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GOVERNO FEDERAL JÁ PENSA EM SISTEMA DE MEDIDAS PREVENTIVAS PARA COMBATER DANOS CAUSADOS PELAS CHUVAS

Essa vai especialmente para o PIG que insiste em jogar a culpa das enchentes e deslizamentos no Rio de Janeiro no governo federal. Enquanto o PIG faz barulho e sensacionalismo diante do problema, o governo já constrói e planeja todo um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais que pode, nas próximas estações de chuva, evitar tragédias como a mais recente.

O fato é que o PIG quer mesmo que dê tudo errado, inclusive, nos seus canais de informação, o leitor pode ter a impressão de que o sistema pensado pelo governo é tão complicado que só vai funcionar daqui a muitos anos, enquanto que, na verdade, parte do sistema já estará pronto para operar no próximo verão. Nada de novo vindo de quem vem. Pra quem vive de barulho, as tragédias são como música! Eles adoram.

Veja vídeo onde é descrito o sistema de prevenção e alerta de desastres naturais do governo federal:

E trecho de texto publicado originalmente no Blog do Planalto e reproduzido pelo Conversa Afiada:

Dilma constrói sistema de prevenção e alerta.
Já funciona no verão que vem

Brasil terá sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais
Por determinação da presidenta Dilma Rousseff, o governo federal vai implantar no país um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais. A partir da conjugação de dados meteorológicos e geofísicos será possível dar o aviso para que as populações sejam retiradas das áreas de risco.

A informação foi transmitida pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, que participou de reunião, na manhã desta segunda-feira (17/1), no Palácio do Planalto. Mercadante disse que um supercomputador à disposição do governo terá condições de promover levantamento da incidência de chuvas numa área de até cinco quilômetros — atualmente os equipamentos disponíveis verificavam num espaço de 20 quilômetros — o que aumentará a taxa de acerto de previsões.

Mercadante previu que já no próximo verão seja possível dispor de algumas informações, mas o sistema somente entrará em operação integral num período de quatro anos. De acordo com o ministro serão necessários aquisições de pluviômetros, radares e o levantamento geofísico das áreas no país, isso tudo sem contar com o treinamento de pessoal para operacionar o sistema. Ele informou que existem 500 áreas de riscos de deslizamentos e outras 300 áreas de inundações. Um outro dado repassado pelo ministro é que 58% dos desastres naturais acontecem por meio de inundações e 11% referem-se aos deslizamentos. (Texto Completo)

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AGÊNCIA EP NOTÍCIA

TRAGÉDIA NO RIO DE JANEIRO EXPÕE FRAGILIDADE DA COBERTURA JORNALÍSTICA REALIZADA PELA GRANDE MÍDIA

Deslizamento de terra em Nova Friburgo (RJ) que totaliza maior número de mortos

A recente tragédia que atingiu cidades da região serrana do Rio de Janeiro, transformando a paisagem em um quase eterno desmanchar de terra e lama encoberto por inacreditáveis volumes de água, tem sensibilizado a opinião pública e, como não poderia deixar de ser, servido de prato cheio para as coberturas especiais da grande mídia.

É visível para qualquer um a gravidade do ocorrido. Pessoas perdendo tudo o que têm, vendo parentes soterrados ou simplesmente levados pela água sem que elas possam fazer nada. Poucas coisas devem ser mais doloridas, é quase um perder-se de si mesmo, sentimento que acompanha a violência intrínseca às tragédias. No entanto, essas situações em que o humano é exposto em toda sua íncrível limitação diante da natureza e diante das suas próprias certezas, representa um grande desafio à cobertura jornalística. Desafio não no sentido da dificuldade inerente a qualquer cobertura de catástrofes por parte dos jornalistas, mas no sentido de realizar uma cobertura com menos demagogia, sensacionalismo, feita com mais naturalidade, realismo e inteligência.

A grande mídia explora em demasia o assunto, afoga os olhos e ouvidos do leitor com cenas que parecem não ter fim e depoimentos fortes de pessoas que parecem apenas soltar palavras aleatórias, posto que o sofrimento quando é grande provoca uma espécie de anestesiamento que faz dizer, mas não faz falar de fato. É quase como um dizer mudo acompanhado por olhos vazios e perdidos.

Acontecimentos como as enchentes e mortes na região serrana do Rio, demonstram como a cobertura jornalística de eventos dramáticos ainda tem muito o que evoluir. Recente texto, reproduzido pelo site da revista Carta Capital e publicado originalmente no site da Envolverde, aborda justamente essa questão e lembra o público da importância que existe em buscar as reais causas de tragédias como essa e pensar nas efetivas e possíveis soluções e prevenções desse tipo de problema. Temas que passaram ao largo das espetaculares coberturas midiáticas!

Veja trecho:

Menos demagogia para alcançar as causas do desastre
Por Aspásia Camargo

O pesadelo retorna, e redobrado, com as chuvas de verão. Sempre as mesmas desgraças. E tratadas com a mesma negligência. Em geral, existe um grande interesse pelas vítimas e suas perdas e nenhuma atenção às causas de tais calamidades. Mas agora parece que a opinião pública acordou de seu longo torpor e começa a se interessar por uma solução mais racional e adequada. Vamos ter que levar a sério o aumento de frequência e intensificação das chuvas, provocado pelas mudanças climáticas.

As recomendações da Conferência das Partes da ONU são claras: aplicar o princípio da “mitigação” para eliminar as causas do aquecimento global; e o da “adaptação” para fortalecer a proteção física das áreas vulneráveis, já identificadas pelo meteorologista Carlos Nobre. Tese de mestrado defendida na UFF pela médica bombeira Edna Maria de Queiroz revela que 60% das catástrofes naturais são de origem hídrica – enchentes e deslizamentos -, mas até agora nada fizemos para planejar ações de controle e prevenção nas bacias hidrográficas, evitando o assoreamento e protegendo as matas ciliares dos rios.

A urbe se expandiu aprisionando e desprezando a natureza – precisamos nos reconciliar com ela. As cidades sustentáveis são hoje parte de uma nova agenda civilizatória, exigindo mais segurança, melhor circulação, menos desperdício e mais qualidade de vida. A impermeabilização do solo tem efeitos nefastos que podem ser mitigados com a multiplicação das áreas verdes e garantia de vegetação nas encostas. (Texto Completo)

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