Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Abandonados pelo PT e por Dilma, militantes petistas tiram água de navio que afunda

A venezuelização da TV brasileira está conseguindo anular o PT e o governo Dilma Rousseff. Durante muito tempo, a internet foi um campo dominado por um ativismo político progressista (Mais..)

O PT e o complexo de Geni (ou de Antonio Palocci)

A notícia de que o presidente do PT de São Paulo, Edinho Souza, ainda aguarda uma resposta da Rede Globo a respeito da carta enviada à emissora no final de semana, questionando a exclusão do candidato Alexandre Padilha da cobertura diária no Estado, nos faz lembra a bela música de Chico Buarque, Geni e o Zepelim. Joga pedra na Geni! Ela é feita (Continue lendo…)

MANIFESTAÇÕES E PROTESTOS NO BRASIL FORAM TEMA DE PROGRAMA HUMORÍSTICO DA TV NORTE-AMERICANA COMEDY CENTRAL

PALHAÇO DA CORTE MIDIÁTICA: ARNALDO JABOR É DISSECADO POR TV ARGENTINA E POR MONTAGEM HILÁRIA COM CAETANO VELOSO

GILMAR MENDES DECRETOU UM ATO INSTITUCIONAL DO JUDICIÁRIO AO PROIBIR O DEBATE NO PARLAMENTO ELEITO PELO POVO

Eduardo Campos e Aécio acionam Gilmar Mendes para ‘fechar’ o Congresso

Gilmar Mendes: é proibido debater

Gilmar Mendes: é proibido debater

O ministro do STF, Gilmar Mendes, “proibiu” o Congresso Nacional de tramitar um projeto de lei. Por  mais absurdo que pareça, foi isso mesmo que ocorreu. Nem se trata de julgar a constitucionalidade ou não de uma lei aprovada. Trata-se de proibir os parlamentares de legislarem e aprovarem uma proposta. Para entender essa história, vamos voltar no tempo.

Quando o Psol foi criado, os deputados que mudaram para o novo partido não transferiram o tempo de TV nem o fundo partidário pertencente à sigla pela qual foram eleitos. O mesmo ocorreu quando o ex-vice presidente José Alencar e o senador Marcelo Crivella criaram o PRB. 

Os parlamentares puderam ir para a nova legenda, mas o tempo de TV era o de um partido novo, que ainda não tinha eleito nenhum deputado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou essa interpretação em 2006, a pedido do PSDB, porque favorecia os candidatos tucanos naquele ano.

Em 2007, o TSE decidiu que os mandatos obtidos nas eleições, pelo sistema proporcional (deputados estaduais, federais e vereadores), pertencem aos partidos políticos ou às coligações, e não aos candidatos eleitos. A decisão foi confirmada pelo STF em 2008, o que também beneficiou o PSDB e o DEM, que perdiam deputados para outros partidos. Logo, por coerência, o tempo de TV e o fundo partidário também deveriam pertencer ao partido e não ao candidato, o que bate com a interpretação de 2004.

Em 2012, quando Gilberto Kassab criou o PSD, o TSE e o STF mudaram sua posição, para surpresa dos meios políticos. Passaram a conceder o tempo de TV e fundo partidário ao partido de Kassab, computando os deputados que mudaram para o novo partido como se tivessem sido eleitos na eleição anterior por ele. Essa decisão, “coincidentemente”, favoreceu de novo o candidato tucano José Serra, coligado ao PSD de Kassab. A decisão foi uma afronta ao conceito de fidelidade partidária, e passou a incentivar a bandalheira da criação de novos partidos, não ideológicos, mas apenas para acomodar interesses imediatistas para a próxima eleição.

Pois bem, o Congresso Nacional, para deixar regras claras, e não ficar à mercê da interpretação de onze ministros do STF a cada eleição, conforme o interesse momentâneo dos tucanos, resolveu colocar em votação o projeto de lei que veda claramente a chamada portabilidade, ou seja, a transferência do tempo de TV e do fundo partidário de um partido para outro novo, conforme o troca-troca de bancadas após as eleições.

O projeto não proíbe criação de partido nenhum. O projeto propõe que a divisão do dinheiro do fundo partidário siga a proporção das bancadas constituídas pela vontade do eleitorado, e não pelas mudanças posteriores de parlamentares, dos partidos que os elegeram para os de novas e raramente legítimas conveniências. Assim também para a divisão do horário eleitoral pago com dinheiro público.

Resumindo: define que novos partidos tenham apenas o tempo de TV e fundo partidário mínimo de qualquer partido que nasce, da mesma forma que tiveram o PT, o Psol, o PCdoB, o PRB, etc, quando vieram à luz. Foram conquistando tempo de TV a medida que cresciam a cada eleição.

Ninguém é dono da verdade nesse debate sobre mudanças na lei para rateio do tempo de TV e do fundo partidário. É um debate que pertence à sociedade, por isso o lugar correto de ser debatido é no Congresso Nacional, e não nos tribunais.

Os partidos que perderam no voto da maioria do Parlamento, se querem virar a decisão, que tomem as ruas debater com quem deve mandar de verdade, que é o povo. Que busquem apoio popular, em vez de fazer conspirações no tapetão dos tribunais e com os colunistas de jornalões decadentes.

A pedido do PSB presidido pelo candidato Eduardo Campos, com a aliança do PSDB do também candidato Aécio Neves, Gilmar Mendes sustou a tramitação do projeto no Congresso, até que o plenário do STF dê a sua decisão a respeito.

É uma vergonha o PSB, partido do Eduardo Campos, junto com o PSDB de Aécio Neves, MD (ex-PPS), etc. em vez de ter a coragem de buscar apoio popular para o fisiologismo que defendem, vá buscar fechar o Congresso no tapetão do STF, proibindo até a tramitação de projeto de Lei.

Caso Marina Silva

Marina Silva pode se filiar a qualquer partido existente, até o início de outubro, para ser candidata em 2014. Ela foi candidata pelo PV em 2010. Resolveu fundar um partido só seu. É uma escolha política dela, com bônus e ônus. Marina quer fazer o marketing de que seu partido Rede (do Itaú?) seria uma “nova política” (Mussolini também pregou coisa semelhante ao implantar o fascismo), mas Marina quer pegar o tempo e o fundo partidário da “velha política”, em vez de trilhar o caminho de outros partidos que tiveram de disputar eleições para crescer. Cômodo, não? Que política é mais velha do que querer levar vantagem em tudo: ficar o bônus do marketing do “novo”, sem o ônus de inovar, ficando também com o “bônus” dos velhos vícios da fisiologia política?

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MERDTV ATACA NOVAMENTE REPÓRTER DA GLOBO EM FRENTE AO HOSPITAL EM QUE LULA FAZ TRATAMENTO

portuguese: logo da Rede Globo.

Globo, principal alvo da MerdTV

Veja alguns dos vídeos da MerdTV, que perturba os repórteres, principalmente da TV Globo. Dessa vez foi no jornal Hoje, de hoje. Sempre ao vivo, claro.

No velório de José Alencar:

E em cobertura esportiva:

Vi no Yahoo e no Nassif

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O VÍDEO DA SUSAN BOYLE NO PROGRAMA DE CALOUROS DA TV BRITÂNICA

UMA PERGUNTA: ISSO EXPLICA O DESEMPENHO DO PMDB, PSDB E DEM NAS ELEIÇÕES?

Os políticos do DEM (PFL) possuem 21, 4% das emissoras de rádio e televisão do Brasil.

Os políticos do PMDB possuem 17, 71% das emissoras de rádio e televisão do Brasil.

Os políticos do PSDB possuem 15, 87% das emissoras de rádio e televisão do Brasil.

Esses três partidos juntos somam 55% de todas as emissoras de rádio e televisão do Brasil.

Isso explica muita coisa na política.

Veja os dados de outros partidos no site Os Donos da Mídia.

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