Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Einstein chocado: Brasil descobre que SUS não funciona porque médicos desafiam lei da física

O maior problema do SUS é a consulta médica. Isso todo brasileiro sabe. Mas agora o Brasil está descobrindo porque o Sistema Único de Saúde (SUS), apesar de suas qualidades, não funciona nesta área. O SUS More…

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Apenas 44 deputados votaram a favor do SUS e contra seus próprios interesses; veja lista

A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 10 de fevereiro, em segundo turno, a PEC do Orçamento Impositivo, que obriga a União a repassar cerca de 1,2% de sua receita corrente líquida às emendas parlamentares individuais (Mais)

JUNHO DE 2013, O MÊS QUE NÃO TERMINOU: POR TODO BRASIL OCUPAÇÕES E LUTAS DA POPULAÇÃO PERSISTEM

brasildefato

O mês de Junho de 2013 pode ter ficado para a história como Maio de 68. E parafraseando o grande jornalista Zuenir Ventura, junho de 13 é o mês que não terminou. Por todo o Brasil há localizados protestos e ocupações, ainda que a cobertura seja centrada no Rio e em São Paulo.

Havia no Brasil, antes de junho, uma vida muito fácil para os políticos. Bastava se eleger, trabalhar nos gabinetes sofrendo pressão apenas dos lobbies econômicos, e tentar se reeleger depois de 4 anos. Mas parece que há uma mudança, uma insistência em protestos com ocupações e paralisações. E isso vai exigir, esperamos, um pouco mais dos políticos.

E isso já está aparecendo quando obriga políticos a tomar posições, sejam mais democráticas (dialogar com os protestos, reformular propostas etc) ou sejam mais autoritárias (mandar a polícia resolver e calar os manifestantes). Antes de junho, todos os políticos eram pardos. Agora, com os protestos, tendem a mostrar o lado.

No cerne dos protestos, há o abismo entre o mundo que controla o dinheiro (seja poder público de todos os níveis ou empresariado) e uma massa da população. Esse abismo é uma desigualdade persistente e perversa. E é essa desigualdade, refletida nos péssimos serviços de saúde, educação e transporte, que parece agora ter emergido desde junho de 13.

Ou retrocedemos com a pancadaria e repressão policial ou avançamos com distribuição de renda e investimentos que façam da educação, saúde e transporte serviços públicos de qualidade.

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DIFERENÇA SOCIAL NA ALMA: JORNALISTA DIZ EM REDE SOCIAL QUE MÉDICAS CUBANAS PARECEM EMPREGADAS DOMÉSTICAS

PARA A PRESIDENTE DO CNS, AO DEIXAR DE PARTICIPAR DE COMISSÕES DO GOVERNO MÉDICOS REFORÇAM O CORPORATIVISMO E SE COLOCAM CONTRA O PRÓPRIO PAÍS

E para eles não faltam médicos...

E para eles não faltam médicos…

Da Rede Brasil Atual

Contra Mais Médicos, entidades de classe sabotam comissões no governo federal
Presidenta do Conselho Nacional de Saúde diz que medida é mais uma reação corporativa contra o governo. Médica classifica atitude de ‘fascismo’ e cobra de colegas uma postura a favor do país
Por Cida de Oliveira

São Paulo – O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) anunciaram hoje (19), em Brasília, que deixarão de participar de todas as câmaras, comissões e grupos de trabalho do Ministério da Saúde, bem como do Conselho Nacional de Saúde. Segundo as entidades, a saída é uma resposta às “decisões unilaterais tomadas pelo governo ultimamente, como o programa Mais Médicos e os vetos à lei do Ato Médico, tomadas sem nenhum diálogo com as médicas e médicos brasileiros”.

A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, avaliou como “lastimável e um equívoco político” o rompimento. “O CNS não é governo, e sim um órgão representativo da sociedade brasileira, com 144 integrantes, que debate a saúde pública. Os médicos deixam esses fóruns num momento em que deveriam ficar ao lado da sociedade que vai às ruas para defender melhorias na saúde pública”, disse.

Ela lembrou que em junho passado o órgão, no qual as entidades médicas têm representantes, aprovou moção de apoio às medidas do governo.

Maria do Socorro reiterou que apoia o Programa Mais Médicos como medida emergencial. “Defendemos políticas de saúde que ofereçam atendimento multiprofissional, com a presença de todos os profissionais da área de saúde. Mas a falta de médicos é o problema mais urgente, que deve ser enfrentado primeiro. Neste momento estou no Mato Grosso, numa aldeia Xavante. A maior reclamação aqui é que não tem médico”, disse.

Para a presidenta do CNE, o anúncio da Fenam expressa uma reação das entidades médicas contrárias às posições do governo, inclusive de ter vetado pontos do chamado Ato Médico, lei que regulamenta a profissão médica. “Em mais de 20 anos de SUS, governo nenhum tinha enfrentado esse debate. E como os médicos querem se autorregular, serão contrários a qualquer atitude que o governo vier a tomar.” (Texto completo)

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VAI PENSANDO AÍ
PESQUISA DA UNICAMP REVELA SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS EM BATONS, ESMALTES E LÁPIS DE OLHO
PROFESSOR DE MEDICINA, GASTÃO WAGNER, DEFENDE SEIS DESAFIOS PARA MELHORAR O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
SALVE-SE QUEM PUDER: PLANOS DE SAÚDE ESTÃO INFERNIZANDO A VIDA DOS BRASILEIROS DA CLASSE MÉDIA

DEPOIS DA LEGALIZAÇÃO, URUGUAI NÃO REGISTRA MORTE DE MULHERES E TEM UMA DAS MAIS BAIXAS TAXAS DE ABORTO DO MUNDO

Ativistas em campanha pela legalização do aborto no final do ano passado

Ativistas em campanha pela legalização do aborto no final do ano passado

Do Sul 21

Em seis meses de legalização, Uruguai não registra mortes de mulheres que abortaram
Da Redação

O subsecretário do Ministério da Saúde Pública do Uruguai, Leonel Briozzo, apresentou nesta semana os dados oficiais sobre interrupções voluntárias de gravidez dos primeiros seis meses desde a sua legalização no país. Entre dezembro de 2012 e maio de 2013, não foi registrada a morte de nenhuma mulher que abortou de forma regulamentada no Uruguai.

Foram realizados 2.550 abortos legais, aproximadamente 426 por mês. O Uruguai é um dos países com taxas de aborto mais baixas do mundo. Briozzo explicou que desde o novo marco legal para o aborto, o país os pratica de forma segura, com a consolidação de serviços de saúde para este fim.

A política pública do governo tem o objetivo de diminuir a prática de abortos voluntários a partir da discriminalização, da educação sexual e reprodutiva, do planejamento familiar e uso de métodos anticoncepcionais, assim como serviços de atendimento integral de saúde sexual e reprodutiva.

Segundo esses dados, o MSP atesta que 10 em cada mil mulheres entre 15 e 44 anos abortam no Uruguai atualmente. Esses números cituam o país entre um dos que têm menores indicadores, ao lado dos estados da Europa Ocidental.

Com informações da United Press International

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VAI PENSANDO AÍ

PESQUISA DA UNICAMP REVELA SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS EM BATONS, ESMALTES E LÁPIS DE OLHO

Metodologia detecta riscos à saúde em produtos de beleza

Edimilson Montalti, JU

lojacupcakeNova plataforma de pesquisa da FCM constata falhas na formulação de esmaltes, batons e lápis de olho

Pesquisadores do Laboratório Innovare de Biomarcadores, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, criaram uma nova plataforma de pesquisa que utiliza imagens em duas e três dimensões associadas a dados estatísticos que permitem identificar, em segundos, todos os componentes químicos presentes ou não na formulação de produtos de beleza. Essa nova plataforma, denominada de Cosmetômica, oferece até 99% de acerto, o que pode garantir a fabricantes e consumidores a qualidade e a segurança de produtos.

Para testar o poder da aplicação da plataforma que associa, pela primeira vez na área de cosmética, uma técnica analítica aliada ao tratamento estatístico de dados, os pesquisadores analisaram as principais marcas de esmaltes, batons e lápis de olho à venda em lojas e mercados brasileiros.

As marcas utilizadas pelos pesquisadores não foram reveladas. Por questões éticas, o nome fantasia de cada produto foi substituído por código de números e letras.

Dentre as descobertas feitas pelos pesquisadores, algumas constatações preocupantes: três das nove marcas de esmalte investigadas apresentaram em sua composição taxas elevadas de SUDAM III, uma substância considerada potencialmente cancerígena; cinco amostras de batom foram analisadas (duas novas, duas em uso e uma com prazo de validade vencido), e um dos produtos em uso apresentou mudanças significativas em algumas características sensoriais, como odor rançoso, antes mesmo do vencimento do prazo de validade, enquanto outra marca não tinha um dos componentes hidratantes descritos no rótulo.

Três amostras de lápis de olho foram analisadas (um novo, um usado e outro com uso vencido). O produto vencido mostrou substâncias que, além de irritações e alergias, podem tornar o ambiente ocular propício para proliferação de microrganismos causadores de infecções na região.

Os resultados obtidos foram publicados na edição de março da revista Materials, no artigo “Cosmetic analysis using Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization Mass Spectrometry Imaging (MALDI-MSI)”. A pesquisa foi conduzida pelo farmacêutico Diogo Noin de Oliveira, aluno de pós-graduação do programa de ciências médicas da FCM da Unicamp. A orientação do trabalho foi de Rodrigo Ramos Catharino, professor do curso de Farmácia da Unicamp. Este é o primeiro trabalho em que foram usadas as técnicas de Ionização por Dessorção a Laser Assistida por Matriz (da sigla em inglês MALDI) e Espectrometria de Massas por Imagem (também do inglês MSI) na área de cosmética. (Texto Completo)

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GOVERNADOR ALCKMIN, O SR. COLOCARIA SEU FILHO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE SÃO PAULO DEPOIS DE 17 ANOS DE GOVERNO DO PSDB?

Político em mandato deve ser atendido no SUS (Sistema Único de Saúde) e colocar o filho na escola pública. Só assim, educação e saúde devem melhorar.  Imagina

Veja no vídeo abaixo o caso do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que em breve completará 8 anos como governador, dos quase 20 do PSDB em São Paulo.  É exemplar.

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PROFESSOR DE MEDICINA, GASTÃO WAGNER, DEFENDE SEIS DESAFIOS PARA MELHORAR O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

Seis desafios para o resgate do SUS

Da Revista Radis 

“Devemos observar a questão como um filme, e não como uma fotografia. Para mim o copo do SUS está se esvaziando ou ficando como está. Proponho dividir a questão do SUS em seis desafios, para efeito didático:

O primeiro desafio é o subfinanciamento. O Brasil gasta 3,5% do PIB, enquanto outros países gastam 10%. Isso tem repercussões negativas no acesso e está na base das filas. O modelo da saúde suplementar não tem viabilidade econômica.

Segundo desafio: ampliar o acesso à atenção básica. Sistemas nacionais, públicos, são muito dependentes da atenção básica. O Brasil, depois de 22 anos de SUS, tem 50% de abrangência da atenção básica para a população. O ideal seria pelo menos 80%. O acesso é garantido na emergência (falta de vínculo), onde a qualidade deixa muito a desejar. A maior parte dos brasileiros não tem médico de referência; 75% da população não têm plano de saúde e o ideal seriam 80%.

Gastão Wagner

O terceiro desafio são as redes. O Brasil não conseguiu a governabilidade de criar regiões de saúde, com todos os serviços que garantam a integralidade. O sistema é muito fragmentado. As consequências disso são nefastas. O Brasil continua um dos campeões de hanseníase, por exemplo; a situação da saúde indígena é deplorável.

Quarto desafio: uma reforma de gestão. Não foi criado um modelo adequado à saúde. Diante das dificuldades de gestão, como a lei de responsabilidade fiscal e a burocracia da administração direta, há uma improvisação, que por um lado resolve problemas e por outro cria novos. Improvisa-se (com terceirizações e privatizações) em vez de se discutir uma nova estrutura organizacional para o SUS. Defendo uma reforma administrativa da gestão do SUS baseada no serviço público, com estrutura pública, em um modelo semelhante ao das universidades federais e estaduais, cuja gestão vai além dos mandatos de presidentes, governadores e prefeitos.

O quinto desafio está em desenvolver uma política de pessoal específica para o SUS, para várias áreas de atuação diferentes, como atenção básica, saúde mental. Os funcionários do SUS e a gestão devem ser municipais. Essa lógica privatista que está em vigor é problema gravíssimo.

Por fim, não vejo vontade política de se construir integralmente o SUS e as redes de saúde. A descontinuidade dos programas de governo e a rotatividade dos ministros exemplifica isso”.

• Gastão Wagner, professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Unicamp

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PARA PEDRO TOURINHO, BRASIL NÃO FEZ REFORMA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAPAZ DE GARANTIR ATENDIMENTO PÚBLICO DE QUALIDADE

Pedro Tourinho, médico e vereador de Campinas

Pedro Tourinho, médico e vereador de Campinas

Nesta segunda parte da entrevista à TV Educação Política, o médico sanitarista e vereador de Campinas, Pedro Tourinho (PT), fala sobre a gestão pública em áreas fundamentais como saúde e educação.

Para ele, não há receita para o desafio de garantir o que está previsto na Constituição brasileira, que é saúde e educação de qualidade. “Tanto o setor público quanto o setor privado têm problemas”, diz. Segundo Tourinho, devemos pensar em um  horizonte político em que os serviços públicos sejam de qualidade”, afirma.

Veja primeira parte da entrevista.

Veja abaixo a segunda parte da entrevista:

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SALVE-SE QUEM PUDER: PLANOS DE SAÚDE ESTÃO INFERNIZANDO A VIDA DOS BRASILEIROS DA CLASSE MÉDIA

Reclamações no Procon

Reclamações no Idec

Ranking do Idec aponta planos coletivos de saúde como vilões dos consumidores

São Paulo – O ranking de 2012 do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), divulgado hoje (4), traz mais uma vez os planos de saúde no topo da lista de atendimentos da organização. Seguem-se os setores financeiro, de produtos e de telecomunicações. O total de orientações referentes a dúvidas sobre relações de consumo no ano chegou a 5.413. Em 11 anos, apenas uma vez, em 2011, os planos de saúde fugiram do topo da lista, sendo superados pelo setor de eletroeletrônicos, que, após a redução de impostos, teve uma expansão significativa nas vendas, o que provocou uma série de dúvidas e reclamações.

No entanto, no ano passado, negativa de cobertura, reajuste por faixa etária e anual acima do máximo permitido e descredenciamento de prestadores de serviço motivaram a maioria dos atendimentos feitos pelo Idec em todo o país. O principal fator, segundo a gerente de relacionamento do instituto, Karina Alfano, é o crescimento dos planos coletivos, ou falsos coletivos, oferecidos a pequenos grupos de consumidores, cujos contratos não são regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Quase todos os planos não aceitam as pessoas individualmente, colocam preços impraticáveis para tal. Aí, o consumidor entra no coletivo, incluindo pelo menos mais uma pessoa, ou se associa a planos em grupos de entidades representativas, como os sindicatos”, denuncia Karina. Sobre os planos foram registrados 1.104 atendimentos (20% do total). (Texto Integral)

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BRASIL É CAMPEÃO MUNDIAL NO CONSUMO DE AGROTÓXICO E PERMITE O USO DE SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS EM OUTROS PAÍSES

A maldição dos agrotóxicos

Paulo Kliass / Brasil de Fato , via Saúde Brasil

Apenas 13 grandes empresas controlam o mercado de agrotóxico no mundo

Apenas 13 grandes empresas controlam o mercado de agrotóxico no mundo

O estímulo prioritário pelo modelo do agronegócio, que os sucessivos governos têm reforçado ao longo dos anos, só produz malefícios. Esse sistema implica um conjunto de consequências negativas para o Brasil e para a maioria de nossa população: propriedades imensas, expulsão das populações locais em função da mecanização, prática da monocultura, extinção das culturas tradicionais, concentração da renda e da riqueza, entre tantos outros.

Um dos aspectos mais perversos dessa opção é a intensificação do uso de agrotóxicos na atividade agrícola. O crescimento da aplicação indiscriminada desses venenos provoca danos permanentes para a saúde das pessoas e para o meio ambiente. As pesquisas são unânimes em apontar a contaminação de solos, rios e demais reservas de água. Por outro lado, cada vez mais são reveladas novas doenças para os trabalhadores diretamente envolvidos, bem como quadros patológicos graves para o conjunto da população – atual e futura – pela ingestão dos alimentos derivados desse tipo de produção.

O Brasil é campeão global no uso de agrotóxicos: quase 20% do total consumido no mundo são utilizados em nosso território. Desde 2008 lideramos a lista dos países que mais aplicam pesticidas, herbicidas e afins em suas atividades agropecuárias. Para o presente ano (2012), a previsão é de um consumo de quase 1 milhão de toneladas desses produtos, equivalente a uma movimentação aproximada de 8 bilhões dólares. Isso corresponde a um índice alarmante de 5 kg desse tipo de droga por habitante a cada ano.

A estrutura de mercado de tais produtos é marcada pelo predomínio de grandes corporações multinacionais e o poder empresarial é altamente concentrado. Apenas 13 empresas controlam quase 90% da oferta mundial de agrotóxicos. Com essa enorme capacidade de influenciar governos, o setor consegue manter a autorização oficial dos órgãos públicos reguladores para produtos comprovadamente perigosos. Assim, o Brasil permite a produção e comercialização de substâncias proibidas há muito tempo nos Estados Unidos, Europa, Canadá, Japão e mesmo na China.

Trata-se de combinados químicos que as pesquisas comprovaram serem causadores de diversos tipos de câncer, distúrbios neurológicos, sequelas psiquiátricas, além de serem transmitidos pelo aleitamento materno. Apesar das matrizes das grandes transnacionais estarem proibidas de produzir tais venenos, aqui em solo tupiniquim o governo faz vista grossa para as atividades de suas filiais. Além das tragédias individuais e sociais provocadas por esse tipo de irresponsabilidade, o custo que o conjunto da sociedade incorre também é elevado. Estima-se que, para cada unidade monetária consumida em agrotóxico, o Estado seja obrigado a gastar 1,28 no futuro com gastos para tratar a saúde comprometida.

Não contentes com essa permissividade, as empresas são ainda beneficiadas com incentivos tributários para que essa atividade, já condenada em todo o mundo, seja aqui ainda mais rentável. O Brasil oferece estímulos às indústrias, em termos dos impostos envolvidos no setor: isenção total de IPI federal e redução de até 60% no ICMS dos Estados. As denúncias são públicas e amplamente conhecidas no que se refere aos danos provocados pelos agrotóxicos. Porém, os órgãos públicos que deveriam zelar pelo bem público e pelas condições de saúde e do meio-ambiente parecem se preocupar mais com os interesses das empresas do que com os interesses do país e da maioria de nossa população.

O caso recente do “chumbinho”, presente em pesticida fabricado pela Bayer, esteve por vários anos se arrastando em reuniões e mais reuniões sem que nenhuma proibição fosse realizada. Apesar da comprovação dos malefícios e dos quase 5 mil casos anuais de envenenamento causados pelo produto, só agora no mês de novembro a Anvisa resolveu proibir sua comercialização de forma definitiva.

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COMISSÃO DO SENADO APROVA PROJETO QUE TORNA CRIME HEDIONDO O DESVIO DE VERBA DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE

Aprovado projeto que torna crime hediondo desvio de verbas da educação e saúde

Senadores: desvio de verba para educação e saúde pode se tornar crime hediondo

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou agora há pouco o parecer favorável do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) ao projeto de lei que que considera crime hediondo o desvio de verbas destinadas a programas de educação e saúde (PLS 676/2011).

A matéria segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa.

A CE, que já aprovou três dos 14 itens da pauta desta terça-feira, continua reunida na sala 15 da Ala Alexandre Costa. (Agência Senado)

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FISCALIZAÇÃO RESGATA 56 PESSOAS EM TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO EM FAZENDA DE IRMÃO DA SENADORA KÁTIA ABREU
TV EDUCAÇÃO POLÍTICA: BLOG EDUCAÇÃO POLÍTICA TERÁ EM BREVE ENTREVISTAS EM VÍDEO

NÚMERO DE MORTES CAUSADAS PELA DENGUE CAIU 80% NOS QUATRO PRIMEIROS MESES DO ANO, PRÓXIMO PASSO É CRIAR UMA VACINA PARA DOENÇA

Os número são positivos para a dengue no Brasil. Nos quatro primeiros meses desse ano, o número de casos graves da doença caiu cerca de 87% e o número de mortes, no mesmo período, também caiu em 80%. O estados que concentram maior número de casos da doença são Rio de Janeiro (80.160), Bahia (28.154) e Pernambuco (27.393).

O repasse de R$ 92 milhões para 1.158 municípios como adicional de 20% aos recursos regulares para o combate à doença são vistos como uma das causas da diminuição do número de casos em uma época onde geralmente eles são altos: o verão.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acredita que a estratégia de combate à dengue com foco no mosquito está ultrapassada, “o novo enfoque da pasta está na integração de ações de cuidado à saúde, como redução do tempo de espera para diagnóstico e início do tratamento”, diz ele em notícia publicada pela Agência Brasil.

Além disso, ele lembra que o Brasil continua investindo na criação de uma vacina contra a dengue, com três estudos em andamento.

Veja trecho da notícia:

Mortes provocadas pela dengue caem 80% nos primeiros quatro meses do ano
Por Paula Laboissière

Brasília – Pesquisa divulgada hoje (17) pelo Ministério da Saúde revela uma queda de 87% no número de casos graves de dengue registrados no país nos quatro primeiros meses do ano – foram 8.630 em 2011 contra 1.083 em 2012.

De acordo com o estudo, o número de mortes provocadas pela doença também caiu durante o mesmo período, passando de 374 em 2011 para 74 em 2012. Houve redução de 80%.

Ao todo, 286.011 casos de dengue foram notificados em todo o país entre janeiro e abril deste ano, o que representa uma queda de 44% em relação ao total registrado nos quatro primeiros meses de 2011 (507.798 casos).

O levantamento mostra que dez estados concentram 81,6% dos casos notificados em 2012 – Rio de Janeiro (80.160), Bahia (28.154) e Pernambuco (27.393) lideram o ranking. Já os municípios com o maior número de casos são Rio de Janeiro (64.675), Fortaleza (10.156) e Recife (6.343).

Considerando a incidência da dengue (proporção de caso para cada 100 mil habitantes), as três cidades com as maiores taxas no país são Palmas (2.494,7), Itabuna (1.445,3) e Rio de Janeiro (1.045,4).

O estudo mostra que todos os quatro tipos de dengue permanecem em circulação no país, sendo que, nos quatro primeiros meses deste ano, os tipos 1 e 4 foram os mais comuns, com 59,3% e 36,4% de um total de 2.098 amostras positivas.

A distribuição dos subtipos, entretanto, apresenta variações de acordo com a localidade. No Norte, houve predominância do tipo 4 (85,5%). Nas regiões Sul (83,8%) e na Nordeste (81,5%). Já no Centro-Oeste, a circulação desse tipo de vírus ficou em 53,3% e no Sudeste, 49,7%.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lembrou que o verão constitui o período em que ocorre mais transmissão de dengue no Brasil. Segundo ele, 95% dos casos da doença são registrados no primeiro semestre do ano. (Texto completo)

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ENTIDADE PRODUZ VÍDEO SOBRE ABORTO E SAÚDE PÚBLICA
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APESAR DOS DADOS POSITIVOS DA DENGUE ESSE ANO, SURTO DA DOENÇA AINDA AMEAÇA 91 CIDADES
BIOINSETICIDA EM FORMATO DE COMPRIMIDO PROMETE SER MAIS UM ALIADO PARA COMBATER A DENGUE NO PRÓXIMO ANO

BANCO DE CÉLULAS TRONCO VAI SER DESENVOLVIDO PELA USP E, NO FUTURO, PODE SERVIR COMO UMA POPULAÇÃO BRASILEIRA “IN VITRO”

Uma equipe de 17 pesquisadores vai desenvolver na Universidade de São Paulo (USP) um banco de células-tronco de pluripotência induzida. É o que mostra notícia divulgada pela Agência Brasil. Segundo a coordenadora do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (Lance) da USP, Lygia Vieira Pereira, as primeiras pesquisas com o banco poderão começar a ser desenvolvidas em dois ou três anos.

O banco será formado a partir de amostras de sangue e a saúde de 15 mil pessoas será monitorada ao longo de 30 anos para avaliar os fatores de risco de doenças crônicas. Com as células de uma parcela significativa da população, a expectativa é que elas possam servir, no futuro, como uma população brasileira in vitro onde uma nova droga, por exemplo, poderia ser testada antes de ser lançada, avaliando previamente seus riscos.

Além disso, de posse das células, os pesquisadores também trabalham com a possibilidade de estudar como se desenvolvem as doenças crônicas. A partir da observação do material celular, por exemplo, seria possível prever que as pessoas teriam uma certa doença?

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

USP vai desenvolver banco de células tronco para pesquisar doenças crônicas e novas drogas
Por Daniel Mello

São Paulo – Uma equipe de 17 pesquisadores vai desenvolver na Universidade de São Paulo (USP) um banco de células-tronco de pluripotência induzida. São células adultas que são induzidas artificialmente para reproduzir a capacidade de formar qualquer tecido do corpo. Segundo a coordenadora do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (Lance) da USP, Lygia Vieira Pereira, as primeiras pesquisas com o banco poderão começar a ser desenvolvidas em dois ou três anos. O sistema só deverá funcionar plenamente em aproximadamente cinco anos.

O banco será formado a partir de amostras de sangue coletadas pelo Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa). A iniciativa do Ministério da Saúde vai monitorar, com entrevistas e exames clínicos, a saúde de 15 mil pessoas ao longo de 30 anos para avaliar os fatores de risco de doenças crônicas.

Com isso, além das células de uma amostra significativa da população, estarão disponíveis dados clínicos relativos ao material. “Isso vai acabar servindo, em um futuro bem próximo, como uma população brasileira in vitro”, diz Lygia. “Então, no caso de uma nova droga, antes dela ser lançada, tem que ser testada na população brasileira para ver se ela é tóxica. A gente poderia antes de ir para as pessoas, testar nas células, na população brasileira in vitro”, exemplifica a pesquisadora.

Outra utilização, prevista por Lygia, diz respeito ao próprio estudo de como se desenvolvem as doenças crônicas. “A gente pega os dados clínicos dessas pessoas e vemos quantas têm depressão. Será que a gente consegue enxergar isso nas células delas? A gente conseguiria prever que essas pessoas teriam depressão?”diz. (Texto completo)

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UMA EM CADA CINCO MENINAS ENGRAVIDA ATÉ OS 18 ANOS E SÃO AS MAIS JOVENS AS QUE MAIS SE SUJEITAM A ABORTOS ILEGAIS

A gravidez precoce ainda continua bastante expressiva no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados mostram que uma em cada cinco meninas engravida até os 18 anos. Anualmente, 16 milhões de adolescentes, entre 15 e 19 anos, dão a luz um bebê, como mostra notícia da Agência Brasil.

Os fatores que contribuem para a gravidez precoce muitas vezes são culturais, vêm da própria organização de certas sociedades em que a mulher se casa mais cedo e logo torna-se mãe, mas também continuam relacionados à pobreza e à educação.

Mulheres com mais anos de educação engravidam mais tarde porque neste caso outros fatores, como a realização profissional, influenciam na decisão de não engravidar tão cedo. A falta de informação em relação a métodos de prevenção da gravidez ainda continua alta o que revela a necessidade de políticas de informação e acesso a métodos contraceptivos principalmente junto à população mais pobre.

A notícia divulgada pela Agência Brasil também lembra que a gravidez em adolescentes pode gerar problemas de saúde para a mãe e a criança, e que o número de abortos é maior entre as mulheres mais jovens que, muitas vezes, não se sentem preparadas para ser mãe.

Veja trecho:

Uma em cada cinco meninas engravida até os 18 anos no mundo, alerta OMS
Por Carolina Pimentel

Brasília – A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o grande número de mães adolescentes em todo o mundo, na véspera das comemorações pelo Dia das Mães. Calcula-se que uma em cada cinco meninas fica grávida até os 18 anos. Anualmente, 16 milhões de adolescentes, entre 15 e 19 anos, dão a luz um bebê.

Em muitos locais do mundo, as mulheres são pressionadas a casar-se e ter filhos com pouca idade, o que justifica os altos índices de gravidez na adolescência. Nos países pobres, mais de 30% das jovens casam-se antes de completar 18 anos.

A pouca escolaridade também contribui para a gravidez precoce. “As taxas de gestação entre mulheres com menos estudo é maior em comparação à das mulheres com mais anos de educação”, diz comunicado da OMS.

De acordo com a organização, muitas adolescentes não sabem como evitar uma gravidez ou não têm acesso aos métodos contraceptivos.

Outra preocupação é quanto aos problemas de saúde provocados por uma gestação na adolescência. Complicações na gravidez e no parto são a primeira causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos em países pobres.

“Ter bebês durante a adolescência traz sérias consequências para a saúde da garota e da criança, especialmente em locais onde os sistemas de saúde são deficientes. Em alguns países, as adolescentes recebem menos cuidados durante e depois do parto em comparação às adultas”. (Texto completo)

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APESAR DAS VANTAGENS DO USO DA BICICLETA NAS CIDADES, O CICLISTA AINDA É UM DOS USUÁRIOS MAIS VULNERÁVEIS NO TRÂNSITO

Com segurança

O uso de bicicletas é uma ótima alternativa não só para diminuir o trânsito das grandes cidades e o impacto de gases poluentes sobre o meio ambiente, como também por representar um meio de locomoção bem mais saudável para quem o utiliza.

No entanto, o ciclista, ao lado do pedestre, continua sendo bastante vulnerável no trânsito e mesmo que o número de acidentes envolvendo quem anda de bicicleta não seja tão alto, a gravidade deles costuma ser bem maior do que quando se envolve em um acidente de carro, por exemplo.

Um acidente envolvendo um ciclista é bem mais delicado pois a área de exposição do corpo do condutor é bem maior. Como mostra notícia publicada pela Carta Capital, a hemorragia é muito frequente nos acidentes com bicicletas, o que exige rapidez no atendimento à vítima.

Outras informações fornecidas pela notícia mostram que mais importante que incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte é proporcionar as devidas condições de infraestrutura, principalmente ciclovias separando os demais veículos das biciletas, para que as chances de acidente sejam menores e, com isso, a segurança do ciclista maior.

Veja trecho:

Saudável, mas arriscado
Por Rogério Tuma

O uso de bicicleta nas grandes cidades é uma excelente opção para fugir do maior problema que elas enfrentam, o trânsito. A questão é que não existem estatísticas que deixem seguros tanto os ciclistas quanto as autoridades para impulsionar este hábito, que além de econômico é saudável.

Infelizmente, apesar de o número de ocorrências ser pequeno, os acidentes com ciclistas são graves e muito frequentemente letais. Em fevereiro, o primeiro estudo sobre o assunto foi publicado na revista inglesa Emergency Medical Journal. A autora, Joanna Manson, do Royal London Hospital, analisou todos os acidentes registrados na região de Londres no período entre 2004 e 2009. Ela identificou 265 acidentes com ciclistas, onde foram necessários suporte de atendimento de trauma especializado e completo, com direito a helicóptero e médico no local. Desses atendimentos, 82% foram ocasionados por acidentes com veículos motorizados, os mais graves foram em razão de colisão com utilitários.

A conclusão do estudo foi que o fator de sobrevivência mais importante era a manutenção da pressão arterial, que está ligada ao sangramento. Isto é, quanto maior o sangramento e mais lento é o socorro, mais baixa fica a pressão e menor fica a chance de sobrevivência ao acidente. O controle rápido da hemorragia é o principal fator médico que pode salvar algumas vidas, mas nem todas. Sem atendimento socorrista rápido e repleto de recursos, uma cidade fica refém da sorte e de medidas preventivas.

Estudos mostram que metade dos mortos no trânsito é de pedestres ou ciclistas, os chamados usuários vulneráveis. E esse número tende a crescer. Em 2020, espera-se que a principal causa de morte no mundo seja por acidente automobilístico. Em um país como a Inglaterra, andar de bicicleta é extremamente seguro, são 34 mortes e 646 feridos graves por 1 bilhão de quilômetros percorridos/ano. Londres é a cidade mais perigosa para os ciclistas ingleses, contando com 15% das mortes ou lesões graves de toda a Grã-Bretanha. A grande maioria dos acidentes ocorre entre 8 e 9 horas da manhã, e em até 20 metros de distância de um cruzamento, a causa mortis do ciclista londrino é utilitário dobrando o cruzamento à esquerda. Lembrando-se que a mão de lá é o contrário da nossa, a adaptação para o Brasil seria o caminhão virar a direita, e claro, sem olhar e sem avisar. (Texto completo)

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APESAR DOS DADOS POSITIVOS DA DENGUE ESSE ANO, SURTO DA DOENÇA AINDA AMEAÇA 91 CIDADES

Tocantins é o estado com a maior incidência de dengue: 249,4 casos para cada 100 mil pessoas. A taxa nacional é 21,2 por 100 mil

O verão, época mais favorável à proliferação do mosquito da dengue, ainda não acabou, por isso os cuidados da vigilância sanitária para evitar que os focos do mosquito se espalhem continua redobrado. E não sem motivo já que, apesar da queda no número de casos da doença e mortes registradas esse ano em comparação com o ano passado, 91 cidades ainda correm o risco de viver um surto da doença.

“A taxa superior a 300 casos por 100 mil habitantes é encarada como situação epidêmica”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha em notícia publicada pela Agência Brasil. Palmas, capital do Tocantins, é uma das cidades em estado de alerta. São 743,7 casos por grupo de 100 mil habitantes.

A maioria das cidades com risco de surto encontra-se nos estados da Bahia, Maranhão e São Paulo. Os criadouros do mosquito continuam os mesmos: recipientes e depósitos de lixo, no norte e centro-oeste, pratinhos de planta e calhas entupidas no sul e sudeste; e caixas d’água no nordeste.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Surto de dengue ainda ameaça quase 100 cidades brasileiras
Por Carolina Pimentel

Brasília – Apesar da queda do número de casos de dengue e de mortes decorrentes da doença este ano, 91 municípios ainda seguem com risco de enfrentar surto da doença até o fim do verão. Outros 265 estão em estado de alerta. Palmas, capital do Tocantins, é uma das cidades onde a quantidade de casos já indica surto da doença, segundo balanço divulgado hoje (13) pelo Ministério da Saúde.

O número de cidades com risco de surto (91) é superior à previsão divulgada pelo governo em dezembro (48). De acordo com Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde, o aumento já era esperado, pois as informações do ano passado tinham como base a pré-temporada de verão. “É natural que cresça o número de municípios por causa do clima mais propício à proliferação do mosquito”, explicou.

Das 91 cidades em risco de surto, a maioria está nos estados da Bahia, do Maranhão e de São Paulo (46). Nesses municípios, em cerca de 4% das casas e imóveis visitados pelos agentes de vigilância sanitária foram encontradas larvas do mosquito transmissor da doença.

“Como ainda estamos na metade de fevereiro, temos de manter o alerta e a mobilização, para que a gente chegue até o fim do verão [com queda de registros]”, disse Jarbas Barbosa. (Texto completo)

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Até agora o saldo da operação foi a prisão de quatro pessoas, a realização de 538 abordagens e a captura de dez condenados

“As pessoas estão incomodadas com indivíduos se drogando na rua, mas se este é o grande mote para a ação, há uma medida higienista”, afirma Dartiu Xavier, psiquiatra e diretor do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Unifesp, em notícia publicada pela revista Carta Capital. O comentário se deve à Operação Sufoco, comandada pela Polícia Militar contra o tráfico de drogas na região da cracolândia, no centro de São Paulo que começou no último dia 3.

A região, que fica próxima à Estação da Luz, escancara diante dos olhos da opinião pública toda mazela social brasileira. As feridas da desigualdade social, da falta de oportunidades, da ausência de atendimento médico adequado e da devastação causada pelas drogas estão ali abertas e vivas.

Visando estancar os sangramentos e, quem sabe, cicatrizar os ferimentos, a Polícia Militar vem sendo criticada por especialistas da área da saúde pelos métodos repressivos com que tem agido, interrompendo um modelo de ação baseado no diálogo e na conquista da confiança do usuário para que este, voluntariamente, aceite o tratamento.

A motivação da Polícia, na realidade, não parece ser a de recuperar socialmente os usuários de crack da região e sim a de higienizar o local, já que as pessoas estão incomodadas com cenas tão cruas expostas aos seus delicados e cômodos olhares, como lembrou o psiquiatra. Assim, o método autoritário parece mesmo ser o mais adequado aos objetivos policiais. Atingindo o comércio das drogas, eles, teoricamente, deixariam o usuário sem alternativa. Portanto, enquanto alguns grupos de ação social tentam oferecer uma nova alternativa, a polícia quer deixar o usuário sem nenhuma.

Infelizmente, higienizar a cracolândia, assim como outras higienes que tem virado pauta em telejornais por aí afora, estão longe de resolver o problema e servem ao que há de mais obscuro em matéria social. Mas, cá entre nós, eles não querem saber disso. O que funciona mesmo no Brasil parece ser a filosofia do “esconde a sujeira por debaixo do tapete que está muito bom”.

Veja trecho da notícia publicada pela Carta Capital com diferentes visões sobre o assunto:

‘Ação da polícia parte de visão higienista’
Por Gabriel Bonis

Desde terça-feira 3, a Polícia Militar comanda a Operação Sufoco contra o tráfico de drogas na Cracolândia, centro de São Paulo. Dividida em três fases, a medida pretende “criar um ambiente seguro” para ações sociais e de saúde a usuários de crack, além de manter a região da Nova Luz, que passará por uma revitalização a ser concluída em 2026, sem novos grupos de dependentes e criminosos.

A ação é, porém, criticada por especialistas por comprometer o trabalho dos agentes da Secretaria Municipal de Saúde que tentam criar uma relação com os usuários para propor o tratamento voluntário. “Uma medida repressiva resulta no oposto do pretendido”, diz Dartiu Xavier, psiquiatra e diretor do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Unifesp.
O especialista destaca que medidas repressivas sem propor auxílio ou ajuda aos dependentes são equivocadas e ineficientes. “As pessoas estão incomodadas com indivíduos se drogando na rua, mas se este é o grande mote para a ação, há uma medida higienista”, afirma. E completa: “Essa situação é atribuída à droga, mas a causa do problema é a exclusão social, ausência de moradia e saúde.”

A polícia pretende identificar traficantes e cortar a chegada do crack na região no prazo de um mês, com a ajuda de 100 policiais que atuam na área 24 horas por dia. Segundo a organização, houve estudos e reuniões preparatórias para a operação, que, ao diminuir a quantidade da droga nas ruas, espera forçar dependentes a procurar ajuda. “Os usuários vão simplesmente ir para outros bairros buscar novos fornecedores”, aponta Dartiu.

Rosângela Elias, coordenadora da Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, defende que a tática da polícia pode ser útil para apoiar usuários em tratamento. “Essas pessoas sabem onde encontrar o crack, mas se em um momento de ‘fissura’ enfrentarem dificuldades para achar a droga, isso pode ajudá-las a se esforçar mais contra o vício.” (Texto completo)

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Mais um aliado da sociedade na luta contra o Aedes aegypti

Em 2012, a dengue poderá ser combatida utilizando mais um recurso além do que recomenda evitar a água parada. Trata-se de um bioinseticida desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que será produzido na forma de comprimidos para dissolução em caixas d’água e também em apresentações maiores, para utilização em açudes e reservatórios.

O bioinseticida é resultado de quase dez anos de pesquisas coordenadas pela cientista Elizabeth Sanches, que trabalha na Farmanguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela produção de medicamentos, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil.

O comprimido hidrossolúvel paralisa os músculos da boca e do intestino da larva e causa infecção generalizada, além disso não apresenta qualquer risco para o meio ambiente sendo ideal para uso domiciliar. A produção dos bioinseticidas deve ser iniciada dentro de alguns meses e a previsão de Elizabeth é que no meio do ano que vem eles já estejam no mercado.

Vale lembrar que o bioinseticida é importante por realmente garantir a morte do mosquito já que, muitas vezes, o simples cuidado de não deixar água parada não é garantia de que ele não se multiplicará.

Veja mais informações sobre o assunto:

Brasil terá bioinseticida contra dengue em 2012
Por Vladimir Platonow

Rio de Janeiro – O país contará com um importante aliado para combater a dengue no próximo ano. Um bioinseticida desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e fabricado por uma indústria farmacêutica promete ser divisor de águas na luta contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

O bioinseticida é resultado de quase dez anos de pesquisas coordenadas pela cientista Elizabeth Sanches, que trabalha na Farmanguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela produção de medicamentos. Criado a partir do Bacillus thuringiensis e do Bacillus sphaericus, ele será produzido na forma de comprimidos, para dissolução em caixas d’água, ou em apresentações maiores, para utilização em açudes e reservatórios.

“No caso da dengue domiciliar, é recomendável a utilização do comprimido hidrossolúvel. O produto tem duas ações concomitantes: paralisa os músculos da boca e do intestino da larva e causa infecção generalizada nela”, explicou Elizabeth, engenheira bioquímica e bióloga.

A pesquisadora garantiu que o bioinseticida não apresenta qualquer risco para o meio ambiente. “Nós fizemos todos os testes referentes a impacto ambiental e toxicologia da formulação em animais de sangue quente, inclusive. Temos a segurança dos produtos que desenvolvemos, justamente por serem aplicados em ambientes domiciliares.

A Farmanguinhos concluiu o treinamento dos funcionários da empresa BR3, vencedora da licitação e que poderá iniciar a produção dentro de alguns meses, segundo Elizabeth. “A empresa acabou de ser treinada e está bem adiantada na implantação do projeto. Eu penso que no meio do ano que vem nós já tenhamos produtos dessa parceria tecnológica”. (Texto completo)

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Dilma no lançamento do Plano de Enfrentamento ao uso do Crack e outras Drogas

A presidente Dilma Rousseff anunciou na última segunda-feira (12/12), ao comentar o lançamento de um conjunto de ações para o enfrentamento ao crack, que a meta do governo é implantar uma política ampla de combate às drogas no país.

No espectro dos problemas sociais que atualmente se espalham pelo Brasil a questão das drogas, mais particularmente a do crack, produz cenas e realidades preocupantes e totalmente paradoxais para um país que hoje é a sétima economia do mundo e se diz cada vez mais democrático e no caminho do desenvolvimento.

O crack não faz vítimas apenas nas camadas inferiores da população, no entanto, ele serve como espelho do abismo da desigualdade social brasileira porque é nas classes mais baixas que ele faz os maiores estragos, produzindo imagens difíceis de acreditar.

O enfrentamento às drogas, no entanto, exige pensamento e postura de um país realmente desenvolvido que aprendeu a encarar as questões sociais como realmente sociais e não como mais um “caso de política”. A droga nunca deixou de ser um problema de saúde pública e deve ser encarada como tal.

Pensando nisso, a proposta da presidente Dilma é que seja criada “uma rede integrada que atue em três frentes: garantir o cuidado e o tratamento para dependentes químicos; reprimir o tráfico e o crime organizado; e educar jovens para prevenir o contato com as drogas”, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil.

A ampliação das unidades públicas de acolhimento para usuários no Sistema Único de Saúde (SUS) também está em vista. A expectativa é chegar a 574 unidades até 2014, por meio de parcerias com instituições privadas e comunidades terapêuticas. O atendimento nos centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) também deve ser ampliado para 24 horas, de modo que a assitência ao usuário em processo de recuperação possa ser dada em tempo integral.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

Meta é implantar política ampla, moderna e corajosa, diz presidenta sobre plano de combate ao crack
Por Paula Laboissière

Brasília – Ao comentar o lançamento de um conjunto de ações para o enfrentamento ao crack na semana passada, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (12) que a meta do governo é implantar uma política ampla, moderna e corajosa de combate às drogas.

No programa semanal de rádio Café com a Presidenta, ela lembrou que R$ 4 bilhões serão investidos até 2014 em uma rede integrada que atue em três frentes: garantir o cuidado e o tratamento para dependentes químicos; reprimir o tráfico e o crime organizado; e educar jovens para prevenir o contato com as drogas.

Segundo Dilma, o país conta atualmente com 26 unidades públicas de acolhimento para usuários no Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é chegar a 574 unidades até 2014, por meio de parcerias com instituições privadas e comunidades terapêuticas.

“Para receber recursos do governo, essas instituições terão que seguir as novas normas da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] relativas à higiene do ambiente, ao atendimento e, principalmente, ao respeito aos direitos humanos e à manutenção do contato dos pacientes com a família”, explicou. (Texto completo)

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Tampores a rufar pela causa da mulher

As mulheres são as que mais utilizam os serviços do Sistema Único de Saúde, o SUS, como usuárias ou para ajudar a cuidar da saúde de filhos e parentes. No entanto, estão longe de receber o tratamento ideal. Por isso, na 14ª Conferência Nacional de Saúde, a Batucada Feminista dos Tambores de Safo, de Fortaleza (CE) decidiu chamar a atenção do poder público para as condições em que se encontra a saúde da mulher no país.

De acordo com notícia publicada pela Rede Brasil Atual, “há falhas de informação sobre o funcionamento dos serviços, racismo, lesbofobia, desrespeito, humilhações e maus-tratos na hora do parto e, principalmente, em situação de abortamento”. Um dos principais problemas que envolvem a saúde da mulher no Brasil é a mortalidade materna, agravada, dentre outros fatores, pelo aborto inseguro que ainda não é visto como um problema de saúde pública, e sim como um reduto de preconceito e falso moralismo.

Por falar em preconceito, as mulheres negras, segundo a notícia, são as que mais sofrem. A taxa de morte é três vezes maior entre elas.

O fato é que enquanto a situação da mulher não vai sendo descriminalizada, o aborto clandestino provoca 25% dos casos de esterilidade, 602 internações diárias por infecção e 9% dos óbitos maternos.

Serão precisos mais quantos números para que o país saia do atraso quando à questão não só da saúde da mulher, mas quanto ao feminino (social, político e cultural) de forma geral?

Veja trecho da notícia:

Mulheres exigem melhor acolhimento pelo SUS
Por Cida de Oliveira

Brasília – Em cortejo, a Batucada Feminista dos Tambores de Safo, de Fortaleza (CE), atrai a atenção de todos por onde passa na 14ª Conferência Nacional de Saúde. O objetivo é esse mesmo: despertar para a mulher, ou melhor, para a saúde da mulher, que não vai tão bem assim.

“As históricas condições de desigualdades são determinantes no adoecimento e morte, o que exige atenção especial do SUS sobre esta população”, explica a cientista política Kauara Rodrigues, assessora técnica da Cfemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria), do Distrito Federal, e da Articulação Brasileira de Mulheres.

Segundo ela, as mulheres são as que mais utilizam o serviço público de saúde, seja como usuária ou para ajudar a cuidar da saúde de filhos e parentes. Mas nem por isso são bem tratadas. Há falhas de informação sobre o funcionamento dos serviços, racismo, lesbofobia, desrespeito, humilhações e maus-tratos na hora do parto e, principalmente, em situação de abortamento. “Queremos maior acesso ao SUS, sem filas, acolhimento com dignidade e cidadania.”

Kauara diz que são muitas as prioridades para o setor. Tanto que a redução das taxas de mortalidade materna é o único dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, da Organização das Nações Unidas, que o Brasil não conseguirá atingir até 2015. O aborto inseguro é uma das principais causas de morte. Na média, em todo o país, ocupa a quarta colocação, mas em alguns estados, como Bahia, é a principal.

As mulheres negras são as que mais sofrem. A taxa de morte é três vezes maior entre elas. O aborto clandestino provoca 25% dos casos de esterilidade, 602 internações diárias por infecção e 9% dos óbitos maternos. “Para mudar isso precisamos melhorar a cobertura e descriminalizar a mulher, que é vítima desse problema de saúde pública”, ressalta. Segundo ela, preocupa o fato de que, embora haja projetos de lei tramitando nesse sentido, os que querem endurecer ainda mais a legislação são em maior número, aumentando a ameaça de retrocesso. (Texto completo)

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Espalhando-se pelo país...

Pesquisa divulgada recentemente pela Confederação Nacional de Municípios (CMN) confirmou os dados que já haviam sido levantados em uma pesquisa feita pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Entre outras coisas, as pesquisas revelam que o consumo de crack vem aumentando nas cidades do estado de São Paulo devido à facilidade de acesso e ao baixo custo. Esses dois fatores fazem com que os consumidores cada vez mais prefiram a droga ilícita. A prova disso é que o crack já é a segunda droga mais consumida no estado, ficando atrás apenas do álcool e substituindo-o em diversos casos.

Além disso, a pesquisa da CMN revelou que o crack está mais presente em cidades pequenas do interior do que nas metrópoles paulistas e na capital.

Os dados mostram como o crack já está disseminado em grande parte do país e a revelação que subsiste por trás dos números impõe um desafio cada vez maior ao poder público: o de saber enfrentar a questão como uma problema de saúde pública e não como mais um “caso de polícia” como estamos acostumados a ver.

O Brasil não será uma país desenvolvido enquanto não conseguir resolver seus problemas de forma efetiva e minimamente coerente. O crack não é caso de polícia e sim de política efetiva de saúde pública o que, infelizmente, parecemos não ter.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

SP: crack está mais presente nas pequenas cidades, mostra pesquisa
Por Vinicius Konchinski

São Paulo – Uma pesquisa divulgada esta semana pela Confederação Nacional de Municípios (CMN) aponta que o consumo do crack está substituindo o de álcool em algumas cidades do país. Devido à facilidade de acesso ao crack e ao seu baixo custo, algumas pessoas estão deixando de beber e usando cada vez mais a droga ilícita.

Essa constatação ratifica um quadro que já havia sido descrito em uma pesquisa feita pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O levantamento, divulgado há dois meses, indica que o crack já é a segunda droga mais presente no estado, ficando atrás somente do álcool.

Para a pesquisa da Alesp, questionários foram enviados a 325 municípios paulistas, pouco mais da metade dos 645 existentes. Em 31% das respostas, foi apontado que o crack está entre as drogas mais presentes nas cidades. O álcool esteve em 49% das respostas.

A pesquisa mostra ainda que a droga está mais presente em pequenas cidades e no interior do que nas metrópoles paulistas e na capital. Nas cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes, por exemplo, o crack e o álcool são citados, os dois, em 38% das respostas sobre a droga mais usada. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, o álcool tem 51% e o crack, 34%.

Nas cidades da região de Barretos (a 440 quilômetros da capital), o crack já aparece como a droga mais presente. Na região, 33,3% das respostas citam a droga como uma das mais encontradas, enquanto 25% das cidades apontam o álcool. Já na região da capital, o crack aparece em 17% das respostas e o álcool, em 61%.

Para o presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack, o deputado estadual Donisete Braga (PT), os dados da pesquisa demonstram que o crack é hoje um problema de todas as cidades do país. Segundo ele, a droga já está disseminada em todo o Brasil e o seu uso é menor quando há investimentos para isso. (Texto completo)

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Nas regiões Norte e Nordeste cresceu o número de crianças portadoras do vírus HIV

A AIDS ainda é um desafio a ser enfrentado no Brasil, principalmente a chamada transmissão vertical da doença, ou seja, aquela que se dá de mãe para filho. A transmissão vertical além de ser uma das formas mais preocupantes de transmissão, já que ela gera um número considerável de crianças portadoras do vírus, é também uma das que exigem maior competência e abrangência de programas de universalização da saúde no Brasil.

Não é por acaso que as regiões onde o número de crianças com até 5 anos de idade portadoras da doença mais cresceu foram as regiões norte e nordeste. Lá, muitas mulheres não são submetidas aos exames obrigatórios durante a gestação e deixam de fazer testes simples como o teste do HIV que detecta em poucos minutos a existência do vírus ou não.

A meta do ministério da Saúde é realizar o teste do HIV em 100% das grávidas em 2012, a universalização consta do programa Rede Cegonha, como mostra notícia publicada pelo Folha.com. Tais programas, se aplicados corretamente, têm potencial para diminuir a disparidade regional da transmissão da AIDS que segue, assim como outras diferenças, dividindo o país.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

HIV avança entre crianças nas regiões Norte e Nordeste
Por JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

Enquanto a transmissão vertical –mãe-bebê– do HIV vem caindo no Brasil, a tendência é de alta nas regiões Norte e Nordeste, segundo dados reunidos pelo Ministério da Saúde.

A taxa nacional de incidência da Aids em menores de cinco anos passou de 5,4 casos por 100 mil habitantes em 2000 para 3 em 100 mil em 2009. Nesse período, a taxa passou de 1,9 para 4 em 100 mil no Norte e de 1,4 para 2,3 por 100 mil no Nordeste.

A incidência do HIV entre crianças de até 5 anos é usada pelo governo como espelho da chamada transmissão vertical –principal causa de infecção nessa faixa etária. Esse tipo de contaminação pode ser evitado, com tratamento médico.

Os dados são preocupantes, diz Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do ministério. “Temos de dar um desconto porque melhoramos a detecção [do HIV], mas não há a tendência de redução que percebemos nos outros lugares. Em um país que oferece acesso universal ao antirretroviral, a gente espera a redução”, afirma.

O Sul segue a tendência de queda, mas manteve a maior taxa de incidência em menores de 5 anos –de 9,4 em 2000 para 5,8 em 2009.

A feminilização da Aids, pré-natal malfeito e falta da teste de HIV em gestantes podem explicar o maior registro da transmissão vertical do HIV nessas duas regiões. (Texto completo)

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Águe e esgoto: questões que o Brasil enfrenta ainda hoje

A falta de investimento em saneamento básico no estado de São Paulo tem provocado um esgotamento no Sistema Cantareira, formado pelas bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), de onde é retirado 31 mil litros de água por segundo para abastecer cerca de 10 milhões de habitantes da Grande São Paulo.

A gestão do Sistema é de responsabilidade da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). No entanto, desde a sua conclusão, há mais de 20 anos, não há investimentos em outros mananciais, daí o uso extensivo do Cantareira, fato que também demonstra certo descomprometimento da Sabesp com os usuários. O resultado é que o estado de São Paulo não consegue atender 100% da demanda por água tratada, tampouco consegue tratar uma quantidade minimamente aceitável de esgoto para os padrões internacionais.

As críticas ao modo como a questão do saneamento básico vem sendo conduzida pelo governo paulista foram feitas pela deputada estadual Ana Perugini (PT) na Frente Parlamentar de Acompanhamento das Ações da Sabesp, coordenada pela deputada na Assembleia Legislativa e são importantes para pensar a questão da água e do esgoto em tempos de urbanização tão desorganizada. Mas, pelo jeito, como as coisas costumam andar por aqui, depois do “apagão de luz”, agora vai ser prciso um “apagão de água” para que as coisas começem a mudar na turma da Sabesp e cia.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Rede Brasil Atual:

Sem política de saneamento, SP pode ter ‘apagão da água’
Alerta foi feito pela deputada estadual Ana Perugini (PT), na Frente Parlamentar de Acompanhamento das Ações da Sabesp
Por Evelyn Pedrozo, da Rede Brasil Atual

São Paulo – A deputada estadual Ana Perugini (PT) levantou a hipótese de “apagão da água,” caso não seja adotada uma política de saneamento básico para o Estado. A deputada chamou à responsabilidade o governo de São Paulo, via Sabesp, à qual cabe a gestão da outorga do Sistema Cantareira. O alerta foi feito na Frente Parlamentar de Acompanhamento das Ações da Sabesp, coordenada pela deputada na Assembleia Legislativa.

O sistema retira 31 mil litros de água por segundo das bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), formado por seis represas na região de Bragança Paulista, para abastecer cerca de 10 milhões de habitantes da Grande São Paulo. A outorga termina em 2014, mas levanta preocupações.

De acordo com a deputada, decorridos mais de seis anos da outorga, ainda não foram indicadas as alternativas para melhorar a rede de abastecimento da Grande São Paulo. “O governo precisa assumir essa responsabilidade; caso não o faça há um risco ao abastecimento das duas regiões, o que será um prejuízo sem precedentes para a economia do Brasil. Esse é um assunto fundamental, do ponto de vista social, econômico e estratégico para o País, e quero levá-lo, também à apreciação do governo federal”, disse Ana Perugini.

As críticas ao governo de São Paulo também vieram de estudiosos do tema. “Toda a gestão da Sabesp é feita para satisfazer os seus acionistas, sem demonstrar preocupação com os usuários”, apontou o professor Julio Cerqueira Cesar Neto, autoridade em saneamento do Brasil, durante o relançamento da Frente Parlamentar, na última sexta-feira (30).

O professor apresentou um panorama da atuação da empresa, principalmente na região Metropolitana de São Paulo e destacou que desde a conclusão do sistema Cantareira, há mais de 20 anos, a Sabesp praticamente não investe em novos mananciais. “Por isso, hoje são atendidos apenas 80% da demanda”, disse. “Além disso, há seis anos a Sabesp deixa de utilizar 15 metros cúbicos por segundo de água porque não concluiu as obras da Estação de Tratamento de Taiaçupeba”, acrescentou. (Texto completo)

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Presidente Dilma defende ampliação de recursos para a saúde

Recentemente, divulgamos aqui no Educação Política um concurso que pretendia premiar alguns dos melhores trabalhos desenvolvidos sobre educação popular em saúde no Brasil e lembramos a importância em pensar e planejar alternativas para melhorar o atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde).

No entanto, a melhora e efetiva promoção de saúde no SUS infelizmente não acontecerá apenas com o esforço dos cidadãos e profissionais da saúde. O estado, como gestor econômico e político da nação, também precisa ver a saúde como prioridade e orientar esforços e ações no sentido de melhorar o hoje precário, para não dizer absurdo, atendimento.

O fato é que recentes dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que o estado brasileiro parece não estar tão preocupado com o setor. Com o 7º PIB mundial, o Brasil ocupa a 72º posição no ranking divulgado pela OMS em gasto per capita com a saúde. Os primeiros colocados do ranking, Noruega e Mônaco, gastam 20 vezes mais. Em comparação com os vizinhos da América Latina a situação do país é ainda mais preocupante. Argentina, Uruguai e Chile gastam mais em saúde do que nós.

Tais dados preocupam e diante deles é impossível se perguntar: para onde vai todo o dinheiro que o brasileiro paga todo ano nos já numerosos impostos? O que acontece com a administração de um país que não consegue, sequer, cuidar de forma digna de sua população?

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

7° PIB, Brasil é 72° no ranking da OMS de gasto per capita em saúde
Por André Barrocal e Maria Inês Nassif

BRASÍLIA – O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008.

O desempenho brasileiro é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517). A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras.

Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor: Argentina, Uruguai e Chile.

No chamado G-20, grupo que reúne os países (desenvolvidos e em desenvolvimento) mais ricos do mundo, o desempenho do Brasil, no gasto por habitante, também não é dos melhores. Está na 15ª posição – ganha de África do Sul, China, México, Índia e Indonésia.

O baixo gasto estatal por habitante tem sido um dos argumentos usados pelo governo federal para defender a criação de fonte de recursos extras para a saúde – um novo imposto ou a elevação de um já existente.

Além de o Brasil ter uma na saúde uma performance internacional aquém do poderia de sua economia – é o sétimo maior produto interno bruto (PIB) mundial -, o governo também considera o gasto per capita diminuto, na comparação com a medicina privada. (Texto completo)

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PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE GANHAM VISIBILIDADE COM PRÊMIO VICTOR VALLA

As inscrições vão até dia 15 de outubro

Quem conhece um pouco a realidade da saúde pública no Brasil sabe que ela está longe do ideal. Falta um pouco de tudo nos hospitais e sobram pessoas à espera de atendimento. É por isso que ações que valorizam as iniciativas, projetos e experiências pensadas para promover a saúde no SUS (Sistema Único de Saúde), melhorando e humanizando seu funcionamento, são importantes.

O prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde, uma iniciativa inédita da Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva em parceria com o Ministério da Saúde, busca justamente dar visibilidade às diversas ações de educação popular em saúde, incentivando-as enquanto formas e projetos fundamentais que projetam uma saúde melhor para o futuro.

Seja por meio de texto, som, vídeo ou imagem, a criação, orientada por uma necessidade social e humana, é a principal premiada desta iniciativa. É preciso acreditar e pensar as mudanças, mesmo quando elas parecem distantes.

Veja texto com mais informações sobre o prêmio, quem pode participar e como será feita a premiação:

Concurso premia ações de educação popular em saúde
Por Agência Saúde

Inscrições para a edição inédita do concurso Victor Valla vão até 15 de outubro; iniciativa é apoiada pelo Ministério da Saúde

Estão abertas até 15 de outubro as inscrições para o prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde, uma iniciativa inédita da Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva em parceria com o Ministério da Saúde. O prêmio visa contribuir com o fortalecimento de grupos, movimentos populares e acadêmicos, assim como serviços de saúde que desenvolvem ações de educação popular em saúde. A proposta pretende fortalecer a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no Sistema Único de Saúde (ParticipaSUS).

“O prêmio foi criado para dar visibilidade, força e respeito às práticas, experiências e coletivos de educação popular em saúde, ressaltando sua capacidade de produzir iniciativas e conhecimentos que contribuam na construção do SUS”, explica a diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Júlia Roland. Acesse, aqui, o edital do concurso.

PARTICIPAÇÃO – Podem participar do concurso integrantes de movimentos populares, conselheiros de saúde, gestores, trabalhadores, estudantes, educadores, pesquisadores e pessoas envolvidas com experiências de educação popular em saúde, incluindo a sociedade civil organizada. Serão premiadas iniciativas inéditas de caráter público, sem fins lucrativos, embasadas nos princípios da Educação Popular e articuladas ao SUS em quatro categorias: narrativas ou relatos, produções audiovisuais ou musicais, textos artísticos e textos científicos.

PREMIAÇÃO – As experiências classificadas em primeiro lugar em cada categoria receberão R$ 6 mil. O segundo lugar, R$ 5 mil e o terceiro lugar, R$ 4 mil. As iniciativas apresentadas na forma escrita premiadas poderão compor a 2ª edição do Caderno de Educação Popular em Saúde, publicação do Ministério da Saúde. Já os dez vídeos ou áudios vencedores irão compor um DVD educativo que será desenvolvido pelo Ministério. Os autores e coautores das iniciativas classificadas ou premiadas receberão certificados de participação e os trabalhos selecionados em cada categoria serão divulgados. Para que os valores sejam investidos na visibilidade e no fortalecimento das culturas e práticas populares de saúde, os autores premiados deverão apresentar um plano de ação indicando como e onde será utilizado o valor da premiação. (Texto completo)

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Atendimento médico adequado continua sendo prioritário: “A crise de profissionais da saúde no mundo está custando a vida de crianças todos os dias", diz a ONG Save the Children

Para a ONG Save the Children, organização internacional com o sede nos EUA, o principal problema que existe em relação ao atendimento médico às crianças no mundo é a falta de profissionais qualificados para fazê-lo. Nos países que ocupam as piores posições no ranking elaborado pela entidade, a relação de médicos é de no máximo sete profissionais para cada dez mil habitantes, enquanto o mínimo adequado seria de 23 segundo a Organização Mundial da Saúde.

No topo da lista estão Suíça e Finlândia. Cuba, que ficou com a 8º colocação, aparece à frente dos Estados Unidos, que ocupam a 15º posição, e dos demais países latino-americanos. O Brasil ficou em 35º lugar. O último colocado é o país africano Chade.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Atendimento médico infantil no mundo: Cuba tem o 8º melhor sistema, EUA o 15º e Brasil, o 35º
Da Redação

SÃO PAULO – A ONG Save the Children, organização internacional com sede nos EUA que luta pelos direitos das crianças, divulgou nesta semana um novo estudo em que mensura o grau de qualidade dos países no atendimento médico infantil.

De acordo com o ranking produzido pela entidade, entre os 161 países avaliados, Chade e Somália ocupam as duas últimas posições e Suíça e Finlândia, as duas primeiras. Cuba foi a primeira nação latino-americana listada, na 8ª posição, à frente de Alemanha (10ª), França (12ª), Reino Unido (14ª) e Estados Unidos (15ª).

Entre os latino-americanos, o Uruguai ocupa a segunda colocação, na 31ª posição geral, seguido pelo Brasil, na 35ª. O México alcançou apenas o 65º lugar no ranking, e a Argentina, o 77º.

A lista da Save the Children mensura o número de profissionais da área da saúde disponíveis em um país, o alcance de sistema de vacinação pública e o atendimento a gestantes e parturientes. De acordo com os cálculos da organização, a Suíça, no primeiro posto, atingiu índice 0,983, enquanto o Chade, último colocado, não passou de 0,130.

Os países mais mal avaliados não possuem mais do que sete médicos e enfermeiros para cada dez mil habitantes, enquanto a mínimo adequado sugerido pela Organização Mundial de Saúde é de 23 profissionais.

“A crise de profissionais da saúde no mundo está custando a vida de crianças todos os dias. Programas de vacinação, medicamentos e cuidados preventivos dão em nada se não houver profissionais capacitados para oferecê-los a quem mais precisa”, disse Mary Beth Powers, uma das coordenadoras da Save the Children, em comunicado divulgado pela organização na última terça-feira (6). (Texto completo)

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