Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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COM DISCO NAVE MANHA, TRUPE CHÁ DE BOLDO SEGUE FAZENDO MELODIAS E LETRAS CRIATIVAS, COMBINANDO RITMOS E REINVENTANDO TRADIÇÕES

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Por Maura Voltarelli

O pessoal da Trupe Chá de Boldo que já marcou presença aqui no Educação Política nos deu uma entrevista alegre, bem humorada e cheia de boas dicas culturais e musicais para quem anda meio perdido em tempos de internet e muita oferta cultural, nem sempre de qualidade!
Pra quem ainda não conhece o delicioso e eclético som da Trupe vale a pena conhecer, e essa entrevista vem também como porta de entrada para saber mais sobre o perfil desse pessoal que é pura explosão. Literalmente! Explosão de cor, de vida, de poesia, de som…

Com vocês, Trupe Chá de Boldo!

Agência Educação Política: De onde vem o nome Trupe Chá de Boldo?
Trupe Chá de Boldo: Trupe Chá de Boldo vem do efeito curativo da planta. Curar a ressaca. No início da banda, em 2005, queríamos tocar somente em domingos à tarde, após feriados prolongados, no primeiro dia do ano. Mas o nosso chá de boldo não é amargo. Ele é tratado em laboratórios de primeiríssima qualidade. É docinho, uma delícia.

AEP: Quais são as principais influências musicais do grupo?
Trupe: Temos conversado bastante sobre isso ultimamente. Poderíamos dizer um tantão de nomes: de Caetano Veloso, Gilberto Gil ao Grupo Rumo e Itamar Assumpção. Mas isso é um pouco da formação de cada um. Hoje somos mais afetados e provocados a fazer música por gente com quem convivemos, como Tatá Aeroplano e o Cérebro Eletrônico, Tulipa Ruiz, Gero Camilo & Bando, Alfredo Bello, Pélico, Zafenate, Juliano Gauche, Guilhermoso Wild Chicken, Paulo César de Carvalho, Rafael Castro…

AEP: Vocês gostam de pensar na ideia de um único estilo musical ou a música de vocês é uma espécie de pluralidade de vozes e coisas, ritmos e estilos?
Trupe: Nossa música é múltipla, mas sem ser eclética. Misturar é uma arte mesmo. No nosso disco, Bárbaro, há rock´roll, marchinha, tango. Mas a gente pensa um pouco como Leila Diniz: dar pra todo mundo, mas não pra qualquer um.

AEP: Ao ouvir uma música de vocês, assistir algum vídeo na internet ou mesmo ao entrar no site, as pessoas se surpreendem ao ver algo que foge do convencional, mas que nem por isso se faz forçado demais ou ganha aspectos digamos caricaturais. Como se deu esse processo de construção da identidade artística do grupo?
Trupe: Que bom que você achou isso. Embora sejamos certas vezes um tanto exagerados, não curtimos a caricatura das coisas. Não temos identidade. O que acontece é quase sempre muito espontâneo e divertido. Não sentamos muito para conversar sobre estas coisas. É fazendo que a gente se entende.

AEP: De onde vem a inspiração para as letras das canções que são realmente bem interessantes? A gente vê um pouco de tudo, há conflitos e problemas humanos, também há histórias da vida cotidiana mesmo, enfim, parece existir uma aproximação ou pelo menos uma preocupação natural em refletir a realidade, em fazer uma música engajada, assim como hoje nós temos uma literatura engajada, uma pop arte mais engajada, etc. Vocês tem essa ‘preocupação’ com o movimento da realidade?
Trupe: Inventamos as músicas a partir de experiências pessoais. Mas às vezes onde isto vai parar é também bem surreal, maluco. Trabalhar entre doze cabeças é um tanto irreal hoje em dia. É muito desejo, vontade. Acho que estamos fazendo agora um som mais ligado à cidade, a nossas experiências com os diferentes espaços por onde passamos ou vivemos. “Sai emo”, por exemplo, fizemos depois de um longo tempo tocando na Rua Augusta. “À Lina”, pouco tempo antes de fazermos um show no Teatro Oficina. Existe esta ligação forte com a cidade, com as pessoas, com as intermináveis noites… Saiba mais

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