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A FALTA DE UMA POLÍTICA ESTADUAL DE SANEAMENTO BÁSICO PODE DEIXAR SÃO PAULO EM UM “APAGÃO DA ÁGUA”

Águe e esgoto: questões que o Brasil enfrenta ainda hoje

A falta de investimento em saneamento básico no estado de São Paulo tem provocado um esgotamento no Sistema Cantareira, formado pelas bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), de onde é retirado 31 mil litros de água por segundo para abastecer cerca de 10 milhões de habitantes da Grande São Paulo.

A gestão do Sistema é de responsabilidade da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). No entanto, desde a sua conclusão, há mais de 20 anos, não há investimentos em outros mananciais, daí o uso extensivo do Cantareira, fato que também demonstra certo descomprometimento da Sabesp com os usuários. O resultado é que o estado de São Paulo não consegue atender 100% da demanda por água tratada, tampouco consegue tratar uma quantidade minimamente aceitável de esgoto para os padrões internacionais.

As críticas ao modo como a questão do saneamento básico vem sendo conduzida pelo governo paulista foram feitas pela deputada estadual Ana Perugini (PT) na Frente Parlamentar de Acompanhamento das Ações da Sabesp, coordenada pela deputada na Assembleia Legislativa e são importantes para pensar a questão da água e do esgoto em tempos de urbanização tão desorganizada. Mas, pelo jeito, como as coisas costumam andar por aqui, depois do “apagão de luz”, agora vai ser prciso um “apagão de água” para que as coisas começem a mudar na turma da Sabesp e cia.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Rede Brasil Atual:

Sem política de saneamento, SP pode ter ‘apagão da água’
Alerta foi feito pela deputada estadual Ana Perugini (PT), na Frente Parlamentar de Acompanhamento das Ações da Sabesp
Por Evelyn Pedrozo, da Rede Brasil Atual

São Paulo – A deputada estadual Ana Perugini (PT) levantou a hipótese de “apagão da água,” caso não seja adotada uma política de saneamento básico para o Estado. A deputada chamou à responsabilidade o governo de São Paulo, via Sabesp, à qual cabe a gestão da outorga do Sistema Cantareira. O alerta foi feito na Frente Parlamentar de Acompanhamento das Ações da Sabesp, coordenada pela deputada na Assembleia Legislativa.

O sistema retira 31 mil litros de água por segundo das bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), formado por seis represas na região de Bragança Paulista, para abastecer cerca de 10 milhões de habitantes da Grande São Paulo. A outorga termina em 2014, mas levanta preocupações.

De acordo com a deputada, decorridos mais de seis anos da outorga, ainda não foram indicadas as alternativas para melhorar a rede de abastecimento da Grande São Paulo. “O governo precisa assumir essa responsabilidade; caso não o faça há um risco ao abastecimento das duas regiões, o que será um prejuízo sem precedentes para a economia do Brasil. Esse é um assunto fundamental, do ponto de vista social, econômico e estratégico para o País, e quero levá-lo, também à apreciação do governo federal”, disse Ana Perugini.

As críticas ao governo de São Paulo também vieram de estudiosos do tema. “Toda a gestão da Sabesp é feita para satisfazer os seus acionistas, sem demonstrar preocupação com os usuários”, apontou o professor Julio Cerqueira Cesar Neto, autoridade em saneamento do Brasil, durante o relançamento da Frente Parlamentar, na última sexta-feira (30).

O professor apresentou um panorama da atuação da empresa, principalmente na região Metropolitana de São Paulo e destacou que desde a conclusão do sistema Cantareira, há mais de 20 anos, a Sabesp praticamente não investe em novos mananciais. “Por isso, hoje são atendidos apenas 80% da demanda”, disse. “Além disso, há seis anos a Sabesp deixa de utilizar 15 metros cúbicos por segundo de água porque não concluiu as obras da Estação de Tratamento de Taiaçupeba”, acrescentou. (Texto completo)

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SANEAMENTO BÁSICO E COLETA DE LIXO CRESCEM NO PAÍS, MAS SERVIÇO DE ESGOTO NÃO CHEGA A CERCA DE 20% DA POPULAÇÃO

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Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o abastecimento de água já chega a 97,2% da população nacional, já o sistema de esgotamento sanitário não chega a cerca de 20% da população

Da Agência Brasil

Crescem índices de distribuição de água, tratamento de esgoto e coleta de lixo nas cidades
Por Lourenço Canuto

Brasília – As ligações de distribuição de água, os sistemas de esgotamento sanitário e a coleta de lixo cresceram no país entre 2008 e 2009. Baseado em coleta de dados do Ministério das Cidades, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) identificou 1,6 milhão novos usuários do serviço de abastecimento de água, o que corresponde a um aumento de 16,6 mil quilômetros nas redes de distribuição em todo o país.

O esgotamento sanitário teve 1,1 milhão de novas ligações no período, quando foram instalados 16,5 mil quilômetros de novas redes de escoamento. O volume de esgoto tratado no país, atualmente, chega a 237 milhões de metros cúbicos.

Houve, no período avaliado, elevação de 215 milhões de metros cúbicos na produção de água, mas o consumo ficou em apenas 25% desse potencial, equivalente a 53,9 milhões de metros cúbicos.

Em 2009, o abastecimento de água beneficiou 4.891 municípios e o sistema de esgotamento sanitário, 2.409 municípios. Os números correspondem a 97,2% e a 81,5% do total da população urbana do país, respectivamente em relação à rede de abastecimento de água e à de esgoto.

Houve também aumento da cobertura do serviço regular de coleta domiciliar de resíduos sólidos, equivalente a 93,4%. A destinação final totalizou o montante de 24,9 milhões de toneladas de resíduos domiciliares e públicos. Foram despejados em aterros sanitários 16,2 milhões de toneladas, mais 5,9 milhões de toneladas para aterros controlados, 1 milhão de toneladas para unidades de triagem e de compostagem e 1,8 milhões de toneladas foram depositadas em lixões.

O maior índice de atendimento total com abastecimento de água encontrado foi encontrado em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, no Paraná e no Distrito Federal. Nenhuma unidade da Federação ficou na faixa de menor índice, ou seja, com índice menor que 40% de atendimento total de água. (Texto completo)

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ESGOTO DOMÉSTICO É O PRINCIPAL POLUIDOR DAS FONTES DE ÁGUA DO BRASIL

O rio Verruga, na Bahia, está entre os que apresentaram os piores resultados

A água é um item imprescindível à sobrevivência do ser humano. No entanto, ao falar de água para consumo, não se trata de qualquer água e sim de água limpa, que não transmita doenças e que, de fato, seja benéfica para o organismo. É justamente na qualidade da água que mora o problema.

Recente pesquisa feita pela ONG SOS Mata Atlântica constatou que as fontes de água do Brasil estão cada vez mais poluídas prejudicando a saúde da população. Os dados revelam que 30% das fontes de água do país têm qualidade ruim ou péssima, como mostra notícia publicada no site da Agência Brasil.

Ao analisar as principais fontes de água do país em diferentes estados, a ONG constatou a existência de vermes, coliformes, larvas, lixo e pouco oxigênio na água. Mas o dado mais preocupante da pesquisa é que a origem da poluição das fontes de água não está nas indústrias e sim no esgoto doméstico, ou seja, a pesquisa aponta, em última instância, para a necessidade de investimento pesado por parte do governo Dilma e também dos próximos governos em saneamento básico. Um problema que não deveria existir no Brasil do século XXI.

Veja trecho da notícia publicada pela Agência Brasil:

SOS Mata Atlântica constata que 30% das fontes de água do país têm qualidade ruim ou péssima
Por Isabela Vieira

Rio de Janeiro – Pesquisa da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica mostra que as fontes de água no país estão cada vez mais poluídas e que, diante disso, a saúde da população corre risco. Ao analisar amostras de 43 corpos d’água, em 12 estados e no Distrito Federal, a ONG verificou que nenhuma amostra foi considerada boa ou ótima.

As análises foram feitas ao longo de 2010. Com base em parâmetros definidos pelo Ministério do Meio Ambiente, o estudo revela que em 70% das coletas feitas em rios, córregos, lagos e outros corpos hídricos, a qualidade da água foi considerada regular. Em 25%, a qualidade era ruim e em 5%, péssima.

Em visitas a pontos de educação ambiental da ONG, foi avaliada a qualidade da água para consumo e concluiu-se que as águas precisam de tratamento para qualquer uso, seja para o consumo ou para indústria. Nos locais visitados, também foi constado que o principal agente de poluição é o esgoto doméstico.

Indicadores da falta de saneamento básico, como a presença coliformes, larvas e vermes, lixo e baixa quantidade de oxigênio na água, além de dez propriedades físico-químicas foram testadas pela ONG. Das 43 coletas analisadas, o pior resultado foi a do Rio Verruga, em Vitória da Conquista (BA), e a do Lago da Quinta da Boa Vista, no Rio. (Texto Completo)

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Muito esgoto ainda corre a céu aberto!

Da Agência Educação Política

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada em 2009 mostra que no Brasil há mais casas com telefone do que com serviços de saneamento básico, como coleta de lixo e esgoto. Esse dado impressiona já que saneamento básico, como o próprio nome já diz, é básico, algo que deve estar presente em todas as regiões do país, já que dele depende a saúde e o bem estar da população de forma geral.

O problema não está no fato do telefone fixo ou móvel estar presente na maioria das residências visitadas. De fato, o serviço de telefonia tem crescido nos últimos anos e adquirir um aparelho celular, principalmente, está cada dia mais fácil. O que impressiona é que a presença deste tipo de item não é tão importante em uma residência quanto uma rede coletora de lixo e esgoto, portanto, o natural seria que as casas primeiro estivessem assitidas com o básico e essencial, para depois contarem com um produto supérfluo.

No entanto, neste ponto a equação se inverte. Hoje, está mais fácil adquirir um telefone do que ter uma rede coletora de esgotos. Na lógica atual, o essencial está sendo substituído pelo supérfluo, entretanto, vale dizer que o essencial, por definição, não é passível de susbtituição. Uma hora ou outra ele faz falta, e as consequências dessa falta tendem a ser mais graves do que as ocasionadas pela falta de um telefone, por exemplo.

Algo está errado. Se está tão fácil adquirir um telefone, por que é tão difícil fazer com que o saneamento básico chegue à casa dos brasileiros? Não se trata simplesmente de culpar o serviço público e dizer que as coisas no âmbito privado vão melhor. É importante dizer que, em 2009, alguns avanços já foram notados no quesito saneamento básico em comparação com o ano de 2008, portanto, o poder público vem fazendo a sua parte. Mesmo assim, ainda falta o básico em muitos lares pelo Brasil, principalmente na região Norte.

Talvez, isso tudo possa ser interpretado como um sinal de que precisamos mais de público e menos, ou pelo menos, não tanto de privado. Se ambos estiverem equilibrados já estará de bom tamanho!

Casas têm mais telefone que saneamento básico, diz Pnad
Terra Notícias
Por Thaís Sabino

São Paulo – Em todos os estados do País foi constatado que existem mais casas com acesso à telefonia do que à rede coletora de esgoto. Além disso, em seis estados, mais casas têm telefone do que o serviço de coleta de lixo. Para a população de Rondônia, Acre, Tocantins, Piauí, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso o telefone está mais presente no cotidiano do que o recolhimento do lixo. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O acesso à telefonia mostrou expressiva evolução impulsionado pelo crescimento do mercado de celulares. De 2008 para 2009, o aumento no número de casas com algum tipo de telefone foi de 2,1milhões, e dos que possuíam somente telefone celular foi de 2,5 milhões. (Texto Completo)

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