Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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BRADLEY MANNING, JULIAN ASSANGE E EDWARD SNOWDEN: MEUS HERÓIS ESTÃO VIVOS E DESAFIARAM O PODER EM NOME DA JUSTIÇA

Bradley Manning, mais um mártir norte-americano

Bradley Manning, mais um mártir norte-americano

Alguns de meus heróis também morreram de overdose.

Mas meus heróis hoje estão vivos e pagando o preço muito caro por desafiarem o poder.

Eles estão pagando o preço de mostrar o horror nas entranhas do poder do Estado.

Meus heróis usaram apenas informação. Essa arma poderosíssima.

Meus heróis não usam máscaras.

Meus heróis são hackers refugiados ou presos.

Meus heróis não conseguiriam viver sabendo dos horrores da guerra, dos horrores do Estado, do abuso de grupos de poder que manipulam e cometem crimes contra a população.

Meus heróis desafiaram o Estado ao mostrar sua face mais perversa.

Meus heróis são Bradley Manning, Edward Snowden e Julian Assange.

Edward Snowden não suportou o abuso sobre os cidadãos
Edward Snowden não suportou o abuso sobre os cidadãos

Bradley Manning é um jovem soldado que não aguentou a monstruosidade cometida pelo poderio de guerra dos EUA, repassou informações sigilosas e criminosas do exército norte-americano. Está preso desde 2010 da forma mais torpe que um Estado absolutista poderia fazer.

Julian Assange, criador do WikiLeaks, está refugiado na embaixada do Equador em Londres, após terrível prisão e perseguição pelos Estados Unidos e países Europeus.

Assange: divulgou o horror
Assange: divulgou o horror

Edward Snowden, ex-agente da Cia, não suportou saber que os EUA monitoravam pessoas no mundo inteiro, verificando mensagens privadas de qualquer pessoa que fosse julgada suspeita pelos detentores do poder. Snowden está sendo perseguido pelos EUA e está na Rússia em busca de asilo político.

Meus heróis não estão lutando em vão. Pode ter certeza disso.

Um dia quem sabe teremos uma legislação que proteja cidadãos que divulguem crimes do Estado.

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BRASILEIRO É TOM BONZINHO: AÉCIO NEVES CONSEGUE SER PIOR OU IGUAL A JOSÉ SERRA E JÁ PROMETE ENTREGAR O PATRIMÔNIO

PSDB volta ao local do crime: Petrobrax

Saiu na Folha (*): Aécio fala em rever modelo petista para petróleo do pré-sal

Senador tucano diz que Petrobras não tem fôlego para realizar investimentos exigidos no regime de partilha. Fim da obrigatoriedade da participação da estatal abriria espaço para grupos privados e estrangeiros.
(…)
Ele defendeu o fim da obrigatoriedade da participação da Petrobras nos futuros campos. “Descapitalizada, a Petrobras vai ter de buscar dinheiro no mercado com juros cada vez maiores”, afirmou.

Segundo o Valor, o PiG (**) cheiroso, Aécio Never criticou também a exigência de conteúdo local para empresas que participem da exploração do pré-sal: “Não adianta demandar para uma indústria que não existe”.

Navalha

Aécio segue o roteiro tucano à risca.

Seu mentor, o Farol de Alexandria (Fernando Henrique Cardoso), foi quem abriu o buraco no monopólio estatal da Petrobras, que o Nunca Dantes (Lula) teve que fechar.

O Farol de Alexandria apelidou a Petrobras de Petrobrax, para acabar de vendê-la em Nova York.

Seu cordial e fraternal aliado, o Padim Pade Cerra, segundo o WikiLeaks, prometeu à Chevron destruir o “modelo petista” de exploração do pré-sal, para entregar à Chevron.

Um dos mais sólidos legados do Nunca Dantes foi assegurar o pré-sal à Petrobras, através do “regime de partilha”.

A Petrobras está no centro do sistema industrial brasileiro.

No centro da estratégia de um Brasil autônomo – do ponto de vista econômico e militar.

Não é à toa que o suposto candidato tucano tenha começado a campanha pela “destruição” da Petrobras.

É porque, além dos ricos, eles preferem os americanos.

E, desde Vargas, eles sempre voltam ao local do crime: vender a Petrobras.

O candidato do PSDB à presidência do Clube dos Amigos da Lagoa Rodrigo de Freitas diz que quer “reestatizar” a Petrobrás.

No dicionário tucano, isso signfica “entregar”.

Tomara que ele vá para a campanha presidencial com essa lorota. (Texto Integral)

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“FIQUEI PERTURBADO COM O TRATAMENTO QUE DERAM ÀS CRIANÇAS FERIDAS”, DIZ BRADLEY MANNING EM DEPOIMENTO NOS EUA

Bradley procurou o Washington Post e o New York Times, mas não teve resposta

Bradley diz que procurou o Washington Post e o The New York Times

Em depoimento, Bradley Manning nega ter traído EUA

Opera Mundi
O soldado norte-americano Bradley Manning se declarou culpado nesta quinta-feira (28/02) por ter vazado de centenas de milhares de documentos confidenciais da diplomacia norte-americana ao site Wikileaks, além de outras nova acusações menores. As informações são do jornal britânico Guardian, da agência Efe e do Wikileaks.

No entanto, o militar de 25 anos nega ter “ajudado o inimigo”, acusação mais grave que pesa sobre ele e que, se confirmada, poderá resultar até em prisão perpétua.

No depoimento, Manning afirma que uma das razões que o motivaram a tomar a iniciativa de tornar as informações públicas foi o caso conhecido como “Assassinato Colateral”, durante a guerra no Iraque, que culminou na morte de um jornalista da Reuters, seu motorista e outras pessoas no bairro de Nova Bagdá pelo exército norte-americano. Eles foram mortos por um helicóptero apache que atacou indiscriminadamente civis. A Reuters  tentou, sem sucesso, obter o vídeo através da Freedom Information Act, lei que determina a abertura de arquivos do governo, mas este vídeo só veio a público através do Wikileaks.

“Fiquei perturbado com o tratamento que deram às crianças feridas”, referindo-se a duas crianças que ficaram gravemente feridas no episódio. “Os que estavam no vídeo não pareciam se preocupar com o valor da vida humana, ao se referirem a elas (às vítimas) como bastardos”.

Outra revelação importante feita por Manning é que, antes de procurar o Wikileaks, ele chegou a ligar para o mais tradicional jornal norte-americano, o The New York Times, gravando mensagens e deixando contatos, além de explicar o que tinha em mãos. E também contatou seu principal concorrente, o Washington Post. Simplesmente não obteve respostas. Foi quando procurou o Wikileaks e manteve uma conversa com um internauta identificado como “OX”, provavelmente o jornalista australiano Julian Assange, fundador do site. Ele também tentou contatar o site progressista norte-americano Politico.com. Porém, o mau tempo impediu o contato. (Texto Integral)

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COINCIDÊNCIA ESPANTOSA: INSTITUTO MILLENIUM DOS EUA ESTÁ POR TRÁS DO GOLPE NO PARAGUAI QUE DERRUBOU FERNANDO LUGO

Imagem: governodosestadosunidosUma coincidência realmente espantosa de nomes pode ainda revelar muito sobre o Instituto Milenium brasileiro, ancorado pelos grandes meios de comunicação do Brasil.

No golpe do Paraguai, uma tal Millenium Challenge Corporatinon (MCC), agência financiadora do Congresso americano participou ativamente do golpe que derrubou Fernando Lugo.

Veja abaixo trecho da reportagem de Natália Viana, da Agência Pública, para a Carta Capital, em que narra as atividades do “Instituto Millenium” dos Estados Unidos no golpe do Paraguai.

Por que o instituto brasileiro tem o mesmo nome? Por que o nome Milenium para esses institutos? Qual o significado?

A influência dos EUA no impeachment de Fernando Lugo

Documentos obtidos pela Agência Pública através da Lei de Acesso à Informação dos EUA revelam que antes mesmo da votação do impeachment o diretor de Democracia da USAID já planejava seus passos com o novo governo: “Comecei a fazer reuniões internas para avaliar e traçar uma estratégia sobre a melhor maneira de manter o andamento dos programas no novo governo”, explicou Eschleman em um email às 17h20 do fatídico 22 de junho para a direção da Millenium Challenge Corporation (MCC), agência financiadora ligada ao Congresso americano. Observando que “às seis horas, Franco já deve ser presidente”, Eschleman escreveu: “Provavelmente vai levar alguns dias para saber quem serão os novos ministros e como podemos abordar a nova liderança para garantir não só estabilidade nos programas, mas a habilidade para caminhar adiante”. Mas, ressaltou, a mudança governamental significava “boas novas” para a USAID: “Franco e a sua equipe conhecem muito bem o programa Umbral porque trabalharam próximos a nós nos últimos anos”.

Duas horas depois o diretor da USAID enviou outro email contando que, logo após o discurso de posse, o novo presidente nomeou novos ministros. Mais “boas novas”: “Tanto o ministro do Interior (Carmelo Caballero) quanto o novo Chefe da Polícia (Aldo Pastore) trabalharam conosco no programa Umbral, e são pessoas que chamaríamos de aliados!” Depois, sobre o ministro de Finanças, Manuel Ferreira Brusquetti, e o chefe de Gabinete de Franco, Martín Burt, celebrou: “Conhecem e respeitam a USAID, e trabalharam conosco no passado”.

Em outro email, enviado no dia 9 de julho, Eschleman explicou o silêncio da missão americana durante as primeiras semanas pós-destituição: por causa do “processo de impeachment, da troca de administração e da atenção internacional aos eventos locais, a USAID tem mantido um low profile”, escreveu. E acrescentou: “A embaixada está esperando o relatório da delegação da OEA ao Conselho Permanente. Até lá, os funcionários da USAID não participam de reuniões ou eventos públicos com membros do governo”.

Mas, da parte do MCC, o receio de que houvesse alguma reviravolta política já havia se dissipado. Foi assim que a diretora da MCC escreveu para Eschleman no dia 5 de julho: “A poeira já abaixou um pouco? Nós conversamos sobre o Paraguai aqui e não achamos que há ações para serem tomadas em relação a preocupações de elegibilidade”. (Texto completo)

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WIKILEAKS: DOCUMENTÁRIO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DE JULIAN ASSANGE MOSTRA O HORROR DA BUROCRACIA E PRENUNCIA MUDANÇA DRÁSTICA NA IMPRENSA

MOMENTO HISTÓRICO: ASSANGE AGRADECE AMÉRICA LATINA POR PROTEGÊ-LO (UM CIDADÃO EUROPEU) DA IRA DOS ESTADOS UNIDOS E DA INGLATERRA

 

Discurso completo de Assange en la embajada de Ecuador en Londres

Yo estoy aquí hoy porque no puedo estar allí afuera con ustedes. Pero gracias por venir, gracias por su determinación y por su generosidad de espíritu. El miércoles por la noche, luego de que enviaran una amenaza a esta embajada y de que la Policía invadiera este edificio, ustedes vinieron para vigilar y trajeron consigo los ojos del mundo.

Dentro de esta embajada, después del ocaso, yo podía oír a los equipos de Policía entrando al edificio por las escaleras internas de emergencia. Pero yo sabía que habría testigos. Y esto es gracias a ustedes. Si el Reino Unido no contravino la Convención de Viena la otra noche fue porque el mundo estaba pendiente.

La próxima vez que alguien les diga que es inútil defender aquellos derechos que nos son tan preciados, recuérdenles su vigilia en la oscuridad ante la embajada de Ecuador y cómo en la mañana el sol salió en un mundo distinto, y una valiente nación latinoamericana se impuso por la justicia.

Así que, para estas valientes personas:

Le doy las gracias al presidente Correa, por el coraje que ha demostrado al considerar y otorgarme el asilo político.

Y le doy las gracias al Gobierno y al ministro de Asuntos Exteriores, Ricardo Patiño, quien defendió la Constitución ecuatoriana y su noción de los derechos universales en la consideración de mi caso. Y al pueblo de Ecuador, por apoyar y defender su Constitución.

Y tengo una deuda de gratitud con los funcionarios de la embajada, cuyas familias viven en Londres y me han demostrado hospitalidad y amabilidad, a pesar de las amenazas que recibieron.

El próximo viernes tendrá lugar una reunión extraordinaria de los cancilleres latinoamericanos en Washington DC para discutir esta situación. Y por ello estoy agradecido a las personas de los gobiernos de Argentina, Bolivia, Chile, Colombia, El Salvador, Honduras, México, Nicaragua, Brasil, Perú, Venezuela y de todos los demás países de América Latina que han salido a defender el derecho a asilo.

A la gente de los EE.UU., del Reino Unido, de Suecia y de Australia que me han apoyado, a pesar de que sus gobiernos no lo han hecho. Y a aquellas mentes brillantes en el Gobierno que todavía luchan por la justicia, su día llegará.

Para los trabajadores, los que apoyan y las fuentes de WikiLeaks, cuyo coraje, dedicación y lealtad no tienen igual.

A mi familia y a mis hijos a los que se les ha negado su padre, perdonadme, nos vamos a reunir pronto.

Y mientras WikiLeaks siga bajo amenaza, también lo estará la libertad de expresión y la salud de nuestras sociedades.

Debemos usar este momento para articular la oportunidad que tiene delante el Gobierno de Estados Unidos. ¿Volverá esta y reafirmará los valores en los que fue este país fundado? ¿O caerá en un precipicio, arrastrándonos a un mundo peligroso y de represión, en el cual los periodistas callan por temor a la persecución y sus ciudadanos tienen que susurrar en la oscuridad?

Yo digo que esto tiene que cambiar. Le pido al presidente Obama que haga lo correcto. EE.UU. debe renunciar a esta cacería de brujas contra WikiLeaks.

Estados Unidos debe archivar su investigación del FBI. EE.UU. debe prometer que no perseguirá más a la gente de WikiLeaks y a los que nos apoyan. EE.UU. se debe comprometer ante el mundo a que no se perseguirá a los periodistas por sacar a la luz los crímenes secretos de los poderosos. Debe detenerse esta persecución a los medios de comunicación, ya sea WikiLeaks o el New York Times.

La Administracion de los EE.UU. debe terminar su guerra contra los informantes. Thomas Drake, William Binney, y John Kirakou y otros heroicos informantes de los EE.UU. tienen que ser absueltos y compensados por el duro trabajo que realizaron como servidores del bien público.

Y el soldado que todavía sigue en una prisión militar en el Fuerte Leavenworth en Kansas, que fue encontrado por la ONU tras haber soportado meses de tortuosa detención en Quantico (Virginia) y que todavía tras haber estado 2 años en prisión tiene que ir a juicio, tiene que ser liberado. Y si Bradley Manning realmente hizo aquello de lo que se le acusa, entonces es un héroe, un ejemplo para todos nosotros y uno de los prisioneros políticos más famosos del mundo. Bradley Manning tiene que ser liberado.

El miércoles, Bradley Manning cumplió el día 815 de detención sin un juicio. El máximo legal permitido son 120 días. El jueves, mi amigo Nabeel Rajab fue sentenciado a 3 años de cárcel por un tuit. El viernes, una banda rusa [Pussy Riot] fue sentenciada a dos años por una ‘performance’ política. Hay unidad en la opresión. Tiene que haber una absoluta unidad y determinación como respuesta.

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EQUADOR CONCEDE ASILO POLÍTICO A JULIAN ASSANGE, DO WIKILEAKS, QUE É PERSEGUIDO POR DESVENDAR O SISTEMA CORRUPTO MANTIDO POR GOVERNOS DA EUROPA E ESTADOS UNIDOS

Julian Assange é o que se pode dizer uma verdadeira vítima do sistema. O sueco fundador do Wikileaks, site que torna transparente ações governamentais que deveriam ser públicas, é perseguido pelos governos dos Estados Unidos, Suécia e Inglaterra por desvendar ações indignas dessas estruturas estatais.

 Assange, que se tornou símbolo utópico de uma luta contra um sistema político que age e dialoga com o submundo da corrupção e da criminalidade, recebe asilo do Equador.

Equador concede asilo a Julian Assange

Criador do Wikileaks ficará na embaixada do país, que aumentou a tensão com a Grã-Bretanha

O governo do Equador confirmou que Julian Assange (foto) fica em sua embaixada em Londres como asilado político para não ser preso pela Grã-Bretanha. A informação foi dada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (16/08), concedida pelo chanceler equatoriano, Ricardo Patiño.

Australiano, Assange é alvo de acusações de estupro e assédio sexual, na Suécia. O país escandinavo pediu a extradição à Grã-Bretanha, então o hacker se refugiou junto ao Equador.

Ao divulgar a decisão de seu país, Patiño afirmou que o dono do Wikileaks não pode ser entregue para não acabar nas mãos dos Estados Unidos, onde poderia enfrentar julgamento militar, correndo risco de pegar prisão perpétua ou até a morte.

Grã-Bretanha diz estar “desapontada” com asilo do Equador a Assange

A Grã-Bretanha afirmou nesta quinta-feira estar desapontada com a decisão do Equador de oferecer asilo político para o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, que está abrigado na embaixada do país latino-americano em Londres há dois meses. (Texto integral no Anonymous Brasil)

WIKILEAKS: GOLPE NO PARAGUAI JÁ ESTAVA PRONTO À ESPERA DE UM MOMENTO OPORTUNO E COM CONHECIMENTO DOS EUA

Da Carta Maior

Despacho sigiloso da Embaixada dos EUA em Assunção, dirigido ao Departamento de Estado, em Washington, já informava, em 28 de março de 2009, a intenção da direita paraguaia de organizar um ‘golpe democrático’ no Congresso para destituir Lugo, como o simulacro de impeachment consumado na última 6ª feira. O comunicado da embaixada, divulgado pelo WikiLeaks em 30-08-2011 (http://wikileaks.org/cable/2009/03/09ASUNCION189.html) O comunicado da embaixada, divulgado pelo WikiLeaks em 30-08-2011 (http://wikileaks.org/cable/2009/03/09ASUNCION189.html) mostra que já então o plano era substituir Lugo pelo vice, Federico Franco, que assumiu agora. O texto enviado a Washington faz várias ressalvas. Argumenta que as condições políticas não estavam maduras para um golpe, ademais de mostrar reticências em relação a seus idealizadores naquele momento. Dos planos participavam então o general Lino Oviedo (ligado a interesses do agronegócio brasileiro no Paraguai, que agora pressionam Dilma a reconhecer a legitimidade de Federico Franco, simpático ao setor) e o ex-presidente Nicanor Duarte Frutos. Em seu governo (2003-2008), o colorado Nicanor Duarte Frutos foi duramente criticado por vários governos latino americanos por ter permitido o ingresso de tropas norte-americanas no territorio paraguaio para exercícios conjuntos com o Exército do país; foi em seu mandato também que os EUA tiveram permissão para construir uma base militar na zona da Tríplice Fronteira,com gigantesca pista de pouso, supostamente para combater narcotráfico e o terrorismo islâmico.
O despacho da Embaixada dos EUA em Assunção divulgado pelo WikiLeaks (Postagem Completa)

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VÍDEO MOSTRA UM RETRATO DA SAÚDE PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO DE SÉRGIO CABRAL: O RIO É UMA FESTA, MAS A FESTA É EM PARIS
PROJETO FUNDAMENTAL: APENAS 600 BRASILEIROS AFORTUNADOS PODEM CONTRIBUIR COM R$ 10 BILHÕES POR ANO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF PRECISA TER UM OLHO NO PEIXE, OUTRO NO GATO, OU MELHOR: UM NO GOVERNO E OUTRO NO VICE

WIKILEAKS: SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA TERIA EXPOSTO A MEMBROS DO CONSULADO AMERICANO AS PÉSSIMAS CONDIÇÕES DOS PRESÍDIOS BRASILEIROS

Durante essa semana, a agência A Pública vem divulgando o conteúdo de 2,5 mil telegramas oficiais da diplomacia americana referentes ao Brasil, obtidos pelo WikiLeaks. Em alguns deles, constam revelações feitas pelo atual titular da Secretaria de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, sobre as condições precárias do sistema prisional brasileiro quando ele ocupava o cargo de Secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, em 2008.

Entre outras afirmações, o secretário teria dito que os presídios de São Paulo são como campos de concentração, onde a superlotação, a corrupção e o favorecimento impedem qualquer chance de ressocialização dos detentos. A franqueza do atual secretário em admitir problemas graves da própria administração estadual dos presídios teria provocado perplexidade junto aos representantes diplomáticos dos EUA que perceberam o sistema prisional brasileiro como instituição distante de reais políticas de recuperação dos detentos e respeito aos direitos humanos.

Ainda segundo o que afirma a agência A Pública a partir do conteúdo dos telegramas, nunca faltou dinheiro para investir nos presísios paulistas buscando melhorias na sua condição.Como mostra notícia publicada pelo Terra Magazine, “entre 2006 e 2009, durante a gestão de Antonio Ferreira Pinto, a Secretaria de Administração Penitenciária gozava de um dos maiores orçamentos do Estado”, ao contrário do que dizia o atual secretário ao alegar sérias restrições orçamentárias em fevereiro de 2008, época da sua gestão na administração penitenciária.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pelo Terra Magazine:

WikiLeaks: Secretário compara presídios de SP a campos de concentração
Da Redação

Secretário de Administração Penitenciária de São Paulo em 2008, Antonio Ferreira Pinto, hoje titular da Secretaria Segurança Pública, admitiu a funcionários do Consulado dos Estados Unidos que as cadeias do Estado eram tão ruins que se pareciam com “campos de concentração”. A revelação sobre a precariedade do sistema prisional paulista foi feita em fevereiro daquele ano e consta de um dos 2,5 mil telegramas oficiais da diplomacia americana referentes ao Brasil, obtidos pelo WikiLeaks, que a agência A Pública divulga durante essa semana.

A declaração do ex-oficial da Polícia Militar Antonio Ferreira Pinto provocou perplexidade, conforme comunicado enviado a Washington. “As autoridades estaduais nos impressionaram com sua franqueza em admitir falhas severas no sistema prisional”.

A conversa com o então secretário de Administração Penitenciária deixou os representantes diplomáticos dos Estados Unidos convictos de que São Paulo não contava “com políticas públicas para combater os problemas prisionais”. Deixou claro ainda que mazelas do sistema prisional do Estado, como a superlotação, permaneciam sem solução à vista e que não havia “iniciativas para reabilitação de ex-detentos e de programas para transformar possíveis criminosos em membros produtivos da sociedade”. (Texto completo)

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GOVERNO EXPÕE TERMOS DA OFERTA DE BANDA LARGA POPULAR E PARECE SINALIZAR UM DISTANCIAMENTO DA PROPOSTA ORIGINAL
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DIRIGENTES POLÍTICOS OCIDENTAIS E ISRAELITAS ESCONDEM UM PROFUNDO ÓDIO À DEMOCRACIA, DIZ NOAM CHOMSKY

Chomsky: verdade por trás de aparências

Em entrevista concedida à estação alternativa de rádio estadunidense Democracy Now e publicada pelo Brasil de Fato, o linguista, filósofo e ativista libertário Noam Chomsky discute temas como wikileaks, crise econômica, democracia, entre outros. O professor do Massachusetts Institute of Technology , que já escreveu mais de cem livros, ajudou, 40 anos atrás, o denunciante de dentro do governo norte-americano Daniel Ellsberg a editar e publicar os “Documentos do Pentágono”, a história interna ultra-secreta dos EUA durante a guerra do Vietnã.

Na entrevista, ele comenta o episódio e defende caso parecido envolvendo o Wikileaks. Para Chomsky, é um absurdo chamar uma organização como essa de terrorista, já que ela revela fatos que o governo gostaria de manter escondidos da população. O fato é que, segundo Chomsky, é extremamente importante que a população tenha conhecimento desses fatos e o wikileaks cumpre com essa função.

Ele ainda fala sobre a polêmica envolvendo o Irã e a política de armas nucleares; e destrói a propaganda feita pelo governo norte-americano e israelita segundo a qual o Irã é o grande inimigo dos árabes e por isso deve ser combatido e permanecer distante de armas nucleares. Na realidade, o linguista revela que apenas 10% da população árabe vê o Irã como inimigo. “O que isso revela é o profundo ódio à democracia por parte dos nossos dirigentes políticos e dos dirigentes políticos israelitas. São coisas que nem referidas podem ser. Isso impregna todo o serviço diplomático”, declara Chomsky.

Veja trecho da entrevista, seguida de link para texto completo:

WikiLeaks, crise econômica e outros temas
A estação alternativa de rádio estadunidense Democracy Now entrevistou à distância o linguista, filósofo e activista libertário Noam Chomsky, em vésperas do seu 82º aniversário

Amy Goodman

Amy Goodman: Encontramo-nos com o distinto dissidente político e linguista de reputação mundial Noam Chomsky, professor emérito do Massachusetts Institute of Technology e autor de mais de cem livros, incluindo o seu mais recente Esperanças e realidades, para obter a sua reacção aos documentos da WikiLeaks. Há quarenta anos, Noam e Howard Zinn ajudaram o denunciante de dentro do governo Daniel Ellsberg a editar e publicar os “Documentos do Pentágono”, a história interna ultra-secreta dos EUA da guerra do Vietname. Noam Chomsky fala-nos a partir de Boston… Antes de falarmos da WikiLeaks, qual foi a sua participação nos “Documentos do Pentágono”? Não creio que a maioria das pessoas esteja informada sobre isso.

Noam Chomsky: Dan e eu éramos amigos. O Tony Russo também os preparou e ajudou a filtrá-los. Recebi cópias do Dan e do Tony e várias pessoas as distribuíram à imprensa. Eu fui uma delas. Então o Howard Zinn e eu, como você disse, editámos um volume de ensaios e indexámos os documentos.

Amy Goodman: Explique como funcionou. Penso sempre que é importante contar essa história, especialmente aos jovens. Dan Ellsberg – funcionário do Pentágono com acesso ao máximo segredo – saca da sua caixa de fundos essa história da intervenção dos EUA no Vietname, fotocopia-a, e então como veio parar às suas mãos? Entregou-lha directamente a si?

Noam Chomsky: Chegou-me por intermédio de Dan Ellsberg e de Tony Russo, que tinham feitos as fotocópias e preparado o material.

Amy Goodman: Foi muito editado?

Noam Chomsky: Bem, nós não modificámos nada. Não corrigimos os documentos. Ficaram na sua forma original. O que fizemos, o Howard Zinn e eu, foi preparar um quinto volume além dos quatro que apareceram, que continha ensaios críticos de muitos peritos sobre os documentos, o que significavam, etc. E um índice, que é quase imprescindível para poderem ser seriamente utilizados. É o quinto volume da série da Beacon Press. (Texto Completo)

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HUMOR ENTRE WIKILEAKS E FACEBOOK: UMA INFORMAÇÃO QUE NOS FAZ PARECER UM POUCO IDIOTAS

O SOCIÓLOGO MANUEL CASTELLS MOSTRA POR QUE O WIKILEAKS INCOMODA TANTO O MUNDO “PODRE”

O Wikileaks nada mais é do que um sintoma da sociedade da informação

O Wikileaks desde que começou a revelar verdades inconvenientes sobre a política interna e externa de diversos países do mundo fez muito barulho. E o barulho se deu não pela falta de credibilidade do que era divulgado e sim porque algo estava sendo divulgado. A mera existência dessa “organização de comunicação livre, assentada no trabalho voluntário de jornalistas e tecnólogos, como depositária e transmissora daqueles que querem revelar anonimamente os segredos de um mundo podre”, como escreve o sociólogo Manuel Castells em artigo para o jornal espanhol La Vanguardia, significa fazer ver e ouvir tudo aquilo que “o mundo podre” sempre quis esconder.

Já escrevemos aqui no Educação Política que o Wikileaks é a mais pura manifestação da liberdade de imprensa e de expressão. Qualquer espécie de medida adotada contra ele por países que se dizem defensores das liberdades individuais e da democracia, apenas faz ver a grande contradição na qual estes países se estruturam e não pode ser interpretada de outra forma que não seja antidemocrática e antilibertária.

Como mostra Castells, o Wikileaks é um fenômeno que tinha que acontecer. As grandes potências precisam entender que hoje, na sociedade em rede, nada mais fica por debaixo do pano.

Veja trecho do artigo de Castells reproduzido pela Carta Maior:

Quem tem medo do Wikileaks?

“Uma organização de comunicação livre, assentada no trabalho voluntário de jornalistas e tecnólogos, como depositária e transmissora daqueles que querem revelar anonimamente os segredos de um mundo podre, enfrenta aqueles que não se envergonham das atrocidades que cometem, mas se alarmam com o fato de que suas maldades sejam conhecidas por aqueles que elegemos e pagamos”, escreve o sociólogo Manuel Castells em artigo para o jornal espanhol La Vanguardia.

Manuel Castells – La Vanguardia

Texto em português publicado originalmente no IHU-Online – Publicado no La Vanguardia em 30/10/2010

Tinha que acontecer. Há tempo os governos estão preocupados com sua perda de controle da informação no mundo da internet. Já estavam incomodados com a liberdade de imprensa. Mas haviam aprendido a conviver com os meios de comunicação tradicionais. Ao contrário, o ciberespaço, povoado de fontes autônomas de informação, é uma ameaça decisiva a essa capacidade de silenciar sobre a qual a dominação sempre se fundou. Se não sabemos o que está acontecendo, mesmo que teimamos, os governantes têm as mãos livres para roubar e anistiar-se mutuamente, como na França ou na Itália, ou para massacrar milhares de civis e dar livre curso à tortura, como fizeram os Estados Unidos no Iraque ou no Afeganistão.

Os ataques contra o Wikileaks não questionam sua veracidade, mas criticam o fato de sua divulgação com o pretexto de que colocam em perigo a segurança das tropas e cidadãos. Por isso o alarma das elites políticas e midiáticas diante da publicação de centenas de milhares de documentos originais incriminatórios para os poderes fáticos nos Estados Unidos e em muitos outros países por parte do Wikileaks. Trata-se de um meio de comunicação pela internet, criado em 2007, publicado pela fundação sem fins lucrativos registrada legalmente na Alemanha, mas que opera a partir da Suécia. Conta com cinco empregados permanentes, cerca de 800 colaboradores ocasionais e centenas de voluntários distribuídos por todo o mundo: jornalistas, informáticos, engenheiros e advogados, muitos advogados para preparar sua defesa contra o que sabiam que lhes aconteceria. (Texto Completo)

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WIKILEAKS: AS PANTUFAS DE PALOCCI

O novo ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, traz uma nova linha política para o governo. Faz parte da cota tucano-petista. Se essa nova espécie se reproduzir em demasia no governo Dilma, pode ser pior que um ataque por cargos do PMDB.

Quanto Palocci estava no governo Lula, o governo não funcionava. Serviu para tranquilizar o mercado (humm!).

É por isso que ele tinha as pantufas tucanas, como mostrou Bessinha.

Agora, depois das revelações do wikileaks, Palocci mudou de pantufas.

Veja no PHA

Saiu na Folha (*), pág. A7:

“Críticos minaram diplomacia comercial do Brasil com os EUA.”

“Estratégia do Itamaraty foi atacada em contatos com americanos … ”

“Defensores da ALCA acenaram aos EUA com a chance de reativar as negociações em 2005, quando o então Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, aproveitou um encontro de Lula com o Secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, para debater a idéia.”

“Segundo os americanos, (Tony – PHA) Palocci ‘se ofereceu (sic) para liderar (sic) um esforço para dar novo impulso às negociações’ e levar (sic) o Itamaraty a ‘uma postura mais proativa (sic)’. Lula ‘desconversou’, indicando que não tinha interesse.”

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  4. WIKILEAKS: QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS ESTADOS UNIDOS E OS ESTADOS TEOCRÁTICOS DOS AIATOLÁS?

SE O MUNDO TEM JULIAN ASSANGE, A BLOGOSFERA TEM O SEU CLOACALEAKS

Enquanto não se decide pela libertação do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e a democracia e liberdade de informação seguem ameaçadas, aqui no Brasil eis que surge uma espécie de eco ou reflexo do espírito informativo e corajoso que embalou o site WikiLeaks nos últimos dias.

Uma imagem que em tudo se distancia dos grandes impérios e da grande mídia, incorporando os ares de seus inimigos, no primeiro caso, e fazendo ver a parcialidade de seu partidarismo, no segundo. Tudo na mais sensacional ironia, com um tom humorístico e engajado.

A “aparição” faz ver que um interessante paralelo pode ser traçado entre o WikiLeaks e a Blogosfera, afinal, se o primeiro revela verdades inconvenientes ao mundo doa a quem doer e exerce o direito pleno da liberdade de informação, a segunda também revela aquilo que a velha mídia insiste em esconder debaixo de seus panos partidários e conservadores.

Veja a semelhança no ótimo vídeo que segue abaixo. Afinal, se o mundo tem um Julian Assange, a blogosfera tem o seu CloacaLeaks!!

Vi no Conversa Afiada

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Ao atacar o WikiLeaks, ataca-se a própria democracia

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Breve comentário do Blog Educação Política

*Quando se trata de WikiLeaks, trata-se de defender os direitos dos meios em revelar a verdade, em fiscalizar os governos, em zelar pela liberdade de informação, em outras palavras, ao atacar o WikiLeaks ataca-se a própria essência da democracia! É de crucial importância que existam plataformas de informação como essa, afinal, Julian Assange pode até continuar preso, mas as informações por ele reveladas já estão soltas e vão continuar aparecendo! Quanto aos EUA ou demais países que se sentem ameaçados e respondem com o velho autoritarismo de sempre, vale dizer que a “ameaça” não é gratuita, ou, em bom português, eles fizeram por merecer!

Tradução mal feita por mim, com o uso do terrível mas necessário (para um quase monoglota como eu) tradutor do Google, do artigo do fundador do Wikileaks, no jornal The Australian, desta data:
Não atire no mensageiro por revelar verdades desconfortáveis
Julian Assange
The Australian
8 de dezembro de 2010

Wikileaks merece proteção, não ameaças e ataques.
Em 1958, um jovem Rupert Murdoch, em seguida, proprietário e editor do Adelaide Notícias, escreveu: “Na corrida entre o segredo e a verdade, parece inevitável que a verdade sempre vença”.
Sua observação, talvez, reflexo de seu pai Keith Murdoch ter exposto que as tropas australianas estavam sendo desnecessariamente sacrificadas por incompetentes comandantes britânicos nas margens do Gallipoli. Os britânicos tentaram calá-lo, mas Keith Murdoch não silenciou e seus esforços levaram ao encerramento da desastrosa campanha de Gallipoli.

Quase um século mais tarde, também sem medo, o WikiLeaks publica fatos que precisam ser tornados públicos.
Eu cresci em uma cidade do interior de Queensland, onde as pessoas falavam sem rodeios as suas idéias. Eles desconfiavam do seu governo como algo que pode ser corrompido, se não for observado cuidadosamente. Os dias escuros da corrupção no governo de Queensland antes do inquérito Fitzgerald são testemunho do que acontece quando os políticos amordaçam a imprensa de relatar a verdade.

Essas coisas ficaram comigo. WikiLeaks foi criada em torno desses valores fundamentais. A idéia, concebida na Austrália, foi a utilização das tecnologias de internet em novas maneiras de relatar a verdade.
WikiLeaks inventou um novo tipo de jornalismo: jornalismo científico. Trabalhamos com outros meios de comunicação para levar as pessoas até a notícia, mas também para provar sua veracidade. Jornalismo científico permite a leitura de uma notícia, em seguida, clicar em linha para ver o documento original que se baseia. Dessa forma você pode julgar por si mesmo: é a história verdadeira? Será que o jornalista reportou os fatos com precisão?
As sociedades democráticas precisam de uma mídia forte e WikiLeaks faz parte dessa mídia. A mídia ajuda a manter um governo honesto. WikiLeaks revelou algumas duras verdades sobre o Iraque e no Afeganistão, e sobre histórias de corrupção corporativa.

As pessoas têm dito que eu sou anti-guerra: para que conste, eu não sou. Às vezes, as nações precisam de ir à guerra, e existem guerras justas. Mas não há nada mais errado do que um governo mentir ao seu povo sobre essas guerras, em seguida, pedir a esses mesmos cidadãos para colocar as suas vidas e seus impostos para dar suporte a essas mentiras. Se uma guerra se justifica, então, diga a verdade e as pessoas vão decidir se desejam apoiá-lo.
Se você já leu algum relatório dos afegãos ou sobre a guerra do Iraque, os informes da embaixada dos EUA ou de qualquer das histórias sobre as coisas que o WikiLeaks relatou, considere o quão importante é para todos, ter os meios para ser capaz de relatar essas coisas livremente.
WikiLeaks não é a única editora dos informes de embaixada dos EUA. Outros meios de comunicação, incluindo o Britânicoa The Guardian, o The New York Times, o El Pais na Espanha e o Der Spiegel, na Alemanha, publicou os mesmos informes relatados.

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EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Os E$tado$ Unido$ da América estão sempre vigilantes para levar a “democracia” e o “bom capitalismo” a todos os lugares do mundo, exercendo seu papel policial, para o qual nem precisaram de nomeação, tão altaneira sua grandeza, e para garantir “os direitos dos cidadãos norte americanos residentes em outros países”, bem como a civilização judaico-cristã, que chamam de ocidental, embora ambas as religiões, junto com o islamismo, sejam orientais, por sinal da mesma micro-região, o oriente médio.
Uma pequena lista de países “agraciados” com a visita dos bravos e indomáveis “marines” e suas belas napalm, após a segunda guerra mundial:
China: 1945 ,1946, 1950 e 1953,
Coreia: 1950 e 1953.
Guatemala: 1954 ,1960, 1967 e 1969.
Cuba: 1959 e 1960.
Congo: 1964.
Peru: 1965.
Vietname: 1961 e 1973.
Camboja: 1969 e 1970
Granada: 1983.
Líbia: 1986.
Panamá: 1989.
Iraque: 1991 , 2003, 2004.
Sudão: 1998.
Afeganistão: 1998 e 2001.
Iugoslávia: 1999.
República Dominicana: 1965.
Nesta última nação os EUA mantiveram por décadas o ditador Trujillo, que segundo palavras do Secretário de Estado americano da época, Cordell Hull, “ele pode ser um filho da puta, mas é nosso filho da puta”. Depois que Trujillo foi assassinado e de alguns anos de tumulto, ventos democráticos começaram a contrariar os interesses do capital americano, derrubando um triunvirato apoiado pelos EUA, e ameaçar uma aproximação com Cuba, então Lindon Jonhson, o deles, ordenou a invasão da ilha.
Foi mais um país “libertado” pelos EUA, que se tornou quase tão “próspero” quanto seu companheiro da mesma ilha, o Haiti.
Qual será o próximo país a ser premiado com a “libertação” pelos bravos “irmãos do norte”?
Esses nossos policiais do mundo são sempre muito zelosos de seus “valores”, daí não poderem suportar que seus bastidores, o por baixo do pano, seja exposto publicamente, senão o que vão pensar e fazer os que não têm o sonho do American Way of Life?

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Inimigo dos EUA não tem armas, somente palavras

É realmente aterrorizador quando um regime político ligado a grupos religiosos ou mesmo grupos religiosos condenam à morte alguém que emitiu uma ideia contrária às suas doutrinas.

Essa parece ser a relação dos Estados Unidos com  Julian Paul Assange, criador do site WikiLeaks. Apenas um cidadão europeu, que não usa armas para bombardear os EUA.

Não há uma declaração de morte por parte do governo dos EUA, mas há por parte do governo e de políticos a expressão de um ódio mortal. Há a tentativa de capturá-lo a todo custo e de desmoralizá-lo.

A informação, na era da informação, parece ser algo ainda mais precioso.

É possível que a bisbilhotice aos outros países não tenha tanta importância para o próprio governo dos EUA, visto que essa é a prática corrente americana para quem analisa a política internacional daquele país.

Mas o problema do Wikileaks é a insegurança do que pode ainda ser revelado com temas como corrupção e ações desumanas, que podem ter sido cometidos pelos EUA.

Veja trecho da reportagem da Folha de São Paulo.

Por razões de segurança, troca o número do telefone celular e o e-mail com frequência. Em hotéis, muitas vezes se registrava com nomes falsos.

Agora, está de fato escondido. Dizem que em algum lugar perto de Londres.

Desde o dia 20, está na lista de procurados da Interpol, a política internacional.

A Justiça da Suécia quer ouvi-lo no inquérito em que o acusam de estupro.

Ele nega e diz que isso é fruto de perseguição e de uma campanha orquestrada pelos EUA para difamá-lo.

O suposto estupro teria acontecido em agosto, em Estocolmo. As vítimas, duas voluntárias que trabalhavam para o WikiLeaks.

No Nassiff, governo norte-americano ameça cidadãos por divulgarem wikileaks.

O Depto. de Estado rasgou de vez a primeira emenda. Agora são os estudantes que se veem ameaçados caso divulguem ou comentem arquivos do Wikileaks em e-mails, facebook ou outras redes sociais:

State Dept. Bars Staffers from WikiLeaks, Warns Students

democracynow.org

The U.S. State Department has imposed an order barring employees from reading the leaked WikiLeaks cables. State Department staffers have been told not to read cables because they were classified and subject to security clearances. The State Department’s WikiLeaks censorship has even been extended to university students. An email to students at Columbia University’s School of International and Public Affairs says: “The documents released during the past few months through Wikileaks are still considered classified documents. [The State Department] recommends that you DO NOT post links to these documents nor make comments on social media sites such as Facebook or through Twitter. Engaging in these activities would call into question your ability to deal with confidential information, which is part of most positions with the federal government.”

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Ministro gosta de usar uniformes militares e passa bola para o adversário

A Folha de S. Paulo publica matéria com documentos do site Wikileaks (organização não governamental que  divulga documentos secretos dos EUA) e mostra Nelson Jobim, ministro da Defesa do Brasil, como uma espécie de informante dos Estados Unidos. Ele teria dado, no mínimo, informações sobre integrantes do Itamaraty que teriam uma postura crítica contra a política norte-americana e revelado uma doença de Ivo Morales para os ianques.

Jobim é o mais tucano de todos os ministros, apesar de pertencer ao PMDB. Foi nomeado pelo ex-presidente Ferando Henrique Cardoso para o Supremo Tribunal Federal e foi ministro da Justiça de Fernando Henrique.

Jobim não moveu uma palha, mesmo dentro do governo, para que Dilma Rousseff  fosse eleita. O ministro tem fortes laços com a cúpula tucana. O ministro entrou no governo com a crise dos controladores de voo e serviu para Lula apaziguar um pouco o ódio de setores da elite que o culpavam de derrubar avião.

Agora, ser ministro da Defesa de um país e  passar informações para os Estados Unidos é demais.  Jobim vai ganhar o  Oscar, categoria Judas.

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