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O CORPORATIVISMO IGNÓBIL E CRIMINOSO DOS PODERES DA REPÚBLICA

Educação Política Você Faz
Por Ludovicense

Justiça

Nenhum de nós, que tem um mínimo de discernimento acreditaria que um punhado de “homens de bem” confeccionariam no ano de 1988 uma Constituição da República sem reservar ferramentas que pudessem garantir e perpetuar o poder que há muito tempo transita entre eles. Com raríssimas exceções, toda a estrutura político-administrativa deste país foi minuciosamente arquitetada para manter o povo (o qual detém o verdadeiro poder soberano) longe, bem longe das decisões políticas e governamentais, de modo a cristalizar e concentrar ainda mais o poder de uma pequena casta de brasileiros.
Esse corporativismo abjeto, ignóbil e criminoso que temos visto nos Poderes da República, é apenas mais uma prova viva do engendrado, ardiloso e maquiavélico “plano de poder dos homens da república”, com o pérfido intuito e objetivo de perpetuar o comando e o domínio absoluto, das vontades, dos desejos, das vidas dos brasileiros.
O Brasil é estruturado por três pilares mestres. O Poder Executivo, que administra o país; o Poder Legislativo, que inova no mundo jurídico; e o Poder Judiciário, que aplica as leis no caso concreto. E todos os três são harmônicos e independentes entre si, e em tese, nenhum deles deve prevalecer sobre o outro.
É cediço, que os homens públicos deste país são os maiores clientes do Poder Judiciário, quer seja na seara administrativa, penal ou civil.
E pasmem agora. Todos os membros do STF – a mais alta corte deste país (porque acima deles não existe ninguém, nem Deus;se um Ministro do STF disser que Pau é Pedra, não se discute mais, é Pedra mesmo)-, são cuidadosamente escolhidos pelo Poder Executivo e chancelados pelo Poder Legislativo, en passant, também nutre grande apreço e simpatia por decisões judiciais favoráveis.
Esse sistema foi idealizado para sempre dar certo para eles. É a ágil, intrépida e destemida raposa do rabo felpudo cuidando do galinheiro.
Que comprometimento com a República têm esses senhores, que são carinhosamente conduzidos no mais alto cargo do Poder Judiciário apenas por que são amigos da corte, sendo que num futuro muito próximo esse ‘favor’ será cobrado sem misericórdia. Posteriormente deverão julgar com ‘isenção e imparcialidade’ os ‘padrinhos’ que os conduziram ao cargo de julgadores, de toda e qualquer ‘leviana e infundada acusação’ que paire sobre suas imaculadas e íntegras cabeças.
É com pesar que faço essa leitura de nosso país.
Talvez, com alguma sorte, e muitos anos de desenvolvimento sociocultural, esse odioso e aterrador estado de coisas se modifique no futuro.
Mas, infelizmente, por agora, temos que conviver com pessoas inteiramente desprovidas de escrúpulos ou qualquer outro sentimento que se aproxime ou chegue perto da solidariedade ou fraternidade; absolutamente empenhados e exclusivamente preocupados em defender com unhas e dentes os seus pérfidos interesses pessoais e familiares; esse pessoal representa a mais verdadeira e terrível acepção da palavra ‘EGOÍSMO’, exercitam o mais puro e autêntico egoísmo, são praticantes do egoísmo na sua mais alta e intensa dimensão, em detrimento absoluto e indignidade de toda uma nação.
Esse senhor que compõe o STF, é apenas mais um nesta República de Bananas, que está reproduzindo o que vem sendo praticado há anos neste país: O imaculado e angelical egoísmo estatal.
Pessimismo à parte, desejo um excelente ano de 2012, que todos nós consigamos concretizar nossos projetos pessoais e profissionais.

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Brasileiro lê um livro por ano, revela pesquisa

Lísia Gusmão
Repórter da Agência Brasil

Brasileiro demora 365 dias para ler um livro

Brasília – Um levantamento do Instituto Pró-Livro confirma que o brasileiro lê pouco. São 77 milhões de  não leitores, dos quais 21 milhões são analfabetos. Já os leitores, que somam 95 milhões, leem, em média, 1,3 livro por ano. Incluídas as obras didáticas e pedagógicas, o número sobe para 4,7 – ainda assim baixo. Os dados estão na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios de todos os estados em 2007.

“O livro é pouco presente no imaginário do brasileiro”, explica o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a população lê, em média, 11 livros por ano. Já os franceses leem sete livros por ano, enquanto na Colômbia, a média é de 2,4 livros por ano. Os dados, de 2005, são da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que integram o Instituto Pró-Livro.

Detalhes dos hábitos do brasileiro relacionados ao livro, revelados na pesquisa, atestam esta afirmação. O levantamento considera como não leitores aqueles que declararam não ter lido nenhum livro nos últimos três meses, ainda que tenha lido ocasionalmente ou em outros meses do ano.

Entre os leitores, 41% disseram que gostam muito de ler no tempo livre, enquanto 13% admitiram que não gostam. Também entre os 95 milhões de leitores brasileiros, 75% disseram que sentem prazer ao ler um livro, mas 22% sustentaram que leem apenas por obrigação.

Com as estatísticas nas mãos, Fabiano dos Santos diz que há dois caminhos a percorrer para fazer do Brasil um país de leitores: ampliar o acesso ao livro e investir na formação de leitores.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil sugere que a maior influência para a formação do hábito da leitura vem dos pais, o que explica o fato de que 63% dos não leitores informaram nunca terem visto os pais lendo.

Por outro lado, o levantamento sugere que o hábito de ler é consolidado na escola e quanto maior o nível de escolaridade, maior o tempo dedicado à leitura. Entre os entrevistados com ensino superior, há apenas 2% de não leitores e 20% disseram que dedicam entre quatro e dez horas por semana aos livros. Este índice cai para 12% entre estudantes do ensino médio.  (Texto integral na ABr)

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TV CULTURA RECEBEU UMA CHUVA DE E-MAILS SOBRE O PROGRAMA RODA VIVA COM GILMAR MENDES E SEUS AMIGOS

A TV Cultura recebeu uma chuva de e-mails sobre o próximo Roda Viva com o presidente do Supremo  Gilmar Mendes, que deverá ir ao ar somente na segunda-feira, dia 15. O programa está causando comoção porque, ao que tudo indica, vai ser uma boa conversa de comadre entre entrevistado e entrevistadores. Tipo, levanta que eu chuto (ou meus amigos me entrevistam).

O ombudsman da emissora teve de dar explicações (link abaixo) e veja também o comentário de nosso amigo Luís Mello.

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Luís Mello

E mais: o ouvidor da TV Cultura ainda tem a coragem de reclamar da
quantidade de e-mails que a emissora recebeu por conta da listinha
privilegiada de “entrevistadores” ao coroné Mendes:

“Não poderia haver situação mais exemplar do cuidado que, na minha
opinião, todos devemos ter, independentemente de nossas opiniões
políticas, com o avassalador poder de multiplicação da Internet e da
importante – e também grave – possibilidade que ela abre para a
comunicação direta entre pessoas e instituições, sem intermediários.”

Ou seja, é realmente grave, para a mídiazona, a possibilidade de
“eliminar o intermediário” e estabelecer a comunicação direta entre as
pessoas.

Me faz lembrar daquele poema do Maiakóvski:

Incompreensíveis para as massas
Wladimir Maiakovski

Entre o autor e o público, posta-se o intermediário.
E o gosto do intermediário é bastante intermédio, medíocre.
Medianeiros médios pululam nos meios, onde, galopando, teu pensamento chega.
Um deles considera tudo sonolento:
“Sou homem de outra têmpera! Perdão”, e repete um só refrão:
“O público não compreenderá”.
Camponês, só viu um faz tempo, antes da guerra.
Operários, deu com dois, uma vez, numa ponte, vendo subir a água da enchente.
Mas diz que os conhece como a palma da mão.
Que sabe tudo o que querem!
Aqui vai meu aparte: chega de chuchotar bobagens para os pobres.
Também eles, podem compreender a arte. Logo, que se eleve a cultura do povo!
Uma só, para todos.

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