exceção. Em uma ditadura, onde praticamente só há violência em todos os sentidos, não há tantas formas de lutar.

Hoje, como dito, os tempos são de democracia, existe a possibilidade de diálogo e, o que está em jogo mais do que nunca, é a capacidade de decidir e saber usar dessa liberdade conquistada não com tanta facilidade.
Mas é aí que o peso da liberdade começa a ser sentido por aqueles que não sabem conviver com ela, tampouco compreender seu sentido. E isso vale tanto para quem não sabe lutar por seus direitos, como para quem não sabe reconhecê-los, lados impossíveis mais uma vez.

Veja trecho da notícia:

Movimentos grevistas de policiais e bombeiros dividem opiniões
Por Marcos Chagas

Brasília – O especialista em segurança pública Nelson Gonçalves, professor da Universidade Católica de Brasilia (UCB), disse que os movimentos grevistas dos policiais militares e bombeiros são “ilegítimos, a começar pelo que estabelece a Constituição Federal”. Ele ressaltou que os policiais militares incluem-se no Artigo 142 da Constituição que proíbe a greve de militares.

“Isso não quer dizer que as aspirações por melhores salários e dignidade no trabalho não sejam legítimas. Agora, o modo como elas vêm sendo feitas é ilegítimo”, destacou o especialista.

O professor lembrou que greves em setores como segurança pública, educação e saúde sempre produzem reflexos prejudiciais à população. Ele reconheceu que essas áreas da administração pública necessitam de legislação especial.

O sociólogo e pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de Brasília (UnB) Antonio Flávio Testa tem opinião diferente. Para ele, as greves dos policiais militares e bombeiros do Maranhão, da Bahia e do Rio de Janeiro foram legítimas e até mesmo previsíveis desde 2011. Ele disse que houve um “planejamento” dessas ações desde as manifestações da categoria nas dependências do Congresso Nacional para pressionar os deputados a votar a chamada PEC 300, proposta de emenda à Constituição que prevê um piso salarial único para policiais militares e bombeiros. (Texto completo)

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CLIMA DE GUERRA: POLICIAIS MILITARES SEGUEM OCUPAÇÃO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA E FAZEM EXIGÊNCIAS AO GOVERNO PARA DAR FIM À PARALISAÇÃO
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SECRETÁRIA ESTADUAL DA JUSTIÇA E DA DEFESA DA CIDADANIA DISSE QUE NÃO PODE RESPONDER SOBRE A VIOLÊNCIA EM PINHEIRINHO POIS “NÃO ESTAVA LÁ PARA SABER”

PROFESSORES QUE CONTINUAREM EM GREVE NO RIO DE JANEIRO TERÃO O PONTO CORTADO A PARTIR DE 1º DE AGOSTO

Professores em passeata no Rio de Janeiro

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu que, a partir do dia 1º de agosto, quando termina o recesso letivo do meio do ano, os professores que continuarem em greve terão o salário descontado. A decisão da justiça suspende uma liminar concedida ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) que garantia o direito de manifestação dos professores sem corte de ponto.

A manifestação dos professores no Rio de Janeiro começou em 7 de junho e, segundo a Secretaria da Educação, cerca de 1% do total de professores do estado aderiu à greve, embora o Sepe afirme que a adesão foi de no mínimo 60% da categoria.

A decisão da justiça carioca se baseia principalmente no direito dos alunos de assistirem a todas as aulas previstas no calendário letivo, no entanto, quando tenta-se preservar um direito, acaba-se esbarrando em outro, afinal, qualquer categoria tem direito a se manifestar quando não vê respeitados os seus mais elementares direitos.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pelo jornal O Globo:

Justiça autoriza e governo do Rio cortará ponto de professores em greve
Ruben Berta

RIO – A Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro informou na tarde desta terça-feira que irá descontar, a partir de 1º de agosto – quando as aulas serão retomadas após o recesso de meio de ano -, os salários dos professores que continuarem em greve. A medida se baseia numa decisão do Tribunal de Justiça, também publicada nesta terça-feira, suspendendo uma liminar concedida em primeira instância ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), que garantia o direito à paralisação sem corte de ponto.

A Secretaria de Educação ressaltou que, por decisão própria, resolveu efetuar o pagamento dos dias parados e anotados desde o início do movimento, em 7 de junho. Segundo o órgão, dos 51 mil professores regentes de turma, 542 (cerca de 1%) aderiram ao movimento. As aulas já perdidas até agosto terão que ser repostas, de acordo com calendário estipulado pelo estado. Se não houver reposição, o servidor terá o desconto também retroativo. Até o fim desta semana, será divulgado o calendário de reposição de aulas, que deverá ocorrer até o dia 15 de setembro.

– É de fundamental importância que os alunos não tenham qualquer tipo de prejuízo – afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia. (Texto completo)

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EM UM ANO, 600 MILHÕES DE SACOLAS PLÁSTICAS DEIXARAM DE SER CONSUMIDAS PELA POPULAÇÃO NO RIO DE JANEIRO

"Em Portugal, os mercados cobram cerca de 10 centavos de euro por cada sacola plástica. Acho que deveria ser assim aqui também”, sugeriu publicitária carioca adepta das sacolas retornáveis

Da Agência Brasil

Lei que desestimula uso de sacolas plásticas faz um ano e tem bom resultado no Rio
Por Flávia Villela

Rio de Janeiro – Em um ano de vigência da Lei 5.502/09, que desestimula o uso de sacolas plásticas no estado, a população fluminense deixou de consumir 600 milhões de sacolas. O número representa redução de cerca de 25% das 2,4 bilhões de sacolas que eram distribuídas anualmente no estado.

Os dados foram levantados pela Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) e divulgados hoje (15) pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que ficou satisfeito com o resultado. No entanto, Minc disse que é preciso intensificar a campanha e criar novas ações para estimular o consumo consciente da população fluminense.

“É um resultado expressivo. São menos 600 milhões de sacolas nos rios, lagoas e canais. É menos gasto para o Poder Público em dragagem e menos gente que perde tudo e morre por causa das inundações. Mas nosso objetivo é dobrar essa meta no ano que vem e passar para 50% de redução em relação ao número inicial de 2,4 bilhões de sacolas”, acrescentou.

Entre as propostas para incentivar o consumidor a aderir à campanha para reduzir o consumo de sacolas plásticas, Minc citou a redução do preço das embalagens reutilizáveis, o aumento do desconto dado ao cliente que não usa sacolas plásticas e a veiculação de peças publicitárias sobre o assunto.

Nesta manhã, o secretário visitou alguns supermercados na capital, para ver se os estabelecimentos estão cumprindo a lei e dando o desconto de 3 centavos por sacola não utilizada, viabilizando alternativas e informando com cartazes sobre o desconto e os males ao meio ambiente que esse tipo de embalagem traz. Durante a operação foram entregues também folhetos para incentivar a sociedade a mudar de comportamento. (Texto completo)

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TRAGÉDIA EM REALENGO: CRIANÇAS ASSASSINADAS COMO NOS ESTADOS UNIDOS MOSTRA QUE DESARMAMENTO É FUNDAMENTAL

Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio

O Brasil há alguns anos optou em plebiscito pela legalidade do porte de armas. As asmas continuam fáceis de se conseguir, principalmente de forma ilegal.

Há um setor da sociedade, admiradores da extrema-direita como nos Estados Unidos, que gosta da liberdade de possuir uma fuzil para poder matar outra pessoa, com a desculpa da defesa pessoal.

Agora um psicopata entra em uma escola do Rio de Janeiro e mata crianças munido de dois revólveres na cintura. Como um sujeito pode ter dois revólveres? Como um jovem pode conseguir arma com facilidade?

Sarah Palin, republicana da extrema-direita norte-americana, gosta de dizer que se deve matar os adversários, inclusive diziam isso da deputada democrata Gabrielle Giffords que levou um tiro na tragédia recente do Arizona. Antes Sarah Palin tinha colocado Gabrielle em uma “target list”. Lista de alvo. Veja o nível da direita norte-americana.

O Brasil precisa restringir e combater o porte de armas. A arma legal alimenta o arsenal ilegal. Mas não só isso. Nas delegacias, muitas armas apreendidas voltam para as ruas pela via da corrupção.

Hoje tem uma notícia de que o Brasil vai pagar mais ao Paraguai pela energia de Itaipu. O Brasil poderia ter negociado o combate do governo paraguaio ao comércio de armas na fronteira como compensação.

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EXPLOSÃO DE BUEIRO: UM NOVO SERVIÇO DA LIGHT E DA PRIVATIZAÇÃO DA ENERGIA ELÉTRICA NO RIO DE JANEIRO

Mais um benefício da privatização: explosão de bueiros

A privatização da energia elétrica no Rio de Janeiro tem um novo serviço: a explosão de bueiros. O Brasil não precisa de terrorista, a privatização já faz esse serviço.

A concessionária Light e a companhia de Gás do Rio têm feito um serviço primoroso ao transformar a cidade do Rio em um campo minado.

Esses são os benefícios da privatização, além do cálculo errado nas contas do consumidor que deram um rombo de R$ 7 bilhões no bolso do brasileiro. E a Aneel, além de não ter verificado o erro de cálculo das contas de luz, não fez nada para que o dinheiro fosse devolvido. Assim como o minsitro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Nos últimos 12 meses, segundo matéria do Terra, já explodiram 8 bueiros.

A diretoria da Light e seu presidente deveriam estar respondendo a um processo criminal por tentativa de homicídio.

Esse problema só vai ser resolvido quando as autoridades públicas responsabilizarem os diretores das companhias de gás e energia elétrica.

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AÇÃO DA POLÍCIA NOS MORROS CARIOCAS PODE RESULTAR EM CHACINA E NÃO RESOLVE PROBLEMA DA SEGURANÇA NO ESTADO

Forças de segurança após ocupação no Complexo do Alemão, e agora policial?

O carioca Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus, em matéria publicada no site da Rede Brasil Atual, demonstrou preocupação com a ação da polícia nos morros do Rio de Janeiro. Enquanto o que se vê na maioria dos meios de comunicação e noticiários é um aplauso unânime à ação da polícia e das forças armadas por ocasião da ocupação do Complexo do Alemão, o escritor, deixando ver toda sua sensibilidade e preocupação social, pensa no que virá depois da ocupação e o que ele imagina não é nada digno de comemoração.

Como já noticiado em post recente aqui no Educação Política, o problema da segurança no Rio de Janeiro não se resume a tanques da marinha, a operações bem sucedidas, a disparos e apreensões de armas, a prisões ou à morte de traficantes. Esse tipo de ação deve sim existir, mas não se pode esquecer de que ela é meramente repressiva e usa da mesma violência que fez parte da vida de muitos jovens que hoje são chefes do tráfico, roubam, matam e vivem como se a vida se resumisse a isso: matar ou morrer.

De fato, a preocupação de Lins faz todo sentido. Após a ‘comemorada’ ocupação do Complexo de Alemão, há que se pensar na forma como esta se deu. O importante é não fazer valer a segurança às custas de um verdadeiro massacre que apenas derrama sangue e serve para alimentar a raiva e o medo nas gerações seguintes. Como lembra Lins, prender é importante, mas a polícia deve se concentrar apenas em fazê-lo, tirando os traficantes de circulação.

E por falar em gerações seguintes, elas certamente virão. Esta pode ser enterrada, diluída, despedaçada, aprisionada, mas enquanto o morro estiver tão longe das oportunidades, ele permanecerá bastante próximo do crime e da violência, o que fará das próximas gerações um retrato não muito diferente da atual.

Pode parecer um discurso idealista e romântico, há os que simplesmente comemoram a morte, a ação da polícia, mas há algo além disso. Por mais que todos queiram paz, é preciso entender que a verdadeira paz não é vermelha feito sangue e sim branca feito giz ou uma simples folha de papel.

Veja trecho do texto publicado no site da Rede Brasil Atual:

São Paulo – “A polícia ocupou as favelas, monitorou a transferência dos criminosos para o Complexo do Alemão, e agora vão matar todo mundo”, prevê o escritor carioca Paulo Lins, autor de Cidade de Deus. Para ele, os movimentos da polícia conduzem a situação para uma “grande chacina”. Para Lins, os 96 incêndios em veículos e arrastões desde domingo (21) no Rio de Janeiro, atribuídos ao crime organizado, “deram o motivo” para o que ele chama de massacre. O maior problema é que isso pode não resolver o problema da segurança no Rio.

“No governo de Sérgio Cabral, desde o início, mata-se muita gente. E no Brasil não tem pena de morte, essa é a minha ressalva”, afirma. “Não acho que vão pegar esses criminosos, prender, apresentar a sociedade, levar para presídio e recuperar esses homens; eles vão matar”, prevê em entrevista à Rede Brasil Atual. O escritor revela ter ouvido relatos de moradores da comunidade de Cidade de Deus, na zona oeste da cidade, onde Lins cresceu, de execuções sumárias pela polícia de pessoas já rendidas. “Eu já vi isso a minha vida toda. Vai acontecer uma ‘bela chacina’ e gerar mais ódio”, lamenta.

O escritor se diz favorável à ocupação das comunidades e à política de instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), mas condena a forma como foram implantadas. “A ocupação em si é louvável, tem de ocupar, prender os bandidos, tirá-los de circulação, até porque eles aliciam outros jovens, servem de exemplo. Tirá-los de circulação é boa ideia, mas tem que prender, não matar”, diz. (Texto Completo)

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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO: A CARA DE UM PAÍS QUE PRECISA INVESTIR PESADO EM EDUCAÇÃO

As constantes e as recentes ondas de violência no Rio de Janeiro só a primeira vista, rasa, podem estar ligadas à repressão e aos planos do governo carioca de enfrentar os traficantes e  instalar as UPP (Unidades de Polícia Pacificadora).

O buraco é mais embaixo e está na educação e na distribuição de renda. Não há construção de um país decente sem investir pesado em educação e em melhoria das condições das pessoas de baixa renda. Precisa sobrar dinheiro para educação.

Os empresários pedem bilhões para o que chamam de “infraestrutura”, mas a principal infraestrutura de um país é seu próprio povo. O governo Lula fez muita coisa pela educação e pela distribuição de renda, mas ainda é muito pouco.

É preciso construir nos bairros carentes as melhores escolas do país, além de investimento em saúde, moradia e saneamento. É preciso de uma escola que transforme a realidade do aluno e da família. A Escola deve ser a porta para que o Estado esteja atento aos problemas de seu povo.

Mas no Brasil tem um grande setor representado por políticos e empresários que acreditam que bolsa família, por exemplo, é coisa de vagabundo.  Enquanto tivermos esse tipo de pensamento, não teremos solução para a questão da violência.

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EX-GABEIRA, UMA MAGISTRAL FALA DO CANDIDATO A GOVERNADOR DO PSOL, JEFFERSON MOURA, DO RIO DE JANEIRO

Ex-gabeira, não poderia ter sido melhor a definição de Jefferson Moura, do PSOL, ao candidato Fernando Gabeira.

O detalhe é o reconhecimento do candidato do PSOL ao candidato Ex-gabeira, quando diz que “sr tem uma história de luta neste país que eu reconheço”. Jefferson parece se sentir decepcionado.

Lembro dos livros que li do Gabeira na minha época de faculdade. Achava maravilhoso o texto, a racionalidade de Gabeira e sua história de luta contra a ditadura, como guerrilheiro.

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POLÍTICAS EFETIVAS DE REFORMA AGRÁRIA E DISTRIBUIÇÃO TERRITORIAL PODERIAM EVITAR TRAGÉDIAS COMO AS DO RIO DE JANEIRO

Publico abaixo o comentário do internauta, Rafael Brandão, que faz uma ótima relação entre as tragédias provocadas pelas chuvas e a reforma agráriria.

Por Mauro Brandão

Na verdade, as tragédias em São Paulo e no Rio de Janeiro (leia-se tragédia como o resultado para as vidas e o sofrimento humano – os outros animais não estão incluídos neste termo) são consequências do fenômeno climático e as políticas públicas insanas que residem em nosso país a séculos.

Este modelo concentrador de renda em grandes centros, a ausência de uma reforma agrária e outras políticas de distribuição territorial de pólos econômicos faz com que o movimento migratório concentre desordenadamente a população. Aí, quando vem as chuvas, que estão fora do controle do homem, faz este arraso todo, assim como nós fazemos com as formigas quando aplicamos inseticidas, ou com as baratas, quando as esmagamos com aquela pisada nojenta. Mas as formigas e as baratas são mais sabias do que nós, tolos humanos. As formigas, por exemplo, não constroem formigueiros em áreas de inundação.
Que nós, pobres humanos, feitos à imagem e semelhança de Deus(hahahaha), possamos aprender com os bichos asquerosos, as baratas, os morcegos, os ratos, os escorpiões e as cobras. Eles são mais sensatos do que nós.
E a Veja, deveria ser entregue às baratas e às traças. Terão mais utilidade para eles. Para nós, mandemos para o lixo (reciclável, logicamente).

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FAZENDO MÉDIA: TRAGÉDIA NO RIO DE JANEIRO É O RESUMO DA ÓPERA DO INTERESSE PRIVADO SOBRE O INTERESSE PÚBLICO

Sobre mídia, poder e amor

Por Marcelo Salles/Fazendo Média

A tragédia que desabou nesta segunda-feira (5) no Rio de Janeiro não é apenas uma manifestação da natureza e sua força devastadora, indomável e por vezes incompreensível. É também a revelação do caráter criminoso de sucessivas administrações públicas voltadas para o enriquecimento privado. A história dos governos estaduais do Rio é uma história de crimes contra o povo. À exceção de Brizola, nenhum outro governante se preocupou, nos últimos 30 anos, em priorizar o uso da máquina pública para o seu dono verdadeiro, que é o conjunto da sociedade.

O mesmo vale para os prefeitos da capital, que nos últimos 20 anos pertenceram, e ainda pertencem, ao escopo neoliberal PSDB-DEM-PMDB. Eduardo Paes, que já passou por esses três partidos, é o melhor resumo dessa história. Ele declarou à imprensa que a Prefeitura não tem responsabilidade, a culpa é do excesso de chuva.

No morro da Mangueira, os cidadãos que durante o carnaval alegram a cidade, o país e boa parte do mundo, receberam o singelo aviso desses governantes: “Deixem suas casas”. Em Niterói, onde casas esfarelaram, avenidas inteiras ficaram intransitáveis e cidadãos levaram até 12 horas para irem do trabalho à casa, quem manda é a Patrimóvel. Essa elege prefeitos, controla vereadores e comercializa imóveis.

Quanto mais arranha-céus na cidade, mais nas alturas vão as contas bancárias de seus donos. Em compensação, mais o sistema de esgoto é sobrecarregado, mais automóveis entopem as ruas, mais lixo é produzido e mais graves são as conseqüências de tragédias como a deste terrível 5 de abril, que já levou a vida de mais de 70 seres humanos. (Texto Integral no Fazendo Média)

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NOEL ROSA, POETA DA VILA, É UM FILME QUE APOSTOU NA MÚSICA E NO AMOR INCONSEQUENTE DO GRANDE MÚSICO CARIOCA DOS ANOS 30

Noel, poeta da vila, mostra a simplicidade da personalidade do poeta

O filme Noel, poeta da vila, de Ricardo Van Steen, tem um valor primordial de reconstituir a vida de um poeta do samba carioca, Noel Rosa, em uma época de poucos recursos visuais.

Noel Rosa é uma referência da música popular brasileira que surge nos anos 30 e até hoje tem seus sambas gravados por grandes intérpretes. Morto aos 26 anos, o poeta como era chamado, fazia versos simples, com humor e bem cuidados, mas que falavam diretamente a alma do carioca e do brasileiro.

Distante do nosso tempo, em uma sociedade e em uma cultura bastante diferente da atual, Noel no filme de Van Steen é um malandro honesto, comum. O filme não força o roteiro para criar personagens extravagantes para dar bilheteria e comentários. O grande valor do filme está em apostar na música e numa fidelidade à vida cotidiana carioca da primeira metade do século.  Noel é um sujeito normal que é mais levado pela vida do que um condutor do seu destino.

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Área de cobertura da internet na Baixada Fluminense

Uma parceria entre o governo do Rio de Janeiro, governo federal, Universidade Federal Fluminense e outras entidades e instituições está levando internet de graça para a Baixada Fluminense. Enquanto as teles e o Ministério das Comunicações tentam melar plano do governo federal para dar à população acesso pago à internet banda larga, alguns governos já estão em pleno andamento na criação de uma rede gratuita. Veja abaixo trecho de notícia do jornal O Dia.


Rio – O governador do Rio, Sérgio Cabral, inaugura hoje, às 10h, na Praça do Pacificador, em Duque de Caxias, o projeto Baixada Digital, que vai oferecer sinal gratuito de internet banda larga para 1, 7 milhão de pessoas. O investimento é de R$ 10 milhões e o sinal chegará, na primeira fase do programa, a São João de Meriti e a partes de Duque de Caxias, Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis e Nova Iguaçu.

Ontem, técnicos da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia estiveram numa unidade móvel para tirar dúvidas dos moradores. Segundo o coordenador do projeto Baixada Digital, Franklin Coelho, para acessar a internet gratuita, é preciso que o morador tenha um computador e instale em casa uma antena (do tipo 24dBi), com mastro e suporte de montagem, um fixador para mastro, um adaptador USB com saída para antena externa e um cabo de conectores específico para USB. O processo é o mesmo usado para captar o sinal da televisão. Os equipamentos podem ser encontrados em lojas de informática e o preço médio total é de R$ 150. (Geraldo Perelo/ texto integral no O DIA)

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PARATY: 500 ANOS DE HISTÓRIA E NADA MUDOU; CAIÇARAS DA PRAIA DO SONO E VILA ORATÓRIA SÃO OPRIMIDOS PELA GANÂNCIA DA ELITE BRASILEIRA

Paraty: na terra da Flip quem tem grana manda

Paraty: na terra da Flip quem tem grana manda

A história parece que não muda, nem a ganância humana. Depois de 500 anos de história, os moradores da praia do Sono e Vila Oratória em Paraty, litoral do Rio de Janeiro, divisa com São Paulo, sofrem com a intolerância e com a face mais tosca da elite brasileira.

Moradores da praia do sono e da Vila Oratória se dizem oprimidos pelo condomínio e impedidos de ter acesso ao mar. A terra da feira de livros Flip esquece seus habitantes.

Em visita que fiz ao local há uma semana, moradores relataram que há poucos dias houve brigas entre seguranças do condomínio Laranjeiras e moradores que tentavam ter acesso ao mar. Moradores feridos foram parar no hospital.

A praia do Sono é uma das coisas mais belas que a natureza já esculpiu e o homem ainda não destruiu. No local, que é uma área de proteção ambiental,  apenas moradores nativos e caiçaras que oferecem comida e pouso para trilheiros.  A beleza da natureza atiça a cobiça humana para empreendimentos imobiliários, desde que se expulse os moradores tradicionais e mude a legislação do local.

Para chegar à praia do Sono e a vila Oratória, o visitante tem de passar por uma guarita do Condomínio Laranjeiras, instalada no meio da estrada. Os seguranças exigem que se pare o carro e  interrogam os turistas. Não há lei em Paraty. O coronelismo do Sudeste continua vivo.

Ora, como pode seguranças privados podem questionar o destino das pessoas? Em países mais sérios, isso não aconteceria. No Rio de Janeiro (e diga-se também parte do Brasil) não tem saída; as classes baixas são oprimidas por traficantes ou pela elite.

Veja as boas matérias feitas pela Agência Brasil. As grandes empresas de comunicação não deram nada.

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CATADORES DE LIXO E MATERIAL RECICLÁVEL PRECISAM ILUMINAR A CABEÇA DOS POLÍTICOS

Os catadores de lixo e material reciclável são uma grande solução para as cidades. É absurdo ver uma cidade gastando milhões com a coleta de lixo sendo que poderia ganhar dinheiro com isso ou, pelo menos, não gastar nada.

Os catadores coletam e preservam o meio ambiente sem ganhar nenhum tostão dos governos municipais. Já as grandes empresas, que financiam os políticos, ganham milhões em contratos e poluem o ambiente, seja em lixões e mesmo em aterros.  A situação atual do lixo em quase todo o Brasil é insana: dinheiro público é gasto para poluir. Depois gasta-se novamente milhões para minorar o dano ambiental.

Faz-se urgente um projeto nacional que incentive e financie os catadores de lixo de forma a substituírem o pagamento pela coleta do lixo. Isso poderia ser feito gradualmente e pode-se também promover incentivos e abrir linhas de financiamento para que as grandes empresas de coleta possam sair desse negócio e investir em algo mais limpo. Por exemplo, usinas de reciclagem.

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Veja abaixo notícia sobre o congresso de catadores no rio de Janeiro.

Catadores de lixo promovem primeiro congresso da categoria no Rio

Da Agência Brasil

Brasília – Lixo e Cidadania é o tem do 1º Congresso Estadual do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, que começa hoje (14) e vai até domingo no Rio, com patrocínio da Petrobras e Eletrobrás.

Promovido pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Rio de Janeiro e pelo Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social, o encontro tem o objetivo de exigir o cumprimento das leis destinadas à organização da categoria, a construção de políticas públicas para o fortalecimento do desenvolvimento social e econômico dessa população, além da identificação, documentação e difusão das práticas de coleta seletiva.

O evento deve mobilizar catadores dos 92 municípios fluminenses, além de autoridades, no total de cerca de 900 participantes por dia, para participar de oficinas, painéis, debates e programação cultural, com a apresentação de bem-sucedidos de reciclagem e inclusão social. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem atualmente no Brasil cerca de 230 mil catadores de lixo, dos quais 17.655 no Rio.

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