Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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DUAS HISTÓRIAS SOBRE O VOTO CONSCIENTE EM JOSÉ SERRA, DO PSDB

No debate de ontem na Rede Bandeirantes, a candidata Dilma Rousseff ajudou o eleitor a entender José Serra e o PSDB.

Assim, o eleitor de José Serra pode votar mais consciente.

Tenho duas histórias reais, trazidas por alunos, que mostram o que é o voto consciente em José Serra e no grupo político do PSDB.

Perfil político de Serra: Entre Índio da Costa e Kassab

A primeira aconteceu em Jaú (interior de São Paulo), em uma escola particular da cidade.  Alckmin disputava a eleição com Lula, em 2006 e meu aluno estava no segundo ano do ensino médio.

Um professor, que trabalhava na campanha de Alckmin, disse em sala de aula:

– Votem em Alckmin porque os pobres não vão pensar em vocês na hora de votar. Os pobres vão votar no Lula.

Que coisa. Esse é o voto consciente no tucano, ou seja, a manutenção da desigualdade social. Um voto que não acredita em uma país melhor e menos desigual.

A segunda história aconteceu com outro aluno nesta eleição. No supermercado, ele escutou uma senhora justificar seu voto em Serra.

– Vou votar no Serra porque com esse governo (Lula), que aumenta o salário mínimo, logo não vai dar mais para ter empregada doméstica.

Sim, meu caro. O voto consciente no Serra não acredita no candidato. A eleitora tem certeza que Serra está mentindo sobre o aumento do salário mínimo e, por isso, vai votar em Serra. Fantástico.

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EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ: PRECISAMOS INSERIR POLÍTICA NAS ESCOLAS

Por Gustavo Ceschin

“O que precisamos mesmo é inserir a política nas escolas para educar os jovens e já irem tendo desde cedo consciência política.”
Aqueles que estão no governo não estão preocupados em ensinar nas escolas consciência política ou qualquer coisa do nível, e o voto sendo obrigatório, como tudo que é obrigatório nesta vida, se torna, de certa maneira, algo que as pessoas em geral não gostam, e são obrigadas à fazer.

Nesta eleição fui chamado para ser mesário, e acabei pensando, “que chato isso, vou perder todo o meu dia”, isso me fez refletir a respeito do voto obrigatório, pois a obrigação de votar não me leva a ter vontade, não me estimula a exercer meus direitos de cidadão para mudar, lutar por algo.

Porém sendo o voto facultativo, aqueles que votarem estarão muito mais engajados politicamente e serão eleitores mais conscientes, estimulados naturalmente a fazer algo a mais pela política do país. Principalmente os jovens estudantes seriam incentivados a lutar pela democracia, como já não vem acontecendo há muito tempo neste país.

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PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO PODEM ESTAR INFLANDO OS NÚMEROS DE DILMA ROUSSEFF

Vox Populi, um dos mais confiáveis hoje

Os institutos de pesquisa Ibope e Datafolha já mostraram que não têm hoje a credibilidade que um dia chegaram a ter. Nesta eleição, por exemplo, seguraram o crescimento de Dilma até o limite da irresponsabilidade. Agora soltam inúmeras pesquisas falando em um crescimento vigoroso de Dilma Rousseff. É possível que Dilma, que tem melhor campanha, possa realmente ter disparado. Mas é bom não tomar isso como verdade absoluta.

Ao inflar o crescimento de Dilma, haveria margem para induzir a uma possível reação de Serra. Ou seja, infla a Dilma agora, que falta um mês para a eleição, e depois começa a tirar lentamente alguns pontinhos, ensaiando uma reação de Serra. Tudo é possível pelo histórico dos institutos.

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ELEIÇÕES 2010: SERÁ QUE AS MULHERES SÃO MAIS MACHISTAS DO QUE OS HOMENS NA HORA DO VOTO?

Homens mais dispostos a votar em Dilma Rousseff

A última pesquisa Ibope trouxe um tema bastante intrigante. Os homens até o momento estão mais dispostos a votar em Dilma Rousseff do que as mulheres. Segundo a pesquisa, se somente os homens votassem, Dilma Rousseff já estaria 10 pontos a frente de José Serra. Se só as mulheres votassem, a disputa ficaria empatada.

A questão é: porque até agora as mulheres estão menos dispostas a votar em uma mulher que os homens? Não dá para responder essa questão politicamente porque a pesquisa levantou informações sobre homens e mulheres e não sobre o conhecimento sobre política.

Então, será que os homens são menos machistas na hora do voto? Será que as mulheres confiam menos nas mulheres para governar? Será que alguém decide seu voto pelo gênero e não pela consciência política? Estão aí as dúvidas para os analistas de plantão.

Veja trecho da matéria sobre o assunto:

Entre homens, Dilma tem 10 pontos a mais que Serra, segundo Ibope

A vantagem da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, sobre o seu adversário tucano, José Serra, é maior entre homens, segundo pesquisa Ibope/TV Globo divulgada hoje.

Nesse segmento da população Dilma tem 10 pontos percentuais a mais que Serra: 43% das intenções de voto contra 33% do tucano. Já entre as mulheres, os dois estão em empate técnico, a petista tem 35% e Serra, 34%. Marina Silva (PV) tem 7% entre os homens e 8% entre as mulheres. (Texto integral)

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DILMA ROUSSEFF EMPATA COM JOSÉ SERRA NA PESQUISA ESPONTÂNEA PUBLICADA PELO DATAFOLHA, DO JORNAL FOLHA DE S.PAULO

Em pesquisa espontânea do Datafolha, publicada este domingo pela Folha de S.Paulo, Dilma Rousseff empata com José Serra, ambos com 8% das intenções de voto. Já  Lula é, de longe, a preferência do eleitorado brasileiro, com 20% das intenções de voto.

Lula não pode ser eleito, mas isso mostra que apenas 8% estão bastante decididos sobre os candidatos, ou seja, os nomes de Dilma e Serra estão na ponta da língua desses 8% de cada candidato.  Há um grande movimento de voto no próximo ano e a economia pode influenciar bastante. Veja reportagem sobre a pesquisa na Folha de S.Paulo.

Veja abaixo em rosa, na arte produzida pelo jornal, os dados da pesquisa espontânea.

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Veja o detalhe da pesquisa espontânea

INTERNAUTA: A SOCIEDADE CIVIL DEVE FISCALIZAR O PODER PÚBLICO E CONSTRUIR UM AMBIENTE MAIS JUSTO, ÉTICO E DEMOCRÁTICO

Pensem na hora do voto

Por Ricardo Guilherme Fonseca

1- Quanto vale seu voto? Uma cesta básica? Uma consulta ao dentista? Um som? Um trabalho? Uma nota fiscal fria? Fazer vista grossa com os esquemas de corrupção nas escolas?

2- Você votaria em alguém com ficha suja na policia? Que já matou? Já roubou? Assaltou? Usou drogas?

3- Você votaria em um candidato processado por corrupção? Que já roubou merenda escolar das crianças?Que nada fez para sua comunidade? Que somente pensa em mudar nomes de ruas ou avenidas? Que não tem projetos sociais? Saiba mais

BRASIL TEM O MELHOR SISTEMA DE VOTAÇÃO, O VOTO SEMIFACULTATIVO, QUE UNE RESPONSABILIDADE E LIBERDADE

Voto, apenas um detalhe da democracia (CCommons/Daquellamanera)

Voto, apenas um detalhe da democracia (CCommons/Daquellamanera)

Tempos atrás postei um texto defendendo o voto facultativo no Brasil, mas hoje vou mudar um pouco aquela ideia. Ainda acredito que a liberdade de votar é a forma ideal de participação, mas a realidade nos impõe outras questões. Na ocasião do artigo anterior, alguns leitores escreveram para o blog levantando questões importantes que estão presentes na nossa realidade.

Estou convicto de que o sistema brasileiro de voto é o melhor que já se poderia ter inventado para a nossa realidade. Temos o que chamo de voto semifacultativo, ou seja, somos obrigados a votar, mas podemos deixar de votar sem qualquer punição, desde que façamos uma justificativa, inclusive com tempo prolongado para isso, dois meses. O Estado brasileiro dá ao indivíduo uma enorme facilidade para fazer a justificativa, como se pode ver no site do TSE.

Ou seja,  se não temos um candidato, se não estamos a fim de votar, se não queremos votar  ou se simplesmente o sol está bonito e queremos ir à praia, então podemos deixar de votar tranquilamente. Depois basta fazer uma justificativa plausível. Então, o sistema brasileiro parece ter unido duas condições importantes:  chama para a responsabilidade, mas também garante liberdade para as pessoas que se recusam ou não podem votar.

O voto, no entanto, é apenas um detalhe dentro da democracia brasileira. Tivemos avanços democráticos  nos último anos, mas ainda temos muito a fazer. Como podemos pensar em democracia moderna se temos ainda trabalhadores em situação de escravidão? Como pensar em democracia moderna com controle midiático que temos hoje?

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O VOTO É O MOMENTO MAIS EMBLEMÁTICO E MAIS ENGANOSO DA DEMOCRACIA

NÃO EXISTE DEMOCRACIA, MAS PROCESSO DEMOCRÁTICO

PELA PRIMEIRA VEZ PREFEITOS DE ORIGEM INDÍGENA SÃO ELEITOS NO AMAZONAS

Amazonas elege seus primeiros prefeitos indígenas

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

Manaus – O resultado das eleições municipais de 2008 passará a ter um significado especial para os povos indígenas do Amazonas. É que, pela primeira vez na história das eleições brasileiras, uma cidade escolheu prefeito e vice-prefeito indígenas: São Gabriel da Cachoeira, no extremo norte do estado. Outro município, Barreirinha, no Baixo Amazonas, também vai ser administrado a partir de janeiro de 2009 por prefeito indígena.

São Gabriel da Cachoeira, que fica a 858 quilômetros da capital, Manaus, elegeu para prefeito Pedro Garcia, da etnia tariana, e para vice-prefeito, André Baniwa, da etnia Baniwa. Foram 12.319 votos válidos, e eles tiveram 51,68% da preferência do eleitorado. No município, nove de cada dez habitantes são comprovadamente indígenas. É o município com maior número de índios no país.

O vice-prefeito eleito André Baniwa disse que a vitória eleitoral é resultado do amadurecimento político do povo indígena. Segundo ele, saúde e educação serão prioridade na próxima administração.

“Há necessidade de reconhecimento e legalização das escolas indígenas, formação de professores e qualificação dessa categoria. Terão prioridade no município saúde, infra-estrutura e segurança, além de ações que busquem alternativas de renda para a população”, informou Baniwa.

Em Barreirinha, a 331quilômetros de Manaus, Mecias Satere Mawe, foi eleito prefeito com 33,1% dos votos válidos (3.666).

Para o diretor do Centro Amazônico de Formação Indígena e presidente do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena do Amazonas, Domingo Sávio Camico, o resultado das eleições nos dois municípios é uma conquista histórica para os povos indígenas. Ele disse que a participação das populações indígenas na política é coisa recente no Amazonas, onde, tradicionalmente, esse envolvimento se dava por meio das organizações que os representam e de movimentos sociais.

VOTO FACULTATIVO É BOM CAMINHO PARA EDUCAÇÃO POLÍTICA

O voto obrigatório é teoricamente autoritário. Ele obriga pessoas que não têm o interesse em votar, a votar. Deixar de ir às urnas é uma expressão política. Essa obrigação prejudica a educação política e o processo eleitoral.

É certo que a legitimidade do voto não está na quantidade, mas na vontade de expressá-lo. Se hipoteticamente apenas 10% comparecem e votam, definindo as eleições, os outros 90%, que não quiseram votar, deveriam aceitar por vontade própria sua submissão à decisão dos votantes. O problema é o risco que isso nos traz. Os fascistas vão usar o argumento da falta de voto para justificar uma ditadura.

A participação e ausência de eleitores são fundamentais na análise da democracia contemporânea. Mas em um país mais desigual do mundo, como o Brasil, a manipulação pode ser mais fácil. Precisamos caminhar para uma igualdade social.

Parece mais fácil comprar voto de quem já tem que ir votar do que de quem não precisa votar. Mas o voto obrigatório coloca uma grande quantidade de votos para se eleger, porque o universo de votantes é maior. Assim, os coronéis são obrigados a comprar uma quantidade maior de votos.

Nesse sentido, acredito que o sistema brasileiro é muito bom. Veja atualização deste artigo em que defendo o atual sistema como sendo voto semifacultativo

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Presidente do TSE defende voto facultativo no Brasil

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, defendeu hoje (1º) em entrevista ao Programa 3 a 1, da TV Brasil, que o voto no país deixe de ser obrigatório futuramente, condicionado à maior consolidação da democracia e da justiça social. A entrevista completa será exibida a partir das 22h pela emissora.

“Eu entendo que temos um encontro marcado com esse tema no futuro e a legislação consagrará, como em outros países, a voluntariedade do voto. O eleitor comparecendo porque quer participar efetivamente do processo eleitoral e se engajando nas campanhas com mais conhecimento de causa e determinação pessoal”, disse Britto.

“Como rito de passagem, a obrigatoriedade do voto deve permanecer ainda por mais tempo. Até que a democracia se consolide e que a economia chegue mais para todos”, ressaltou.

Na entrevista, Ayres Britto também reiterou posicionamento favorável ao financiamento público de campanha, como solução mais viável para evitar que o poderio econômico prevaleça sobre as qualidades políticas de cada candidato.

O VOTO É O MOMENTO MAIS EMBLEMÁTICO E MAIS ENGANOSO DA DEMOCRACIA

Imagem do blog prateleira maluca

Imagem do blog prateleira maluca

O voto é o momento mais emblemático e, por isso, mais enganoso de um processo democrático.

O Brasil, acostumado a uma moral autoritária, seja proveniente dos anos de chumbo do regime militar, seja do discurso neofacista atual da maior revista semanal de informação, tendem a colocar o voto no pedestal da democracia.

O voto, apesar de simbolizar um processo democrático em curso, é também um dos momentos menos importantes. É certo que ele define o político, mas ele não define a política.

Um processo democrático que joga muito valor para o momento eleitoral, ainda que este seja fundamental, é um processo democrático fragilizado.

A construção democrática é uma construção ininterrupta entre uma eleição e outra.

Se não ocorrer uma efetiva participação da sociedade nesses intervalos, o voto torna-se uma reprodução das desigualdades e dos erros sociais. É por isso que existe o blog Educação Política; porque o voto não dura mais que alguns segundos, mas os erros políticos duram décadas.

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