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MOSCAS E MEL CONSTROEM UMA INCRÍVEL METÁFORA ARTÍSTICA PARA O NASCIMENTO E O DESAPARECIMENTO DO MUNDO NA OBRA DE RIVANE NEUENSCHWANDER

Por Maura Voltarelli

O experimentalismo inusitado é o que se vê nessa obra da artista plástica brasileira Rivane Neuenschwander. Comparada internacionalmente com Lygia Clark e Hélio Oiticica, Rivane utiliza materiais corriqueiros e efêmeros para compor a sua obra, onde sempre transparece uma percepção e olhar crítico peculiar sobre a realidade.

Nas bordas do surrealismo e da arte sensorial e interativa, Rivana está atenta aos detalhes, ao que passa despercebido para muitos, menos para os bons artistas. Além deste trabalho que destacamos, a artista também ficou conhecia pelo filme “Quarta-feira de cinzas/Epilogue”, que realizou com Cao Guimarães, onde formigas transportam os confetes deixados no chão depois dos quatro dias de folia do carnaval em uma espécie de epílogo melancólico, mas também de renovação.  O experimentalismo e o olhar original são marcas do filme que se deixam ver também na sua trilha sonora composta digitalmente pelo duo O Grivo.

Abaixo, deixamos um mapa mundi feito e desfeito pela efervescência das moscas em uma metáfora que revisita o passado e já se lança sobre o por vir, deixando no final apenas um branco nada juntamente com a sensação de que o mundo como o conhecemos, depois de fartas as moscas, pode um dia não existir mais. Seguem também algumas cenas do filme que citamos mostrando o trabalho das formigas sobre o que restou de todo delírio e descanso do carnaval.

Cena do filme "Quarta-feira de cinzas/Epilogue"

Cena do filme “Quarta-feira de cinzas/Epilogue”

Cena do filme "Quarta-feira de cinzas/Epilogue"

Cena do filme “Quarta-feira de cinzas/Epilogue”

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