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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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SANEAMENTO BÁSICO E COLETA DE LIXO CRESCEM NO PAÍS, MAS SERVIÇO DE ESGOTO NÃO CHEGA A CERCA DE 20% DA POPULAÇÃO

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o abastecimento de água já chega a 97,2% da população nacional, já o sistema de esgotamento sanitário não chega a cerca de 20% da população

Da Agência Brasil

Crescem índices de distribuição de água, tratamento de esgoto e coleta de lixo nas cidades
Por Lourenço Canuto

Brasília – As ligações de distribuição de água, os sistemas de esgotamento sanitário e a coleta de lixo cresceram no país entre 2008 e 2009. Baseado em coleta de dados do Ministério das Cidades, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) identificou 1,6 milhão novos usuários do serviço de abastecimento de água, o que corresponde a um aumento de 16,6 mil quilômetros nas redes de distribuição em todo o país.

O esgotamento sanitário teve 1,1 milhão de novas ligações no período, quando foram instalados 16,5 mil quilômetros de novas redes de escoamento. O volume de esgoto tratado no país, atualmente, chega a 237 milhões de metros cúbicos.

Houve, no período avaliado, elevação de 215 milhões de metros cúbicos na produção de água, mas o consumo ficou em apenas 25% desse potencial, equivalente a 53,9 milhões de metros cúbicos.

Em 2009, o abastecimento de água beneficiou 4.891 municípios e o sistema de esgotamento sanitário, 2.409 municípios. Os números correspondem a 97,2% e a 81,5% do total da população urbana do país, respectivamente em relação à rede de abastecimento de água e à de esgoto.

Houve também aumento da cobertura do serviço regular de coleta domiciliar de resíduos sólidos, equivalente a 93,4%. A destinação final totalizou o montante de 24,9 milhões de toneladas de resíduos domiciliares e públicos. Foram despejados em aterros sanitários 16,2 milhões de toneladas, mais 5,9 milhões de toneladas para aterros controlados, 1 milhão de toneladas para unidades de triagem e de compostagem e 1,8 milhões de toneladas foram depositadas em lixões.

O maior índice de atendimento total com abastecimento de água encontrado foi encontrado em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, no Paraná e no Distrito Federal. Nenhuma unidade da Federação ficou na faixa de menor índice, ou seja, com índice menor que 40% de atendimento total de água. (Texto completo)

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MAL-ESTAR TÍPICO DA MODERNIDADE, A CEFALEIA TENSIONAL VEM ASSOCIADA AO ESTRESSE, POSTURA INADEQUADA E FADIGA

A modernidade traz consigo algumas conquistas, mas também algumas perdas. No fluxo diluído de pessoas, informações e acontecimentos que nos envolvem na contemporaneidade, não é apenas a fronteira das coisas que se perde, a dos indivíduos desaparece também.

Um homem parado, em frente ao computador, faz um esforço talvez maior do que um trabalhador agitado, que corre o dia todo resolvendo problemas, lidando com diferentes pessoas, buscando soluções. Isso porque o computador o bombardeia com uma série de informações e sem que ele perceba o deixa estressado, cansado, sem sequer sair do lugar. E aí reside o outro problema: sem sair do lugar. Parado e, geralmente, parado de forma errada.

O estresse, a fadiga e a postura inadequada estão entre as principais causas da cefaleia tensional, uma espécie de dor de cabeça associada às causas acima citadas. Estima-se que sete em cada dez pessoas sofrem ou sofrerão de um dos “males do século”, como aponta reportagem publicada pela revista Carta Capital.

Os sintomas da doença são parecidos com os de uma enxaqueca tradicional, no entanto, a cefaleia não provoca naúseas ou vômitos em função da dor. Diagnosticá-la, portanto, nem sempre é tarefa fácil. Mudar o estilo de vida aparece como uma alternativa para fugir deste mal.

As doenças que surgem com o estilo de vida moderno ajudam a entender que não é preciso tornar-se fluxo para participar dele. As informações, trocas e oportunidades que a modernidade oferecem devem sim ser aproveitadas por nós, mas, para ficar em um velho trocadilho que, apesar de velho traduz bem esse caso, não são elas que devem se aproveitar de nós.

Veja trecho da reportagem sobre o assunto publicada pela Carta Capital:

Mal do século
Por Riad Younes

Sete em cada dez pessoas sofrem ou sofrerão de um dos “males do século”. A cefaleia tensional, ou dor de cabeça associada a estresse, tensão, fadiga ou movimentação e postura inadequadas. Apesar do nome, a causa ainda não está totalmente clara. Frequentemente associada à contração dos músculos da cabeça e do pescoço, em indivíduos submetidos a situações de estresse, ou de trabalho prolongado em escritório, principalmente ligado a um computador. Dormir em posição não habitual, como cochilar assistindo a um programa na tevê, também pode deflagrar uma crise de cefaleia. Como dores de cabeça são muito frequentes na população, o diagnóstico correto, e a diferenciação de outras causas mais sérias de cefaleia, pode ser crucial.

O médico deve se esforçar em descartar, por exemplo, a possibilidade de enxaqueca, importante no manejo desses pacientes. A maioria dos casos de cefaleia tensional aparece, em homens ou mulheres, em idade variando entre 20 e 50 anos. Raramente após essa faixa etária. Esse tipo de dor de cabeça pode se apresentar de forma esporádica, de vez em quando, quando as crises não afetam o indivíduo mais de 15 dias por mês.

Cefaleias mais frequentes são caracterizadas como crônicas. Alguns aspectos ajudam a desconfiar de cefaleia tensional. O doutor R. M. Pluta descreveu, na prestigiosa revista Jama, sintomas que apontam nessa direção. Para se fazer o diagnóstico, ou a suspeita forte, bastariam dois ou mais dos seguintes sintomas:

1.Dor de cabeça em pressão, não do tipo pulsátil.

2.Presente dos dois lados da fronte, na região temporal ou na nuca

3.Intensidade geralmente leve a moderada.

4.Não piora com atividade física. (Texto completo)

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GOVERNO DE SÃO PAULO RESERVA 25% DOS LEITOS DE HOSPITAIS DA REDE PÚBLICA PARA PLANOS DE SAÚDE PRIVADOS
FELICIDADE COMO POLÍTICA PÚBLICA: GARANTIA DE BEM-ESTAR É VISTA COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO DOS PAÍSES
AGROTÓXICO APLICADO NOS CANAVIAIS DE USINA EM PERNAMBUCO CAUSA DOENÇAS NOS TRABALHADORES E EM SEUS FAMILIARES
CLÍNICAS PSIQUIÁTRICAS E ASILOS EM FRANCO DA ROCHA ESTÃO SOB INVESTIGAÇÃO DEPOIS DE DENÚNCIAS FEITAS PELA POPULAÇÃO

GOVERNO DE SÃO PAULO RESERVA 25% DOS LEITOS DE HOSPITAIS DA REDE PÚBLICA PARA PLANOS DE SAÚDE PRIVADOS

A confusão entre o público e o privado parece ter se instalado de vez no sistema de saúde do estado de São Paulo. Isso porque o governador Geraldo Alckmin decidiu, por decreto, reservar 25% dos leitos dos hospitais estaduais geridos pelas Organizações Sociais de Saúde (OSS) a pacientes de planos de saúde particulares, alegando que a decisão poderia remediar a falta de condições para investir no setor com a arrecadação dos pagamentos dos planos privados pelos atendimentos.

A medida adotada, segundo a promotora de justiça Anna Trotta Yaryd, é ilegal e inconstitucional, pois ficou estabelecido por lei que as OSS devem ter 100% do atendimento voltado para o SUS. Além disso, a promotora resasalta em matéria publicada pelo Correio da Cidadania, que a decisão é impraticável já que o modelo de funcionamento dos sistemas de saúde privados é totalmente diferente do modelo de funcionamento do sistema de saúde público. Com isso, inevitavelmente, filas duplas serão formadas no SUS enquanto os verdadeiros investimentos que deveriam voltar-se para o setor vão sendo desviados em nome de interesses privados ou mascarados de público.

Como o fato demonstra, até o suposto “investimento” no setor público, acaba em privatização (e corrupção) para alguns grupos políticos brasileiros.

Veja texto sobre o assunto publicado pelo Correio da Cidadania:

Fila dupla no SUS escancara as portas para Saúde cada vez mais privatizada e corrupta
Por Gabriel Brito

No dia 6 de julho, o Diário Oficial publicou o decreto do governador paulista do PSDB Geraldo Alckmin, que libera os hospitais estaduais geridos pelas Organizações Sociais de Saúde (OSS) a oferecerem 25% de seus leitos a pacientes de planos de saúde particulares. A alegação é a falta de condições para investir no setor, o que poderia ser remediado com a arrecadação dos pagamentos dos planos privados sobre tais atendimentos. Com vistas a discutir mais essa política de desmonte da saúde pública, o Correio da Cidadania entrevistou a promotora de justiça Anna Trotta Yaryd, para quem a medida é, “além de ilegal, inconstitucional”.

Porém, acima de tudo, Anna Trotta considera a idéia impraticável, simplesmente por conta dos modos de funcionamento dos sistemas público e privado, com procedimentos de encaminhamento de pacientes totalmente opostos. Será, assim, inevitável a prática da ‘fila dupla’ no atendimento. Além disso, a promotora lembra que o decreto é também ilegal, pois, quando da implantação das OSS, ficou estabelecido que elas teriam atendimento 100% voltado ao SUS.

A promotora, integrante da nova diretoria do Movimento do Ministério Público Democrático, lembra ainda que, em questões essenciais à sociedade, como a saúde, não há espaço para desvios de finalidades em nome de interesses privados ou falsamente públicos. “No assunto saúde universal, igualitária e gratuita, não cabe ideologia”, adverte. (Texto completo)

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AGROTÓXICO APLICADO NOS CANAVIAIS DE USINA EM PERNAMBUCO CAUSA DOENÇAS NOS TRABALHADORES E EM SEUS FAMILIARES

Um mal mascarado

Na usina Petribu, em Pernambuco, o manuseio de agrotóxico pelos trabalhadores tem causado consequências sérias para a saúde destes e de seus familiares. Os trabalhadores são vítimas de intoxicação pelo veneno aplicado nos canaviais e não recebem qualquer tipo de indenização ou tratamento adequado por parte dos responsáveis pela usina.

Em muitos casos, são usadas medidas paliativas para conter os efeitos nocivos do veneno, como a ingestão de leite ou de uma dose de pinga depois do dia de trabalho. No entanto, tanto um como o outro não resolvem o problema, sem contar que a pinga, por ser também ela uma substância nociva ao organismo, potencializa o efeito negativo do veneno.

O problema não se restringe apenas aos trabalhadores. O uso indiscriminado de agrotóxicos nos canaviais pernambucanos faz com que o veneno se espalhe por ar, terra e água quando os canaviais são queimados e quando o veneno é lançado por aviões sobre a plantação e também sobre as casas e, algumas vezes, sobre os próprios moradores.

O raio de alcançe dos agrotóxicos na região, vai muito além das plantações de cana. Eles são utilizados em plantações de tomate e em diversas fruticulturas, contaminando mulheres que, quando grávidas, ou sofrem abortos, ou geram crianças com deficiências físicas ou distúrbios neurocomportamentais.

Tal quadro de total exposição da saúde das pessoas e do equilíbrio ambiental aos danos causados pelos agrotóxicos ajuda a ver como esse tipo de recurso amplamente utilizado nas práticas agrícolas pode ser prejudicial à saúde e ao meio ambiente e alerta a população a prestar cada vez mais atenção ao que se come e como se come. Mas, infelizmente, não são todas as pessoas que têm a chance de escolher e aí entra a responsabilidade do poder público em informar e impor limites ao uso dessas substâncias.

Veja texto sobre o assunto publicado pelo Brasil de Fato:

Veneno na pele
Em usina de Pernambuco, trabalhadores que manuseiam agrotóxicos ficam enfermos e transmitem doenças para familiares

Por Charles Souto
de São Lourenço da Mata e Itaquitinga (PE)

“De repente a menina cansava sem ninguém sabe como. Tinha que pegar e levar pro hospital às pressas”, relembra Madalena. A cena se repetia todos os dias. Sua sobrinha, à época com quatro anos, tinha crises respiratórias a cada fi m de tarde e era socorrida no hospital de São Lourenço da Mata, zona da mata norte de Pernambuco. “Foi então que a médica descobriu que os ataques só aconteciam quando meu irmão chegava em casa do trabalho. Ela pediu pra ele se afastar do serviço por algum tempo. Passou um mês e a menina não teve mais nada, quando ele voltou a trabalhar os ataques voltaram”. O irmão de Madalena aplicava agrotóxicos nos canaviais da usina Petribu.

Os ataques de asma que a sobrinha de Madalena sofria eram causados pelos vestígios de agrotóxico que permaneciam no corpo de seu irmão, “muito embora”, ressalta Madalena, “quando largava do trabalho, ele tomava banho na usina e trocava de roupa antes de ir pra casa”.

O relato de Madalena é reforçado por outras esposas e mães da região, cujos nomes verdadeiros foram preservados para evitar retaliações da usina. “O fedor é muito forte”, lembra Regina, cujo esposo de 30 anos aplica veneno nos canaviais da Petribu pela segunda safra consecutiva. “Quando ele chega do serviço, só entra pela porta de trás. A roupa que ele usa pra ir e voltar do trabalho tem que deixar na porta da casa. Boto na água sanitária e nada do cheiro sair. Tem dia que o fedor é tão forte que não consigo nem ficar perto dele”, completa.

Regina revela que seu esposo já foi parar no hospital municipal depois de passar mal e desmaiar durante a aplicação dos agrotóxicos. “Ele tomou soro e foi liberado. O médico não disse nada sobre o veneno e não passou nenhuma medicação. Até hoje tem dia que ele acorda no meio da noite com o corpo cheio de câimbra.” (Texto completo)

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CLÍNICAS PSIQUIÁTRICAS E ASILOS EM FRANCO DA ROCHA ESTÃO SOB INVESTIGAÇÃO DEPOIS DE DENÚNCIAS FEITAS PELA POPULAÇÃO
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CLÍNICAS PSIQUIÁTRICAS E ASILOS EM FRANCO DA ROCHA ESTÃO SOB INVESTIGAÇÃO DEPOIS DE DENÚNCIAS FEITAS PELA POPULAÇÃO

A reforma psiquiátrica não silenciou todos os gritos...

Franco da Rocha, na grande São Paulo, ficou conhecida como a cidade que abrigou um dos maiores hospitais psiquiátricos do país, o Juquery. Hoje, pós-reforma psiquiátrica, e com o fechamento de boa parte dos manicômios, as clínicas clandestinas proliferam na região e boa parte da população não recebe atendimento médico adequado.

Catorze clínicas e azilos psiquiátricos estão sob investigação do Ministério Público depois de terem sido alvo de denúncias de maus-tratos e ilegalidade feitas pela população. De todas as clínicas denunciadas, duas já foram fechadas e cinco interditadas, mas dessas últimas, duas continuam funcionando porque os pacientes internados não têm para onde ir.

Essa situação revela uma deficiência quando se fala em política de tratamento para portadores de transtorno mental. Com a reforma psiquiátrica, métodos alternativos de tratamento à internação constante e prolongada não foram criados. Com isso, de um lado, as famílias não sabem o que fazer com seus doentes, de outro,  pessoas que nunca foram médicos ou tiveram qualquer experiência na área, decidem abrir clínicas sem qualquer tipo de autorização legal, prestando um atendimento médico de fachada e recebendo o dinheiro das aposentadorias dos internos.

Em qualquer um dos casos, quem sai perdendo é o portador de transtorno mental que não tem acesso a um tratamento digno e realmente coerente com os termos da reforma psiquiátrica. Casos em que o paciente ainda é amarrado – como ocorrem nessas clínicas- remontam às épocas mais obscuras do tratamento da doença mental e revelam que o grito do desatinado, como bem colocou Foucault em sua História da Loucura, ainda está ecoando em novos e velhos muros à espera de que alguém o escute de fato.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

MP investiga clínicas psiquiátricas clandestinas em Franco da Rocha
Por Daniel Mello e Vinicius Konchinski

São Paulo – Após denúncias da população, catorze clínicas psiquiátricas e asilos para idosos de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP). Inquéritos civis apuram suspeitas de irregularidades na documentação dos estabelecimentos e de maus-tratos a internos.

Desde o início das investigações, quatro clínicas entraram em processo de regularização, duas fecharam e cinco foram interditadas. Dessas, duas continuam funcionando enquanto não há local para a transferência dos pacientes.

Responsável pelos inquéritos abertos no ano passado, a promotora de Saúde e Política para Idosos, Ana Paula Ferrari Ambra, visitou as clínicas sob investigação. Em operação conjunta com a prefeitura de Franco da Rocha, ela constatou as instalações precárias e o tratamento inadequado em alguns estabelecimentos.

“Encontramos um doente amarrado em uma das clínicas”, disse. “Em outra, encontramos fezes dentro de um balde, o que mostra a falta de estrutura do local.”

Segundo a promotora, as clínicas e asilos também funcionam sem qualquer licença ou alvará, e sem equipe profissional adequada. “Essas clínicas foram abertas por pessoas comuns, sem formação, que viram isso como uma oportunidade de renda”, explicou. “Elas prestam o atendimento e recebem a aposentadoria, a que os doentes ou os idosos têm direito, como pagamento”, acrescentou. (Texto completo)

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Envoltos em fumaça negra!

A nuvem de fumaça que cobre a cidade de São Paulo, além de prejudicar a paisagem, também prejudica a saúde das pessoas. Acostumada com a aparência e o cheiro da poluição, grande parte da população ainda não percebeu que conviver com ela pode acarretar danos graves à sua saúde, diminuindo inclusive seu tempo de vida.

Os dados já falam por si só. Como mostra reportagem publicada pelo Portal Vermelho, segundo a Organização Mundial da Saúde, dois milhões de pessoas morrem por ano vítimas da poluição do ar no planeta. Somente em São Paulo, são cerca de 4 mil pessoas que perdem a vida mais cedo.

A poluição que, junto com os prédios e as largas avenidas, compõe o cenário de toda metrópole moderna, mata mais que doenças tão temidas como a AIDS, por exemplo. No entanto, ao contrário do que acontece com esta última, a poluição não é tratada como um problema de saúde pública, não há políticas de informação muito menos de prevenção em relação a ela.

Segue abaixo trecho de entrevista realizada pelo Portal com o médico e professor Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição da USP, em que ele revela que a poluição causa, em menor grau, aquilo que o cigarro provoca em maior grau a quem fuma. No entanto, ele lembra que ao contrário do cigarro, não há como fugir da poluição, ela faz parte de um modelo equivocado de desenvolvimento urbano baseado no individual e não no coletivo, onde os carros e as indústrias se multiplicam, enquanto as áreas verdes simplesmente se tornam escassas. Segundo o professor, os custos desse modelo chegam a 200 milhões de reais por ano para a cidade de São Paulo, levando com ele o bem estar social e ambiental.

Poluição mata 4 mil paulistanos por ano, alerta especialista
Por Joana Rozowykwiat

Segundo a Organização Mundial da Saúde, dois milhões de pessoas morrem, por ano, vítimas da poluição do ar no planeta. Somente em São Paulo, são cerca de 4 mil paulistanos que perdem a vida mais cedo, em decorrência deste problema moderno, que assola todas as grande cidades. Trata-se de um número maior que o de falecimentos por doenças tão temidas, como a Aids, por exemplo. Apesar disso, a poluição ainda não é vista como um problema de saúde pública no Brasil.

Portal Vermelho: Quais os impactos da poluição na saúde?
Paulo Saldiva: Basicamente, a poluição faz, em pequena escala, o que o cigarro faz em larga escala. Fumar é muito pior que poluição, a diferença é que toda a população está exposta à poluição e não apenas aquele que fuma. Então, embora o risco seja menor, você acaba chegando a um número razoável de eventos na saúde. A poluição, em São Paulo, de acordo com as nossas contas, promove a mortalidade precoce de cerca de 4 mil paulistanos por ano. Um em cada dez infartos do miocárdio são deflagrados por exposição a poluentes de tráfego. Também existe redução significativa do peso dos bebês ao nascer.

Portal Vermelho: E o carro é hoje o grande vilão?
Paulo Saldiva: Veículos, incluindo pesados. Mas é também um pouco mais que o carro. É a forma de ter pensado a cidade. Todo o desenvolvimento da mobilidade no Brasil foi baseado em veículos sobre pneus.

Hoje, a gente anda basicamente com uma velocidade igual à dos nossos antepassados. O fato de você ter o trânsito lento lhe coloca mais tempo no pior cenário possível, que é o congestionamento, respirando a maior concentração de poluentes. Então não é só o carro, mas toda a lógica da mobilidade na cidade, o uso e a ocupação do solo.

Portal Vermelho: E esse modelo de cidade não leva em consideração a saúde…
Paulo Saldiva: Eu acho que a cidade está doente, e nós também estamos ficando doentes. Quais os sintomas que São Paulo, por exemplo, tem? Febre, porque tem ilhas de calor; edema, quando chove; obstrução arterial por que as principais artérias estão congestionadas; obstrução das vias aéreas porque o ar está poluído; diabetes, caracterizado pela incapacidade de aproveitar as fontes energéticas.

Há uma série de doenças, e elas, em geral, tiram a gente da zona de conforto e motivam grandes modificações pessoais. Tem mais gente que muda comportamento em UTI que em igreja. Então como está tudo tão ruim você vai ter que pensar a cidade de outro jeito. Acho que a gente vai tirar a energia do caos e não da razão. (Texto completo)

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Uma coisa já é mais do que certa: quem precisa de atendimento médico no Brasil pode, literalmente, preparar-se para muita dor de cabeça. O serviço de saúde brasileiro beira quase o caos e este não se restringe apenas à esfera pública. As insatisfações com os planos de saúde também estão se tornando frequentes por parte dos usuários. Recente pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ao Datafolha revela que cerca de 60% deles têm pelo menos uma reclamação em relação aos serviços prestados no último ano por seus planos.

As queixas são as mesmas de sempre: demora no atendimento, falta de médicos, laboratórios e hospitais credenciados, dentre outros problemas que têm levado muitos usuários de planos a utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Esses dados e as cenas que se repetem todos os dias nos corredores dos hospitais evidenciam que chegar até o médico tem se transformado em uma verdadeira odisseia. E o que é ainda pior: dos fios dessa rede de burocracia e ineficiência poucos parecem escapar. Nem os que pagam (o que por si só já constitui um absurdo) estão se salvando mais.

Veja notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Levantamento do CFM aponta que seis em cada dez usuários têm reclamações contra planos de saúde
Por Carolina Pimentel

Brasília – Quase 60% dos usuários de plano de saúde enfrentaram algum problema no serviço ofertado no último ano. É o que revela uma pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ao Instituto Datafolha.

A demora em conseguir atendimento em pronto-socorro, laboratório ou clínica é a queixa mais comum, apontada por 26% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece a pouca opção de profissionais, hospitais e laboratórios credenciados (21%). Além disso, 14% das pessoas ouvidas disseram que procuraram serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) por negativa ou restrição de cobertura por parte do plano de saúde.

“Essa pesquisa veio confirmar a insatisfação com os planos que já falamos há tempos”, disse o vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá.

No entanto, 76% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos com os serviços. Para o vice-presidente, a satisfação dos usuários ocorre depois de terem sido atendidos pelos médicos. “Isso é depois que é atendido. O problema é chegar no médico, é o acesso”, disse.

A pesquisa traz também um perfil sobre quem tem plano de saúde no país, grupo que soma mais de 45 milhões de brasileiros. Cada pessoa procura os serviços do plano, em média, sete vezes por ano. A maioria busca consulta médica ou exame de diagnóstico, como o de sangue ou raio-X. Os usuários mais frequentes são da Região Sudeste e das regiões metropolitanas das capitais. Em geral, o usuário tem alta escolaridade e renda familiar superior a três salários mínimos por mês. (Texto completo)

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OS MÉDICOS E OS POLÍTICOS ESTÃO RICOS, OS HOSPITAIS E OS SERVIÇOS DE SAÚDE, FALIDOS; É A DEMOCRACIA DOS INDIGNADOS

A situação do atendimento médico no Brasil é calamitosa.  Há na saúde a mesma promiscuidade entre público e privado presente no âmbito da administração pública. E isso se reflete no bolso dos médicos e dos políticos, assim como na administração dos serviços de saúde públicos. Os médicos e os políticos estão ricos, o sistema de saúde, falido. Claro que faço aqui uma generalização, mas serve para ilustrar um problema que parece ser sem solução.

O escândalo dos médicos de São Paulo que ganham sem trabalhar é só um dos problemas que infestam a administração pública no Brasil. Enquanto não houver um plano nacional de transparência dos recursos públicos, de controle por parte da população, não haverá solução para os problemas. Não é só o Estado que tem de fiscalizar, mas toda a população. Os custos e gastos do dinheiro público tem de estar disponível para o cidadão que paga o imposto.

A mesma relação médico/sistema público  acontece com o SUS (Sistema Único de Saúde). A onde está o problema do SUS? Na relação com o médico e com os planos de saúde. A onde está a excelência do SUS? Quando não precisa do atendimento do médico, mas dos milhares de funcionários que trabalham nas campanhas de vacinação.  Como resolver isso, separando definitivamente o público do privado.

Não há controle sobre um paciente de um convênio particular que é atendido pelo SUS. O Estado paga pelo atendimento e o convênio não reembolsa o poder público.  É preciso separar completamente o sistema público do sistema privado e pagar muito bem para os médicos que querem exercer a medicina. O médico no sistema público deve ganhar pela saúde do paciente e não pela doença, como no sistema privado. Hoje, quanto mais pessoas doentes, mais os médicos ganham, mas deveria ser o contrário. Quanto mais pessoas saudáveis, mais dinheiro deveria ir para o bolso do médico. É isso que parece que a Inglaterra, capitalista, tenta fazer, como se pode ver em Sicko.

No Brasil, o dinheiro público vai para hospitais e convênios sem a contrapartida de transparência na administração. Precisamos de um novo sistema de controle da Saúde, com completa transparência na administração hospitalar. É preciso gestar uma nova democracia, uma democracia da transparência.

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Esfinge contemporânea

Amplo projeto reúne na Amazônia cientistas brasileiros, peruanos e norte-americanos em uma iniciativa que busca compôr um quadro detalhado de como a malária se propaga pela região. O objetivo do grupo é descobrir formas mais eficientes de controle e até de erradicação de uma doença que ainda faz vítimas pelo Brasil e desafia a ciência.

Da Unesp Ciência

Decifra-me ou te devoro
Por Giovana Girardi

São seis da tarde quando três pesquisadores paulistas sentamse nas cadeiras da varanda de uma casa na zona rural de Acrelândia (AC), tiram os tênis e as meias, arregaçam as calças até os joelhos e esperam. De quando em quando, iluminam as próprias pernas com lanternas para checar se as demais convidadas para o encontro não chegaram sorrateiras. Finas, escuras e com inconfundíveis “botinhas” brancas, elas têm o hábito de se aproximar na perpendicular junto à pele exposta, como um prego.

Mas tão logo o fazem, são interpeladas pela equipe e conduzidas ao local reservado para elas – pequenos potes de plástico cobertos com uma redinha. A rapidez da ação é fundamental para que o resultado do encontro não seja muito doloroso. Afinal, a expectativa daqueles cientistas, numa literal doação de sangue pela ciência, era atrair naquela noite de abril, e nas muitas outras que vão se seguir periodicamente pelos próximos anos, fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles, vetores do parasita causador da malária.

O trabalho visa capturar especificamente os insetos que chegam até as casas dos moradores de áreas onde a doença
é endêmica. E é uma das etapas de um amplo projeto que pretende compor um quadro detalhado de como a malária se
propaga na Amazônia. A iniciativa reúne um time multidisciplinar de pesquisadores brasileiros (de universidades como USP, Unesp e Federal do Acre), peruanos e americanos, sob coordenação geral do patologista Joseph Vinetz, da Universidade da Califórnia, em San Diego.

É um esforço para fornecer subsídios para a elaboração de mecanismos mais eficientes de controle da doença. E, quem sabe, sua erradicação. No Brasil, a partir do início da década de 1990, a malária se estabilizou em cerca de 500 mil casos por ano – a maciça maioria na Amazônia Legal –, experimentando uma queda para pouco mais de 300 mil em 2008 e 2009 (último ano com dados fechados), de acordo com o Ministério da Saúde. Também houve redução na mortalidade: de 3 em 10 mil habitantes, em 1999, para 1,5 em 10 mil, em 2008, ainda segundo o ministério. O órgão credita esses resultados à ampliação da rede de diagnóstico e tratamento na região amazônica.(Texto completo)

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PARA FABRICANTES DE ALIMENTOS COM ALTO TEOR DE AÇÚCAR, LUCRO É MAIS IMPORTANTE QUE SAÚDE DO CONSUMIDOR

E as indústrias querem que continue assim!

A guerra de fato é do açúcar contra a informação. Em pleno século XXI, fabricantes de alimentos com baixo valor nutritivo e elevada quantidade de sódio, açúcar e gorduras, querem derrubar resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que prevê como obrigatória a veiculação de mensagens de advertência que alertem o consumidor para o tipo de produto que ele está consumindo nas propagandas de rádio e televisão.

O fato dos fabricantes estarem lutando judicialmente contra a resolução da Anvisa demonstra um total desrespeito com o consumidor. As empresas só pensam em seus próprios lucros e querem preservá-los a todo custo, nem que para isso seja preciso sacrificar a própria saúde do consumidor. Para elas, pouco importa que o consumidor saiba exatamente o que ele está consumindo, o que importa é vender a marca, fazer o lucro.

Nisso tudo, a Anvisa cumpre o seu papel e faz o mínimo que se espera de um órgão público, justamente garantir e defender o direito que o consumidor tem à informação. E neste caso, é o direito à informação mesmo que se deve garantir. Se, mesmo sabendo que o produto pode causar danos à sua saúde, o consumidor optar por adquirí-lo, é um direito dele, mas, ao menos, a informação foi oferecida.

Já a atitude dos fabricantes revela como nós, consumidores, somos cada vez mais reféns dessa publicidade que engana e esconde, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo! É o ato de esquecer o ser humano e abraçar o lucro.

Veja trecho de matéria sobre o assunto publicada originalmente no Correio Braziliense Online e reproduzida pelo Fórum Nacional pela Democratização da Informação (FNDC):

A guerra é do açúcar contra a informação
Por Carolina Khodr

Fabricantes de produtos com baixo teor nutricional se unem para derrubar resolução da Anvisa que obriga a veiculação de mensagens de advertências nas propagandas de rádio e de televisão

A indústria de alimentos se uniu contra a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regula a publicidade e a promoção de produtos com baixo teor nutricional e elevadas quantidades de sódio, açúcar e gorduras. De acordo com a norma, publicada em julho de 2010, as propagandas de rádio e de televisão deveriam, desde dezembro, ser veiculadas com alertas para a população sobre os riscos do consumo habitual desses produtos. As liminares movidas pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) e Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) foram acatadas pela Justiça Federal, mas a Anvisa recorreu da decisão.

De acordo com a gerente de monitoramento e fiscalização de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado, são três os principais argumentos utilizados pelas associações: sob o aspecto formal, a Anvisa não teria competência para expedir normas sobre publicidade de alimentos e bebidas não alcoólicas; sob o aspecto material, os parâmetros utilizados pela resolução não estariam fundamentados cientificamente; e, com a norma, os produtores estariam veiculando propaganda contra eles próprios. (Texto Completo)

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ALCACHOFRA É SINÔNIMO DE QUALIDADE DE VIDA E CRESCIMENTO ECONÔMICO EM CIDADES DO INTERIOR DE SÃO PAULO

Bela, saudável e rentável!

A flor de alcachofra, além de bela, tem propriedades nutritivas e medicinais. Rica em fibras, tem efeito diurético, é ótima para os rins e o chá de suas folhas tem efeito emagrecedor. Ela foi trazida por imigrantes europeus para a região de Sorocaba, interior de São Paulo, onde encontrou solo e clima adequados para o seu desenvolvimento. Desde então, a região é responsável por 90% da produção nacional da flor.

A maior produtora da flor é a cidade de Piedade, mas São Roque é quem leva a fama já que soube utilizar os benefícios trazidos pela alcachofra para potencializar o turismo na região. A cidade promove eventos, festas, feiras, tudo inspirado na flor e em seus benefícios para a saúde e o bem estar de forma geral.

A região passou a ser conhecida como Roteiro do Vinho, Gastronomia e Lazer e recebe em fins de semana normais de 8 mil a 10 mil turistas. São Roque soube unir duas paixões quase universais: o vinho, tradicional da cidade, e uma boa comida, trazida com as plantações de alcachofra.

É interessante perceber como a cultura local passa a ser marcada pela planta em todos os sentidos, desde o desenvolvimento econômico com crescimento do turismo, até a preocupação com a saúde e a melhoria da qualidade de vida da população. Em tempos em que vive-se mais, é importante pensar em viver melhor e essa região conhecida pelos vinhos e alcachofras parece já ter descoberto a receita de uma vida saudável e saborosa!

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado no site da Rede Brasil Atual e produzido pela Agência Brasil:

Do jardim para a mesa
Piedade (SP) é a maior produtora de alcachofra do Brasil. Mas São Roque, ao organizar a agenda turística da flor – boa para a saúde e a economia local – é que leva a fama
Por Adriano Ávila, da Agência Brasil

Parente distante das margaridas e dos girassóis, a flor saiu do jardim e foi parar na mesa das pessoas já na época do Império Romano, quando suas propriedades nutritivas e medicinais foram descobertas. Nativa das regiões mediterrâneas do sul da Europa e norte da África, a alcachofra chegou ao Brasil há um século. Foi trazida pelos imigrantes europeus, especialmente italianos, instalados em alguns municípios da região de Sorocaba (SP). O clima ameno e o solo fértil revelaram condições ideais para o plantio.

Atualmente a flor é o principal produto da região, responsável por 90% do total nacional. A maior produtora é Piedade, seguida por Ibiúna e São Roque. Mas, como diz o ditado, quem faz a fama deita na cama. E São Roque fez a fama ao divulgar o potencial turístico da cidade, a alcachofra roxa e os vinhos locais. Em outubro passado, a 18ª Expo São Roque recebeu 75 mil visitantes, segundo a divisão de turismo.

O Roteiro do Vinho, Gastronomia e Lazer nasceu em 2006. A região da Estrada do Vinho concentra os cerca de 30 estabelecimentos que fazem parte do projeto e está distante apenas dez quilômetros do centro da cidade. São vinícolas (algumas oferecem degustação), plantações de alcachofra, ranchos, fazendinhas, restaurantes, pousadas e lojas de produtos típicos. (Texto Completo)

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MODELO DE TRATAMENTO MENTAL IMPLANTADO PÓS REFORMA PSIQUIÁTRICA É QUESTIONADO

Edward Munch, O Grito

Da Agência Educação Política

Em 2001, a aprovação da Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei 10.216/2001) iniciou um novo processo no atendimento dos portadores de transtorno mental no Brasil. A Reforma Psiquiátrica defendia, principalmente, entre outras coisas, a desativação dos leitos nos hospitais e a adoção de novas práticas de tratamento mental que tivessem como objetivo principal a reinserção do paciente na sociedade. Pela nova lei, deveriam ser abertas vagas em hospitais gerais, onde os pacientes só seriam internados em momentos de crise por curtos períodos de tempo.

A história dos transtornos mentais sempre girou em torno da exclusão da loucura, do seu isolamento, da sua mistificação, da falta de conhecimento adequado e de tratamentos autoritários que não entendiam o transtorno mental em toda sua complexidade e manifestação. Foram séculos de exclusão, maus-tratos e, ainda hoje, entende-se o doente mental de forma estereotipada e superficial.

Diversos avanços já aconteceram no mundo e, principalmente, no Brasil, no que diz respeito ao tratamento mental. Muitos hospitais e serviços de saúde  já desativaram grande parte das alas hospitalares e hoje adotam um tratamento muito mais humano e eficaz, baseado no trabalho e também em atividades artísticas que fazem com que o paciente se ocupe com as atividades do corpo, que desafogam um pouco as inquietações da mente, e se reencontre no movimento criador e revelador de uma obra de arte.

Esse modelo menos autoritário, mais humano e social de tratar a doença mental, tem se mostrado eficaz e muitos pacientes conseguem revelar-se, de certa forma, a si mesmo e voltam a viver com a família ou constróem sua própria família. Além disso, a Lei da Reforma Psiquiátrica impediu a banalização das internações que até então existia. Por qualquer coisa, o indivíduo já era submetido a uma internação sem que necessariamente precisasse ficar internado.

A Reforma já foi, por todas essas razões, um grande passo na luta pela humanização do tratamento da doença mental, no entanto, ainda há muito a ser feito e algumas críticas começam a aparecer em relação a esse novo modelo. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) critica que o fechamento dos leitos em hospitais psiquiátricos não foi proporcional à oferta de tratamento na rede substitutiva – o que deixou centenas de pacientes desamparados.

O importante é tentar resolver os problemas apontados dentro da realidade já conquistada, sem que para isso seja preciso voltar ao modelo antigo de tratamento, baseado em internações e procedimentos autoritários. Isso seria um grande retrocesso na história da loucura e das lutas do movimento antimanicomial, uma volta a um passado de sombra, distante da legítima experiência do desatino, essencialmente plural e livre!

Reforma Psiquiátrica propõe reinserção de pacientes na sociedade
Portal Vermelho
Por Mariana Viel

Em todo o Brasil cerca de 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum tipo de atendimento em saúde mental. Calcula-se que 6% deste total tenha transtornos mentais bem estabelecidos e 3% tenha transtornos mentais graves e persistentes. Segundo a Associação de Psiquiatria as doenças mais comuns dessa área estão relacionadas à depressão, ansiedade e aos transtornos de ajustamentos.

Os distúrbios mentais ou comportamentais também atingem mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 60% dos países desenvolvem políticas públicas específicas para o tratamento desses transtornos. (Texto Completo).

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HUMOR: JOSÉ SERRA HILARIANTE FAZ DECLARAÇÕES SURREAIS E GANHA CHARGE PARA O SERIADO LOST

Veja abaixo as falas do candidato que você pode colocar na presidência da República e, em seguida, uma charge, talvez a melhor sobre o candidato tucano.

Serra está especialista em declarações que causam estupefação como, por exemplo,  sobre o Mercosul (que quer acabar) e sobre a Bolívia (Estado de traficantes).

Vi o vídeo no Blog do Nassif.

Veja agora a charge de José Serra (lost = perdido).

Vi a charge no Paulo Henrique Amorim

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ONU DIZ QUE GOVERNO LULA REDUZIU POPULAÇÃO EM FAVELAS E ISSO É UMA EFICIENTE POLÍTICA INTEGRADA DE SEGURANÇA, SAÚDE E EDUCAÇÃO

Favelas: onde o Estado não chega

Segundo matéria da BBC Brasil, relatório divulgado pelas Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que o Brasil reduziu em 16% a população de habitantes de favelas na última década. “Cerca de 10,4 milhões de pessoas deixaram este tipo de habitação. A fatia de pessoas que moram em favelas diminuiu de 31.5% para 26,4% em dez anos devido a adoção de políticas econômicas e sociais e a diminuição da taxa de natalidade”, diz a notícia .

Isso não significa simplesmente redução da pobreza ou melhora na qualidade de vida, mas também e principalmente, uma política integrada de segurança pública, saúde e educação.  Segurança Pública porque a melhora das condições habitacionais facilita a chegada do Estado e dificulta o entrincheiramento de organizações criminosas. Além disso, permite melhores condições de saúde com saneamento básico e postos de saúde próximos e, por fim, melhores condições de educação, se o “desfavelamento” for planejado conjuntamente com áreas para escola e lazer para a população.

A redução das favelas pode ser uma eficiente política integrada dos principais problemas brasileiros: segurança, saúde e educação.

Mais um crédito para o governo atual, do presidente Lula, com diz o site do Paulo Henrique Amorim, onde vi essa notícia.

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PIRAÍ, NO INTERIOR DO RIO DE JANEIRO, COLOCA INTERNET DE GRAÇA PARA ALUNOS E MELHORA A EDUCAÇÃO E A SAÚDE DA POPULAÇÃO

É difícil colocar internet de graça para a população? Não, basta ter vontade política e enfrentar quem deveria fazer o serviço e não faz. Piraí, no interior do RJ, fez isso. O Brasil agradece. Veja matéria abaixo.

Primeira cidade a oferecer internet gratuita, Piraí terá laptops para todos os alunos

Bruno Bocchini/ABr
Enviado especial

Piraí transforma internet em um direito social

Piraí (RJ) – A primeira cidade a distribuir internet banda larga gratuita aos moradores, a pequena Piraí, no sul fluminense, terá, até o final do mês de março, todos os 6,2 mil alunos da rede pública equipados com computadores portáteis. Segundo a prefeitura, será uma das únicas cidades brasileiras onde cada aluno terá um laptop.

A distribuição gratuita dos computadores portáteis – com conexão à rede mundial de computadores – aos estudantes amplia o programa de inclusão digital da cidade, que já disponibilizava internet grátis em todas as escolas e em todos os prédios públicos. A rede cobre uma área de 520 quilômetros quadrados, praticamente todo o município, que tem cerca de 22 mil habitantes. Saiba mais

GRIPE SUÍNA: OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA FAZ ÓTIMA ENTREVISTA COM O MINISTRO DA SAÚDE JOSÉ GOMES TEMPORÃO; O PROBLEMA É A DEPENDÊNCIA TECNOLÓGICA DO BRASIL EM PESQUISA MÉDICA

Ministro da Saúde, José Gomes Temporão

Ministro da Saúde, José Gomes Temporão

Alberto Dines articulou um ótimo programa Observatório da Imprensa (TV Brasil) na última semana com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A função de um ministro é tranquilizar a população. Ele parecia bastante convincente nos argumentos sobre a questão da nova gripe.

Em linhas gerais, o ministro colocou algumas informações importantes.

1. Os sintomas da gripe são semelhantes ao da gripe comum e deve ser nesse sentido o procedimento médico.

2. Os cuidados especiais devem ser dados para as mesmas pessoas que recebem quando estão com a gripe comum: crianças, idosos, pacientes com problemas de saúde crônicos, imunodeficiência, grávidas, obesos, etc.

3. A gripe comum matou no ano passado 4,5 mil pessoas no mês de julho no Brasil. Portanto, não haveria necessidade de alarde com relação ao novo vírus.

4. Para o ministro, 70% dos óbitos da nova gripe foram de pessoas com problemas de saúde, o que demonstra uma semelhança com a gripe comum.

Apesar da fala do ministro, há problemas graves, a começar com a dependência tecnológica na área médica. Na Inglaterra, o índice de mortalidade da gripe é de 0,14%. É preciso de um diagnóstico rápido e testes também ágeis, além da produção de medicamentos.

É certo que temos o Instituto Butantã, mas falta investimento em pesquisa para que o Butantã e outros centros fiquem na linha de frente de vacinas e pesquisas médicas.

Enquanto o Brasil não investir pesado em pesquisa e tecnologia, vai ficar na mão de laboratórios internacionais e com dificuldades na balança comercial.

Além disso, temos alguns problemas que precisam ser enfrentados na saúde pública:

1. Qualidade ruim do atendimento médico.

2. Falta de leitos e sistema já normalmente congestionado.

3. Falta de médicos e demora no atendimento

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Composto 227 é aposta para entrar no mercado de medicamentos para tuberculose; pedido de patente, com USP, está em preparação

Lívia Komar/ da Inovação Unicamp

Uma empresa pequena com potencial gigante. Assim o farmacêutico Fábio Cícero de Sá Galetti define a Farmacore Pesquisa & Desenvolvimento em Biotecnologia, de Ribeirão Preto (SP), fundada por ele e pela administradora de empresas Helena Faccioli Lopes em 2005. A declaração do jovem empresário, de 30 anos, não é ilusória. Com a ajuda do PIPE, o programa da Fapesp que apóia as pequenas inovadoras, a Farmacore descobriu uma substância que poderá revolucionar o tratamento da tuberculose: o composto 227, que já demonstrou alto potencial terapêutico em testes com camundongos. Embora a comercialização do composto dependa da realização de testes em seres humanos — o que pode levar anos para acontecer —, Galetti se diz esperançoso. “Trata-se de uma droga com boa eficácia, de fácil síntese, muito barata e de pouca toxicidade”, afirma. “Então, realmente é um produto em potencial.”

Se tudo der certo, a Farmacore terá um grande mercado diante de si. Reconhecida como emergência global em 1993 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose ainda mata muita gente em todo o mundo — só no Brasil, que oscila da 13ª à 15ª colocação entre os países com maior incidência da doença, são pelo menos 6 mil pessoas por ano, a maior parte delas carentes e desnutridas — e seu tratamento é demorado. De acordo com Galetti, o paciente precisa tomar um coquetel de fortíssimos antibióticos, que não pode ser interrompido em hipótese alguma, durante seis meses no mínimo. “Uma das drogas no mercado atualmente foi descoberta em 1952”, conta. “Há mais de meio século se utiliza esse composto para o combate à doença. Existia a necessidade mais que urgente da descoberta de novas classes de compostos que pudessem auxiliar no processo de cura da doença com mais rapidez.”

A Farmacore já está se preparando para pedir a patente da ação antimicobacteriana do composto 227. O pedido será depositado juntamente com a Universidade de São Paulo (USP), que também participou da descoberta da substância. “A concorrência nesse setor existe com muita força”, enfatiza Galetti, justificando a necessidade do patenteamento. “Várias frentes de trabalho de grandes indústrias farmacêuticas também estão buscando novas moléculas para o mercado da tuberculose.” (Texto integral)

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PESQUISA DE SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS MOSTRA QUE MÉDICOS SÃO PRINCIPAL ENTRAVE NO AUMENTO DA PARTICPAÇÃO DOS GENÉRICOS

Genéricos ainda perdem espaço para medicamentos de marca, mostra pesquisa

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Segundo pesquisa, 77% dos médicos receitam remédios de marca. Por que será?

Segundo pesquisa, 77% dos médicos receitam remédios de marca. Por que será?

Brasília – Mesmo com custo reduzido e os mesmos benefícios, os medicamentos genéricos ainda perdem espaço no mercado farmacêutico para os remédios de referência ou de marca. É o que mostra uma pesquisa encomendada pelo Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais.

O estudo indica que, mesmo após dez anos da Lei 9.787 – que estabelece a comercialização do genérico – a população brasileira ainda tem dúvidas a respeito da qualidade do medicamento. A pesquisa ouviu 1.217 pessoas com o objetivo de descobrir qual o maior entrave em torno desses remédios.

Em Belo Horizonte, por exemplo, os resultados mostram que os medicamentos de referência – ou de marca – são os preferidos de 58,7% dos entrevistados, enquanto apenas 20,4% preferem os genéricos.

O sindicato ouviu ainda farmacêuticos, atendentes de farmácia e médicos. Segundo os dados, 95,4% dos balconistas ouvidos confiam nos genéricos, mas somente 48,9% têm o hábito de oferecer o medicamento aos clientes com freqüência.

Ainda de acordo com a pesquisa, o próprio consumidor não tem o hábito de perguntar sobre a disponibilidade do genérico – apenas 37,2% solicitam.

Outra constatação do estudo é em relação aos receituários médicos – na maioria consta apenas o nome do medicamento de marca e não do princípio ativo, que daria ao consumidor a opção do genérico. Segundo a pesquisa, uma pequena parcela dos profissionais médicos entrevistados afirma receitar o princípio ativo com freqüência.

Para Rilke Novato, diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais e vice-presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos, falta “determinação” por parte do cliente na procura por medicamentos mais baratos.

“Ele ainda está refém do mercado. Ainda não tem o costume, não criou o hábito ou o conhecimento suficiente para cobrar no consultório médico que o medicamento prescrito seja no nome genérico. Ou então, para fazer o mesmo na farmácia e cobrar se, de fato, existe genérico. Essa posição do consumidor é definidora dessa situação.”

Segundo Novato, a constatação de que a maioria arraasadora das receitas médicas ainda vem com o nome do medicamento de marca surpreendeu. O percentual chegou a 77%. Ele lembrou que a receita praticamente determina o medicamento a ser adquirido, uma vez que as pessoas tendem a comprar apenas o remédio prescrito.

“Isso leva à seguinte preocupação: a de que os prescritores da categoria médica ainda demonstram resistência ou dificuldade para aderir à política de genéricos. A grande resposta ou solução vem de uma propaganda oficial, aquilo que foi feito no início do anos da promulgação da Lei 9.787/99, deve ser retomado de forma mais incisiva, mais enfática. É fundamental que o Ministério da Saúde e o governo federal retomem uma propaganda maciça para a divulgação dos genéricos porque isso implica benefício para a população”.

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Greenpeace pede ações de ministérios contra contaminação radioativa da água de Caetité (BA)

Agência Brasil

Manifestantes do Greenpeace em Brasilia

Manifestantes do Greenpeace em Brasília

Brasília – Um ativista do Greenpeace entregou, hoje (15), garrafas contendo o que seria “água radioativa” de Caetité (BA) nos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. Ele estava vestido de garçom e usava uma máscara de caveira. A intenção do manifestante era entregar as garrafas aos ministros Carlos Minc e Sérgio Rezende.

Pesquisas do Greenpeace publicadas no relatório Ciclo do Perigo: Impactos da produção de combustível nuclear no Brasil, em outubro, indicam que a água consumida pelas famílias que vivem na área de influência direta da mina de urânio operada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA), apresenta radioativo até sete vezes acima do nível tolerado pela Organização Mundial de Saúde.

Segundo Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de energia nuclear do Greenpeace, a manifestação de hoje “foi um lembrete” às autoridades sobre a situação em Caetité.

De acordo com a coordenadora, o Greenpeace quer que as medidas propostas pelo Ministério Público Federal (MPF), em reunião no dia sete de novembro, sejam cumpridas.

Rebeca Lerer revelou que a INB quer duplicar sua produção em Caetité, mas o MPF recomendou ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) que isso só ocorra quando as condições para o licenciamento, que estão em aberto, como a do controle da saúde das famílias da região, sejam resolvidas.

A expectativa, segundo Lerer, é saber se o Ibama vai acatar a solicitação do Ministério Público Federal. “Vamos ver se o protesto de hoje ajuda o ministro a cumprir sua responsabilidade”, afirmou

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Feministas querem mais verba orçamentária para programas destinados à mulher

Da Agência Brasil

Brasília – O fortalecimento de ações voltadas para o combate à violência doméstica, para a saúde da população negra e o 2º Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) estão entre as principais reivindicações contidas no documento que o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) entregou à bancada feminina da Câmara. O documento contém sugestões de emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual  2009.

Segundo a autora do estudo, a economista Gilda Cabral, 36 programas que integram o Orçamento Mulher na Lei Orçamentária 2009 tiveram verbas reduzidas. “É um elenco de ações que o governo diz que é ótimo,  faz campanha na televisão, mas na hora do Orçamento não tem dinheiro”, conta.

Em entrevista hoje (5) ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Gilda reclama que ainda há ações importantes para a promoção da Lei Maria da Penha e da igualdade que não começaram sequer a ser executadas.

“Você chega no fim do ano e o governo não executou nem 60% do orçamento autorizado. Não dá para em um mês implantar um bem estar tão importante da população”, explica.

Para Gilda, o orçamento não é só coisa de economista. A população pode e deve participar ativamente

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MPF vai à Justiça para que cervejarias indenizem a população por danos à saúde

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma ação civil pública ajuizada hoje (28) pelo Ministério Público Federal (MPF) em São José dos Campos (SP) contra as empresas de cervejaria Ambev, Schincariol e Femsa pediu indenização pelo aumento dos danos causados pelo consumo de cerveja e chopp.

O pedido de indenização pelo crescimento dos danos causados pelo consumo de bebida alcoólica é estimado na ação em cerca de R$ 2,8 bilhões. A indenização foi calculada com base em gastos federais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e despesas previdenciárias, em razão de doenças ou lesões diretamente relacionadas com o consumo de álcool.

As bases que sustentam a ação são apurações do próprio MPF, somadas a pesquisas e textos científicos nacionais e estrangeiros. Dados da Unifesp e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), por exemplo, revelam que o consumo de álcool é responsável por mais de 10% de doenças e mortes no país, provoca 60% dos acidentes de trânsito e leva 65% dos estudantes de 1º e 2º graus à ingestão precoce.

Segundo o procurador da República Fernando Lacerda Dias, as três empresas acionadas respondem por 90% do mercado cervejeiro nacional, com quase R$ 1 bilhão investido em publicidade, segundo dados de 2007. Há pesquisas que apontam a forte influência publicitária, por exemplo, na maioria dos adolescentes.

“Essas ações agressivas de publicidade refletem diretamente no aumento do consumo de álcool pela sociedade e na precocidade do consumo. Os jovens começam a beber cada vez mais e mais cedo”, criticou Dias. Para o MPF, as empresas devem ser condenadas a investir em prevenção e tratamento dos malefícios do consumo de álcool o mesmo valor pago em publicidade de cerveja e chopp.

Procuradores sustentam que, enquanto o SUS gastou, entre 2002 e 2006, aproximadamente R$ 37 milhões com tratamento de dependentes de álcool (e outras drogas) em unidades extra-hospitalares e mais R$ 4 milhões com internações, a indústria de cervejas no Brasil gasta mais de R$ 700 milhões por ano em publicidade.

CIENTISTAS BRASILEIROS TESTAM ALGAS CONTRA AIDS

Brasil poderá ter primeiro medicamento nacional para combate à aids

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Cientistas brasileiros descobriram três substâncias que poderão ser usadas para a elaboração de um anti-retroviral nacional, ou seja, um medicamento que inibe a reprodução em células do vírus HIV causador da aids. O anúncio foi feito hoje (29) pelo chefe da equipe responsável pela pesquisa, o imunologista Luiz Roberto Castello Branco.

O estudo vem sendo conduzido há 13 anos por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fiocruz; Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) e Universidade Federal Fluminense (UFF) e contou com investimentos de US$ 1,5 milhão. O projeto é apoiado pelo Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde.

Os pesquisadores analisaram 22 compostos naturais obtidos de algas marinhas encontradas no litoral do Brasil e selecionaram três substâncias, cujos testes deram resultados “bastante bons”, segundo Luiz Roberto Castello Branco. Ele é o chefe do Laboratório de Imunologia Clínica do IOC e diretor científico da FAP.

De acordo com o imunologista, o interesse primordial dos cientistas “é fazer um microbicida, isto é, um fármaco, que seria utilizado principalmente pelas mulheres para a prevenção da doença”. Seria uma espécie de creme ou espuma vaginal que seria usado pelas mulheres para evitar a contaminação pelo HIV.

O Brasil não tem até o momento nenhum medicamento nacional para a aids. As descobertas representam os primeiros medicamentos brasileiros em fase de estudos pré-clínicos. A idéia é ter, em 2010, um medicamento pronto para estudo clínico em humanos.

Para o paciente brasileiro, essas substâncias podem significar algumas vantagens. Castello Branco apontou, por exemplo, o fato de ser um medicamento mais barato, que poderá ser disponibilizado a preço de custo quando chegar ao mercado – o que está previsto para 2015.

O imunologista também apontou o fato de o medicamento ser feito à base de algas, que representa toxicidade mais baixa em relação aos que se encontram disponíveis no mercado. Os resultados obtidos na fase pré-clínica indicam ainda outra vantagem: o medicamento poderá ser associado a outros no tratamento da aids, ou como microbicida, fazendo a prevenção da doença.

Os pesquisadores realizaram testes em células humanas, em tecidos retirados de seres humanos e também em animais. A conclusão dos estudos demandará financiamento de R$ 10 milhões. Os recursos incluem a construção de um centro único das três instituições de pesquisa que participam do projeto para que seja feito o teste das substâncias extraídas das algas e das que estão sendo estudadas e modificadas.

Para Castello Branco, a descoberta de um produto nacional para combater o HIV poderá representar uma economia de cerca de R$ 1 bilhão para o Brasil – valor gasto anualmente com a compra de medicamentos no exterior e o pagamento de royalties.

O imunologista afirmou que as algas que forneceram as substâncias em estudo foram extraídas com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entretanto, os cientistas estão desenvolvendo métodos alternativos para evitar a retirada das algas do meio ambiente, por meio do cultivo ou uso de química para sintetização desses medicamentos.

INCRÍVEL: “ESTADO DE DIREITO” BRASILEIRO IMPEDE AGÊNCIA FISCALIZADORA DE FISCALIZAR

Entidades denunciam ação de transnacionais para impedir reavaliação dos agrotóxicos mais nocivos à saúde

Da Ecoagência

Dezesseis entidades nacionais lançaram nota pública denunciando a estratégia das empresas que produzem e comercializam agrotóxicos, um grupo de transnacionais, para impedir a reavaliação – e a possível retirada do mercado – dos produtos considerados mais nocivos à saúde.

Ano passado, o Brasil tornou-se o segundo maior consumidor mundial de agrotóxicos, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2006, aconteceram 9.600 registros de intoxicação por estes produtos no país, 17% acima do ano anterior. Leia abaixo a íntegra do texto das entidades.

NOTA PÚBLICA

DESREGULAMENTAR PARA ENVENENAR:
Transnacionais querem impedir a reavaliação dos agrotóxicos no país,
colocando em risco saúde da população brasileira.

Em 2007, o Brasil tornou-se o segundo maior consumidor mundial de agrotóxicos, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre 2002 e 2007, o faturamento líquido do setor passou de US$ 1,9 bilhão para US$ 5,4 bilhões e a tendência de crescimento deve continuar, graças ao fortalecimento do modelo exportador de commodities agrícolas.

Entretanto os prejuízos e benefícios que esse modelo produz são muito mal distribuídos.

No que se refere à expansão do uso dos agrotóxicos, os prejuízos ficam para os pequenos produtores rurais e a população em geral. Segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, em 2006, os agrotóxicos de uso agrícola e doméstico totalizaram quase 9.600 registros, 17% acima do ano anterior, e para cada intoxicação notificada estima-se que há outras 50 não comunicadas.

A maior parte delas ocorre no campo, entre trabalhadores rurais, que não recebem treinamento adequado para entender o código de cores que indica a toxicidade de um produto, compreender as informações complexas apresentadas nas bulas, ou interpretar corretamente o significado dos pictogramas, que os avisam que devem usar máscaras ou luvas.

Porém os danos dos agrotóxicos também atingem a população urbana, pois, segundo o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), parte considerável dos alimentos chegam às mesas das pessoas com resíduos de agrotóxico acima do limite recomendado, ou contaminados por agrotóxicos não apropriados para aquela cultura.

Por outro lado, os benefícios são apropriados por um grupo de 10 empresas, quase todas transnacionais, que controlam o mercado nacional de agrotóxicos. Bayer (Alemanha), Syngenta (Suíça), Basf (Alemanha), Monsanto (EUA), Dow Chemical (EUA), Milenia/Makteshim Agan (Israel), DuPont (EUA), FMC (EUA), Nortox (Brasil) e Arysta (Japão), juntas, são responsáveis pela comercialização de mais de 90% dos agrotóxicos no Brasil.

Estas empresas, individualmente ou através do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (SINDAG), vêm recentemente obtendo uma série de liminares contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde, e conseguindo impedir ou adiar o processo de reavaliação dos agrotóxicos registrados no país.(Veja texto na íntegra)

Assinam a nota:
GT Químicos da Rede Brasileira de Justiça Ambiental
Articulação Nacional da Agroecologia – ANA
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB
Federação Nacional dos Farmacêuticos – FENAFAR
Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional – FBSAN
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC
Marcha Mundial das Mulheres – MMM
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais – DhESCA Brasil
Rede Brasileira de Justiça Ambiental – RBJA
Rede Brasileira Pela Integração dos Povos – REBRIP
Relatoria Nacional para o Direito Humano ao Meio Ambiente / Plataforma DHESCA Brasil
Terra de Direitos
Via Campesina

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O ESTADO DE DIREITO A SERVIÇO DA CENSURA

TEATRO DEVERIA SER POLÍTICA PÚBLICA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE

Palco do Teatro Rondon Pacheco de Uberlândia

Uma ótima idéia aconetece em João Pessoa na Paraíba (veja texto abaixo), que é usar o teatro para educação no ensino de questões da saúde. Essa deveria ser uma política pública. O teatro pode ser uma ferramenta importantíssima para a educação, ainda que seja muito mais do que isso. As escolas públicas deveriam ter dramaturgia como disciplina obrigatória. Além de educar de uma forma lúdica e criativa, construiríamos com certeza uma indústria fortíssima na área teatral.

Agentes usam técnica teatral para ensinar bons hábitos de saúde às comunidades

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Encenar situações da vida real em pequenas peças foi a forma que agentes comunitários de João Pessoa, capital da Paraíba, encontraram para ensinar bons hábitos de saúde às pessoas da comunidade onde eles vivem e trabalham. É o projeto Agente Ator Comunitário de Saúde, o segundo colocado na 3ª Mostra Nacional de Experiências em Saúde da Família, em uma das três categorias avaliadas no concurso.

“A gente trabalha com as temáticas da unidade [de saúde onde trabalham]: pré-natal, amamentação, gestação. A gente faz a encenação dentro dessa temática e o mais importante é que envolve também a ação do dia-a-dia da comunidade, uma situação da vida real que a gente traz para a encenação”, diz o agente de saúde Alecsandro Pereira de Melo.

No final de 2003, Ana Carla e Alecsandro Pereira de Melo, deram início à experiência no bairro de Mangabeira, um dos maiores da capital paraibana. Também participam da ação médicos, enfermeiros e auxiliares das quatro equipes de saúde da família do bairro. Os resultados positivos já aparecem, seja na participação da comunidade nos eventos da unidade de saúde, seja no cuidado das pessoas com a própria saúde.

“Quando a gente chega na casa de uma Maria ou de um João, a coisa se torna mais fácil, eles já sabem como têm de fazer”, revela Alecsandro. “É muito gratificante esse trabalho, porque eu estou fazendo o que gosto, o pessoal também. Além desse trabalho como agente comunitário, o pessoal está tendo o retorno da comunidade, que é muito importante”.

A experiência em João Pessoa é um dos 1.940 trabalhos inscritos para concorrer aos prêmios da mostra e um dos quase quatro mil que estão sendo apresentados no evento, que comemora os 20 anos do Sistema Único de Saúde (SUS) e os 15 anos da Estratégia Saúde da Família (ESF).

“Nossa idéia é propiciar a troca de experiências sobre as diversas situações que essas equipes de saúde enfrentam no Brasil de acordo com a realidade em que são implantadas”, explica Toni Silveira, coordenador do evento. Entre os trabalhos apresentados, estão relatos não só de agentes comunitários de saúde, mas também de equipes da Saúde da Família e estudos sobre a estratégia, desenvolvidos por secretarias, universidades e outras instituições.

Notícia completa na Agência Brasil

É POSSÍVEL MELHORAR A SAÚDE PÚBLICA

É difícil ser a favor de algum imposto. Mas o imposto do cheque (antiga CPMF) deveria ser aprovado e dentro de um grande plano de investimento para a saúde, que é a tentativa da Emenda 29. O erro do governo Lula (PT) é tentar colocar o imposto do cheque sem qualquer contrapartida. Por exemplo, uma redução na alícota do Imposto de Renda da pessoa física e desoneração para alguns setores. O imposto do cheque é bom porque cobra mais de quem tem mais e não tem custo de arrecadação. Além disso, é um ótimo instrumento contra a corrupção e sonegação das grandes empresas. Mas se o governo Lula conseguir melhorar o atendimento no SUS, fica inviável qualquer candidato da oposição. É possível melhorar a saúde e isso parece assustar a oposição.

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