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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PESQUISA REVELA QUE GRUPOS XENÓFOBOS LIGADOS A MOVIMENTOS POPULISTAS TENDEM A CRESCER NA EUROPA

O Bloc Identitaire (França) está entre os grupos pesquisados

O estudo The New Face of Digital Populism (O Novo Rosto do Populismo Digital, em tradução livre), realizado pela organização independente britânica Demos, revela uma ligação até agora pouco conhecida: a dos movimentos e partidos populistas, ou ultradireitistas, que geralmente se organizam à margem da sociedade e visam representar lemas conservadores das classes menos favorecidas, com ideias contrárias à imigração e o multiculturalismo.

Esses grupos têm algumas semelhanças com os recentes movimentos dos “indignados” e do “Occupy Wall Street”, no entanto, as semelhanças são apenas econômicas. Os populistas também são contra governos, sistemas de Justiça e as elites política e financeira que controlam boa parte do mundo ocidental, mas, vão além da insatisfação com o sistema capitalista moderno e acrescentam ao seu discurso ideias xenófobas, típicas da direita conservadora.

Neste ponto é que reside a linha tênue que separa os movimentos sociais de cunho democrático que acontecem atualmente e outros movimentos internamente mais radicais, mas que empresta a ambos certo tom populista que faz com que se confunda um com o outro.

O mais preocupante é que esses grupos populistas que representam o que há de mais retrógrado em convivência plural e democrática começam a ganhar cada vez mais adeptos em redes sociais, em sua maioria jovens, e a contaminar o discurso de muitos governos europeus.

Segundo Birdwell, autor da pesquisa, Nicolas Sarkozy, Ângela Merkel e David Cameron já adotaram o antimulticulturalismo, uma ação que reflete a retórica populista. “Conforme os políticos de destaque começam a adotar essas retóricas, vê-se o impacto que esses grupos podem ter”, diz o pesquisador.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

‘Grupos xenófobos devem crescer ainda mais’, diz pesquisador britânico
Por Gabriel Bonis

Os movimentos e partidos populistas, ou ultradireitistas, ganharam força na Europa Ocidental na última década por meio de discursos personificados contra, entre outros temas, a imigração e o multiculturalismo. Hoje, esses grupos avançam e conquistam adeptos divulgando sua ideologia nas redes sociais. É essa ligação quase desconhecida que o estudo The New Face of Digital Populism (O Novo Rosto do Populismo Digital, em tradução livre), realizado pela organização independente britânica Demos, analisa.

O levantamento pediu a simpatizantes de grupos populistas, que geralmente se organizam à margem da sociedade e visam representar lemas conservadores das classes menos favorecidas, de 11 países europeus para preencherem um questionário.

As mais de 10 mil respostas indicaram, segundo o instituto, o descontentamento desta parcela da população com governos, sistemas de Justiça e as elites política e financeira do continente. Aspectos semelhantes à onda de manifestações internacionais contra o neoliberalismo, liderada por jovens lembrados como “os indignados”.

“Os movimentos ‘Occupy’ [Ocupar Wall Street, por exemplo] têm semelhanças com esses grupos no sentido em que ambos são populistas, desafeiçoados das elites e advogam contra os sistemas político e financeiro”, diz Jonathan Birdwell, pesquisador sênior do Demos e um dos autores do estudo, em entrevista a CartaCapital.

No entanto, as similaridades entre os grupos resumem-se apenas aos aspectos econômicos citados acima, aponta Birdwell. Segundo ele, os 14 grupos analisados, entre eles o Bloc Identitaire (França), CasaPound (Itália) e English Defence League (Reino Unido), vão além da insatisfação com o sistema capitalista moderno e acrescentam ao seu discurso ideias xenófobas, típicas da direita conservadora. Algo que pôde ser captado na pesquisa, pois os entrevistados mostraram-se contra imigração, o Islã e o multiculturalismo, por avaliarem que sua identidade nacional estaria ameaçada. “Mesmo assim é significante o fato de assistirmos ao surgimento de movimentos populistas em ambos os lados.” (Texto completo)

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BRASILEIRA AGREDIDA NA SUÍÇA: BRASILEIROS DEVERIAM BOICOTAR TURISMO NA EUROPA

A Europa está perdendo o encanto e ficando cada vez mais difícil para brasileiros. Os turistas e estudantes brasileiros devem mudar de rota. Há um mundo inteiro para se conhecer.

O caso Jean Charles, os vários casos de agressão na imigração da Espanha e o caso de Paula Oliveira na Suíça mostram que governo brasileiro deve tomar uma atitude mais firme com relação à xenofobia européia. (Ainda que o caso de Paula Oliveira ainda não esteja esclarecido e mesmo que as investigações apontem para outro caminho que não a intolerância).

Uma medida seria desestimular o turismo, sobretaxar viagens para países mais xenofóbicos, além de cobrar medidas efetivas dos governos.

Brasileira agredida na Suíça segue internada e volta ao Brasil não está confirmada, diz tio

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A brasileira Paula Oliveira, agredida na Suíça por supostos neonazistas na última segunda-feira (8), permanece internada. A informação foi confirmada pelo tio da vítima, Sílvio Oliveira, que mora em Recife e acompanha o caso por telefone.

Ele relatou dificuldades para entrar em contato com o pai da brasileira, Paulo Oliveira, e disse não saber detalhes que justifiquem a nova internação, ocorrida no final da tarde de ontem (12).

Sílvio afirmou que a volta de Paula para o Brasil ainda não está confirmada e que tudo depende da avaliação médica e do desenrolar das investigações. “Ela está muito abalada. Há apenas a intenção de voltar para o Brasil”, disse.

Sobre o relatório divulgado ontem pela polícia suíça, ele destacou que o documento apenas confirmava a ocorrência e a busca por testemunhas. Segundo Sílvio, as autoridades no país voltaram a insistir que os fatos em torno do crime não estavam claros. “Esperamos agilidade”, afirmou. A expectativa é que um novo relatório seja divulgado na manhã de hoje.

Paula estava grávida de gêmeos e já obteve a confirmação, pelo hospital, de que perdeu os bebês. Agora, será investigado se o aborto ocorreu antes ou após as agressões. No momento em que foi abordada pelos homens, Paula estaria falando ao telefone celular em português com a mãe – o que reforça a hipótese de que o crime tenha sido cometido por um grupo xenófobo.

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CELSO AMORIM TRANSFORMOU AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO BRASIL

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