Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: Tecnologia

PORTO ALEGRE TERÁ O AEROMÓVEL, COM TECNOLOGIA BRASILEIRA, NO SEGUNDO SEMESTRE, 24 ANOS APÓS INSTALAÇÃO NA INDONÉSIA

Aeromovel em Porto Alegre é concretização do sonho de décadas de um gaúcho

Nos anos 1980, tecnologia ganhou linha de testes em Porto Alegre e foi implantada em Jacarta, na Indonésia, onde está em operação há 24 anos. Inauguração do projeto em 2013, no estado natal de Oskar Coester, é aguardada com expectativa pelo inventor

Portal da Copa

Quem passa em frente ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, fica pelo menos curioso. Diante do terminal de passageiros, dezenas de pessoas trabalham em uma via de concreto, cuja altura varia de 4,5 a 9 metros. A estrutura chama atenção não só pela elevação, mas pelas curvas sinuosas presentes no trajeto. Os trabalhos ali estão na reta final.

Os trilhos estão sendo ajustados na via. No começo e no fim da linha, duas estações de 450 m², climatizadas e com portas automáticas, recebem os acabamentos. Os dois veículos que vão circular na estrutura – um para 150 passageiros e outro para 300 –  foram fabricados em Três Rios, no interior do Rio de Janeiro. O menor chega a Porto Alegre em abril, para os primeiros testes, e o segundo em maio. Esse é o contexto da primeira linha comercial do Aeromovel no país. A previsão de início da operação é para o segundo semestre de 2013.

Fotos: Danilo Borges/Portal da Copa

Fotos: Danilo Borges/Portal da Copa#Humberto Kasper, da Trensurb: aeromovel <br>será "um braço do sistema de mobilidade"

Humberto Kasper, da Trensurb: aeromovel
será “um braço do sistema de mobilidade”

Barco a vela invertido

O Aeromovel é um sistema automatizado de transporte de passageiros que se locomove em via elevada. Trata-se de um veículo leve sobre trilhos movimentado pelo ar gerado por ventiladores industriais, que controlam pressão, direção e velocidade do ar.

“O veículo tem uma placa de propulsão fixa no chassi do carro, que fica enclausurada dentro da via. Então, uma corrente de ar de baixa pressão e de alta vazão sopra o veículo empurrando ele pra frente ou succiona, trazendo o veículo de volta. O motor que gera a força de tração do sistema fica fora do veículo, deixando o veículo mais simples e mais leve possível”, explica Diego Abs, diretor de engenharia da Aeromovel Brasil S/A, empresa sediada em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre.

“A roda e o trilho tem funções diferentes em relação ao transporte ferroviário. Eles são usados para uma espécie de rolamento linear e a propulsão é feita independente da roda. É um sistema de barco a vela invertido, em que o próprio duto da via é o túnel de vento. Ao invés de esperar o vento soprar, o vento é soprado através de ventiladores industriais, movidos a energia elétrica.”, acrescenta o gaúcho Oskar Coester, presidente da empresa e inventor da tecnologia.

Em Porto Alegre, o percurso do Aeromovel terá um quilômetro, fazendo a ligação direta entre a Estação Aeroporto, integrante do metrô da capital gaúcha , e o terminal 1 de passageiros do aeroporto Salgado Filho. A linha é de responsabilidade da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), vinculada ao Ministério das Cidades. A Trensurb adquiriu o pacote tecnológico do Aeromovel em agosto de 2010.

#Clique na imagem para ver o infográfico completo

Clique na imagem para ver o infográfico completo

“O Aeromovel será tratado como um braço da Trensurb do sistema principal. Ao comprar o bilhete da Trensurb, o usuário já estará dentro do sistema. Na Estação Aeroporto, ele fará uma transferência, já na área paga, e poderá ter acesso ao Aeromovel para chegar ao aeroporto, sem custo adicional. E o mesmo vale para o sentido oposto, basta adquirir o bilhete do metrô”, explica Humberto Kasper, diretor-presidente da Trensurb.

De acordo com Kasper, a decisão de implantar o Aeromovel foi baseada em vários fatores. “Em 2004, um parecer técnico do Ministério da Ciência e Tecnologia recomendou que o país investisse no desenvolvimento da tecnologia, 100% nacional. No relatório da CPI da crise do sistema de tráfego aéreo, foi recomendado que houvesse soluções para os aeroportos em termos de acesso por modos coletivos de transporte. Um plano de soluções foi produzido pelo Ministério das Cidades, que recomendou os testes com a tecnologia Aeromovel, sugerindo a criação da linha aqui em Porto Alegre”, diz.

Em dezembro de 2010, a Trensurb e a Infraero assinaram um termo de cooperação para implantação do sistema entre a estação do metrô e o aeroporto. A obra teve início em agosto de 2011, com investimento total de cerca de 38 milhões de reais, recursos do governo federal. (Texto Integral)

Veja mais:

Anúncios

O MUNDO DAS REDES SOCIAIS AJUDOU A CRIAR A ERA DAS IMAGENS EM QUE VALE MAIS REGISTRAR PARA MOSTRAR DO QUE VIVER

A fotografia não existe mais para lembrar, mas para esquecer

A fotografia não existe mais para lembrar, mas para esquecer

Mallarmé, o mais lógico dos estetas do século XIX, disse que tudo no mundo existe para terminar num livro. Hoje, tudo existe para terminar numa foto.”
(Susan Sontag. “Sobre fotografia”)

Da Carta Capital

Clicar, em vez de viver, tornou-se norma
Por Marsílea Gombata

Em meio ao burburinho da sala onde fica o quadro Mona Lisa, no Museu do Louvre, em Paris, o fotógrafo Fabio Seixo percebeu algo não exatamente errado, mas exagerado. Os visitantes se espremiam para disparar os flashs da máquina e ter a foto de uma das imagens mais intrigantes e conhecidas do mundo. A guerra para fotografar a musa enigmática imortalizada por Leonardo da Vinci revelava, ali, algo maior: a necessidade de se vivenciar, por meio da foto, a experiência do presente.

“É uma imagem tão icônica quanto aquela de Che Guevara (feita por Alberto Korda em 1960). Pensei: ‘Nossa, que loucura. Será que as pessoas não conhecem a Mona Lisa?’ Então tive um estalo e vi que elas, na verdade, viajam muito mais para marcar território e dizer que estiveram lá do que para curtir a viagem”, reflete.

A experiência em 2005 fez germinar uma semente batizada de Photoland. O projeto, que tem pretensão de virar livro depois de ter ganho exposições no Rio de Janeiro e espaço no festival Paraty em Foco, busca refletir de que modo o ato de fotografar se tornou mais importante do que a vivência e como, em uma espécie de compulsão, ganha fôlego no fértil terreno da tecnologia digital. “Quando você está na Torre Eiffel, se fotografa ali e posta essa imagem, está afirmando sua presença nesse lugar, dizendo que esteve lá”, fala o autor sobre o que considera uma experiência narcisista. “A câmera é um anteparo entre você e as coisas. Então, quando se fotografa, deixa-se de viver o presente para vivenciar a experiência de estar fotografando.”

Foi a possibilidade de mergulhar no universo da escrita com luz que lhe permitiu a reflexão sobre essa dinâmica. O fotógrafo nascido no Rio de Janeiro tem contato com o ofício desde a infância, quando frequentava a redação da extinta Iris Foto, revista histórica com auge nos anos 1970 e 1980, cuja editora era da família de sua tia. Ao concluir a faculdade de jornalismo, não teve dúvida sobre qual caminho seguir e foi trabalhar como fotógrafo de jornal diário. A experiência durou cinco anos. Em 2004, tornou-se autônomo.

Ao refletir sobre a experiência do mundo da fotografia digital atrelada ao narcisismo, existe a intenção de transformar o ato de fotografar em paisagem. A fotografia passa a fazer o papel da natureza, instaurando-se como realidade física. Seixo observa que a intenção de debater os fotógrafos amadores em ação como se fossem paisagem vem da própria imagem autobiográfica. Até que ponto o autor da foto faz parte da cena? “Nesse ato, acabamos perdendo a paisagem. É como se ela não tivesse importância e nós nos tornássemos a própria.”

Na fotografia da fotografia, os cartões-postais não são a Torre Eiffel, o Coliseu, o Empire State Building ou o Buckingham Palace. São, no lugar, quem ali esteve na busca por um arquivo fotográfico cada vez mais amplo. Os traços sobre a necessidade de ser visto são propositais na obra. “O projeto esbarra na questão da visibilidade. Não basta ser um bom médico, um bom professor ou um bom jornalista se você não estiver referendado pelos dispositivos de visibilidade, como mídia e redes sociais”, analisa. “Isso, paradoxalmente, denota o quanto estamos nos tornando uma fotografia de nós mesmos. Não sabemos mais quando estamos posando ou sendo natural. É como se estivéssemos o tempo todo representando um personagem”. (Texto completo)

Veja mais em Educação Política:

PESQUISADORES FAZEM NANOTUBO TORCIDO DEZ MIL VEZES MENOR DO QUE FIO DE CABELO E 100 VEZES MAIS RESISTENTE DO QUE O AÇO

Supermúsculos de carbono e cera

Nanotubos recheados com parafina podem ser a base de fibras artificiais potentes e velozes

MARCOS PIVETTA | Edição Online 16:28 19 de novembro de 2012

Nanotubo torcido

Nanotubo torcido

Uma equipe internacional de pesquisadores, com participação destacada de cinco brasileiros, produziu fios retorcidos feitos de nanotubos de carbono e recheados de parafina de vela que podem ser a base para o desenvolvimento de músculos artificiais extremamente potentes e velozes.  “Se compararmos um músculo de nanotubos de carbono com um músculo humano da mesma espessura, o primeiro consegue exercer 400 vezes mais força”, diz o engenheiro de materiais Márcio Lima, pesquisador associado do NanoTech Institute da Universidade do Texas em Dallas, principal autor do trabalho, que sai na revista científica Science com data de 16 de novembro. “Esses músculos se contraem por completo em apenas 25 milésimos de segundo.”

Nanotubos de carbono são folhas de apenas um átomo de espessura enroladas em torno de si mesmas, como um canudo. O diâmetro de um nanotubo é dez mil vezes menor do que o de um fio de cabelo e 100 vezes mais resistente que o aço. A estrutura composta de fios entrelaçados de nanotubos de carbono e infiltrados com cera é capaz de levantar um objeto equivalente a 100 mil vezes o seu próprio peso ou fazer girar uma pá a uma velocidade média de 11.500 rotações por minuto. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

PESQUISA TRAZ NOVOS CAMINHOS PARA PRODUÇÃO DE MATERIAIS PLÁSTICOS BIODEGRADÁVEIS A PARTIR DA CANA-DE-AÇÚCAR

Conversão de bagaço da cana abre frente para produção de polímero verde

Jornal da Unicamp/ SílvioAnunciação

Pesquisa da Unicamp obtém um microrganismo eficiente para converter os açúcares presentes no bagaço da cana em ácido lático, um composto químico com alto valor agregado e com versatilidade em aplicações. A produção biotecnológica do ácido lático abre perspectiva, no futuro, para o desenvolvimento de um polímero totalmente biodegradável, o polilactato (PLA), capaz de substituir os plásticos derivados do petróleo. A biotecnologia é a manipulação ou modificação de organismos vivos para a obtenção de produtos específicos.

O polilactato poderia, por exemplo, ser empregado na produção de garrafas para água mineral, copos e sacolas descartáveis, tecidos, fibras para preenchimento de estofamento, utensílios plásticos em geral e, até mesmo, em próteses e enxertos ósseos. Além de utilizar uma fonte renovável – no caso o bagaço da cana-de-açúcar, o processo tem a vantagem de não competir com a produção de alimentos, que explora amplamente o ácido lático.

O estudo foi conduzido na Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp em parceria com o Instituto Leibniz de Engenharia Agrícola da cidade de Potsdam na Alemanha. O trabalho é fruto de pesquisa de doutorado de Giselle de Arruda Rodrigues, que atua no Laboratório de Engenharia Bioquímica, Biorrefinaria e Produtos de Origem Renovável (Lebbpor) da FEQ. O Lebbpor é coordenado pela docente Telma Teixeira Franco, orientadora do estudo no Brasil. Pelo lado alemão, o pesquisador Joachim Venus, do Departamento de Bioengenharia do Leibniz, coorientou a pesquisa.

O ácido lático foi descoberto pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele (1742-1786) no século XVIII a partir de pesquisas com o leite talhado. Na indústria, a sua produção é comumente obtida com microrganismos que atuam na fermentação dos açúcares presentes no leite e seus derivados. As propriedades acidulantes, capazes de deixar certos alimentos com gostos azedos, tornaram o ácido lático indispensável na indústria alimentícia, principalmente para os queijos, iogurtes, refrigerantes, sucos artificiais e cervejas. Os seres vivos também produzem ácido lático, que é liberado durante a realização de atividades físicas.

“Recentemente o ácido lático tem sido utilizado também para a produção do biopolímero polilactato (PLA), um poliéster bastante versátil. Este polímero possui muitas vantagens do ponto de vista de processos industriais. Ele possui atributos como transparência, brilho, resistência mecânica, termorresistência e biodegradabilidade”, enumera a pesquisadora e engenheira de alimentos Giselle Rodrigues.

Para a produção de PLA, o ácido lático é frequentemente obtido a partir de açúcares de seis carbonos encontrados no melaço da cana-de-açúcar no Brasil e no amido do milho nos Estados Unidos. É a primeira vez, no entanto, que se obtém o ácido lático a partir de açúcares de cinco carbonos presentes no bagaço da cana.

“O desafio é não usar o melaço da cana ou o amido do milho nesta produção. Fica difícil pensar em produzir, por exemplo, sacolas plásticas destas de supermercados a partir de uma matéria-prima que pode servir na alimentação humana. O ácido lático obtido do bagaço – uma fonte renovável – não irá competir com o fornecimento de alimentos e pode, ao mesmo tempo, ser utilizado para a produção de materiais biodegradáveis”, reforça a engenheira de alimentos. (Texto integral)

Veja mais em Educação Política:

 

O DIREITO DE LER: TEXTO DE 1997 DE RICHARD STALLMAN ESTÁ MAIS VIVO DO QUE NUNCA

O direito de ler: texto clássico de Richard Stallman

Do Xô Censura

English: Richard Stallman in his Saint iGNUciu...

English: Richard Stallman in his Saint iGNUcius Avatar at Techniche , IIT Guwahati (Photo credit: Wikipedia)

Este artigo foi publicado na edição de fevereiro de 1997de Communications of the ACM (Volume 40, Number 2) (de “The Road to Tycho” , uma coleção de artigos sobre os antecedentes da Revolução Lunar, publicado em Luna City, em 2096)

Para Dan Halbert, o caminho para Tycho começou na faculdade, quando Lissa Lenz pediu seu computador emprestado. O dela havia quebrado, e, a não ser que ela conseguisse um outro emprestado, ela não conseguiria terminar seu projeto bimestral. E não havia ninguém a quem ela ousasse pedir isso, exceto Dan.

Isso deixou Dan num dilema. Ele tinha que ajuda-la, mas se emprestasse seu computador, ela poderia ler seus livros. Além do fato de que você pode ir para a prisão por muitos anos por deixar alguém ler seus livros, a própria idéia o chocou a príncipio. Como todos mais, lhe tinham ensinado desde o primário que emprestar livros era algo terrível e errado, algo que só piratas fariam.

E não havia muita chance de que a SPA – Software Protection Authority – não o descubrisse. Na sua aula de software,
Dan havi aprendido que cada livro tinha embutido um monitor de copyright que informava quando e onde ele era lido, e por quem, para a Central de Licenciamento. (Eles usavam essa informação para pegar piratas de leitura, mas também para vender perfis de preferência de leitura para vendedores.) Na próxima vez em que seu computador estivesse conectado à rede, a Central de Licenciamento iria saber. Ele, como dono do computador, receberia a dura punição, por não ter feito os sacrifícios necessários para evitar o crime.

Claro que Lissa não pretendia, necessariamente, ler seus livros. Ele poderia quer o computador apenas para escrever seu projeto. Mas Dan sabia que ela vinha de uma família de classe média e mal podia arcar com as mensalidades, quanto mais suas taxas de leitura. Ler os livros de Dan poderia ser a única forma dela terminar o curso. (10% dessas taxas iam para os pesquisadores que escreviam os artigos; uma vez que Dan pensava em seguir carreira acadêmica, ele tinha esperanças de que seus próprios artigos de pesquisa, se fossem citados constantemente, renderiam o suficiente para pagar seu financiamento. )

Mais tarde, Dan aprenderia que havia um tempo em que qualquer pessoa poderia ir à biblioteca e ler artigos de periódicos, e até mesmo livros, sem ter que pagar. Haviam estudiosos independentes que liam milhares de páginas sem permissões governamentais para uso de biblioteca. Mas nos idos de 1990, editores tanto comerciais quanto institucionais de periódicos começaram a cobrar pelo acesso. Em 2047, bibliotecas oferecendo acesso gratuito ao público para artigos acadêmicos eram uma lembrança distante.

Havia formas, claro, de contornar a SPA e a Central de Licenciamento. Eram, eles mesmos, ilegais. Dan havia tido um colega na aula de software, Frank Martucci, que havia obtido uma ferramenta ilegal de depuração, a usava para pular o código monitor de copyright quando lia livros. Mas ele contou a muitos amigos sobre isso, e um deles o entregou à SPA por uma recompensa (estudantes devedores eram facilmente tentados pela traição). Em 2047, Frank estava na prisão, não por leitura pirata, mas por possuir um depurador.

Dan iria aprender depois que havia um tempo em qualquer pessoa podia ter ferramentas depuradoras. Havia até mesmo
ferramentas depuradoras gratuitas disponíveis em CD, ou que podiam ser baixadas da rede. Mas usuários normais começaram a usa-las para passar por cima dos monitores de copyright, e, eventualmente, um juíz declarou que isso havia se tornado seu uso principal na prática. Isso significava que elas se tornaram ilegais. Os desenvolvedores de ferramentas
de depuração foram enviados para a prisão.

Programadores ainda precisavam de ferramentas de depuração, claro, mas vendedores de depuradores em 2047 distribuiam
apenas cópias numeradas, e apenas para programadores oficialmente licenciados e juramentados. O depurador que Dan usou na aula de software era mantido atrás de uma firewall especial, de forma que podia ser usado somente para os exercícios da aula.

Também era possível passar por cima dos monitores de copyright instalando um kernel modificado do sistema operacional. Dan eventualmente descobriu sobre os kernels livres, e mesmo sistemas operacionais inteiros livres, que haviam existido por volta da virada do século. Mas eles não eram somente ilegais, como os depuradores, você não poderia instalar um mesmo que tivesse um, sem saber a senha do administrador do seu computador. E nem o FBI nem o Suporte da Microsoft lhe diriam qual ela é.

Dan concluiu que ele simplesmente não podia emprestar seu computador para Lissa. Mas ele não podia se recusar a
ajuda-la, por que ele a amava. Cada chance de falar com ela o deixava em êstase. E já que ela o havia escolhido para
ajuda-la, isso poderia significar que ela o amava também.

Dan resolveu o dilema fazendo algo ainda mais impensável: ele emprestou seu computador a ela, e lhe disse sua senha. Dessa forma, se Lissa lesse seus livros, a Central de Licenciamento pensaria que ele os estava lendo. Isso ainda era um crime, mas a SPA não ficaria sabendo automaticamente sobre ele. Eles só saberiam se Lissa o entregasse.

Claro, se a faculdade descobrisse que ele tinha dado a Lissa sua própria senha, seria o fim para ambos enquanto estudantes, não importa para que ela tivesse usado essa senha. A política da faculdade era que qualquer interferência com as formas que ela tinha de monitorar o uso que os estudantes faziam do computador era o suficiente para ação disciplinar. Não importava se você havia feito qualquer coisa danosa, a ofensa tornava difícil que os administradores verificassem o que você estava fazendo. Eles assumiam que você estava fazendo alguma outra coisa que era proibida, e eles não precisavam
saber o que era.

Alunos não eram expulsos por isso normalmente – não diretamente. Ao invés disso eles eram banidos do sistema de computadores da faculdade, e iriam, inevitavelmente, ser reprovados em seus cursos.

Depois, Dan aprenderia que esse tipo de política universitária havia começado apenas por volta dos anos 1980, quando mais alunos começaram a usar os computadores. Anteriormente, as universidades tinham uma abordagem diferente para a disciplina; eles puniam atividades que eram danosas, não aquelas que meramente levantavam suspeitas.

Lissa não denunciou Dan para a SPA. Sua decisão de ajuda-la levou ao casamento dos dois, e também os levou a questionar o que eles tinham aprendido sobre pirataria enquanto crianças. O casal começou a aprender sobre a história do
copyright, sobre a União Soviética e suas restrições para cópias, e mesmo sobre a Constituição original dos Estados
Unidos. Eles se mudaram para Luna, onde eles encontraram outros que, da mesma forma, haviam gravitado para longe
do longo braço da SPA. Quando o Levante de Tycho começou em 2062, o direito universal de leitura rapidamente se
tornou um de seus objetivos centrais.

Nota do autor
============ =

Esta nota foi atualizada em 2002.

O direito de leitura é uma batalha que está sendo travada hoje. Embora ainda possa levar 50 anos para nossa forma corrente de vida desaparecer na obscuridade, a maior parte das leis e práticas descritas acima já foram propostas –
Ou pela administração Clinton, ou por editores.

Há uma excessão: a idéia de que o FBI e a Microsoft terão a senha de administrador (root) dos computadores pessoais. Isso é uma extrapolação do Clipper chip e propostas similares da Administração Clinton, em conjunto com uma tendência a longo prazo: sistemas de computador estão mais e mais propensos a deixar o controle a operadores remotos do que a pessoas propriamente usando o sustema.

Mas nós estamos chegando muito próximos deste ponto. Em 2001, o senador Hollings, bancado pela Disney, propôs uma
lei chamada SSSCA que exigiria de cada novo computador um sistema de restrição de cópias, o qual o usuário não poderia ultrapassar.

Em 2001, os Estados Unidos propuseram que no tratado da área de livre comércio das Américas (FTAA, Federal Trade
Area of the Americas) as mesmas regras fossem impostas a todos os países do hemisfério ocidental. O FTAA é um dos
assim chamados tratados de “livre comércio” que na verdade são desenvolvidos para dar às empresas mais poder sobre
governos democráticos; impôr leis como o Ato do Copyright é típico de tal espírito. A Electronic Frotnier Foundation (http://www.eff. org/)
pede às pessoas que expliquem para outros governos porque deveriam se opor ao plano.

A SPA, que na verdade quer dizer ‘Software Publisher’s Association’ (Associação dos Editores de Software), não é, hoje, uma força policial oficial. Extra-oficialmente, ela age como uma. Ela convida as pessoas a delatarem seus colegas de trabalho e amigos; como a Administração Clinton, ela advoga uma política de responsablidade coletiva na qual donos de computadores devem ativamente endossar os copyrights ou serem punidos.

A SPA está presentemente ameaçando pequenos provedores de serviço para a Internet, exigindo que eles permitam que a
SPA monitore todos os usuários. A maioria dos provedores se rende quando ameaçada, por que eles não podem arcar com a batalha judicial. (Atlanta Journal-Constitutio n, 1 Oct 96, D3.) Pelo menos um provedor, Community ConneXion em Oakland CA, recusou a exigência e foi processado (https://www. c2.net/ispdc/). Diz-se que a SPA desistiu desse processo recentemente, mas eles certamente continuarão sua campanha de várias outras formas.

As políticas de segurança de universidades descritas acima não são imaginárias. Por exemplo, um computador numa universidade na área de Chigago imprime esta mensagem quando você efetua o log in (as aspas estão no original):

Este sistema é para uso apenas de usuários autorizados. Indivíduos usando este sistema de computação sem permissão, ou excedendo sua permissão estão sujeitos a terem toda a sua atividade neste sistema monitorada e gravada pelo pessoal da administração. No caso de monitoramento de individuos fazendo uso incorreto desse sistema, ou no caso de manutenção do sistema, as atividades de usuários autorizados também poderá ser monitorada. Qualquer um usando o sistema expressamente consente com tal monitoramento, e é avisado de que tal se monitoramento revelar possíveis evidências de atividades ilegais, ou violação dos regulamentos da Universidade, a administração pode fornecer a evidência de tais atividades para autoridades da Universidade e/ou oficiais da lei. ¨

Esta é uma abordagem interessante para a Quarta Emenda [da constituição dos EUA]: pressiona quase todas as pessoas a concordarem, antecipadamente, a abdicar de seus direitos sob a mesma.

Veja mais em Educação Política:

ASSIM COMO O YOUTUBE, REDES SOCIAIS TAMBÉM ESTÃO REVOLUCIONANDO A MANEIRA DE ASSISTIR TELEVISÃO NO BRASIL

TV Social: um mundo que vê, faz e lê o tempo todo

Quando o canal de vídeos YouTube começou a se popularizar na rede, a maioria das pessoas já tinha percebido que a maneira de assistir televisão já não era mais a mesma. Grande parte do conteúdo das emissoras estava no YouTbe em poucos segundos, compartilhado e visto por milhares de pessoas com uma qualidade muitas vezes melhor do que na tela das televisões.

Agora, é a vez das Redes Sociais alterar nossa forma de assistir TV. Isto porque elas estão repercutindo em tempo real o conteúdo visto nas telas. Segundo pesquisa da Motorola Mobility, que investigou os hábitos de consumo de mídia em 16 países, 72% das pessoas discutem o conteúdo da TV pelas redes sociais enquanto assistem. No Brasil, especificamente, 43% das pessoas entrevistadas usaram as redes sociais para recomendar conteúdos, ou seja, a integração entre TV e redes sociais tem se mostrado bastante expressiva.

Ainda segundo a pesquisa, o Brasil é o maior usuário de mobile TV da América Latina e o segundo do mundo. No país, 19% dos entrevistados afirmam assistir vídeos no celular diariamente. Como mostra notícia publicada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, “o usuário da América Latina passa por semana, em média, 3 horas jogando games, 6 horas em redes sociais, 11 horas assistindo TV ou filmes e 12 horas na Internet (web). São cinco horas semanais a menos de TV que na pesquisa do ano anterior”.

Estudos como esse mostram que as plataformas de acesso a informação estão mudando rapidamente. O mundo é cada vez mais móvel e a televisão precisa estar atenta para as novidades, adequando-se ao esquema das redes sociais para que uma alimente a outra ao invés de excluir. Se essa sociedade móvel e repleta de informações é boa ou ruim ainda não se sabe, o fato é que ela está aí e já faz parte da realidade de boa parte da população mundial.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Pesquisa aponta integração entre TV e redes sociais
Por André Mermelstein*
PAY-TV

Segundo a pesquisa, 72% das pessoas discutem o conteúdo da TV pelas redes sociais enquanto assistem
No Brasil, 43% das pessoas entrevistadas usaram as redes sociais para recomendar conteúdos

São Paulo – A Motorola Mobility apresentou nesta terça, 6, em primeira mão, uma pesquisa sobre os hábitos de consumo de mídia em 16 países, a “Media Engagement Barometer – How do people consume media and the Internet”. Pela primeira vez, a América Latina fez parte do painel, que entrevistou 9 mil pessoas, na América do Norte, Europa, Brasil, México e Argentina.

Segundo a diretora sênior para o mercado doméstico nas Américas da empresa, Liz Davidoff, os dados levantados mostram as tendências-chave às quais as operadoras devem atentar para gerar aumento de receita e base de assinantes. O estudo foi apresentado durante o Moto4you, evento que a fabricante realiza esta semana com operadores na Flórida.

Segundo a pesquisa, 72% das pessoas entrevistadas discutem o conteúdo da TV com seus amigos enquanto assistem, pelas redes sociais. Em 2010, este número era 38%. Recomendações de filmes e séries são desejadas por 62% dos entrevistados. E 50% apontaram que desejam formas de conectar o serviço de TV às suas redes sociais. “Percebemos que a conectividade entre devices tem que ser inteligente, os dispositivos têm que conversar” diz Liz. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

DEBATE SOBRE A REGULAÇÃO É IMPRESCINDÍVEL PARA QUE UMA CONCENTRAÇÃO DE PODER CADA VEZ MAIOR NAS MÃOS DAS TELES NÃO ACONTEÇA, DIZ FRANKLIN MARTINS
RELAÇÕES PERIGOSAS: COMISSÃO DA VERDADE PODERÁ TRAZER MAIS PROBLEMAS PARA A GRANDE MÍDIA DO QUE PARA MILITARES
EX-MINISTRO DA COMUNICAÇÃO DIZ QUE AVANÇO NA PRODUÇÃO DE REPORTAGENS É ESSENCIAL PARA QUE BLOGOSFERA NÃO SE TORNE “GRILO FALANTE” DA IMPRENSA
DA REGULAÇÃO ATÉ O DIPLOMA: RECEITA DA GRANDE MÍDIA CONTINUA SENDO A DE NÃO SE ATER AOS FATOS E SIM ÀS SUAS IDEOLOGIAS

PESQUISADORES BRITÂNICOS PRETENDEM COMERCIALIZAR ATÉ O FIM DESSE ANO COMPUTADOR DE R$ 50 QUE USARÁ LINUX E EXIBIRÁ FILMES EM ALTA DEFINIÇÃO

Pequeno no preço e no tamanho

O “Raspberry Pi” é uma placa do tamanho de um cartão de crédito com saídas USB e HDMI e com memória variando entre 128 MB e 256 MB, sendo que o de memória menor chegaria ao mercado com um custo de apenas R$50,00; e o de maior memória com um custo de R$ 70,00.

Pequeno no tamanho e no preço, o computador desenvolvido por pesquisadores britânicos da Universidade de Cambridge é capaz de produzir vídeo em alta definição e opera com o que a tecnologia produziu de melhor em termos de economia de espaço, armanezamento e transmissão de dados.

“O principal objetivo do projeto é criar um computador barato para ser usado como “brinquedo” por crianças e incentivar o estudo da informática em pessoas mais jovens para que cheguem à universidade mais interessadas e com mais conhecimento sobre computadores”, como revela notícia publicada pelo portal G1.

Cada vez menores, testando sistemas operacionais alternativos, a nova geração de computadores chega ao mercado com rapidez e, o que é melhor, com preços cada vez mais viáveis. Não poderíamos chamar de outra coisa que não seja uma espécie de democratização da tecnologia e da informação.

Veja trecho de notítica sobre o assunto:

Computador de R$ 50 usará Linux e exibirá filmes em alta definição
‘Raspberry Pi’ é uma placa do tamanho de um cartão de crédito.
Sistema usa processador ARM e poderá ser ligado a uma TV.
Por Altieres Rohr

Pesquisadores britânicos ligados à Universidade de Cambridge acreditam que irão comercializar até o fim de 2011 um computador batizado de “Raspberry Pi”. O sistema é na verdade uma placa do tamanho de um cartão de crédito com saídas USB e HDMI para que possa ser conectado à TV, teclado e mouse.

O computador terá dois modelos. O mais simples, modelo A, custará US$ 25 (cerca de R$ 50) e terá 128 MB de memória. O mais caro, modelo B, custará US$ 35 (R$ 70), mas terá o dobro de memória (256 MB) e também conexão à rede cabeada. No modelo mais simples, a única forma de conexão com a internet é usando um adaptador USB.

O Raspberry Pi também tem saída de áudio e saída de vídeo composto, frequentemente encontrada até em aparelhos de TV mais simples. Ele é capaz de reproduzir vídeo 1080p a 30 quadros por segundo – a qualidade de alta definição usada por vídeos em Blu-Ray.(Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

FALHA DA TECNOLOGIA FLEX (BICOMBUSTÍVEL) AJUDA A MANTER O PREÇO ALTO DO ETANOL; CARRO PODE BATER PINO COM GASOLINA
A ERA DOS LIVROS DIGITAIS JÁ COMEÇA A DESPONTAR, NO ENTANTO, CUSTO DOS E-BOOKS AINDA DESAFIA AS EDITORAS
NA ERA DO CONHECIMENTO, O QUE AS PESSOAS DESEJAM MESMO É UM FILTRO PARA ORGANIZAR AS MILHARES DE INFORMAÇÕES DE CADA DIA
CÉLULAS-TRONCO JÁ PODEM SER CRIADAS A PARTIR DE CÉLULAS EXTRAÍDAS DO DENTE DE LEITE

CONSTRUÇÃO DE ANEL ÓPTICO INTERLIGANDO PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL PROMETE DIMINUIR DEPENDÊNCIA DOS EUA E BARATEAR CUSTOS

Hoje não há redes de dados conectando os países da América do Sul, as ligações são apenas transcontinentais

Atualmente, a comunicação entre os países da América do Sul só ocorre por meio de cabos submarinos ligados a outros continentes, principalmente, aos EUA. Enquanto na Europa, por exemplo, quase todo tráfego fica concentrado no limites das proprias fronteiras, no Brasil, entre 75% e 85% do tráfego regional passa por Miami, incluindo o conteúdo produzido nos países latino-americanos, como revelam dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Pensando em diminuir a dependência dos EUA e baratear o custo do serviço de transmissão de dados entre os países da região, uma proposta de criação de uma Rede de dados da Unasul (União das Nações Sul-americanas) está sendo discutida nesta terça-feira em Brasília com os ministros das Comunicações dos países envolvidos.

Como revela notícia publicada pelo Portal Vermelho, o ministro Paulo Bernardo diz que o objetivo maior com a construção do anel de fibra óptica interligando toda América do Sul é “baixar os preços, estender a abrangência territorial do serviço e aumentar a largura de banda disponível para a população”.

A dependência em relação aos EUA, que faz com que um provedor sul-americano pague pelo menos três vezes mais pela conectividade internacional do que um provedor localizado nos Estados Unidos, é absurda para o contexto atual em que a transmissão de dados e informações praticamente comanda não só as relações econômicas entre os países, como também as relações sociais entre a população.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

Rede de dados da Unasul tornará região menos dependente dos EUA

A integração das redes de fibra ótica dos países da América do Sul para a transmissão de dados na região permitirá que diversas prestadoras de serviços de telecomunicações possam utilizar a estrutura, sem precisar recorrer às redes dos Estados Unidos. A proposta de criação dessa rede de dados está sendo discutida nesta terça-feira (29), em Brasília, na reunião de ministros das Comunicações dos 12 países que formam a União das Nações Sul-americanas (Unasul).

“Queremos baixar os preços, estender a abrangência territorial do serviço e aumentar a largura de banda disponível para a população”, afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante a reunião.

Segundo o ministro, pela necessidade de trafegar por redes que passam pela América do Norte, atualmente um provedor sul-americano paga, pelo menos três vezes mais pela conectividade internacional, do que um provedor localizado nos Estados Unidos.

“Essa não é uma situação racional, seja do ponto de vista econômico, seja do ponto de vista estratégico e da proteção de nossas informações”, completou.

Segundo o ministro, o custo estimado para a integração das redes existentes na América do Sul nos próximos dois anos é de apenas R$100 milhões. Além disso, o governo brasileiro estuda a implantação de dois novos cabos submarinos ligando o País à Europa e aos Estados Unidos.

“Mas de pouco adiantaria um país se beneficiar com a chegada de um cabo transcontinental em seu território se o país vizinho não contar com forma de acesso à mesma infraestrutura em condições economicamente viáveis”, acrescentou Bernardo.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, destacou que a maior integração física entre as nações do continente possibilitará à região enfrentar com mais capacidade os atuais desafios da economia mundial. “A iniciativa também favorece a implantação de uma matriz própria do continente na área de tecnologia da informação”, concluiu. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

INSTITUTO ALANA ENTREGA TROFÉU DE MANIPULADORA PARA MATTEL PELA GRANDE QUANTIDADE DE PROPAGANDA AO PÚBLICO INFANTIL
DEBATE SOBRE A REGULAÇÃO É IMPRESCINDÍVEL PARA QUE UMA CONCENTRAÇÃO DE PODER CADA VEZ MAIOR NAS MÃOS DAS TELES NÃO ACONTEÇA, DIZ FRANKLIN MARTINS
ÚNICO MOVIMENTO NACIONAL DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS, HÁ 15 ANOS A ABRAÇO LUTA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO
TV POR ASSINATURA: COTAS DE PROGRAMAÇÃO NACIONAL E ABERTURA PARA TELES ESTRANGEIRAS ESTÃO ENTRE AS MUDANÇAS PREVISTAS PARA O SETOR

FALHA DA TECNOLOGIA FLEX (BICOMBUSTÍVEL) AJUDA A MANTER O PREÇO ALTO DO ETANOL; CARRO PODE BATER PINO COM GASOLINA

Plantaciones de caña

Falha na tecnologia flex pressiona preço

O preço do etanol continua alto porque os carros bicombustíveis, tecnologia flex, estão batendo o pino quando usam somente gasolina.

Segundo mecânicos, isso está sendo muito comum, mesmo com carros novos. O sensor flex não reconhece a gasolina e o carro começa a fazer barulho, principalmente em momentos em que exige mais torque (uma mudança de marcha para mais lenta)

O motorista que pensou ter a opção entre os dois combustíveis, em alguns casos só pode optar pelo etanol.

Com isso, o preço do combustível tende a ficar mais alto. E pior, o carro bicombustível (flex) consome mais do que os carros que são só movidos a etanol.

O projeto bicombustível precisa de uma tecnologia mais eficiente e também consumir a mesma quantidade de etanol e gasolina.

Há muitos carros bicombustíveis pelas ruas com barulho estranho porque o dono resolveu só usar gasolina.  Para evitar esse barulho, basta abastecer somente com o etanol.

Se não resolver, vá ao mecânico da sua confiança! O problema é outro..rsrs.

Leia mais em Educação Política:
O MERCADO ESTÁ NU: ENTREVISTA BOMBÁSTICA DE INVESTIDOR ALESSIO RASTANI NA BBC MOSTRA COMO AGE O MERCADO FINANCEIRO
O HAITI É AQUI: BANDA LARGA NO BRASIL É PIOR DO QUE NO HAITI, ETIÓPIA E IGUAL À DO IRAQUE, PAÍS DESTRUÍDO PELA GUERRA
FUSÃO DE GRANDES EMPRESAS ESTÁ NA RAIZ DA CRISE ECONÔMICA QUE ABATE OS ESTADOS UNIDOS E A UNIÃO EUROPÉIA
PILANTRAGEM INACREDITÁVEL DA MÍDIA: MERCADO QUER INTERFERIR NOS JUROS EM BENEFÍCIO PRÓPRIO E O POVO QUE SE EXPLODA

NA SOCIEDADE ATUAL O “ESTAR SÓ” É VISTO COMO DOENÇA OU EPIDEMIA DISFARÇANDO OS REAIS MALES DA CONTEMPORANEIDADE

Aparentemente, não parece existir nenhum problema no “estar só”. Para muitos, a solidão pode ser até um desprazer, mas outros a apreciam ou trocariam tudo por momentos de convivência consigo mesmos.

No entanto, a tendência do mundo moderno em diagnosticar, racionalizar e sintomatizar quase tudo começa a ver a solidão como uma espécie de doença ou epidemia, causa de todos os males. E aí reside certa inversão promovida pelos alienistas de plantão. Afinal, seria a solidão causa ou efeito de todos os males?

Cabe pensar que estamos sim cada vez mais sozinhos. Alguns por opção. Outros, no entanto, estão sozinhos sem perceber a solidão. Hiperconectados, a maioria tem a ilusão de não estar só para, de repente, surpreenderem-se solitários.

Assim, será mesmo que a solidão é a causa de todos os males, ou, um mundo onde a subjetividade se perde em meio às multidões e comercialização dos sentimentos humanos, é que não nos convida a uma espécie de narcisismo conectado em busca de uma individualidade fragmentada?

Se a solidão graça em excesso a culpa não parece ser dela, mas a sociedade não quer olhar para as sua próprias misérias e criações, é mais fácil diagnosticar e inventar doenças que estão no ser humano, jamais fora dele.

E não há aqui uma crítica à conectividade, posto seus benefícios democráticos e novidades, e sim à sociedade que faz dela o único reduto possível de salvação para as ausências que ela mesma cria, diluindo todas as outras possibilidades reais de troca e convivência.

Veja trecho de texto que gera reflexão sobre o assunto publicado pela revista Cult:

Política da solidão
Clinicalização do estar só escamoteia o verdadeiro mal da sociedade atual, que é a hiperconectividade
Marcia Tiburi

Algo vai muito mal com a autocompreensão do ser humano sob a crença de que existe um padrão normal dos afetos que calibraria o todo da experiência emocional humana. A crença na normalidade confirma apenas que vivemos mergulhados na incomunicabilidade. Os sentimentos humanos são nebulosos e confusos, mas não são expressos senão por meio de atos desesperados que falam por si mesmos.

Se a norma fosse estabelecida pelo que há de mais comum, teríamos de voltar ao paradoxo de Bacamarte: o anormal é normal, o normal é anormal.

O fenômeno contemporâneo da psiquiatrização da vida nasceu como tentativa de eliminar a estranheza humana. Hoje ele sustenta a indústria cultural da saúde, que se serve do sofrimento humano como a hiena se serve da carniça.

Para os fins do logro capitalista já não basta aproveitar a desgraça do outro, também se pode ajudar a incrementar a produção do infortúnio usando a arma do discurso. A moral une-se à ciência nessas horas e quem paga o preço é o indivíduo humano, do qual se extirpa a capacidade de pensar sobre sua própria vida.

Se a indústria farmacêutica depende da evolução das drogas e dos remédios, depende também da existência de doenças. Criar um remédio pode implicar a criação da doença.

Assim é que uma das mais fundamentais experiências humanas na mira dos sacerdotes da moral que propagam a psiquiatrização da vida é, hoje, a solidão. A banalidade da proposta não é pouco violenta.

Em pesquisa recentemente divulgada, um médico norte-americano definiu a solidão não apenas como doença, mas como epidemia. Tratou-a como uma tendência contrária à evolução. Definida como um erro da “natureza humana”, a solidão passa a ser vista fora de sua dimensão social e histórica. Como doença, ela seria a causa do sofrimento e não o efeito da perda de sentido da convivência entre as pessoas. Em última instância, daquilo que seria o significado mais próprio da política como universo da integração entre indivíduos e comunidades. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

LÖWY: INTERESSE, CAPACIDADE E CONSCIÊNCIA REVOLUCIONÁRIA DEVEM GUIAR O PESQUISADOR NA SUA BUSCA PELA VERDADE
JUNG: A RACIONALIZAÇÃO NÃO LIVROU O HOMEM MODERNO DE SEUS FANTASMAS, NA AUSÊNCIA DE UM SENTIDO DO SAGRADO, VIVE-SE UMA ÉPOCA ANESTESIADA, REPLETA DE NEUROSES
RICHARD SENNET: A INSTABILIDADE PRETENDE SER NORMAL NO VIGOROSO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
A ESBÓRNIA DAS PAPILAS GUSTATIVAS: SOCIEDADE VIVE EM EXCESSO DE SABOR E EM EXCESSO DE PESO

O ENSINO DE LETRA CURSIVA NAS ESCOLAS DEIXA DE SER EXIGÊNCIA EM UM NÚMERO CADA VEZ MAIOR DE ESTADOS NORTE-AMERICANOS

Traços pessoais já são coisa do passado

A abolição do ensino da letra cursiva ou “a mão”, como é conhecida, em escolas de mais de 40 estados norte-americanos, é um reflexo do crescente peso da tecnologia na sala de aula e divide opiniões entre os educadores. Em um tempo onde o computador está integrado a praticamente todas as relações do dia-a-dia, os professores americanos consideram mais importante focar no ensino da letra de forma, de traços mais simples, já que o contato cada vez mais frequente com os teclados, dispensariam o tempo exigido para o aprendizado da letra cursiva.

No entanto, para muito educadores, o ensino da letra cursiva continua importante, pois ele responde a necessidades básicas que às vezes surgem no cotidiano, além de preservar um tom mais intimista da escrita respondendo a uma necessidade de aprendizagem para a vida social. Outros ainda afirmam que o aprendizado da letra cursiva faz parte do desenvolvimento do ser humano e que tão importante quanto saber digitar com habilidade no teclado de um computador é saber escrever com lápis e papel, pois, segundo Artur Gomes de Morais, professor titular do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, muitos países valorizam muito mais um documento escrito à mão do que digitado no computador.

Polêmicas à parte, notícias como essa fazem perceber como a massificação produz e visa produzir seres cada vez mais homogêneos. Para o mundo globalizado, das novas e complexas tecnologias, nós não nos diferenciamos mais pelo gosto, pelas roupas, pela comida, e agora, nem mais pela letra! Resta perguntar: para onde está indo o indivíduo?

Leia texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

Estados americanos abolem escrita à mão nas escolas
Por Ricardo Carvalho

O estado norte-americano de Indiana, seguindo uma tendência de mais de 40 estados do país, aboliu a exigência do ensino de letra cursiva em suas escolas.

A nova norma recomenda aos professores não dar ênfase na aprendizagem da letra cursiva – escrita manuscrita em que as letras são arredondadas e ligadas umas às outras pelas pontas – e focar em outras habilidades, como a digitação de textos em teclados. Desse modo, os educadores norte-americanos conferem menos importância à prática de caligrafia, algo que sempre foi tradição no país. Na prática, a norma significa o desestimulo ao trabalho de uma das formas da escrita à mão – e mantém-se a exigência do ensino da letra de forma (também chamada de “imprensa”), o que acarreta na diminuição do tempo gasto com a aprendizagem da forma manuscrita.

A medida adotada por Indiana é um reflexo do crescente peso das novas tecnologias na sala de aula. Os responsáveis por sua adoção creem que o uso cada vez mais frequente pelos alunos de computadores torna desnecessário que a criança concentre esforços na forma cursiva.

Trata-se, também, de um reflexo de algo que já é uma realidade em muitas escolas norte-americanas. De acordo com o jornal Valor Econômico, pesquisas nacionais mostram que 90% dos professores da 1ª a 3ª série gastam apenas uma hora por semana para o desenvolvimento da escrita à mão.

A nova norma gerou polêmica tanto entre educadores norte-americanos quanto brasileiros. “Não há perda propriamente da aprendizagem escolar (ao abandonar-se o ensino da letra cursiva), mas sim na aprendizagem para a vida social: o da escrita para comunicações pessoais, bilhetes, listas de compras, atividades que a escrita com lápis e papel resolve mais rapidamente, preservando a intimidade da comunicação”, afirma Magda Becker Soares, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

FLIP PARA O RESTO DO BRASIL: TODAS AS CIDADES E ESCOLAS BRASILEIRAS DEVERIAM VIVER A BELEZA, AS IDEIAS E A POESIA QUE PASSOU POR PARATY
PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL PREVÊ A CONSTRUÇÃO DE 120 NOVAS ESCOLAS TÉCNICAS ATÉ 2014
RELATÓRIO DA ONU REVELA QUE CONFLITOS ARMADOS AFASTAM UM NÚMERO CADA VEZ MAIOR DE CRIANÇAS DA ESCOLA NO MUNDO
GREVE DOS PROFESSORES ATINGE CINCO ESTADOS BRASILEIROS PEDINDO REAJUSTE SALARIAL E REVISÃO DO PLANO DE CARREIRA

A ERA DOS LIVROS DIGITAIS JÁ COMEÇA A DESPONTAR, NO ENTANTO, CUSTO DOS E-BOOKS AINDA DESAFIA AS EDITORAS

Mais uma opção!

Com a crescente popularização dos livros digitais, também conhecidos como e-books, o mercado editorial não é mais o mesmo. As editoras e livrarias já estão pensando em como se adaptar à era dos leitores digitais que vêm se tornando uma alternativa cada vez mais comum para o consumidor, principalmente, devido à praticidade que oferecem. No entanto, a migração dos livros tradicionais para o meio digital tem um custo de tecnologia que desafia as editoras brasileiras.

Mas os e-books não representam apenas custos novos para as editoras, eles também trazem alguns benefícios como uma maior facilidade em contratar os direitos autorais dos autores em oposição à insegurança jurídica existente há alguns anos atrás, além da possibilidade de explorar novos conteúdos dos meios digitais, elementos audiovisuais, por exemplo, no suporte em tablet.

Sem dúvida, o livro digital veio para ficar, e para os que gostam do livro em papel com certeza este continuará existindo, não se trata de uma substituição de uma coisa pela outra, e sim de mais uma dentre as quase infinitas possibilidades e opções que a modernidade nos oferece.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Folha de S. Paulo:

Custo dos e-books desafia editoras
Por Camila Fusco

Apesar de ganharem relevância na discussão sobre a migração dos livros em papel para os meios digitais, os livros eletrônicos, ou e-books, ainda desafiam as editoras nos custos de tecnologia.

Segundo empresas ouvidas pela Folha, os gastos para converter os textos impressos para a versão digital e para revisar todas as edições ainda são uma equação não solucionada pelas editoras.

“Para se converter mil títulos para a versão digital, por exemplo, são gastos de R$ 300.000 a R$ 500.000 adicionais, valores que incluem o trabalho e as revisões”, afirma Sérgio Machado, presidente da editora Record.

Na avaliação de Machado, hoje o e-book está relacionado principalmente à comodidade de compra de um livro digital, e não necessariamente à experiência de leitura. No entanto, não podem ficar para trás da demanda.

“Por enquanto ainda não há uma mina de ouro. Até agora só existem investimentos, mas não podemos ignorar esse setor”, resume.

Ao lado da Record e integrante da DLD (Distribuidora de Livros Digitais, que entregam o conteúdo adaptado para livrarias), a editora Objetiva afirma que as empresas estão adaptando seus modelos de negócio para a era digital. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

NA ERA DO CONHECIMENTO, O QUE AS PESSOAS DESEJAM MESMO É UM FILTRO PARA ORGANIZAR AS MILHARES DE INFORMAÇÕES DE CADA DIA
CÉLULAS-TRONCO JÁ PODEM SER CRIADAS A PARTIR DE CÉLULAS EXTRAÍDAS DO DENTE DE LEITE
PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA PODE AJUDAR A DESENVOLVER PESQUISA E TECNOLOGIA NO BRASIL
MUITO ALÉM DO IPAD: MERCADO DE TECNOLOGIA RESERVA NOVIDADES AO CONSUMIDOR POR UM PREÇO BEM MAIS ACESSÍVEL E ÓTIMA QUALIDADE

NA ERA DO CONHECIMENTO, O QUE AS PESSOAS DESEJAM MESMO É UM FILTRO PARA ORGANIZAR AS MILHARES DE INFORMAÇÕES DE CADA DIA

Em 2014 o tráfego global na rede deve chegar a 767 exabytes no ano (um exabyte é um quintilhão de bytes, algo com nada menos que 18 zeros depois do 1…)

Todos nós sabemos, ou melhor, sentimos, o impacto da grande quantidade de informação que absorvemos e que produzimos diariamente. E isso inclui não apenas as pessoas que passam grande parte do dia conectadas à internet, como também todas aquelas que simplesmente saem à rua. Hoje, sair às ruas é quase insuportável. São tantos carros, tantas luzes, tantas vozes, tantas placas, tantos cartazes, anúncios, tantos convites…Tanta coisa! É coisa demais pra tempo e cabeça de menos.

Na rua ou em frente a um computador, as informações nascem e multiplicam-se à nossa frente. Um texto interessante publicado pelo Terra Magazine traz gráficos, dados e histórias interessantes a respeito desse mundo do dia a dia, bit a bit.
Em outras coisas, a reportagem revela que, há um certo tempo, a quantidade de informação gerada por pessoas e sistemas, informatizados e conectados, já não tem nem mais onde ser guardada, situação que ocorre desde 2007.

Diante de uma situação tão caótica, praticamente imploramos por uma espécie de filtro que organize nossa vida, que contenha o fluXo intermitente de dados, convites, promoções. Hoje, já existem alguns mecanismos eficientes de filtragem de mensagens eletrônicas (emails), no entanto, o ideal seria estender o filtro para outros setores também. Sem dúvida, o responsável pela descoberta de como nos devolver um pouco da paz e tranquilidade que, mesmo sem perceber, estamos perdendo, será avidamente homenageado!

Veja trecho de texto publicado no Terra Magazine comentando esse assunto:

Era da informação: dados demais, filtros de menos?
Por Silvio Meira

há pouco mais de um ano, este blog publicou um texto sobre o “dilúvio informacional” dentro do qual tentamos navegar no imenso oceano de dados em rede do mundo contemporâneo, para entender um pouco da era da informação e do conhecimento. nosso ponto de partida foi um relatório especial da economist sobre como estamos gerando dados e vivendo cercados por eles, quase sem ter como escapar

inclusive porque já estamos na situação em que a torrente de informação gerada por pessoas e sistemas, informatizados e conectados, já não tem nem mais onde ser guardada, como mostra o gráfico ao lado. e isso há tempos: desde 2007, se cria bem mais informação do que os sistemas de arquivos podem armazenar. mas não é só a criação que importa, é o fluxo de informação também: segundo a CISCO, o tráfego global na internet cresceu 45% em um ano [entre 2009 e 2010], chegando a 15 exabytes por mês.

e os sinais são de que tal fluxo será quatro vezes maior em 2014, chegando a 767 exabytes no ano. leve em conta que um exabyte é um quintilhão de bytes, algo com nada menos que 18 zeros depois do 1… e pense no volume de dados indo de um ponto a outro na rede mundial. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

CAMPANHA POR BANDA LARGA UNIVERSAL QUER GARANTIR INTERNET BARATA, RÁPIDA E PARA TODOS
A REVOLUÇÃO AGORA É TUITADA
PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA PODE AJUDAR A DESENVOLVER PESQUISA E TECNOLOGIA NO BRASIL
72% DOS PROJETOS RELACIONADOS AO PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA FORAM EXECUTADOS EM 2010, DIZ ANATEL

CÉLULAS-TRONCO JÁ PODEM SER CRIADAS A PARTIR DE CÉLULAS EXTRAÍDAS DO DENTE DE LEITE

O melhor da ciência é o ponto onde ela desempenha, de fato, um papel social!

O Instituto Butantan em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) trouxe uma boa notícia para a comunidade científica de forma geral e também para o Brasil e a população brasileira. As células-tronco, utilizadas na cura de muitas doenças, agora podem ser obtidas a partir de células do dente de leite, ou seja, os embriões passam a não ser tão necessários como têm sido até agora.

Além de representar um avanço para a ciência brasileira, equiparando-a com o que há de mais moderno em pesquisa genética no mundo, a descoberta resolve muitos problemas éticos ocasionados pelo uso de embriões que são destruídos para gerar uma célula-tronco no modelo tradicional.

Sem falar que a nova descoberta “abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças motoras, imunológicas, de regeneração de ossos e nervos, na reconstrução de células dos músculos, cartilagem e outros tecidos, além de enfermidades psiquiátricas”, como diz notícia publicada pela Agência Brasil.

Veja trecho:

Instituto Butantan desenvolve técnica para obtenção de células-tronco
Por Flávia Albuquerque

São Paulo – O Laboratório de Genética do Instituto Butantan, desenvolveu uma técnica que faz com que as células extraídas do dente de leite tornem-se células embrionárias. Com essa técnica, os embriões não são mais necessários para a criação de células-tronco. O estudo vem sendo desenvolvido desde 2004 em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).

A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças motoras, imunológicas, de regeneração de ossos e nervos, na reconstrução de células dos músculos, cartilagem e outros tecidos, além de enfermidades psiquiátricas.

“Como se sabe a criação de células-tronco com embriões implica na destruição dos embriões e não se sabe quem é o dono dessas células embrionárias. Nesse caso, quando a célula é induzida, quer dizer que você pode produzir do seu próprio organismo uma célula igual a embrionária. Com essa célula se contornam muitos problemas éticos”, afirmou a geneticista responsável pela pesquisa Irina Kerkis. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

DESCOBERTA DE AGROTÓXICO NO LEITE MATERNO LEVANTA DISCUSSÃO SOBRE A NECESSIDADE DE UMA POLÍTICA DE ALIMENTAÇÃO NO BRASIL
TRAGICÔMICO: POLÍCIA DO RIO DE JANEIRO REPRIME ATÉ PROTESTO EM FORMATO DE MISSA NA VISITA DE BARACK OBAMA
EFICÁCIA DA LEI MARIA DA PENHA FAZ SURGIR UMA NOVA FORMA DE VER E COMBATER A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
PARA PESQUISADORES, ANA DE HOLLANDA REPRESENTA RETROCESSO NA DISCUSSÃO SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL

A MECANIZAÇÃO DAS LAVOURAS DE CANA NO PAÍS GERA DESEMPREGO DE UM LADO E BENEFÍCIO AMBIENTAL DE OUTRO. QUAL A SAÍDA?

“Com o avanço da mecanização nos canaviais paulistas, foram fechados pelo menos 40 mil postos de trabalho no corte da cana-de-açúcar desde 2007, calcula o professor do Departamento Economia Rural da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) José Giacomo Baccarin”, diz notícia publicada pela Agência Brasil.

Se de um lado a tendência é de mecanização nas lavouras de cana-de-açúcar, de outro, a modernização inevitavelmente gera desemprego, basta encarar o fato de que desses 40 mil postos de trabalho fechados, apenas 10% dos trabalhadores foram recolados em outros postos de trabalho, a maioria não foi absorvida por falta de qualificação profissional.

O investimento deve ser em qualificação

Neste caso, a questão apresenta dois lados bem distintos. Um deles diz respeito ao benefício que a mecanização das lavouras de cana traz ao meio-ambiente, afinal, com ela elimina-se o corte manual da cana e, com isso, as queimadas necessárias para que ele ocorra. Com a mecanização, as queimadas não precisam mais ser feitas e o meio-ambiente agradeçe. É algo realmente muito bom em tempos nos quais a qualidade do ar vem diminuindo drasticamente.

O outro resvala na questão do desemprego gerado com a substituição do homem pela máquina. Nesse caso, é importante discurtir questões como qualificação profissional dos trabalhadores, projetos que os amparem e formas de garantir a eles a conquista de um novo emprego, seja no contexto da lavoura mecanizada ou em outro lugar.

Aí reside o ponto mais importante da questão. Não há nada de mal em modernizar, pelo contrário, neste caso ela torna possível maior proteção ambiental, no entanto, não se pode esquecer dos trabalhadores. Ao invés de vítimas de um sistema que exige cada vez mais, eles precisam ser preparados para atuar como agentes de sua própria história, inseridos e não esmagados pelo tal sistema. O bom é que projetos neste sentido estão sendo pensados e colocados em prática, como mostra a nótica publicada pela Agência Brasil.

Leia mais em Educação Política:

AUMENTO NO PREÇO DOS ALIMENTOS INDICA QUE O PROBLEMA ESTÁ NA DISTRIBUIÇÃO E NÃO NA PRODUÇÃO
GOVERNO LULA COLECIONA VITÓRIAS NO COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL
ALCACHOFRA É SINÔNIMO DE QUALIDADE DE VIDA E CRESCIMENTO ECONÔMICO EM CIDADES DO INTERIOR DE SÃO PAULO
PESQUISADORES DERRUBAM MITOS EM TORNO DA PROIBIÇÃO DO USO DO AMIANTO E MOSTRAM OS BENEFÍCIOS QUE ELA PODE TRAZER

PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA PODE AJUDAR A DESENVOLVER PESQUISA E TECNOLOGIA NO BRASIL

Do site Inovação/ Unicamp

De olho no Plano Nacional de Banda Larga, a empresa pública Ceitec, do Rio Grande do Sul, começou a desenvolver um chip que usará WiMax, tecnologia sem fio desenvolvida para oferecer acesso banda larga para internet e que oferece sinal a distâncias típicas maiores do que a tecnologia Wi-Fi. O sucesso comercial desse novo chip depende ainda de uma negociação que envolve a Telebrás e fabricantes nacionais de equipamentos como Asga, Parks e Gigacom. A lógica é usar o poder de compra da Telebrás, escolhida no ano passado para ser gestora das redes de fibras óticas do governo atuando no atacado, fazendo a transmissão de dados, para incentivar os fabricantes nacionais a usarem o chip e desenvolverem produtos com a configuração que usa a faixa de 450 MHz. O uso dessa faixa é tido como solução para garantir conexões na área rural e em cidades menores. Com o WiMax, uma antena pode levar o sinal a um raio de 60 quilômetros, o que reduz os custos com infraestrutura. No lado dos consumidores, a expectativa preliminar é de que modems com esse chip custem cerca de R$ 200. O desenvolvimento do chip já começou no Ceitec, inclusive com a contratação de pessoal. A “sala limpa” da empresa, necessária para a produção de chips, deve ficar pronta em setembro deste ano. A produção do chip começaria, então, em 2012, e os equipamentos com o semicondutor da Ceitec embarcado devem estar no mercado em dois anos e meio. As informações são do site Convergência Digital. (Do inovação Unicamp)

Leia mais em Educação Política:

EMPRESAS DE TELEFONIA ACHINCALHAM BRASILEIROS E ESSE É UM GRANDE DESAFIO PARA O GOVERNO DE DILMA ROUSSEFF
DEPUTADO FAZ PROJETO DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA PARA A POPULARIZAÇÃO DA INTERNET NO BRASIL
BRASILEIRO PAGA DEZ VEZES MAIS POR BANDA LARGA E O DEM, PARTIDO DO VICE DE JOSÉ SERRA, FAZ O TRABALHO SUJO QUE NEM AS TELES OUSARAM FAZER

MUITO ALÉM DO IPAD: MERCADO DE TECNOLOGIA RESERVA NOVIDADES AO CONSUMIDOR POR UM PREÇO BEM MAIS ACESSÍVEL E ÓTIMA QUALIDADE

Tablet indiano: 35 dólares, software livre e independência para baixar livros digitais

A maioria das pessoas já sabe que o IPAD veio para revolucionar o mercado tradicional de editoração, consumo e produção do livro em papel tradicional. As pessoas cada vez mais começam a ceder a essa nova tecnologia substituindo suas bibliotecas por um simples aparelho do tamaho de uma folha de papel.

O fato é que o IPAD da Apple chega ao mercado com um preço um tanto salgado para a maioria da população. Isso se deve ao peso da marca Apple e a todas as questões envolvendo propriedade intelectual. No entanto, muito além das pretensões da empresa norte-americana exemplos vindos, principalmente, da Índia e China revelam que a verdadeira revolução tecnológica é aquela que torna a tecnologia acessível ao maior número de pessoas sem prejudicar seu nível de qualidade e modernidade.

Falo aqui dos recentes tablets indianos (netbook com teclado na tela, tipo ipad) que custará no máximo 35 dólares, ou 60 reais. Os tablets terão acesso ao contéudo de livros digitais que poderão ser baixados livremente (basicamente o recurso a mais disponível no IPAD e em outros leitores digitais como o Kindlee, da Amazon), o que livra o usuário da dependência em relação à empresa que produz o equipamento. Além disso, os tablets alternativos usarão Linux, como sistema operacional, poderão ser alimentados por energia solar e, ao contrário de alguns dos similares convencionais, terão, na versão de U$ 35, acesso a wi-fi, memória razoável (2Gb) e Open Office pré-instalado.

Em outras palavras um aparelho execelente, agregador de diferentes tecnologias, acessível, em razão do preço baixo, e sem as amarras da propriedade intelectual. O mais íncrível é que usando sistemas operacionais alternativos, testes já demonstraram ser esses tablets de qualidade superior ao IPAD tradicional. Ou seja, o conhecimento na pós-modernidade é cada vez mais livre, múltiplo e portátil e nesse vendaval de novidades, o IPAD é só um mero detalhe.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado no site Outras Palavras:

O incrível tablet indiano de 35 dólares
Por Antonio Martins

A popularização de leitores como o IPad vai revolucionar a edição de livros, muito em breve. Mas a inovação verdadeira está muito distante de onde a Apple (e a mídia) a enxergam

“O IPad pode parecer lampejante, mas a tecnologia que está mudando a vida das pessoas são os laptops de 300 dólares”, frisou a revista The Economist em abril do ano passado, num estudo especial sobre o vasto movimento de inovação tecnológica que sacode China, Índia e (em menor escala) Brasil ou Turquia. Está em desenvolvimento, na Índia, um produto que confirma e amplia o acerto da sentença. Foi anunciado em julho último, pelo ministro do Desenvolvimento de Recursos Humanos, Kapil Sibal. É um tablet (netbook com teclado na tela, tipo ipad) que custará no máximo 35 dólares, ou 60 reais.

O tablet indiano, descrito no Taranfx, um ótimo site sobre tecnologias digitais) parece um agregador de alternativas. Usará Linux, como sistema operacional. Poderá ser alimentado por energia solar. Ao contrário de alguns dos similares convencionais, terá, na versão de U$ 35, acesso a wi-fi, memória razoável (2Gb) e Open Office pré-instalado. Desenvolvê-lo na escala necessária a tal redução de preço tornou-se possível graças a uma iniciativa pública. O governo indiano encomendará centenas de milhões de aparelhos para distribuir entre estudantes (os de ensino básico e médio receberão versões mais simples). A iniciativa faz parte do projeto One Laptop per Person (OLP). O ministro Sipal afirma estar disposto a buscar empresas-parceiras, interessadas em produzir versões para venda comercial, também a preços mínimos. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

PARA SÉRGIO REZENDE, GOVERNO LULA FOI O MELHOR MOMENTO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL
72% DOS PROJETOS RELACIONADOS AO PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA FORAM EXECUTADOS EM 2010, DIZ ANATEL
INCLUSÃO: PROJETO DESENVOLVIDO PELA UNICAMP PERMITE QUE IMPULSOS CEREBRAIS ACIONEM APARELHOS ELETRÔNICOS
CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL TÊM COR

PARA SÉRGIO REZENDE, GOVERNO LULA FOI O MELHOR MOMENTO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL

"Não há comparação"

“Não dá nem para comparar”, essas são as palavras do ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, ao falar da situação da pesquisa e do investimento em tecnologia no governo FHC e no governo Lula. Segundo o ex-ministro, a ciência viveu um de seus melhores momentos com o governo Lula. Pela primeira vez, o orçamento destinado ao setor não foi vítima de cortes para estabilizar outras áreas do governo, como aconteceu com o governo Fernando Henrique durante os primeiros anos do Plano Real.

Além disso, o CNPq que durante a era FHC diminuiu consideravelmente o número de bolsas e o apoio à pesquisa de forma geral e viveu momentos críticos, hoje atravessa uma ótima fase na qual o investimento em pesquisa só cresce junto com a oferta do número de bolsas de mestrado e doutorado, como já noticiado aqui no Educação Política.

Rezende lembra que o CNPq nunca teve tantos recursos como agora e ganhou até uma nova sede em Brasília que contribuiu para mudar e aperfeiçoar toda a estrutura física de trabalho do Centro. ” Eu diria que o CNPq, pelos programas que tem, pelo orçamento, vive o auge de sua história até aqui”, diz o ex-ministro em entrevista publicada pela Rede Brasil Atual.

O fato é que o salto de investimentos na área científica que ocorreu do governo FHC para o governo Lula foi muito grande, segundo Rezende, e esse aumento de investimentos se deu nas mais diferentes áreas que englobam a pesquisa e a tecnologia, desde a espacial até o incremento de recursos de fundos como o Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), criado por Fernando Henrique, mas efetivamente potencializado com o governo Lula que, aos poucos, foi aumento a quantidade de recursos disponíveis no fundo, até então liberado em apenas uma parte por FHC.

Com tantos dados ótimos, a comunidade científica tem muito o que comemorar e o país como um todo também, afinal, o caminho da ciência e da tecnologia, da pesquisa e geração de conhecimento é também o caminho do desenvolvimento econômico, humano e social!

Leia mais em Educação Política:

PESQUISADORES DERRUBAM MITOS EM TORNO DA PROIBIÇÃO DO USO DO AMIANTO E MOSTRAM OS BENEFÍCIOS QUE ELA PODE TRAZER
HUMOR COM BOA DOSE DE VERDADE SOBRE A TRAJETÓRIA QUE FAZEM OS ESPECIALISTAS
PESQUISA MOSTRA QUE LODO DE ESGOTO AUMENTA A PRODUTIVIDADE DA CANA-DE-AÇÚCAR EM 12%
MÉTODO USADO PARA BLOQUEAR SPAM PODE AJUDAR EM TRATAMENTO PARA COMBATER O HIV, VÍRUS CAUSADOR DA AIDS

72% DOS PROJETOS RELACIONADOS AO PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA FORAM EXECUTADOS EM 2010, DIZ ANATEL

No Natal todo mundo conectado!

Este já é o Natal da inclusão digital e é necessário que os próximos continuem avançando em direção a um país onde o acesso a internet rápida seja universalizado e faça parte da realidade de todos. Assegurar o acesso à internet banda larga é dar aos jovens, adultos, crianças e idosos a oportunidade de se inserir em um mundo onde o conhecimento é vasto, onde as possibilidades são infinitas, onde o homem sintonizado com a tecnologia pode reconhecer a si mesmo dentro de um nova plataforma.

Natal é época de solidariedade, de amor ao próximo, sentimentos difundidos por uma tradição cristã que devem existir o ano todo. O fato é que, além da arrecadação de alimentos, roupas, e da série de ajudas que costumam ganhar força nessa época do ano, agora, mais do que nunca, é preciso ofertas informação, conhecimento, oportunidades, coisas que vêm com o acesso à internet.

Por tudo isso, é muito boa a notícia trazida pela Anatel de que, neste ano de 2010, 72% dos projetos ligados ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) foram executados e a prioridade se deu nas áreas relacionadas à internet banda larga como forma de garantir a inclusão social, elevação de produtividade e inovação tecnológica na população.

Em texto publicado no site do Fórum Nacional pela Democratização da Informação (FNDC) ainda há outros dados de conquistas positivas ligadas à informação e à massificação da banda larga no Brasil.

Veja trecho:

Mais de 70% dos projetos ligados à ampliação da banda larga foram implementados
Redação

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) informou que 72% dos 28 projetos de curto prazo relacionados ao PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) foram executados em 2010.
De acordo com a agência, houve prioridade na implementação das pastas ligadas à internet banda larga como forma de fomentar a inclusão social, elevação de produtividade e inovação tecnológica na população.
O PNBL, publicado em maio deste ano, consta no PGR (Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no Brasil).
Telecomunicações
O saldo do PGR também foi positivo, de acordo com balanço da agência. Em dois anos de existência, 65% das metas de curto prazo foram implementadas. O plano nacional contempla ações para execução em dois, cinco e dez anos.
Segundo a Anatel, 52% dos projetos estão em fase avançada de deliberação e 18% ainda não foram submetidos à consulta pública. Ao todo, 30% dos projetos foram concluídos. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

DEPUTADO FAZ PROJETO DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA PARA A POPULARIZAÇÃO DA INTERNET NO BRASIL
GOVERNO LULA SOFRE COM A OPOSIÇÃO OLIGOPOLIZADA DA MÍDIA, MAS NÃO É EFICIENTE NA DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
DILMA DEFENDE PNBL E PREVÊ AUMENTO DE PRODUTIVIDADE ALIADO A UM BARATEAMENTO DOS CUSTOS
BRASILEIRO PAGA DEZ VEZES MAIS POR BANDA LARGA E O DEM, PARTIDO DO VICE DE JOSÉ SERRA, FAZ O TRABALHO SUJO QUE NEM AS TELES OUSARAM FAZER


INCLUSÃO: PROJETO DESENVOLVIDO PELA UNICAMP PERMITE QUE IMPULSOS CEREBRAIS ACIONEM APARELHOS ELETRÔNICOS

Um mundo sem controle remoto, teclado, botões, mouse, onde a interação entre as pessoas e os aparelhos eletrônicos é direta, sem mediações. Esse mundo sem fios, sem botões no qual o pensamento é capaz de controlar qualquer dispositivo já está se tornando realidade e promete incluir pessoas com diversas dificuldades de acessibilidade ao mundo do conhecimento e da informação que chega via computador, celular, tv digital, dentre outros protótipos de interatividade e possibilidades.

Pesquisa desenvolvida como tese de doutorado na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), pelo professor do Colégio Técnico da Unicamp (Cotuca), Paulo Victor de Oliveira Miguel, sob orientação do professor Gilmar Barreto, cria um tipo de comunicação diferente e inovadora no qual elimina-se grande parte das dificuldades que se tem hoje para interagir com um computador ou um celular, por exemplo.

Para quem sonhava em apenas pensar no que escrever sem precisar submeter os braços a movimentos repetitivos responsáveis por gerar inúmeras lesões, pode ficar satisfeito, pois esse desejo já virou realidade. O aparelho desenvolvido por Miguel ao captar os impulsos emitidos pelo cérebro dispensa o uso dos membros do corpo como extensões servo-mecânicas para transmitir informações. Estas agora passam direto do cérebro para o aparelho receptor. Basta pensar que, em poucos segundos, já aconteceu.

O aparelho da comunicação homem-máquina

Basicamente, todo esse processo tem como base a tecnologia desenvolvida para o eletroencefalograma. Os sinais cerebrais são utilizados da mesma forma, captados por alguns censores sobre o cabelo, no entanto, segue-se um protocolo específico a partir de ruídos que são constantemente produzidos pelo ser humano, mas nem sempre utilizados. A proposta é justamente fazer com que as pessoas controlem esse sinais de forma que eles emitam uma linguagem.

Um dos grupos a ser beneficiado por essa tecnologia é, sem dúvida alguma, o dos tetraplégicos, haja vista, a potencialidade que ela encerra. Atualmente, já existem sistemas que captam os sinais cerebrais e funcionam sem a necessidade de mediação por meio de fios ou gel condutores. Mas a tecnologia está longe de parar aí.

O procedimento básico que pauta o funcionamento do projeto desenvolvido por Miguel, é o mesmo que permitirá, futuramente, a interação direta com a televisão sem controle remoto ou qualquer outro mediador, acender e apagar as luzes apenas com a força do pensamento, ligar e desligar aparelhos, enfim, uma realidade na qual as distâncias entre o homem e o mundo ao se redor serão praticamente extintas. Imaginem, falar com a família sem que eles estejam associados a números telefônicos, escrever um texto sem teclado ou mouse, e outras coisas mais!

Nem máquina, nem teclado...

Os esquemas de funcionamento dessa tecnologia do pensamento são diversos e, em sua maioria, complexos para quem não vive o mundo da computação e da engenharia. No entanto, o vento que os levam são os mais promissores em um mundo que é cada vez mais o do conhecimento e da tecnologia. Além do papel inclusivo deste tipo de tecnologia, ela também permitirá que a produção de textos seja mais rápida e fácil, já que o teclado será dispensado, em outras palavras, ela facilita a produção e o acesso ao conhecimento.

Mesmo assim, sempre é bom lembrar que as novas tecnologias abrem diversas possibilidades quando dizem ser possível vivenciar o mundo e controlar as coisas apenas com a força da mente, no entanto, é preciso não perder de vista a importância de sentir e tocar o mundo, afinal, a experiência sensível com a realidade material ou espiritual leva o homem a experiências que nem a mais alta tecnologia é capaz de explicar!
Do mais, o braços cansados agradeçem…

Veja matéria publicada no Jornal da Unicamp

Leia mais em Educação Política:

CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL TÊM COR
AS PALAVRAS E SEUS SIGNIFICADOS DIZEM ADEUS AO PAPEL E MIGRAM PARA AS TELAS DIGITAIS
VEJA O ÔNIBUS MOVIDO A HIDROGÊNIO DA COOPE E QUE COMEÇA A CIRCULAR NAS RUAS DO RIO DE JANEIRO ATÉ O FINAL DO ANO
MÉTODO USADO PARA BLOQUEAR SPAM PODE AJUDAR EM TRATAMENTO PARA COMBATER O HIV, VÍRUS CAUSADOR DA AIDS

CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL TÊM COR

Por uma ciência de várias cores...

A frase que está no título desta postagem foi dita por Ernane José Xavier Costa, pesquisador do Departamento de Ciências Básicas da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP de Pirassununga (SP). Ao dizer que a ciência no Brasil tem cor, o pesquisador complementa: “E é branca, feita por brancos e para brancos”.

A constatação do pesquisador de fato tem se verificado na realidade. Se olharmos para as grandes universidades e centros de pesquisas tecnológicos no Brasil, dificilmente encontraremos um negro. Este fato, longo de querer incitar qualquer argumento ou atitude racista, apenas mostra como se materializam as divisões históricas plantadas na constituição social e racial brasileira.

Matéria publicada no site da Rede Brasil Atual mostra que enquanto a pesquisa científica deu um salto nos últimos anos, os negros não foram contemplados por esse crescimento permanecendo à margem dos processos de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.

Quando se pensa que invenções como telefone celular, ar-condicionado, elevador e geladeira são descobertas de cientistas negros e quando se depara com o fato de que 82% dos 705 negros entrevistados para uma pesquisa da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros têm formação em ciências humanas (ciências sociais, história, letras), fica evidente um certo muro que tem barrado o ingresso de begros em carreiras que concentram as pesquisas em tecnologia e, portanto, são as mais valorizadas pelo mercado e também aquelas que recebem mais investimento por parte do poder público por meio dos órgãos de incentivo à pesquisa (CNPq).

Não se trata de desmerecer as pesquisas desenvolvidas nas áreas das ciências humanas, no entanto, a realidade é que estas não correspondem ao grande cerne da pesquisa científica brasileira. E aí surge o problema, pois este cerne está cada vez mais distante dos estudantes negros. Segundo eles, isso acontece por racismo, ausência de políticas públicas, dificuldade de acesso à educação pública de melhor qualidade e baixa autoestima.

Desenha-se assim mais um muro racial que precisa ser transposto para que a ciência nacional seja tão múltipla e colorida como se faz o Brasil!

Veja trecho da matéria publicada no site da Rede Brasil Atual:

A cor da ciência
A pobreza, a ausência de políticas públicas e o racismo impedem o acesso dos negros a cursos de maior prestígio, à pós-graduação e à carreira científica

elefone celular, ar-condicionado, elevador, geladeira. Indispensáveis, esses itens são parte de uma extensa lista de invenções e descobertas de cientistas negros. São tantas que a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), ligada à Presidência, resolveu promover algumas delas no estande montado na Esplanada dos Ministérios, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro.

De acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, nos últimos dez anos a produção científica nacional cresceu 200%, passando de 10 mil para mais de 30 mil estudos publicados em revistas especializadas internacionais. Mas a população afrodescendente não é contemplada por esse salto. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

ESTADÃO QUER DESTRUIR O GOVERNO DILMA ROUSSEFF: JORNAL QUER EMPLACAR PALOCCI NAS COMUNICAÇÕES E CHALITA NA EDUCAÇÃO
IMPRESSIONANTE: MINISTRO DA EDUCAÇÃO, FERNANDO HADDAD, CONVIDA REDE GLOBO A FAZER JORNALISMO SÉRIO
EDUCAÇÃO DE JOVENS EM ÁREAS RURAIS ESTÁ AMEAÇADA PELO FECHAMENTO DE ESCOLAS E FALTA DE MATERIAL DIDÁTICO
PESQUISA DA UERJ DESMITIFICA MUITAS DAS QUESTÕES LIGADAS ÀS POLÍTICAS AFIRMATIVAS DE ACESSO À UNIVERSIDADE

AS PALAVRAS E SEUS SIGNIFICADOS DIZEM ADEUS AO PAPEL E MIGRAM PARA AS TELAS DIGITAIS

Imaginem tudo isto em uma simples tela de computador e pensem que a imaginação já virou realidade

Hoje em dia, quem é que corre ao dicionário em papel em busca do siginificado de alguma palavra desconhecida? A resposta é: quase ninguém. A maioria das pessoas quando não sabe o que quer dizer alguma palavra simplesmente acessa a versão digital dos dicionários e, na maioria das vezes, sem ter que sair do lugar, já resolve a sua dúvida. São as maravilhas, praticidades e instantaneidades da rede.

Diante dessa realidade que tem se tornado cada vez mais comum, um dos mais famosos dicionários do mundo, o Oxford English Dictionary, tomou a decisão de abandonar de vez a sua versão impressa, investindo apenas na versão digital, aquela que de fato lhe rende lucros e carrega inúmeros benefícios em relação ao dicionário impresso tradicional. Seguindo o exemplo do dicionário inglês, a tendência é que, de fato, os dicionários impressos desapareçam. No entanto, sempre é bom lembrar que a palavra continua a mesma. Seja no livro, seja na tela do computador, os milhares de vocabulários e expressões continuam a se multiplicar, a desafiar o homem e a produzir belíssimas obras de arte na literatura ou em qualquer outra área do conhecimento humano.

O vocabulário do futuro diz adeus ao papel
Enrico Franceschini* / Instituto Humanitas Unisinos (IHU)

O dicionário também muda de pele, abandonando a página de papel pela da Internet. O Oxford English Dictionary, “pai” nobre da língua inglesa e modelo de todos os dicionários, ponto de referência para os milhões ou bilhões de terrestres que falam ou escrevem (ou pelo menos se esforçam para fazer isso) no idioma de Shakespeare, não publicará a sua esperada terceira edição impressa, laborioso projeto ao qual uma equipe de lexicógrafos trabalha há de 21 anos: a nova obra será publicada apenas na versão digital, na Internet.

“Os dicionários impressos estão desaparecendo”, justifica-se Nigel Portwood, presidente da Oxford University Press, editora da homônima universidade e do dicionário que leva o seu nome. “Não se vendem mais, não são mais consultados. Quem precisa dele, folheia o dicionário online”, no qual as atualizações, as inserções de novos termos, a anulação daqueles que se tornaram obsoletos ocorrem em tempo real, dia após dia: como com a última inserção, “vuvuzuela”, palavra acrescentada depois que todos a ouvimos retumbar na Copa do Mundo da África do Sul.

A decisão tem uma motivação sobretudo econômica: a edição completa do Oxford English Dictionary, que consiste em 20 volumes relacionados, nunca teve lucro, desde o dia em que a primeira cópia foi impressa, há quase um século e meio. A versão digital, ao contrário, já é e será sempre mais um sucesso também comercial: na Internet, o dicionário de Oxford é aberto por 2 milhões de pessoas por mês. A assinatura anual custa 250 libras esterlinas, e, além disso, o dicionário recebe o pagamento dos direitos autorais do Google, que utiliza o Oxford Dictionary para o seu sistema de busca (a propósito, o termo “google” começou a fazer parte do dicionário de Oxford na rede em 2006). (Texto Completo)

*do jornal La Repubblica (30/08/2010), com tradução de Moisés Sbardelotto

Leia mais em Educação Política:

HUMOR: A FORMA MAIS RÁPIDA DE ADQUIRIR A CULTURA DOS LIVROS
JORNALISMO CHAPA ROSA NÃO FALA DA MANIPULAÇÃO DAS TELES PARA DESTRUIR O PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA
INTERNET BANDA LARGA É O GRANDE NÓ DA INFRAESTRUTURA E DA DEMOCRACIA DO BRASIL
LAVANDERIA SEM CHAVE: JOSÉ SERRA TENTA GANHAR VOTO COM TEMA QUE INTERESSA PRINCIPALMENTE AOS CORRUPTOS

DILMA DEFENDE PNBL E PREVÊ AUMENTO DE PRODUTIVIDADE ALIADO A UM BARATEAMENTO DOS CUSTOS

Desenvolvimento social e econômico

Um dos aspectos positivos do PNBL, segundo a candidata à presidência da república, Dilma Rousseff, é que com uma internet de qualidade e preço acessível, além de ampliar o acesso para a população em geral, também será possível pensar em desenvolvimento econômico, que seria fruto de um aumento de produtividade.

Dilma defende PNBL como via para aumentar a produtividade do país
Mariana Mazza / Teletime News

A candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, defendeu nesse domingo, 29, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) desenhado pela Casa Civil quando ainda estava sob sua gestão. Segundo informações de sua página oficial na Internet, Dilma garantiu que o projeto permitirá uma redução nos preços da Internet no Brasil e que a iniciativa poderá elevar a qualidade desse serviço. “Hoje o acesso à Internet é limitado às classes média alta e alta, que somam mais ou menos 12 milhões de pessoas”, afirmou a candidata em entrevista coletiva. “No Brasil hoje a banda larga é lenta e cara.”

Ela falou das metas do projeto de levar acesso à Internet a todos os municípios brasileiros até 2014 e frisou outros efeitos positivos da iniciativa. Para a candidata, o resultado final do plano não será apenas reduzir os preços do serviço aos consumidores residenciais, mas também permitir que empresários, especialmente os pequenos, digitalizem seus negócios. “No Brasil, isso vai significar acesso não só para a população em geral como também é um instrumento de aumento de produtividade”, analisou. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

BRASILEIRO PAGA DEZ VEZES MAIS POR BANDA LARGA E O DEM, PARTIDO DO VICE DE JOSÉ SERRA, FAZ O TRABALHO SUJO QUE NEM AS TELES OUSARAM FAZER
ENCONTRO DE BLOGUEIROS ESTÁ INCOMODANDO A VELHA MÍDIA: SERRA VIRA GAROTO DE RECADO
‘CUSTO BRASIL’ É O PREÇO DA TELEFONIA, INTERNET E TV A CABO, SERVIÇOS QUE SÃO MONOPOLIZADOS
SERRA: GOLPISMO INCONSEQUENTE CONTRA A DEMOCRACIA E COM ACUSAÇÕES SEM PROVA

VEJA O ÔNIBUS MOVIDO A HIDROGÊNIO DA COOPE E QUE COMEÇA A CIRCULAR NAS RUAS DO RIO DE JANEIRO ATÉ O FINAL DO ANO

MÉTODO USADO PARA BLOQUEAR SPAM PODE AJUDAR EM TRATAMENTO PARA COMBATER O HIV, VÍRUS CAUSADOR DA AIDS

Pesquisadores estão tentando bloquear a ação do HIV, vírus causador da Aids, com um método semelhante ao usado pelos filtros anti-spam dos e-mails. Veja trecho da matéria abaixo, publicada na revista Fapesp.

Convergência virtual
Microsoft Research usa lógica de filtros anti-spam para encontrar pontos vulneráveis do vírus HIV

Cientístas precisam de um signo para bloquear HIV

A mesma estratégia utilizada para criar os filtros que barram os spams, as mensagens eletrônicas não solicitadas que invadem as nossas caixas de e-mails, está sendo usada pela equipe do pesquisador David Heckerman, diretor sênior do Grupo de Pesquisa em eScience  da Microsoft Research, para desenvolver uma vacina contra o HIV, o vírus da aids. “Percebemos que para ter sucesso em uma vacina seria necessário atacar pontos específicos do vírus, da mesma forma que os filtros anti-spam fazem quando selecionam os e-mails”, disse Heckerman, durante conferência no Faculty Summit 2010 da América Latina.

Médico de formação com doutorado em ciência da computação, Heckerman foi um dos responsáveis pela criação do primeiro programa de detecção e filtragem de spam em 1997. “Assim como os spammers mudaram os seus e-mails para passar pelos nossos filtros, o HIV também passa por mutações para enganar o sistema imunológico e conseguir se reproduzir livremente”, comparou. A grande dificuldade em desenvolver uma vacina para o vírus que causa a aids é que ele muda constantemente. “Mas acreditamos que existam algumas regiões do genoma do HIV que seriam vulneráveis à mutação”, disse o pesquisador.

Encontrar essas regiões é uma tarefa bastante complexa, porque é preciso mapear todas as possíveis mutações do vírus e das configurações da proteína HLA (antígenos de leucócitos humanos, na sigla em inglês), que é a ferramenta usada pelo sistema imunológico para impedir a reprodução do HIV. A HLA invade o vírus e retira o epitopo, um fragmento de proteína responsável pela informação genética do HIV. “Estamos procurando essas regiões chamadas de epitopos vulneráveis”, disse Heckerman. “O nosso objetivo é desenvolver uma vacina que ensine o sistema imune a reconhecer apenas os pontos vulneráveis ao longo da sequência do material genético do HIV.”

Para isso, mais de uma centena de pesquisadores no mundo todo está usando uma ferramenta chamada PhyloD, desenvolvida pelo grupo de Heckerman, para avaliar como o HIV se comporta a partir do momento em que infecta uma pessoa. Computadores cruzam os dados do sistema imunológico das pessoas e da evolução e mutação do HIV em seus corpos, indicando assim quais características genéticas ajudam a combater o vírus. As estatísticas geradas até agora resultaram na criação de uma vacina experimental, que deverá começar a ser testada dentro de seis meses. “Se tudo der certo, talvez tenhamos um resultado efetivo em dois anos.” (Texto Integral)

Leia mais em Educação Política:

BRASIL DESENVOLVE MEDICAMENTO CONTRA DIABETES TIPO 2, MAS NÃO TEM TECNOLOGIA PARA PRODUÇÃO COMERCIAL
DEPOIS DA BrOi, LUCIANO COUTINHO QUER CRIAR MONTADORA NACIONAL DE AUTOMÓVEIS ELÉTRICOS
PESQUISA MOSTRA QUE BRASILEIRO NÃO LÊ PORQUE PREFEITOS NÃO INVESTEM EM BIBLIOTECAS
PSDB QUIS VENDER E MUDAR O NOME DA PETROBRAS, MAS AGORA É UMA DAS MARCAS MAIS VALIOSAS DO MUNDO

ESTUDO DA UNICAMP MOSTRA QUE REGISTRO DE PATENTES DE UNIVERSIDADES BRASILEIRAS AUMENTOU CINCO VEZES EM UMA DÉCADA

Pedidos de patente quintuplicam nos anos 2000; 52% do total são
de São Paulo; Unicamp é quem licencia mais; USP cresce em volume

Janaína Simões/ Inovação Unicamp

Apesar do crescimento de registro de patentes, quantidade é pequena para o país

O número de pedidos de patentes apresentados por universidades brasileiras ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) praticamente quintuplicou durante a última década quando comparado ao período de 1990 a 1999, mostra o estudo “Patentes Acadêmicas no Brasil: Uma Análise Sobre as Universidades Públicas Paulistas e Seus Inventores”, de Rodrigo Maia de Oliveira, doutorando do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, e Léa Velho, professora titular do departamento. O artigo que sistematiza os resultados da pesquisa foi publicado na edição 14 da revista Parcerias Estratégicas, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). O grande destaque são as universidades estaduais e federais de São Paulo, responsáveis por 1.085 dos 1.644 depósitos feitos pelas universidades brasileiras de 2000 a 2007, período detalhado pelos pesquisadores.

Apesar desse crescimento importante, os autores do estudo destacam que a participação da universidade brasileira como usuária do sistema de propriedade intelectual ainda é “incipiente”. (Texto Integral)

Leia mais em Educação Política:

BRASIL TEVE AVANÇOS NO MODELO DE FINANCIAMENTO DE CAMPANHA POLÍTICA, DIZ PESQUISADOR
PESQUISA MOSTRA QUE BRASILEIRO NÃO LÊ PORQUE PREFEITOS NÃO INVESTEM EM BIBLIOTECAS
DEBATE ENTRE INSTITUTOS DE PESQUISA COMO DATAFOLHA E SENSUS SÓ FORTALECE A DEMOCRACIA BRASILEIRA
PESQUISADORAS DA UNICAMP DESENVOLVEM PROCESSO CONTRA APAGÃO, COMO O OCORRIDO EM 15 ESTADOS DO BRASIL EM NOVEMBRO PASSADO

BRASIL DESENVOLVE MEDICAMENTO CONTRA DIABETES TIPO 2, MAS NÃO TEM TECNOLOGIA PARA PRODUÇÃO COMERCIAL

Droga em desenvolvimento pela Unicamp e laboratório Aché vai bem em testes com animais; custo alto de fabricação pode ser entrave

Por Guilherme Gorgulho/Inovação

Dificuldade de colocar ciência nas prateleiras

Os testes pré-clínicos da nova droga para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 em desenvolvimento pelo Aché Laboratórios Farmacêuticos e pelo Laboratório de Sinalização Celular da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp mostraram que a molécula base do novo fármaco, criada pelo pesquisador Lício Velloso, apresenta o efeito esperado em animais. Esses testes são importantes porque, sem eles, nenhuma pesquisa pode chegar à fase de experimentação em seres humanos. No entanto, um obstáculo apareceu no caminho do desenvolvimento conjunto: o Aché calculou que o custo médio mensal por paciente do futuro medicamento chegaria a cerca de R$ 800 — ante um valor entre R$ 300 e R$ 400 do tratamento atualmente empregado contra a doença, que utiliza duas drogas associadas.

A base da nova droga é uma molécula de DNA alterada de forma a inibir a produção da proteína PGC-1 alfa — que, por sua vez, atua (não somente) na produção da insulina pelo pâncreas. A obtenção de grandes quantidades do oligonucleotídeo — designação técnica da molécula — requer tecnologia industrial complexa, não disponível no País. “Nós desenhamos o composto e enviamos para síntese em uma empresa norte-americana”, contou Lício a Inovação. A matéria-prima para a fabricação é o ácido nucleico; para sintetizar o composto, o DNA sofre um processo de polimerização, caro e complicado, segundo o pesquisador, dado o alto grau de pureza necessário para a sua administração a seres humanos. (Texto Integral)

Leia mais em Educação Política:

DEPOIS DA BrOi, LUCIANO COUTINHO QUER CRIAR MONTADORA NACIONAL DE AUTOMÓVEIS ELÉTRICOS
PESQUISA MOSTRA QUE BRASILEIRO NÃO LÊ PORQUE PREFEITOS NÃO INVESTEM EM BIBLIOTECAS
OS R$ 7 BILHÕES DO FUNDO DE TELECOMUNICAÇÕES (FUST) DEVERIAM SER APLICADOS TOTALMENTE NO PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA
FRANÇA BUSCA SOLUÇÃO PARA O ENSINO MÉDIO QUE ESTÁ ANACRÔNICO COMO MOSTRA O FILME “ENTRE OS MUROS DA ESCOLA”

EMPRESAS QUE INVESTEM EM PESQUISA E DESENVOLVIMENTO LUCRAM MAIS, APONTA PESQUISA FEITA EM MINAS GERAIS

Tecnologia da Informação
Estudo sobre empresas do setor em Minas demonstra que mais da metade do crescimento delas se deve à decisão de investir em P&D

Do site Inovação/Unicamp

Investir em tecnologia gera lucro

Um estudo ainda não publicado sobre 83 empresas de Tecnologia da Informação de Minas Gerais mostra estreita correlação entre o crescimento das companhias e seus investimentos em inovação, de produto ou de processo. Segundo cálculos feitos pelos autores do estudo, 58,1% do crescimento dessas empresas se explica pela decisão de investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Além disso, as empresas que estabeleceram parcerias com universidades, centros de tecnologia e de capacitação cresceram mais do que as outras.

Os resultados desse estudo serão apresentados no livro “Inovação Tecnológica e Seus Impactos no Desempenho de Empresas do Setor de Tecnologia da Informação: Um Estudo Empírico em Minas Gerais”, coordenado por Ian Campos Martins, Cid Gonçalves Filho, Gustavo Quiroga Souki e Kamila Torres Madureira. Martins é presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – Regional Minas Gerais (Assespro-MG). A edição do livro está sendo finalizada para lançamento.

Inovação obteve acesso a uma versão preliminar do estudo, cujo objetivo, explicam os autores na introdução, é “conhecer melhor a questão da inovação de processos e produtos no setor de Tecnologia da Informação em Minas Gerais, tentando identificar o que gera inovação”. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

BRASIL TEVE AVANÇOS NO MODELO DE FINANCIAMENTO DE CAMPANHA POLÍTICA, DIZ PESQUISADOR
PESQUISA MOSTRA QUE BRASILEIRO NÃO LÊ PORQUE PREFEITOS NÃO INVESTEM EM BIBLIOTECAS
DEBATE ENTRE INSTITUTOS DE PESQUISA COMO DATAFOLHA E SENSUS SÓ FORTALECE A DEMOCRACIA BRASILEIRA
PESQUISADORAS DA UNICAMP DESENVOLVEM PROCESSO CONTRA APAGÃO, COMO O OCORRIDO EM 15 ESTADOS DO BRASIL EM NOVEMBRO PASSADO
EMPRESÁRIOS ESTÃO FUGINDO DO CABRESTO DA GRANDE MÍDIA; OS INTERESSES NEM SEMPRE COINCIDEM

ENQUANTO A REVISTA VEJA DA EDITORA ABRIL COPIA, O BRASIL CRIA E DESENVOLVE TECNOLOGIA

Um país que cria ou um país que copia?

Time fez jornalismo; Veja faz campanha

A revista Veja não consegue ser original nem para tirar uma fotografia como mostram as imagens abaixo. Isso é que é ter autenticidade. O pior não é isso, não basta copiar.  Repare que a Time só deu o presidente Obama na capa após a vitória dele com a famosa frase: “E o vencedor é…”. Time fez jornalismo, ao narrar um fato. Já a Veja, além de não ter originalidade, fez campanha política, assim como fez com Geraldo Alckmin em 2006. A revista copia (macaqueia) do jeito mais torpe o jornalismo norte-americano.

A Veja foi criada dentro do ambiente da Abril, que sempre teve a cultura de copiar as publicações norte-americanas e implantá-las no Brasil.  Deu certo, mas até hoje a empresa não conseguiu se livrar dessa cultura, o que gerou um complexo de inferioridade. A cultura da revista Veja idolatra a vassalagem.

As imagens da Time e da Veja apareceram no site do Paulo Henrique Amorim ao lado de uma outra matéria, sobre um empresário brasileiro que criou um poste de iluminação pública com energia eólica e solar. É sensacional porque mostra no fundo o que está em jogo nas próximas eleições: um país que copia ou um país que cria e transforma.

Veja agora a tecnologia criada pela empresa de Fernando Ximenes, do Ceará.

Tecnologia desenvolvida no Brasil: iluminação sem fio permite até soltar pipa

Como funciona o poste eólico e solar

Leia mais em Educação Política:
UM ESCÂNDALO ESTAMPADO NAS CAPAS DA REVISTA VEJA: LINHA EDITORIAL TRATA SEUS LEITORES COMO TOLOS NA CARA DURA
A VITÓRIA DE DILMA NAS ELEIÇÕES DO FINAL DO ANO SERÁ A SEGUNDA DERROTA DA GRANDE MÍDIA E UMA CONQUISTA DA DEMOCRACIA BRASILEIRA
O CONCEITO DE DEMOCRACIA NA MÍDIA BRASILEIRA É TÃO SÓLIDO QUANTO PUDIM DE LEITE
REVISTA VEJA É A FACE ATUALIZADA DE 500 ANOS DA DESIGUALDADE ECONÔMICA E SOCIAL DO BRASIL
GRANDE MÍDIA PROMOVE O JORNALISMO DO MEDO E A MELHOR REPORTAGEM DEVERIA GANHAR O TROFÉU REGINA DUARTE

VEJA A CONSTRUÇÃO DO TELESCÓPIO QUE O BRASIL DESENVOLVEU JUNTO A ESTADOS UNIDOS E CHILE

%d blogueiros gostam disto: