Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: Unicamp

Pesquisa da Unicamp estuda a empatia dos médicos e joga luz sobre perfil profissional

Uma pesquisa realizada na Unicamp tenta entender como a própria vivência e ensino durante a Faculdade de Medicina provoca no médico uma espécie de antipatia, ou seja, um distanciamento e indiferença do médico em relação ao (Continue lendo…)

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Remédio de Aécio Neves para a economia será catastrófico, diz professor da Unicamp

Em artigo publicado no site Brasil Debate, o economista Eduardo Fagnani, que é professor do Instituto de Economia da Unicamp, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (CESIT) e coordenador More…

Instituto de Economia da Unicamp responde ao empresário e assessor de Marina Silva

O Instituto de Economia da Unicamp, dirigido pelos professores Fernando Sarti e Marcelo Weishaupt Proni, publicou nesta terça-feira (16), uma carta aberta em resposta a Alexandre Rands, empresário (Continue Lendo…)

‘Campinas é ilha que parou no tempo’, diz assessor de Marina Silva sobre economistas da Unicamp

Um dos principais articuladores do plano de governo na área de economia de Marina Silva, Maurício Rands, deu uma entrevista ao jornal O Globo em que diz que a área econômica da Unicamp, que hoje tem (Continue lendo…)

Assessor de Marina chama Unicamp de cria do regime militar e professores respondem


Quatro importantes economistas da Unicamp (Luiz Gonzaga Belluzzo, Ricardo de Medeiros Carneiro, André Biancarelli e Pedro Rossi) escreveram um texto no site Brasil Debate, respondendo ao economista (Continue Lendo…)

Professor recusa título da Unicamp após honraria ser mantida a ministro da ditadura

O professor aposentado da USP, Boris Vargaftig, enviou uma carta à reitoria da Unicamp, no último dia 11, renunciando ao título de Doutor Honoris Causa recebido em (Continue lendo…)

 

Unicamp mantém por um voto o título de honra para ex-ministro da ditadura

O Conselho Universitário (Consu) Unicamp manteve o título de Doutor Honoris Causa concedido em 1973, durante a ditadura civil-militar, ao coronel Jarbas Passarinho, que foi ministro dos governos militares. A manutenção do título aconteceu na última reunião, no dia 5 de agosto, após (Continue lendo….)

Para pesquisador da Unicamp, São Paulo tem gestão de alto risco com a água

O professor Antonio Carlos Zuffo, do Departamento de Recursos Hídricos da Unicamp, que fez uma pesquisa sobre a situação do Sistema Cantareira que abastece São Paulo e a região de Campinas, afirmou que houve uma gestão de alto risco, falta de planejamento e falta de investimento com relação aos recursos hídricos. “A água é um recurso vital para (Continue lendo…)

Especialistas expõem o fracasso da proibição às drogas em evento na Unicamp

Pesquisadores se posicionaram contra a criminalização das drogas em evento para debater o tema promovido pela Unicamp. Para eles, além de não resolver o problema, a criminalização acrescentou problemas como a violência. É o que informa texto publicado pela (Continue lendo…)

Professores do IFCH pedem anulação de título da Unicamp dado a Jarbas Passarinho

50 anos do Golpe – Professores do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) fizeram uma moção que pede a anulação do título de Doutor Honoris Causa concedido durante a ditadura militar ao então ministro da Educação, Jarbas Passarinho. (Continue Lendo…)

Condição de mulher excluída está no centro da literatura de Carolina de Jesus

Devido aos cem anos de nascimento da escritora Carolina de Jesus, muita coisa foi dita e publicada recentemente sobre sua vida e obra literária. No entanto, para além das efemérides, Carolina de Jesus (Continue Lendo…)

Militares tinham controle total da tortura, afirma Ivan Seixas na Comissão da Unicamp

Na primeira audiência pública da Comissão da Verdade e Memória Octavio Ianni da Unicamp, realizada esta semana (que por coincidência também foi a semana da fracassada Marcha da Família com Deus e com a Liberdade, que apoiou o golpe civil-militar de 64) o jornalista Ivan Seixas (Continue Lendo…)

PESQUISA DA UNICAMP REVELA SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS EM BATONS, ESMALTES E LÁPIS DE OLHO

Metodologia detecta riscos à saúde em produtos de beleza

Edimilson Montalti, JU

lojacupcakeNova plataforma de pesquisa da FCM constata falhas na formulação de esmaltes, batons e lápis de olho

Pesquisadores do Laboratório Innovare de Biomarcadores, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, criaram uma nova plataforma de pesquisa que utiliza imagens em duas e três dimensões associadas a dados estatísticos que permitem identificar, em segundos, todos os componentes químicos presentes ou não na formulação de produtos de beleza. Essa nova plataforma, denominada de Cosmetômica, oferece até 99% de acerto, o que pode garantir a fabricantes e consumidores a qualidade e a segurança de produtos.

Para testar o poder da aplicação da plataforma que associa, pela primeira vez na área de cosmética, uma técnica analítica aliada ao tratamento estatístico de dados, os pesquisadores analisaram as principais marcas de esmaltes, batons e lápis de olho à venda em lojas e mercados brasileiros.

As marcas utilizadas pelos pesquisadores não foram reveladas. Por questões éticas, o nome fantasia de cada produto foi substituído por código de números e letras.

Dentre as descobertas feitas pelos pesquisadores, algumas constatações preocupantes: três das nove marcas de esmalte investigadas apresentaram em sua composição taxas elevadas de SUDAM III, uma substância considerada potencialmente cancerígena; cinco amostras de batom foram analisadas (duas novas, duas em uso e uma com prazo de validade vencido), e um dos produtos em uso apresentou mudanças significativas em algumas características sensoriais, como odor rançoso, antes mesmo do vencimento do prazo de validade, enquanto outra marca não tinha um dos componentes hidratantes descritos no rótulo.

Três amostras de lápis de olho foram analisadas (um novo, um usado e outro com uso vencido). O produto vencido mostrou substâncias que, além de irritações e alergias, podem tornar o ambiente ocular propício para proliferação de microrganismos causadores de infecções na região.

Os resultados obtidos foram publicados na edição de março da revista Materials, no artigo “Cosmetic analysis using Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization Mass Spectrometry Imaging (MALDI-MSI)”. A pesquisa foi conduzida pelo farmacêutico Diogo Noin de Oliveira, aluno de pós-graduação do programa de ciências médicas da FCM da Unicamp. A orientação do trabalho foi de Rodrigo Ramos Catharino, professor do curso de Farmácia da Unicamp. Este é o primeiro trabalho em que foram usadas as técnicas de Ionização por Dessorção a Laser Assistida por Matriz (da sigla em inglês MALDI) e Espectrometria de Massas por Imagem (também do inglês MSI) na área de cosmética. (Texto Completo)

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PESQUISA ESTUDA PROTEÍNA QUE ATUA NA ADESÃO E MIGRAÇÃO CELULAR PARA ENTENDER COMO CÉLULAS SE ESPALHAM NO ORGANISMO

imagem ilustrativa: creative commons/ D William Provance Jr et al.Nova proteína é chave para entender mecanismo do câncer

Edimilson Montalti/ Jornal da Unicamp

Pesquisa realizada no Laboratório de Biologia Molecular do Hemocentro da Unicamp mostra pela primeira vez a participação de uma proteína específica na adesão e migração celular. O estudo, inédito, feito com células humanas saudáveis e cancerígenas, abre novas perspectivas para entender o mecanismo por meio do qual uma célula se adere ou não à outra e como se espalha pelo organismo.

A pesquisa foi conduzida pela biomédica Karin Barcellos. A orientação foi da médica hematologista Sara Olalla Saad, responsável pelo sequenciamento e descrição da proteína denominada ARHGAP21 dentro do Projeto Genoma Humano do Câncer. O trabalho foi capa da edição de janeiro da Revista de Biologia Química da Sociedade Americana de Biologia Química e Molecular. “Todas as células do corpo, para formar os tecidos e órgãos, precisam se aderir. Nos tumores, quando a adesão se desfaz, a célula pode sair e invadir outros tecidos, gerando o que chamamos de metástase. Nesse processo de migração, a adesão é essencial. Se adesão é forte, a célula não se solta”, explica Karin.

A pesquisa foi financiada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Sangue (INCT), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fundação de Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e contou com a colaboração de pesquisadores do Departamento de Fisiologia e Desenvolvimento Biológico da Universidade Brigham Young, Estados Unidos.

Para entender como acontece a adesão célula-célula é necessário entender um pouco de biologia celular. As imagens dos livros escolares que descrevem a estrutura da célula e os processos da divisão celular ajudam nessa compreensão. Os mais conhecidos e ensinados são mitose e meiose. Além disso, termos como Complexo de Golgi, membrana celular, citoplasma, citoesqueleto – responsável por manter a forma da célula – e microtúbulos – aquelas linhas bonitas dos desenhos da divisão celular que parecem fios puxando os cromossomos – merecem atenção.

Segundo Karin, desde a década passada a equipe do Hemocentro vem estudando as funções da proteína ARHGAP21. Eles descobriram que a ARHGAP21 regula o citoesqueleto agindo nas proteínas Rho-GTPases. Essas proteínas, por sua vez, regulam o movimento celular, migração, adesão celular e diferenciação. A ARHGAP21 regula negativamente as Rho-GTPases e defeitos nesta regulação podem deixar as Rho-GTPases hiperativadas, causando crescimento celular descontrolado, inibição da morte da célula ou alterações na migração e diferenciação celular, resultando no desenvolvimento tumoral e metástases. O desafio de Karin foi descobrir em qual das diversas funções celulares das Rho-GTPases a ARHGAP21 agia. (Texto Integral)

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SEMENTE DO TUCUMÃ, PALMEIRA TOLERANTE A SOLOS POBRES E RESISTENTE À SECA, PRODUZ ÓLEO PARA GERAÇÃO DE ENERGIA

Pesquisas demonstram potencial energético da semente de tucumã

Por Paulo César Nascimento/ Jornal da Unicamp

Foto: Antonio ScarpinettiO tucumã-do-Amazonas é uma palmeira comumente encontrada na Amazônia central. Excepcionalmente tolerante a solos pobres e degradados, resiste a períodos de seca e também se espalha por toda a região amazônica, Guiana, Peru e Colômbia. Atinge até 20 metros de altura e suas folhas longas, semelhantes às do coqueiro, alcançam até 5 metros de comprimento. Encontrados em abundância ao longo do ano, os frutos são comestíveis ao natural e consumidos também na forma de sorvetes, sucos, licores e doces. A semente, um caroço duro e preto localizado no centro do fruto, é artesanalmente utilizada no preparo de anéis, brincos, pulseiras e colares, mas pode vir a ser uma promissora fonte energética sustentável para comunidades das regiões onde o tucumã floresce. É o que demonstra dissertação de mestrado defendida na Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp pelo aluno Claudio Silva Lira. Orientado pela professora Araí Augusta Bernárdez Pécora, o estudo Pirólise rápida da semente de tucumã-do-Amazonas (Astrocaryum aculeatum): caracterização da biomassa in-natura e dos produtos gerados tem o mérito de constituir o primeiro trabalho acadêmico a abordar as características dos produtos da pirólise do vegetal amazônico.

De acordo com a orientadora, atualmente não existem estudos sobre a utilização dessa biomassa e seu potencial como matéria-prima em processos de conversão térmica. A proposta da pesquisa foi, portanto, verificar as propriedades dos produtos fornecidos na pirólise da semente do tucumã (resíduo hoje descartado em aterros), visando a aproveitá-los como fonte energética em comunidades isoladas do Amazonas. Os resultados mostraram que o bio-óleo produzido na pirólise do tucumã tem potencial para ser utilizado como biocombustível e o carvão vegetal, também gerado no processo, poderia ser fonte de melhoria do solo e aditivo para fertilizantes.

Comunidades presentes na floresta Amazônica (bem como em outras regiões de difícil acesso no Brasil) dependem de energia elétrica gerada por meio de usinas termelétricas e o combustível utilizado é o óleo diesel. Contudo, salienta Claudio em sua dissertação, as dificuldades de acesso a essas localidades em geral contribuem para comprometer o fornecimento de combustível, sobretudo no período de seca, já que todo o transporte é realizado exclusivamente por via fluvial. Outra desvantagem da geração de energia elétrica com combustível fóssil na região Amazônica reside em seu elevado custo, cita o pesquisador, que é natural de Manaus. Além disso, as termelétricas a diesel não contribuem para a economia local, pois não utilizam fontes regionais e exigem pessoal qualificado para sua operação, resultando em contratação de trabalhadores de fora da localidade.

Desse modo, a geração de energia a partir de biomassa disponível nas próprias comunidades representaria uma solução sustentável para o problema do suprimento de eletricidade para áreas isoladas. Adicionalmente, a conversão de biomassa sólida em combustível líquido (bio-óleo) por meio de pirólise teria a vantagem de simplificar o manuseio com transporte, armazenamento e utilização da biomassa, sem contar que o bio-óleo possui maior densidade energética do que a biomassa in-natura, enfatiza a pesquisa.

Segundo o autor, a semente de tucumã foi escolhida devido ao fato de ser um tipo de biomassa de fácil acessibilidade na região amazônica e com produtividade estável. O florescimento do tucumãzeiro (denominação da árvore de tucumã) ocorre entre os meses de março e julho, enquanto a frutificação normalmente ocorre entre janeiro e abril. No entanto, observa em seu estudo, sempre há frutos que podem ser encontrados fora de época, havendo comercialização do fruto durante todo o ano.(…)

Nas análises laboratoriais, Claudio constatou que o poder calorífico da semente de tucumã foi superior ao relatado na literatura para outras biomassas convencionalmente utilizadas em processos de conversão em biocombustível, como o bagaço de cana, o que demonstra o importante potencial de utilização da biomassa estudada como matéria-prima para produção de energia.

De acordo com ele, a pirólise de sementes de tucumã para produção de bio-óleo parece ser uma alternativa promissora para substituição aos combustíveis fósseis, em especial o diesel, que é o combustível mais utilizado nas unidades geradoras de energia elétrica em comunidades isoladas localizadas no estado do Amazonas. Devido ao alto poder calorífico superior que pode atingir valores da ordem de 30 MJ/kg (megajoule por quilo, unidade para medir energia térmica), teor de umidade de 18,5% e aproximadamente 55% de rendimento no processo, a fração líquida produzida a partir da pirólise de tucumã apresenta propriedades desejadas para geração de energia. (Texto Integral)

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PESQUISA TRAZ NOVOS CAMINHOS PARA PRODUÇÃO DE MATERIAIS PLÁSTICOS BIODEGRADÁVEIS A PARTIR DA CANA-DE-AÇÚCAR

Conversão de bagaço da cana abre frente para produção de polímero verde

Jornal da Unicamp/ SílvioAnunciação

Pesquisa da Unicamp obtém um microrganismo eficiente para converter os açúcares presentes no bagaço da cana em ácido lático, um composto químico com alto valor agregado e com versatilidade em aplicações. A produção biotecnológica do ácido lático abre perspectiva, no futuro, para o desenvolvimento de um polímero totalmente biodegradável, o polilactato (PLA), capaz de substituir os plásticos derivados do petróleo. A biotecnologia é a manipulação ou modificação de organismos vivos para a obtenção de produtos específicos.

O polilactato poderia, por exemplo, ser empregado na produção de garrafas para água mineral, copos e sacolas descartáveis, tecidos, fibras para preenchimento de estofamento, utensílios plásticos em geral e, até mesmo, em próteses e enxertos ósseos. Além de utilizar uma fonte renovável – no caso o bagaço da cana-de-açúcar, o processo tem a vantagem de não competir com a produção de alimentos, que explora amplamente o ácido lático.

O estudo foi conduzido na Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp em parceria com o Instituto Leibniz de Engenharia Agrícola da cidade de Potsdam na Alemanha. O trabalho é fruto de pesquisa de doutorado de Giselle de Arruda Rodrigues, que atua no Laboratório de Engenharia Bioquímica, Biorrefinaria e Produtos de Origem Renovável (Lebbpor) da FEQ. O Lebbpor é coordenado pela docente Telma Teixeira Franco, orientadora do estudo no Brasil. Pelo lado alemão, o pesquisador Joachim Venus, do Departamento de Bioengenharia do Leibniz, coorientou a pesquisa.

O ácido lático foi descoberto pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele (1742-1786) no século XVIII a partir de pesquisas com o leite talhado. Na indústria, a sua produção é comumente obtida com microrganismos que atuam na fermentação dos açúcares presentes no leite e seus derivados. As propriedades acidulantes, capazes de deixar certos alimentos com gostos azedos, tornaram o ácido lático indispensável na indústria alimentícia, principalmente para os queijos, iogurtes, refrigerantes, sucos artificiais e cervejas. Os seres vivos também produzem ácido lático, que é liberado durante a realização de atividades físicas.

“Recentemente o ácido lático tem sido utilizado também para a produção do biopolímero polilactato (PLA), um poliéster bastante versátil. Este polímero possui muitas vantagens do ponto de vista de processos industriais. Ele possui atributos como transparência, brilho, resistência mecânica, termorresistência e biodegradabilidade”, enumera a pesquisadora e engenheira de alimentos Giselle Rodrigues.

Para a produção de PLA, o ácido lático é frequentemente obtido a partir de açúcares de seis carbonos encontrados no melaço da cana-de-açúcar no Brasil e no amido do milho nos Estados Unidos. É a primeira vez, no entanto, que se obtém o ácido lático a partir de açúcares de cinco carbonos presentes no bagaço da cana.

“O desafio é não usar o melaço da cana ou o amido do milho nesta produção. Fica difícil pensar em produzir, por exemplo, sacolas plásticas destas de supermercados a partir de uma matéria-prima que pode servir na alimentação humana. O ácido lático obtido do bagaço – uma fonte renovável – não irá competir com o fornecimento de alimentos e pode, ao mesmo tempo, ser utilizado para a produção de materiais biodegradáveis”, reforça a engenheira de alimentos. (Texto integral)

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A NATUREZA NA IMAGEM: TRABALHO FOTOGRÁFICO REVELA BELEZA DO CERRADO E REFLETE SOBRE OS EFEITOS DAS QUEIMADAS NA REGIÃO DO JALAPÃO

Por Maura Voltarelli

“As atitudes dos homens só podem ser avaliadas pelos próprios homens. A natureza tem a sua própria dinâmica, contudo diante de ações humanas negativas, o cerrado reage na mesma medida, pode provocar efeitos irreversíveis, e nesta situação o homem é prejudicado diretamente”.

É na costura tênue entre as relações do homem com a natureza, da natureza com o homem e deste último com as possibilidades de arte e captura poética que a artista, antropóloga e professora universitária Silvia Helena Cardoso desenvolveu sua tese de doutorado pelo Instituto de Artes (IA) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) que resultou no livro de fotografias Estrada, Paisagem e Capim, onde ela realiza um retrato poético e social do Jalapão, região de cerrado localizada no estado do Tocantins.

Ao perceber na paisagem do cerrado qualquer coisa que ia além da beleza aparente, Silvia decidiu pensar esse sentimento como matéria de criação e também como forma de conhecimento. Trabalhando a subjetividade como estrutura poética, as fotografias traduzem um pouco as sensações provocadas no homem – a partir do olhar da artista – pela paisagem. Tem-se assim quase que duas estéticas superpostas: a da fotografia, com suas formas, ângulos, luzes e tons, e a do cerrado, com seus horizontes distantes e profundos que, como diz Silvia, lembram uma paisagem desértica e, por isso, solicitam do homem uma espécie de viagem interior rumo a memórias e lugares também distantes e profundos.

O trabalho de Silvia, no entanto, fez da beleza do Jalapão objeto de reflexão e denúncia social no que diz respeito às queimadas que assolam a região, modificam o cenário e expõem os termos em que se dá a relação do homem com a natureza, projetando-a de uma visão específica (cerrado brasileiro) para uma visão geral (homem no mundo). Mesmo reconhecendo que as queimadas são um meio de sobrevivência da população local, Silvia lembra que com a destruição do bioma cerrado “o homem perde a oportunidade de conhecê-lo e viver de forma diferenciada; e a natureza deixa de existir, tornando a vida humana também inexistente“.

Em entrevista concedida ao blog Educação Política, a artista que registrou as cenas do cerrado brasileiro inspirando-se em nomes como Guimarães Rosa e seu Grande Sertão: Veredas diz que “é preciso muita educação para modificar tal desintegração entre o homem e o cerrado especificamente”. Seu trabalho faz ver o quanto se perde com essa desintegração. Em um mundo onde tudo é e não é, preservar a relação com a natureza aparece como uma forma de ser nas fotografias de Silvia, seja por meio da expressão artística que ela, natureza, possa inspirar, seja pelo processo de reencontro consigo mesmo que ela sutilmente desencadeia.

Agência Educação Política: A viagem ao Jalapão, área de cerrado no estado do Tocantins, deu origem a um trabalho poético que você realizou a partir de fotografias da região e que resultou no livro Estrada, Paisagem e Capim, composto por 72 imagens entre as cinco mil imagens capturadas originalmente. O registro fotográfico do Jalapão também constituiu a sua tese de doutorado na qual você procurou desenvolver um trabalho poético em que a subjetividade é pensada como conhecimento e como matéria poética. A fotografia recorta o instante, assim como também recorta a paisagem. A forma de olhar, neste sentido, faz toda diferença e aí, de fato, a subjetividade surge como matéria poética. De que forma o Jalapão e a paisagem do cerrado foi olhada por você?

Estrada, Paisagem e Capim: da série Estrada

Silvia Helena Cardoso: A paisagem no Jalapão não foi só olhada, observada. Especialmente na primeira viagem em julho de 2006, a paisagem foi sentida. Percebi ali qualquer coisa para além da beleza aparente. Senti o lugar, mas não sabia exatamente o que era o sentimento, como entende-lo, como defini-lo, se é que existe uma definição objetiva para isso. De qualquer forma, penso este sentimento como matéria de criação e também como forma de conhecimento.

AEP: Ao comentar o seu trabalho, você disse que a beleza do Jalapão presenciada em um primeiro momento deslocou-se para uma espécie de melancolia provocada pelo encontro com um cenário agredido pelas queimadas. A melancolia seria assim uma das faces da beleza? Uma complementaria a outra de modo que da beleza mais profunda, também pudesse se fazer ouvir as vozes da tristeza ou da angústia?
Silvia: A melancolia, acredito, é uma sensação de tristeza, especialmente quando não temos alternativas diante do que é imposto. No Jalapão, a beleza está lá, é forte e marcante, é uma característica do lugar, contudo, o cerrado é constantemente ameaçado pelas queimadas. As queimadas são ações dos homens. O fogo natural, aquele que aparece sem a presença do homem, é difícil de acontecer. Portanto, as queimadas são resultados de ações equivocadas, tais como, colocar o fogo no solo como forma de prepará-lo para a próxima roça; ou mesmo atear fogo para limpar – tirar árvores e plantas – de um pedaço de terra. Por outro lado, quando você está no cerrado que é uma paisagem que lembra o deserto, não é deserto, mas lembra o deserto, especialmente porque a densidade populacional é pequena e o horizonte é distante e profundo, e leva para uma espécie de viagem interior, o homem toma contato com sensações de outros momentos da sua própria vida.

AEP: No seu retrato e relato poético do Jalapão a presença do homem parece ser marcante, não só pelo conhecimento oferecido pelas histórias orais narradas por moradores do Jalapão e que fazem parte do imaginário coletivo do local, como também pela presença do homem na natureza como destruidor em razão das queimadas que assolam a região. Como você descreveria a partir da sua experiência com a fauna e flora do Jalapão, a relação do homem com a paisagem na atualidade? Haveria uma presença do homem que integra a paisagem e outra que a desintegra?
Silvia: O homem precisa do lugar, do meio ambiente, enfim, o homem do cerrado precisa do lugar, em certa medida sabe que a sua presença também é um fator de mudança da própria natureza; o homem jalapoeiro reconhece a beleza do lugar, mas também tem que sobreviver e tal sobrevivência leva muitas vezes a condutas distantes da preservação da natureza. É preciso muita educação para modificar tal desintegração entre homem e a natureza, e o cerrado especificamente.

Estrada, Paisagem e Capim: da série Resistência

AEP: Você também comentou que apesar do Jalapão não ser totalmente desértico “a imensidão do cerrado é tão profunda e oceânica a ponto de promover uma viagem interna, necessária ao artista”. As paisagens desérticas são vistas pela crença humana como provocadoras de questionamentos e de mudanças no homem, ditando seus destinos e tendo mais poder sobre sua vida do que ele mesmo. Sendo assim, invertendo a pergunta anterior, qual a relação que a paisagem pode estabelecer com o homem? Ela é capaz de salvá-lo ou condená-lo? Ela tira ou recoloca máscaras? Ou ela faz tudo ao mesmo tempo?
Silvia: Então, a paisagem está lá, perto e longe, está quieta, silenciosa, muda muito lentamente. Por outro lado, a paisagem é uma construção cultural, você pode vê-la a partir do seu próprio olhar e sensação, cada homem tem um repertório próprio, uma espécie de ferramenta, que filtra o que está diante dos olhos. Se o homem tem certa disposição a olhar e sentir a paisagem como ela se apresenta, este mesmo homem pode estabelecer uma conexão com ele próprio, a paisagem assim é um elemento detonador deste encontro.
As atitudes dos homens só podem ser avaliadas pelos próprios homens. A natureza tem a sua própria dinâmica, contudo diante de ações humanas negativas, o cerrado reage na mesma medida, pode provocar efeitos irreversíveis, e nesta situação o homem é prejudicado diretamente. Não é uma questão de salvação ou condenação, mas numa situação de desaparecimento do bioma cerrado, o homem perde a oportunidade de conhece-lo e viver de forma diferenciada; e a natureza deixa de existir tornando a vida humana também inexistente.

Estrada, Paisagem e Capim: da série Terra em extinção

AEP: Em sua opinião, a natureza representa uma possibilidade de permanência em um mundo de tantas fugas? Ela teria relações com a fotografia que, a seu modo e guardadas as devidas proporções, de certa forma também permanece em tempo e memória?
Silvia: Sim, a natureza é uma aliada do próprio homem, não o contrário; a natureza talvez é mais amiga do homem do que o próprio homem. Ela é como um templo onde o homem toma contato consigo mesmo.
A fotografia é uma expressão, uma linguagem, que traz o olhar de quem a fez. Quando um fotógrafo escolhe um lugar para trabalha-lo fotograficamente, não pensa num primeiro momento em memória, história, mas em mostrar certas particularidades, no meu trabalho, por exemplo, a beleza jalapoeira. Contudo, a fotografia é um objeto que pode ser considerado história, memória e marca de um tempo a partir de um trabalho poético visual. Os artistas e suas obras deixam suas marcas e propõem discussões a partir de seus trabalhos.

AEP: Jalapão em uma palavra…
Silvia: Beleza

AEP: Jalapão em uma imagem…
Silvia: Paisagem

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Estrada, Paisagem e Capim: da série Imensidão

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Pensando soluções para o mundo de amanhã: recursos naturais em debate

Evento promovido pela Unicamp em parceria com USP, Unesp e UFSCar trará quatro vencedores do prêmio Nobel de Química para o Brasil como parte das comemorações do Ano Internacional da Química. Cerca de 14 palestrantes discutirão o tema “Produtos Naturais, Química Medicinal e Síntese Orgânica”, abordando questões como o uso de recursos naturais brasileiros para a produção de medicamentos.

A vinda de pesquisadores importantes mundialmente, ajuda a inserir o Brasil no campo das discussões e inovações tecnológicas não só na química, como nas mais diferentes áreas do conhecimento, além de incentivar a pesquisa, aumentando investimentos e  valorizando cada vez mais o saber humano em tudo aquilo que ele pode produzir para melhorar o cotidiano prático e também reflexivo dos cidadãos.

Veja trecho de notícia publicada sobre o evento, que ocorre entre os dias 15 e 18 de agosto, no site da revista Carta Capital:

Unicamp traz vencedores do Nobel de Química
Redação da Carta Capital

Evento promovido pela Unicamp em parceria com USP, Unesp e UFSCar trará quatro vencedores do prêmio Nobel de Química para o Brasil. A iniciativa, que terá cerca de 14 palestrantes, faz parte das atividades do Ano Internacional da Química.

O tema “Produtos Naturais, Química Medicinal e Síntese Orgânica” deverá direcionar os seminários para a discussão da química aplicada, abordando, inclusive, com usar os recursos naturais do país para a síntese de medicamentos.

Os nobéis Ei-ichi Negishi (2010), Ada Yonath (2009), Richard Schrock (2005) e Kurt Wuthrich (2002) desenvolveram projetos nos mais diversos campos da Química. Todos eles possuem algum grau de inovação na aplicação da química.  Kurt Wüthrich, por exemplo, desenvolveu a técnica de ressonância magnética nuclear, que possibilitou implementar o diagnóstico em medicina e Richard Schorock desenvolveu catalisadores para acelerar processos na indústria. (Texto completo)

Mais informações na página da Unicamp

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CONCERTO ABRE ATIVIDADES CULTURAIS DA CASA DO LAGO PARA 2011

Exposição marca o mês da mulher na Casa do Lago

O Espaço Cultural Casa do Lago localizado na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), promete um ano bem agitado e diversificado no que diz respeito às suas oficinas, exposições e atividades culturais de forma geral. Pra começar, a Casa do Lago abre suas atividades de 2011 com uma apresentação que acontece no próximo dia 24, quinta-feira, do concerto internacional Ensamble La Primavera, do qual participal Anabela Marcos (soprano), Maaike Boekholt (viola) e Regina Albanez, graduada em composição pela Unicamp.

Além do evento musical, a partir do dia 28, próxima segunda-feira, o público pode visitar no Espaço a exposição Xexka Tutnõy, com fotos da presidente Dilma Rousseff tiradas por Beeroth de Souza, funcionário da Faculdade de Educação Física (FEF) e por Robson Bomfim Sampaio, artista plástico e fotógrafo amador, atuante na militância Cultural em Campinas.
A exposição é dedicada às mulheres, assim como todas as atividades do mês de março no local.

Quanto às oficinas promovidas pela Casa do Lago, este ano as inscrições devem ser feitas por meio de doação de alimentos. Uma ótima alternativa que faz lembrar o quanto a solidariedade combina com a cultura, já que esta última não deixa de ser uma forma de solidariedade para com a alma e a existência humana.

Para completar, o Espaço Cultural também está abrindo processo seletivo para o preenchimento de uma vaga de agente cultural. Os estudantes interessados e apaixonados por cinema devem ficar atentos! Mais informações na página da Casa do Lago na internet!

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INCLUSÃO: PROJETO DESENVOLVIDO PELA UNICAMP PERMITE QUE IMPULSOS CEREBRAIS ACIONEM APARELHOS ELETRÔNICOS

Um mundo sem controle remoto, teclado, botões, mouse, onde a interação entre as pessoas e os aparelhos eletrônicos é direta, sem mediações. Esse mundo sem fios, sem botões no qual o pensamento é capaz de controlar qualquer dispositivo já está se tornando realidade e promete incluir pessoas com diversas dificuldades de acessibilidade ao mundo do conhecimento e da informação que chega via computador, celular, tv digital, dentre outros protótipos de interatividade e possibilidades.

Pesquisa desenvolvida como tese de doutorado na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), pelo professor do Colégio Técnico da Unicamp (Cotuca), Paulo Victor de Oliveira Miguel, sob orientação do professor Gilmar Barreto, cria um tipo de comunicação diferente e inovadora no qual elimina-se grande parte das dificuldades que se tem hoje para interagir com um computador ou um celular, por exemplo.

Para quem sonhava em apenas pensar no que escrever sem precisar submeter os braços a movimentos repetitivos responsáveis por gerar inúmeras lesões, pode ficar satisfeito, pois esse desejo já virou realidade. O aparelho desenvolvido por Miguel ao captar os impulsos emitidos pelo cérebro dispensa o uso dos membros do corpo como extensões servo-mecânicas para transmitir informações. Estas agora passam direto do cérebro para o aparelho receptor. Basta pensar que, em poucos segundos, já aconteceu.

O aparelho da comunicação homem-máquina

Basicamente, todo esse processo tem como base a tecnologia desenvolvida para o eletroencefalograma. Os sinais cerebrais são utilizados da mesma forma, captados por alguns censores sobre o cabelo, no entanto, segue-se um protocolo específico a partir de ruídos que são constantemente produzidos pelo ser humano, mas nem sempre utilizados. A proposta é justamente fazer com que as pessoas controlem esse sinais de forma que eles emitam uma linguagem.

Um dos grupos a ser beneficiado por essa tecnologia é, sem dúvida alguma, o dos tetraplégicos, haja vista, a potencialidade que ela encerra. Atualmente, já existem sistemas que captam os sinais cerebrais e funcionam sem a necessidade de mediação por meio de fios ou gel condutores. Mas a tecnologia está longe de parar aí.

O procedimento básico que pauta o funcionamento do projeto desenvolvido por Miguel, é o mesmo que permitirá, futuramente, a interação direta com a televisão sem controle remoto ou qualquer outro mediador, acender e apagar as luzes apenas com a força do pensamento, ligar e desligar aparelhos, enfim, uma realidade na qual as distâncias entre o homem e o mundo ao se redor serão praticamente extintas. Imaginem, falar com a família sem que eles estejam associados a números telefônicos, escrever um texto sem teclado ou mouse, e outras coisas mais!

Nem máquina, nem teclado...

Os esquemas de funcionamento dessa tecnologia do pensamento são diversos e, em sua maioria, complexos para quem não vive o mundo da computação e da engenharia. No entanto, o vento que os levam são os mais promissores em um mundo que é cada vez mais o do conhecimento e da tecnologia. Além do papel inclusivo deste tipo de tecnologia, ela também permitirá que a produção de textos seja mais rápida e fácil, já que o teclado será dispensado, em outras palavras, ela facilita a produção e o acesso ao conhecimento.

Mesmo assim, sempre é bom lembrar que as novas tecnologias abrem diversas possibilidades quando dizem ser possível vivenciar o mundo e controlar as coisas apenas com a força da mente, no entanto, é preciso não perder de vista a importância de sentir e tocar o mundo, afinal, a experiência sensível com a realidade material ou espiritual leva o homem a experiências que nem a mais alta tecnologia é capaz de explicar!
Do mais, o braços cansados agradeçem…

Veja matéria publicada no Jornal da Unicamp

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ESTUDO DA UNICAMP MOSTRA QUE REGISTRO DE PATENTES DE UNIVERSIDADES BRASILEIRAS AUMENTOU CINCO VEZES EM UMA DÉCADA

Pedidos de patente quintuplicam nos anos 2000; 52% do total são
de São Paulo; Unicamp é quem licencia mais; USP cresce em volume

Janaína Simões/ Inovação Unicamp

Apesar do crescimento de registro de patentes, quantidade é pequena para o país

O número de pedidos de patentes apresentados por universidades brasileiras ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) praticamente quintuplicou durante a última década quando comparado ao período de 1990 a 1999, mostra o estudo “Patentes Acadêmicas no Brasil: Uma Análise Sobre as Universidades Públicas Paulistas e Seus Inventores”, de Rodrigo Maia de Oliveira, doutorando do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, e Léa Velho, professora titular do departamento. O artigo que sistematiza os resultados da pesquisa foi publicado na edição 14 da revista Parcerias Estratégicas, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). O grande destaque são as universidades estaduais e federais de São Paulo, responsáveis por 1.085 dos 1.644 depósitos feitos pelas universidades brasileiras de 2000 a 2007, período detalhado pelos pesquisadores.

Apesar desse crescimento importante, os autores do estudo destacam que a participação da universidade brasileira como usuária do sistema de propriedade intelectual ainda é “incipiente”. (Texto Integral)

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Tecnologia da Informação
Estudo sobre empresas do setor em Minas demonstra que mais da metade do crescimento delas se deve à decisão de investir em P&D

Do site Inovação/Unicamp

Investir em tecnologia gera lucro

Um estudo ainda não publicado sobre 83 empresas de Tecnologia da Informação de Minas Gerais mostra estreita correlação entre o crescimento das companhias e seus investimentos em inovação, de produto ou de processo. Segundo cálculos feitos pelos autores do estudo, 58,1% do crescimento dessas empresas se explica pela decisão de investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Além disso, as empresas que estabeleceram parcerias com universidades, centros de tecnologia e de capacitação cresceram mais do que as outras.

Os resultados desse estudo serão apresentados no livro “Inovação Tecnológica e Seus Impactos no Desempenho de Empresas do Setor de Tecnologia da Informação: Um Estudo Empírico em Minas Gerais”, coordenado por Ian Campos Martins, Cid Gonçalves Filho, Gustavo Quiroga Souki e Kamila Torres Madureira. Martins é presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – Regional Minas Gerais (Assespro-MG). A edição do livro está sendo finalizada para lançamento.

Inovação obteve acesso a uma versão preliminar do estudo, cujo objetivo, explicam os autores na introdução, é “conhecer melhor a questão da inovação de processos e produtos no setor de Tecnologia da Informação em Minas Gerais, tentando identificar o que gera inovação”. (Texto completo)

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Uma luz contra apagões

Vanessa Sensato/Jornal da Unicamp

Apenas prédios com geradores ficaram iluminados durante apagão de novembro passado

Pesquisadoras da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp (FEEC) desenvolveram um novo processo que, se levado à indústria, poderá ser um aliado no combate à ocorrência dos apagões de energia elétrica. A professora Maria Cristina Dias Tavares e a pesquisadora Patricia Mestas desenvolveram um procedimento que permite o religamento das linhas de transmissão do sistema elétrico em um intervalo de tempo menor do que o usual, resultando em sobretensões muito menores, evitando que ocorram efeitos em cascata, como no último apagão ocorrido em novembro no país, que atingiu pelo menos 15 estados, causando perdas em diversos setores.

A Agência de Inovação Inova Unicamp deu entrada a um pedido de patente nacional para a tecnologia, por meio do INPI, e internacional por meio do Patent Cooperation Treaty (PCT), acordo internacional que garante a propriedade intelectual de um invento em 142 países signatários por um período de até 18 meses.

Maria Cristina, professora responsável pelo grupo de pesquisa e uma das autoras da patente, explica que as linhas de transmissão de energia elétrica no Brasil são trifásicas. “A tecnologia para religamento trabalha com as três fases simultaneamente”, disse. Segundo a professora, no último apagão vários eventos ocorreram simultaneamente.

Para ela, a grande incidência de descargas elétricas não deveria colocar o sistema em perigo, mas em razão das descargas houve uma elevação muito alta da tensão. “O que nós acompanhamos no Seminário Nacional que aconteceu em novembro de 2009 em Recife é que provavelmente houve um defeito no nível de proteção da subestação, que estava atuando muito mais baixo. Portanto, uma perturbação que não era tão severa acabou tirando o sistema”, colocou a professora. (Texto Integral no Jornal da Unicamp)

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POLÍTICA IDEOLÓGICA DE PAULO RENATO DE SOUZA, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO, É FAZER DISCURSO CONTRA IDEOLOGIA

Paulo Renato de Souza desconhece o curso de Pedagogia da Unicamp

Por Roberto Greene

Ao tentar defender a política meritocrática repaginada pela Secretaria de Estado de Educação de São Paulo, o Sr. Secretário da Educação Paulo Renato Souza atribui grande responsabilidade pelos problemas da escola aos professores e à sua formação, apontando as Faculdades de Educação, e nominalmente a Unicamp e Usp, pelos males da Educação do Estado de São Paulo. Saiba mais

LEI DE INOVAÇÃO E NÚCLEOS DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA FAZEM BRASIL DAR UM SALTO NA PARCEIRIA ENTRE UNIVERSIDADE E EMPRESA

 

Expansão de núcleos de universidades e institutos que são porta de entrada para empresa faz disparar receita vinda de parcerias

Do Inovação Unicamp

Em 2006, o licenciamento de tecnologias, as parcerias em projetos de pesquisa, a inovação e a prestação de serviços geraram receitas de R$ 810 mil para universidades e institutos públicos e privados no Brasil. Em 2008, o número pulou para R$ 13,1 milhões. Para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a razão do aumento está na expansão dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), de 19 em 2006, para 75 em 2008. Os NITs são estruturas que a Lei de Inovação (10.973/2004) obriga as instituições de ensino e pesquisa públicas a criar, como porta de entrada para a empresa. É de responsabilidade do NIT atuar na política de propriedade intelectual das instituições científicas e tecnológicas (ICTs) do setor público e na realização das parcerias destas com a iniciativa privada. Esses números se referem às 43 instituições que enviaram seus relatórios para o ministério em 2006 e às 101 que fizeram o mesmo em 2008, em um universo de 300 existentes no País. Nem todas as ICTs que enviaram relatórios (outra obrigação estabelecida pela Lei de Inovação) já formaram seus núcleos de inovação. Os dados foram apresentados por Reinaldo Danna, coordenador geral de inovação tecnológica do MCT, no segundo dia do III Encontro do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), que aconteceu na última semana de abril em Campinas (SP). O encontro discutiu os cinco anos da existência da Lei de Inovação. O Fortec reúne os profissionais das ICTs responsáveis pelas políticas de inovação e as iniciativas relacionadas a propriedade intelectual e transferência de tecnologia. Conta com 120 associados nas cinco regiões brasileiras. A previsão da Lei de Inovação Segundo o artigo 17 da Lei de Inovação, as ICTs devem preencher e enviar um relatório que traga informações sobre sua política de propriedade industrial, criações desenvolvidas, proteções adquiridas e concedidas e contratos de licenciamento ou transferência tecnológica firmados. O balanço apresentado tem base nesses relatórios. Dana apresentou dados que discriminam o tipo de licenciamento e o recurso obtido em cada um. Com os licenciamentos feitos com exclusividade, ou seja, em que a empresa parceira é a única que pode explorar a tecnologia licenciada, as ICTs conseguiram R$ 595 mil em 2006; e R$ 4,5 milhões em 2008. Os licenciamentos sem exclusividade mobilizaram menos recursos: R$ 100 mil em 2006 e R$ 933 mil em 2008. No balanço, há também a categoria “outras formas de licenciamento”, que trata de projetos feitos em parceria com as empresas e da prestação de serviços. Essa categoria ganhou maior importância ao longo dos anos. Em 2006, as ICTs conseguiram R$ 115 milhões com essas formas de cooperação. Em 2008, foram R$ 7,7 milhões. “Essa informação mostra que as empresas não dão tanta prioridade ao licenciamento exclusivo como se imagina”, destacou ele. As patentes das ICTs Danna também mostrou o número de patentes pedidas e concedidas às ICTs em 2008. Das 101 ICTs que informaram sobre suas atividades em 2008 ao MCT, 67 pediram proteção intelectual para suas tecnologias e 31 obtiveram patentes nesse ano. Foram feitos 1.035 depósitos de patentes no ano passado, 987 no Brasil e 88 no exterior. No mesmo período, 148 patentes foram concedidas às ICTs, 128 no País e 20 no exterior. (Texto integral no site Inovação Unicamp)

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UNIVERSDIDA DE SÃO CARLOS PESQUISA SISAL PARA PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEL

JUSTIÇA FAZ APREENSÃO NA MONSANTO; ACUSADA DE PIRATARIA, EMPRESA CAUSA PREJUÍZO PARA A UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

SCIENCEBLOGS: PORTAL DE BLOGS DE CIÊNCIA É CRIADO NO BRASIL E REÚNE CIENTISTAS BLOGUEIROS

PEQUENA EMPRESA BRASILEIRA DESENVOLVE SUBSTÂNCIA QUE PODE ATUAR NO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE

 

EMPRESA BRASILEIRA DE TECNOLOGIA TRANSFORMA BAGAÇO EM CARVÃO, ÓLEO E GÁS

Empresa Bioware, instalada na Unicamp, transfrorma resíduos agrícolas

Da Unicamp/Inovação

Óleo vegetal é obtido com a pirólise

Óleo vegetal é obtido com a pirólise

Palha de cana-de-açúcar, serragem e bagaço de laranja são alguns dos materiais que a Bioware (link da empresa) processa em sua planta experimental da Unicamp para produzir carvão, óleo vegetal e gases. A empresa, que vive há seis anos dos recursos que recebe de agências de fomento e da prestação de serviços para empresas que querem reaproveitar resíduos de origem vegetal, pode dar um grande salto em 2009,  quando pretende ser  também fornecedora de tecnologia.

A lista de potenciais clientes inclui companhias como as brasileiras Petrobras e Votorantim e a norte-americana Georgia-Pacific, que já estudam a possibilidade de encomendar à empresa uma planta de pirólise. Na pirólise, resíduos agrícolas são queimados e transformados, a cada passo do processo, em carvão, em bioóleo  que pode ser usado em caldeiras industriais e na produção de plástico, entre outras aplicações como líquido inseticida.

“Quando tivermos só um caso de sucesso com um desses clientes grandes, todo mundo vai querer instalar uma planta”, acredita o engenheiro químico com doutorado em engenharia agrícola Juan Miguel Mesa Pérez, um dos donos da Bioware. “Esse momento já está aí na porta.” O sócio de Juan, José Dilcio Rocha, engenheiro químico com doutorado em engenharia mecânica e pós-doutorado pelo Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos, está de acordo: “Em 2009, a Bioware vai colocar de duas a três plantas de duas toneladas de biomassa por hora”, opina.

Se a previsão de José Dilcio para 2009 se confirmar, o faturamento da empresa vai passar para a casa dos milhões. Uma planta de pirólise capaz de processar meia tonelada de biomassa por hora custa mais ou menos R$ 500 mil; uma de uma tonelada, em torno de R$ 800 mil; e uma de duas toneladas, o máximo oferecido pela empresa, entre R$ 1,3 milhão e R$ 1,5 milhão.

“As plantas se pagam em um ano, um ano e pouco; economicamente, são muito viáveis”, afirma Juan. Apesar disso, a Bioware só montou uma planta de pirólise além da sua própria. Foi em Conceição de Macabu (RJ), em um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com recursos da prefeitura, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e da Caixa Econômica Federal. A planta da empresa processa 200 toneladas de biomassa por hora e está instalada no Campo Experimental da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp.

“Existe um interesse muito grande pela tecnologia, porém o mercado não está totalmente pronto para assimilar os produtos gerados por ela”, justifica Juan. Para diminuir a desconfiança dos potenciais clientes, a Bioware fornece-lhes amostras para testes e ajuda-os a adequar os produtos da pirólise a condições e necessidades específicas. A Petrobras, por exemplo, está preparando o bioóleo para ser misturado ao gasóleo (um derivado do petróleo). Já a Votorantim quer usá-lo como combustível industrial, enquanto a Georgia-Pacific, de Atlanta (EUA), pensa em empregá-lo na fabricação de resina fenólica. A Georgia-Pacific é uma das líderes em produção de celulose, papel, embalagens, tecidos e alguns tipos de produtos químicos, como as resinas fenólicas, as primeiras resinas sintéticas produzidas no mundo, que apresentam vantagens como rápida secagem, resistência a agentes químicos e à umidade.

Mas a Bioware não se resume à tecnologia de pirólise. Com financiamento do PIPE, o programa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que apóia as pequenas firmas inovadoras, a empresa montou uma planta que transforma 120 quilos de biomassa de baixa densidade em pequenos “tijolos” chamados briquetes, que podem ser queimados em churrasqueiras, fornos de pizza e até caldeiras industriais. Juan explica que a densidade dos briquetes é de 1,2 tonelada por metro cúbico, superior à da madeira. “Ao invés de transportar dez caminhões de palha, pode-se transportar um de briquetes de biomassa compactada”, ressalta. Segundo José Dilcio, o outro sócio da empresa, o custo de uma planta de briquetagem é de até R$ 500 mil.  Em 2007, a prestação de serviços para o reaproveitamento de resíduos rendeu R$ 450 mil à Bioware; os contratos fechados até outubro de 2008 chegam a R$ 350 mil. (Texto integral e original de Raquel Bueno no site da Unicamp)

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Aos 50, Oficina continua encenando o novo

ÁLVARO KASSAB

Oficina é manchete do Jornal da Unicamp

Oficina é manchete do Jornal da Unicamp

O Oficina, um dos grupos teatrais mais importantes do país, es­tá completando 50 anos. Para comemorar a data, o Arquivo Edgard Leuenroth (AEL) vai promover, no dia 5 de novembro, uma homenagem que reunirá o diretor, dramaturgo e a­tor José Celso Martinez Corrêa, criador e líder da companhia, e os professores Marcelo Ridenti (IFCH/Unicamp) e Armando Sérgio da Silva (ECA/USP). O encontro, que começa às 15 horas, acontecerá no Auditório I do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. O AEL é depositário de boa parte da memória do grupo paulistano. Em 1987, a Universidade adquiriu toda a documentação reunida pelo Oficina até então. O material havia sido retirado do país depois da invasão da companhia pela Polícia Federal, durante o regime militar. Com a abertura política, seus integrantes trouxeram os documentos de volta para o Brasil.

“O conjunto documental registra a trajetória do grupo e permite conhecer suas montagens, ao mesmo tempo em que serve como testemunho de momentos im­portantes da vida político-cultural brasileira. Reúne milhares de fotos, roteiros, escritos diversos, diários de direção, textos teatrais, convites, cartazes, agendas, material de imprensa, recortes de jornais, filmes e vídeos”, atesta a socióloga e professora Elaine Marques Zanatta, uma das supervisoras do Arquivo Edgard Leuenroth desde 1991.

O Fundo Teatro Oficina, observa Elaine, é um dos mais procurados do AEL, constituindo-se em fonte de pesquisa de docentes, estudantes e pesquisadores de todo o país e do exterior. Parte do material fotográfico do Fundo poderá ser visitada em exposição virtual que o Arquivo vai colocar no ar em sua página (veja no quadro de serviço), em homenagem ao cinqüentenário da companhia. A mostra foi organizada pela própria Elaine e pelas funcionárias Maria Dutra e Marilza Aparecida da Silva. (Texto integral no Jornal da Unicamp)


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