Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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QUE HORROR: VEJA O NÍVEL DA COMENTARISTA MARISTELA BASSO NO JORNAL DA TV CULTURA

O vídeo é longo. Mas posicione nos 35 minutos para ver o comentário sobre a Bolívia da professora de Direito Internacional da USP.

TV Cultura Tucana: Maristela Basso atinge o fígado

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LÍDERES DO MOVIMENTO PASSE LIVRE DIZEM NO RODA VIVA QUE ESTÃO NO CAMPO DA ESQUERDA E QUEREM UMA SOCIEDADE IGUALITÁRIA

Captura de tela de 2013-06-18 11:23:42A entrevista com dois dos líderes do Movimento Passe Livre (MPL) no Roda Viva da TV Cultura foi marcada por uma postura comedida dos entrevistados. O programa entrevistou a estudante de direito Nina Cappello e o professor de História Lucas Monteiro de Oliveira. Lucas deixou claro que o MPL está no campo das esquerdas e que o movimento busca uma sociedade igualitária.  Para Nina, o MPL é um movimento social que luta pelo transporte público. Semelhante à estrutura de organização do MST (Movimento dos Sem Terra), eles dizem que não tem liderança e procuram atuar de forma horizontal.

Apesar de muitas perguntas sofríveis por parte dos jornalistas da grande mídia, foi possível perceber que os integrantes estavam bastante cautelosos e bem preparados com algumas perguntas mal intencionadas. Eles também afirmaram que a cidade precisa de uma transformação, para que não impeça a circulação das pessoas da periferia. O movimento tem um projeto de lei, de iniciativa popular, propondo o transporte público com tarifa zero, para que as pessoas (da periferia) possam se apropriar da cidade.

Veja vídeo abaixo:

STEDILE NO PROVOCAÇÕES:”AO PASSAR EM FRENTE A UM BANCO, CUSPA” E “A VIDA É MARAVILHOSA PORQUE NOS PERMITE COMPARTILHAR A FELICIDADE”

A clareza de pensamento do coordenador do MST (Movimento dos Sem Terra), João Pedro Stedile, permite entender um pouco sobre o conflito presente no Brasil contemporâneo nessa entrevista ao programa Provocações (abaixo). Com certeza, é essa capacidade intelectual que provoca tanta ira nos setores mais reacionários da sociedade, além de suas provocações, é claro.

Stedile identifica o significado do governo do ex-presidente Lula e o entendimento das forças sociais que disputam a hegemonia política do país. Para ele, os inimigos do Brasil são “o capital financeiro, as empresas transnacionais, o latifúndio e a mídia burguesa”. Dilma Rousseff ao menos combateu um pouco a apetite do capital financeiro, mas como enfrentar o apetite dos outros três?

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DESEJO OU ANÁLISE: HISTORIADOR MARCO ANTONIO VILLA É “EXEMPLO DA QUALIDADE” DO COMENTÁRIO POLÍTICO NA GRANDE MÍDIA

Villa: a confusão entre desejo e análise

Uma das coisas mais importantes para pesquisadores e analistas é entender os próprios desejos. Claro que toda análise e pesquisa tem um elemento pessoal inevitável. E isso é até salutar quando o pesquisador é capaz de reconhecer e tecer sua própria autocrítica, reconhecer que pode prejudicar toda a crítica ou análise diante do descontrole do desejo.

Quando o desejo toma conta da análise no jornalismo, o analista torna-se um editorialista de ocasião. É a fonte que a grande mídia busca para falar em nome dos seus próprios interesses. Marco Antonio Villa é figura conhecida em várias mídias: da TV Cultura, passando pela Globo News, Bandeirantes, Veja, etc. Virou celebridade e a crítica lhe escapou. O desejo falou mais alto.

Veja vídeo abaixo.

vi no MidiaCrucis

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RODA VIVA DA TV CULTURA VIRA FÓRUM DO PSDB: PRIMEIRO FOI O FILÓSOFO, DEPOIS O ESTRATEGISTA, AGORA SÓ FALTA O PAI DE SANTO

Giannotti: é preciso controlar o mercado

O programa Roda Viva da TV Cultura se transformou em uma espécie de fórum para entender o que acontece com a oposição e especialmente o PSDB, que governa o estado de São Paulo, mas está em um processo de dissolução parecido com o do DEM, partido em que militava o paladino da ética da revista Veja, o senador Demóstenes Torres.

Há algumas semana o programa convidou o filósofo José Artur Giannotti, pensador renomado e conhecido pela participação no Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), junto com Fernando Henrique Cardoso e  parte da intelectualidade do PSDB, que acreditou que um dia o partido seria social-democrata.

Ao se ouvir Giannotti, vê-se uma tentativa da direita paulistana de ir mais a fundo na questão que envolve a incapacidade do partido tucano para compreender o atual momento político em que vive o Brasil. Mas Giannotti jogou um balde de água fria. Ele disse ser a favor de cotas raciais e que é preciso controlar o mercado. Ou seja: até o filósofo do Cebrap não aguenta o PSDB.

Se não dá para contar com filósofo, vai-se ao estrategista. Ontem o Roda Viva convocou um especialista em eleições, em pesquisa e em análise da realidade brasileira. No centro do programa esteve o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, que talvez seja o homem com o maior número de informações sobre o Brasil. Infelizmente, ele também não ajudou muito e se recusou a fazer prévias sobre as eleições em São Paulo.

Na próxima semana é possível que apareça um pai de santo no centro do Roda Viva. Quem sabe surja alguma luz?  Mas com José Serra caminhando para mais uma campanha obscurantista, dificilmente haverá solução diante de tamanha escuridão. Está complicado entender o Brasil para os tucanos.

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RODA VIVA VIROU UMA SALA DA HEBE APARELHADA PELO PSDB; AGORA É RODA MORTA
CRIAÇÃO DA “TV FOLHA” EVIDENCIA O APARELHAMENTO DA TV CULTURA QUE ESTÁ CADA VEZ MENOS PÚBLICA E MAIS TUCANA
PROJETO FUNDAMENTAL: APENAS 600 BRASILEIROS AFORTUNADOS PODEM CONTRIBUIR COM R$ 10 BILHÕES POR ANO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
MINISTROS DO SUPREMO LAVAM AS MÃOS E TAMBÉM LIBERAM GILMAR MENDES PARA A CPMI DO CARLINHOS CACHOEIRA

CRIAÇÃO DA “TV FOLHA” EVIDENCIA O APARELHAMENTO DA TV CULTURA QUE ESTÁ CADA VEZ MENOS PÚBLICA E MAIS TUCANA

Parceria oficial

Uma televisão pública, por definição, é sustentada pelo contribuinte e deve responder a ele antes de qualquer outra pessoa, respeitando, portanto, o interesse público que é, por sua vez, um interesse plural e democrático. Essa lógica simples e fácil de demonstrar vem sendo totalmente invertida na esteira da confusão do público e do privado e, o que parece ser ainda pior, na mistura já quase inseparável entre comunicação e política.

Não é novidade a associação entre o tucanato e os principais grupos de mídia nacionais. A grande imprensa está praticamente toda aparelhada pelos tucanos e, não satisfeitos, eles agora dão cada vez mais forma ao projeto que já se iniciou há algum tempo de aparelhamento da TV Cultura.

O resultado de todo esse processo não pode ser bom. Passa por produção de pensamento único, parcialidade total nas informações e evidente manipulação destas últimas para atender aos interesses de quem hoje controla a sua produção. O público fica neste sentido cada vez mais sem opções. Não que um dia elas foram múltiplas e capazes de deixar o leitor ou telespectador com dor no coração caso deixasse de ler ou ver algo na televisão, no entanto, agora, sequer se tem vontade de ligar a televisão, tal a “pobreza” e visível  direcionamento ideológico do que é dito, escrito, mostrado.

Como escreve Mino Carta na Carta Capital, “estamos é assistindo ao natural conluio entre herdeiros da casa-grande. -Nada de muito elaborado, entenda-se. Trata-se apenas de agir com a soberana prepotência do dono da terra e da senzala”. A última do tucanato foi a criação de uma certa TV Folha, uma nova opção para as noites de domingo na TV. O canal? Não poderia ser outro: a TV Cultura. Atrás da Folha, o canal também abre espaço para Estadão, Valor e Veja.

E a tv pública para onde foi? Neste caso de desaparecimento, é melhor desligar a tv, mesmo porque, agora sim é que não há opções.

Veja trecho do texto sobre o assunto escrito por Mino Carta e publicado na Carta Capital:

A TV Cultura não é pública. Ela é tucana
Por Mino Carta

Uma tevê pública é uma tevê pública, é uma tevê pública e é uma tevê pública, diria a senhora Stein. Pública. Um bem de todos, sustentado pelo dinheiro dos contribuintes. Uma instituição permanente, acima das contingências políticas, dos interesses de grupos, facções, partidos. A Cultura de São Paulo já cumpriu honrosamente a tarefa. Nas atuais mãos tucanas descumpre-a com rara desfaçatez.

A perfeita afinação entre a mídia nativa e o tucanato está à vista, escancarada, a ponto de sugerir uma conexão ideológica entre nossos peculiares social-democratas e os barões midiáticos e seus sabujos. A sugestão justifica-se, mas, a seu modo, é generosa demais. Indicaria a existência de ideias e ideais curtidos em uníssono, ao sabor de escolhas de vida orientadas no sentido do bem-comum. De fato, estamos é assistindo ao natural conluio entre herdeiros da casa-grande. -Nada de muito elaborado, entenda-se. Trata-se apenas de agir com a soberana prepotência do dono da terra e da senzala.

E no domingo 11 sou informado a respeito do nascimento de uma TV Folha. Triunfa nas páginas 2 e 3 da Folha de S.Paulo a certidão do evento, a prometer uma nova opção para as noites de domingo na tevê, com a jactanciosa certeza de que no momento não há opções. E qual seria o canal do novo programa? Ora, ora, o da Cultura. Ocorre que a tevê pública paulista acaba de oferecer espaço não somente à Folha, mas também a Estadão, Valor e Veja. Por enquanto, que eu saiba, só o jornal da família Frias aproveitou a oportunidade, com pífios resultados, aliás, em termos de audiência na noite de estreia.

Até o mundo mineral está em condições de perceber o alcance da jogada. Trata-se de agradar aos mais conspícuos barões da mídia, lance valioso às vésperas das eleições municipais no estado e no País. E com senhorial arrogância, decide-se enterrar de vez o sentido da missão de uma tevê pública. Tucanagens similares já foram cometidas em diversas oportunidades nos últimos anos, uma delas em 2010, o ano eleitoral que viu José Serra candidato à Presidência da República. Ainda governador, antes da desincompatibilização, Serra fechou ricos contratos de assinatura dos jornalões destinados a iluminar o professorado paulista. (Texto completo)

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O poder Judiciário, deixando de ser cínico

Serão as mulheres que vão trazer a verdadeira República para o Brasil? Será esse o destino do país que teve a Lei Área assinada por uma mulher, em 1888, princesa Isabel, do Brasil Imperial?

É certo que falta republicanismo ao judiciário, principalmente masculino, mas a ministra do CNJ parece ser uma luz para a própria justiça e para o Brasil. Veja abaixo a entrevista de Eliana Calmon, que honra o poder judiciário.

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RODA VIVA VIROU UMA SALA DA HEBE APARELHADA PELO PSDB; AGORA É RODA MORTA

Roda Viva ou Ressuscita-me?

O Roda Viva, programa da TV Cultura,  já foi muito importante para o Brasil.  Num período de renascimento da democracia, era praticamente o único espaço de debate político, econômico e cultural da tv brasileira. Na versão original, a quantidade de entrevistadores, ainda que dentro de um espectro ideológico limitado, dava ao programa certa legitimidade.

Recentemente, o programa havia se transformado numa espécie de sala da Hebe aparelhada pelo PSDB.  O programa perdeu importância e perdeu espaço de mediação.  Tornou-se um bate papo de comadres sempre dentro da perspectiva estilística da sala São Paulo, que fica ao lado da cracolândia (quer coisa mais tucana?).  O Roda Viva se transformou num programa a serviço do nada. Vale pouco jornalisticamente.

Esta semana o programa tentou se recuperar com a saída de Marília Gabriela. Aliás, o  programa De frente com Gabi, do sbt, é mais jornalístico que o Roda Viva apresentado por ela, porque é mais verdadeiro e cumpria o que se propunha a fazer. Já o Roda Viva viveu uma faze de controle ideológico agonizante.

O programa da semana, que entrevistou o Cabo Anselmo, conhecido como delator (traidor) dos seus próprios companheiros  que foram mortos e torturados pela ditadura militar, é uma tentativa de reabilitar o programa. Cabo Anselmo foi uma espécie de jogada de marketing de péssimo gosto para a memória da democracia brasileira.

Quem comanda o programa  agora é Mário Sérgio Conti;  basta ler  Notícias do Planalto para conhecê-lo. O livro é um primor de bajulação aos empresários da mídia brasileira, dos Marinhos aos Civitas, sem escapar um.

Ultimamente o Roda Viva se tornou uma Roda Morta, mas quem sabe melhore ao voltar ao formato original. Mas começou da pior maneira possível.

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TV CULTURA ENFRENTA OS ÍNDICES DE AUDIÊNCIA MAIS BAIXOS DE SUA HISTÓRIA

Hora de levantar voo!

O atual cenário da TV Cultura, como diz reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, é “pouco animador”. A emissora vive uma das piores crises de sua história enfrentando índices de audiência inferiores a um ponto no Ibope. A queda na audiência teve como consequência uma diminuição da arrecadação da emissora que no mês de maio foi 58% menor que o previsto.

A situação atual da TV Cultura reflete, em primeiro lugar, as divergências internas dentro do próprio PSDB, partido que controla a emissora desde o fim dos anos 1990. Os presidentes da Fundação Padre Anchieta entram e saem de acordo com a preferência do governador do momento. Cada um dos presidentes, por sua vez, tem um método diferenciado de gestão o que acaba, inevitavelmente, afetando a qualidade da emissora.

No entanto, podemos dizer sem exagero que a atual crise da TV Cultura já era uma crise anunciada. Desde que o atual presidente e ex-secretário de Cultura João Sayad assumiu a direção da Fundação sua política de corte de gastos, demissão de funcionários, extinção e reformulação dos programas, deu uma outra cara à TV Cultura, além de gerar outros gastos que inicialmente não estavam previstos.

Essa “outra cara” desagradou muitos telespectadores já que, como mostra reportagem do Estadão baseada em um relatório interno produzido pela emissora, ao qual o jornal teve acesso com exclusividade, em 12 meses, período em que Sayad cortou 993 vagas (46% dos funcionários fixos), a Cultura perdeu 27% de sua audiência média e assistiu a um distanciamento da meta de arrecadação de fontes externas para o mês de maio que era de R$ 4,7 milhões e foi de apenas R$ 1,99 milhão.

Ao que parece, o método do PSDB de corte de gastos e aparelhamento de uma emissora pública não vem agradando. E o mais preocupante de todo esse processo de desmonte é assistir à diluição do caráter público e plural de uma emissora que sempre representou um reduto de programação de qualidade no cenário descartável da televisão brasileira e, agora, amarga o último lugar na preferência do telespectador.

Veja trecho da reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo:

Audiência e receita da TV Cultura desabam
Estudo interno da emissora paulista mostra ”traço” no Ibope, captação de recursos abaixo do previsto e maior gasto com funcionários afastados
Por Jotabê Medeiros

A média de audiência atual da TV Cultura, mantida pelo governo do Estado, é a mais baixa da História. Corresponde a 0,8 ponto, o equivalente a 47,2 mil domicílios. O “traço” de audiência se reflete na arrecadação da emissora: em maio, sete meses após a eleição do ex-secretário de Cultura João Sayad como presidente da Fundação Padre Anchieta, a receita obtida foi 58% menor que o previsto. Em 12 meses, período em que cortou 993 vagas (46% dos funcionários fixos), a Cultura perdeu 27% de sua audiência média.

Esse cenário não é uma visão externa pessimista dos rumos da fundação. Trata-se de relatório interno produzido pela emissora, ao qual o Estado teve acesso com exclusividade. Produzido para exame da direção e do Conselho Curador, o relatório pinta um retrato pouco animador da atual gestão.

Segundo a emissora, o documento “prova momento de transparência” na administração.

Historicamente, as audiências da Cultura eram baixas, mas nunca chegaram a tal patamar. Raros programas ultrapassam 1 ponto de audiência (share de 1,8). A queda média de audiência é de 26% em um ano, e a Cultura ficou 21 dias no penúltimo lugar e 10 dias no último na Grande São Paulo em maio.

Todos os indicadores do relatório são negativos. A meta de arrecadação de fontes externas, em maio, era de R$ 4,7 milhões, e a emissora conseguiu levantar R$ 1,99 milhões. O governo investe R$ 84 milhões na Cultura, que tem dividido com a TV Gazeta os últimos lugares de audiência. (Texto completo)

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SENADOR ÁLVARO DIAS FICA À VONTADE EM TV TUCANA E SOLTA UMA PÉROLA: “BOLSA FAMÍLIA ESTIMULA A PREGUIÇA”

Aposentadoria de R$ 24 mil é digna, bolsa família de R$ 100 estimula a preguiça

O  tucano Álvaro (aposentadoria de R$ 1,4 milhão) Dias,  quase vice de José (Bolinha de Papel) Serra, afirma o que bolsa família é coisa para estimular a preguiça, ou seja, torna o sujeito vagabundo.

O Senador é a pessoa certa para afirmar isso. No ano passado ele buscava uma aposentadoria como governador de R$ 24 mil por mês e mais R$ 1,4 milhão retroativos, mas isso era para estimular o seu trabalho, imagina-se.  Os R$ 100 do bolsa família é coisa de vagabundo.

Durante a campanha presidencial, o PSDB afirmava que iria dar décimo terceiro para o bolsa família e aumentar o valor. Depois da eleição, a verdade da consciência tucana.

Vi no Azenha.

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É preciso lutar por ela!

De uns tempos pra cá, a TV Cultura vem passando por algumas transformações que já foram assunto de publicação aqui no Educação Política. A atual gestão da emissora paulista vai aos poucos tomando certas atitudes que apontam cada vez mais para uma real tentativa do governo estadual em desmontar a única tv pública, educativa e que realmente leva, ou pelo menos levava, aos lares de todos os brasileiros uma produção de alta qualidade, cada vez mais rara na maioria dos canais abertos da televisão brasileira.

Para quem acompanha a programação da TV Cultura, algumas mudanças relacionadas à linha editorial do veículo, conteúdo dos telejornais, posicionamento político, jornalistas que entrevistam e demais profissionais que são entrevistados, já puderam ser notadas.

Pouco a pouco as mudanças vão aparecendo, funcionários vão sendo demitidos, programas vão sendo cortados, liberdades anteriores começam a ser restringidas, crítica social começa a ser domesticada, enfim, aos poucos o Brasil vai perdendo uma grande emissora PÚBLICA de televisão.

É por isso que a Frentex (Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão) realizou no último dia 21 de fevereiro um debate sobre a situação da TV Cultura com o objetivo de ampliar a discussão e articular as entidades para lutar em defesa da emissora. O convite foi aberto a todas as organizações. A entidade também lançou uma nota repudiando o comportamento da atual gestão e defendendo a valorização da emissora pública.

Mesmo o debate já tendo acontecido, o Educação Política considera importante mostrar os passos dessa luta, mesmo porque depois desse ainda virão muitos debates pela frente. E é bom que venham. Neste caso, temos que estar de olhos bem abertos, atentos. Esta é uma daquelas causas pelas quais realmente vale a pena lutar!

Veja a chamada da Frentex e também a nota de repúdio publicadas no blog O Escrevinhador:

Vamos defender a RTV Cultura!
A Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão realizará na próxima segunda-feira (21/02), às 19 horas na sede do sindicato dos Jornalistas, uma discussão sobre o desmonte da RTV Cultura de São Paulo e levantar propostas dos movimentos sociais para resgatar a TV pública estadual.

Mobilize sua entidade e venha participar deste importante movimento para salvar a RTV Cultura.

Veja a nota da Frentex:

Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão (Frentex) divulga nota repudiando o desmonte da RTV Cultura
A Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão (Frentex) vem a público repudiar o desmonte da RTV Cultura promovido pelo governador do Estado de São Paulo.

A notícia das 150 demissões ocorridas na RTV Cultura de São Paulo na última segunda-feira, dia 7, só confirma a intenção do PSDB de desmonte da única emissora pública paulista, que faz parte do patrimônio do povo.

A emissora enfrenta uma das maiores crises de sua história. Já foi amplamente divulgado na mídia que o projeto da atual gestão da Fundação Padre Anchieta, ligada diretamente ao governo de São Paulo, é reduzir o quadro de funcionários e efetuar corte de verbas em algumas de suas produções. Com isso, pretendem economizar as custas dos empregos e da qualidade da programação da emissora, alterando inclusive o papel social da Fundação, gestora da TV Cultura.

Para honrar o Estado democrático que conquistamos após anos de arbítrio, é necessário que a TV Cultura propicie programação de qualidade, jornalismo independente e ético, participação da sociedade em seu Conselho Administrativo e condições de trabalho dignas a todos os funcionários.

O estado de São Paulo não pode ser mero espectador no processo de avanço da democratização dos meios de comunicação que está sendo discutido em nível nacional, ideia que se fortaleceu mais ainda após a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, da qual o movimento social paulista teve grande representação, apesar do boicote promovido pelo governo do Estado.

Nesse sentido, defendemos um amplo debate sobre o papel da TV Pública no Estado de São Paulo para que ela continue sendo um instrumento de fortalecimento dos valores e costumes do povo, que tenha diversidade de ideias e de opiniões e ajude no fortalecimento de nossa democracia.

São Paulo, 10 de fevereiro de 2011.

Entidades que assinam a nota:
Aliança Internacional de Jornalistas – Núcleo SP
Campanha pela Ética na TV
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
Cidadania e Saúde
Ciranda da Informação Independente
Coletivo Intervozes
Conselho Regional de Psicologia de São Paulo
Coordenação Nacional de Entidades Negras/Conen-SP
CTB-SP
CUT-SP
Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa – FJLP
Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
Instituto CUCA da UNE
Movimento Sindicato é pra Lutar
Observatório da Mulher
Revista Debate Socialista
Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo
Sindicato dos Radialistas do Estado de São Paulo
Sinergia CUT (Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de SP)
União Brasileira de Mulheres
União Estadual dos Estudantes
União de Mulheres de São Paulo

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16 anos e uma constatação bombástica

Há 16 anos no comando da TV Cultura, o PSDB toma uma atitude corajosa e mostra que só fez a coisa errada na TV Cultura.

Em nota oficial publicada no site da emissora, o texto diz que a TV Cultura comandada pelo PSDB “perdeu audiência, qualidade e se tornou cara e ineficiente“.

Depois de 16 anos descobriram isso? Santo Deus!


Comunicado Oficial Fundação Padre Anchieta

04/08/2010 13h56m

Em face às recentes notícias publicadas sobre a TV Cultura, informamos que:

A TV Cultura é patrimônio querido dos paulistas e brasileiros, com um acervo de ótimos programas e vários artistas e jornalistas de sucesso que começaram aqui, mas que precisa se renovar. Perdeu audiência, qualidade e se tornou cara e ineficiente.(grifo meu)

Esta é a proposta de renovação que a Administração levará ao Conselho da Fundação Padre Anchieta: a revitalização dos programas admirados, a modernização dos processos administrativos, bem como dos equipamentos, e contando com os talentos que a emissora possui e com a contratação de novos apresentadores e jornalistas.

Veja a nota enquanto não tiram do site da TV Cultura

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PSDB APARELHA A TV CULTURA HÁ 16 ANOS E O ÚLTIMO APARELHAMENTO FOI A RETIRADA DE HERÓDOTO BARBEIRO DO RODA VIVA

O PSDB é o grande partido do aparelhamento do Estado brasileiro. Veja o caso do jornalista Heródoto Barbeiro, que sempre foi funcionário do próprio PSDB em São Paulo, na TV Cultura.

A TV Cultura é uma ótima emissora, mas está jornalisticamente aparelhada pelo PSDB há 16 anos. Bastou o Heródoto fazer uma pergunta honesta e verdadeira a José Serra no Roda Viva que ele já foi posto para fora. A nova apresentadora será Marília Gabriela, como informa o site da Cultura.

Não por acaso, o candidato José Serra tem dito que o PT aparelhou o estado, ou seja, colocou pessoas em funções públicas com maior interesse no partido político do que o estado brasileiro. Na verdade, é provavel que o PT tenha feito o contrário e desaparelhado o Estado. Um Estado que ficou 500 anos nas mãos dos aliados do PSDB.

Veja a pergunta que desencadeou o aparelhamento ainda maior da TV Cultura no vídeo do Tijolaço

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TV CULTURA RECEBEU UMA CHUVA DE E-MAILS SOBRE O PROGRAMA RODA VIVA COM GILMAR MENDES E SEUS AMIGOS

A TV Cultura recebeu uma chuva de e-mails sobre o próximo Roda Viva com o presidente do Supremo  Gilmar Mendes, que deverá ir ao ar somente na segunda-feira, dia 15. O programa está causando comoção porque, ao que tudo indica, vai ser uma boa conversa de comadre entre entrevistado e entrevistadores. Tipo, levanta que eu chuto (ou meus amigos me entrevistam).

O ombudsman da emissora teve de dar explicações (link abaixo) e veja também o comentário de nosso amigo Luís Mello.

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Luís Mello

E mais: o ouvidor da TV Cultura ainda tem a coragem de reclamar da
quantidade de e-mails que a emissora recebeu por conta da listinha
privilegiada de “entrevistadores” ao coroné Mendes:

“Não poderia haver situação mais exemplar do cuidado que, na minha
opinião, todos devemos ter, independentemente de nossas opiniões
políticas, com o avassalador poder de multiplicação da Internet e da
importante – e também grave – possibilidade que ela abre para a
comunicação direta entre pessoas e instituições, sem intermediários.”

Ou seja, é realmente grave, para a mídiazona, a possibilidade de
“eliminar o intermediário” e estabelecer a comunicação direta entre as
pessoas.

Me faz lembrar daquele poema do Maiakóvski:

Incompreensíveis para as massas
Wladimir Maiakovski

Entre o autor e o público, posta-se o intermediário.
E o gosto do intermediário é bastante intermédio, medíocre.
Medianeiros médios pululam nos meios, onde, galopando, teu pensamento chega.
Um deles considera tudo sonolento:
“Sou homem de outra têmpera! Perdão”, e repete um só refrão:
“O público não compreenderá”.
Camponês, só viu um faz tempo, antes da guerra.
Operários, deu com dois, uma vez, numa ponte, vendo subir a água da enchente.
Mas diz que os conhece como a palma da mão.
Que sabe tudo o que querem!
Aqui vai meu aparte: chega de chuchotar bobagens para os pobres.
Também eles, podem compreender a arte. Logo, que se eleve a cultura do povo!
Uma só, para todos.

JORNALISTICAMENTE, É O JUIZ FAUSTO DE SANCTIS QUE DEVERIA SER CONVIDADO PARA O RODA VIVA NO LUGAR DE GILMAR MENDES

mestre de cerimônia do PSDB na Cultura

Alexandre Machado: mestre de cerimônia do pensamento tucano na Cultura

Os melhores programas de política e debate da TV Cultura de São Paulo são totalmente aparelhados pelo PSDB de forma vergonhosa. Um exemplo é o programa Opinião Nacional. É até divertido. Ele não existe sem um representante legítimo do tucanato ou dos sociólogos que prestam serviços para o partido. Gostaria que alguém fizesse um levantamento sobre quantos peessedebistas já participaram do Opinião Nacional. Tá fácil, basta conhecer um pouco da sociologia do PSDB e verificar os nomes no link do programa.

Esse aparelhamento faz com que o Roda Viva, um dos mais importantes  programas, perca o tempo jornalístico e também audiência. Na próxima segunda-feira pretende entrevistar o polêmico ministro do  supremo, Gilmar Mendes. Na verdade deveria entrevistar o juiz Fausto de Sanctis, que recentemente condenou, pela primeira vez na história, o banqueiro Daniel Dantas. Gilmar Mendes também deveria ser entrevistado, mas quando deu dois habeas corpus para Daniel Dantas em 48h. O Roda Viva perdeu o tempo jornalístico e vive um tempo político, assim como toda a TV Cultura.

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Veja abaixo nota do Conversa Afiada, sobre o Roda Viva com Gilmar Mendes.

Gilmar Mendes e Roda Viva: a pergunta que não quer calar!

Conversa Afiada

A apresentadora do Roda Viva, Lillian Witte Fibe, comanda nesta segunda-feira (15/12), às 22h10, uma entrevista ao vivo com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.

O jurista brasileiro, que em 2008 passou a presidir a Suprema Corte brasileira, também foi ministro do STF por seis anos, nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e advogado-geral da União. Assina a autoria de diversos livros e inúmeros artigos na área de Direito Constitucional. Sua nomeação e atuação como presidente do STF divide opiniões entre os profissionais da área jurídica, sobretudo por suas decisões quanto ao caso de Daniel Dantas, investigado por crimes financeiros na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Na bancada de entrevistadores estarão presentes Márcio Chaer, editor do site Consultor Jurídico; Reinaldo Azevedo, articulista da revista Veja e do blog Reinaldo Azevedo; Eliane Cantanhêde, colunista do jornal Folha de S. Paulo; e Carlos Marchi, repórter e analista de política do jornal O Estado de S. Paulo.

TEATRO RÁ TIM BUM, DA TV CULTURA, CONSEGUE UNIR LINGUAGEM DO TEATRO E DA TELEVISÃO

Teatro Rá Tim Bum consegue unir a liguagem do teatro com a da TV

Teatro Rá Tim Bum consegue unir a liguagem do teatro com a da TV

A televisão começou nos anos 50 tentando adaptar o teatro para a TV. Logo se viu que as linguagens eram muito diferentes. Não dava para simplesmente transpor. Durante muito tempo se tentou levar o teatro à televisão sem sucesso e sem uma confluência capaz de evitar os abismos entre as duas linguagens.

A experiência do Teatro Rá Tim Bum, da TV Cultura, parece ter encontrado uma fórmula mágica para esse conflito. A fórmula mágica não é transpor teatro para a TV, mas tentar unir recursos do teatro e da TV em uma nova linguagem. Esse parecer ter sido o caminho descoberto pelo Teatro Rá Tim Bum.

O fato de trabalhar especificamente com teatro infantil foi decisivo para o sucesso da empreitada. O teatro infantil parece absorver com facilidade os recursos inimagináveis e absurdos do desenho animado e que também se encaixam com os recursos eletrônicos da TV. É assim o Teatro Rá Tim Bum. Parece se inspirar na animação para poder ficar à vontade na TV.

Outro destaque são os textos reformulados e atualizados a partir de clássicos infantis. Assim, o humor, a qualidade dos atores, cenários, luzes e cores criam um universo com o estilo das Histórias em Quadrinhos. O Teatro Rá Tim Bum é, com certeza, um programa de qualidade da TV Brasileira.

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