Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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FUTEBOL INTELIGENTE: MARGARETH THATCHER TINHA UM PENSAMENTO MUITO NOCIVO: “NÃO EXISTE SOCIEDADE”

Jornalista inglês Tim Vickery tentou ensinar o brasileiro, mas parece que não deu certo.

Nós também tivemos nossa Thatcher, como bem anotou o Bessinha

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PRIVATARIA IMORTAL: CAMPANHA QUER LEVAR AMAURY RIBEIRO JR, AUTOR DE ‘PRIVATARIA TUCANA’ PARA A CADEIRA 36 DA ABL

Fernando Henrique nos tempos da privataria tucana

Fernando Henrique nos tempos da privataria tucana

 

Autor de ‘A Privataria Tucana’ vai disputar Academia Brasileira de Letras com FHC

Da Carta Maior

São Paulo – Um grupo de jornalistas, intelectuais e professores universitários progressistas lança nesta segunda-feira (8) uma campanha para defender o nome do jornalista Amaury Ribeiro Júnior para a Academia Brasileira de Letras (ABL).

Jornalista premiado, hoje funcionário da TV Record, Ribeiro Jr. é autor do best-seller “A privataria tucana”, livro-reportagem denuncia irregularidades na venda de empresas estatais durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

A candidatura de Ribeiro Jr. visa se contrapor à do próprio Fernando Henrique, que está inscrito para disputar a cadeira de número 36, que está vaga desde que o jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo morreu, em 22 de março passado.

As inscrições de candidaturas na ABL podem ser feitas até 26 de abril. Depois deste prazo, a entidade marca em até 60 dias uma reunião para a eleição, em que o novo imortal deve ter a metade mais um dos votos dos atuais imortais para ser eleito para a cadeira.

Leia, a seguir, o manifesto da candidatura de Amaury Ribeiro Jr. Para assinar, clique aqui.

“A PRIVATARIA É IMORTAL – Amaury Ribeiro Júnior para a Academia Brasileira de Letras

Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64:

“Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos” – o texto na capa de “O Globo” comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego.

Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção.

Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras.

Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de “A Privataria Tucana” – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX.

Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro).

Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.

Amaury já trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “IstoÉ”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”. Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. “A Privataria Tucana” – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista.

A Privataria é imortal – repetimos!

O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais.

Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter.

A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer.

Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo.

O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando.

Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático).

FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso…

FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante…

As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso.

Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão – especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos.

Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury.

Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou “A Privataria Tucana”.

Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal!

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Se você apoia Amaury para a ABL, deixe abaixo seu nome, profissão e/ou entidade. Veja quem já aderiu à campanha “A Privataria é imortal”:

Altamiro Borges , Antonio Cantisani Filho
Breno Altman, Conceição Lemes, Daniel Freitas, Dermi Azevedo, Diogo Moysés, Elis Regina Brito Almeida
Emiliano José, Emir Sader, Enio Squeff, Ermínia Maricato
Flavio Wolf Aguiar, Gilberto Maringoni
Inácio Neutzling, Ivana Jinkins, Joaquim Ernesto Palhares
Joaquim Soriano, João Brant, José Arbex Jr., Julio Guilherme De Goes Valverde
Katarina Peixoto, Ladislau Dowbor, Laurindo Leal Filho, Lúcio Manfredo Lisboa
Luiz Carlos Azenha, Luiz Fernando Emediato, Luiz Gonzaga Belluzzo, Marcel Gomes, Marcio Pochmann, Marco Aurelio Weissheimer, Marcos Dantas, Paulo Henrique Amorim, Paulo Salvador, Raul Millet Filho, Reginaldo Nasser, José Reinaldo Carvalho, Renato Rovai, Rodrigo Vianna, Samuel Pinheiro Guimarães, Venício Lima, Wagner Nabuco”

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PESQUISA DO IPEA REVELA QUE EM PERÍODOS DE CRISE GASTO SOCIAL DO GOVERNO LULA FOI BEM MAIOR QUE NOS ANOS FHC

As crises e os investimentos federais

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre “15 anos de Gasto Social Federal – de 1995 a 2009, traça um retrato estatístico do Brasil em três momentos de crise na economia, ocasionada por fatores externos. A atitude de um governo em épocas de crise revela não só sua habilidade para governar, como também suas prioridades no exercício do poder que, por sua vez, ajudam a ver a linha ideológica de um governante.

Os resultados da pesquisa revelam que enquanto no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) o gasto com políticas sociais caiu, acompanhando a queda no PIB, no governo Lula, os investimento sociais não são sacrificados pelo momento de instabilidade econômica.

Durante a crise de 2008-2009, os dados do IPEA revelam a firmeza da política social do governo Lula que não hesitou em tomar uma parcela maior do PIB para reduzir a desigualdade social no país. Esse fato responde em parte às críticas de que Lula apenas continuou governando da mesma forma que seu antecessor, esquecendo suas bandeiras de luta. Ele pode sim ter adotado o pragmatismo da gestão anterior, mas não abriu mão de investir no social, tirando, como de fato aconteceu, muitas famílias da pobreza.

Veja texto sobre o assunto de Mauricio Dias publicado pela Carta Capital, no qual ele também fala sobre a recepção externa do “modelo lulista” de governar que estaria, segundo alguns, chegando ao seu limite devido ao superaquecimento da economia. No entanto, está em jogo nesta questão duas percepções opostas, como ele aponta: aquele que vê nos limites do capitalismo formas de erradicar a desigualdade social e aquela que simplesmente condena os mais pobres ao fogo do inferno material.

As diferenças que contam
Por Mauricio Dias

Discursos do presidente prefaciados pelo mote “nunca antes na história deste país…” tornaram-se troça da imprensa com Lula e de Lula com a imprensa. Mas, afora essa curtição, bem ao gosto do coração corintiano do ex-operário metalúrgico, a frase expressava, em várias ocasiões, situações inéditas como a que pode ser extraída agora de um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre “15 anos de Gasto Social Federal – de 1995 a 2009”.

O trabalho mostra como a política social praticada pelo petista na crise de 2009-2008, foi radicalmente oposta à prática dos governos tucanos nas crises de 1998-1997 e 2003-2002 (gráfico). Nos três momentos o País foi atingido por crises econômico-financeiras geradas muito além das fronteiras brasileiras.

Em 1998 e 2002, sob o governo de FHC, o Gasto Social Federal cai e acompanha a queda do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2008, O PIB despenca e o GSF acelera em sentido oposto. A decisão política é concretamente definida: não sacrificar o investimento social do governo.

Nos gastos sociais considerados pelo Ipea está incluído o dinheiro “efetivamente gasto nas políticas sociais no total de recursos mobilizados pelo governo federal” em meio à disputa dos vários interesses legítimos, de inúmeros agentes, em torno do dinheiro público.

Para alcançar esse objetivo, o Orçamento foi desmontado e remontado, e analisada ação por ação no que se refere à destinação social do dinheiro, entre 1995 e 2009.

Eis algumas constatações comparativas no período analisado:

• O GSF cresceu 3,7% do PIB e 146% em valores reais, acima da inflação (IPCA).

• De 1995 a 2002 (oito anos de FHC) o crescimento do GSF foi de 1,7% do PIB.

• De 2003 a 2009 (sete anos de Lula) o GSF foi aumentado em 2,7% do PIB.

A crise de 2008-2009 mostra a firmeza da política social lulista. Com a economia freada, o governo tomou uma parcela maior do PIB para o GSF. Um salto expressivo de 14,9% (2008) para 15,8% (2009). (Texto completo)

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PETROBRAS INVESTIU 2% DO PIB EM 2010. O BRASIL ESTARIA QUEBRADO HOJE SE FHC, SERRA E O DEM TIVESSEM VENDIDO A ESTATAL

O Brasil poderia estar numa situação muito difícil hoje se o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tivesse vendido a Petrobrás (ou Petrobrax como eles gostavam de chamá-la para facilitar a venda).

A Petrobrás investiu mais no Brasil no ano passado do que o próprio governo.  Incrível, segundo matéria do jornal Valor, o país investiu 3,5% do PIB em 2010, sendo que destes, 2,03% foram exclusivamente da Petrobrás. A estatal investe mais no Brasil que o próprio Brasil. E muito mais, cerca de 70% a mais.

O investimento da União e das estatais federais subiu pelo sétimo ano seguido em 2010, atingindo perto de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo números da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O volume investido é um pouco superior aos 3,26% do PIB de 2009 e mais que o dobro do 1,59% do PIB registrado em 2003. As inversões do governo federal tiveram um impulso mais significativo em 2006, ganhando fôlego nos anos seguintes com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de 2007. Entre as estatais, o grande destaque é a Petrobras, que, sozinha, investiu o equivalente a 2,03% do PIB nos 12 meses até outubro. É quase 70% a mais que o 1,21% do PIB investido pela União nos 12 meses até novembro de 2010. Uma pequena parte dos investimentos da Petrobras é feita fora do país, em torno de 5% do total. (jornal Valor – Vi no blog do Nassif)

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LEITOR MOSTRA POR QUE DOMINGO SERÁ UM BOMDILMA PARA COLOCAR A BAIXARIA TUCANA NO SEU DEVIDO LUGAR

Domingo será um BomDilma!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Esses entreguistas, estão agora ainda mais desesperados com a derrota iminente nas urnas, estão vendo seus sonhos de poder e de entregar as reservas do pré-sal ao multicapital mercador do óleo se desfazerem, e as novas e imensas descobertas de jazidas pela Petrobrás só os deixam ainda mais insanos.

A sanha de poder os faz agirem como hoje, quando mais uma das inúmeras baixarias foi perpetrada, segundo o noticiário:
“A distribuição de um panfleto apócrifo, intitulado “Lula chora derrota de Dilma – soldado nazista protege palácio”, virou caso de polícia ontem em São Paulo. Indignada com o que considerou uma ofensa ao presidente Lula, a advogada Tânia Machado Candia, de 51 anos, ligou para o 190.

“O que me chamou a atenção foi a palavra nazista”, anotou Tânia, que diz não ter filiação partidária. “Me senti agredida, desprotegida como cidadã.”

Um criminalista, ferrenho defensor da candidatura de José Serra, promete retomar hoje a distribuição dos panfletos.”

Mas Domingo será com certeza um BomDilma para darmos o troco a essa gente, pois quem compara ponto por ponto, vota Dilma:

É Dilma X Serra.

É avanço X retrocesso.

É Lula X FHC.

É Petrobras X PetrobraX.

É Luz para todos X Apagão.

É emprego X desemprego.

É Reuni e ProUni X Universidade só para os ricos.

É SAMU-192 X Sanguessugas do Serra.

É rede de escolas técnicas X nada.

É Brasil soberano x dependência ao FMI.

É aumento salarial dos professores X pauladas do Serra.

É pedágio de R$ 1,00 X pedágios de quase R$ 20,00.

É aposentadoria em meia-hora X FHC chamando aposentados de vagabundos.

É a CGU X a Dª Anadir que achava nada.

É a Polícia Federal Republicana X a que não investigava aliados no governo passado.

É o Procurador Geral da República independente X o engavetador-mór.

É a 8ª economia do mundo (recuperada no governo Lula) x 13ª (no governo FHC).

É o amor ao próximo X abandono dos mais carentes.

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O AZAR DE JOSÉ SERRA: CANDIDATO DO PSDB TEM O BONDE DA MÍDIA, MAS NÃO SE ENCAIXA NO BONDE DA HISTÓRIA

Serra: Que candidato sou eu? Com que roupa eu vou?

José Serra (PSDB) ainda não acertou o passo da história nas suas candidaturas à presidência. É isso que se vê na coluna Antante Mosso, de Maurício Dias, na Carta Capital desta semana, que diz que Serra em 2002 se recusou a se apresentar como candidato da situação por causa da péssima avaliação no final do governo FHC. Agora, diante da ótima avaliação e aprovação do governo do presidente Lula, Serra não quer ser oposição. Faltou dizer que em 2006, quando tinha a chance de ser oposição, Serra foi atropelado pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Serra agora, mais do que nunca, conta com a benevolência da Globo, Veja, Folha de S.Paulo e outros. É certo que Serra tem o bonde da mídia, mas será possível vencer o bonde da história?

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BELO MONTE É NECESSÁRIA PARA O BRASIL NÃO FICAR NO ESCURO, MAS É INADIÁVEL UM GRANDE PROJETO PARA INCENTIVAR ENERGIA MAIS LIMPA
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BELO MONTE É NECESSÁRIA PARA O BRASIL NÃO FICAR NO ESCURO, MAS É INADIÁVEL UM GRANDE PROJETO PARA INCENTIVAR ENERGIA MAIS LIMPA

Energias mais limpas podem ficar mais baratas

A usina hidrelétrica de Belo Monte é necessária para o Brasil crescer com um custo barato e para fazer com que o país não tenha o apagão de 2001 durante o desastroso governo de Fernando Henrique, do PSDB.  FHC  governou  sete anos (95 a 2001) antes do apagão, teve bastante tempo de resolver o problema, mas sucumbiu ao mercado e à incapacidade administrativa. Ou seja, em sete anos ele criou o apagão.

Até hoje os brasileiros pagam caro nas contas de energia elétrica pela incompetência do PSDB no governo.  Veja: o governo de FHC/PSDB foi marcado por apagão, pagamento de usinas termoelétricas poluidoras que não chegaram a funcionar e aumento do custo da energia para facilitar a privatização do sistema. Em resumo: caos e apagão que foram anunciados pelo jornalista Aloisio Biondi com dois anos de antecedência.

Mas Belo Monte traz dois grandes riscos: os índios e o meio ambiente do entorno. É preciso fazer uma obra que não tenha a mínima chance de acontecer o que aconteceu com o metrô de São Paulo, onde houve o acidente com um buraco gigantesco.

As empresas precisam cumprir com bastante rigor os procedimentos de segurança da obra. Além disso, é preciso evitar a devastação no entorno e o assédio às populações indígenas na região. Isso pode ser garantido tanto pelos governos quanto pelas ONGs que hoje atuam contra a usina.

Mas essa polêmica sobre a usina deve fazer o Brasil olhar para o futuro e investir pesado para baratear os custos da energia limpa. O governo pode fazer um grande projeto de desoneração fiscal e incentivo financeiro para investimento em tecnologias para produção de energia mais limpa, seja eólica, solar ou biodiesel.

Esse projeto verde pode atingir toda a cadeia que preserva o meio ambiente, dos catadores de papel reciclado aos empresários. Isso deve ser feito até o momento em que a energia alternativa fique mais barata do que as outras matrizes energéticas.

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Afinal, comparar realizações de cada partido ofende?

A política não deve ser analisada pelas promessas e intenções, mas pelas realizações. Não se pode  julgar um político na hora de votar com o coração (símbolo das campanhas vitoriosas de Paulo Maluf), mas com a cabeça. O que faz um político não é o futuro e nem o passado de questões pessoais, mas o passado de realizações políticas.

Dilma Rousseff participou ativamente de quase 8 anos do governo Lula, que estabeleceu políticas diferenciadas em relação ao governo anterior, de FHC. Os resultados podem ser vistos abaixo. É por isso que esse blog, Educação Política, é um blog isento ao mostrar essas diferenças.

Não é possível o jornalismo ser acrítico com relação às incapacidades administrativas de políticos. Se o partido PSDB e José Serra fizeram muito pouco, eles não podem ter um tratamento jornalístico igual ao político e partido que realizaram. É preciso mostrar que o PSDB no governo não fez praticamente nada e, por isso, serviu adequadamente aos grandes interesses que desejam continuar usufruindo das benesses do poder e sustentando a desigualdade social que perdura 500 anos.

O governo do PT/Lula e  Dilma Rousseff com certeza poderia ser melhor, mas foi absurdamente superior ao governo do PSDB, como qualquer um pode observar nos números abaixo, recebidos de uma amiga navegante.  Enquanto não surgir uma nova força política (de sustentação popular) com utopia necessária para desbancar o PT, agrade ou não, é o que o Brasil tem para obter melhores resultados.

Portanto, não se tem bola de cristal, mas mostrar que a possibilidade de um  governo Dilma Rousseff ser muito superior ao de seu principal adversário,  José Serra, é uma imposição ética do jornalismo. É por isso que o blog Educação Política tenta mostrar a política pelos fatos.

Os órgãos da grande imprensa que só mostram o lado bom de políticos ruins não são simplesmente tendenciosos, mas lobistas de interesses econômicos e financeiros próprios, porque ninguém é tão estúpido. Veja os dados clicando a seguir e desconfie da estupidez. Saiba mais

SE A POPULAÇÃO BRASILEIRA SOUBER DISSO, O PSDB VAI SUMIR DO MAPA NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES

Uma comparação entre o governo do PSDB (FHC) com o do PT (Lula) mostra uma situação bastante difícil para o partido de José Serra nas próximas eleições presidenciais. Se a população parar para pensar e verificar esses dados abaixo com cuidado, o PSDB terá um fim melancólico nas próximas eleições.

É possível que haja uma fusão com o DEM. Nas últimas eleições, os dois partidos encolheram. Com a disputa acirrada entre PMDB e PT nos estados, as chances ficam ainda mais difícil de fazer grandes políticos.

Se Aécio Neves for um pouco mais esperto, abandonará o barco. Veja se não vai afundar.

 

Imagem do site Conversa Afiada

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O INVEJOSO, SURTOU!

Por Jussara Seixas

Dilema do PSDB: esquecer ou defender?

Dilema do PSDB: esquecer ou defender?

O ex-presidente FHC (ex- é ótimo) surtou. Ele não está mais suportando o imenso sucesso do governo do presidente Lula. Ainda mais agora, depois de saber que o presidente Lula vai receber em Londres o prêmio Estadista do Ano (Chatham House 2009), concedido pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.
Escreveu um artigo que está sendo publicado nos jornais com o titulo “Para onde vamos?”. Ele ataca no atacado. As declarações do presidente Lula, as frases ditas pelo presidente Lula, todas as decisões do governo Lula.
Está furioso com o pré-sal, com o imenso sucesso da Petrobras, que ele, Serra e o PSDB queriam e querem privatizar. FHC não reconhece sua incompetência, sua negligência: por não investir na Petrobras, provocou o afundamento da maior plataforma de extração de petróleo do mundo na época, a P36. Não se conforma com o fato de que o presidente Lula transformou o Brasil em um imenso canteiro de obras com as obras do PAC, que geram empregos e renda e vão beneficiar milhões de brasileiros.

Cita a Transnordestina, a Norte-Sul, a Transposição do São Francisco, o Trem-bala. Fala do programa Minha Casa Minha Vida como se tudo fosse apenas publicidade, fala como se nada existisse, se tudo fosse miragem. Insano, compara o governo Lula ao regime militar.

Diz que o presidente Lula fala impropérios quando empresários e jornalistas ousam descordar do “Brasil potência”. Antes falasse. Mesmo sendo atacado diariamente pela mídia, mesmo tendo sido chamado de assassino por um psicanalista charlatão, colunista da Folha, um tal F. Daudt, quando ocorreu o acidente com o avião da TAM, o presidente Lula nada fez contra o psicanalista louco ou contra o jornal.
Não abriu nenhum processo. Diferente da coleguinha de partido de FHC, Yeda Crusius, do PSDB, amiguinha do Serra, que mandou invadir a sede de Federação Anarquista para censurar material que a criticava, com toda a truculência digna da ditadura militar.

O estadista Lula também agiu com paciência e tolerância quando A. Virgilio e Aceminho disseram que dariam uma surra no presidente. A que ponto chega o ódio dessa gentinha contra o melhor presidente que o Brasil já teve, que ostenta mais de 80% de apoio popular, é elogiado e reconhecido mundialmente.

FHC não se lembrou de comentar a queda na desigualdade social do país graças ao governo Lula, não se lembrou de falar do PROUNI, não se lembrou de falar que no governo Lula as classes D e E passaram a ser classe média. Não se lembrou de falar que no governo Lula não teve apagão: muito ao contrário, o governo Lula levou energia elétrica a milhões de pessoas que viviam isoladas nos rincões de nosso imenso país.

FHC não se lembrou de falar do sucesso do presidente Lula ao lidar com crise econômica mundial: o Brasil não quebrou, diferentemente de quando FHC foi presidente (quebrou o Brasil três vezes!). O Brasil ainda saiu bastante fortalecido da crise, fato reconhecido e invejado mundialmente.

FHC não soube lidar com as crises, foi incompetente, quebrou o país, fez imensa divida com o FMI, foi responsável pelo maior desemprego que o país já viveu, por juros estratosféricos, e deixou um saldo de 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. FHC está desesperado, como estão o PSDB, o Serra e seus rabos, o DEM e o PPS — aliás, a patética figura do boçal-mór Roberto Freire, do PPS, pediu publicamente que o PSDB do Serra esconda FHC, o desastrado governo de FHC.
Jussara Seixas

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SITE DEDICADO AO JORNALISTA ALOYSIO BIONDI É IMPORTANTE PARA ENTENDER A HISTÓRIA RECENTE DO BRASIL

Biondi: uma referência no jornalismo brasileiro

Biondi: uma referência no jornalismo brasileiro

Um ótimo local para conhecer um pouco de jornalismo, economia e os anos de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República é visitar o site O Brasil de Aloysio Biondi,  dedicado ao jornalista. Lá há vasto material sobre os textos  do jornalista, que publicou mais de 2 mil artigos em 44 anos de jornalismo.

Biondi escrevia bem,  com conhecimento e se apresentava como uma das poucas vozes dissonantes dentro da grande imprensa durante os anos 90. Esse período, marcado por FHC na presidência, foi o do pensamento único do neoliberalismo, tanto na política quanto na mídia. Entre outros feitos, Biondi antecipou que o modelo de privatização do sistema elétrico durante o governo de FHC iria provocar apagão. Não deu outra e até hoje o consumidor paga a conta com as termoelétricas. Veja abaixo um texto do autor sobre educação em 2000.

Educação, falsa prioridade

Jornal Diário Popular , sexta-feira 5 de maio de 2000
Por Aloysio Biondi

A toda hora você vê na televisão aqueles anúncios do governo mostrando maravilhas que estariam sendo realizadas na área da Educação: crianças trabalhando em computadores, idosos que foram alfabetizados, jovens realizando pesquisas em laboratórios de ciências, um verdadeiro paraíso. O IBGE e o próprio Ministério das Comunicações estão divulgando estatísticas que mostram uma realidade bem diferente. Não passa de uma invencionice, sempre repetida pelo presidente da República, a história de que o governo FHC está fazendo uma ‘‘revolução na Educação’’, beneficiando os trabalhadores e suas famílias. O que os dados do próprio governo revelam?

* Analfabetismo — Há, no Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas, acima dos 15 anos, analfabetas e semi-alfabetizadas. Os programas de Alfabetização Solidária, sobre os quais o governo e empresas fazem tanta propaganda, atenderam a apenas 700 mil pessoas no ano passado. Os analfabetos, pelos critérios do IBGE, continuam a representar nada menos de 13,5% dos brasileiros acima dos 15 anos. Mas esses 13,5% são a média nacional, que é puxada para baixo pelos resultados do Sul/Sudeste, onde a taxa é de 4% a 5% de analfabetos (isto é, os pobres e seus filhos). No Nordeste, ela chega a incríveis 27,5%.

* Computadores — Segundo os dados do MEC, no ensino fundamental (primário), apenas 12% das escolas estaduais têm laboratórios de informática. No Nordeste, apenas 1,5% das escolas têm computadores. Para os laboratórios de ciências, o quadro mostra as mesmas deficiências prejudiciais à qualidade do ensino e aprendizados: apenas 17% das escolas estaduais possuem essas instalações.

* Bibliotecas — Toda a propaganda em torno da distribuição de livros didáticos encobre outra realidade: ela existe em apenas 4% das escolas rurais, em 10% das escolas municipais, e em metade das escolas estaduais.

* Energia elétrica — Não dispõem sequer de energia elétrica 65% das escolas primárias do Norte, 55% do Nordeste e 25% do Centro-Oeste. (O governo promete começar a atacar o problema, com a compra de pequenos geradores elétricos para as escolas…).

* Repetência — Mais de dois terços dos alunos de primeiro grau, no Brasil, já repetiram alguma série, e por isso estão ‘‘atrasados’’ — problema que os críticos relacionam à falta de condições das escolas e à vida miserável de vastas faixas da população. Para enfrentar esse problema, que os técnicos chamam de ‘‘defasagem série-idade’’, o governo criou a ‘‘promoção automática’’, que piora ainda mais o nível de aprendizado das crianças brasileiras. O governo diz que outra arma contra a repetência são as ‘‘classes de aceleração, onde os alunos muito ‘‘atrasados’’, isto é, muito velhos para as séries que estão frequentando, recebem atenção especial, aprendem e conseguem completar duas séries em um só ano. A verdade? Para 35 milhões de alunos no ensino fundamental e médio, somente 1,2 milhão de estudantes tiveram direito às classes de recuperação em 1998 e 1999.

O Paraíso da Educação, para o bem do povo, não passa de propaganda. (O Brasil de Aloysio Biondi)

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FHC pede a PSDB que boicote no Congresso medidas anticrise de Lula

Sugestão dos leitores Jorge Nunes e Audox
por Conceição Lemes

Deputados tucanos reuniram-se em São Paulo nesta terça-feira com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Motivo: debater a necessidade de o PSDB lançar o quanto antes o nome do candidato da sigla que disputará a sucessão presidencial em 2010.

“Os deputados saíram da casa de FHC também com a recomendação de exercerem mais fortemente a oposição no Congresso em relação a medidas do governo Lula, incluindo aquelas voltadas para impedir o avanço da crise internacional”, afirma a jornalista Carmen Munari, em reportagem da Reuters.

Agora, é oficial o que já se conjecturava.

Estavam presentes ao encontro os seguintes deputados do PSDB:

* Julio Semeghini (SP)

* Walter Feldman (SP)

* Paulo Renato Souza (SP)

* Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES)

* Ricardo Tripoli (SP)

* Vanderlei Macris (SP)

* Fernando Chucre (SP)

* João Almeida (BA)

* Carlos Brandão (MA)

A impressão que passa a “recomendação” do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é de que ele pede aos tucanos que trabalhem para que a crise econômica mundial arraste o Brasil e o leve ao fundo do poço, como aconteceu na gestão dele. O que é isso: quanto pior, melhor? Mesquinhez? Irresponsabilidade? Tiro no pé?

Inviabilizar a adoção de medidas do governo Lula para combater a crise, é um crime contra o país. E agora, a menos que o ex-presidente dê alguma explicação para o teor de sua “recomendação”, a impressão que fica será a de que ele quer sabotar o país para seu grupo político voltar ao poder.

Reunidos com FHC, tucanos querem apressar nome para 2010
por Carmen Munari

SÃO PAULO (Reuters) – Deputados tucanos debateram nesta terça-feira com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a necessidade de o PSDB lançar o quanto antes o nome do candidato da sigla que disputará a sucessão presidencial em 2010.

O principal ingrediente para a pressa é a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de turbinar a candidatura pelo PT da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o que a leva a ocupar amplo espaço na mídia ao participar de cerimônias e eventos públicos do governo federal.

“O ex-presidente acredita que é preciso definir o mais rápido possível. O PSDB tem deixado para se decidir na última hora, enquanto a Dilma já está definida”, disse à Reuters o deputado Julio Semeghini (SP), presente ao encontro realizado na casa de FHC.

(…)

Os deputados saíram da casa de FHC também com a recomendação de exercerem mais fortemente a oposição no Congresso em relação a medidas do governo Lula, incluindo aquelas voltadas para impedir o avanço da crise internacional.

Estavam presentes também os deputados Walter Feldman (SP), Paulo Renato Souza (SP), Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), Ricardo Tripoli (SP), Vanderlei Macris (SP), Fernando Chucre (SP), João Almeida (BA) e Carlos Brandão (MA).

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ELEIÇÃO DEIXA O PSDB MAIS BOBO QUE BANDA DE ROCK

O texto abaixo, de Jussara Seixas, não é tão importante pela questão política entre PSDB/DEM e PT, mas sim por mostrar que o PSDB se arrependeu do que fez. O partido não acredita em suas próprias políticas.

Na verdade, PSDB é um partido que faz políticas para poucos, poucos se beneficiarem. Daí, não tem voto. Na hora que precisa de voto, corre para se associar ao Lula que, apesar de ter um governo que não traz grandes avanços, tem políticas mais consistentes para muitos, que é o que deveria fazer todo governo.

FHC que disse “esqueçam o que eu escrevi” , o PSDB diz: “esqueçam o que eu governei”

Incrível, veja hoje a candidata do DEM do Rio de Janeiro dizendo que vai “conversar” com o Lula, no Estadão.

Um fardo chamado FHC

Todos os candidatos da oposição PSDB/DEM querem o apoio do presidente Lula na eleição para prefeito. Tanto querem que estão usando a imagem do presidente em seus programas, indevidamente. Até o Alckmin, em SP, disse que, se for eleito, vai governar em parceria com o presidente Lula. Curioso é que o PSDB defende o governo pífio de FHC, elogia os 8 anos de governo de FHC, as privatizações de FHC, tem uns até que falam que ele foi um grande estadista. Mas na hora do vamos ver, na hora de tentar uma eleição, eles querem o presidente Lula em seus palanques. Por que não chamam FHC, por que não saem no tapa pelo apoio do FHC, afinal eles são do partido de FHC, PSDB, e muitos trabalharam diretamente no governo FHC? O que tem de candidato do PSDB/DEM que atacou o presidente Lula, o PT, o governo Lula, desde 2002, é uma grandeza, e agora eles querem estar na foto com o presidente Lula. Porque não tiram foto ao lado do FHC? Simples meus amigos: eles sabem, e sabem que o povo sabe, que FHC foi o pior presidente do Brasil depois de Médici. Quanto maior for a distancia de FHC na eleição, mais chance eles têm de tentar se eleger. FHC é um fardo para o PSDB, um fardo bem pesado. Escrito por Jussara Seixas.

A MÍDIA AFUNDA O PSDB

Existem inúmeros fatores que podem explicar porque o governo do presidente Lula (PT) é melhor que o governo do PSDB, tanto no período FHC quanto em relação à administração paulista de José Serra.

Uma delas está relacionada ao comportamento da mídia. Apesar de já ter feito uma certa cobertura crítica em relação ao PSDB, a mídia nunca teve um viés tão radicalmente crítico e manipulador, com a presença de análises de extrema direita como ocorre atualmente com o governo Lula. A expoente desse tipo de cobertura é a revista Veja, como todos sabem. Atrás dela, seguem outros meios. É o jornalismo por inércia. Inércia mental.

Todos sabemos que a mídia é um importante fator de pressão, assim como a sociedade como um todo, para que os governos realmente funcionem, ou seja, apliquem dinheiro ou mais dinheiro em projetos que beneficiem a população. Sem a cobrança da imprensa, como acontece hoje em São Paulo, o PSDB navega lentamente no atoleiro que é o funcionamento de um paquiderme chamado administração pública.

Diferentemente, o governo Lula é cobrado insistentemente em todos os setores. E isso tornou-se um bom negócio para o PT, apesar de dar trabalho e provocar desgaste. O governo Lula parece colher reconhecimento de um dos melhores resultados de um governo federal nas últimas décadas. Ou seja, a mídia pega pesado e o governo funciona.

Do jeito que está, a mídia afunda o PSDB, principalmente se a população consegue diferenciar exposição midiática de resultado concreto de políticas no cotidiano. E isso pesquisas recentes, como a avaliação do presidente da CNT/Census, mostram.

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