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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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O NATAL CHEGOU: BNDES SUSTENTA O OLIGOPÓLIO DAS TELES, CONCENTRA RENDA E JOGA O BRASIL NO CAMINHO DA CRISE EUROPEIA

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O BNDES empresa o dinheiro do povo brasileiro a juros subsidiados para sustentar o oligopólio das telecomunicações. Invés de financiar a criação e ampliação de empresas brasileiras, permitindo a concorrência com multinacionais ou mesmo outras empresas brasileiras, faz o contrário. Financia monopólios e oligopólios, como a Vivo-telefônica. Ou seja, tira dinheiro do povo e dá para empresários que mantém no país os mais caros e piores serviços do mundo, que é o acesso à internet.

O pensamento presente hoje no BNDES é criação de grandes empresas globais, como foi feito na Europa e EUA nos anos 90 e deu no que deu, uma crise sem precedentes. Empresas globais geram o pior dos mundos, visto que  ficam sem concorrentes, com poder ilimitado junto a governos e concentram renda. Os ingredientes estão prontos para a crise.

Veja abaixo artigo de Mauro Santayana sobre o BNDES.  O Natal já chegou por lá.

Por Mauro Santayana

Um absurdo. Enquanto o BNDES empresta 3 bilhões de reais para a expansão da infra-estrutura da Vivo, da Telefónica, no Brasil, os acionistas espanhóis – que já detêm 74% da empresa – querem usar o dinheiro que a filial brasileira tem em caixa para recomprar a minoria de ações que estão na mão de brasileiros, em nosso país.

A intenção é de, praticamente, fechar o capital, para poder mandar, literalmente, 100% do fabuloso lucro que arrecadam aqui, todos os anos, para a Espanha.

Confiram aí o que diz a imprensa na Europa sobre o assunto:

http://www.cincodias.com/articulo/empresas/telefonica-lanza-operacion-millonaria-recompra-brasil/20111108cdscdiemp_16/

Será que o pessoal do BNDES ainda não sabe disso? Afinal, a Vivo tem ou não tem, recursos para bancar sua infra-estrutura?

É por essas e por outras que, como no caso do mercado financeiro, que conta com o BB e a Caixa Econômica Federal, a Nação precisa de uma grande companhia estatal de telecomunicações.

A Telebras precisa voltar para operar no varejo, e regular – de fato – o mercado. O consumidor brasileiro não pode continuar sendo literalmente sugado pelas empresas estrangeiras de telecomunicações, que necessitam de nosso dinheiro para não quebrarem em seus países de origem, onde não se vê – por causa das leis da Comunidade Européia – a mesma moleza que por aqui encontraram.

Parar de emprestar a multinacionais estrangeiras o dinheiro do BNDES é a única maneira de obrigá-las a reinvestir aqui, produtivamente, os seus lucros, sob pena de que elas percam mercado para empresas de capital nacional, sejam elas estatais ou privadas, estas, sim, que devem ser preferencialmente atendidas por nosso maior banco de fomento.

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SÓ A TELEBRÁS FORTE PODE SALVAR O PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA E DAR AUTONOMIA NA TRANSMISSÃO DE DADOS AO PAÍS

 

 

 

SÓ A TELEBRÁS FORTE PODE SALVAR O PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA E DAR AUTONOMIA NA TRANSMISSÃO DE DADOS AO PAÍS

Telebrás: autonomia e preço baixo

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que teve um desenlace recente com a assinatura de uma acordo entre o governo e as grandes operadoras de telefonia privada, é um fiasco que pode ser consertado. As declarações das empresas de telefonia após a assinatura dava a sensação de que o governo foi ludibriado.

Aquela velha história das operadoras campeãs do Procom: “mas isso não dá, isso não pode. Download é limitado etc, etc”. Sempre as mesmas baboseiras. Falta capitalismo na internet brasileira, ou seja, concorrência.

Para salvar o PNBL, só mesmo uma Telebrás forte e com capacidade para investimento, ainda que de forma gradual, para montar uma grande estrutura cruzando o país. Essa estrutura deve permitir a entrada de competidores menores  no mercado e, mais que isso, se firmar como uma estrutura estratégica de comunicação para o país. Um país que pretende participar do Conselho de Segurança da ONU não pode prescindir de uma rede estatal de transmissão de dados.

As empresas de telefonia só se mexeram quando a Telebrás começou a ser reativada. Com medo de capitalismo, elas resolveram melhorar um pouco para não perder mercado e usar todos os recursos contra a Telebrás, desde ação na justiça até plantação de matéria na grande mídia.

Agora, com o plano limitado e amarrado, vão encostar e mandar dólares para as matrizes no exterior. Isso se a Telebrás não fizer o papel de uma grande estrutura capaz de garantir soberania ao país e competição ao mercado.

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Bonilha: "quer sócios na Telebrás"

A Telebrás estava indo bem nas mãos de Rogério Santanna porque tentava simplesmente ser governo diante das megaempresas privadas de telefonia criadas no processo de privatização. O ideal seria constituir uma estatal como a Petrobrás que ajuda o governo a regular o mercado. Na atual falta de Etanol, por exemplo, o governo pediu para a Petrobrás ampliar sua produção de álcool combustível. Da mesma forma atuam hoje a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, ganhando mercado e forçando uma competição com os bancos privados.

Assim, ao insistir em investimento e rivalizar com as grandes empresas de telefonia, a Telebrás ajudou até o momento o governo a governar, fazendo com que as empresas privadas se mexessem para os investimentos, assustadas com a ação do governo. A Telebrás seria esse ponto importante para manter o investimento constante das empresas privadas, permitindo concorrência e melhorando a cada ano a velocidade da banda larga.

Hoje se fala em 1 mega por R$ 35,00, mas isso as próprias empresas privadas já estão fazendo. Não precisa de plano do governo. É hora do governo começar a pensar em 2 megas por R$ 35,00 porque os avanços tecnológicos e de transmissão são constantes.  Mas o governo mudou de plano e parece até se associar às teles, conforme texto abaixo.

O problema desses acordos com os oligopólios é que causam uma melhora pontual, mas depois de um ano travam por causa dos avanços tecnológicos e das necessidades de investimento. E travam porque as empresas querem mandar dinheiro para acionistas e para suas matrizes na Europa em vez de investir no país.

O grande nó é a criação de oligopólio de  grandes empresas privadas. Elas se tornam verdadeiros monstros para o consumidor. Veja só: os grandes problemas dos brasileiros estão nas empresas oligopolizadas ou cartelizadas de transporte, telefonia e outros setores. O pior é que o BNDES acredita que a criação de monstros é uma coisa boa para o Brasil. Parece bom na hora que se cria, mas depois ninguém controla.

Aliás, a diferença entre antes e depois da privatização é que antes o brasileiro juntava dinheiro um ano para comprar um telefone e depois falava à vontade. Hoje é diferente, o brasileiro paga a cada ano na sua conta o valor do telefone daquela época, isso se usar pouco o telefone.

Veja texto sobre o tema:

O novo presidente da Telebrás, Caio Bonilha, não demorou muito para mostrar porque foi colocado no cargo pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no lugar de Rogério Santanna. Bonilha anunciou na última quarta-feira, em entrevista à Reuters, que “não está descartado que novos sócios – leia-se teles – entrem na Telebrás”. Ao demitir Santanna e substituí-lo por Caio Bonilha no comando da empresa responsável pelo plano nacional de banda larga, o ministro deu sinal de que estava empenhado em se aproximar das operadoras estrangeiras.

Ex-diretor comercial da Telebrás, Caio Bonilha é considerado um gestor alinhado ao projeto do ministro de incluir as empresas estrangeiras de telefonia na execução do PNBL. Logo em seu primeiro pronunciamento, Bonilha tratou de mostrar que estava disposto a se associar às grandes operadoras de telecomunicações. “A linha estatizante da gestão anterior ficou no passado”, disse ele, em seu discurso de posse. “O foco agora é comercial. Estamos vivendo uma transição”, completou.

Antes da mudança na direção da Telebrás, a empresa sofreu um corte de 95% no orçamento, que era de R$ 3,2 bilhões. Esses recursos estavam previstos para serem investidos em 2010 e 2011. Numa atitude clara de esvaziamento da empresa, as verbas foram reduzidas para apenas R$ 50 milhões no início de 2010. O objetivo desse corte era enfraquecer a direção de Rogério Santanna, que pretendia seguir as orientações de Lula e colocar a empresa como competidora das teles.

O plano de Santana, abandonado por Paulo Bernardo e Caio Bonilha, era impedir que o cartel das teles seguisse agindo com métodos monopolistas, praticando preços abusivos, entregando péssimos serviços à população e servindo como um obstáculo à expansão da internet no Brasil. As medidas, anunciadas agora por Bonilha, só vêm confirmar que a mudança na orientação do Ministério das Comunicações e na direção da Telebrás, visam mesmo enfraquecer a atuação da estatal e agradar as teles. (FNDC)

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Por Gabriel Pezzini, sobre o papel da Telebrás na ampliação do acesso à internet no Brasil

Neste caso (e olhe bem, neste caso), sou mais a favor do fortalecimento das agências reguladoras do que da reativação de uma estatal para fazer isso. Ocorre que o serviço de internet funciona de forma diferenciada: ele não tem que ser implantado apenas uma vez, tem que ser melhorado e ter sua banda aumentada constantemente. E isso significa praticamente construir a rede do zero de tempos em tempos. Para isso, é muito mais eficiente obrigar (grife esta palavra) empresas que concorrem entre si a melhorar constantemente seus serviços e a manter preços amigáveis, sob pena de multa e suspensão de contrato.

A piada da Oi, ajudada por este governo, não aumenta a banda de sua internet para as cidades do interior há séculos.

Aliás, numa socialdemocracia vigente o “cacete financeiro” por vezes funciona muito bem para resolver problemas. A distribuição de terras, por exemplo, poderia ser forçada não por um limite máximo expresso, mas por uma taxação progressiva fortíssima em cima da posse de terras (agravada se não houver respeito à legislação ambiental e condições dignas ao trabalhador), que conseguiria forçar a uma redistribuição significante da posse.

Quero destacar que não estou fazendo defesa de um governo – inclusive, prefiro o atual que o anterior. Mas não quer dizer que eu ame o atual.

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EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Ramsés II

Entendo que Dilma Roussef terá maiores condições e motivos para fazer uma democratização real da mídia, nos moldes do executado em países como a Argentina e vários outros, acabando com a exclusividade e o poder desmedido do oligopólio da informação, deturpador e manipulador sem escrúpulos, suas baixarias e armações para impor seus interesses.

Provavelmente, terá uma base no Congresso sensivelmente mais confortável que Lula, influência crescente dos movimentos sociais na sociedade e no parlamento e diversos outros atores interessados em participar dos meios eletrônicos propiciados pela tecnologia, aí incluídos a internet, a TV Digital aberta com sua com multiplicidade de canais e a TV por assinatura.

E motivos não faltam à Dilma, pois a implantação de uma política de democratização real da informação – que um governo com compromissos com a população deve ter, Telebrás fazendo um papel importante – é primordial. Até por que, Dilma sofreu e está sofrendo na própria pele toda calúnia, toda manipulação contrária e toda falta de ética de que o oligopólio é capaz.

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Telebrás pode alavancar internet

O governo do presidente Lula sofre há 8 anos com a oposição travestida de mídia. É uma espécie de ditadura da versão única.

Veja o caso do sigilo fiscal da Filha do Serra, é vergonhoso o papel da imprensa, principalmente paulista.

O renascimento da Telebrás foi uma esperança no sentido de avançar a internet, facilitando a multiplicação de idéias em blogs e sites.

É na Telebrás que apostamos as fichas da democratização e não em uma regulamentação das leis de radiodifusão, como na Argentina, via Congresso Nacional. Muito mais difícil de ser aprovada.

Nesse sentido, o governo deveria usar os recursos do Fistel para suprir toda a Telebrás, no sentido de agilizar uma grande rede de internet de alta velocidade no país. E assim, permitir acesso à Internet como se tem hoje com a  televisão, em quase 100% dos lares.

Mas, pela proposta orçamentária de 2011, só destinou R$ 400 milhões. O resto, pela matéria abaixo, terá de ser em briga no Congresso. Por que já não dar R$ 1,4 bilhão para a empresa, que é a previsão de orçamento?

Do Teletime

A proposta orçamentária destina R$ 400 milhões à estatal. O dinheiro sai da taxa de fiscalização paga pelo usuário de telecom.

O orçamento da Telebrás para o ano de 2011, enviado pelo poder Executivo para a aprovação do Congresso Nacional, inferior às necessidades estimadas, será custeado pelas taxas recolhidas pelas operadoras privadas para o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (o Fistel). Conforme a proposta orçamentária, o governo está destinando R$ 400 milhões à estatal em 2011 e esses recursos virão do Fistel, fundo que é formado pelas taxas recolhidas em grande parte pelas operadoras de celular (para cada aparelho novo habilitado, as operadoras celulares pagam R$ 26,00 para o Fistel e, a cada ano, pagam R$ 13,00 para cada celular em serviço) e pelas demais empresas de telecomunicações, que pagam pelo número de usuários em cada central de telefonia ou de TV a cabo o de comunicação de dados.

O dinheiro do fundo, a princípio, deveria ser destinado a custear as atividades de fiscalização e de regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas a maioria dos recursos é desviada para o Tesouro Nacional arcar com seus compromissos da dívida pública e demais programas de governo. A estimativa do Executivo é de que serão arrecadados quase R$ 5 bilhões este ano com essas taxas, das quais R$ 400 milhões vão para a Telebrás, R$ 326 milhões irão para a Anatel e no mínimo R$ 3,46 bilhões arrecadados com as duas taxas irão para os cofres do Leão. Em 2009, a arrecadação do Fistel extrapolou as estimativas, e chegou a R$ 5,3 bilhões.

A verba total da Anatel para o próximo ano será de R$ 467 milhões, 4,52% maior do que a deste ano (de R$ 448 milhões), sem considerar os recursos para o pagamento com a previdência e pessoal.

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, informou que pretende conseguir, ainda este ano, outros R$ 600 milhões em créditos suplementares – que precisam ser aprovados pelo Congresso Nacional – e outros R$ 400 milhões no próximo ano, para alcançar as projeções de investimento de R$ 1,4 bilhão para este e próximo anos.

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ACABOU A FARSA DO PAULISTA PAU-DE-ARARA; SERRA AGORA TEM QUE ENFRENTAR LULA NA TV

O PRESIDENTE LULA FOI NO PONTO CRUCIAL: CADÊ O SIGILO DE VERÔNICA SERRA? CADÊ O SIGILO DE EDUARDO JORGE?
JOSÉ SERRA, QUE SE REÚNE À PORTA FECHADA COM MILITARES, QUERIA QUE LULA CENSURASSE A INTERNET

SERRA: GOLPISMO INCONSEQUENTE CONTRA A DEMOCRACIA E COM ACUSAÇÕES SEM PROVA

BRASILEIRO PAGA DEZ VEZES MAIS POR BANDA LARGA E O DEM, PARTIDO DO VICE DE JOSÉ SERRA, FAZ O TRABALHO SUJO QUE NEM AS TELES OUSARAM FAZER

Se Brasil tiver sorte, DEM será extinto nas próximas eleições

O DEM é o partido símbolo da desigualdade social do Brasil. É partido do ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda, que foi flagrado em vídeo recebendo maços de dinheiro. Mas essa cena de Arruda por de baixo do pano, por incrível  que pareça, causa menos mal ao Brasil do que as atitudes visíveis e oficiais do DEM.

Como exemplo, veja as declarações desse jovem chamado Índio da Costa, que é o vice de José Serra. É só baixaria. A mente desse deputado, que poderá ser o presidente do Brasil, caso Serra fique impossibilitado por algum motivo, é a política do delírio: fala da oposição como traficantes, comunismo etc. É o discurso terrorista tradicional, estagnado no pós-segunda Guerra Mundial. Discurso de quem não tem nada a dizer.

Esse também é o caso da ação que o DEM promove contra o Plano Nacional de Banda Larga, que busca fazer uma grande inclusão digital, assim como está ocorrendo nas grandes economias do mundo. O Brasileiro paga dez vezes mais pela internet banda larga, tem um serviço ruim, e o DEM entra com ação para defender esse péssimo serviço. Na cara dura! Veja matéria abaixo sobre o assunto: Saiba mais

O PRESIDENTE LULA ACORDOU PARA A QUESTÃO DA INTERNET, MAS ESTÁ DIFÍCIL MELHORAR OS SERVIÇOS DE BANDA LARGA NO BRASIL

O presidente Lula parece ter sido acordado, talvez tarde demais, para a necessidade de um investimento rápido e pesado em uma estrutura pública de banda larga.

De acordo com matéria da Pay-tv, “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou várias autoridades nesta terça-feira, 15, para discutir a criação de um Plano Nacional de Banda Larga. Participaram da reunião ministros de áreas diretamente ligadas à políticas de inclusão digital: Hélio Costa (Comunicações), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Fernando Haddad (Educação) e Paulo Bernardo (Planejamento). Autoridades como o presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg; o advogado-geral da União, José Antônio Tóffoli; e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, também foram convidados”.

O problema é que Lula está cercado por interesses que não querem nem ouvir falar em avanço da internet banda larga. A Aneel e a Anatel fazem de tudo para dificultar o avanço da internet. Isso vai emperrando o processo e se o PSDB ganhar as próximas eleições, aí a coisa vai para o espaço.

Se o presidente Lula não tomar uma decisão firme sobre isso, o Brasil vai continuar pagando caro por um serviço ruim e a comunicação continuará controlada por poucos.

A internet livre com banda larga de boa qualidade e barata é a melhor receita para democratizar a comunicação no Brasil.

De acordo com a matéria, a Telebrás poderia ser reativada.

” A Telebrás já tem cerca de R$ 280 milhões em caixa que poderão ser aplicados no projeto. Além disso, analisa-se o uso das redes de transmissão das empresas de energia (Chesf, Furnas e Eletronorte), além da rede da Petrobrás. Há pequenos obstáculos jurídicos para a viabilização dessas redes para projetos do governo, mas que já estão sendo trabalhados. O acesso banda larga por meio da tecnologia PLC (via redes elétricas) é uma possibilidade em estudo, cuja proposta deve ser apresentada pela Aneel.

Também pode ser utilizada para acesso à essa rede banda larga a infraestrutura pública de TV digital, cujo edital para escolha do parceiro na PPP que fará a operação da rede será lançado até o final do ano, também deve ser incluída no projeto.

A questão da Eletronet também foi discutida. A conclusão é que essa é uma das possibilidades importantes, mas o presidente Lula mostrou-se especialmente irritado com as decisões judiciais que amarram o uso deste ativo. Durante a reunião, decidiu-se que a Advocacia Geral da União deverá interceder para agilizar a liberação definitiva desta infraestrutura ao governo.

Resta saber se o presidente Lula vai conseguir resolver a questão sem acabar com as Agências reguladoras ou sem demitir alguns ministros. Difícil.

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