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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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LEGISLAÇÃO FEDERAL DEVERIA GARANTIR QUE SÓ PARLAMENTARES QUE ASSINAM A CRIAÇÃO DE CPI POSSAM INTEGRÁ-LA

Protesto Rio

CPI amigo da onça

É necessária uma legislação federal para garantir que somente os vereadores, deputados e senadores que assinam a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) possam ser indicados em cargos na comissão.

Não é possível que parlamentares que tentam bloquear uma CPI e não conseguem, passam a ser indicados para cargos da comissão que combateram, ainda mais para cargos como o de presidente e relator. Eles não deveriam participar nem como membros.

Legislação federal deveria garantir que: caso nenhum deputado de determinado partido político tenha assinado, esse partido ficaria impedido de indicar membros, independente da quantidade de representantes no parlamento.

Essa nova legislação poderia impedir situações realmente esdrúxulas como as da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, em que parlamentares que não assinaram a CPI dos Ônibus e que têm ligações com as empresas do setor, ocuparam cargos na CPI.

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GERALDO ALCKMIN SENSACIONAL: DISSE QUE IA SE INFORMAR EM 2011 E PROCESSA UMA ÚNICA(?) EMPRESA POR CARTEL(?) EM 2013

PROTESTOS NO BRASIL AJUDARAM O GOVERNO DILMA ROUSSEFF A REDUZIR A INFLAÇÃO, QUE CAIU NO ITEM TRANSPORTE EM JULHO

Protesto Contra Aumento das Passagens de Onibu...Inflação oficial recua na prévia de julho e fica em 0,07%

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A prévia de julho deste ano da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), ficou em 0,07%. A taxa é inferior à de junho, 0,38%. O dado foi divulgado hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As principais contribuições para o recuo da inflação vieram dos grupos de despesas transportes (que passou de uma inflação de 0,1% na prévia de junho para uma queda de preços de 0,55% em julho) e alimentação (que passou de uma inflação de 0,27% para uma queda de preços de 0,18%).

Entre os itens que individualmente mais contribuíram para uma taxa menor em julho estão o tomate, que ficou 16,78% mais barato em julho, o etanol (-3,71%), a gasolina (-0,69%) e ônibus urbano (-1,02%).

No setor de transportes, também tiveram influência importante para a redução do IPCA-15 os itens seguro voluntário (-1,82%), ônibus intermunicipal (-0,91%), metrô (-2,02%) e trem (-1,15%). O IPCA-15 acumula taxas de 3,52% no ano e de 6,4% nos últimos 12 meses.

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TUCANODUTO: REVISTA ISTOÉ EXPLICA PORQUE O TRANSPORTE PÚBLICO DE SÃO PAULO É PÉSSIMO E NÃO MELHORA DESDE MÁRIO COVAS

propinodutoReportagem aponta que nos governos de Geraldo Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas, cerca de US$ 50 milhões teriam sido desviados das obras do metrô; denúncia da Siemens, que decidiu colaborar com a Justiça, lança luzes sobre o esquema; Alckmin será, agora, alvo de ação de improbidade

247 – Uma denúncia feita pela multinacional alemã Siemens, que acusou formação de cartel nas obras do metrô, em São Paulo, e decidiu colaborar com a Justiça, poderá trazer sérias complicações ao governador Geraldo Alckmin. De acordo com reportagem da revista Istoé, publicada neste fim de semana, foi montado um “propinoduto” relacionado às obras do metrô, que teria desviado US$ 50 milhões nos governos de Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas. Alckmin será, inclusive, alvo de uma ação de improbidade. Leia, abaixo, a reportagem de Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas:

O esquema que saiu dos trilhos

Um propinoduto criado para desviar milhões das obras do Metrô e dos trens metropolitanos foi montado durante os governos do PSDB em São Paulo. Lobistas e autoridades ligadas aos tucanos operavam por meio de empresas de fachada

Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão. O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. O Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. Agora, diante deste novo fato, é possível detalhar como age esta rede criminosa com conexões em paraísos fiscais e que teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa (Texto Integral)

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LEI FEDERAL PODERIA EXIGIR CONSULTA PÚBLICA PARA AS PLANILHAS DE CUSTO DO TRANSPORTE PÚBLICO

Bota pessão que tem muita gordura para queimar!

Bota pressão que tem muita gordura para queimar!

Uma medida muito simples pode mudar bastante a qualidade e o custo dos transportes públicos. E sem nenhuma grande revolução.

Basta o Congresso Nacional aprovar uma lei que exija a publicação para consulta pública das planilhas de custos das empresas de ônibus, trêns e metrôs que prestam serviço público.

Antes de qualquer aumento do valor da passagem, as prefeituras colocariam durante 30 ou 60 dias, em consulta pública, as planilhas apresentadas pelas empresas.

Após a consulta pública, os questionamentos poderiam ser feitos pelos vereadores e pela própria sociedade, pedindo os esclarecimentos necessários às empresas.

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VEJA COMO SÃO FEITAS AS PLANILHAS DAS EMPRESAS DE ÔNIBUS QUE PRESTAM SERVIÇO PÚBLICO

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Como as empresas de ônibus maquiam custos

Ex-analista de crédito de banco revela sinais de fraude contábil, uso de “laranjas” e formação de máfias por parte do cartel que controla transporte público 

Por Fernando Souto, no blog do Nassif

Não vou comentar muito sobre as falas do meu xará Haddad. Vou me concentrar no que sei e que vi, para dizer que em grande parte dos estudantes estão sim certos.

Fui analista de crédito num banco privado em 2006/7 em São Paulo, e neste banco, muitas empresas de ônibus eram clientes. muitas mesmo. e havia um jeito bem especial de lidar com elas.

Ocorre que para uma empresa ganhar empréstimo, ela tem de ter fundamentos econômico financeiros – ou seja capacidade de pagar.  E aí é que o bicho pega: pelas demonstrações contábeis oficiais, praticamente nenhuma empresa de ônibus teria condição de pegar empréstimos. E por que? Porque são estas são as demonstrações (balanços e dres) exibidas para os governos, a partir das quais geram-se as planilhas de custo e, em seguida, as tarifas.

Havia coisas estranhas, das quais dois pontos eu me lembro com maior atenção: O ativo imobilizado era muito baixo (ativo imobilizado é o que a empresa tem de propriedade, portanto seriam frotas de ônibus e propriedades das empresas). Muitas, mas muitas, apresentavam patrimônio liquido negativo – ou seja acumulavam, por anos consecutivos, prejuízos que superavam o capital social da empresa. As contas nunca fechariam — as receitas seriam baixas perante as despesas. Além disto, as empresas possuem passivos muito maiores que ativos, e como ativo tem de ser igual ao passivo mais patrimônio liquido, este tinha de ser negativo.

Com uma situação financeira dessas, uma empresa não toma emprestado. E aí vai o pulo do gato (que dá medo de contar): é óbvio que estas informações estão deturpadas (sendo gentil), e vou explicar como. Tanto era assim que nós tínhamos uma planilha em excel que fazia o calculo do real balanço destas empresas.

Os pontos são os seguintes: o ativo imobilizado não está declarado nestes balanços. É como se a ideia do pequeno empresário que não distingue o próprio bolso do caixa da empresa fosse levada às alturas. Donos de empresas têm parte da frota em nome próprio (ou de laranjas). Ou, então, compram em nome da empresa e depois “revendem”  para terceiros (sócios), após quitados os financiamentos. Os terrenos nos quais estão as garagens das empresas são de propriedade dos sócios e também não aparecem no balanço. Por fim, essas empresas não pagam encargos trabalhistas, adiando-os ao máximo, para aproveitar, quando aparece, uma renegociação. Fazem isso para aumentar muito o exigível de longo prazo, propositalmente, além de ganhar caixa extra pago pelo governo.

Cientes dessas informações, para fazer a análise consolidávamos o patrimônio dos sócios (que na verdade seriam das empresas) com o das empresas. É claro que elas davam lucro na realidade – afinal estes empresários seriam tão idiotas de continuar pra sempre num setor com altos fluxos de dinheiro se tivessem sempre prejuízos? Mas tem mais…

Àquela época, e ainda hoje, existem várias empresas que atendem o transporte urbano – em São Paulo, Rio de Janeiro e outras tantas cidades –, mas são poucas famílias que controlam de fato esta estrutura. Fazem isso indiretamente, através de sociedades.  Em São Paulo, se não me engano, eram cinco famílias, que tomaram o setor na privatização da CMTC. Quando estas empresinhas começam dar muitos problemas, elas fecham e abrem outro CNPJ, com outros sócios. Fornecedores e especialmente funcionários ficam a ver navios. Por falar em funcionários, lembram do que falei sobre os direitos? Pois bem, deixem-me explicar uma coisa que acontecia até com os gerentes do banco, quanto mais com os funcionários. No dia a dia, esses empresários são representados por “gerentões” armados. Se eles não querem atender alguém, e no contato comum todos os funcionários, são esses representantes que cuidam da negociação. Então, por exemplo — isso já ouvi próprios motoristas comentando no Rio — quem vai entrar na justiça pra cobrar direitos, na melhor das possibilidades nunca mais trabalhara em qualquer outra empresa de ônibus. Se encher muito o saco, vai buscar o direito e não volta.

Para quem acha que eu estou exagerando, ficam 2 dicas: procurem noticias sobre assassinatos de sindicalistas de onibus. de vez em quando tem um. E outra: no final do debate de 2004 na rede globo, naquela eleição fatídica em que marta perdeu do josé serra, ela comenta que teve de entrar com colete a provas de balas numa reuniao com empresas de onibus (trabalhei com um cara da alta cupula do governo dela, e ele comentava que ela e o secretario sempre iam de colete, e que os empresarios levavam seguranças armados e que sempre tinham de passar detectores de metais para tirar as armas dos caras).

Enfim, o que eu queria dizer é o seguinte: sei que o Haddad fez mestrado na minha faculdade de Economia, portanto não é de todo inábil com números e devia abrir as tais planilhas de custo. Seria bom puxar um bom auditor pro lado dele, e usar as críticas como legitimação pra rever esse lamaçal todo. Seria uma forma de aproveitar esta pressão contra estas empresas. A não ser que realmente seja só o apoio de financiamento em época de eleição que valha a pena… Em suma, é uma grande máfia, e não vai ser fácil desarmá-la – só que também, se for pra defendê-las, poder-se-ia ter mantido o Serra, certo?

E realmente não são só vinte centavos. Acho que a força desta garotada que está na rua – e que une Istambul, Occupy wallstreet, 15m na Espanha e todos os outros – vem do cansaço de ver todas as decisões importantes de intresse público serem dominadas por grandes interesses de pequenos grupos privados – e em todos os casos, defendidos na porrada por um Estado policialesco.

E pra não dizer que não falei das flores, fiquem com essa pequena pérola de genialidade empreendedora baronesca do imperadores do transporte publico do Brasil. Na Veja, claro, em 1998. (se o setor não dá lucro, porque eles estão tão ricos?)

http://veja.abril.com.br/280198/p_064.html

E sobre um barao especifico (um dos mais poderosos), no Rio de Janeiro. (ps1: parece que é o sogrão do Paes. ps2: vejam quantos sócios ele tem três como em outro baronato, a família comprou uma empresa de aviação).

http://www.milbus.com.br/revista_portal/revista_cont.asp?1448

http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0881/noticias/a-dificil-decolagem-do-cla-barata-m0116513

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ACORDA GOVERNISTA: HADDAD SEGURA BATATA QUENTE PORQUE QUER; ÁLVARO DIAS APROVEITA PARA VAIAR E ALCKMIN, PARA BATER

Pobres vaiam Dilma em Brasília

Pobres vaiam Dilma em Brasília

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, segura a batata quente da insatisfação popular e da juventude porque quer. Ele pode rapidamente, com o corpo técnico que tem e com a experiência do PT desde a gestão Luiza Erundina, elaborar um belo projeto de transporte público gratuito, com uma taxa para as classes privilegiadas bancar parte dos custos, e mandar para a Câmara de Vereadores.

Isso acabaria a conversa com ele. A briga agora seria na Câmara. É quase certo que os vereadores, na composição atual, não aprovariam o projeto, mas a pressão seria grande em cima deles. E se aprovassem? Sensacional, Haddad poderia fazer uma verdadeira revolução nos transportes públicos de São Paulo. Será que Haddad teria cacife para isso? Provavelmente não. O PT se tornou muito burocrático e menos utópico nos últimos anos.

Tem até petista chamando os manifestantes de vândalos, assim como os piores nomes do tea party brasileiro. Álvaro Dias aproveita para vaiar Dilma Rousseff junto com os privilegiados do DF enquanto Geraldo Alckmin solta a borracha em São Paulo. Cada um lida com a insatisfação como pode ou como quer. Talvez o PT não possa fazer mais o que um dia já fez.

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SENSACIONAL: ENTREVISTA COM LÚCIO GREGORI SOBRE A VIABILIDADE E NECESSIDADE DO TRANSPORTE PÚBLICO GRATUITO

Lúcio Gregori, ex-secretário de Transportes de São Paulo

Lúcio Gregori, ex-secretário de Transportes de São Paulo

Bons tempos aqueles que o PT tinha utopia e tentava colocar em prática essa utopia.

A entrevista de Lúcio Gregori, apesar de longa, é essencial para entender o Movimento Passe Livre. Lúcio Gregori foi secretário de Transporte de São Paulo, na gestão de Luiza Erundina, na virada dos anos 80 para 90. Naquela ocasião, tentou implantar um sistema gratuito, mas Lúcio estava muito além do seu tempo. A pressão contra a prefeitura foi enorme. O governo de Luiza Erundina foi atacado de todas as formas pela mídia, por juristas conservadores e pelas empresas de ônibus.

Naquele momento faltava o apoio popular, manifestações de rua, o povo pedindo para mudar. Agora talvez seja a hora e o momento para mudar totalmente, tentar, inovar, criar, mas a utopia pode ter morrido dentro do reformismo do PT.

A Erundina não tem bola de cristal, mas se tivesse um pouco mais de tolerância, seria a vice-prefeita da cidade com o histórico de Lúcio Gregori.

Veja a entrevista de Lúcio Gregori para o documentário Impasse, mas deveria se chamar Lúcido Gregori.

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INICIEI UM CURSO, UMA PÓS-GRADUAÇÃO EM SÃO PAULO, NA SEMANA DOS PROTESTOS DO MOVIMENTO PASSE LIVRE

Ai, meu Curso!

Por Luís Fernando Praguinha

Imagem:http://manskaoosin.blogspot.com.brIniciei um curso, uma pós-graduação em São Paulo, semana passada.
Ter ido a São Paulo e feito este curso, especificamente no fim de semana que passou, quando se iniciaram os protestos contra o aumento da tarifa do transporte público, tornará este texto único até o momento, pois mesclará seriedade e humor. Cheguei a pensar em colocar um (H) ou um (S) no final de cada frase pra etiquetar como humor ou séria pra pessoa saber se ri ou não, mas achei que seria superestimar a burrice de vocês, então, se você não me conhece bem e ficou na dúvida, é porque foi humor, se você me conhece e ficou na dúvida, é coisa séria.

Bem, em primeiro lugar, pegar metrô em Sampa na sexta-feira de manhã é para os fortes. Já, pegar metrô em Sampa na sexta de manhã e com paralisação dos ônibus, é pra quem abriu mão de sua dignidade em prol de um bem maior (ir ao curso), ou então a pessoa tá a fim mesmo é de dar o curso.

Sim, fui encoxado de formas que um homem casado jamais poderia imaginar ser permitido por lei. Isso abriu meus horizontes, abriu mesmo!
Também gostei que vi muita gente bonita no metrô, mas todos faziam careta, tirando um jovem com uniforme do São Paulo, devido ao desconforto do encoxamento coletivo.

Saí do trem me sentindo livre como um pássaro e cheguei ao curso com cheiro forte de gente.

Encontrei pessoas interessantes e achei todos muito divertidos e agradáveis, visto que não sou homofóbico, tirando um colega que se sentou ao meu lado e ficou fazendo caras e bocas o tempo todo, mas ainda tenho fé que seja tique nervoso.

Quanto ao curso em si, foi muito enriquecedor. É sempre bom lembrar que a ignorância é tão infinita quanto o que se tem pra aprender. Aprendi bastante e espero não me esquecer de nada (muito rápido). O mestre demonstrou conhecimento e prazer em ensinar (S), além de uma seriedade sem ter fim (H). Achei os coelhinhos suuuuper fófis, mas isso não quer dizer nada.

A volta pra casa era sempre muito desgastante, apesar de o metrô já estar menos lotado e eu só receber encoxadas quando o trem desacelerava, saber que ia dormir na casa do cunhado era um pesadelo.

Na superfície, quebra-quebra e protesto de ambas as partes. Populares quebrando o patrimônio e a polícia quebrando os populares. Populares protestando contra o aumento das tarifas e a puliça protestando quando um popular escapava da borrachada.

Eu acho muito errado as pessoas protestarem assim, porque, afinal de contas, já nos roubam há tanto tempo e tão mais que essa mixaria, tipo um Maracanã ou um Itaquerão (meu time não precisava dessa mancha) e a gente nunca reclamou. Nossas excelentíssimas autoridades não merecem passar por esse tipo de choque. Pode dar a falsa impressão de que o povo tem força, coragem e alguma organização e que pode ser apenas o começo de uma ação maior que venha a colocar fim à excelentíssima mamata. E que se não nos tratarem com mais dignidade, respeito e transparência, afinal não somos muito idiotas, poderemos nos mostrar muito poderosos, porque a água já chegou no pescoço. Mas é só uma falsa impressão. Ainda assim, cuidado conosco!

No último dia foi legal, domingão, metrô vazio, mas me afligia um sentimento de vingança que só pude decifrar quando uma velhinha se ergueu pra descer na próxima estação e eu me vi me colocando bem juntinho dela, naquele vagão cheio de espaço. Sim, eu precisava encoxar alguém também pra me sentir menos lesado.

Foi o dia da aula prática e me impressionou muito o carinho que todos demonstraram com os coelhinhos, principalmente eu, que já tinha descarregado toda minha agressividade na velhinha do metrô. Também me admirou a facilidade com os números e o domínio sobre as regras de três que as garotas demonstraram.

Voltei pra minha cidade de carona com um novo colega, o Mário, sabem qual, né? Um cara meio esquisitão que me incluiu numa carona que ele filava do primo. Foi bom que teve até serviço de bordo. Sou grato.

Estou ansioso pela próxima aula, aprender, rever amigos. E, sinceramente, espero que na próxima não haja violência, que haja mais organização e que tenha mais gente enfrentando os poderosos e dizendo basta!

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CONHEÇA O MOVIMENTO PASSE LIVRE, QUE ESTÁ PARANDO A CIDADE DE SÃO PAULO E OUTRAS PELO BRASIL

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