Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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HÁ ALGO DE ESTRANHO NA LAVAGEM CEREBRAL QUE A GLOBO FEZ NA SOCIEDADE COM A MORTE DE CINEGRAFISTA

As imagens mostradas durante a semana do autor de lançar o rojão são muito diferentes da pessoa (Caio Silva de Souza) que foi presa como autora do acidente(Continue lendo…)

PARLAMENTARES PODEM ENQUADRAR MANIFESTAÇÕES POPULARES EM LEI DE CRIMES DE TERRORISMO

Protestos apressam votação da lei de crimes de terrorismo no Brasil

Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Rachel Duarte/Sul 21

Incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado poderá ser enquadrado como terrorismo no Brasil. Está prevista para esta quinta-feira (27) a votação do projeto de lei 728/2011 que tipifica o crime de terrorismo, ainda não regulamentado no país. O texto será colocado em pauta em pleno contexto de sucessivos protestos nos estados brasileiro que estão sendo respondidos de forma repressiva pelo braço armado do estado. O motivo da urgência na aprovação, segundo a Comissão Mista que discute o tema no Congresso Nacional é a proximidade da Copa do Mundo de 2014. Especialistas avaliam como temerária a proposta, uma vez que aponta para os problemas da segurança urbana soluções com base na Lei de Segurança Nacional. “Isto é retroceder ao estado de exceção”, critica o professor de Direito da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Eduardo Pazinato.

A Constituição Federal prevê o crime de terrorismo, mas não estabelece pena nem tipifica as ações. Apenas a Lei de Segurança Nacional, editada na década de 1980, menciona o terrorismo, mas ainda com redação feita durante o regime militar. Porém, a minuta do texto em iminente aprovação no Congresso tem referência no texto da reforma do Código Penal e outros 43 projetos de lei, além de nove tratados, protocolos e convenções internacionais. Os crimes de terrorismo serão imprescritíveis, com pena cumprida em regime fechado, sem benefício de progressão e devem variar de 24 a 30 anos de cadeia.

Será considerado terrorismo ainda as ações que provoquem pânico generalizado praticadas por motivos ideológicos, políticos, religiosos e de preconceito racial, o que abre brecha para classificar como terroristas integrantes de movimentos sociais que cometerem crimes durante protestos públicos, acredita o coordenador do Núcleo de Segurança Cidadã da UFSM, Eduardo Pazinato. “Este texto acompanha a tendência internacional de lei e ordem que propõem mais leis penais para resolver problemas contemporâneos. Por meio do discurso da pacificação, se aumenta a criminalização das pessoas e os encarceramentos. Utilizar o paradigma da segurança nacional para regular a segurança urbana proporcionará a criminalização dos movimentos sociais, uma vez que parte de um movimento de massa poderá ser entendida como terrorismo”, explica.

Ou seja, se a nova lei já estivesse em vigor, os manifestantes que invadiram as ruas do país nos últimos dias contra o aumento da passagem e a postura repressiva da polícia militar poderiam ser enquadrados como terroristas em razão de algumas práticas excessivas. “Isto é temerário nesta conjuntura de grandes eventos no país, em que inúmeras reivindicações populares surgem nas ruas. Está se preconizando mais uma vez um novo tipo penal para aumentar penas e reduzir direitos de minorias que serão enquadradas como praticantes de delitos, ao invés de buscar resposta para as cobranças da sociedade que não sejam por meio da criminalização”, avalia Pazinato. (Texto integral)

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BANCOS E FOLHA DE S. PAULO FINANCIARAM A TORTURA E ATENTADOS TERRORISTAS, DIZ EX-DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL, CLÁUDIO GUERRA

SP: ex-delegado diz que ditadura fez atentados para desmoralizar esquerda

Ex-delegado: Folha financiava operações na ditadura; Frias visitava o DOPS, era amigo pessoal de Fleury  (Via Vi o Mundo)

Do portal Terra

O ex-delegado da Polícia Civil Claudio

Ex-delegado Cláudio Guerra: terrorismo de Estado

Ex-delegado Cláudio Guerra: terrorismo de Estado

Guerra afirmou nesta terça-feira, à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, que foi o autor da explosão de uma bomba no jornal O Estado de S. Paulo, na década de 1980, e afirmou que a ditadura, a partir de 1980, decidiu desencadear em todo o Brasil atentados com o objetivo de desmoralizar a esquerda no País.

“Depois de 1980 ficou decidido que seria desencadeada em todo o País uma série de atentados para jogar a culpa na esquerda e não permitir a abertura política”, disse o ex-delegado em entrevista ao vereador Natalini (PV), que foi ao Espírito Santo conversar com Guerra.

No depoimento, Guerra afirmou que “ficava clandestinamente à disposição do escritório do Sistema Nacional de Informações (SNI)” e realizava execuções a pedido do órgão.

Entre suas atividades na cidade de São Paulo, Guerra afirmou ter feito pelo menos três execuções a pedido do SNI. “Só vim saber o nome de pessoas que morreram quando fomos ver datas e locais que fiz a execução”, afirmou o ex-delegado, dizendo que, mesmo para ele, as ações eram secretas.

Guerra falou também do Coronel Brilhante Ustra e do delegado Sérgio Paranhos Fleury, a quem acusou de tortura e assassinatos. Segundo ele, Fleury “cresceu e não obedecia mais ninguém”. “Fleury pegava dinheiro que era para a irmandade (grupo de apoiadores da ditadura, segundo ele)”, acusou.

O ex-delegado disse também que Fleury torturava pessoalmente os presos políticos e metralhou os líderes comunistas no episódio que ficou conhecido como Chacina da Lapa, em 1976.

“Eu estava na cobertura, fiz os primeiros disparos para intimidar. Entrou o Fleury com sua equipe. Não teve resistência, o Fleury metralhou. As armas que disseram que estavam lá foram ‘plantadas’, afirmo com toda a segurança”, contou.

Guerra disse que recebia da irmandade “por determinadas operações bônus em dinheiro”. O ex-delegado afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco Mercantil do Estado de São Paulo, e empresas, como a Ultragas e o jornal Folha de S. Paulo. “Frias (Otávio, então dono do jornal) visitava o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), era amigo pessoal de Fleury”, afirmou.

Segundo ele, a irmandade teria garantido que antigos membros até hoje tivessem uma boa situação financeira.

‘Enterrar estava dando problema’

Segundo Guerra, os mortos pelo regime passaram a ser cremados, e não mais enterrados, a partir de 1973, para evitar “problemas”. “Enterrar estava dando problema e a partir de 1973 ou 1974 começaram a cremar. Buscava os corpos da Casa de Morte, em Petrópolis, e levava para a Usina de Campos”, relatou.

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11 DE SETEMBRO: A MAIOR OBRA DE ARTE DE TODOS OS TEMPOS?

De dentro do mais funesto espetáculo: uma imagem que vale mais que mil palavras

No dia em que o mundo relembra os dez anos do ataque terrorista aos Estados Unidos cabe evocar e refletir sobre a declaração do compositor alemão Karlheinz Stockhausen (1928-2007) de que a maior obra de arte já realizada foi a que aconteceu no dia 11 de setembro de 2001, quando dois aviões explodiram junto a duas das mais altas e famosas torres do mundo: o World Trade Center no coração de Nova York.

Gostos estéticos à parte, não dá para negar que o poder simbólico da cena foi tão explosivo quanto a dissolução dos prédios em pleno ar. Mistura de fogo, fumaça, gritos, desespero, lágrimas, vingança, a mais negra das noites em pleno dia…Talvez nem a melhor das tragédias gregas tenha reunido tais condições tão específicas e provocado tal efeito daquele dia. É, talvez, Osama Bin Laden seja bem melhor que Sófocles que só conseguiu imaginar um homem cercado pelo destino furando e arrancando os próprios olhos, enquanto o primeiro arrancou os olhos do mundo, torceu as linhas do destino e não apenas imaginou…

Talvez esteja aí o cerne da declaração do compositor alemão. A maior obra de arte de todos os tempos posto que realizada no e para além do plano simbólico, rasgando o terreno da realidade, vivendo e apenas se justificando nele. Nem a Mona Lisa, nem a Capela Sistina, nem a Nona de Beethoven, nem o Grande Sertão: Veredas, como lembra texto publicado pela Carta Capital, conseguiram tanto.

11 de Setembro, a maior ‘obra de arte’ de todos os tempos
Alexandre Freitas

Uns dizem que é a Capela Sistina. Outros, a Nona de Beethoven. Alguns, a Monalisa (mais pela fama que pelo apreço). Os nacionalistas ousariam: Grande Sertão Veredas. Mas nenhuma declaração seria mais perturbadora que a do compositor alemão Karlheinz Stockhausen (1928-2007). A maior obra de arte já realizada foi a que aconteceu no dia 11 de setembro de 2001, em Nova York, afirmou o músico poucos dias após os ataques.

Concertos foram cancelados e até mesmo um festival em sua homenagem foi anulado na Alemanha. Óbvias consequências. Algo previsível no mundo em que a destreza da condenação se apoia confortavelmente na preguiça de pensar. O desmentido é mudo face ao mentido.

Tal afirmação, evidentemente, foi retirada de seu contexto original e ganhou tons perversos que os mais alienados devem ter, inclusive, relacionado com a nacionalidade do compositor. Alemão igual nazista, italiano igual mafioso, e por aí vai. Na verdade, a declaração foi feita em uma conferência sobre sua obra Licht, conjunto de sete óperas que tem como principais personagens Michel, Eva e Lúcifer. O 11 de setembro foi associado, naquele situação, com a obra de Lúcifer, obra de destruição e crueldade. Stockhausen tentou se explicar, mas já era tarde.

Mesmo quando nos distanciamos do contexto da afirmação do músico e dos julgamentos morais que ela pode suscitar, outras reflexões interessantes afluem, como observou o historiador da arte T.J. Clark em seu livro Modernismos (CosacNaify, 2007). Ele apresentou o 11 de setembro inserido na era da imagem, quando o Estado americano foi derrotado espetacularmente. E espetacularmente, ressalta Clark, não quer dizer superficialmente, para o Estado. (Texto completo)

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ATIRADOR DO MASSACRE NA NORUEGA É BRANCO, LOIRO, OLHOS AZUIS E MILITOU EM PARTIDO DA EXTREMA-DIREITA

ATIRADOR DE OSLO MILITOU POR 7 ANOS NO PARTIDO NORUEGUÊS DE EXTREMA-DIREITA, 2ª FORÇA DO PAÍS

Da Carta Maior

Lindo: Quando a extrema-direita não contém seus desejos

A primeira reação da chamada grande imprensa diante dos atentados de dimensões catastróficas ocorridos em Oslo, em que morreram cerca de 90  pessoas, foi relacionar sua autoria a grupos terroristas islâmicos. O ‘New Yok Times’ chegou a divulgar um texto atribuído a um desses grupos,  que confirmava a autoria dos massacres. A informação foi rapidamente replicada em todo o mundo, sem qualquer investigação empírica, como algo dotado de uma lógica  autoexplicativa. Era falso. Tudo isso aconteceu antes que o próprio governo norueguês fornecesse uma pista para elucidar as motivações dos atentados. Quando se pronunciou, foi para advertir  que as maiores suspeitas recaíam sobre Anders Behring Breivik,  jovem branco, alto, louro, de olhos verdes e de classe média, islamofóbico, que  militou durante sete anos (1999/2006) no Partido do Progresso, uma legenda norueguesa de extrema direita, nacionalista e xenófoba. Segunda força do país, com 29% dos votos e 41 cadeiras no Parlamento, o PP é uma espécie de emulação nórdica do Tea Party norte-americano e a única legenda da Noruega que em plena crise mundial defende o corte de impostos e de gastos governamentais. Nisso se identifica com a ala bushiniana do Partido Repúblicano dos EUA e congêneres nativos. O enredo não fazia sentido. Na pauta esfericamente blindada da narrativa dominante  quase não há espaço para interações entre crise econômica,  extrema direita e violência terrorista. É bom ir se acostumando. O estreitamento do horizonte social produzido por interesses financeiros que levaram o mundo a uma espiral ascendente de incerteza, desemprego e volatilidade gera impulsos mórbidos que a extrema direita historicamente instrumentalizou. Vide as duas guerras mundiais do século 20. Uma precipitação da mídia em circunstancias como essa envolve o risco, nada desprezível, de desencadear represálias violentas contra comunidades etnicas e religiosas em diferentes pontos do planeta. É inevitável lembrar que a manipulação do medo e do ódio nos EUA, através de mídias como a Fox News, de Rupert  Murdoch, após o repulsivo atentado de 11 de Setembro, pavimentou o caminho de uma guerra desordenada em busca de ‘armas de destruição em massa’, de resto nunca encontradas. Sobretudo em situações extremas, a pluralidade da informação de alcance isonômico mostra-se uma salvaguarda indispensável da democracia contra a manipulação do medo e da dor pelo império do preconceito e da intolerancia.

(Carta Maior; Domingo, 24/07/ 2011)
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MORTE DE OSAMA BIN LADEN DÁ TRUNFO PARA BARACK OBAMA, MAS ELE PARECE SEGUIR A LINHA REPUBLICANA DA EXTREMA DIREITA

Por Martín Granovsky – Página/12/ Carta Maior

Trunfo de Obama contra direita, mas para quê?

O novo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), que acaba de ser proposto por Barack Obama, o general David Petraeus, será confirmado pelos senadores. Se restava alguma dúvida, seu último posto foi o chefe das forças da OTAN no Afeganistão. Assumirá como diretor da CIA com o troféu de Osama Bin Laden morto e as mãos livres para reforçar as operações militares encobertas.

Petraeus foi o arquiteto das operações de George Bush no Iraque e, nos últimos anos, apoiou os ataques contra bases da Al Qaeda não só no Afeganistão, mas também no Paquistão, onde Bin Laden foi morto. A morte de Bin Laden ocorre alguns meses antes de se completarem dez anos do atentado que destruiu as Torres Gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001. Em termos práticos e simbólicos, a operação da CIA confirma que Washington se aproxima do ponto de deixar o lugar de primeira potência econômica nas mãos da China, mas segue sendo a primeira, longe de qualquer outra, em capacidade de uso da força, incluindo aí operações de contrainsurgência.

Por isso, Obama, no discurso realizado na noite de domingo, lembrou que o ataque foi dirigido contra as Torres Gêmeas e também contra o Pentágono, na primeira agressão externa contra território norteamericano em sua história. Por isso, também, recordou que deus instruções a Leon Panetta definindo que a missão principal da CIA era encontrar Bin Laden vivo ou morto. Uma mensagem de gratificação e, ao mesmo tempo, de respaldo: Panetta foi designado e está por assumir como ministro da Defesa, onde deverá diminuir brutalmente o gasto militar e reorientá-lo. Também é chave no discurso a menção aos oficiais encarregados de operações encobertas: “Ninguém conhece seus nomes, mas o povo norteamericano deve estar agradecido a eles”, disse o presidente que assumiu no dia 20 de janeiro de 2009, e no final do ano que vem lutará para ser reeleito e iniciar outro mandato em 2013.

Obama sublinhou a palavra “eu” quando disse que ele mesmo deu a ordem de lançar o ataque contra o santuário onde Bin Laden estava refugiado no Paquistão. Ele transformou-se no presidente que liquidou o inimigo número um da superpotência. “Não vamos tolerar que nossa segurança seja ameaçada”, disse Obama.

O Washington Post anunciou, antes da notícia do assassinato de Bin Laden e ao comentar a nomeação de Petraeus, o começo de um período com “uma CIA cada vez mais militarizada”. Petraeus dirigiu a guerra do Iraque, um país governador pela tirania de Saddam Hussein que não era albergue de terroristas nem defendia o fundamentalismo islâmico. Logo em seguida, dirigiu a guerra do Afeganistão. O Washington Post assinalou que ser diretor da CIA significa, para Obama, liderar a terceira guerra: o combate, mediante operações encobertas ou dirigidas contra alvos específicos no Paquistão. Desde que o atual presidente assumiu, houve 192 ataques com mísseis em solo paquistanês, com um registro de 1890 terroristas ou suspeitos de sê-lo mortos.

Uma volta da história parece ir se completando. Obama acaba de anunciar o corte de impostos para os mais ricos, uma medida que vai no sentido inverso de sua promessa de voltar à sociedade menos desigual dos anos 60. E, com a morte de Bin Laden, obteve uma vitória no campo que parecia o seu flanco mais débil: o militar. Nesta madrugada, conservadores e liberais, direitistas e progressistas dos EUA, festejavam nas ruas a vitória do “comandante Obama”.

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