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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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SEM PLANEJAMENTO HÁ 6 ANOS, CAMPINAS TEM TRÂNSITO CAÓTICO DEVIDO À ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, DIZ ARLEI MEDEIROS

Na segunda parte da entrevista com o candidato do Psol à prefeitura de Campinas, Arlei Medeiros, o tema é o caos provocado no trânsito com a velha conhecida especulação imobiliária. A liberação de grandes condomínios em bairros já populosos implicam gastos futuros volumosos para que a prefeitura melhore o trânsito, que já é atualmente ruim.

Veja também a primeira parte da entrevista, sobre reciclagem e coleta de lixo.

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APESAR DAS VANTAGENS DO USO DA BICICLETA NAS CIDADES, O CICLISTA AINDA É UM DOS USUÁRIOS MAIS VULNERÁVEIS NO TRÂNSITO

Com segurança

O uso de bicicletas é uma ótima alternativa não só para diminuir o trânsito das grandes cidades e o impacto de gases poluentes sobre o meio ambiente, como também por representar um meio de locomoção bem mais saudável para quem o utiliza.

No entanto, o ciclista, ao lado do pedestre, continua sendo bastante vulnerável no trânsito e mesmo que o número de acidentes envolvendo quem anda de bicicleta não seja tão alto, a gravidade deles costuma ser bem maior do que quando se envolve em um acidente de carro, por exemplo.

Um acidente envolvendo um ciclista é bem mais delicado pois a área de exposição do corpo do condutor é bem maior. Como mostra notícia publicada pela Carta Capital, a hemorragia é muito frequente nos acidentes com bicicletas, o que exige rapidez no atendimento à vítima.

Outras informações fornecidas pela notícia mostram que mais importante que incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte é proporcionar as devidas condições de infraestrutura, principalmente ciclovias separando os demais veículos das biciletas, para que as chances de acidente sejam menores e, com isso, a segurança do ciclista maior.

Veja trecho:

Saudável, mas arriscado
Por Rogério Tuma

O uso de bicicleta nas grandes cidades é uma excelente opção para fugir do maior problema que elas enfrentam, o trânsito. A questão é que não existem estatísticas que deixem seguros tanto os ciclistas quanto as autoridades para impulsionar este hábito, que além de econômico é saudável.

Infelizmente, apesar de o número de ocorrências ser pequeno, os acidentes com ciclistas são graves e muito frequentemente letais. Em fevereiro, o primeiro estudo sobre o assunto foi publicado na revista inglesa Emergency Medical Journal. A autora, Joanna Manson, do Royal London Hospital, analisou todos os acidentes registrados na região de Londres no período entre 2004 e 2009. Ela identificou 265 acidentes com ciclistas, onde foram necessários suporte de atendimento de trauma especializado e completo, com direito a helicóptero e médico no local. Desses atendimentos, 82% foram ocasionados por acidentes com veículos motorizados, os mais graves foram em razão de colisão com utilitários.

A conclusão do estudo foi que o fator de sobrevivência mais importante era a manutenção da pressão arterial, que está ligada ao sangramento. Isto é, quanto maior o sangramento e mais lento é o socorro, mais baixa fica a pressão e menor fica a chance de sobrevivência ao acidente. O controle rápido da hemorragia é o principal fator médico que pode salvar algumas vidas, mas nem todas. Sem atendimento socorrista rápido e repleto de recursos, uma cidade fica refém da sorte e de medidas preventivas.

Estudos mostram que metade dos mortos no trânsito é de pedestres ou ciclistas, os chamados usuários vulneráveis. E esse número tende a crescer. Em 2020, espera-se que a principal causa de morte no mundo seja por acidente automobilístico. Em um país como a Inglaterra, andar de bicicleta é extremamente seguro, são 34 mortes e 646 feridos graves por 1 bilhão de quilômetros percorridos/ano. Londres é a cidade mais perigosa para os ciclistas ingleses, contando com 15% das mortes ou lesões graves de toda a Grã-Bretanha. A grande maioria dos acidentes ocorre entre 8 e 9 horas da manhã, e em até 20 metros de distância de um cruzamento, a causa mortis do ciclista londrino é utilitário dobrando o cruzamento à esquerda. Lembrando-se que a mão de lá é o contrário da nossa, a adaptação para o Brasil seria o caminhão virar a direita, e claro, sem olhar e sem avisar. (Texto completo)

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Corrupção na alma: Brasil, campeão de corrupção

Por Rogério Teixeira Ramos Aguiar

Ou, no mínimo, campeão no número de diplomatas que violam as leis de trânsito em Nova York

O mais recente e mais original ranking internacional de corrupção coloca o Brasil em posição de destaque como o país mais corrupto da América Latina. Vencemos o Chile (quem não esperava?), vencemos o Paraguai (quem esperava?!), deixamos atrás, muito atrás, nosso histórico rival, a Argentina. Numa lista de 146 países de todo o mundo, organizada do mais corrupto para o menos, o Brasil ocupa o 29º lugar, superado apenas por um batalhão de africanos (Chade, Sudão, Moçambique e quinze outros), uns tantos asiáticos (Kuwait, Paquistão, Síria e quatro outros) e um trio da Europa do Leste (Bulgária, Albânia e Sérvia e Montenegro).

O ranking em questão é o dos países cujos diplomatas mais desrespeitaram as leis de trânsito em Nova York. Dois pesquisadores americanos, Raymond Fisman, da Universidade Colúmbia, e Edward Miguel, da Universidade da Califórnia-Berkeley, adotaram o inovador critério de buscar, entre os diplomatas acreditados junto às Nações Unidas, aqueles que mais abusaram da vantagem de ser isentos do pagamento de multas de trânsito, para medir o grau de corrupção dos respectivos países. Saiba mais

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