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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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DILMA ROUSSEFF DEVERIA NEGOCIAR COM O PARAGUAI O FIM DO COMÉRCIO DE ARMAS NA FRONTEIRA PARA COMPENSAR ITAIPU

Parceria deveria incluir combate às armas de fogo

A presidenta Dilma Rousseff deveria exigir uma compensação do Paraguai pelo aumento do custos da energia elétrica. Ontem, o Senado aprovou o acordo entre Brasil e Paraguai que triplica o valor pago pelo governo brasileiro pela energia da hidrelétrica da usina de Itaipu. O Brasil deve fazer acordos e parcerias com os países vizinhos, porque é importante o desenvolvimento de toda América do Sul.  Isso também vai ajudar o Brasil.

Mas, diante da quantidade de armas ilegais no Brasil, talvez fosse a hora de pedir uma compensação do país vizinho, que poderia ser bem simples: o fim do comércio de armas na região da fronteira com o Brasil e um maior rigor do governo Paraguaio sobre o comércio de armas. Isso poderia dificultar o contrabando ilegal de armas e seria uma medida insignificante para a economia paraguaia.

Veja pequeno trecho matéria sobre o tema que saiu na Folha de S. Paulo:

O Senado aprovou ontem o acordo entre Brasil e Paraguai que triplica o valor pago pelo governo brasileiro ao país vizinho pela energia da hidrelétrica da usina de Itaipu não utilizada pelos paraguaios.

O projeto amplia os valores que estão estabelecidos no Tratado de Itaipu, firmado pelos dois países.
A aprovação ocorre quatro dias antes de a presidente Dilma Rousseff realizar visita oficial ao Paraguai.
Por pressão do Palácio do Planalto, líderes governistas se articularam para aprovar o projeto a tempo de Dilma levar a “boa notícia” ao presidente paraguaio, Fernando Lugo.
Por se tratar de projeto de decreto legislativo, o texto entra em vigor logo depois da sua publicação- sem a necessidade de ser sancionado pelo Executivo.
Com a mudança, o Brasil vai elevar de 5,1 para 15,3 o fator de multiplicação aplicado aos valores estabelecidos no Tratado de Itaipu para os pagamentos por cessão de energia não utilizada no Paraguai.
Na prática, a mudança de cálculo multiplica por três o valor gasto pelo governo brasileiro para financiar a energia produzida em Itaipu. (texto integral)

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A capa da revista Veja, na época do referendo sobre armas, mostra que ideologia da revista transformou o jornalismo em algo tosco e tacanho.

Basta ver a capa na época e não precisa dizer mais nada.

Michel Moore diz que a melhor arma da extrema-direita é o medo que consegue impor à população. Quanto mais medo a população tiver, mais a extrema-direita vai ter sucesso eleitoral e as desigualdades vão continuar aumentando.

Isso me fez lembrar da Regina Duarte.

Racioncínio complexo da Veja: desarmar vai armar!!!!

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PESQUISAS CONFIRMAM QUE POLÍTICA DO DESARMAMENTO TEM UMA RELAÇÃO DIRETA COM A DIMINUIÇÃO DA VIOLÊNCIA NO PAÍS

Os dados ainda impressionam. Com 34,3 mil homicídios ao ano, o País é o campeão mundial de mortes por armas de fogo, em números absolutos, segundo levantamento de 2010 feito pelo Ministério da Justiça. No entanto, entre 2004 e 2010, período que sucedeu a aprovação do estatuto do desarmamento, esse número caiu em 8%, ou seja, a tese de que quanto menos armas estiverem em circulação, menos mortes serão contabilizadas tem se revelado verdadeira.

A arma em si é um objeto estranho. Inventada pelo homem para garantir a sua sobrevivência e proteção, a arma foi evoluindo com o passar do tempo e com as transformações da sociedade e, hoje, é mais uma peça dentro de um complexo jogo de mercado e interesses que, não raro, acaba servindo como meio de atentar contra a vida do outro, causar medo e intimidação e não mais garantir com ela apenas a sua própria sobrevivência. Em caso de crimes passionais nem se fala. A arma é um objeto que definitivamente não deveria estare ali. Claro que ela poderia ser facilmente substituída por qualquer outra coisa, no entanto, sem ela sem dúvida algumas consequências trágicas poderia sem evitadas.

É por isso que o desarmamento continua sendo a bandeira de muitas organizações civis que em parceria com o governo federal atuam pelo desarmamento efetivo da sociedade, apreendendo armas irregulares ou regularizando outras. Além disso, o fácil acesso às armas alimenta o crime organizado no Brasil transformando o cenário atual das grandes cidades em uma verdadeira guerra. Os desafios para o desarmamento ainda são muitos, alguns apontados em entrevista publicada pela Carta Capital com a diretora da ONG Sou da Paz, Melina Risso.

Veja trecho:

Quanto menos armas em circulação, menos mortes
Por Bruno Huberman

“Já está comprovado, por números, que a menor quantidade de armas em circulação, e não o contrário, aumenta a segurança e reduz a quantidade de homicídios.” A opinião é da diretora da ONG Sou da Paz, Melina Risso, que desde 2003 faz parte do programa Controle de Armas e luta, ao lado do governo federal, pelo desarmamento da sociedade. O Sou da Paz participou ativamente da aprovação do Estatuto do Desarmamento naquele ano e das campanha de recolhimento de armas de 2004 e 2008, que tiraram mais de 500 mil de circulação e regularizaram outras 1,5 milhão.

De acordo com levantamento de 2010 feito pelo Ministério da Justiça, o Brasil tem 16 milhões de armas, das quais 47,6% na ilegalidade. Com 34,3 mil homicídios ao ano, o País é o campeão mundial de mortes por armas de fogo, em números absolutos. No entanto, desde a aprovação do Estatuto, ou seja, entre 2004 e 2010, a taxa de mortalidade por armas de fogo caiu 8%, comprovando a tese de Risso.

Acerca do debate aberto sobre a origem do armamento dos criminosos brasileiros, a diretora fica com o sociólogo Antonio Rangel Bandeira, da ONG Viva Rio, sobre a hipótese que a maior parte do poder de fogo dos traficantes e cia. são de produção nacional. Essa posição vai contra a apresentada pelo diretor dos Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC), Fabrício Rebelo, em carta enviada à CartaCapital. Sobre o CAC, Risso ainda discorda que a fiscalização deles é tão rígida como eles mesmo dizem. “O Exército não tem a quantidade de pessoas suficiente para fiscalizar no rigoroso processo que deveria fiscalizar.”

Leia abaixo a íntegra da entrevista. Na semana que vem publicaremos novas reportagens sobre o tema com diferentes setores envolvidos na questão.

A maioria das armas dos criminosos realmente vem de dentro do País?

“A informação de que as armas apreendidas no Brasil são prioritariamente de produção nacional está comprovada com dados. Sobre isso não tem como ir contra. Tem estudo feito pelo Centro de Análise e Planejamento (CAP) da Polícia Militar, de 2007, que mostra que as armas apreendidas por pessoas que de alguma maneira estavam cometendo algum crime são armas de fabricação nacional. A indústria nacional de armas alimenta a criminalidade. Isso é um fato, não há argumento contra. Por exemplo, a chefe da balística de São Paulo afirma que praticamente todas as armas que chegam para ela fazer uma análise são de fabricação nacional.”

O CAC

“O questionamento do CAC acontece porque ele é um setor muito visado. Nós fizemos uma pesquisa sobre a implementação do Estatuto do Desarmamento que mostrou que esse setor detém uma quantidade significativa de armas. Essa categoria chama atenção, mas não estou dizendo que essas pessoas estão desviando armas. Em 2007, tínhamos no Sigma (banco de dados de armas das Forças Armadas e do CAC) 154.522 armas registradas nas mãos de colecionadores, atiradores e caçadores. É um arsenal absurdo que está nas mãos de uma categoria que tem as armas como hobbie, que podemos inclusive questionar do ponto da segurança pública. Para além do desvio, essas pessoas que detém uma enorme coleção de armas acabam sendo visadas para o roubo.” (Texto Completo)

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