Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: São Paulo

Alckmin aluga imóvel em Campinas para delegacia por R$ 60 mil mensais e subutiliza

O imóvel alugado para a 2ª Delegacia Seccional de Polícia da cidade, no Jardim Londres, paga alguel de R$ 60 mil mensais e está sendo subutilizado. Desde fevereiro último, só está em funcionamento (Continue lendo…)

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Para pesquisador da Unicamp, São Paulo tem gestão de alto risco com a água

O professor Antonio Carlos Zuffo, do Departamento de Recursos Hídricos da Unicamp, que fez uma pesquisa sobre a situação do Sistema Cantareira que abastece São Paulo e a região de Campinas, afirmou que houve uma gestão de alto risco, falta de planejamento e falta de investimento com relação aos recursos hídricos. “A água é um recurso vital para (Continue lendo…)

Vídeo: estudante relata tortura dentro da Secretaria de Segurança Pública de SP

Após um mês, um caso grave de atentado à democracia ganhou pouca importância na sociedade brasileira. Um estudante de direito, Murilo Magalhães, que tentou se acorrentar ao portão da Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo, como forma de protesto, foi abordado por três policiais não identificados, que o carregaram para dentro da (Continue lendo…)

Advogados Ativistas e OAB-SP reagem ao ‘Estado Policial’ instalado em São Paulo

O grupo Advogados Ativistas pediu providências no último dia 2 à Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de São Paulo (OAB-SP) sobre a prisão de dois advogados ontem (1º), durante debate público para pedir a libertação de ativistas políticos. O grupo ressalta, na denúncia, que a ação da Polícia Militar (PM) foi ilegal, tendo em vista que não poderiam deter (Continue Lendo…)

O milagre de Geraldo Alckmin em São Paulo

A última pesquisa Datafolha, que aponta o governado de São Paulo, Geraldo Alckmin, em primeiro lugar com 44% das intenções de voto para as próximas eleições para o governo do estado é uma espécie de milagre (Leia mais…)

PSDB e PSB criam em São Paulo o ‘Assistencialismo Erudito’

O prefeito Jonas Donizette (PSB) deve repetir em Campinas com o novo Teatro de Ópera, que deverá ser construído no Parque Ecológico, o mesmo modelo de assistencialismo erudito (ou assistencialismo cultural) que acontece na Sala São Paulo (Continue Lendo…)

GRUPO DE MÍDIA DECLAROU GUERRA AO PREFEITO FERNANDO HADDAD POR CAUSA DO IPTU

tabelaRealmente, a cobertura no período do aumento foram intensas e agressivas. O mais interessante, segundo informação do site Vi o Mundo, é que esse mesmo grupo recebeu R$ 900 milhões do governo federal em publicidade nos últimos 12 anos, exatamente os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff

 

 

Com IPTU, Haddad descobre lado obscuro dos ‘donos da cidade’

Por Rede Brasil Atual

Fernando Haddad não precisou chegar ao fim de seu primeiro ano de mandato à frente da maior cidade do país para concluir que nem só de boas intenções e competência técnica se faz uma gestão. Queira ou não, o prefeito petista de São Paulo tem de conviver com estratégias jogadas em cenas obscuras protagonizadas por aqueles que se consideram donos de São Paulo. “Recebi um telefonema de um dono de muitos meios de comunicação dizendo que não daria trégua à prefeitura e que colocaria todos seus veículos contra o IPTU progressivo. Isso não me foi contado. Isso foi dito”, relata, durante uma conversa com jornalistas, realizada ontem (16) à noite na sede da administração municipal.

O prefeito não revelou o nome do barão midiático que declarou guerra abertamente. Segundo o site Conversa Afiada, o empresário seria Johnny Saad, dono do Grupo Bandeirantes e “proprietário de muitos imóveis urbanos em São Paulo”. Questionado se já não sabia que seria assim, dado o histórico de governos do PT no Palácio do Planalto e na própria prefeitura, Haddad parece indicar que conhecia o problema, mas desconhecia seu tamanho, e admite a necessidade de repensar sua política de comunicação para evitar distorções.

O caso do IPTU resume bem o problema. Após quatro anos sem reajuste, o prefeito conseguiu aprovar na Câmara Municipal um projeto de lei para aplicar um aumento maior nos bairros mais valorizados, e baixar o valor do tributo em regiões que gozam de menor infraestrutura urbana. Mas a medida se tornou impopular devido à dificuldade da gestão de explicar justamente isso à população e à resistência de parte da mídia tradicional, que, em parceria com a Fiesp e o PSDB, conseguiu que o Tribunal de Justiça concedesse liminar congelando a aplicação dos novos níveis de cobrança.

A gestão promete apresentar recurso à decisão. “Quando discute IPTU progressivo, cobrando mais de quem pode mais, cobrando menos de quem pode menos, você está discutindo a fonte de financiamento de um Estado de bem-estar social que ainda está muito no começo no Brasil. Tem muito para avançar”, defende o prefeito, que parece manter uma característica que ajudou a levá-lo ao cargo: a clareza de ideias, a intenção de enxergar os macroproblemas a partir das microsituações, a transferência das ideias do acadêmico ao mundo da execução política e a consciência de que, na macropolítica, a filosofia de gestão é um espaço demarcado de disputa de projetos.

“Está em discussão no Brasil o modelo de Estado que nós queremos. Queremos o Estado mínimo, acreditando que o mercado vai resolver os problemas da população mais pobre, ou queremos um Estado com protagonismo, que tenha condições de dar resposta às questões sociais?” Questionado se não gosta de fazer política, como se tem ouvido em bastidores até no meio petista, ele afirma que apenas vê sentido em que as pessoas se dediquem a algo voltado ao interesse comum, visão que tem de ser resgatada no país.

Na conversa, Haddad volta a cravar que não tem problemas em sacrificar sua reeleição e reitera que entende a política como uma prática voltada à construção de soluções para o cidadão. Considera que o fundamental é pensar projetos de longo prazo e garantir a máxima execução possível nos quatro anos a que tem direito, sem que se deva preocupar se as futuras administrações darão sequência a isso ou não.

Ao traçar um balanço da gestão, Haddad parece satisfeito com aquilo que prometeu pouco mais de um ano atrás: Bilhete Único Mensal e eficiência no transporte público, Arco do Futuro, revisão do Plano Diretor Estratégico, melhoria dos serviços de saúde. Se terá tempo para fazer tudo, não sabe, mas entende que uma região da cidade estará transformada rapidamente. “A zona leste vai mudar. Vou dar alguns exemplos. Ficando pronto o Rodoanel Leste, os caminhões saem da Jacu-Pêssego. A Jacu-Pêssego, juntando com o polo de Itaquera, é a zona incentivada da prefeitura. O que queremos é geração de emprego. Você vai ver uma grande transformação física. Conglomerados econômicos, dois ou três, vão investir ali para geração de emprego. Talvez tenhamos uns 100 mil empregos.”

A principal fonte de preocupação do petista continua a ser a mesma, e nada indica que será outra quando encerrar o mandato: a baixa capacidade de investimento da prefeitura de São Paulo. R$ 18 bilhões de pagamento de precatórios, R$ 55 bilhões de dívida, R$ 2 bilhões a menos graças ao congelamento da tarifa de transporte público e R$ 1 bilhão da decisão judicial do IPTU somam um montante muito superior ao orçamento anual de R$ 40 bilhões. A esperança reside agora no sinal verde do Ministério da Fazenda para que o Senado vote a renegociação da dívida de estados e municípios com a União, o que, espera, virá até fevereiro.

Na conversa, o prefeito afirmou ainda que a mudança de modelo de gestão das subprefeituras entra agora numa segunda etapa. Neste primeiro ano de mandato, Haddad apostou na desmilitarização das estruturas, legado de Gilberto Kassab (PSD). Agora, com a eleição dos integrantes dos conselhos participativos municipais, o petista imagina ser possível aproximar representantes populares eleitos da administração da cidade.

Confira aqui trechos da entrevista conduzida por Eduardo Maretti, da RBA, Renato Rovai, da revista Fórum, Maria Inês Nassif, da Carta Maior, Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, e Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania.

 

MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO SE TRANSFORMOU NA TRINCHEIRA DA MANUTENÇÃO DA DESIGUALDADADE

É a barbárie instalada no Ministério Público de São Paulo. É o Ministério Público da manutenção da desigualdade e da estrutura de corrupção.

Em uma semana se descobre que um promotor “esqueceu” na gaveta uma investigação contra um esquema de corrupção de R$ 500 milhões contra o PSDB. O Promotor foi alertado, mas não fez nada.

Agora, outro promotor entra na justiça contra o aumento do IPTU em São Paulo, aumento que faz distribuição de renda porque vai cobrar mais de quem tem mais dinheiro e menos de quem tem menos, e consegue uma liminar na justiça por uma firula técnica. É a estratégia clichê da impunidade, uma vírgula mal colocada.

Ministério Público de São Paulo se transformou na bastilha da desigualdade. Ele não move ação contra a desigualdade, a injustiça na saúde, na educação, na distribuição de renda, mas a favor da desigualdade e da injustiça. É fantástico!

Assim, a lógica da desigualdade se repete desde a época de Erundina como prefeita de São Paulo.

A direita truculenta e conservadora, que sustenta a desigualdade social e econômica, perde nas urnas.

A imprensa age explicitamente como partido político e mesmo assim essa mesma direita é derrotada.

Agora só resta o golpe Paraguaio. É a entrada do Partido Político do Ministério Público .

HUMOR: A FESTA DO TRENSALÃO DO PSDB NO METRÔ DE SÃO PAULO, EM RITMO DE DISCOTECA

PROTESTOS PODEM TIRAR DA MÃO DE PARTIDOS CONSERVADORES OS DOIS PRINCIPAIS ESTADOS DO BRASIL, SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO

Sérgio Cabral HelicoperoMuita gente se assustou com os protestos de junho e muita gente tentou se aproveitar deles.

Depois de dois meses, a poeira baixou um pouco e parece que os dois principais estados do país, São Paulo e Rio de Janeiro, estão com os protestos mais intensos e com alvos mais definidos: os governos conservadores e autoritários de Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral.

O governo Alckmin foi a pólvora dos protestos, com um discurso beligerante e a brutalidade com que reprimiu os protestos em junho; e Sérgio Cabral, com suas estripulias com empreiteiros em Paris, o abuso, privilégios e violência policial no estado.

Essa estabilização dos protestos, além dos escândalos desses governos tanto na questão policial (sumiço de Amarildo no Rio de Janeiro e o descalabro da segurança pública em São Paulo), deve facilitar a troca de poder nos dois estados.

Os governos do Rio e São Paulo poderão ter governos mais progressistas nas próximas eleições se esses protestos se concentrarem nesses dois estados, ainda mais em São Paulo diante dos escândalos de corrupção tucano no Metrô.

PT no Rio e em São Paulo e Psol  no Rio podem ter reais chances de vitória.

Se isso acontecer, essa será a maior derrota do pensamento conservador desde a ascensão de Lula ao poder. Os governos progressistas estariam nos principais centros econômicos.

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SENSACIONAL: JORNAL NACIONAL NÃO MOVE UMA PALHA PARA APURAR CORRUPÇÃO NO PSDB PAULISTA E USA FOLHA DE S. PAULO COMO FONTE

PARA OS ANALISTAS ECONÔMICOS E POLÍTICOS: O LULISMO EM NÚMEROS DO IDH (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO)

Observe não só as cores, mas as diferenças da década petista no segundo gráfico abaixo.

Na década de 90, o PSDB/FHC reduziu de 85% para 70% o número de cidades com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Essa é uma melhora, pode-se dizer, inercial. Qualquer governo consegue esse índice, desde que não faça nada. É a política do estado de São Paulo atualmente. Nada muda, mas inercialmente algumas coisas melhoram pelo próprio desenvolvimento da sociedade.

Já na década PT/LULA, houve uma redução espantosa de 70% para 0,5% no número de municípios muito pobres. O governo Lula/PT praticamente extinguiu cidades de baixo IDH. No governo petista dá para perceber que houve realmente uma política de enfrentamento do problema social.

No entanto, o PT está em uma encruzilhada. Esta década exige uma transformação nas políticas públicas, com ênfase na distribuição efetiva de renda por meio de legislação tributária, de forma a desonerar os mais pobres e fazer com que os excessivamente ricos contribuam mais. Além é claro, de uma verdadeira mobilização nacional em defesa da saúde, da educação e dos transportes públicos.

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Veja mais:

PROPINODUTO DO PSDB NO METRÔ DE SÃO PAULO É DE 30% E LEVOU DA POPULAÇÃO PELO MENOS R$ 425 MILHÕES

Capa da IstoÉ

Capa da IstoÉ

Veja abaixo trecho da reportagem da IstoÉ sobre o escândalo do Metrô de São Paulo nos governos do PSDB.

Trens e Metrô superfaturados em 30%

Da IstoÉ

Na última semana, ISTOÉ publicou documentos inéditos e trouxe à tona o depoimento voluntário de um ex-funcionário da multinacional alemã Siemens ao Ministério Público. Segundo as revelações, o esquema montado por empresas da área de transporte sobre trilhos em São Paulo para vencer e lucrar com licitações públicas durante os sucessivos governos do PSDB nos últimos 20 anos contou com a participação de autoridades e servidores públicos e abasteceu um propinoduto milionário que desviou dinheiro das obras para políticos tucanos. Toda a documentação, inclusive um relatório do que foi revelado pelo ex-funcionário da empresa alemã, está em poder do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para quem a Siemens – ré confessa por formação de cartel – vem denunciando desde maio de 2012 as falcatruas no Metrô e nos trens paulistas, em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos. Até semana passada, porém, não se sabia quão rentável era este cartel.

Ao se aprofundarem, nos últimos dias, na análise da papelada e depoimentos colhidos até agora, integrantes do Cade e do Ministério Público se surpreenderam com a quantidade de irregularidades encontradas nos acordos firmados entre os governos tucanos de São Paulo e as companhias encarregadas da manutenção e aquisição de trens e da construção de linhas do Metrô e de trens. Uma das autoridades envolvidas na investigação chegou a se referir ao esquema como uma fabulosa história de achaque aos cofres públicos, num enredo formado por pessoas-chaves da administração – entre eles diretores do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) –, com participação especial de políticos do PSDB, os principais beneficiários da tramoia. Durante a apuração, ficou evidente que o desenlace dessa trama é amargo para os contribuintes paulistas. A investigação revela que o cartel superfaturou cada obra em 30%. É o mesmo que dizer que os governantes tucanos jogaram nos trilhos R$ 3 de cada R$ 10 desembolsado com o dinheiro arrecadado dos impostos. Foram analisados 16 contratos correspondentes a seis projetos. De acordo com o MP e o Cade, os prejuízos aos cofres públicos somente nesses negócios chegaram a RS 425,1 milhões. Os valores, dizem fontes ligadas à investigação ouvidas por ISTOÉ, ainda devem se ampliar com o detalhamento de outros certames vencidos em São Paulo pelas empresas integrantes do cartel nesses e em outros projetos. (texto integral)

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TUCANODUTO: REVISTA ISTOÉ EXPLICA PORQUE O TRANSPORTE PÚBLICO DE SÃO PAULO É PÉSSIMO E NÃO MELHORA DESDE MÁRIO COVAS

propinodutoReportagem aponta que nos governos de Geraldo Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas, cerca de US$ 50 milhões teriam sido desviados das obras do metrô; denúncia da Siemens, que decidiu colaborar com a Justiça, lança luzes sobre o esquema; Alckmin será, agora, alvo de ação de improbidade

247 – Uma denúncia feita pela multinacional alemã Siemens, que acusou formação de cartel nas obras do metrô, em São Paulo, e decidiu colaborar com a Justiça, poderá trazer sérias complicações ao governador Geraldo Alckmin. De acordo com reportagem da revista Istoé, publicada neste fim de semana, foi montado um “propinoduto” relacionado às obras do metrô, que teria desviado US$ 50 milhões nos governos de Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas. Alckmin será, inclusive, alvo de uma ação de improbidade. Leia, abaixo, a reportagem de Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas:

O esquema que saiu dos trilhos

Um propinoduto criado para desviar milhões das obras do Metrô e dos trens metropolitanos foi montado durante os governos do PSDB em São Paulo. Lobistas e autoridades ligadas aos tucanos operavam por meio de empresas de fachada

Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão. O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. O Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. Agora, diante deste novo fato, é possível detalhar como age esta rede criminosa com conexões em paraísos fiscais e que teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa (Texto Integral)

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QUEM VÊ MÁSCARA NÃO VÊ CARA: NÃO DÁ PARA FAZER PROTESTO AO LADO DO INIMIGO

anonymousNas manifestações recentes do Brasil muita gente não entendeu nada, mas também tem muita gente se aproveitando atrás de máscaras. E quem vê máscara não vê cara.

As lutas das ruas começaram como um movimento social para baixar tarifas e foram condenadas pela grande mídia. Mas depois tudo virou, receberam o apoio da grande mídia e tornaram-se uma luta fascista, com intolerância e com a participação de partidos e dos próprios movimentos sociais.

Houve muita infiltração nas passeatas e um clima de intolerância que lembra o nazismo. Hitler, em vídeo, já dizia que o chamavam de intolerante. E assim ele realmente se entendia e acabou com os partidos políticos.  Veja vídeo: é muito instrutivo e histórico.

Há muitos protestos e manifestações sendo chamadas por quem usa máscara. Mas quem está por trás dessas máscaras? No protesto chamado de Greve Geral para dia 01 de julho, por exemplo, é organizado por Felipe Chamone, que  tem um perfil armamentista e militarista. Atrás de máscaras, direita e esquerda ou reacionário e progressistas são a mesma coisa. E você, como fica?

As bandeiras de partidos, as organizações sociais precisam ser vistas, precisam ter a liberdade de aparecer e se mostrar. As pessoas precisam saber ao lado de quem estão caminhando. Não dá para sair em passeata ao lado do inimigo.

Será que vale a pena por a sua cara para bater em nome de quem está atrás de máscaras?

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PASSE LIVRE É VIP! O QUE ACONTECERIA SE O TRANSPORTE PÚBLICO EM SÃO PAULO SE TORNASSE GRATUITO?

Ônibus de graça é um luxo!

Ônibus de graça é um luxo!

Aconteceriam muitas coisas, veja só:

1. A primeira seria a economia de quase todas empresas da cidade que têm empregados. Sem a necessidade de gastar com vale-transporte, o empresário aumenta a sua lucratividade.

2. As madames dos jardins e as pessoas que precisam de serviço doméstico também sairiam ganhando porque também economizariam em torno de 30% no custo do empregado. Seria uma ótima notícia para os bairros nobres,  ainda mais agora que o Brasil da Dilma Rousseff garantiu direitos trabalhistas para as empregadas domésticas.

3. Os trabalhadores em geral e os trabalhadores domésticos também sairiam ganhando porque não se anda de ônibus apenas de casa para o trabalho, mas para muitas outras coisas, inclusive para médicos, escola, lazer, etc. A população teria mais acesso à cultura.

4. Além disso, uma empresa com vários funcionários poderia contratar mais só com a economia do dinheiro do transporte. Bom para as empresas e para quem está desempregado.

5. Com a gratuidade, muita gente que tem carro poderá deixar o carro em casa. Como o sistema é muito ruim, isso com certeza levará algum tempo, mas logo se notará uma melhora no trânsito, com a diminuição do número de automóveis.

6. Diminuindo o número de automóveis, a velocidade aumenta e os congestionamentos diminuem, podendo até acabar. Isso geraria uma economia enorme para a cidade. Melhorando o fluxo, as madames dos jardins e áreas nobres não precisariam pegar o busão, mas andar tranquilamente com seu carrão, sem trânsito. Uau! Que luxo!

7. Isso sem contar com a facilidade e melhora na agilidade do atendimento de ambulâncias, policiais e do corpo de bombeiro.

8. Tudo lindo, mas quem vai pagar a conta? A conta deve ser paga por quem está ganhando. As empresas e os mais endinheirados. É, além de tudo, uma ótima forma de se fazer justiça social, cobrando uma taxa para o transporte público de quem anda de helicóptero, grandes empresas e áreas nobres.

9. Sendo gratuito, os cobradores não seriam mais necessários. Sim, isso geraria desemprego, mas poderá ser absorvido pelos novos empregos que serão gerados, inclusive como motorista de ônibus, visto que será necessário aumentar o número de ônibus com o aumento da demanda.

10. As empresas de ônibus ganhariam muito mais. O número de ônibus seria muito maior para atender a demanda.

11. E mais importante, o transporte público gratuito mudaria uma política que dá errado há mais de 50 anos. Por mais que se faça, o trânsito de São Paulo só piora, mesmo com gastos estratosféricos em ruas, avenidas, rodoanel, pontes, etc, etc. Então, faz muito sentido testar uma alternativa. E se não der certo? Bom, aí empatou.

12. Pensando bem, e por tudo isso, acho que essa proposta é vip e beneficiaria os mais ricos (rs…rs…), mesmo que eles paguem por essa mudança.

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HILARIANTE: DATENA TOMA INVERTIDA DA POPULAÇÃO COM SEU JORNALISMO DEPRIMENTE

REDE GLOBO RETIRA LOGO DA EMPRESA DE MICROFONES COM MEDO DE HOSTILIZAÇÕES DURANTE PROTESTOS PELO BRASIL

Do Vi o Mundo/ dica do Gustavo Costa

O Jornal Nacional noticiou nesta segunda-feira que os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a TV Globo ao longo da marcha.

Eles se concentraram na ponte estaiada, sobre a marginal do rio Pinheiros, frequentemente mostrada nos estúdios da Globo localizados nas proximidades.

Aparentemente por precaução, repórteres da emissora não usaram o cubo que identifica a TV quando estavam próximos dos manifestantes.

A transmissão ao vivo foi feita a partir de um helicóptero.

Veja explicações de Patrícia Poeta no JN aos protestos contra a Globo:

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EI, REAÇA, VAZA DESSA MARCHA!

Ei, reaça, vaza dessa marcha!

Não, reaça, eu não estou do seu lado. Não vem transformar esse protesto legítimo em uma ação despolitizante contra a corrupção. Não vem usar nariz de palhaço, não tem palhaço nenhum aqui. Agora que a mídia comprou a manifestação tu vem dizer que acordou?
O povo já está na rua há muito tempo, movimentos sociais estão mobilizados apanhando da polícia faz muito tempo. São eles os baderneiros, os vândalos, os que atrapalham o trânsito. Movimento pelo transporte, Movimento Feminista, Movimento Gay, Movimento pela Terra, Movimento Estudantil… Ninguém tava dormindo! Essa violência que espanta todo mundo não é novidade, não é coisa de agora. Acontece TODOS os dias nas periferias brasileiras, onde não tem câmera pra registrar ou repórter para se machucar e modificar o discurso da mídia.
Não podemos admitir que nossa luta seja convertida pela direita numa passeata contra a corrupção. Não é uma causa de neoliberais. Não é uma causa pelos valores e pela família. Não estamos pedindo o fim do Estado – pelo contrário! – Esse “Acorda, Brasil” não tem absolutamente NADA a ver com a mobilização das últimas semanas.
Então se tu realmente acredita que a mídia tá do nosso lado, abre os olhos! São muitas as maneiras de se acabar com um levante: força policial, mídia oportunista, adoção e desconstrução do discurso…

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ACORDA GOVERNISTA: HADDAD SEGURA BATATA QUENTE PORQUE QUER; ÁLVARO DIAS APROVEITA PARA VAIAR E ALCKMIN, PARA BATER

Pobres vaiam Dilma em Brasília

Pobres vaiam Dilma em Brasília

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, segura a batata quente da insatisfação popular e da juventude porque quer. Ele pode rapidamente, com o corpo técnico que tem e com a experiência do PT desde a gestão Luiza Erundina, elaborar um belo projeto de transporte público gratuito, com uma taxa para as classes privilegiadas bancar parte dos custos, e mandar para a Câmara de Vereadores.

Isso acabaria a conversa com ele. A briga agora seria na Câmara. É quase certo que os vereadores, na composição atual, não aprovariam o projeto, mas a pressão seria grande em cima deles. E se aprovassem? Sensacional, Haddad poderia fazer uma verdadeira revolução nos transportes públicos de São Paulo. Será que Haddad teria cacife para isso? Provavelmente não. O PT se tornou muito burocrático e menos utópico nos últimos anos.

Tem até petista chamando os manifestantes de vândalos, assim como os piores nomes do tea party brasileiro. Álvaro Dias aproveita para vaiar Dilma Rousseff junto com os privilegiados do DF enquanto Geraldo Alckmin solta a borracha em São Paulo. Cada um lida com a insatisfação como pode ou como quer. Talvez o PT não possa fazer mais o que um dia já fez.

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SENSACIONAL: ENTREVISTA COM LÚCIO GREGORI SOBRE A VIABILIDADE E NECESSIDADE DO TRANSPORTE PÚBLICO GRATUITO

Lúcio Gregori, ex-secretário de Transportes de São Paulo

Lúcio Gregori, ex-secretário de Transportes de São Paulo

Bons tempos aqueles que o PT tinha utopia e tentava colocar em prática essa utopia.

A entrevista de Lúcio Gregori, apesar de longa, é essencial para entender o Movimento Passe Livre. Lúcio Gregori foi secretário de Transporte de São Paulo, na gestão de Luiza Erundina, na virada dos anos 80 para 90. Naquela ocasião, tentou implantar um sistema gratuito, mas Lúcio estava muito além do seu tempo. A pressão contra a prefeitura foi enorme. O governo de Luiza Erundina foi atacado de todas as formas pela mídia, por juristas conservadores e pelas empresas de ônibus.

Naquele momento faltava o apoio popular, manifestações de rua, o povo pedindo para mudar. Agora talvez seja a hora e o momento para mudar totalmente, tentar, inovar, criar, mas a utopia pode ter morrido dentro do reformismo do PT.

A Erundina não tem bola de cristal, mas se tivesse um pouco mais de tolerância, seria a vice-prefeita da cidade com o histórico de Lúcio Gregori.

Veja a entrevista de Lúcio Gregori para o documentário Impasse, mas deveria se chamar Lúcido Gregori.

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INICIEI UM CURSO, UMA PÓS-GRADUAÇÃO EM SÃO PAULO, NA SEMANA DOS PROTESTOS DO MOVIMENTO PASSE LIVRE

Ai, meu Curso!

Por Luís Fernando Praguinha

Imagem:http://manskaoosin.blogspot.com.brIniciei um curso, uma pós-graduação em São Paulo, semana passada.
Ter ido a São Paulo e feito este curso, especificamente no fim de semana que passou, quando se iniciaram os protestos contra o aumento da tarifa do transporte público, tornará este texto único até o momento, pois mesclará seriedade e humor. Cheguei a pensar em colocar um (H) ou um (S) no final de cada frase pra etiquetar como humor ou séria pra pessoa saber se ri ou não, mas achei que seria superestimar a burrice de vocês, então, se você não me conhece bem e ficou na dúvida, é porque foi humor, se você me conhece e ficou na dúvida, é coisa séria.

Bem, em primeiro lugar, pegar metrô em Sampa na sexta-feira de manhã é para os fortes. Já, pegar metrô em Sampa na sexta de manhã e com paralisação dos ônibus, é pra quem abriu mão de sua dignidade em prol de um bem maior (ir ao curso), ou então a pessoa tá a fim mesmo é de dar o curso.

Sim, fui encoxado de formas que um homem casado jamais poderia imaginar ser permitido por lei. Isso abriu meus horizontes, abriu mesmo!
Também gostei que vi muita gente bonita no metrô, mas todos faziam careta, tirando um jovem com uniforme do São Paulo, devido ao desconforto do encoxamento coletivo.

Saí do trem me sentindo livre como um pássaro e cheguei ao curso com cheiro forte de gente.

Encontrei pessoas interessantes e achei todos muito divertidos e agradáveis, visto que não sou homofóbico, tirando um colega que se sentou ao meu lado e ficou fazendo caras e bocas o tempo todo, mas ainda tenho fé que seja tique nervoso.

Quanto ao curso em si, foi muito enriquecedor. É sempre bom lembrar que a ignorância é tão infinita quanto o que se tem pra aprender. Aprendi bastante e espero não me esquecer de nada (muito rápido). O mestre demonstrou conhecimento e prazer em ensinar (S), além de uma seriedade sem ter fim (H). Achei os coelhinhos suuuuper fófis, mas isso não quer dizer nada.

A volta pra casa era sempre muito desgastante, apesar de o metrô já estar menos lotado e eu só receber encoxadas quando o trem desacelerava, saber que ia dormir na casa do cunhado era um pesadelo.

Na superfície, quebra-quebra e protesto de ambas as partes. Populares quebrando o patrimônio e a polícia quebrando os populares. Populares protestando contra o aumento das tarifas e a puliça protestando quando um popular escapava da borrachada.

Eu acho muito errado as pessoas protestarem assim, porque, afinal de contas, já nos roubam há tanto tempo e tão mais que essa mixaria, tipo um Maracanã ou um Itaquerão (meu time não precisava dessa mancha) e a gente nunca reclamou. Nossas excelentíssimas autoridades não merecem passar por esse tipo de choque. Pode dar a falsa impressão de que o povo tem força, coragem e alguma organização e que pode ser apenas o começo de uma ação maior que venha a colocar fim à excelentíssima mamata. E que se não nos tratarem com mais dignidade, respeito e transparência, afinal não somos muito idiotas, poderemos nos mostrar muito poderosos, porque a água já chegou no pescoço. Mas é só uma falsa impressão. Ainda assim, cuidado conosco!

No último dia foi legal, domingão, metrô vazio, mas me afligia um sentimento de vingança que só pude decifrar quando uma velhinha se ergueu pra descer na próxima estação e eu me vi me colocando bem juntinho dela, naquele vagão cheio de espaço. Sim, eu precisava encoxar alguém também pra me sentir menos lesado.

Foi o dia da aula prática e me impressionou muito o carinho que todos demonstraram com os coelhinhos, principalmente eu, que já tinha descarregado toda minha agressividade na velhinha do metrô. Também me admirou a facilidade com os números e o domínio sobre as regras de três que as garotas demonstraram.

Voltei pra minha cidade de carona com um novo colega, o Mário, sabem qual, né? Um cara meio esquisitão que me incluiu numa carona que ele filava do primo. Foi bom que teve até serviço de bordo. Sou grato.

Estou ansioso pela próxima aula, aprender, rever amigos. E, sinceramente, espero que na próxima não haja violência, que haja mais organização e que tenha mais gente enfrentando os poderosos e dizendo basta!

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HÁ CLAROS INDÍCIOS DE QUE ORDEM PARA ATAQUE POLICIAL CONTRA MANIFESTANTES E POPULAÇÃO SAIU DO GOVERNO DE SÃO PAULO

mulher atingida

Há fortes e claros indícios de que a ação da Polícia Militar atacando manifestantes e a população foi dada pelo governo do Estado de São Paulo. A ação da polícia foi orquestrada e violenta a todo momento. Não houve um problema isolado, mas uma ação conjunta, uma ação como nos piores regimes ditatoriais.

Os policiais militares são os menos culpados dessa ação própria de ditaduras do terceiro mundo. PMs cumprem ordem e a ordem veio de cima. Um dos exemplos dessa ação é de uma mulher (foto ao lado)  que saiu da igreja e foi atingida por um tiro de borracha no rosto. Ela declarou que viveu a ditadura brasileira e era dessa forma que agiam. Assim como nas ditaduras, se não há limites para o Estado, qualquer um pode ser vítima. Houve também ataques contra jornalistas e em vários pontos da manifestação.

Se a ordem saiu do governo do Geraldo Pinheirinho Alckmin, o prefeito Fernando Haddad e o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo  tem a sua enorme parcela de culpa e responsabilidade. Eles não ofereceram resistência ao discurso belicoso e violento do governador nos primeiros protestos. O PT deu aval para a violência policial porque em nenhum momento teve capacidade para contrapor o governo Alckmin.

Abaixo um vídeo com a ação da polícia de forma estarrecedora. Manifestantes gritam não à violência, e a PM chega atirando, cumprindo ordem estabelecida.

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Jornalistas são presos e feridos em protestos de SP

Mídia

manifestaçãoO repórter Piero Locatelli, de CartaCapital, foi detido e depois solto. Seis jornalistas da Folha ficaram feridos. De forma irresponsável, Estadão e Folha incitaram a violência da PM em editorial

Por Lino Bocchini/Carta Capital

Durante o quarto protesto por conta do aumento da tarifa de ônibus hoje em São Paulo, seis repórteres do grupo Folha foram alvejados à queima-roupa por um policial da Rota, na rua Augusta, em São Paulo. A bala era de borracha, mas os estilhaços feriram 6 profissionais. Dois deles, nos olhos. Essa foi apenas uma das dezenas de cenas de violência protagonizadas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo nesta quinta-feira na capital paulista. As prisões, muitas com indícios de arbitrariedade, contam-se às dezenas. Poucas horas antes, pela manhã, os dois maiores jornais do Estado chegavam às bancas e às casas dos assinantes com editoriais defendendo uma ação mais dura da PM. O Estadão incitou a violência dos policiais claramente. A Folha, por sua vez, colocou a desocupação da avenida Paulista como ponto de honra, desde o título. Ambos foram atendidos:

“Chegou a hora do basta”, O Estado de S. Paulo:

“A PM agiu com moderação, ao contrário do que disseram os manifestantes, que a acusaram de truculência para justificar os seus atos de vandalismo (…) A atitude excessivamente moderada do governador já cansava a população. Não importa se ele estava convencido de que a moderação era a atitude mais adequada, ou se, por cálculo político, evitou parecer truculento. O fato é que a população quer o fim da baderna – e isso depende do rigor das autoridades (…) De Paris, onde se encontra para defender a candidatura de São Paulo à sede da Exposição Universal de 2020, o governador disse que “é intolerável a ação de baderneiros e vândalos. Isso extrapola o direito de expressão. É absoluta violência, inaceitável”. Espera-se que ele passe dessas palavras aos atos e determine que a PM aja com o máximo rigor para conter a fúria dos manifestantes, antes que ela tome conta da cidade.”

“Retomar a Paulista”, Folha de S. Paulo:

“É hora de pôr um ponto final nisso. Prefeitura e Polícia Militar precisam fazer valer as restrições já existentes para protestos na avenida Paulista (…) No que toca ao vandalismo, só há um meio de combatê-lo: a força da lei”.

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MOVIMENTO PASSE LIVRE: FERNANDO HADDAD TEM A OPORTUNIDADE POLÍTICA DE ABRIR AS PLANILHAS E NÃO SER ENGOLIDO PELA MÍDIA

Os principais partidos políticos de São Paulo, PT e PSDB, não entenderam, mas o Movimento Passe Livre já deu seu recado. O PSDB usou o velho chavão dos estados totalitários, são “baderneiros e vândalos”, como se o governo aliado de Carlinhos Cachoeira não fosse vandalismo também, como se o uso do dinheiro público para construções faraônicas não seria o germe do  vandalismo em uma sociedade desigual.

A imprensa não perdeu tempo e o PT está mais perdido que uma agulha no palheiro; sentiu o baque. Tem até militante concordando com Reinaldo Azevedo e com o promotor Rogério Zagallo.

A questão não são os vândalos do movimento e nem se alguns de seus líderes são de classe média. O que importa é o grande movimento, a quantidade de jovens, suas agregações, suas palavras, seus slogans, sua sedução. O movimento seduziu pela insatisfação, pela incapacidade do PT e dos governos em geral. É preciso mudar mais a estrutura da desigualdade no Brasil. O PT parece estar se afundando nas oligarquias, nos ruralistas, nos evangélicos oportunistas.

Não dá para ficar nesse blá blá blá de baderneiros. Se Fernando Haddad entrar nessa, a mídia e a oposição vão engoli-lo. Ele precisa reconhecer a oportunidade e abrir o sistema, não o contrário, que é ficar ao lado da ordem da desigualdade.

É preciso quebrar as planilhas fantásticas e escorchantes das empresas de ônibus, é preciso quebrar os oligopólios dos transportes públicos. Essa é a oportunidade política para remodelar o sistema de licitações e transparência no transporte público.

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