Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Pesquisa da UFMG mostra que 90% dos municípios aprovam o programa “Mais Médicos”

Uma pesquisa da Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado (EPSM), que integra o Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (NESCON – FM/UFMG),( Continue lendo…)

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Sem solução! Pesquisa mostra que brasileiro também está insatisfeito com saúde privada

Os serviços públicos e privados de saúde no Brasil são considerados regulares, ruins ou péssimos por 93% da população. É o que indica pesquisa do Instituto Datafolha feita a pedido do Conselho (Continue lendo…)

 

 

O QUE ESPERAR DE UMA PAÍS EM QUE O GOVERNO PRECISA ENTRAR NA JUSTIÇA PARA LEVAR MÉDICO AOS POBRES?

médicos cubanosO Brasil não é muito diferente de outros países e nem a sua extrema direita é muito diferente. As ações dos Conselhos Regionais de Medicina(CRMs) contra o plano Mais Médico, do governo federal, beiram ao corporativismo insano. As justificativas contra o programa Mais Médicos são bárbaras e o histórico dos CRMs não dão credibilidade para tais ações.

Os CRMs não têm um único histórico de defesa da população, de preocupação com o atendimento à população, de brigas pela melhoria do SUS, etc etc. Pelo contrário, é uma entidade classista, mas não deveria ser. Os CRMs estão fazendo o papel que deveria ser das associações e sindicatos dos médicos, que são os reais representantes da categoria. Agem na verdade como marionetes de uma oposição ao governo que não consegue estabelecer um discurso convincente.

Já não se pode esperar muito do governo, mas o que esperar de um país em que o governo precisa entrar na justiça para levar médico aos pobres?  É plausível que o governo entre na justiça para desapropriar terrenos particulares, cobrar impostos, etc, mas também precisa entrar na justiça para levar médicos aos pobres? Que espécie de Estado de direito é esse?

Os CRMs expõem a regulamentação e a normatização para a perversidade humana.

Pode-se discordar dos métodos e ações do governo, pode-se criticar a postura e a forma como foi feito o programa, mas isso tudo parece acontecer tarde demais.

Tarde demais porque nunca irá acontecer de outra forma. Ou se tem um governo que enfrenta ações como essas ou o país continua como sempre esteve: uma parcela incluída e uma multidão excluída. Infelizmente, esse parece ser o papel que os CRMs prestam ao país.

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A CONTAMINAÇÃO DO SUCO DE SOJA ADES E OS PERIGOS DA CONCENTRAÇÃO NO MERCADO DA INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA

foto: divulgação ades-campanha-fotoA contaminação do Ades expõe mais uma vez o perigo dos grandes conglomerados da indústria alimentícia. Quanto mais concentrada a indústria, mais perigoso e arriscado fica preservar a saúde pública.  Se uma única empresa ou se poucas empresas controlam a produção de alimentos, uma contaminação mais séria pode gerar uma grande catástrofe.

Na Europa, há pouco tempo crianças foram internadas por contaminação da merenda e, no mês passado, descobriu-se que a população estava comendo carne de cavalo no lugar da carne de vaca. No Brasil, há pouco tempo também o achocolatado Toddyinho provocou queimaduras em crianças.  Por uma questão de saúde pública, seria prudente evitar grandes produtores no mercado.

Atualmente no Brasil, apesar de marcas diferentes nas prateleiras, são poucas as empresas da indústria alimentícia que controlam todo o mercado.  Basta ir a um supermercado e olhar os rótulos. Alguns produtos estão praticamente monopolizados.

O governo deveria incentivar a diversificação e a competição entre as empresas alimentícias, punindo grandes empresas por práticas predatórias e anti-concorrenciais. Ou ainda, aumentando impostos de empresas que detêm grande fatia do mercado.

Além disso, é uma temeridade usar financiamento público e permitir que empresas se tornem grandes operadoras num mercado que coloca em risco a economia e a saúde pública. O mais correto seria fortalecer com financiamento as pequenas e médias empresas.

Veja reportagem sobre tema:

Anvisa suspende fabricação e venda de diversos lotes de produtos Ades

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspende a fabricação, a distribuição, a comercialização e o consumo, em todo o território nacional, de lotes de produtos da marca Ades de uma linha de produção da fábrica da Unilever, em Pouso Alegre (MG).

De acordo com a Anvisa, a medida foi tomada por suspeita de que os lotes não atendam a exigências legais e regulamentares do órgão. A resolução foi publicada hoje (18) no Diário Oficial da União.

Na última quinta-feira (14), a agência informou que estava acompanhando o recall de um lote da bebida Ades Maçã 1,5 litro que foi envasado com solução de limpeza.

De acordo com a fabricante Unilever Brasil, houve falha no processo de higienização das máquinas, o que resultou no envasamento de embalagens com a solução de limpeza. Cerca de 96 embalagens foram distribuídas em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná com o produto impróprio para consumo.

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YOANI SANCHEZ, QUE NÃO VALE UM PROTESTO SEQUER, RASGOU O PASSAPORTE PARA SE BENEFICIAR DO ESTADO CUBANO

ESSA É A BANDEIRA PARA AS ELEIÇÕES: PROJETO DE LEI PODERIA ATRELAR SALÁRIO DE PROFESSOR E DE MÉDICO DO SERVIÇO PÚBLICO AO DO PARLAMENTAR

Atrelar salários de professor e médico pode mudar a sociedade

Os brasileiros já conseguiram um projeto importante que foi a lei da ficha limpa, mas o Brasil precisa de uma ainda mais importante: uma lei que atrele o salário de professores e médicos dos serviços públicos ao dos parlamentares, sejam vereadores, deputados estaduais ou deputados federais. Em época de eleições, seria uma boa ideia a se discutir

A legislação seria muito simples, por exemplo, um professor municipal não pode receber menos do que 40% do custo de um vereador (incluindo salários e bonificações do cargo) e um médico do serviço municipal de saúde não poderia receber menos do que 50% do custo de um vereador.

Da mesma forma deveria ocorrer com os professores e os médicos estaduais ou federais em relação ao deputado estadual e ao deputado federal, respectivamente. As porcentagens iniciais poderiam ser outras, dependendo da situação de cada município, estado ou da federação. Assim, toda a vez que for votado benefícios para vereadores e deputados, a folha de pagamento de professores e médicos também aumentaria automaticamente.

Isso não impediria que  professores e médicos recebessem aumento sem aumento dos parlamentares. O salários de médicos e professores poderia ser maior do que a porcentagem do salário do parlamentar, mas nunca menor. Essa medida teria um duplo benefício para a sociedade. Melhoraria as condições de vida de médicos e professores do serviço público, que são categorias fundamentais para uma sociedade avançar econômica e socialmente e, possivelmente, evitaria aumentos abusivos de parlamentares, visto que isso afetaria as contas públicas.

Essa é uma grande bandeira: salário de professor e médico atrelado ao do parlamentar.

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PÚBLICO NO AUXÍLIO DO PRIVADO: RESSARCIMENTO DE PLANOS DE SAÚDE AO SUS BATE RECORDE NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2011

Como escrevemos em post recente, a saúde no Brasil está em estado delicado e grave, praticamente na UTI, quadro clínico que vale tanto para o setor público quanto para o privado. No entanto, por incrível que pareça, o SUS (Sistema único de Saúde) dá mostras de uma recuperação um pouco mais aparente do que a do setor privado.

Este último cobra um valor mensal da população em troca de rápido e bom atendimento médico, entretanto, não tem conseguido garantir o serviço para o qual é contratado. Prova disso é que segundo o Ministério da Saúde, os ressarcimentos ao SUS por parte dos planos de saúde pelo atendimento dos segurados em hospitais da rede pública somaram R$ 25 milhões até agora, mais do que o total recebido pelo SUS entre 2008 e 2010, como mostra notícia logo abaixo.

Ainda que o SUS tenha muito o que melhorar, o ideal em qualquer país desenvolvido é que o sistema de saúde público, bem como a educação, funcionem de forma saudável. É um absurdo ter que pagar para viver e aprender. Essa migração dos usuários de planos privados para o sistema público devido à falta de atendimento por parte do primeiro só beneficia o segundo. No entanto, aumenta ainda mais a exigência de que o setor público funcione de forma adequada, organizada e eficiente. O aumento de usuários pode ou não impulsionar essa melhora que, se vier, será em boa hora.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Ressarcimentos de planos de saúde ao SUS batem recorde
Por Vinicius Konchinski

São Paulo – O valor pago por operadoras de planos de saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo atendimento dos segurados em hospitais da rede pública bateu recorde no primeiro semestre deste ano. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os ressarcimentos ao SUS somaram R$ 25 milhões até agora, mais do que o total recebido pelo SUS entre 2008 e 2010.

Os planos de saúde devem ressarcir o SUS sempre que um dos seus clientes é atendido pela rede pública, e não por médicos e hospitais conveniados. Padilha disse que esses pagamentos estavam sendo feitos em ritmo lento. O governo, porém, pretende acelerar as cobranças “Queremos um ressarcimento crescente e, para isso, é fundamental o ajuste de um sistema de informação”, disse Padilha após participar da abertura da 16ª Conferência Municipal de Saúde de São Paulo.

Padilha informou que o Ministério da Saúde está trabalhando com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula o funcionamento dos planos de saúde, para obter dados sobre todos os atendimentos a clientes das operadoras feitos pelo SUS. Ele disse que uma resolução da ANS já prevê que as guias de atendimento dos clientes de planos indiquem também a identificação deles no sistema do SUS, justamente para facilitar o ressarcimento.(Texto completo)

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GRÉCIA JUNTA-SE AO CORO DOS INDIGNADOS E FAZ GREVE GERAL CONTRA PLANO DE AUSTERIDADE PROPOSTO PELO GOVERNO
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MAIORIA DOS USUÁRIOS DE PLANO DE SAÚDE NO BRASIL ESTÃO INSATISFEITOS COM OS SERVIÇOS PRESTADOS
LINDA ENTREVISTA DE EDUARDO GALEANO PARA OS INDIGNADOS: O MUNDO ESTÁ GESTANDO UM MUNDO MELHOR

MAIORIA DOS USUÁRIOS DE PLANO DE SAÚDE NO BRASIL ESTÃO INSATISFEITOS COM OS SERVIÇOS PRESTADOS

Uma coisa já é mais do que certa: quem precisa de atendimento médico no Brasil pode, literalmente, preparar-se para muita dor de cabeça. O serviço de saúde brasileiro beira quase o caos e este não se restringe apenas à esfera pública. As insatisfações com os planos de saúde também estão se tornando frequentes por parte dos usuários. Recente pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ao Datafolha revela que cerca de 60% deles têm pelo menos uma reclamação em relação aos serviços prestados no último ano por seus planos.

As queixas são as mesmas de sempre: demora no atendimento, falta de médicos, laboratórios e hospitais credenciados, dentre outros problemas que têm levado muitos usuários de planos a utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Esses dados e as cenas que se repetem todos os dias nos corredores dos hospitais evidenciam que chegar até o médico tem se transformado em uma verdadeira odisseia. E o que é ainda pior: dos fios dessa rede de burocracia e ineficiência poucos parecem escapar. Nem os que pagam (o que por si só já constitui um absurdo) estão se salvando mais.

Veja notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Levantamento do CFM aponta que seis em cada dez usuários têm reclamações contra planos de saúde
Por Carolina Pimentel

Brasília – Quase 60% dos usuários de plano de saúde enfrentaram algum problema no serviço ofertado no último ano. É o que revela uma pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ao Instituto Datafolha.

A demora em conseguir atendimento em pronto-socorro, laboratório ou clínica é a queixa mais comum, apontada por 26% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece a pouca opção de profissionais, hospitais e laboratórios credenciados (21%). Além disso, 14% das pessoas ouvidas disseram que procuraram serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) por negativa ou restrição de cobertura por parte do plano de saúde.

“Essa pesquisa veio confirmar a insatisfação com os planos que já falamos há tempos”, disse o vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá.

No entanto, 76% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos com os serviços. Para o vice-presidente, a satisfação dos usuários ocorre depois de terem sido atendidos pelos médicos. “Isso é depois que é atendido. O problema é chegar no médico, é o acesso”, disse.

A pesquisa traz também um perfil sobre quem tem plano de saúde no país, grupo que soma mais de 45 milhões de brasileiros. Cada pessoa procura os serviços do plano, em média, sete vezes por ano. A maioria busca consulta médica ou exame de diagnóstico, como o de sangue ou raio-X. Os usuários mais frequentes são da Região Sudeste e das regiões metropolitanas das capitais. Em geral, o usuário tem alta escolaridade e renda familiar superior a três salários mínimos por mês. (Texto completo)

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