Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Pesquisadora desvenda o ‘ódiojornalismo’ nos textos da Veja e de Arnaldo Jabor

A Pesquisadora Ivana Bentes (foto), que é professora da linha de pesquisa Tecnologias da Comunicação e Estéticas do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desvenda um novo  (Continue lendo…)

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Melhores momentos da resposta dos Advogados Ativistas à revista Veja

DUBLÊ DE LÍDER: REVISTA VEJA MAIS UMA VEZ CHAMA SEUS LEITORES DE IDIOTAS, OU MELHOR, PATETAS

Dublê da Globo é dublê de líder da Veja

O Blog ContextoLivre publica e a gente foi conferir. E achou muito mais.

Maycon Freitas, o entrevistado das Páginas Amarelas da Veja desta semana, como “representante” dos manifestantes da onda de protestos que tomou as ruas, presta serviços como dublê a Rede Globo de Televisão.

A Veja, é claro, nem se importou que Maycon tenha quase o dobro da idade da maioria dos manifestantes, mas o transformou num grande ativista cibernético.

revApresentado como “a voz que emergiu das ruas”, Maycon é apresentado como líder de uma comunidade no Facebook , a União Contra a Corrupção, onde se publica ou republica coisas como essa imagem aí do lado, dizendo que os médicos cubanos (cadê?) são guerrilheiros disfarçados e que um golpe comunista está em marcha. É mentira, a página é mantida por Marcello Cristiano Reis, um advogado paulista.

Se tivesse ido olhar o perfil de Maycon no Facebook veria que, antes de virar “celebridade”, suas últimas postagens foram em janeiro, com pérolas do tipo:

“Mulher que diz que homem é tudo igual. É porque nunca soube fazer a diferença na vida de um.”, ou

“No carnaval as mina pira , em novembro as mina ”pari”. “No carnaval os mano come, em novembro os mano some.”

Antes, em 2002, a vida estava boa para Maycon, como você pode ver nas fotos do líder de massas em Cancún, no México, num turismo “padrão FIFA” de deixar a gente com inveja. Como está sofrendo o revoltado Maycon!

VIDADURA

Ah, essa internet…

Ah, essa Veja…

PS. Até de um mistificador como o Maycon a gente respeita a privacidade. Todas as fotos são públicas no seu Facebook, não necessitam de compartilhamento.

Veja vídeo do Rei Lux

POPULARIDADE DE DILMA ROUSSEFF: NÃO ADIANTA CRITICAR A MÍDIA EM PÚBLICO E ENCHER O SACO DE DINHEIRO DA GLOBO NO PRIVADO

Mire-se no exemplo de outras mulheres. Cristina enfrentou e venceu

Mire-se no exemplo de outras mulheres. Cristina enfrentou e venceu

A hora é de distensão e a queda nas pesquisas do Datafolha mostra isso. É uma queda que pode ser recuperada facilmente. É um momento. Mas não vai ser criticando a mídia em público e enchendo o saco de dinheiro da Globo (Abril e outros) no privado que Dilma Rousseff conseguirá vencer o impasse social dos protestos. A metodologia do Datafolha pode ser criticada, mas será necessário?

A decisão do Plebiscito foi a medida mais acertada até agora do governo Dilma Rousseff. Ela provocou de imediato uma reação grande da oposição (PSDB, DEM, PPS) e da mídia.  Dilma teria acertado o alvo. A ideia de plebliscito obriga a mídia e a oposição a se colocarem contra o povo. Isso desmascara o discurso. A irritação da oposição e da mídia está na necessidade de terem de assumir novas palavras de ordem: “não queremos povo, isso não é democracia, democracia é sem povo”.

Mas isso não basta, é preciso distender o processo e enfatizar o discurso de avanços de democracia direta, de democratização da mídia e do dinheiro da comunicação do governo. Mais que isso, é preciso inverter o processo do governo de atender ao mercado financeiro da especulação e dos juros. É preciso por em pauta projetos de distribuição de renda, inclusive da verba publicitária do governo.

É preciso deslocar ainda mais o dinheiro que beneficia os ricos em direção à população.

Se não fizer isso, se ficar criticando a mídia em público e dando dinheiro para a Globo no privado, a reeleição pode até não estar ameaçada, mas para que se reeleger?

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A HERANÇA DA VEJA: O PENSAMENTO BINÁRIO NA POLÍTICA E A IMBECILIZAÇÃO DA CLASSE MÉDIA NAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS

Em 1989, o PIG conseguiu eleger Collor e também tirá-lo

Em 1989, o PIG conseguiu eleger Collor e também tirá-lo em seguida

Nas últimas duas décadas, a revista Veja manteve um ataque constante à inteligência da classe média brasileira. Nos primeiros anos de democracia, esse ataque não foi tão intenso, visto que o governo de FHC representava a presença de um aliado civil na presidência da República e havia também, ainda hoje, o controle do governo paulista com o PSDB, que mantém a compra desse panfleto para as escolas públicas.

No entanto, em 2002, com a vitória de Lula, a situação começou a mudar e o poder das famílias oligárquicas tornou-se não tão seguro. Essa insegurança é própria do capitalismo e das democracias representativas, quando funcionam razoavelmente. Os avanços políticos de partidos mais progressistas foram jogando a revista Veja e os outros grupos de mídia em situações extremadas de deslealdade jornalística, a ponto de fazerem parceria com criminosos para obter informações, chantagear e achincalhar a vida de políticos.

O mote ideológico, que se tornou redundante na revista Veja, comandada por Roberto Civita, morto no último domingo, é o do pensamento binário que sustentou o golpe militar de 64 e também todos os golpes nos últimos 50 anos na América Latina, como bem mostra o jornalista australiano John Pilger em Guerra contra a Democracia. Dos anos 90 para cá, a revista Veja se tornou a porta bandeira da imbecilização da classe média, aterrorizando os leitores com o fantasma do comunismo, do petismo, etc.

Assim, toda a crítica à selvageria do capitalismo, toda violência perpetrada por leis e manobras jurídicas, toda a violência policial ou midiática passou a ser interpretada como uma crítica comunista, petista, petralha etc. Qualquer pessoa que questione a desigualdade, a desonestidade e as práticas violentas do cruel sistema tornou-se necessariamente um norte-coreano infiltrado na sociedade brasileira.

Para a revista Veja e seus controladores e realizadores, que são os grandes conglomerados capitalistas, a democracia é sempre um risco. Assim, o medo de quem tem bilhões de dólares em paraísos fiscais ou milhões de hectares, imóveis e empresas deve ser transferido para a classe média, que tem alguns imóveis, uma fazenda, uma indústria média etc. E isso é um trabalho constante tanto aqui como na Venezuela.

Nesses últimos 20 anos, a revista Veja fez esse serviço sujo. Transferir o medo dos privilegiados e bilionários para a classe média, alimentando a repetição da trágica história golpista de 64 e do período pós-segunda guerra. E teve certo sucesso. Tem-se hoje uma parte da classe média imbecilizada e amedrontada com os avanços da democracia brasileira.

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O MUNDO IDEAL DA REVISTA VEJA MOSTRA A CARA: “GOIÁS É OMISSO E INOPERANTE OU ENVOLVIDO COM ASSASSINOS”, ACUSA MINISTRA

Para a revista Veja, que muito incautos ainda veem, Carlinhos Cachoeira é um empresário bem sucedido que consegue bons grampos para virar notícia, Demóstenes Torres (ex-DEM) é um paladino da ética e Marconi Perillo (PSDB) é, assim como outros governadores do PSDB, um exemplo de gestão pública. Ainda bem que o Brasil não adotou o ideal da Veja, ainda!

Maria do Rosário: Goiás está mergulhado no submundo

Maria do Rosário: Goiás está mergulhado no submundo

Goiás é ‘omisso, inoperante ou envolvido’ com assassinatos, acusa ministra

Durante anúncio de federalização dos crimes contra 29 moradores rua em Goiânia, Maria do Rosário faz duros ataques à falta de atuação do estado no combate a grupos de extermínio

Por: João Paulo Soares, da Rede Brasil Atual

São Paulo – A secretária nacional de Direitos Humanos, ministra Maria do Rosário, fez ontem críticas duras à falta de atuação do Estado de Goiás no combate aos grupos de extermínios que desde agosto do ano passado mataram 29 moradores de rua na capital Goiânia, a 200 quilômetros de Brasília, sem que ninguém até agora tenha sido preso.

Ao pedir a federalização de todo o processo de investigação policial e judicial sobre as mortes, a ministra acusou, em tom de desabafo, o aparelho de Estado goiano de “omissão, inoperância ou envolvimento” com os crimes.

Goiás é governada por Marconi Perillo (PSDB), que foi flagrado pela Polícia Federal em conversas e negócios comprometedores com o ex-senador do DEM Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O bicheiro é acusado, nas operações Vegas e Monte Carlo da PF, de comandar o crime organizado em torno de máquinas caça-níqueis no país – cuja base seria justamente Goiás. As investigações vieram a público há um ano. O senador, que também é de Goiás e lá atuava como promotor público, foi cassado; o governador foi poupado. No Congresso Nacional, uma CPI foi instalada para aprofundar as relações políticas e empresariais com o esquema. A CPI do Cachoeira terminou meses depois sem relatório final e “abafada”, na grande imprensa, pelo julgamento da Ação Penal 470, conhecida por mensalão, no mesmo período.

Em nenhum momento, durante o pronunciamento de ontem, Maria do Rosário citou o nome de Perillo ou o episódio Cachoeira. Mas foi bem clara em suas afirmações.

“Não basta federalizarmos, neste caso, a investigação. Não se trata de a Polícia Federal entrar ali para apoio ao estado. Se trata de verificarmos se em Goiânia e em Goiás nós temos no tecido do estado o envolvimento de pessoas com o crime. Portanto (…) precisamos que o inquérito seja federal, que a denúncia seja por parte do Ministério Público Federal e que o julgamento seja por parte das autoridades federais”, afirmou a ministra durante entrevista coletiva na sede da prefeitura de São Paulo, onde esteve para assinar acordos na área de Direitos Humanos com o prefeito Fernando Haddad (PT).

Ela lembrou que entre os três moradores de rua assassinados em Goiânia na semana passada havia uma criança de 11 anos. E disse que o governo da presidenta Dilma Rousseff colocou à disposição do estado e da prefeitura (governada por Paulo Garcia, do PT) programas federais de assistência social, saúde e habitação. “Mas isso não basta”, disse.

“É, de um lado, a ausência de política pública, de acolhida e atendimento [pelo governo de Goiás]; mas, de outro lado, de inoperância ou envolvimento de agentes do estado com a morte desses moradores que estão nas ruas, dado o fato de a investigação não levar à responsabilização de ninguém. Não há ninguém preso, responsável por esses crimes. Será que a vida de uma pessoa que está nas ruas vale menos do que a vida de uma outra pessoa? Nós realmente estamos indignados e mobilizados”, disse Maria do Rosário. “Nós temos criminosos agindo ao mesmo tempo em que as autoridades [estaduais] fecham os olhos e os mantêm impunes”.

Segundo a ministra, ela vai solicitar a federalização dos crimes ainda nesta semana ao procurador geral da República, Roberto Gurgel – que, por sua vez, é acusado de ter “sentado em cima” por dois anos do relatório da PF contra Perillo e Demóstenes Torres, no caso Cachoeira.

Maria o Rosário explicou que o pedido é um procedimento formal e adiantou que já teve uma conversa preliminar com Gurgel.

“O que nos resta, como governo federal e como Secretaria de Direitos Humanos, no dia de hoje, é estarmos peticionando junto ao Ministério Público Federal para a  federalização desses crimes, uma vez que nem a polícia, nem o ministério público, nem o judiciário do estado de Goiás demonstram estar à altura da missão que têm de manter a ordem e os direitos humanos de sua população”, afirmou.

De acordo com ela, além do caso dos moradores de rua, Goiás tem um histórico de violação dos direitos humanos no “período democrático”. Deu como exemplo o “número absurdo” de pessoas que teriam desaparecido depois de serem atendidas pela polícia do estado.

“Então não é natural, não é normal, no estado democrático de direito, viver ou a inoperância ou a omissão ou uma responsabilidade, também, que precisa ser esclarecida”.

A federalização se dará pelo instrumento jurídico IDC – Instituto de Deslocamento Competência. Só houve um caso desses até hoje no Brasil, em 2010, quando o governo federal chamou para si a investigação sobre o assassinato do ex-vereador Manoel Mattos (PT), ocorrido um ano antes numa área de divisa entre Pernambuco e Paraíba. Mattos atuava no enfrentamento a grupos de extermínio nos dois estados.

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HOLANDA DISCRIMINALIZA DROGAS E FECHA PRESÍDIOS: JÁ NÃO PASSOU DA HORA DE PENSAR O TEMA SEM PRECONCEITOS, FANTASMAS E TABUS?

VENEZUELA NÃO VOLTARÁ A SER UMA REPÚBLICA DAS BANANAS COM DITADOR PAGO PELOS EUA E FESTEJADO PELA MEDÍOCRE VEJA

Revista Veja comemorou golpe de Estado em 2002

Revista Veja comemorou golpe de Estado em 2002, contra Chávez

Não é porque Chávez morreu que a Venezuela vai virar Las Vegas

Por Nirlando Beirão, via Com Texto Livre

De volta à República das bananas? Nem pensar.

Seguro que não.

A Venezuela não vai recuar para o papel de quintal dos Estados Unidos e de poleiro para ditadores corruptos.

Se Chávez teve um mérito, foi esse: a Venezuela se livrou da plutocracia. Os magnatas sem escrúpulos se mudaram para Miami. Ele deu um basta nos governos gringos que tratam a América Latina como se a gente ainda vivesse na guerra fria.

A Venezuela de Chávez se impregnou de cheiro de povo. Os índices de miséria desabaram. Os programas sociais da chamada Revolução Bolivariana foram mais radicais e mais abrangentes do que as versões brasileiras do Fome Zero e da Bolsa Família.

Outra virtude sua foi a coragem pessoal.

Chávez jogou pelas regras da democracia (embora os choramingões da imprensa golpista filiada à SIP quisessem dizer o contrário), mas deu um conteúdo excessivamente personalista a seu governo. Esse foi seu pecado.

Mesmo que o chavismo sobreviva, Chávez há de fazer falta. Governos autocráticos se fundam em líderes e correm o risco de sucumbir junto com eles.

Estão soltando fogos em Miami. O intrigante Roger Noriega deve ter aberto uma champanhe. Em vão.

(Noriega foi o sub-secretário de Estado de George Bush para assuntos do quintal, isto é, da América Latina.

Tramou com o rebotalho da direita um golpe contra o presidente eleito, em 2002. Botou no poder, por 48 horas, o líder dos empresários do atraso. A revista Veja comemorou, na capa. Chávez voltou nos braços do povo. Noriega continuou atuando nos bastidores: boatos, intrigas, subornos e notas plantadas em acadêmicas colunas do Globo e assemelhados).

Mas a Venezuela não é mais vassala do Império. Com Chávez, sem Chávez, não há como voltar atrás. O poder é dos descamisados.

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LEITOR DA REVISTA VEJA É RIDICULARIZADO EM CENA DO FILME ‘O SOM AO REDOR’, QUE ESTÁ EM CARTAZ NAS TELAS DE CINEMA DO BRASIL

Lapso de cena do filme O som ao redor

Lapso de cena do filme O som ao redor

Já virou chacota nacional. Até nas telas de cinema os leitores da revista Veja, da editora Abril, estão sendo ridicularizados. É caso do filme O som ao redor, que está em cartaz pelo Brasil e que foi lançado este mês de janeiro.

O filme, que trata do cotidiano da classe média, tem uma cena hilariante sobre uma reunião de condomínio. Nela, uma das moradoras reclama do porteiro e diz que sua revista Veja “está chegando sem o plástico”.  A personagem, que esbanja arrogância e petulância, faz a plateia rir da situação. Muita coragem do diretor, Kleber Mendonça Filho, que pode em breve ser uma vítima dos assassinatos de reputação que existem na imprensa brasileira.

O filme é honesto e foge do tempo e da estética presentes nos filmes da Globo ou norte-americanos. Recheado de suspenses e humor, o tempo chega a se arrastar próximo ao final, mas nada que atrapalhe a boa experiência de sair do lugar comum dos filmes demasiadamente comerciais. Além disso, o diretor traz momentos ricos quando joga em signos e imagens referências ao próprio cinema, ao mesmo tempo em que retoma lembranças e saudades dos personagens da trama. Destaque para a angústia, o vazio e a tormenta sensual nas cenas da atriz Maeve Jinkings.

Abaixo a atriz Maeve Jinkings convida para o filme:

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HUMOR DO PORTA DOS FUNDOS: ATORES RETRATAM A LÁSTIMA DO JORNALISMO BRASILEIRO NA ATUALIDADE

2012 FOI O ANO EM QUE A RELAÇÃO ENTRE A REVISTA VEJA, DA EDITORA ABRIL, E CARLINHOS CACHOEIRA FOI DESMASCARADA

O problema de Veja é criminal, não apenas ético

AS MAIS LIDAS EM 2012

Por Luis Nassif

Dantas e histórias que a Justiça não consegue esclarecer

Dantas e histórias que a Justiça não consegue esclarecer

Alguns analistas teimam em analisar o comportamento da Veja –  nas relações com Cachoeira – como eticamente condenável.

Há um engano nisso.

Existem problemas éticos quando se engana a fonte, se adulteram suas declarações, desrespeita-se o off etc.

O comportamento da Veja é passível de enquadramento no Código Penal. Está-se falando de suspeita de atividade criminosa, não apenas de mau jornalismo. Sua atuação se deu na associação com organizações criminosas visando objetivos ilegais, de obstrução da Justiça até conspiração.

O acordo da revista com o crime organizado trazia ganhos para ambos os lados:

1. O principal produto de uma revista é a denúncia. O conjunto de denúncias e factóides plantados por Cachoeira alçou a revista à liderança no mercado brasileiro de opinião – influenciando todos os demais veículos -, garantiu vendagem, permitiu intimidar setores recalcitrantes. O poder foi utilizado para tentar esmagar concorrentes da Abril no setor de educação. Principalmente, fê-la conduzir uma conspiração visando constranger Executivo, Legislativo, Supremo e Ministério Público.

2. A parceria com Veja tornou Cachoeira o mais poderoso contraventor do Brasil moderno, com influência em todos os setores da vida pública.

Há inúmeras suspeitas contra a revista em pelo menos duas associações: com Carlinhos Cachoeira e com Daniel Dantas que necessitam de um inquérito policial para serem apuradas.

Em relação a Dantas:

  1. A matéria sobre as contas falsas de autoridades no exterior, escrita por Márcio Aith.
  2. O dossiê contra o Ministro Edson Vidigal, do STJ. Nele, mencionava-se uma denúncia de uma ONG junto ao CNJ. Constatou-se depois que a denúncia tomava por base matéria da própria revista (que sequer havia sido publicada ainda), demonstrando total cumplicidade da revista com o esquema Dantas.
  3. A atuação de Diogo Mainardi, levando o tal Relatório italiano ao próprio juiz do caso. Na época, procuradores do MPF em São Paulo explicaram qual seria a estratégia de Dantas (contaminar o inquérito da PF com o princípio do “fruto contaminado”, as provas ilegais do relatório italiano) e  sustentaram que Mainardi atuava a serviço de Dantas. Atacados virulentamente por Mainardi, procuradores federais de São Paulo recuaram.
  4. A matéria falsa sobre o grampo no Supremo Tribunal Federal.
  5. O “grampo sem áudio”, entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres.

Em relação a Cachoeira:

  1. O episódio do suborno de R$ 3 mil nos Correios, que visou alijar o esquema do deputado Roberto Jefferson e abrir espaço para o esquema do próprio Cachoeira. No capítulo que escrevi sobre o tema (na série O Caso de Veja) mostro que, depois de feito o grampo, Policarpo Jr segurou a notícia por 30 dias. Um inquérito policial poderá revelar o que ocorreu nesse intervalo.
  2. A invasão do Hotel Nahoum com as fotos de Dirceu, clara atividade criminosa.
  3. A construção da imagem do senador Demóstenes Torres, sendo impossível – dadas as relações entre Veja e Cachoeira – que fossem ignoradas as ligações do senador com o bicheiro.
  4. Levantamento de todas as atividades de Demóstenes junto ao setor público, visando beneficiar Cachoeira, tendo como base o ativo de imagem construído por Veja para ele.

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PIOR MINISTRO DA FAZENDA DA HISTÓRIA REPUBLICANA, MAÍLSON DA NÓBREGA VIROU CELEBRIDADE E FONTE DA GRANDE MÍDIA BRASILEIRA

Legou uma inflação de 80% ao mês aos brasileiros e virou estrela

Por Paulo Nogueira, Diário do Centro do Mundo

Maílson: incapaz como ministro e gênio para o PIG

Maílson: incapaz como ministro e gênio para o PIG

Nos anos 80, Maílson da Nóbrega fracassou espetacularmente como ministro. Mas isso não o deteve

Logo no começo de minha carreira de jornalista a questão da boa escolha das fontes se apresentou.

A primeira aula que tive sobre isso foi na Veja, no começo dos anos 1980. Eu tinha 20 e poucos anos, trabalhava na seção de economia, e Elio Gaspari, o “General”, como era conhecido na redação, era o diretor-adjunto.

Elio muitas vezes se encostava nas divisórias baixas que separavam as editorias e falava sobre jornalismo. Para quem começava na carreira, como eu, era uma oportunidade excepcional de aprendizado.

Uma noite ele falou sobre fontes.

“As fontes são aquelas pessoas que atendem todos os telefonemas dos jornalistas”, ele disse. “Não são as melhores, são as mais fáceis, e isso faz diferença para repórteres preguiçosos.”

Um caso específico Elio citou: o então presidente da Fiesp, Luís Eulávio Vidigal. Ele era onipresente nas reportagens de economia e negócios na mídia brasileira, porque não recusava uma única entrevista.

Mais tarde, quando virei eu mesmo editor, fonte foi um tema sobre o qual me detive longamente nas conversas com os repórteres.

Em meados dos anos 1990, na casa dos 30, eu era diretor de redação da Exame. Jamais esquecera as palavras de Elio, mas acrescentei uma reflexão pessoal: prestar completa atenção na obra, no mérito da fonte.

Foi sob essa lógica que refizemos o time das fontes da revista.

Uma das primeiras eliminações, se não a primeira, foi o ex-ministro Maílson da Nóbrega, obra de Sarney. Por uma razão potente: ele deixara o cargo com uma inflação de 80% ao mês. Depois de um desempenho tão catastrófico, que sentido havia em ouvi-lo mandar fazer as coisas que ele próprio não conseguira fazer?

Maílson pretendia atacar os problemas econômicos com o que ele chamou de “arroz com feijão”. Foi uma das raras vezes em que os brasileiros sofreram violentamente com o arroz com feijão.

A Exame, e não apenas nisso, foi contra a corrente.

Maílson continuou a ser ouvido por repórteres de todas as mídias para tratar de economia. Acabaria por se tornar, também, colunista da Veja.  Tudo isso – a presença constante no noticiário — ajudou a empurrar adiante a consultoria que ele montou pós-governo, a Tendências.

Foi como se a celebridade de alguma forma obscuresse sua obra desastrosa como ministro.

Tenho aqui uma pequena confissão. No início dos anos 2000, quando eu era integrante do Comitê Executivo da Abril, dormi em boa parte das duas vezes em que a Tendências fez seus prognósticos econômicos a nós.

Não sou capaz sequer de lembrar se foram acertados ou não, porque não resisti ao tom monocórdio das apresentações. Meu amigo Jairo Mendes Leal, hoje presidente da Abril Mídia, sentava-se em frente de mim, e ria ao me ver dormindo.

Ainda hoje Maílson é presença ubíqua na mídia brasileira. Aos antigos predicados, ele agregou um que é valioso: critica severamente as administrações petistas. Maílson sabe que isso lhe dará os holofotes de jornais e revistas.

É uma troca: ele usa a mídia e é usado por ela. O leitor? Ora, o leitor que se dane.

Do alto do legado hiperinflacionário, Mailson dá lições aos brasileiros sobre tudo aquilo que ele foi incapaz de fazer. No papel, ele resolve os problemas em cujo trato fracassou miseravelmente.

Já foi dito aqui que maus editores são tão nocivos, para a mídia tradicional, quanto a internet.

Maílson é uma pequena prova disso.

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COM A DESCULPA DE QUE NÃO APUROU TUDO, DEPUTADOS E SENADORES PROTEGEM CARLINHOS CACHOEIRA E VETAM O RELATÓRIO DA CPI

Tropa de choque de Carlinhos Cachoeira

Tropa de choque de Carlinhos Cachoeira

O listão dos 18 deputados e senadores da tropa de choque do Cachoeira na CPI

Do Amigos do presidente Lula
… Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas ( Darcy Ribeiro )

Bancada pró-Cachoeira. “Vitória” na CPI ao melar o relatório.
Derrotar o povo para proteger Cachoeira, Demóstenes e Perillo é vitória?
A Globo esconde (a Veja nem se fala, está soltando fogos exultante com o fim da CPI do parceiro Cachoeira), mas aqui a gente dá nome aos bois.

A bancada dos 18 do Cachoeira que votou contra o relatório do Odair Cunha (PT/MG) para proteger o bicheiro, e fazer pizza:

SENADORES:

Alvaro Dias (PSDB-PR)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Jayme Campos (DEM-MT)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Sérgio Souza (PMDB-PR)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Ivo Cassol (PP-RO)
Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP)
Marco Antonio Costa (PSD-TO)

DEPUTADOS

Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Domingos Sávio (PSDB-MG)
Luiz Pitiman (PMDB-DF)
Gladson Cameli (PP-AC)
Maurício Quintela Lessa (PR-AL)
Sílvio Costa (PTB-PE)
Filipe Pereira (PSC-RJ)
Armando Vergílio (PSD-GO)
César Halum (PSD-TO)

 

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DIRETOR DA REVISTA VEJA, POLICARPO JR, NÃO FEZ MAU JORNALISMO, COMETEU CRIME E BENEFICIOU CACHOEIRA

Policarpo não fez “mau jornalismo”; cometeu um crime

por Dr. Rosinha

Rosinha: Policarpo da revista Veja cometeu crime

Rosinha: Policarpo da revista Veja cometeu crime

“Este é o retrato sem retoques de como se faz um jornalismo sem ética, um jornalismo que, para destruir determinado alvo ou determinado projeto político, não hesita em violar as leis, a Constituição e a própria dignidade dos cidadãos.”

É dessa forma que o incisivo texto do relatório final da CPI do Cachoeira define a relação de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha com tentáculos no poder público e na mídia.

O jornalista da CBN, Kennedy Alencar, em comentário sobre a CPI, disse que o relatório final não apresenta provas contra Policarpo. Para Alencar, Policarpo não cometeu nada além de “mau jornalismo”. “E mau jornalismo não é crime”, afirma.

De fato, não é, embora isso também seja bastante questionável. Mas o que emerge do relatório final é muito mais do que “mau jornalismo”. Só um corporativismo ancestral pode explicar a declaração de Kennedy Alencar. No relatório, Policarpo Jr. aparece encomendando grampos clandestinos e pedindo ajuda para devassar, sem autorização legal, a intimidade de um cidadão brasileiro (no caso, Zé Dirceu, quando hospedado em um hotel de Brasília). Em troca desses “pequenos favores”, Policarpo fazia o papel de assessor de imprensa da organização chefiada por Cachoeira: publicava o que lhes era conveniente e omitia o resto. Assassinava reputações e promovia jagunços de colarinho branco, como o ex-senador Demóstenes Torres, também integrante da organização, a exemplos éticos a serem seguidos pelas próximas gerações.

Quando a Delta não foi beneficiada por uma licitação para a pavimentação de uma rodovia federal, Cachoeira acionou Policarpo para, através de uma reportagem da Veja, “melar” a licitação. Posteriormente, como os interesses da Delta continuaram a ser negligenciados, Cachoeira e Policarpo montaram uma ofensiva para derrubar o ministro dos Transportes – o que acabaram por conseguir.

Em troca, quando lhe interessava, Policarpo solicitava à organização criminosa que, por exemplo, “levantasse” as ligações de um deputado. Tudo isso está no relatório final, provado através das ligações interceptadas pela PF com autorização judicial. Não é “mau jornalismo” apenas. É crime.

“Não se pode confundir a exigência do exercício da responsabilidade ética com cerceamento à liberdade de informar. Os diálogos revelam uma profícua, antiga e bem azeitada parceria entre Carlos Cachoeira e Policarpo Júnior”, diz o relatório.

Policarpo não é o único jornalista envolvido com a organização de Cachoeira, mas é sem dúvida o que mais fundo foi neste lodaçal. Durante a CPI, não foi possível convocá-lo para depor, porque não havia condições políticas para tanto. Agora, porém, as provas falavam alto.

Porém as questões políticas (necessidade de aprovar o relatório) mais uma vez se interpuseram. Assim como feito em relação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi necessário retirar as menções a Policarpo do documento. O relator entendeu, e eu o compreendo e defendo, que Policarpo, perto do governador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, é secundário. Mas, ser secundário não afasta a necessidade de a Polícia Federal continuar a investigá-lo, e espero que o faça, mesmo com seu nome não constando no relatório. Afinal, todo suspeito deve ser investigado.

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COLLOR: PROCURADOR ROBERTO GURGEL E OS CHUMBETAS, MANUS LONGA, POLICARPINHOS, FACTÓTUM, CHEFETE, CAFUA E ASSECLAS

Collor sobre Gurgel: o Senado finge que escuta, a imprensa finge que não escuta

O discurso do senador Fernando Collor de Mello, realizado no último dia 12 de junho no Senado Federal, acusando o procurador geral da República, Roberto Gurgel Santos, de prevaricação e outros crimes, é uma coleção de adjetivos que já são característicos em seus pronunciamentos.

Chumbetas, asseclas, manus longa, policarpinhos e etc

O mais grave é que o Senado finge que escuta e a imprensa finge que não escuta. Para Collor, Gurgel cometeu crime ao revelar documento em segredo de justiça para a revista Veja. Ele se refere a falsa entrevista da revista com Marcos Valério.

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DEPUTADO ROGÉRIO CORREIA: AVISA A REVISTA VEJA (DE FOFOCA) QUE ACABOU ESSE TEMPO DE TUDO PARA OS RICOS E NADA PARA OS POBRES

Aviso à revista Veja: o tempo do golpe acabou

Deputado Rogério Correia diz, em Comissão da Assembleia Legislativa, que é proibido de sair ou dar entrevista para o jornal Estado de Minas, em Minas Gerais, por censura empresarial.

Ele também afirma que acabou o tempo dos golpes, promovidos e incentivados pelos meios de comunicação. “Lula não é Getúlio Vargas, a Dilma não é Jânio Quadros”, ressalta.

Para o deputado não existe liberdade de imprensa, mas liberdade de difamação. “São quatro ou cinco famílias que mandam”, destaca.

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LEÃO DE OURO EM CANNES: PUBLICIDADE DA REVISTA VEJA ASSUME (IN)CONSCIENTEMENTE QUE MANIPULA PESSOAS E É ANTIÉTICA

Imagem bem humorada do jornalismo da Veja

Já vi muita propaganda genial, mas essa é fora de série. A revista Veja tenta mostrar que suas informações podem ou devem ser usadas para manipular empresas e pessoas.

No vídeo, jovem fala um monte de clichês de economia como um robô, reproduzindo o discurso da Veja. Não há melhor metáfora para definir seus leitores, chamados no comercial de vazios e idiotas por não serem capazes de ter um discurso próprio.

Em alguns segundos, a publicidade definiu a filosofia da revista da editora Abril: os leitores são manipulados e usam a informação para enganar pessoas e empresas. Genial!  O Leão de Ouro em Cannes já está garantido.

Vi no Com Texto Livre

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A ÍNDIA E O DEPUTADO: A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NO DISCURSO EM DEFESA DOS GUARANI-KAIOWÁ E A PUBLICIDADE DO GOVERNO MASOQUISTA DO PT

Fernando Ferro: PT é masoquista

Um vídeo e um texto que se complementam.

No vídeo, o discurso de uma jovem índia em protesto dos índios em favor dos Guarani-Kaiowá, reclamando da falta de capacidade de comunicação, da falta de liberdade de expressão. Não se preocupe se não entender nada no começo do vídeo.

A indignação da jovem índia complementa o excelente texto do deputado do PT, Fernando Ferro, sobre a distribuição da verba publicitária do governo federal. O PT é masoquista.

Vi no Com Texto Livre

Fernando Ferro: Verba publicitária e sadomasoquismo

Verba publicitária e sadomasoquismo

Por Fernando Ferro, sugerido pelo leitor Cicero

Os jornalecos e almanaques reacionários de oposição, tipo Veja, vez por outra têm um de seus capangas acusando jornalistas de “chapa-branca” na tentativa de encurralar qualquer visão séria e democrática sobre o Partido dos Trabalhadores e os governos do PT. Por trás destas críticas reside um viés ideológico como porta-voz da direita no Brasil, bem como um certo mal estar pela perda da sustentação financeira com o dinheiro oficial.

A partir do governo Lula, praticou-se uma distribuição mais justa em termos regionais na descentralização dos receptores do dinheiro da publicidade oficial. Nosso governo incorporou no mailing dos meios de comunicação do Estado brasileiro desde redes regionais até o sistema de rádios comunitárias e jornais espalhados por diversas regiões do Brasil. Este gesto atraiu o descontentamento dos Civitas da vida, que querem monopolizar e concentrar os meios e suas receitas. Apesar da mudança, ainda é profundamente concentrada a distribuição das verbas oficiais de comunicação.

Observa-se que dos R$ 161 milhões repassados à emissoras de rádios, TV, jornais, revistas e sites, desde o início do governo Dilma, R$ 50 milhões foram destinados apenas para a TV Globo, quase um terço de toda a verba – ao todo, o Sistema Globo de Comunicações recebeu R$ 55 milhões. Já a “imparcial” revista Veja, por sua vez, recebeu R$ 1,3 milhão; e o os tentáculos on-line da Editora Abril também receberam mais R$ 353 mil. Enquanto isso, a revista “parcial” Carta Capital recebeu, no mesmo período, R$ 119 mil.

Em outros termos, pagamos uma mídia para nos atacar, nos destruir e se organizar em quadrilhas, como no caso recente da dobradinha Veja/Cachoeira.

Isto não é justo. Não é correto. Precisamos rever a distribuição de verbas publicitárias, que hoje se constituem num verdadeiro acinte à democracia. Não se trata apenas de regular os meios de comunicação, devemos promover uma justa redistribuição das verbas publicitárias do Governo.

Por fim, é bom que se note que aqui não foram incluídos os repasses das verbas publicitárias das empresas estatais de economia mista, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Grupo Eletrobrás, Petrobrás, etc.

Ora, parece que tomamos gosto por rituais de sadomasoquismo midiático ou praticamos a gentileza dos submissos.

Fernando Ferro é deputado federal (PT-PE) e vice-líder da Bancada do partido na Câmara

Vi no blog do Azenha

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CONFLITO DE GERAÇÕES: O DIÁLOGO IMPERTINENTE E REVELADOR ENTRE PAI E FILHO SOBRE POLÍTICA E MÍDIA NO BRASIL

Quais são as vozes da classe média?

Essa é uma história real e reveladora da relação entre política e mídia no Brasil. Os nomes das pessoas que viveram essa situação e também alguns detalhes serão preservados porque não faz sentido revelar e também não acrescenta nada ao contexto. O importante é a incrível situação que reflete bem o que acontece no Brasil atualmente.

Temos uma geração de jovens por volta dos 20 anos que vive na internet, mas seus pais na casa dos 40 e 50 sentem um pouco de dificuldade, principalmente aqueles cuja profissão não exigiu conhecimento razoável em informática e computação.

Esse é o caso de Roberto, que tem cerca de 50 anos, e é dono de um pequeno, mas bastante lucrativo mercado em uma cidade média do estado de São Paulo. Além desse mercado, herança dos pais, Roberto administra outros negócios da família, como imóveis e uma loja. Como único filho homem, que nunca quis estudar muito, logo acabou assumindo os negócios da família e, com a morte do pai, acabou tendo responsabilidade sobre as atividades, que não são poucas. Apesar de desistir da faculdade, Roberto nunca se negou ao trabalho, gosta de fazer. Acorda cedo e toca o mercado e outros negócios até à noite.

Roberto há muito tempo assinava a Revista Veja, mas cancelou a assinatura há cerca de três anos quando um dos filhos, Pedro, entrou na faculdade e logo nas primeiras férias em casa disse ao pai que deveria cancelar a assinatura da revista. “Essa revista é idiota, manipula a informação”, disse. Aquele período era um momento especial para a revista Veja, que estava sendo pautada pela relação com Carlinhos Cachoeira, mas ninguém ainda sabia. Roberto, que tinha orgulho do filho na faculdade, resolveu cancelar a revista. E manteve a assinatura da Folha de S.Paulo que não sofreu restrições do filho.

Isso aconteceu há dois ou três anos mais ou menos. Até hoje Roberto recebe a revista Veja em casa, desde que deixou de pagar. “Já liguei duas ou três vezes para a revista para dizer que não precisam mais mandar, mas eles continuam mandando”, disse Roberto, resignado, ao filho no último final de semana.

Isso aconteceu no meio de uma discussão política, quando Roberto decidiu perguntar ao filho em quem ele iria votar nesse segundo turno.

“Vou votar no PT, o candidato é muito melhor que o do PSDB”, disse Pedro.

“Mas como você vai votar no PT? Eu não gosto do PT. Olha a sujeirada do Mensalão, tá todo o dia no jornal, na TV”. Você vai votar no PT ainda?”

“Vou sim pai. O PSDB é muito pior”.

“Eu não vejo nada de errado com o PSDB”

“O José Serra, candidato em São Paulo, é horrível”

“Como horrível? Não existe nada contra ele”, arguiu Roberto.

“Você já ouviu falar do Mensalão tucano, da Privataria Tucana?”

“Não, o que é isso? Não vi nada nos jornais, nem na TV. Mas sei muito bem desses petistas aí que você vai votar”

“É porque todos os jornais que você lê são ruins”

“A é? E qual é bom então? Você reclama de tudo”

“A Carta Capital é uma revista séria”

“Carta o quê? O que é isso? Nunca ouvi falar dessas coisas que você está falando”

“É, mas existem pai!”

“Vocês ficam inventando coisas…”, disse Roberto e encerrou a discussão se afastando. Apesar do final de semana, ele tinha mais o que fazer do que ficar discutindo com o seu filho rebelde.

ps: parece ficção, mas aconteceu esse final de semana.

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OS HISTORIADORES DO BRASIL CONHECEM A REVISTA VEJA: “EMPOBRECIDA, MEDÍOCRE, PEQUENA E MAL INTENCIONADA”

Nota da Associação dos dos Historiadores do Brasil sobre notícia da morte de Eric Hobsbawm

Resposta à revista VEJA

Eric Hobsbawn

Eric Hobsbawm: um dos maiores intelectuais do século XX
Na última segunda-feira, dia 1 de outubro, faleceu o historiador inglês Eric Hobsbawm. Intelectual marxista, foi responsável por vasta obra a respeito da formação do capitalismo, do nascimento da classe operária, das culturas do mundo contemporâneo, bem como das perspectivas para o pensamento de esquerda no século XXI. Hobsbawm, com uma obra dotada de rigor, criatividade e profundo conhecimento empírico dos temas que tratava, formou gerações de intelectuais. Ao lado de E. P. Thompson e Christopher Hill liderou a geração de historiadores marxistas ingleses que superaram o doutrinarismo e a ortodoxia dominantes quando do apogeu do stalinismo. Deu voz aos homens e mulheres que sequer sabiam escrever. Que sequer imaginavam que, em suas greves, motins ou mesmo festas que organizavam, estavam a fazer História. Entendeu assim, o cotidiano e as estratégias de vida daqueles milhares que viveram as agruras do desenvolvimento capitalista. Mas Hobsbawm não foi apenas um “acadêmico”, no sentido de reduzir sua ação aos limites da sala de aula ou da pesquisa documental. Fiel à tradição do “intelectual” como divulgador de opiniões, desde Émile Zola, Hobsbawm defendeu teses, assinou manifestos e escolheu um lado. Empenhou-se desta forma por um mundo que considerava mais justo, mais democrático e mais humano. Claro está que, autor de obra tão diversa, nem sempre se concordará com suas afirmações, suas teses ou perspectivas de futuro. Esse é o desiderato de todo homem formulador de ideias. Como disse Hegel, a importância de um homem deve ser medida pela importância por ele adquirida no tempo em que viveu. E não há duvidas que, eivado de contradições, Hobsbawm é um dos homens mais importantes do século XX.

Eis que, no entanto, a Revista Veja reduz o historiador à condição de “idiota moral” (cf. o texto “A imperdoável cegueira ideológica da Hobsbawm”, publicado em www.veja.abril.com.br). Trata-se de um julgamento barato e despropositado a respeito de um dos maiores intelectuais do século XX. Veja desconsidera a contradição que é inerente aos homens. E se esquece do compromisso de Hobsbawm com a democracia, inclusive quando da queda dos regimes soviéticos, de sua preocupação com a paz e com o pluralismo. A Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil) repudia veementemente o tratamento desrespeitoso, irresponsável e, sim, ideológico, deste cada vez mais desacreditado veículo de informação. O tratamento desrespeitoso é dado logo no início do texto “historiador esquerdista”, dito de forma pejorativa e completamente destituído de conteúdo. E é assim em toda a “análise” acerca do falecido historiador. Nós, historiadores, sabemos que os homens são lembrados com suas contradições, seus erros e seus acertos. Seguramente Hobsbawm será, inclusive, criticado por muitos de nós. E defendido por outros tantos. E ainda existirão aqueles que o verão como exemplo de um tempo dotado de ambiguidades, de certezas e dúvidas que se entrelaçam. Como historiador e como cidadão do mundo. Talvez Veja, tão empobrecida em sua análise, imagine o mundo separado em coerências absolutas: o bem e o mal. E se assim for, poderá ser ela, Veja, lembrada como de fato é: medíocre, pequena e mal intencionada.

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HUMOR DE CAMPANHA: ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS TUCANAS E DA REVISTA VEJA, PUBLICAÇÃO ULTRADIREITISTA DA EDITORA ABRIL

ADVOGADO DE MARCOS VALÉRIO DESMENTE VEJA: MAIS UMA VEZ REVISTA MONTA REPORTAGEM SEM ENTREVISTA

O publicitário Marcos Valério desmentiu hoje (15), por meio de seu advogado, reportagem de capa da revista Veja, segundo a qual ele estaria disposto a revelar supostas histórias que comprometeriam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do chamado “mensalão”. 
 
A matéria é recheada de declarações entre aspas, mas seus pretensos autores são identificados genericamente como amigos e familiares. As declarações são colocadas na boca do próprio Valério, como se ele tivesse concedido entrevista.
 
“O Marcos Valério não dá entrevistas desde 2005 e confirmou para mim hoje que não deu entrevista para a Veja e também não confirma o conteúdo da matéria”, disse o advogado Marcelo Leonardo, que defende Valério no julgamento em curso no STF.
 
“Não sei de onde tiraram isso. Tem que perguntar para o jornalista que escreveu a matéria”, afirmou o advogado. Ele disse não considerar necessário acionar Veja judicialmente. “O próprio perfil da revista torna desnecessário tomar qualquer atitude. O STF, por seus ministros, tem dito que eles julgam de acordo com a prova existente nos autos e não decidem com base em matérias que saem na imprensa. Entendo que essa matéria, que não tem conteúdo relativo a entrevista porque ele não deu nenhuma entrevista, não vai repercutir em nada no julgamento”, argumentou.
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SEM PALAVRAS: O METRÔ DE SÃO PAULO COM 20 ANOS DO PSDB NO GOVERNO DO ESTADO E OUTRAS CIDADES DO MUNDO
SITE CAMPINASLEAK TRAZ INFORMAÇÃO DE QUE PEDRO SERAFIM, CANDIDATO A PREFEITO, TEM AO MENOS 7 PROCESSOS NA JUSTIÇA DE CAMPINAS
REVISTA VEJA COMETE OUTRA BARBARIDADE COM O JORNALISMO: DESTA VEZ PUBLICA ENTREVISTA PINGUE-PONGUE FALSA COM RENATO MAURÍCIO PRADO
PROCURADORES E PROMOTORES DE GOIÁS QUEREM DEMÓSTENES FORA DO MINISTÉRIO PÚBLICO

REVISTA VEJA COMETE OUTRA BARBARIDADE COM O JORNALISMO: DESTA VEZ PUBLICA ENTREVISTA PINGUE-PONGUE FALSA COM RENATO MAURÍCIO PRADO

A informação da entrevista falsa consta do próprio blog do jornalista. Veja texto abaixo:

Pingo nos is

Rentato Maurício Prado: não dei entrevista alguma à Veja

Não dei entrevista alguma à Veja Rio. Ao atender, educadamente, ao telefonema da jornalista que me procurava, com insistência, há duas semanas, disse-lhe, com clareza, que não queria falar, até por entender que nós, jornalistas, não somos notícia. Expressões a mim atribuídas, tais como “mundinho da TV”, “já deu” e “o que passou, passou”, jamais saíram da minha boca. O falso “pingue-pongue” publicado na coluna “Beira-Mar”, assinada por Carla Knoplech, na última edição, me coloca dizendo até que continuarei fazendo “o meu programa na CBN” — algo que nunca tive. Apenas participava do CBN Esporte Clube, comandado por Juca Kfouri, e extinto há mais de dois anos! Hoje em dia, faço comentários na Rádio Globo. Para finalizar, usaram, dando a impressão de que eu posara para a Veja, uma das fotos que fiz para a minha coluna no GLOBO. Em suma, um engodo… (Link)

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PMDB É ALIANÇA DOS INFERNOS: MICHEL TEMER, HENRIQUE ALVES E MIRO TEIXEIRA IMPEDEM CONVOCAÇÃO DE JORNALISTA PARCEIRO DE CACHOEIRA
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Henrique Alves e Miro Teixeira: sob ordens de Michel Temer

Protetores do antijornalismo

Por Leandro Fortes

Na terça-feira 14, de posse de uma análise preparada por técnicos da CPI do Cachoeira a partir de interceptações telefônicas e documentos da Polícia Federal, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) estava pronto para um embate e tanto: requerer a convocação do jornalista Policarpo Jr., diretor da revista Veja em Brasília. Seria a segunda tentativa da CPI de ouvir Policarpo, mas o PT decidiu retirar o assunto de pauta, por enquanto, até conseguir convencer o PMDB a participar da empreitada. Antes, o senador Fernando Collor (PTB-AL) havia tentado sem sucesso convocar o jornalista.

O documento de mais de cem páginas elaborado por técnicos da CPI, publicado em seus principais detalhes na edição passada de CartaCapital, prova de diversas maneiras a ligação de Policarpo Jr. com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, a quem o diretor da semanal da Editora Abril chegou a solicitar um grampo ilegal contra o deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

Na segunda-feira 13, um dia antes da data prevista para Dr. Rosinha se manifestar, uma tensa reunião ocorrida na casa do deputado Jilmar Tatto (SP), líder do PT na Câmara, tornou possível dimensionar a força do lobby da Abril sobre a bancada de quatro deputados do PMDB na comissão. O grupo atendia aos apelos do vice-presidente da República, Michel Temer, presidente do partido, e do deputado Henrique Eduardo Alves, líder da sigla na Câmara.

Constrangidos, incapazes de articular uma desculpa coerente, os peemedebistas da CPI continuam a negar apoio ao PT na empreitada. Na reunião, voltaram a se prender à falsa tese dos riscos da convocação à “liberdade de imprensa” no País. Eram eles os deputados Luiz Pitiman (DF) e Iris de Araújo (GO) e os senadores Sérgio de Souza (PR) e Ricardo Ferraço (ES).

Não há, obviamente, nenhuma relação entre um jornalista depor em uma CPI e um suposto atentado à liberdade de imprensa. No caso de Policarpo Jr., o argumento soa ainda mais esdrúxulo, uma vez que o jornalista já depôs na Comissão de Ética da Câmara, em 22 de fevereiro de 2005, no processo de cassação do ex-deputado André Luiz (PMDB-RJ).

Policarpo lá esteve, como voluntário, para defender ninguém menos que Cachoeira, a quem André Luiz pretensamente queria subornar para evitar a inclusão do nome do bicheiro no relatório final de outra CPI, a da Loterj (estatal fluminense de loterias), na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Na casa de Tatto, a defesa da liberdade de imprensa foi o bastião dos peemedebistas. Do lado do PT, além do anfitrião e de Dr. Rosinha, estavam os deputados Odair Cunha (MG), relator da comissão, e Emiliano José (BA) e o senador José Pimentel (CE). Por mais de uma hora, os petistas revezaram-se na argumentação baseada tanto no documento preparado pelos técnicos da comissão quanto na reportagem de CartaCapital. Pouco adiantou. O PMDB não tinha ido negociar, apenas reforçar a orientação de Temer e Alves. (Texto integral)

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A relação do diretor da sucursal de Veja com a quadrilha do bicheiro Carlos Cachoeira era bem mais profunda do que se pensava, revelam gravações da PF.

Leandro Fortes
Na quarta-feira, dia 14, o deputado Dr. Rosinha (PT/PR) irá ao plenário da CPI do Cachoeira para fazer o que ninguém teve coragem até agora: enfrentar a mídia. Com base em um documento preparado a partir de todo material enviado à comissão pela Polícia Federal, o parlamentar vai apresentar um requerimento de convocação do jornalista Policarpo Jr., diretor da revista Veja em Brasília Não será um pedido qualquer. O parlamentar tem em mãos um quadro completo das ligações escusas do jornalista e da semanal da Editora Abril com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Um relicário de quase uma centena de interceptações telefônicas feitas pela PF nas operações Vegas (2009) e Monte Carlo, realizada em 29 de fevereiro deste ano. A conclusão é devastadora. Da encomenda de um grampo ilegal contra um deputado federal à subordinação da sucursal de Veja ao esquema criminoso de Cachoeira, as informações repassadas à CPI revelam uma ligação pessoal ostensiva entre o repórter e o bicheiro. A avaliação de mais de 100 páginas preparada para o deputado, à qual CartaCapital teve acesso, demonstra como Cachoeira fornecia fotos, vídeos, grampos e informações privilegiadas do mundo político e empresarial ao jornalista. O bicheiro usava, sem nenhum escrúpulo, a relação íntima que mantinha com Policarpo Jr. para plantar notícias contra inimigos. Em contrapartida, a revista protegia políticos ligados a ele e deixava, simplesmente, de publicar denúncias que poderiam prejudicar os interesses da quadrilha.
As interceptações da PF provam o que a revista nega desde o primeiro momento em que teve seu nome ligado ao bicheiro. Não se trata simplesmente do ecumênico trabalho jornalístico em busca da notícia que obriga repórteres a se relacionarem com anjos e bandidos, gregos e troianos. É algo muito mais profundo, uma ligação na qual os interesses “comerciais” do contraventor estavam umbilicalmente ligados aos interesses políticos da revista, a ponto de estimular uma cobertura seletiva e levar a publicação a promover ostensivamente um político, o senador Demóstenes Torres, que colocou seu mandato a serviço da bandidagem.
Cachoeira costumava escalar a dupla de arapongas Jairo Martins e Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, para levantar informações e negociá-las com a Veja. O jornalista, por sua vez, mantinha encontros periódicos com o bicheiro e alguns de seus capangas, a fim de confirmar, encomendar e reunir informações para reportagens da revista. As informações da PF com histórico de textos publicados pelo semanário demonstram que Policarpo Jr. tinha conhecimento do funcionamento da quadrilha e usufruía dos métodos ilegais de captação de informações. (Texto Completo)
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O OLIGOPÓLIO DA INFORMAÇÃO: IMPRENSA, BANDIDOS E JUSTIÇA

Blog do Paulinho

Murdoch: espionagem e mestre da mídia brasileira

O que dizer de um país, onde 11 famílias detêm o monopólio da “opinião publicada” – sim pois quando eles (os donos dos jornais), declaram que aquilo que está publicado em seus jornais, “é opinião pública” – na verdade, trata-se da opinião exclusiva “deles”, que fazem uso da nossa opinião, sem pedir procuração.

O escândalo, envolvendo a revista Veja, com uma quadrilha de contraventores do jogo do bicho, faz de Rupert Murdoch, magnata da mídia inglesa, um escoteiro mirim. No entanto, pirotecnias implementadas, no sentido de blindar Roberto Civita, dono da revista Veja e do Grupo Abril, parece que te surtido resultados, pois até aqui, nada aconteceu.

No dia 08/05/2012 – o jornal “O Globo” da família Marinho (um dos 11 donatários da opinião públicada), em editorial, defendeu Roberto Civita, em editorial sob o título, “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”leia aqui – uma defesa, prá lá de apaixonada,  ridícula, e sem fundamentos, porém, ele é o dono da nossa opinião, como nós não temos um jornal para contestá-lo, vale o escrito. Leiam o editorial, para mensurar até onde vai, a cara de pau, e impáfia de quem tem poder de escrever aquilo que bem entende, na certeza da falta de contestação a altura. (….)

O conluio imprensa, bandidos e justiça

Como pode, uma órgão de imprensa estar metido com quadrilha de bandidos, juntamente com Senador da República (Demóstenes Torres – DEM/GO), e nem o dono da revista Roberto Cívita, nem o jornalista Policarpo Jr, serem convocados à prestar esclarecimentos públicos, sobre as falcatruas que aparecem no vídeo acima?

A imprensa no Brasil, caiu num descrédito tão grande, que a população em geral, sequer vê, lê, ou escuta aquilo que eles publicam. Num quadro preocupante, onde a oposição deixou de existir desde 2003 – uma imprensa que perdeu completamente a credibilidade.  Quem sofre com isso, é a combalida democracia, onde tudo virou um angu, parece que tudo virou uma coisa só. (texto integral)

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DIRETOR DA REVISTA VEJA DEVERÁ DEPOR NA CPMI DO CACHOEIRA APÓS JUIZ DENUNCIAR TENTATIVA DE CHANTAGEM DE ANDRESSA MENDONÇA

CPMI do Cachoeira convocará jornalista da Veja para depor

Najla Passos – Carta Maior

Policarpo Jr deverá depor na CPMI do Cachoeira

Brasília – O diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, o jornalista Policarpo Junior, será convocado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga os crimes cometidos pela organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Com os acontecimentos de hoje, está colocada a relação do jornalista com a organização criminosa. Já iremos discutir a convocação na primeira reunião da CPMI”, afirmou à Carta Maior o vice-presidente da Comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

Nesta segunda (30), a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, foi detida sob a acusação de tentar chantagear o juiz da 11ª Vara Federal de Goiânia, Alderico Rocha Santos, com base em dossiê produzido por Policarpo Junior, no qual o magistrado apareceria ao lado de políticos e empresários. O juiz relatou a chantagem ao Ministério Público Federal (MPF), que pediu a prisão da mulher do contraventor. Andressa foi detida pela Polícia Federal (PF) e liberada após firmar compromisso de pagar fiança.

“Isso demonstra que esta organização criminosa está ativa, buscando corromper e constranger autoridades públicas. E que Andressa não é apenas esposa de Cachoeira, mas um membro atuante desta quadrilha, que precisa ser desarticulada”, disse o vice-presidente da CPMI. Segundo ele, a acusada está convocada para depor na CPMI no dia 7. Já Policarpo, ainda terá data agendada.

Indústria de dossiês
Desde o início dos trabalhos da CPMI do Cachoeira, são muitas as denúncias que indicam relações entre a revista Veja e a organização criminosa, que seriam intermediadas por Policarpo. (Carta Maior)

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REVISTA VEJA FAZ FERNANDO COLLOR RESNASCER COM A VERVE PETISTA, QUANDO O PT ESTAVA NOS VELHOS TEMPOS DE OPOSIÇÃO

VÍDEO IMPERDÍVEL: CIRO GOMES EXPLICA JOSÉ SERRA BEM FUNDAMENTADO NA FOLHA, ESTADÃO, VEJA E GLOBO

#ctrlCctrlVeja PODE SER A PROVA DE QUE ROBERTO CIVITA DEU TOTAL AVAL PARA A PARCERIA DA REVISTA COM CARLINHOS CACHOEIRA

Civita já não pode dizer que não sabia de nada

A atuação da revista Veja não mudou nada desde a prisão de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, no dia 29 de fevereiro de 2012, durante a operação Monte Carlo.

O #ctrlCctrlVeja, descoberto por Cynara Menezes,  indica que o presidente da Abril, Roberto Civita, sustentou e sabia plenamente das atividades dos integrantes da redação que mantinham estreita relação com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, segundo a Polícia Federal.

A sola do sapato de Roberto Civita

Mesmo depois de 90 dias da prisão de Cachoeira e de toda a divulgação de que a redação da revista tinha amplas ligações com as escutas ilegais e com o crime organizado, Civita continua a investir na mesma linha de acusações e falsidades como demonstra a edição que fez colagens de textos para enganar os leitores.

O #ctrlCctrlVeja é a prova de que Roberto Civita não fez nada para apurar atitudes irregulares dentro da sua própria empresa. E pior, se não o fez, a comprovação pela Polícia Federal ou pela CPI do Cachoeira de que houve o comprometimento da revista com escutas ilegais e com a quadrilha de Cachoeira, implica, a partir de agora, diretamente a direção da empresa e seu principal executivo.

Roberto Civita parece apostar todas as fichas de que estará blindado pela Globo e por outras empresas de comunicação, assim como pelo dinheiro, pelo PSDB e por bons advogados. Ele continua entrando com a sola do sapato, como mostra a última capa da Veja.

Mas em uma democracia há sempre um risco, ainda que vivamos um oligopólio no controle da informação no Brasil.  Se a Veja quebrar, a revista Época da Globo ou a IstoÉ, da editora Três, podem tomar esse lugar de principal revista do país.  Será que a blindagem corporativista de Civita pode ser quebrada pela concorrência caso a revisa se afunde ainda mais? Civita aposta que não.

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