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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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QUE ABSURDO! GILMAR MENDES DESMENTE GILMAR MENDES E DIZ QUE LULA ‘NÃO FEZ NENHUM PEDIDO EM RELAÇÃO AO MENSALÃO’

Gilmar, Mentes?

São inacreditáveis as atitudes do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes  e da revista Veja, assim como da grande mídia ao repercutir uma notícia falsa divulgada pela revista que está envolvida na investigação da quadrilha de Carlinhos Cachoeira, segundo a Polícia Federal.

Em reportagem de ontem à noite do Jornal da Globo, o ministro Gilmar Mendes (da Globo) desmentiu o ministro Gilmar Mendes (da Veja). Ele diz no vídeo: “não houve nenhum pedido específico do presidente em relação ao mensalão”. Mas que bandalheira é essa?!

Será que Gilmar Mentes? Ou seria a Veja que mente?  Dalmo Dallari, avisou, mas ninguém escutou. Veja a declaração de Gilmar Mendes a partir do segundo minuto do vídeo abaixo.

Enquanto os responsáveis pela revista Veja não se sentarem na CPMI do Carlinhos Cachoeira, a situação continuará dessa maneira, com um jornalismo totalmente sórdido e irresponsável. É hora de convocar o Civita para a CPMI.

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Oposição, Gilmar Mendes precisa explicar suas relações com Carlinhos Cachoeira

A versão de Gilmar Mendes sobre o possível pedido de Lula de adiamento do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal) é bastante improvável e fantasiosa, ainda que seja possível. Não fosse isso, a única testemunha, Nelson Jobim, desmentiu.

Os maiores interessados em tumultuar a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Carlinhos Cachoeira é o próprio Gilmar Mendes e a revista Veja, visto que estão de certa forma atolados nas investigações da Polícia Federal. Muito diferente da situação do ex-presidente Lula, que não é nem sequer réu no mensalão.

Ao que parece, o ex-presidente Lula caiu numa armadilha ao visitar o ex-ministro  Nelson Jobim. Segundo reportagem de O Globo, Gilmar Mendes teria ficado “eufórico” ao saber que iria se encontrar com Lula. É possível que a redação da revista Veja também. Trecho da matéria de O Globo é revelador e interessante porque mostra um Gilmar Mendes bastante meigo:

Quando recebeu o convite de Jobim para encontrar-se com Lula, Gilmar ficou eufórico: finalmente, iria rever o amigo.

Na cabeça do ministro, o encontro seria social e afetivo e realizado por desejos de ambos. E, para ser mais justo, mais pela insistência de Gilmar do que de Lula

As relações entre Veja e Gilmar Mendes são antigas, assim como as relações de Veja com Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres. Até hoje não se sabe do áudio de uma possível gravação de Gilmar Mendes com Demóstenes Torres que, vejam só, a Veja publicou.  As pedras parecem se encaixar no quebra cabeça da corrupção com as escutas da Polícia Federal na operação Monte Carlo.

Há já revelações claras e noticiadas do envolvimento de Gilmar Mendes com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. As notícias deveriam ser um grande escândalo nacional, mas tiveram destaques reduzidos e pouca divulgação. A primeira de que é Gilmar Mendes teria viajado a Berlim, na Alemanha, com o senador Demóstenes Torres em um avião cedido pelo contraventor Carlinhos Cachoeira. Há aí duas situações graves, primeiro a amizade perigosa entre Gilmar Mendes de Demóstenes Torres e, segundo, o uso do avião de Carlinhos Cachoeira. Isso precisa ser investigado.

A outra acusação se ajusta perfeitamente a esta. Em uma das gravações interceptadas pela Polícia Federal na operação Monte Carlo, Demóstenes Torres afirma que Gilmar Mendes havia beneficiado Cachoeira ao “puxar” uma ação milionária.  Veja link.

Por essas e outras, se o PT não for fundo nas investigações da CPMI, pode ser chamado de PA (Partido que Amarelou).

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PHOTOSHOP E BLOGOSFERA SE TORNARAM UMA MISTURA EXPLOSIVA PARA A REVISTA VEJA

As capas das revistas semanais sempre foram e ainda são importantes para vender a revista e também para divulgar a matéria principal, ou seja, a matéria que busca seduzir o leitor.

A revista Veja nas últimas décadas tem usado a capa como uma forma de ação política manipulatória com o objetivo de atender interesses da própria empresa e de grupos políticos.

Mas não só isso, segundo o que tem demonstrado a CPI do Carlinhos Cachoeira, a revista também se utilizou de informações obtidas pelo crime organizado.

Durante um bom tempo, a revista conseguiu manipular a opinião pública de uma forma muito eficiente, amparada na tradição de credibilidade que a revista possuía até a década de 80.

Mas nos últimos anos, a situação tem se complicado. A blogosfera e os programas de computador que editam imagens como o Photoshop e Gimp estão infernizando a revista Veja e sua política de manipulação da informação (veja que perfeição a imagem acima).

A capa da revista Veja que chega às bancas, quando é muito ideológica, rapidamente é alterada pelos programas de edição de imagem e, em minutos, espalhadas pelas redes sociais e blogosfera. São milhões de pessoas, principalmente jovens, tendo acesso à capa alterada da revista, que normalmente procura mostrar o que a revista quer esconder.

O efeito da capa, que durante décadas foi um fator de poder e confiança da Veja, está agora desfigurado por essa mistura explosiva: photoshop e blogosfera.

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23 ANOS DEPOIS QUE A REVISTA VEJA ZOMBOU DE CAZUZA, É ELA QUEM PARECE AGONIZAR EM PRAÇA PÚBLICA

Em um texto tão expressivo quanto poético, Luiz Cesar, do blog Brasil que Vai!, lembra a edição da revista Veja que foi às bancas há 23 anos com a foto de uma vítima da Aids que, nos termos da revista, “agonizava em praça pública”: Cazuza.

A reportagem sobre Cazuza e os atuais escândalos envolvendo a revista Veja mostram que 23 anos não bastaram para transformar o perfil da revista, que continua tão oportunista como na ocasião da reportagem. No entanto, os 23 anos e a permanência da arte de Cazuza, viva e transformada, ainda nos dias atuais, mostra que Veja estava errada.

Como diz Luiz Cesar, na ocasião a revista “zombou da doença de Cazuza e abreviou sua morte”. Agiu apenas em nome de seus interesses comerciais e viu na figura de um ídolo da época uma ótima oportunidade para denunciar os excessos de uma “juventude transviada que não hesitava em atentar contra a moral e os bons costumes”.

A aparência, “as declarações já fragilizadas pela demência cerebral que acomete os infetados pela AIDS nos estágios mais avançados da doença”, tudo foi usado pela revista para construir uma imagem “agonizante”, “decadente” de Cazuza, de modo a dizer aos leitores, principalmente jovens, eis a triste consequência da liberdade.

Defender a moral e os bons costumes de personagens como Cazuza  foi a missão a que Veja se impôs naquela reporcagem. Nada mais natural. Quem defende a moral e os bons costumes geralmente representa o que há de mais conservador na sociedade e, se há uma moral realmente válida, aqueles que muito insistem nela escondem as piores imoralidades.

Também é próprio dos pequenos, pintar os realmente grandes de forma pequena e frágil. A crítica, a lucidez, a potência da juventude nunca interessaram a revistas como a Veja. Pra resumir, Cazuza era o que Veja já não era, por isso era preciso talvez destruí-lo também pelo fato de ele tão claramente dizer em suas músicas aquilo que regava, e ainda rega, boa parte da consciência conservadora e autoritária nacional: uma piscina cheia de ratos, ideias que não correspondem aos fatos…

Mas o tempo não para e esse mesmo tempo eternizou as músicas de um ídolo que se consagrou em praça pública e continua a inspirar uma juventude igualmente transgressora que hoje resiste e luta, à sua maneira, com inteligência, contra aqueles que querem uma nação sem povo. Tempo que também fez cair as máscaras de uma revista que precisa abreviar mortes, atropelar sentimentos, inventar fatos e acobertar crimes para suprir a sua falta de ideologia.

Veja trecho do texto de Luiz Cesar:

Quando Veja matou Cazuza diante da própria mãe
Por Luiz Cesar

Completaram-se 23 anos desde que Veja zombou de Cazuza e abreviou sua morte. Mal disfarçando o intento comercial por trás do anúncio antecipado da morte de um ídolo popular, a revista foi além e o expôs como um boneco de pano pronto a ser estraçalhado em expiação às transgressões que a juventude ousa com frequência lançar contra os guardiões da ordem e da boa moral.

Entre a reportagem denegritória e a morte passou-se pouco mais de um ano. Tomaram os desabafos de um homem fragilizado pela demência cerebral que acomete os infetados pela AIDS nos estágios mais avançados da doença como confissões pecaminosas de quem haveria de confrontar-se em fim com os próprios erros.

Ao invés de oferecer ao cantor o espelho que refletisse a ordem doente de que Veja era parte com seu apoio a Collor – como depois reclamara em canção outra vítima da AIDS, Renato Russo – estamparam o retrato do castigo, para que por meio da culpa outros não ousassem apontar as piscinas cheias de ratos dos que lucram com o desespero humano.

O ídolo de uma geração que festejava com rock o fim de um tempo de opressão foi apresentado aos fãs como um ser autodestrutivo, viciado desde criança, promíscuo e de talento duvidoso. Um insano que na hora da morte impunha sua esfinge esquálida aos funcionários da gravadora, cantando noite e dia suas últimas canções a eles que temiam sua morte nas dependências do estúdio.

Na vida privada Cazuza foi apresentado por Veja como um corpo que resistia a morrer, carregado que era de um lado para o outro no colo de um empregado abnegado, a um só tempo guarda-costas e enfermeiro, pelo que insinuava uma agonia em completo abandono.

Tampouco da mãe do enfermo Veja teve comiseração. E mostrou-a como uma mulher consumida pelo pesar de sentir-se responsável pela sorte do próprio filho, a quem não soube dar os ensinamentos de que uma criança precisaria ainda antes da adolescência. (Texto completo)

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…só se for das trevas

A pobre liberdade de expressão anda bastante massacrada e desvirtuada ultimamente. De ideia legítima e necessária, ela vem se tornando a arma preferida de alguns setores da mídia nacional para travar o seu combate da manipulação, da ilegalidade e da partidarização no jornalismo. Para se defender de qualquer acusação, lança-se mão do sagrado escudo da liberdade de expressão que, vale dizer, nunca esteve tão longe de seus significados mais essenciais.

Mas a revista Veja insiste em dizer que sua ligação com Carlinhos Cachoeira nada mais é do que fruto de seu jornalismo valente, investigativo, que não tem medo de “falar com os demônios” em nome de informar a sociedade, e que as críticas contra ela são pura e simples perseguição ao seu direito de liberdade de expressão.

O problema, no entanto, como lembra Mauricio Dias em texto publicado na revista Carta Capital, não é conversar com o diabo e sim firmar um pacto pra lá de suspeito com ele, já comprovado por transcrições divulgadas das conversas entre um repórter de Veja e o bicheiro tão comentado. Assim, podemos dizer que a perspicaz revista Veja confunde liberdade de expressão com liberdade de manipulação.

A mensagem que se encontra por trás dos editoriais recentemente divulgados em defesa da revista e da sua última capa não é outra que não: nós somos a opinião pública nacional, fazemos o que quisermos e estamos amparados pela liberdade de expressão.

No entanto, as coisas parecem estar mudando. A própria necessidade dos editoriais hilariantes e da última capa hipócrita, para dizer o mínimo, comprovam que essa mídia tão poderosa precisa dar alguma satisfação à opinião pública da era da internet e da pluralidade da informação, nem que seja uma desculpa ainda mais falsa do que suas condutas anteriores. Afinal, de quem firma um pacto com o que há de mais obscuro nas forças malignas, não se pode esperar muito brilhantismo.

Veja trecho do texto de Mauricio Dias:

Pacto com o diabo
Por Mauricio Dias

Argumenta a direção de Veja, apoiada por um grupo de acólitos furibundos e direitistas desnorteados, que os repórteres da revista, em razão da natureza da reportagem, mantiveram relações perigosas com Carlinhos Cachoeira como, às vezes, exige a insalubridade da missão do profissional em busca de informações importantes para conhecimento da sociedade.
Há registro de mais de 200 telefonemas trocados entre os repórteres e Cachoeira, uma fonte de onde jorraram algumas das principais “investigações” daquela revista semanal.

O princípio defendido é correto. E o número de ligações telefônicas, por si só, não significa nada além do fato de se falarem muito. Mas as conversas travadas pelo repórter e o contraventor Cachoeira são de preocupante intimidade, como mostram algumas transcrições já publicadas.

“Fala pra ele que é de confiança o homem”, diz o senador Demóstenes Torres para Carlinhos Cachoeira ao se referir ao repórter de Veja.

O repórter é sempre o elo mais fraco nesse processo, conforme deixa entender Eurípedes Alcântara, diretor de redação de Veja. Ele tentou explicar assim o envolvimento da revista com um contraventor que agora já pode ser carimbado como criminoso: “… casos assim jamais são decididos individualmente por um jornalista, mas pela direção da revista”.

A frase de Alcântara protege o pé e descobre a cabeça. Talvez ele tenha tentado preservar o repórter dos longos braços da CPI, mas certamente expôs os donos da revista. Ele próprio ocupa um “cargo de confiança” pelas mesmas razões que o repórter de Veja era da confiança do senador Demóstenes.

Confiança no Brasil traduz a confiança “pessoal” e não a “profissional”.

Esse processo confirma, em última instância, que o repórter de confiança do editor e de Cachoeira é também de confiança do dono. Assim fica claro que o acordo liga Cachoeira diretamente a Roberto Civita, dono da Veja.

Nesse caso, portanto, a tese correta sobre a insalubridade do trabalho do repórter desvirtuou-se na prática.

A crítica que se faz é ao desvio de conduta, comprovada por uma série histórica de erros intencionalmente cometidos. O elenco é grande e aponta uma tendência política. São geralmente denúncias, ao longo dos governos de Lula e Dilma, notadamente apontando suspeitas de focos de corrupção em setores específicos da administração federal. (Texto completo)

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Os brasileiros podem confiar em Demóstenes Torres, diz a revista Veja

Delegado da Polícia Federal, Matheus Mela Rodrigues, confirma que a Revista Veja sabia das relações espúrias de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres.

O pior de tudo isso é que O Globo e a Folha de S. Paulo agem como máfia, na defesa da revista.

O Brasil, no entanto, consegue respirar com reportagens da Carta Capital e da Rede Record.

Veja Vídeo:

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Além de envolver-se com o crime, ainda pratica a eugenia

Em um ótimo texto publicado na Carta Capital, Mauricio Dias fala não só da fragilidade da mídia nacional quando esta almeja servir como registro histórico dos fatos, como também do recente papel desempenhado pela revista Veja e por alguns jornalistas que ainda tentam defendê-la diante da evidência quase incontestável de suas ligações criminosas com Carlinhos Cachoeira.

O jornalista que saiu em defesa da revista Veja foi Merval Pereira. O argumento utilizado por ele foi o de que o jornalismo praticado por Veja é investigativo e nada foi revelado de ilícito nas suas relações com Cachoeira. Neste ponto, Merval se esquece de distinguir que no seu afã investigativo, como escreve Mauricio Dias, Veja envolveu-se em um jogo criminoso e, ao invés de denunciar um escândalo, tornou-se ela mesma o próprio escândalo.

Os fatos recentes são suficientes, como mostra Dias, para que no futuro Veja ganhe teses acadêmicas do tipo “O caso Veja”, no entanto, ele considera que o título mais exato seria “Veja, um caso sério”. Sem dúvida, Veja se tornou um caso sério no “jornalismo” nacional à medida que denuncia justamente o nível em que se encontra boa parte da mídia brasileira coorporativista e conservadora.

Acusam sem prova, fabricam situações, acreditam em suas próprias ilusões e ainda se possam de “investigadores”. De fato, fica difícil encontrar qualquer tipo de legitimidade na análise da mídia. A imprensa brasileira não serve como registro histórico, quando muito serve como registro da divisão de poder instalada no Brasil e das tentativas de manipulação da opinião pública decorrente desta mesma divisão.

Veja trecho do texto de Mauricio Dias:

Veja, um caso sério
Por Mauricio Dias

Desde 1996, Marcus Figueiredo investiga os processos eleitorais a partir da cobertura feita pelos jornais Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo. Nesse período, Figueiredo, agora coordenador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), reuniu evidências sólidas para poder afirmar com segurança: “Há certa resistência, da parte dos jornalistas, em admitir a legitimidade da análise de mídia. Os próprios meios dedicam pouco espaço ao tema”.

Há poucos dias, no entanto, o veterano jornalista Merval Pereira, de O Globo, quebrou essa regra não escrita e se dedicou ao tema. Saiu em defesa da revista Veja, envolvida com questões do receituário da CPI.

“O relacionamento de jornalistas da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus asseclas nada tem de ilícito”, assegurou Merval.

Essa afirmação vigorosa se sustenta em bases frágeis. Merval enalteceu o “jornalismo investigativo” praticado na revista. Veja, no entanto, foi parceira de um jogo criminoso. Aliou-se a um contraventor e, no afã de denunciar escândalos, criou escandalosamente um deles. Cachoeira oferecia a munição e Veja atirava.

No futuro, esse episódio e outros deverão ser objeto de estudo acadêmico possivelmente sob o título de “O caso Veja”. Melhor seria abandonar o formalismo acadêmico e chegar a um título mais adequado à tese “Veja é um caso sério”.

Não é a primeira vez que a revista sapateia sobre as regras do jornalismo. Mais do que isso. Frequentemente, ela sai do jogo e -adota o vale-tudo.

Em 2006, por exemplo, Veja foi protagonista de um episódio inédito no jornalismo mundial, ao acusar o então presidente Lula de ter conta no exterior. Na mesma reportagem, no entanto, confessa não ter conseguido comprovar a veracidade do documento usado para fazer sustentar o que denunciava. Só o vale-tudo admite acusação sem provas.

A imprensa brasileira, particularmente, tem assombrosos erros históricos. Um prontuário que inclui, entre outros, a participação na pressão que levou Vargas ao suicídio, em 1954, e quando se tornou porta-voz do movimento de deposição de Jango, em 1964.

A ascensão de um operário ao poder é outro marco divisório da imprensa brasileira. A eleição de Lula acirrou os ânimos dos “barões da mídia”. O noticiário passou a se sustentar, primeiramente, nas divergências políticas e, depois, mas não menos importante, no preconceito de classe. A imprensa adotou o que Marcus Figueiredo chama de “discurso ético de autoqualificação diante dos leitores”. (Texto completo)

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Saiba só o que o Estadão quer que você saiba

Está difícil para a grande mídia nesses dias de democracia. O jornal O Estado de S.Paulo, por exemplo, diz na capa da versão on line que fez um material com tudo sobre o Caso Cachoeira e dá de manchete: “ESPECIAL: sabia tudo (SIC) sobre o caso Cachoeira”. Mas olhando o material não se vê uma única chamada, até o momento, sobre as relações de Carlinhos Cachoeira com a revista Veja, da Editora Abril.

Defender interesses corporativos é totalmente legítimo, mas é legítimo omitir possíveis crimes?

Mas será que dá para esconder até quando? Veja reportagem do jornal da Record.

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A Veja virou notícia

As revistas semanais Época (da Globo) e IstoÉ (Editora Três) e Carta Capital são as principais concorrentes da revista Veja, mas as três juntas não dão a tiragem da revista Veja.  A Época tem cerca de 400 mil; Istoé, 300 mil e Carta Capital, 100 mil (Blog do Tarso).

Apesar de atuarem livremente no mercado, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do caso Carlinhos Cachoeira parece provar que no Brasil não existe capitalismo, mas capitalismo de cumpadre.

Época e IstoÉ se calam sobre o  envolvimento da revista Veja com o crime organizado, diante de tantas evidências e provas vazadas da Polícia Federal há pelo menos uma semana. É o momento de mostar que a concorrência (Veja) se utilizou de métodos no mínimo anti-éticos dentro do mercado para conseguir informações. No entanto, os concorrentes se protegem: as revistas Época e IstoÉ praticamente se calam diante de tão importante fato jornalístico, visto que envolve senadores, empresários, governadores etc.

O capitalismo na área de comunicação é tão tacanho no Brasil que os concorrentes mais se protegem do que competem. É um cartel e, justamente  por isso, alguns meios de comunicação foram denominados de PIG (Partido da Imprensa Golpista).  Eles atuam de forma conjunta defendendo os seus próprios interesses e contra os interesses da sociedade.

É com grande entusiasmo que se pode ver a capa da Carta Capital, que parecer buscar o melhor do jornalismo para os leitores e não faz parte deste conluio da grande mídia.

Carta Capital parece ser a única a acreditar no capitalismo brasileiro e poderá se transformar na maior revista do país nos próximos anos. As outras se sentem à vontade em seu feudo-capitalismo e querem que continuemos assim por mais 500 anos.

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O jornalista Nirlando Beirão discute no link para vídeo que segue abaixo justamente as relações do baronato midiático nacional com os escândalos envolvendo Carlinhos Cachoeira. O vicioso coorporativismo, a falta de transparência e respeito com o leitor e a atitude do “mexeu com um mexe com todo mundo” é hoje o horizonte jornalístico destes veículos que quando as denúncias batem na sua porta, simplesmente se recusam a investigar!

Já a notícia que vem sendo divulgada pela internet de que José Serra teria dado R$ 34 milhões à Editora Abril quando ocupava o cargo de governador do estado de São Paulo, a partir de um levantamento feito junto ao Diário Oficial, vem para comprovar este coorporativismo e as relações escusas da mídia com certas esferas do poder público, e terminar de derrubar as máscaras! Que, pode demorar, mas sempre caem…

http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4f9b46b1fc9b2297d74a4f4d&idCategory=211&embedded=true

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Essa notícia da revista Veja, páginas amarelas para Demóstenes Torres (Ex-DEM), mostra duas possíveis situações da  revista:
1. Jornalismo de péssima qualidade é não ter faro para saber com quem se está falando
2. Jornalismo mau caráter (talvez bandido) é saber com quem se está falando e mesmo assim tentar enganar o leitor e beneficiar o crime organizado.

O mais interessante é o título, visto que pode ter um duplo sentido proposital, se foi feito em nome da quadrilha.

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Impressionante o comentário no blog do Nassif sobre o péssimo jornalismo praticado pela revista Veja. Para além de uma CPI que apure as relações da Veja com o crime organizado, no caso da CPI do Carlinhos Cachoeira, é necessário uma CPI sobre a ética no jornalismo.

Mais que isso: o jornalismo pode até atentar contra a inteligência, mas não pode atentar contra a saúde pública. Uma coisa é errar, e todos nós estamos sujeitos. Outra é colocar a vida das pessoas em risco de forma possivelmente deliberada e travestida de jornalismo.

O comentário abaixo poderia ser um bom motivo para uma séria investigação da Polícia Federal.

As capas médicas de Veja e os laboratórios

Enviado por luisnassif, qui, 26/04/2012 – 14:22

Por Pedro Saraiva

Comentário do post “ A pseudociencia de Veja

Concordo com tudo que foi escrito no texto, porém como médico, tenho uma visão um pouco diferente sobre a matéria. Também compartilho da opinião de que a Veja seja um veículo conservador ao extremo e, como tal, elitista, preconceituoso e com discurso que beira o fascismo. Todavia, não consigo ter a visão inocente de que matérias como esta da última edição sejam apenas fruto de mentes burguesas reacionárias. Acho que o buraco é mais embaixo. Acho que podem existir outras forças por trás desta reportagem.

Para explicar meu ponto de vista é preciso retornar a Setembro de 2011. Todos devem se lembrar de outra polêmica matéria, também sobre aparência e aceitação social, onde a revista faz uma descarada propaganda para a droga Liraglutida, comercializada pela empresa farmacêutica Novo Nordisk, sob o nome comercial Victoza® (http://i1.r7.com/data/files/2C95/948E/3287/486D/0132/8CF7/A977/57AB/veja…). Esta medicação aprovada mundialmente apenas para uso no diabetes foi tratada como milagrosa no combate à obesidade, em uma das reportagens mais irresponsáveis que já vi a nossa imprensa publicar. Na época, houve grande repercussão no meio médico e inúmeros especialistas e entidades médicas criticaram abertamente a revista. Até a ANVISA solicitou uma nota de esclarecimento à Veja.

p>Tenho um colega endocrinologista que, incomodado com a matéria, questionou um dos representates da Novo Nordisk que costuma fazer visitas ao seu consultório. A resposta do rapaz foi a esperada, que a empresa nada tinha a ver com a matéria, que a mesma era de responsabilidade total do jornalista que a escreveu. O próprio representante reforçou que o uso do Victoza® para tratar o excesso de peso não está aprovado e não é encorajado oficialmente pela Novo Nordisk. Bom, o fato é que os pacientes foram pressionar seus médicos e as vendas da droga explodiram. Até faltou remédio para os diabéticos, aqueles que realmente tinham indicação de tomar o medicamento.

O problema é que uma semana depois, apesar de todas as críticas, a Revista Mdemulher, também da Editora Abril, trouxe uma outra reportagem, assinada por outra jornalista, com a mesma falsa propaganda sobre a droga (http://mdemulher.abril.com.br/dieta/reportagem/dietas/victoza-remedio-em…). Para completar ao circo, em Novembro, outra publicação da Abril, a Revista Claudia, em nova reportagem, assinada por uma terceira jornalista, faz novamente irresponsável apologia ao uso do Victoza® como remédio para emagrecer (http://claudia.abril.com.br/materia/o-efeito-victoza/?p=/beleza/corpo). Tudo muito estranho.

Mas o que a reportagem desta semana tem a ver com estes fatos? Bom, a empresa farmacêutica Novo Nordisk atua basicamente em apenas 3 áreas da saúde: diabetes, distúrbios da coagulação e… distúrbios do crescimento.

Quem leu a matéria da Veja pode notar como é enfatizado a importância do crescimento na infância. Agora, pensem nas mães de crianças baixinhas lendo esta matéria, imaginando que seus filhos não serão tão bem sucedidos se não atingirem o “padrão de qualidade” citado pela revista. A revista quase que avisa: a hora de intervir é agora, este é o momento mais importante do crescimento. Como médico acostumado a lidar com modismos de saúde impostos pela grande imprensa, imagino quantas mães não estão questionando os pediatras sobre o que pode ser feito para o filho crescer mais.

Me desculpem, mas do mesmo modo que o atual padrão de magreza imposto pelos meios de comunicação social é um incentivo ao uso desregrado de moderadores do apetite e drogas emagrecedoras, este tipo de reportagem é, indiretamente, um estímulo ao uso sem indicação de GH (hormônio do crescimento) em crianças baixinhas.

Obviamente que baseado apenas nestas reportagens convenientes não se pode acusar a empresa Novo Nordisk de ter comprado espaço nas publicações da Editora Abril para fazer propaganda travestida de jornalismo. A gente sabe que a qualidade das apurações da Veja é lastimável e isso tudo pode ser somente mau jornalismo. Mas que é estranho, isso é.

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CHEIA DE PUBLICIDADE, VAZIA DE BOM JORNALISMO, ASSIM A REVISTA VEJA REFLETE A MÍDIA NATIVA, DIZ MINO CARTA

E assim funciona boa parte da imprensa nacional...

Quando o fato explode, foge-se do assunto com amenidades. Quando o fato se comprova e o cerco começa a se fechar, o melhor é desviar a atenção para o outro lado. Assim é que parece agir a revista Veja, reflexo perfeito da mídia nativa, de seus valores, de como e em que ela se funda, para o jornalista Mino Carta.

Já era de se esperar que o escândalo  envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira fosse atingir muita gente, revelando coisas escusas, que, para alguns, melhor seria que nunca viessem à tona. O fato é que o escândalo está revelando muito mais do que se pensava sobre o patronato midiático nacional, como diz Mino.

Quando estourou o caso, a revista Veja recorreu ao santo sudário. Agora que a CPI do Cachoeira está instalada, ela recupera o mensalão e decide a todo custo dar como certo um escândalo que está longe de ser totalmente esclarecido com a clara intenção de confundir a população.

Como lembra Mino, o mensalão e o caso Cachoeira não têm nada a ver um com o outro. Mas faz parte da receita da casa grande aproximar coisas arbitrárias, é assim que se fundam seus discursos. O mensalão como diz Mino, reafirmando a postura de Carta Capital, ainda não foi provado, já as evidências de corrupção no caso Cachoeira, bem como o envolvimento da revista Veja são praticamente indiscutíveis. O julgamento a respeito do mensalão cabe ao Supremo Tribunal Federal não à revista Veja.

Jornalista não julga. Noticia. Preceito básico. E se afirma tem que ter provas. Estas ainda não são suficientes para confirmar o mensalão, como aliás reconheceu o próprio presidente do Supremo ministro Ayres Brito. Já a CPI do Cachoeira, independente de seus resultados, é tida por Mino como dotada de expressivo potencial para tornar-se o inquérito da mídia nativa!

Veja trecho de seu editorial à Carta Capital:

CPI da mídia?
Por Mino Carta

Recheada de anúncios, a última edição da Veja esmera-se em representar à perfeição a mídia nativa. A publicidade premia o mau jornalismo. Mais do que qualquer órgão da imprensa, a semanal da Editora Abril exprime os humores do patronato midiático em relação à CPI do Cachoeira e se entrega à sumária condenação de um réu ainda não julgado, o chamado mensalão, apresentado como “o maior escândalo de corrupção da história do País”.

A ligação entre o inquérito parlamentar e o julgamento no Supremo Tribunal Federal é arbitrária, a partir das sedes diferentes dos dois eventos. Mas a arbitrariedade é hábito tão arraigado dos herdeiros da casa-grande a ponto de formar tradição. Segundo a mídia, a CPI destina-se a desviar a atenção da opinião pública do derradeiro e decisivo capítulo do processo chamado mensalão. Com isso, a CPI pretenderia esconder a gravidade do escândalo a ser julgado pelo Supremo.

O caso revelado pelo vazamento dos inquéritos policiais que levaram à prisão do bicheiro Cachoeira existe. Pode-se questionar o fato de que o vazamento se tenha dado neste exato instante, mas nada ali é invenção. Inclusive, a peculiar, profunda ligação do jornalista Policarpo Junior, diretor da sucursal de Veja em Brasília, com o infrator enfim preso. Não é o que se espera de um qualificado integrante do expediente de uma revista pronta a se apresentar como filiada ao clube das mais importantes do mundo. Pois é, o Brasil ainda é capaz de dar guarida a grandes humoristas.

Não faltam, nesta área, os alquimistas, treinados com requinte para cumprir a vontade do patrão. Jograis inventores. Um deles sustenta impávido que a presidenta Dilma despenca em São Paulo para recomendar a Lula toda a cautela em apoiar a CPI do Cachoeira, caldeirão ao fogo, do qual respingos candentes poderão atingir o PT. É possível. E daí? Certo é que a recomendação não houve. E que o Partido dos Trabalhadores escala, no topo da pirâmide, um presidente, Rui Falcão, tão pateticamente desastrado ao rolar a bola na boca da pequena área para o chute midiático. Disse ele que a CPI vinha para “expor a farsa do mensalão”. De graça, ofertou a deixa preciosa aos inimigos. Só faltava essa… (Texto completo)

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Dilma sabe que o problema é o tamanho da encrenca que é enfrentar o PIG

O PT está em uma encruzilhada provocada pela CPI do Carlinhos Cachoeira. Ou enfrenta os barões da mídia e sua concentração econômica e financeira ou compactua com os coronéis e joga o povo brasileiro ao Deus dará.

Pode parecer que Agnelo Queiroz ou construtora Delta sejam problemas. Não são. O problema é a coragem para enfrentar uma imprensa partidarizada, medíocre ideologicamente e coronelista.

A CPI parece o ápice de um processo de politização conservadora da mídia, que acabou nos últimos anos substituindo uma oposição incompetente da parceria DEM/PPS/PSDB.

Para fazer oposição ao governo progressista de Lula, os grandes veículos de comunicação usaram todos os recursos ideológicos, financeiros e jornalísticos. Por quê? Por temer a perda de poder econômico e político.

Com a internet, Record e Carta Capital, além de outros veículos e jornalistas não totalmente alinhados, a oposição e a grande mídia conservadora viu muito dos seus esforços ideológicos de convencimento virarem água diante de uma realidade em transformação econômica, política e tecnológica.

A transformação ocorria a olhos vistos na sociedade brasileira e, com a incapacidade de virar o jogo político, a grande mídia, especialmente a revista Veja como líder, parece ter se valido de associação criminosa para tentar mudar a situação. O pior e mais problemático é que essa mídia só chegou onde chegou com a leniência do judiciário, se não com a associação a ele.

Isso tudo precisa ser esclarecido na CPI do Carlinhos Cachoeira. O problema é que isso implica enfrentamento de uma ala covarde do judiciário e, principalmente, da concentração da comunicação e da informação. E aí, meu amigo, talvez o executivo tenha de agir em algum momento.

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AZENHA: A ASSOCIAÇÃO DA REVISTA VEJA COM O CRIME ORGANIZADO TRABALHA COM A LÓGICA DO MAIS BANDIDO E DO MENOS BANDIDO

Português: Charge sobre a guerra fria.

Português: Charge sobre a guerra fria. (Photo credit: Wikipedia)

A Veja desta semana trouxe um texto opinativo travestido de reportagem de capa. Fora as bobagens que demonstram que os redatores estão passando por um problema doentio: a revista tem certeza que estamos em 1963, em plena Guerra Fria e véspera do golpe de 64.

Mas ao final do texto, o grande problema da veja: a internet. A internet destruiu o monopólio da informação e isso parece inaceitável.

 E esse problema da revista, ou seja, a internet,  está exposto de forma clara no texto do blog de Luiz Carlos Azenha, que derruba de forma lógica e clara os argumentos fantásticos da revista.

Por Luiz Carlos Azenha/ Vi o Mundo

Por dever de ofício, li o texto de capa de revista que tenta provar que investigar os crimes do Carlinhos Cachoeira, no Congresso, é um atentado à liberdade de expressão.

O que chamou minha atenção foi a frase abaixo, que interpretei como defesa do uso de fontes-bandidas:

Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido. A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico. Disso sabem os promotores que, valendo-se do mecanismo da delação premiada, obtêm informações valiosas de um criminoso, oferecendo-lhe em troca recompensas como o abrandamento da pena.

Registre-se, inicialmente, a tentativa dos autores de usar os promotores de Justiça como escada. Tentam sugerir ao leitor que o esforço da revista, ao dar espaço em suas páginas a fontes-bandidas, equivale ao dos promotores de Justiça.

Sonegam que existe uma diferença brutal: os promotores de Justiça usam a delação premiada para combater o crime. Os criminosos que optam pela delação premiada têm as penas reduzidas, mas não são perdoados. E a ação ajuda a combater um mal maior. Um resultado que pode ser quantificado. O peixe pequeno entregou o peixe grande. Ambos serão punidos.

O mesmo não se pode dizer da relação de um jornalista com uma fonte-bandida. Se um jornalista sabe que sua fonte é bandida, divulgar informações obtidas dela não significa, necessariamente, que algum crime maior será evitado. Parece-me justamente o contrário.

O raciocínio que qualquer jornalista faria, ao divulgar informações obtidas de uma fonte que ele sabe ser bandida, é: será que não estou ajudando este sujeito a aumentar seu poder, a ser um bandido ainda maior, a corromper muito mais?

Leiam de novo esta frase: As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido.

Não necessariamente. Ele não tem qualquer garantia de que as informações são verdadeiras se vieram de um corrupto. Que lógica é esta?

O policial que não estava lá mas gravou a conversa que se deu durante um ato de corrupção provavelmente vai fornecer uma versão muito mais honesta sobre a conversa do que os corruptos envolvidos nela.

O repórter que lida com alguém envolvido em um ato de corrupção sabe, antecipadamente e sem qualquer dúvida, que a informação passada por alguém que cometeu um ato de corrupção atende aos interesses de quem cometeu o ato de corrupção. Isso, sim, é claro, não que as informações sejam necessariamente verdadeiras.

O repórter sabe também que, se os leitores souberem que a informação vem de alguém que cometeu um ato de corrupção, imediatamente perde parte de sua credibilidade. Não é por acaso que Carlinhos Cachoeira, o bicheiro, se transformou em “empresário do ramo de jogos”.

É por saber que ele era um “mau cidadão” que a revista escondeu de seus leitores que usava informações vindas dele. Era uma fonte inconfessável.

Não foi por acaso que Rubnei Quicoli, o ex-presidiário, foi apresentado como “empresário” pela mídia corporativa quando atendia a determinados interesses políticos em plena campanha eleitoral. A mídia corporativa pode torturar a lógica, mas jamais vai confessar que atende a determinados interesses políticos.

Carlinhos Cachoeira não é, convenhamos, nenhum desconhecido no submundo do crime. Vamos admitir que um repórter seja usado por ele uma vez. Mas o que dizer de um repórter usado durante dez anos, por uma fonte que ele sabe ser bandida? (texto integral)

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MINO CARTA: “ELES QUEREM QUE NADA MUDE, SE POSSÍVEL QUE REGRIDA”

Sequestrada no último domingo, 1º de abril, por sinal, dia da mentira

O escândalo envolvendo o senador (já ex) Demóstenes Torres é representativo de toda crise moral por que passa a sociedade brasileira à medida em que arrasta consigo nomes e instituições importantes que desempenham, ou pelo menos deveriam desempenhar, papéis importantes na cena democrática nacional.

Tal crise moral, que passa pela postura totalmente omissa da mídia e reflete os crônicos problemas nacionais, entre eles a corrupção, desigualdade e impunidade, é assunto de um editorial de Mino Carta publicado pela Carta Capital. Depois do sequestro sofrido pela última edição da revista que simplesmente foi retirada das bancas em Goiânia, Mino lembra a tentativa da mídia em fazer com que o escândalo fique restrito à figura do senador que, inclusive, já se apressou em desligar-se do DEM (o partido dos democratas, veja só).

Além disso, as relações entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, são quase que invisíveis para boa parte da imprensa que cultua o hábito de acreditar que aquilo que ela não noticia, nunca existiu de fato. O essencial é perceber que os pontos mais delicados do relatório da Polícia Federal que se refere ao escândalo de Demóstenes são simplesmente ignorados.

E o que aparece, aparece com atraso, e da forma enviesada como já se conhece, afinal, quanto mais a teia intricada de relações entre o bicheiro Cachoeira e o governo tucano de Goiás vai se desenrolando, mais pessoas vão sendo pegas por ela. A imprensa, no entanto, não deveria silenciar em relação aos detalhes da operação, tampouco ao sequestro de uma revista de importante circulação nacional, afinal, a imprensa está aí para dizer, noticiar os fatos.

Quando ela silencia, não só deixa de ser imprensa por não mais dizer, como também porque o seu silêncio ou atraso, acaba revelando que as suas relações com a sociedade não são mais de olhar para essa mesma sociedade e refleti-la jornalisticamente, e sim a de misturar-se com os próprios fatos sociais, o que automaticamente impede um relato sobre estes. Assim, a mídia termina por não noticiar, termina por não ser mais imprensa e prefere defender-se acusando aqueles que ainda fazem jornalismo de serem “ideológicos”.

Se for ideologia se ater aos fatos, fiscalizar o poder, contribuir para construir uma democracia e pensar mudanças para o país, dizemos ser esta uma ótima ideologia que todos os veículos deveriam seguir. Antes ter ideias, do que não tê-las, antes encarar as reais limitações do país bem como as heranças de nossa ditadura mais do que real, do que ficar inventando problemas e mascarando as reais contradições nacionais, como a desigualdade que impede a liberdade, como o conservadorismo e preconceito que impedem as reais mudanças e que, como bem diz Mino Carta, servem aos interesses daqueles que “querem que nada mude, se possível que regrida”.

Veja trecho do texto:

Demóstenes, Marconi e Policarpo
Por Mino Carta

O caso do senador Demóstenes Torres é representativo de uma crise moral que, a bem da sacrossanta verdade, transcende a política, envolve tendências, hábitos, tradições até, da sociedade nativa. No quadro, cabe à mídia um papel de extrema relevância. Qual é no momento seu transparente objetivo? Fazer com que o escândalo goiano fique circunscrito à figura do senador, o qual, aliás, prestimoso se imola ao se despedir do DEM. DEM, é de pasmar, de democratas.

Ora, ora. Por que a mídia silencia a respeito de um ponto importante das passagens conhecidas do relatório da Polícia Federal? Aludo ao relacionamento entre o bicheiro Cachoeira e o chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior. E por que com tanto atraso se refere ao envolvimento do governador Marconi Perillo? E por que se fecha em copas diante do sequestro sofrido por CartaCapital em Goiânia no dia da chegada às bancas da sua última edição? Lembrei-me dos tempos da ditadura em que a Veja dirigida por mim era apreendida pela PM.

A omissão da mídia nativa é um clássico, precipitado pela peculiar convicção de que fato não noticiado simplesmente não se deu. Não há somente algo de podre nas redações, mas também de tresloucado. Este aspecto patológico da atuação do jornalismo pátrio acentua-se na perspectiva de novas e candentes revelações contidas no relatório da PF. Para nos esclarecer, mais e mais, a respeito da influência de Cachoeira junto ao governo tucano de Goiás e da parceria entre o bicheiro e o jornalista Policarpo. E em geral a dilatar o alcance da investigação policial.

Quanto à jornalística, vale uma súbita, desagradável suspeita. Como se deu que os trechos do documento relativos às conversas entre Cachoeira e Policarpo tenham chegado à redação de Veja? Sim, a revista os publica, quem sabe apenas em parte, para demonstrar que o chefe da sucursal cumpria dignamente sua tarefa profissional. Ou seria missão? No entanto, à luz de um princípio ético elementar, o crédito conferido pelo jornalista às informações do criminoso configura, por si, a traição aos valores da profissão. Quanto à suspeita formulada no início deste parágrafo, ela se justifica plenamente: é simples supor vazamento originado nos próprios gabinetes da PF. E vamos assim de traição em traição. (Texto completo)

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Veja abaixo as últimas capas da Revista Veja, publicado pelo site Amigos do Presidente Lula. Desde a prisão do bicheiro conhecido como Carlinhos Cachoeira, na operação Monte Carlo, deflagrada pela PF (Polícia Federal), as matérias de denúncia sumiram.

A revista está sendo acusada de se aproveitar de um esquema criminoso para publicar falsas reportagens investigativas. As informações não seriam fruto de reportagens investigativas, mas dossiês preparados pela quadrilha presa.

Sem Cachoeira, sem denúncia

 

Desde que Carlinhos Cachoeira foi preso, no dia 29 de fevereiro de 2012, na operação Monte Carlo da Polícia Federal, a revista Veja já soltou 6 edições, e nenhuma capa é dedicada a denúncias de corrupção.

Mas há uma pauta abundante neste período envolvendo o senador Demóstenes Torres e o governador Marconi Perillo, tratada, sobretudo, pela revista Carta Capital, mas não só por ela. Até o Jornal Nacional tem se dedicado ao tema. (Amigos do presidente Lula)

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Fernando Ferro, um dos raros parlamentares que enfrenta os crimes da imprensa

Um indignado discurso do deputado petista Fernando Ferro (PT-PE) defende que a CPI de Carlinhos Cachoeira seja instalada para que se possa investigar a participação de Revista Veja (Editora Abril) no uso de informações do crime organizado para fazer jornalismo.

Se isso for comprovado, e diante de tantas evidências, como fica a situação do leitor da revista Veja? É cúmplice do crime organizado ou laranja?

É comum se dizer que todo político é ladrão, mas e o cidadão que assina uma revista associada ao crime organizado? O que seria? No caso específico da revista Veja, se continuar assinando a revista será um cúmplice, mas se cancelar a assinatura pode-se dizer que foi apenas um laranja.

Veja o discurso de Fernando Ferro e perceba que a política ainda é feita de esperanças.

Vi no Azenha

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Demóstenes

Demóstenes tem foro superprivilegiado: emprega a filha de Gilmar Mendes - que república pequena!!!

O escândalo do Senador Demóstenes Torres, do DEM,  abala a república na sala de estar da alta cúpula do poder judiciário e os jornais falam de amenidades.

O Senador Demóstenes Torres, que a revista Veja chamou de paladino da moralidade do Congresso Nacional, fez  cerca de 300 ligações para um bicheiro detido pela Polícia Federal.

A Carta Capital revela que Demóstenes ficava com ficava com30% do dinheiro do bicheiro. Que comissão heim!! Coitado do bicheiro!!

O Senador foi protagonista do grampo sem áudio, a história de uma conversa gravada entre ele e, vejam só, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. A revista Veja revelou esse grampo sem áudio e ajudou a impedir a investigação da Polícia Federal, estabelecendo um discurso de que todo mundo no Brasil estava sendo grampeado. O grampo nunca apareceu e nunca existiu.

Agora é revelado que o ministro do Supremo Gilmar Mendes, conhecido mundialmente por ter dado dois habeas corpus a um banqueiro preso por corrupção em menos de 24h dentro da mais alta corte do país, tem uma filha (enteada) que trabalhara para ninguém menos do que Demóstenes Torres, o senador do DEM que é suspeito de ser sócio de um bicheiro.

Fora isso, denúncias contra Demóstenes estão na Procuradoria Geral da República, nas mãos de Roberto Gurgel, que nada fez desde 2009.

Para PHA e muitos brasileiros, Gilmar Mendes não tem condições morais nem intelectuais para estar no Supremo. Aliás, levar para o supremo um Advogado Geral da União só podia dar caca. O procurador da República precisa também se explicar porque “esqueceu” da denúncia contra Demóstenes.

Ou seja, o poder judiciário contribuindo para o crime organizado e os jornais dizendo que José Serra tem o apoio de FHC para ser prefeito. É piada!!

Salve Eliana Calmon!!!

Esse blog tem dito há tempos. O problema grave da corrupção no Brasil não está no legislativo. A corrupção só existe nestes níveis porque é acobertada pelo poder judiciário.

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DITADURA E INTOLERÂNCIA: GRANDE MÍDIA BRASILEIRA CRIA MONSTROS E DEPOIS FICA SEM CONTROLE SOBRE ELES

Veja e o presidente que a maioria dos brasileiros escolheu. Quem criou o ódio? Quem apoiou a ditadura?

Em menos de 50 anos, a mídia brasileira cria dois monstros e depois se assusta com eles. A surpresa de Gilberto Dimenstein, da Folha, sobre os comentários intolerantes sobre Lula mostra que a mídia não aprendeu a lição da ditadura.

O primeiro monstro foi a própria ditadura. Quando o jornalista Vladimir Herzog morreu nos porões  do Doi-codi, a imprensa se deu conta do monstro que tinha apoiado e criado e que há muito tempo ele já estava sem controle.

“A água bateu na…”, como diz o ditado popular. A partir da morte de Herzog, qualquer um nas redações e em suas empresas poderia ser atacado por esse monstro. Deu medo! E a partir daquele momento, a sociedade começou a reagir com o apoio de setores da imprensa.

Até hoje, a sociedade é vítima das violências e abusos do período ditatorial, seja na postura da justiça, nas delegacias, seja na formação de milícias, violência da polícia militar etc. Mas isso parece ter pouca importância jornalística…

Atualmente, a mídia parece ter criado outro monstro, o ódio contra Lula e o PT, o ódio contra nordestino, que se manifestou desde a época da eleição, no Twitter e outras redes sociais. José Serra, por exemplo, só extrapolou e andou de mãos dadas com os ideais da extrema-direita porque teve total apoio da grande mídia.

Durante 8 anos do governo Lula, ele foi atacado de forma torpe pela revista Veja, pelo Estadão, pela Folha e por outros meios de comunicação. As ofensas não eram políticas, mas pessoais, invasivas e agressivas. Acusaram Lula de ter derrubado um avião!!!!!! Existe até um colunista da Veja que já fugiu do Brasil de tanto ódio que destilou em suas páginas.

O problema é que essa atitude não resultou em efeito político, visto que Lula saiu com mais de 80% de aprovação, mas criou o ódio em setores da classe média.

Agora esse desrespeito e intolerância estampados durante uma década poderá ter um efeito  imprevisível, assim como foi a ditadura. O ódio ficou fora de controle.

Parabéns à revista Veja, mentora intelectual desse novo monstro.

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FALA DE DILMA SOBRE ORLANDO SILVA DEVERIA SERVIR DE INSPIRAÇÃO PARA MÍDIA QUE FAZ JORNALISMO SEM APURAÇÃO

Será que a mídia ainda se lembra do "princípio civilizatório da presunção da inocência"

A presidente Dilma Rousseff disse, após reunião com o ministro do Esporte, Orlando Silva, na última sexta-feira, que o governo “não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência”. Uma frase que, no mínimo, deveria servir de inspiração ou provocar reflexão na mídia brasileira.

As denúncias contra Orlando Silva vieram de uma reportagem da revista Veja, cujos métodos de investigação e “apuração jornalística” já se mostraram bastante duvidosos. Aliás, falar em apuração soa até um pouco forçado para o histórico bastante criativo e ousado de Veja.

Como bem disse Dilma, não se trata de defender o ministro dos esportes e já isentá-lo de qualquer culpa, no entanto, não há provas e, se não há provas, nada pode ser feito contra ele. É por isso que o bom jornalismo, quando denuncia, sabe muito bem o que está denunciando, pode provar a denúncia e responder a qualquer crítica que diga respeito à sua apuração. Mas, não é esse o caso da revista em questão.

Veja trecho de notícia sobre o assunto republicada pela Rede Brasil Atual:

Dilma diz que não aceitará condenação sumária de Orlando Silva
Por Luciana Lima da Agência Brasil

Brasília – Após a reunião na noite da sexta-feira (21) com o ministro do Esporte, Orlando Silva, a presidenta Dilma Rousseff disse que o governo “não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência”. A informação está na nota divulgada pelo Palácio do Planalto. “Não lutamos inutilmente para acabar com o arbítrio e não vamos aceitar que alguém seja condenado sumariamente”, disse a presidenta.

De acordo com a nota, na reunião, o ministro informou à presidenta que tomou todas as medidas para corrigir e punir malfeitos, ressarcir os cofres públicos e aperfeiçoar os mecanismos de controle do Ministério do Esporte.

A reunião de Dilma com Orlando Silva durou cerca de uma hora e meia. O ministro disse que apresentou um relatório contestando ponto a ponto as denúncias feitas pelo policial militar João Dias Ferreira em reportagem da revista Veja.

O ministro relatou ainda para a presidenta que ofereceu a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico, segundo ele, “porque quer a transparência máxima”. De acordo com Orlando Silva, Dilma sugeriu serenidade e paciência e reafirmou “confiança e solidariedade”. A parte final da reunião, segundo o ministro, foi dedicada a assuntos do ministério. A reunião foi o primeiro encontro de Dilma com o ministro após a publicação das denúncias da revista. (Texto completo)

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“NEWS OF THE VEJA”: MAIORIA DOS PROCEDIMENTOS USADOS PARA MONTAR UM FACTOIDE ENVOLVENDO O GOVERNO DILMA E JOSÉ DIRCEU SÃO CRIMINOSOS

Reportagem publicada pela revista Carta Capital desmonta toda a farsa da revista Veja que, na matéria de capa da sua última edição, afirma que uma conspiração contra o governo Dilma estaria sendo empreendida em um quarto de hotel em Brasília pelo ex-ministro José Dirceu. A mais nova criação da Veja além de ser antijornalística (isso nem se discute) é criminosa, o que a iguala ao tabloide inglês “News of the world“, do magnata Rupert Murdoch.

Na Inglaterra, depois de denúncias de escutas ilegais e práticas anti-éticas de apuração utilizadas pelo jornal, ele foi fechado e seus repórteres e editores presos.

Como mostra reportagem da Carta Capital, os procedimentos ilegais utilizados pela revista Veja para criar um factoide e desestabilizar o governo Dilma estão mais do que evidentes. Os fatos, a apuração correta destes últimos, os depoimentos variados e concedidos por livre e espontânea vontade, ajudam a desfiar cada fio do emaranhado em que a revista se colocou.

Uma vez comprovados esses procedimentos ilegais, resta saber se ela vai sair do emaranhado ilesa, ou, se a exemplo do que ocorreu com o tabloide inglês, seus crimes serão realmente punidos.

José Dirceu x Veja
Redação Carta Capital

Uma conspiração contra o governo Dilma estaria sendo empreendida em um quarto de hotel em Brasília pelo ex-ministro José Dirceu, segundo a reportagem de capa da última edição da revista Veja. Fotos em preto e branco mostram o ex-chefe da Casa Civil e algumas figuras do cenário político do Governo Federal nos corredores de hotel onde o ex-ministro se hospeda. Encontros teriam sido feitos com o ex-ministro ao longo do último semestre, acompanhando a crise e sucessão de escândalos que se instaurou no Planalto desde as primeiras denúncias sobre o ex-ministro Antonio Palocci.

Mas a apuração acabou tornando-se caso de polícia. Um Boletim de Ocorrência foi aberto na Polícia Civil do Distrito Federal para apurar a denúncia de tentativa de invasão do quarto do ex-ministro pelo repórter Gustavo Nogueira Ribeiro, da revista Veja. Na quarta-feira 24, o jornalista, afirma Dirceu, tentou convencer uma camareira que estava hospedado na suíte do ex-ministro e que havia esquecido as chaves. A camareira não acreditou na história e comunicou a direção do hotel.

No mesmo dia, o ex-ministro foi informado do evento. Em nome do segurança Gilmar Lima de Souza, o episódio foi comunicado à Polícia Civil e está sendo investigado. A direção do estabelecimento afirmou, em entrevista ao blog Viomundo, que que as imagens veiculadas pela revista provavelmente não vêm do circuito interno do hotel. Se comprovado, indicaria que a revista utilizou câmeras escondidas para conseguir as imagens.

A reportagem afirma que personalidades políticas como José Sérgio Gabrielli, Fernando Pimentel, Lindbergh Farias, Devanir Ribeiro, Cândido Vaccarezza teriam procurado o petista para aconselhar-se. O conteúdo das conversas não é divulgado pela matéria; José Sérgio Gabrielli, por exemplo, apenas diz que é amigo do ex-ministro e que não iria comentar o encontro.

“Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades”, explica Dirceu em seu blog. O ex-ministro será julgado, junto com outros réus do caso do Mensalão de 2005, possivelmente no início de 2012. Reinaldo Azevedo, blogueiro e espécie de leão de chácara da publicação, afirma que o episódio mostrado pela Veja mostra que o ex-ministro continua com as mesmas práticas que foram denunciadas no escândalo do Mensalão. (Texto completo)

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Falta tudo: de ética à criatividade

O Ministério Público precisa investigar o gasto de dinheiro público dos governos municipais, estaduais e federal com a revista Veja.  A última tentativa de invasão em hotel de Brasília para investigar o ex-ministro José Dirceu, segundo o próprio ex-ministro, demonstra que a revista não pode receber dinheiro público, principalmente sendo acusada de crime e com o histórico que tem de péssimo jornalismo.

Aplicar dinheiro público na Veja deveria ser improbridade administrativa.

Não é possível que o governo, incluindo as estatais, não tenha o mínimo de critério jornalístico para a aplicação do dinheiro do povo.  Nenhum governo pode investir em empresas acusadas de ações criminosas, por uma questão de ética pública. O governo deve evitar o gasto público com empresas nessa situação até que as questões sejam esclarecidas. É uma precaução com o dinheiro público.

A revista Veja pode fazer a bobagem que quiser, pode cometer crimes em busca de reportagem como o magnata Murdoch e se entenderá com a Justiça.  Mas há o problema das finanças públicas. O governo não pode aplicar dinheiro do povo em publicidade numa revista já com um histórico de manipulação.

É preciso se estabelecer critérios jornalísticos para a aplicação do dinheiro público e não apenas publicitários e de circulação.  Imagine o governo sendo sócio de uma usina de etanol que emprega trabalho escravo. Ninguém aceitaria. Então também não deve fazer publicidade em veículos com graves problemas éticos e legais. Veja a dinheirama do povo que vai para o bolso dos donos da Veja.

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O mar de estupidez

A que ponto chegou o jornalismo de esgoto da revista Veja.

Leia abaixo a postagem do ex-ministro José Dirceu em que narra a tentativa de invasão em seu apartamento em hotel de Brasília. 

O repórter da Veja foi flagrado tentando invadir o apartamento de Dirceu e fugiu sem pagar a conta.

Do blog do José Dirceu

Repórter da revista Veja é flagrado em atividade criminosa contra mim

Depois de abandonar todos os critérios jornalísticos, a revista Veja, por meio de um de seus repórteres, também abriu mão da legalidade e, numa prática criminosa, tentou invadir o apartamento no qual costumeiramente me hospedo em um hotel de Brasília.

O ardil começou na tarde dessa quarta-feira (24/08), quando o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, repórter da revista, se registrou na suíte 1607 do Hotel Nahoum, ao lado do quarto que tenho reservado. Alojado, sentiu-se à vontade para planejar seu próximo passo. Aproximou-se de uma camareira e, alegando estar hospedado no meu apartamento, simulou que havia perdido as chaves e pediu que a funcionária abrisse a porta.

O repórter não contava com a presteza da camareira, que não só resistiu às pressões como, imediatamente, informou à direção do hotel sobre a tentativa de invasão. Desmascarado, o infrator saiu às pressas do estabelecimento, sem fazer check out e dando calote na diária devida, ainda por cima. O hotel registrou a tentativa de violação de domicílio em boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial.

A revista não parou por aí.

O jornalista voltou à carga. Fez-se passar por assessor da Prefeitura de Varginha, insistindo em deixar no meu quarto “documentos relevantes”. Disse que se chamava Roberto, mas utilizou o mesmo número de celular que constava da ficha de entrada que preencheu com seu verdadeiro nome.  O golpe não funcionou porque minha assessoria estranhou o contato e não recebeu os tais “documentos”.

Os procedimentos da Veja se assemelham a escândalo recentemente denunciado na Inglaterra. O tablóide News of the World tinha como prática para apuração de notícias fazer escutas telefônicas ilegais. O jornal acabou fechado, seus proprietários respondem a processo, jornalistas foram demitidos e presos.

No meio da tarde da quinta-feira, depois de toda a movimentação criminosa do repórter Ribeiro para invadir meu apartamento, outro repórter da revista Veja entrou em contato com o argumento de estar apurando informações para uma reportagem sobre minhas atividades em Brasília.

Invasão de privacidade

O jornalista Daniel Pereira se achou no direito de invadir minha privacidade e meu direito de encontrar com quem quiser e, com a pauta pronta e manipulada, encaminhou perguntas por e-mail já em forma de respostas para praticar, mais uma vez, o antijornalismo e criar um factóide. Pereira fez três perguntas:

1 – Quando está em Brasília, o ex-ministro José Dirceu recebe agentes públicos – ministros, parlamentares, dirigentes de estatais – num hotel. Sobre o que conversam? Demandas empresariais? Votações no Congresso? Articulações políticas?

2 – Geralmente, de quem parte o convite para o encontro – do ex-ministro ou dos interlocutores?

3 – Com quais ministros do governo Dilma o ex-ministro José Dirceu conversou de forma reservada no hotel? Qual o assunto da conversa?

Preparação de uma farsa

Soube, por diversas fontes, que outras pessoas ligadas ao PT e ao governo foram procuradas e questionadas sobre suas relações comigo. Está evidente a preparação de uma farsa, incluindo recurso à ilegalidade, para novo ataque da revista contra minha honra e meus direitos.

Deixei o governo, não sou mais parlamentar. Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades. Essa revista notoriamente se transformou em um antro de práticas antidemocráticas, a serviço das forças conservadoras mais venais.

Confir as imagens do B.O. em detalhes; para ler os documentos em pdf clique nas imagens: No blog do José Dirceu

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A capa da revista Veja, na época do referendo sobre armas, mostra que ideologia da revista transformou o jornalismo em algo tosco e tacanho.

Basta ver a capa na época e não precisa dizer mais nada.

Michel Moore diz que a melhor arma da extrema-direita é o medo que consegue impor à população. Quanto mais medo a população tiver, mais a extrema-direita vai ter sucesso eleitoral e as desigualdades vão continuar aumentando.

Isso me fez lembrar da Regina Duarte.

Racioncínio complexo da Veja: desarmar vai armar!!!!

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