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RIO+20 DEIXA TEMAS POLÊMICOS PARA PRÓXIMA CÚPULA E DESTACA ASPECTOS SOCIAIS COMO ERRADICAÇÃO DA POBREZA

Rio+20 também não definiu recomendações pontuais sobre o mínimo e o máximo, por exemplo, permitidos de emissão de gases de efeito estufa

A versão preliminar do documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, se apresenta como um texto generalista, em que os temas mais polêmicos não foram contemplados e ficarão para uma próxima cúpula. O objetivo foi tentar apaziguar os conflitos, como mostra notícia divulgada pela Agência Brasil, e o enfoque principal foi para as questões sociais como erradicação da pobreza e melhoria na qualidade de vida, tendo o ser humano como centro das preocupações.

Os países ricos foram beneficiados em relação à não inclusão no texto de “detalhes sobre repasses financeiros, a imposição de cifras, a criação do fundo para o desenvolvimento sustentável, especificações sobre economia verde e transferência de tecnologia limpa”. O Brasil estava entre os países que defendiam a criação de um fundo de US$ 30 bilhões, mas a proposta foi rejeitada pelos países desenvolvidos.

Normas para fortalecer a transferência de tecnologia limpa entre os países não foram estabelecidas, o documento centrou-se mesmo nas questões sociais e a África recebeu atenção privilegiada. Em relação ao conceito de economia verdade, que gerou controvérsia, também foram colocadas recomendações gerais e, na parte final do documento, o texto fala sobre redução dos riscos de desastres naturais.

Veja trecho da notícia com mais informações:

Versão preliminar do documento final da Rio+20 elimina controvérsias e mantém recomendações gerais
Por Vitor Abdala e Renata Giraldi

Rio de Janeiro – A versão preliminar do documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, à qual a Agência Brasil teve acesso, aponta que os temas polêmicos e sem consenso ficarão para uma próxima cúpula. O documento, concluído na madrugada de hoje (19), tenta apaziguar o impasse com uma redação generalista sobre investimentos e metas. O texto ainda pode ser modificado na reunião plenária marcada para hoje (19) com intuito de discutir o detalhamento técnico.

No texto amplo, os aspectos sociais são destacados, ressaltando o esforço conjunto para a erradicação da pobreza, a melhoria na qualidade de vida e o ser humano no centro das preocupações. O documento tem 49 páginas, uma a menos que o texto anterior concluído no sábado (16). Inicialmente, o material chegou a ter 200 páginas, depois foi reduzido a 80, em seguida para 50 e agora para 49.

O documento está dividido em seis capítulos e 283 itens (o anterior tinha quatro a mais). Os capítulos mais relevantes são os que tratam de financiamentos e meios de implementação (relacionados às metas e compromissos que devem ser cumpridos).

A última versão do texto foi negociada até as 2h20 desta manhã. De um total de 193 delegações, apenas os representantes dos países desenvolvidos, liderados pelos Estados Unidos e pela União Europeia, resistiam a fechar o rascunho em nível técnico. Os europeus insistiam em levar a discussão para os ministros de Estado.

Financiamentos e Tecnologia

Exatamente como queriam os países ricos, foram excluídos os detalhes sobre repasses financeiros, a imposição de cifras, a criação do fundo para o desenvolvimento sustentável, especificações sobre economia verde e transferência de tecnologia limpa. O Brasil e vários países em desenvolvimento defendiam a criação do fundo anual de US$ 30 bilhões, a partir de 2013, e que alcançaria US$ 100 bilhões, em 2018. Mas os países desenvolvidos rejeitaram a proposta. (Texto completo)

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