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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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TENTATIVA DE ANULAÇÃO DO ENEM POR CAUSA DO VAZAMENTO NO COLÉGIO DO CEARÁ É COLOCAR O INTERESSE DE CRIMINOSOS ACIMA DOS DA SOCIEDADE

Map locator of Brazil's Ceará state

Anular a prova por causa de um único colégio de uma única cidade de um país inteiro é estultice

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das criações mais importantes do governo Lula, mas todo ano sofre um bombardeio dos grandes meios de comunicação e de setores da justiça, principalmente do Ceará.

Mesmo assim, o exame resiste e tem trazido grandes benefícios para o país e para os pais dos alunos. O fim do Enem interessa a quem quer meter a mão no bolso dos pais dos alunos, que terão de gastar com viagens, estadia e provas em vários locais do país para entrar em uma boa universidade.

O Enem é tão bom para o aluno quanto para seus pais. Com apenas uma prova, pode se passar em grandes universidades do país. E melhor, a prova é feita na própria cidade do aluno. Isso valoriza os estudantes que se preparam para as provas. Com certeza, o Enem é mais seguro do que muitos vestibulares e concursos públicos.

Neste ano, assim como no ano passado, criminosos violaram a prova para beneficiar algumas pessoas ou alguns grupos econômicos. É preciso investigar, punir quem violou e quem se beneficiou da violação, ainda que culposamente, mantendo a validade da prova para todo o país.

Por causa de um colégio,  Colégio Christus de Fortaleza, onde ocorreu o crime, anular todo o processo é um verdadeiro absurdo. Isso só pode ser defendido por interesses escusos. Aos alunos do colégio cearense, para não serem prejudicados, basta fazer nova prova. É isso! O resto é parvoíce e interesses econômicos.

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Alguns candidatos foram desclassificados por usarem twitter durante a prova

O ministro da Educação, Fernando Haddad, já disse que quer o Enem como substituto do vestibular, por considerar que este último faz um mal à educação brasileira. O Enem, sempre bombardeado pela mídia e até hoje não levado muito a sério pelos estudantes, procura assim ganhar cada vez mais credibilidade e se constituir de fato como um exame capaz de mostrar como anda a educação brasileira e o desempenho dos alunos, sendo uma porta de acesso democrática para o ensino superior.

Antes de criticar o Enem ou não levá-lo muito em conta, cabe lembrar as proporções do exame. Ele é aplicado em nível nacional, para milhares de estudantes. Em uma escala assim tão ampla, erros como os que aconteceram no ano passado não são justificados, mas também não são o fim do mundo. Eles podem acontecer devido à amplitude da prova e servem para que os seus métodos sejam aperfeiçoados.

Esse ano, muitos estudantes foram barrados por não chegar ao horário estabelecido para fazer a prova. Alguns alegaram desorganização e falta de informação por parte dos organizadores, como mostra reportagem publicada pela Agência Brasil. No entanto, há pelo menos um mês, propagandas na televisão e em outros veículos de comunicação esclareciam muito bem as regras quanto ao horário da prova, documentos que deveriam ser levados e davam dicas como: conhecer um dia antes o local da prova, sair bem mais cedo de casa, etc…

Muitos estudantes não ficaram atentos para essas questões básicas e chegaram faltando cinco minutos para a prova, por exemplo. Aí fica difícil se localizar. Outros estudantes consideraram a prova longa, porém fácil, e admitiram não ter estudado muito para o exame. “Eu achei que deveria ter estudado mais, porque estava fácil” ou “Muito texto, dava até sono”, são algumas declarações dos estudantes.

Cumprir as regras e elaborar bem as provas pode ser, neste sentido, uma boa receita para que o Enem conquiste credibilidade e espaço junto à sociedade brasileira e, quem sabe, seja digno de mais horas de estudo pelos candidatos, dando menos sono e mais disposição em aprender, afinal, uma prova pública e unificada parece mais interessante e mais justa para o ingresso no ensino superior.

Veja trechos de notícias sobre o assunto:

Candidatos reclamam de textos longos na prova do Enem
Por Daniel Mello

São Paulo – O tamanho dos textos e enunciados das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi a principal reclamação dos candidatos que fizeram a prova na Universidade Nove de Julho (Uninove), na zona oeste paulistana, neste sábado. A estudante Daniela Andrade, 18 anos, diz que não achou a prova difícil, mas cansativa. “É muito texto, são muito grandes as perguntas”, disse a jovem que admitiu ter estudado somente “um pouco”.

Avaliação semelhante teve Camila Feliciano, estudante da mesma idade. “Eu achei que deveria ter estudado mais, porque estava fácil”. Apesar do baixo nível de dificuldade, ela acha que foi mal devido ao pouco empenho no último ano no cursinho. Camila também reclamou dos enunciados. “Muito texto, dava até sono.” (Texto completo)

Atrasados, candidatos são barrados no primeiro dia do Enem em São Paulo
Por Daniel Mello

São Paulo – Pelo menos 20 candidatos que fariam o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) na Universidade Nove de Julho (Uninove), na Barra Funda, zona oeste da capital paulistana, chegaram atrasados e não puderam fazer as provas. Muitos ainda apelaram, por entre as grades, para que os responsáveis pela segurança dessem uma chance de fazer a prova.

Alguns deles, como Renata Nascimento, culpavam a falta de informações da organização do exame. Ela chegou faltando cinco minutos para as 13h, hora limite para entrada, mas se dirigiu ao edifício errado. Ainda tentou correr para a entrada certa, mas, mesmo assim, não conseguiu entrar. Segundo Renata, a indicação confundiu muita gente. “Tanto é que tem um monte de gente que foi lá [no prédio errado]. Aí falaram para a gente vir correndo que o portão estava fechando”, contou, visivelmente nervosa, a candidata de 27 anos que veio de Pirituba, zona norte da capital.(Texto completo)

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Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o vestibular é um mal que se fez à educação brasileira

Da Agência Brasil

Haddad volta a defender Enem como substituto do vestibular
Por Thais Leitão

Rio de Janeiro – A menos de duas semanas da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro da Educação, Fernando Haddad, voltou a defender o teste como a forma mais moderna de avaliação do desempenho dos alunos. Segundo ele, registros de problemas são comuns em diversos lugares do mundo, já que se trata de uma prova com “escala monumental”.

Haddad destacou que a substituição do vestibular pelo Enem é fundamental para garantir a implementação prática da reforma do ensino médio no país. “É preciso acabar com o vestibular, que é um grande mal que se fez à educação brasileira, porque você não organiza o ensino médio com cada instituição fazendo um programa de vestibular diferente. O Exame Nacional [do Ensino Médio] é o que há de mais moderno no mundo e tem problemas em diversos países, mas temos que aprender a enfrentar esse negócio”, disse.

O ministro da Educação participou hoje (10), no Rio, de seminário sobre os desafios da educação básica no país, promovido pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ele citou a China e a Inglaterra como países que também tiveram problemas na aplicação de exames equivalentes ao Enem. Na China, 62 pessoas foram presas por cola eletrônica e na Inglaterra foi registrado número recorde de itens cancelados porque não tinham resposta correta. “Não estou dizendo que vai acontecer alguma coisa [no Enem deste ano], mas é um grande problema fazer uma prova em um fim de semana para 5 milhões de pessoas”, ressaltou, destacando que o ministério está “somando inteligência ao processo, a cada edição”.

Haddad também voltou a garantir que a greve dos funcionários dos Correios não vai afetar a realização das provas. “Estamos em contato permanente com a direção dos Correios desde o início do movimento. A garantia que se tem é que está tendo uma operação especializada e dedicada à distribuição das provas e cartões”, enfatizou. (Texto completo)

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MINISTRO DA EDUCAÇÃO, FERNANDO HADDAD, DIZ QUE CALENDÁRIO TEM FOLGA E PROVA DO ENEM DEVE ACONTECER EM NOVEMBRO

Nova prova do Enem será em novembro

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Educação (MEC) ainda não decidiu se irá manter o contrato com a empresa responsável pela impressão, distribuição e aplicação da nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizada em novembro.

O MEC ainda vai estudar com a empresa responsável pela aplicação dos testes a melhor data, no próximo mês, para a nova prova.

Segundo o ministro Fernando Haddad, serão levadas em consideração as datas de realização de outros vestibulares, para que não haja coincidência de datas, o que impossibilitaria a participação dos estudantes em mais de um processo seletivo.

Algumas universidades federais usarão o resultado do Enem como primeira fase do processo seletivo, aplicando em seguida uma segunda etapa. Como o resultado do exame também será adiado em função do cancelamento da prova, é possível que haja atraso no ingresso. Mas, de acordo com Haddad, havia uma folga no calendário e será possível ajustar essas datas.

O ministro disse que as provas que vazaram “viraram um simulado”. E é possível que elas sejam disponibilizadas para os estudantes testem seus conhecimentos antes da nova aplicação do exame.

Uma reunião, hoje (1º) à tarde, entre representantes do MEC, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e do consórcio, cuja empresa líder é a Consultec, da Bahia, vai definir os próximos passos e tentar mapear onde pode ter ocorrido o vazamento da prova.

Haddad afirmou que ainda não é possível dizer se o exame vazou de dentro do Inep, no processo de impressão ou de distribuição. Mas, como a jornalista do jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a uma prova impressa, ele acredita que isso tenha ocorrido após a passagem do texto pela gráfica responsável pela impressão, a Plural, de São Paulo.

“Felizmente isso ocorreu antes da prova ser aplicada, senão nós teríamos que cancelar a prova, e o prejuízo seria muito maior”, afirmou Haddad. A prova seria realizada sábado (3) e domingo (4) próximos.

De acordo com o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, o ponto mais sensível a fraudes é a distribuição. As provas já estavam sendo distribuídas para algumas localidades, especialmente na Região Norte. Os custos para imprimir as provas – que já estão elaboradas – giram em torno de R$ 36 milhões, 30% do valor do contrato com a empresa.

Segundo o ministro, a segurança do Enem neste ano foi reforçada. Caso a investigação da Polícia Federal responsabilize o consórcio, as empresas poderão ser responsabilizadas, e um novo contrato emergencial poderá ser feito, sem necessidade de licitação. Entretanto, nenhuma outra empresa se candidatou na licitação para fazer esse serviço. Haddad não soube informar de que forma a empresa pode ser punida caso seja responsabilizada pela fraude.

Os candidados inscritos no Enem podem ligar para o telefone 0800 61 61 61 para tirar dúvidas sobre o adiamento do exame.

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4,5 MILHÕES DE ALUNOS VÃO PRESTAR A PROVA DO ENEM


Enem inscreve mais de 4,5 milhões de alunos

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Educação informou hoje (20) que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) registrou 4.576.126 alunos inscritos até as 23h59 de ontem (19).

A prova permite o ingresso em cerca de 40 universidades federais, além de ser obrigatória para quem quer concorrer a uma bolsa de estudos do Programa Universidade para Todos (ProUni) em cursos privados de ensino superior.

O sistema para inscrição esteve disponível nos últimos 35 dias pela internet, com um total de 6.761.646 acessos. De acordo com o Ministério da Educação, candidatos de 99 países também tiveram acesso ao sistema, que continua aberto para o acompanhamento das inscrições.

Até a próxima quarta-feira (22), os candidatos devem imprimir o boleto bancário e efetuar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 35. Estão isentos alunos de escolas públicas matriculados no último ano do ensino médio.

Segundo o ministério, os candidatos que pediram isenção da taxa devem confirmar no próprio sistema se foram atendidos. Caso contrário, precisam fazer o pagamento dentro do prazo determinado para os demais inscritos.

O prazo para inscrições seria encerrado na última sexta-feira (17) mas o MEC decidiu pela prorrogação por conta do volume de acessos simultâneos ao sistema, que chegou a contabilizar quase 200 mil entradas, o que dificultou novos acessos.

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