Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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No caminho errado: população brasileira cresce 36% e a população carcerária, 403%

Hoje o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esteve no Rio de Janeiro para acertar com o governador carioca, Sérgio Cabral (PMDB), o uso das Forças Armadas para combater a violência que está fora de controle do governo estadual. (Continue Lendo..)

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Coronel da PM diz que polícia no combate às drogas é insano e um grande fiasco

“Há ataques de traficantes às bases policiais, traficantes matando policiais e estes matando traficantes. Em suma, no final, nós temos aqui um modelo que acaba resultando em brasileiros matando brasileiros”.“É uma matança tremenda”. (Continue lendo..)

GUERRA CIVIL: POLÍTICA DE SEGURANÇA DE GERALDO ALCKMIN E DO PSDB SÓ FUNCIONARIA SE FOSSE SUSPENSO O ESTADO DE DIREITO

Depois de 20 anos de PSDB, violência explode em São Paulo

Depois de quase 20 anos de governo do PSDB em São Paulo, os índices de assassinatos explodem e está declarada uma guerra urbana entra a Polícia Militar e os grupos organizados de traficantes. Os bandidos que estão matando policiais hoje em São Paulo nasceram quando o PSDB chegou ao poder no estado.

O governador Geraldo Alckmin é um exemplo irretocável da política instalada no estado pelo partido. “Vamos combater com firmeza bandidos, não vão nos intimidar, os bandidos vão para a cadeia”, costuma afirmar semanalmente o governador.

É essa, em resumo, a política de segurança do governo. Esse discurso linha dura do governador funcionaria bem se fosse possível romper o estado de direito e a Polícia Militar tivesse carta branca para matar. Essa é a única maneira capaz de o PSDB ter sucesso no combate a violência. Não é por acaso que o partido elegeu vereadores cujo lema era “bandido bom é bandido morto”.

O problema deixa o partido em uma situação difícil, visto que esse tipo de medida tem pouca chance de prosperar, salvo em um sistema realmente de volta ao terror do estado, como no período ditatorial. Está claro que o PSDB não terá sucesso no combate a violência, mesmo porque a situação só piorou durante quase 20 anos de governo, salvo se mascarar os números da violência.

A Polícia Militar do estado precisa usar menos as armas e mais a cabeça. O governo do PSDB colocou os soldados da PM em uma guerra urbana bastante perversa para a polícia. Uniformizada, ela enfrenta nas cidades criminosos não uniformizados. Tornam-se um alvo fácil.

No pano de fundo não está somente o discurso conservador direitista, incompetência e ignorância política, mas toda uma concepção medíocre e fracassada de que o combate às drogas é uma questão policial. O Brasil precisa discutir outras formas de combate às drogas. O país, por exemplo, combateu e diminuiu o índice de fumantes sem o uso da polícia.

Quantas pessoas morreram pelo uso de drogas na última década? Lembro-me da Cássia Eller, em 2001, mais ninguém. Mas quantas pessoas morreram na guerra civil das drogas esta semana? dezenas, talvez centenas. O país precisa discutir sem preconceito, sem mitos, sem tabus. Não é possível continuar essa guerra. As famílias dos policiais não merecem que eles trabalhem em uma guerra urbana.

Não passa pela cabeça desses gênios do PSDB que é preciso distribuir renda, que o dinheiro precisa chegar na periferia, que precisa sobrar dinheiro público nas escolas. A desocupação do bairro Pinheirinho é a cara da política de segurança do PSDB, desalojar a população pobre para dar o terreno a um especulador. Pobre é bandido. O mapa de votação do primeiro turno em São Paulo deixou claro que a população mais pobre já entendeu isso.

Durante esses anos todos, o partido não foi capaz de estruturar o estado para que os jovens da periferia não fossem aliciados por traficantes. Sem um grande programa educacional e de distribuição de renda, sem uma discussão desapaixonada sobre as drogas, a guerra civil vai continuar.

Este texto foi traduzido para o alemão por Peter Hilgeland (‘Zero tolerance’ auf brasilianisch)

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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO: A CARA DE UM PAÍS QUE PRECISA INVESTIR PESADO EM EDUCAÇÃO

As constantes e as recentes ondas de violência no Rio de Janeiro só a primeira vista, rasa, podem estar ligadas à repressão e aos planos do governo carioca de enfrentar os traficantes e  instalar as UPP (Unidades de Polícia Pacificadora).

O buraco é mais embaixo e está na educação e na distribuição de renda. Não há construção de um país decente sem investir pesado em educação e em melhoria das condições das pessoas de baixa renda. Precisa sobrar dinheiro para educação.

Os empresários pedem bilhões para o que chamam de “infraestrutura”, mas a principal infraestrutura de um país é seu próprio povo. O governo Lula fez muita coisa pela educação e pela distribuição de renda, mas ainda é muito pouco.

É preciso construir nos bairros carentes as melhores escolas do país, além de investimento em saúde, moradia e saneamento. É preciso de uma escola que transforme a realidade do aluno e da família. A Escola deve ser a porta para que o Estado esteja atento aos problemas de seu povo.

Mas no Brasil tem um grande setor representado por políticos e empresários que acreditam que bolsa família, por exemplo, é coisa de vagabundo.  Enquanto tivermos esse tipo de pensamento, não teremos solução para a questão da violência.

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CARTA MAIOR: GRANDES BANCOS SÃO PARCEIROS DO NARCOTRÁFICO E EXECUTIVOS FICAM IMPUNES

Grandes bancos dos EUA lavaram dinheiro do narcotráfico

David Brooks – La Jornada/Carta Maior

Alguém tem que legalizar o dinheiro do narcotráfico e da corrupção

Nova York – Alguns dos principais bancos e financeiras estadunidenses, entre eles Wells Fargo, Bank of América, Citigroup, American Express e Western Union lucraram durante anos com a lavagem de dinheiro oriundo do narcotráfico e só pagam multas mínimas, sem que nenhum executivo seja encarcerado quando as autoridades conseguem detectar o negócio ilícito.

Em múltiplos casos fiscalizados durante os últimos anos, estes bancos estadunidenses confessaram não ter cumprido as leis e regulamentos federais para controlar a lavagem de dinheiro, ao participarem das transferências de bilhões de dólares em fundos ilícitos provenientes do narcotráfico mexicano.

Esse é o caso do Wachovia Corp, antes o sexto banco do país, comprado pelo Wells Fargo em 2008 e agora o banco com mais sucursais nos Estados Unidos. O Wells Fargo admitiu perante um tribunal que o Wachovia não vigiou nem informou sobre as atividades suspeitas de lavagem de dinheiro por narcotraficantes, incluindo quantias para a compra de pelo menos quatro aviões nos Estados Unidos, que transportaram um total de 22 toneladas de cocaína. O outro banco envolvido na transferência de fundos com os quais se comprou um desses aviões – um DC-9 que em seguida foi confiscado no México com toneladas de cocaína – foi o Bank of America, reportou o Bloomberg News. Saiba mais

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