Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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DIFERENÇA SOCIAL NA ALMA: JORNALISTA DIZ EM REDE SOCIAL QUE MÉDICAS CUBANAS PARECEM EMPREGADAS DOMÉSTICAS

PROMOTOR DE JUSTIÇA ROGÉRIO ZAGALLO CONFIRMA SER O AUTOR DAS BARBARIDADES PUBLICADAS NO FACEBOOK

Depois da repercussão que teve a publicação do promotor Rogério Zagallo ontem no Facebook, hoje ele escreveu outra declaração, publicada também na rede social e divulgada no blog do Renato Rovai.

O pedido de reparação diz quase nada e apenas confirma a autoria da postagem monstruosa anterior. 

Na publicação que gerou toda a repercussão, o promotor pedia para que a tropa de choque matasse manifestantes e que ele, como promotor, deixaria tudo impune.

Veja aqui a postagem agressiva do promotor, revelada ontem e abaixo trecho das suas explicações.

A resposta do promotor que pediu que a tropa de choque matasse os manifestantes

Do Blog do Rentato Rovai

Por Rogério Zagallo em sua Página do Facebook (Página agora aparece indisponível)

Prezados amigos.

Com relação ao post que circulou em minha página do facebook na última sexta-feira, sobretudo diante de sua enorme repercussão, venho aqui novamente para expressar o quanto segue:

(…)

4 – QUE o comentário foi fruto puramente de desabafo feito por pessoas que estavam há muito tempo paradas no trânsito (3 horas ao total), mas que tinham compromisso com seus filhos de poucos anos de idade que os aguardavam sozinhos para serem apanhados. Sabia-se que as crianças estavam nervosas e ansiosas esperando serem resgatadas e levadas para suas casas;

5 – QUE o comentário relativo ao arquivamento de inquérito policial foi apenas uma forma de expressão, jamais caracterizando a aquiescência com execuções ou arbitrariedades. (Texto Integral)

Veja mais:

JOSÉ DE ABREU: O SUPREMO TRIBUNAL FEFERAL DÁ MEDO COMO OS GENERAIS DA DITADURA MILITAR

José de Abreu: ‘Estou com medo do Supremo como eu tinha de general no tempo da ditadura’

Por Gisele Brito, RBA

José de Abreu: o Supremo dá medo

José de Abreu: o Supremo dá medo

São Paulo – Ator, petista e militante político, José de Abreu se tornou um dos mais influentes tuiteiros do Brasil em função de sua defesa contínua de políticos, como José Dirceu e José Genoíno em meio ao julgamento do caso do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), saiu da rede de microblogs no final da última semana.

A motivação foi o mesmo STF a que criticou durante todo o segundo semestre do ano passado. Seguido por mais de 75 mil pessoas, Zé de Abreu ganhou um problema quando suas declarações contra o ministro do Supremo Gilmar Mendes, em dezembro, renderam uma queixa-crime por injúria e difamação movida pelo magistrado. Na ocasião, o ator escreveu “E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato?”. A mensagem aludia a Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo e apontado como espião contratado por Carlinhos Cachoeira.

Certo da derrota na disputa judicial, o ator desistiu de usar o processo para discutir a liberdade de expressão no país e fechou um acordo com Mendes em que se compromete a não mais proferir expressões ofensivas contra o ministro e a doar R$ 10 mil ao Hospital São João Batista, em Diamantino (MT), cidade natal de Mendes.

Na entrevista a seguir, Zé de Abreu diz se sentir inseguro para continuar a se manifestar e compara o medo que sente do Supremo com o que sentia de generais no período da ditadura. E afirma que pretende processar sete pessoas que usam o microblog para ofendê-lo. “Já me provaram que eu não posso escrever tudo que quero. Então eu também não quero escutar tudo que eu não quero.”

Leia trechos da entrevista realizada por telefone na tarde de hoje (13). 

Você chegou a dizer que não iria se retratar e iria até o fim do processo para discutir liberdade de expressão. Por que resolveu selar um acordo agora?

O Código Penal não é o lugar para discutir liberdade. A partir do momento que ele vira um processo, é o Estado e o Gilmar Mendes, porque é um crime contra a honra, contra mim. Eu, obviamente, seria condenado, o juiz vai dar uma pena. O lugar para discutir isso era o Código Civil. As duas vezes que ele me processou foi por uma palavra, uma coisinha. Um twitter. Não um conjunto. Se eu for pegar todo mundo que me xinga de ladrão, de petralha, mensaleiro, sócio do José Dirceu ou coisas mais pesadas. Se for pegar esse tipo de coisa, tem centenas de milhares. Mas isso não dá para considerar. O que a gente está escolhendo é gente que fala coisas sérias. Mas é difícil, tem sete que tem pelo menos dez mensagens bem pesadas.

Então você pretende processar essas pessoas?

Pois é, acho que sim. Porque aí é a maneira de discutir se pode escrever tudo ou não. Já me provaram que eu não posso escrever tudo que quero. Então também não quero escutar tudo que não quero. Tem que ver até onde isso vai. Porque ser processado pelo Gilmar Mendes, que na semana passada era o homem mais poderoso do Brasil, pelo menos para a mídia… Você vê aquele monte de senadores, de todos os partidos, Pedro Simon (PMDB-RS), Ana Amélia (PP-RS), Randolfe Rodrigues (Psol-AP), a Marina Silva (Rede) foi lá na casa dele pedir (senadores foram ao Supremo para declarar apoio à liminar do ministro que impediu a tramitação do PL 14, de 2013, que restringe o acesso dos novos partidos ao tempo de rádio e TV no horário eleitoral e também aos recursos do fundo partidário). Quer dizer, todo mundo virou o baba-ovo dele e eu vou brigar sozinho?

Você se sentiu abandonado pelas pessoas que defende, por isso saiu do twitter?

Não. Abandonado, não. O Twitter você pode acompanhar mesmo sem estar nele. Não estou lendo com a mesma assiduidade. Entro para saber o que estão falando de mim.

Mas por que você fechou sua conta?

Sou muito compulsivo. Vejo uma injustiça escrita e vou para cima. Não consigo ficar pensando dez vezes antes de apertar o botão. Eu não sei mais o que eu posso dizer. Fiquei inseguro.

Essa judicialização acaba provocando o medo de falar?

Claro. Eu estou com medo do Supremo como eu tinha de general no tempo da ditadura. O mesmo medo. Todo mundo vai lá puxar o saco dele, até o Randolfe e a Marina. Me dá medo, me dá medo. É o mesmo pessoal que fez do mensalão esse espetáculo. (Texto Integral)

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SEDUÇÃO DA BARBÁRIE: FELICIANO E BOLSONARO ESTÃO AÍ PARA TIRAR O ÓDIO DO ARMÁRIO E DESPERTAR A IRA IGNARA

E se os nazistas acharem os evangélicos amaldiçoados?As falas dos deputados Pastor Feliciano (PSC) e Jair Bolsonaro parecem saídas de um programa de humor, tamanha falta de senso com a realidade. Mas a realidade se transforma e a função de Bolsonaro e Feliciano é transformar a comédia em tragédia. Eles estão ocupando espaço público e despertando a intolerância como forma de se fazer a política e se conviver socialmente.

Conviver socialmente na verdade é uma aberração. Eles basicamente atuam no mesmo campo, o da extrema direita neoliberal, gostam da desigualdade e têm na violência a forma mais eficaz de manter a ordem social. Atuam no mesmo campo de Margareth Thatcher, para a qual não existe sociedade, mas indivíduos.

Se Platão na Grécia Antiga pensou em uma república de iluminados filósofos a conduzir o povo,  Bolsonaro e Feliciano reinauguram a república dos ignorantes e intolerantes, como existiu na Alemanha nazista.

E o trabalho desses dois deputados tem dado resultados. Nos últimos anos tem sido comum as notícias de crimes de racismo e agressões homofóbicas.  O ódio está saindo do armário, depois de anos em que ficou sufocado no processo de redemocratização do país.

Ultimamente, militares comemoram golpe de estado, neonazistas produzem sites e postam fotos em redes sociais como o facebook, tolos expressam racismo pelo twitter, uma revista semanal de grande circulação se associa a bandidos e professa a intolerância nas capas semanais com a benção da publicidade governamental e do empresariado e assim vai se criando a base de sustentação da república da intolerância. Há inúmeros projetos de leis com o objetivo de retroceder conquistas da sociedade, seja na área da saúde, drogas, direitos sociais, indígenas etc.

Existe também um pensamento mais sofisticado dando sustentação a essas perspectivas obscurantistas. Teóricos, sociólogos e filósofos ganham espaço na mídia e nos cafés filosóficos da vida para apresentar o ódio e a raiva como manifestações inexoráveis do humano. O sujeito que não professa o ódio e o egoísmo contra o semelhante é um mentiroso, um falso. Todo o sentimento solidário se torna hipócrita. É a sofisticação do pensamento de um Feliciano muito presente nas falas de um Pondé.

Mas Bolsonaro e Feliciano são mais rústicos. Eles professam cá e lá a “teoria sociológica da safadeza”, o bem contra o mal, o bandido mal e a classe média boazinha, o gay safado e o hetero bonzinho, o negro amaldiçoado etc. A diferença é a lei, não a igualdade.

Eles explicam a homossexualidade e a violência provocada pela desigualdade social, individualismo e neoliberalismo pela via psicológica mais rasteira. São os safados. É uma cultura da mente rasa e do baixo QI que emerge com Feliciano e Bolsonaro. E, por isso, é a cultura da resposta social também pela violência, intempestiva, raivosa e, claro, não pela razão. Eles estão com a verdade, então, pra que razão?

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O PERFIL DO TWITTER DA PROMOTORA DE JUSTIÇA, ELIANA PASSARELLI, QUE DENUNCIOU OS ALUNOS DA USP POR FORMAÇÃO DE QUADRILHA

Imagem: rei lux twitpic

Veja trecho da matéria sobre nota de repúdio do Diretório Central dos Estudantes da USP:

‘É um golpe no movimento’, dizem estudantes após denúncia

Em nota de repúdio divulgada na terça-feira 6, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP classificou a denúncia do Ministério Público contra os 72 alunos que ocuparam a reitoria da universidade em 2011 como um “ataque ao movimento estudantil e aos movimentos sociais”.

A nota foi divulgada após o SBT noticiar que uma promotora de São Paulo havia acusado os manifestantes por danos ao patrimônio, pichação, desobediência judicial e formação de quadrilha. O ato de protesto tinha o objetivo de pressionar a reitoria da universidade a retirar a Polícia Militar do campus

Na nota, o DCE lembrou a forma “violenta” como a reintegração de posse da reitoria ocorreu e disse repudiar qualquer punição aos estudantes. A entidade reagiu à declaração da promotora Eliana Passarelli, responsável pela acusação que, em entrevista à Folha de S.Paulo, chamou os estudantes de “bandidos”. Segundo ela, o material encontrado no local, como garrafas, combustível e outros artefatos, poderiam ser usados para fabricar bombas. (texto completo)

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A FORÇA DOS 140 CARACTERES: TWITTER CONTINUA SENDO MEIO DE EXTERNALIZAR PRECONCEITOS

Melhor ficar só nos 140...

Depois do episódio recente em que uma estudante de direito foi ao twitter manifestar todas as suas opiniões a respeito dos nordestinos que, segundo ela, teriam sido os responsáveis pela vitória da atual presidente Dilma Rousseff nas últimas eleições, novamente um episódio parecido é desencadeado na rede social.

Dessa vez, torcedores revoltados com a eliminação de seu time em função de um empate com um time nordestino, usaram dos 140 caracteres para compor declarações visivelmente racistas e preconceituosas. Como foi dito em post anterior que abordou o episódio envolvendo a estudante de direito, o que fica visível em casos como esse é a total falta de respeito em relação ao outro.

O que muitas pessoas não percebem é que há sempre um limite quando do uso das palavras e, por incrível que pareça, os poucos caracteres do twitter têm feito muito barulho, tanto para o bem, quanto para o mal!

Veja trecho de notícia publicada pela Folha de S.Paulo sobre o assunto:

Comentários contra nordestinos causam revolta no Twitter
Da Redação

Comentários ofensivos a nordestinos provocaram uma onda de revolta entre usuários do serviço de microblogs Twitter nesta quinta-feira.

OAB diz que vai à Justiça contra mensagens ofensivas

Por volta das 11h50, 3 dos 10 assuntos mais comentados na rede social no país eram relativos ao assunto. Dois dos assuntos também entraram na lista do “trending topics” mundial.

A revolta começou na noite de quarta-feira (11), no final da partida entre Flamengo e Ceará pelas quartas de final da Copa do Brasil, que acabou em um empate que eliminou o time carioca.

Por volta das 0h, uma torcedora que se identifica como Amanda Régis escreveu: “Esses nordestinos pardos, bugres, índios acham que tem moral, cambada de feios. Não é atoa que não gosto desse tipo de raça” [sic]. (Texto completo)

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A REVOLUÇÃO AGORA É TUITADA

O twitter se tornou, por diversos motivos, o meio de comunicação mais democrático da atualidade, capaz de potencializar as atitudes e sentimentos humanos fazendo com que estes atinjam um alcançe muito maior do que o da televisão, por exemplo. A internet e o advento das redes sociais fizeram com que a sociedade atual deixasse de ser aquela dos meios de comunicação de massa (rádio e televisão), para ser a sociedade regida pelos meios de comunicação do instante (a internet).

Pelas suas particularidades, o twitter já vem sendo estudado como uma ferramenta de difusão rápida e extremamente ampla de informações. Para confirmar e aprofundar esse dado, a recente atividade revolucionária no mundo árabe revelou que o twitter desponta na atualidade como a nova via da revolução, isso porque a organização dos movimentos na Líbia, no Egito e na Tunísia deu-se, principalmente, via twitter.

O twitter foi a ferramenta que organizou e potencializou o sentimento revolucionário e a vontade democrática de milhares de pessoas, através dele eram marcados encontros, manifestações, discutidas possíveis atitudes e, principalmente, as informações sobre o movimento eram enviadas de forma direta para os meios de comunicação nacionais e estrangeiros, em outras palavras, a revolução foi tuitada, não mais televisionada.

Além de ter servido como suporte para as atitudes revolucionárias no mundo árabe, o twitter também foi usado depois do desastre do terremoto no Japão por familiares em busca de notícias sobre parentes e vítimas. A função social da rede fica assim explícita.

Um conjunto de entrevistas com professores e pesquisadores que discutem o potencial do twitter na era do conhecimento e da informação publicada pela revista Carta Capital, revela os traços e as sutilezas dessa incrível transformação histórica que vem se desenhando diante dos nossos olhos.

Entre outras coisas, eles lembram que o twitter consegue captar e responder a uma demanda muito grande e instantânea de informação, o que muitas vezes não pode ser feito pelos meios de comunicação tradicionais devido à sua própria natureza, no entanto, alertam para o fato de que o twitter ainda é uma ferramenta sujeita a certo controle por parte do estado, como aconteceu com o próprio Egito, cujo governo bloqueou o acesso ao microblog quando percebeu o seu potencial.

Veja trecho do texto publicado no site da Carta Capital:

Twitter: a nova via da revolução?
Envolverde
Por Redação IHU

No Egito, os manifestantes derrubaram Hosni Mubarak depois de 30 anos no poder. As organizações dos movimentos se deram através do Twitter e do Facebook. Antes disso, na Tunísia, a população usa o Facebook e o Twitter para organizar manifestações que resultaram na destituição do presidente Ben Ali. Este episódio ficou conhecido como “revolução na Tunísia foi tuitada”, numa menção ao documentário “A revolução não será televisionada”, que apresenta os acontecimentos do golpe contra o governo do presidente Hugo Chávez, em abril de 2002. Na Líbia, o Conselho Nacional transitório, órgão criado pelos rebeldes, abriu uma conta no Twitter para se comunicar com os meios de comunicação nacionais e estrangeiros de forma direta. Após o terremoto que vitimou mais de dez mil pessoas no Japão, o povo usa o microblog para buscar informações sobre parentes e vítimas.

Não há como negar que o Twitter se tornou o meio de comunicação mais democrático da atualidade. “Não podemos dizer que, no caso da Líbia, Egito e Tunísia, foram as redes sociais que revolucionaram o movimento. O movimento já existia, a insatisfação popular já existia, só que as redes sociais potencializam a forma de atuação. Então, elas permitem que mais pessoas postem mais coisas, mesmo em regimes ditatoriais cujo controle é de ordem máxima”, explica a professora Pollyana Ferrari durante a entrevista que concedeu à IHU On-Line. Ela é complementada pela professora Adriana Amaral, que diz: “O poder revolucionário está nas pessoas, mas as redes potencializam e redistribuem esse poder, para o bem ou para o mal. Houve uma demanda que as mídias massivas de repente não estavam conseguindo contemplar”. Na mesma entrevista, a professora Sandra Montardo afirma que o papel do Twitter é importante porque está sendo utilizado em busca da democracia. Porém, ainda que o potencial do microblog esteja em alta, ele ainda sofre controle. O próprio Egito bloqueou o acesso ao sítio (twitter.com) quando percebeu seu potencial. “A internet e as plataformas que vieram com ela funcionam muito para ajudar a comunicação, a circulação de informação, mas ainda são fortemente controladas”, aponta Matheus Lock dos Santos. As quatro entrevistas foram concedidas por telefone à IHU On-Line.

Sandra Montardo é doutora em Comunicação Social pela PUCRS e professora de Ambientes Digitais na Feevale.

Pollyana Ferrari é doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. É autora de A força da mídia social: interface e linguagem jornalística no ambiente digital (São Paulo: Factash, 2010).

Adriana Amaral é doutora em Comunicação Social pela PUCRS e professora de Jornalismo Online na Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

Matheus Lock dos Santos é mestrando em Comunicação e Informação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul onde apresentará a pesquisa intitulada Manifestações em 140 caracteres: a mobilização popular e a formação de redes sociais no Twitter para o debate e confronto político.

Confira as entrevistas.

IHU On-Line – Como você avalia o uso das redes sociais em conflitos recentes, como no Egito, na Líbia e, até em desastres naturais, como no Japão?

Sandra Montardo – Parece-me fundamental o uso de tais ferramentas até para, de certa forma, determinar alguns destes acontecimentos. Por exemplo, li em uma reportagem que primeiro houve uma revolução na Tunísia e que os tunisianos avisaram via Facebook sobre os acontecimentos. Eles colocavam formas de se proteger em protestos, de escapar de bombas de gás lacrimogêneo, divulgando formas de como se organizar. Houve, então, uma troca de informações entre os tunisianos e os egípcios. Este é um belo exemplo de como a rede está sendo utilizada para a democracia.

Pollyana Ferrari – Esse é um excelente uso. Sempre falei que as redes sociais, principalmente Twitter e Facebook, tinham muita capacidade de uso político e para ajuda humanitária. A Cruz Vermelha, por exemplo, está fazendo um excelente trabalho no caso do Japão. O Greenpeace, na questão do vazamento nuclear, também está fazendo uma excelente cobertura utilizando as redes sociais. Porém, não podemos dizer que no caso da Líbia, Egito e Tunísia foram as redes sociais que revolucionaram o movimento. O movimento já existia, a insatisfação popular já existia, só que as redes sociais potencializam a forma de atuação. Então, elas permitem que mais pessoas postem mais coisas, mesmo em regimes ditatoriais cujo controle é de ordem máxima.

Adriana Amaral – As redes sociais estão mostrando que são artefatos que estão presentes cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. E as pessoas vão se apropriando delas conforme suas experiências culturais, suas relações.

Matheus Lock dos Santos – Vejo a utilização das redes sociais mais como uma plataforma de engajamento político que vai ajudar movimentos sociais populares, como aconteceu no Irã em 2008, como uma forma de complemento em relação à comunicação. Várias pessoas estão falando que as redes sociais estão explodindo essas formas de movimentação e protesto. Mas, na verdade, é necessário ter um ambiente social muito mais em ebulição do que uma ferramenta para fazer um movimento social.

As redes sociais são muito importantes, sim, porque facilitam muito a circulação de informações. Elas não são, todavia, o foco principal. No Iêmen, por exemplo, a população é muito pobre, praticamente não tem acesso à internet. Mesmo assim a população está se articulando de forma incrível com as condições possíveis. Acho que elas são extremamente importantes, mas não podem levar o crédito todo. (Texto Completo)

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ALÔ ALÔ PIG, ACESSO AO BLOG EDUCAÇÃO POLÍTICA CRESCEU 100% EM 2010 COM A AJUDA DAS ELEIÇÕES E DAS RETUITADAS

A quantidade de visitas ao blog Educação Política dobrou em 2010, um mês antes de terminar o ano. É possível que fechemos o ano com um crescimento de 120%. Realmente não esperávamos esse crescimento, que acabou sendo impulsionado pelas eleições.  Passamos de 95 mil acessos em 2009 para, até o momento, 196 mil.

Outro destaque que ocorreu no mês de novembro foi a explosão que o blog teve com um post no Twitter, quando recebemos mais de 7 mil acessos em um único dia. Nesse dia entendemos um pouco o potencial de comunicação que é o Twitter. E olha que não temos trambique nos seguidores do Twitter; são apenas 320 seguidores.

Ao ver o crescimento inesperado de visitas até achamos,  por um instante, que tinha dado problema nas estatísticas do WordPress.

Agradecemos imensamente a todos os leitores e internautas que comentam, tuitam e retuitam os textos do Educação Política.

Para todos que contribuiram com esse crescimento…. não temos nem palavras.

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