Categorias
BLOGOSFERA

IMPERDÍVEL MESMO: EDUARDO MARINHO E A FORMA MASCULINA DA DOMINAÇÃO E MANUTENÇÃO DA DESIGUALDADE

Vi no Com Texto Livre e estava escrito imperdível, então veja se não é imperdível mesmo.

Veja mais em Educação Política:

Categorias
AGÊNCIA EP NOTÍCIA

BRASIL É O SEGUNDO PAÍS MAIS DESIGUAL DO G-20, FICANDO À FRENTE APENAS DA ÁFRICA DO SUL, DIZ ESTUDO

Para a Oxfam, o Brasil precisa levar em conta que as pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia e dos impactos da mudança climática

No Brasil, as coisas se dão de forma peculiar. Na mesma época em que comemoramos o fato do Brasil ter ganho posições no ranking das maiores economias do mundo, indo da sétima para a sexta posição, uma notícia nos lembra dos grandes desafios que temos pela frente ao mostrar que entre os países que compõem o G-20 (grupo das vinte maiores economias do planeta), o Brasil é o segundo mais desigual, tendo apenas a África do Sul com maiores níveis de desigualdade social.

O dado foi divulgado por uma pesquisa realizada pela Oxfam – entidade de combate à pobreza e a injustiça social presente em 92 países – que constatou que os países emergentes são aqueles que apresentam mais desigualdade social. Os países desenvolvidos apresentam os melhores resultados, tendo a França à frente do grupo.

A pesquisa reconhece que o Brasil foi um dos países onde o combate à pobreza foi mais eficaz nos últimos anos. Como mostra notícia publicada pela BBC Brasil, ” o estudo cita dados que apontam a saída de 12 milhões de brasileiros da pobreza absoluta entre 1999 e 2009, além da queda da desigualdade medida pelo coeficiente de Gini, baixando de 0,52 para 0,47 no mesmo período (o coeficiente vai de zero, que significa o mínimo de desigualdade, a um, que é o máximo)”.

As previsões são otimistas e apontam que se o Brasil crescer de acordo com as previsões do FMI (3,6% em 2012 e acima de 4% nos anos subsequentes) e mantiver o mesmo índide de queda da desigualdade e crescimento populacional, o número de pessoas pobres cairá em quase dois terços até 2020, com 5 milhões de pessoas a menos na linha da pobreza.

Os dados otimistas revelam que as políticas sociais brasileiras têm dado certo, no entanto, para que a desigualdade social realmente seja controlada, passando a existir em níveis minimamente aceitáveis, o investimento em políticas mais duradouras e que geram efeito a longo prazo, como é caso da educação e de políticas culturais, é imprescindível. Sem isso, podemos até conter por um certo período de tempo os números da pobreza, mantendo-a sob controle, mas o círculo vicioso por meio do qual ela eternamente é renovada, em esperadas repetições, não será quebrado.

Potencial para rompê-lo o Brasil já mostrou que tem, resta saber se, como diz o estudo, uma escassez de vontade política não fará com que os avanços parem no meio do caminho.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

Brasil é segundo país mais desigual do G20, aponta estudo
O Brasil é o segundo país com maior desigualdade do G20, de acordo com um estudo realizado nos países que compõem o grupo.
Da BBC Brasil

De acordo com a pesquisa Deixados para trás pelo G20?, realizada pela Oxfam – entidade de combate à pobreza e a injustiça social presente em 92 países -, apenas a África do Sul fica atrás do Brasil em termos de desigualdade.

Como base de comparação, a pesquisa também examina a participação na renda nacional dos 10% mais pobres da população de outro subgrupo de 12 países, de acordo com dados do Banco Mundial. Neste quesito, o Brasil apresenta o pior desempenho de todos, com a África do Sul logo acima.

A pesquisa afirma que os países mais desiguais do G20 são economias emergentes. Além de Brasil e África do Sul, México, Rússia, Argentina, China e Turquia têm os piores resultados.

Já as nações com maior igualdade, segundo a Oxfam, são economias desenvolvidas com uma renda maior, como França (país com melhor resultado geral), Alemanha, Canadá, Itália e Austrália.
Avanços

Mesmo estando nas últimas colocações, o Brasil é mencionado pela pesquisa como um dos países onde o combate à pobreza foi mais eficaz nos últimos anos.

O estudo cita dados que apontam a saída de 12 milhões de brasileiros da pobreza absoluta entre 1999 e 2009, além da queda da desigualdade medida pelo coeficiente de Gini, baixando de 0,52 para 0,47 no mesmo período (o coeficiente vai de zero, que significa o mínimo de desigualdade, a um, que é o máximo). (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

TELEFONIA MÓVEL REGISTRA SEGUNDO MAIOR ÍNDICE DE RECLAMAÇÕES EM 2011, PERDENDO APENAS PARA O SEGMENTO DE CARTÃO DE CRÉDITO
ISSO É NOTÍCIA: PREFEITA DE GOVERNADOR VALADARES (MG) AFIRMA EM VÍDEO QUE TODOS OS ALUNOS ESTUDAM EM TEMPO INTEGRAL
SITES PROTESTAM CONTRA O SOPA, PROJETO DE LEI ANTIPIRATARIA QUE ESTÁ SENDO DISCUTIDO NOS EUA E QUE FERE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA REDE
O ARTISTA PLÁSTICO ANTONIO VERONESE REAGE À MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL O GLOBO E DIZ QUE A GRANDE REVOLUÇÃO É A DA EDUCAÇÃO E DA CULTURA
Categorias
NOTÍCIA

DUAS NOTÍCIAS EXPLICAM BEM A CRISE DOS ESTADOS UNIDOS: MILIONÁRIOS FICARAM MAIS RICOS E POBREZA AUMENTOU

Selo postal, Estados Unidos, 1847
Os EUA tiraram dos pobres e deram para os ricos

Os governos das últimas décadas dos Estados Unidos aprimoraram a desigualdade social e deram a sua contribuição para a crise dos EUA. Veja abaixo como os ricos ficaram mais ricos enquanto a pobreza aumentou por lá.

Mais ricos dos EUA triplicaram seu patrimônio entre 1979 e 2007

Os cidadãos mais ricos dos Estados Unidos quase triplicaram sua renda entre 1979 e 2007, enquanto as famílias mais pobres viram seu patrimônio crescer apenas 18% no mesmo período, indica um estudo divulgado nesta quarta-feira (26).

A receita líquida (depois do pagamento de impostos) dos 1% mais ricos do país aumentou 275% entre 1979 e 2007, assinala o relatório elaborado pelo Escritório de Orçamentos do Congresso.

Para 60% da população de classe média a receita cresceu 40%, enquanto para os 20% mais pobres o aumento foi de apenas 18%.

Estes números demonstram que a distribuição de renda nos EUA “era substancialmente mais desigual em 2007 do que em 1979”, ressalta o estudo, que também revela que os 1% mais ricos concentravam 17% de toda a renda há quatro anos, contra 8% de três décadas atrás.

O relatório foi publicado em meio aos protestos do movimento “Ocupem Wall Street”, que critica nos EUA os excessos do sistema financeiro e a desigualdade. (Texto integral na Folha)

Nos EUA, pobreza toma conta dos subúrbios

Desde 2000, o número de pobres aumentou em 5 milhões nos subúrbios, com aumentos grandes em áreas metropolitanas tão diferentes quanto Colorado Springs e Greensboro, na Carolina do Norte.

Ao longo da década, subúrbios do meio-oeste registraram maior aumento no número de pobres. Mais recentemente, no entanto, o aumento tem sido mais acentuado onde houve maior colapso imobiliário, como em Cape Coral, na Flórida, e Riverside, Califórnia, de acordo com a análise do Instituto Brookings.

Quase 60% dos pobres de Cleveland, por exemplo, antes se concentravam em seu núcleo urbano, mas agora vivem em seus subúrbios – em 2000, cerca de 46% viviam nos subúrbios.

Em todo o país, 55% da população pobre nas regiões metropolitanas agora vive nos subúrbios – aumento significativo dos 49% registrados anteriormente.

A pobreza é algo novo em Parma Heights, subúrbio tranquilo de pequenas vilas e gramados cortados, e pedir ajuda pode ser difícil. O Parma Heights Food Pantry, espécie de banco de alimentos comunitário com preços reduzidos, que começou a servir várias dezenas de famílias por mês em 2006, agora ajuda 260 e atrai um fluxo de vítimas da economia americana. Muitos nunca precisaram de ajuda para se alimentar antes. (Texto integral no IG)

Leia mais em Educação Política:

O MERCADO ESTÁ NU: ENTREVISTA BOMBÁSTICA DE INVESTIDOR ALESSIO RASTANI NA BBC MOSTRA COMO AGE O MERCADO FINANCEIRO
O HAITI É AQUI: BANDA LARGA NO BRASIL É PIOR DO QUE NO HAITI, ETIÓPIA E IGUAL À DO IRAQUE, PAÍS DESTRUÍDO PELA GUERRA
NAS DEMOCRACIAS CONTEMPORÂNEAS, CONSCIÊNCIA DE RENDA SE TORNA MUITO MAIS IMPORTANTE DO QUE A CONSCIÊNCIA DE CLASSE
FUSÃO DE GRANDES EMPRESAS ESTÁ NA RAIZ DA CRISE ECONÔMICA QUE ABATE OS ESTADOS UNIDOS E A UNIÃO EUROPÉIA

Categorias
AGÊNCIA EP NOTÍCIA

FERRO EM BRASA E ALOJAMENTO DE LONA E PALHA: TRABALHO ESCRAVO SE ESPALHA PELAS REGIÕES MAIS CARENTES DO PAÍS

A história ainda espera pela liberdade

Enquanto as denúncias de trabalho escravo se multiplicam, as peculiaridades deste mal anacrônico e indigno vão desenhando-se no contexto histórico-social do país. Uma dessas peculiaridades diz respeito ao fato de que, geralmente, é nas regiões mais carentes do Brasil que a exploração dos trabalhadores e a submissão destes a situações degradantes de trabalho acontecem.

O Pará, por exemplo, é o estado com mais ocorrências de situação de escravidão até o momento atual e, não por acaso, é também um estado que não vive um promissor desenvolvimento econômico. Obviamente, a pobreza não explica, muito menos justifica esse tipo de situação, mas ela não deixa de ser um dos fatores que facilita a exploração dos empregados pelos seus empregadores.

Embora os dados referentes ao trabalho escravo hoje demonstrem que o número de trabalhadores explorados vem diminuindo, pois o poder público aparentemente vem fazendo a sua parte, ainda há muito gado sendo tratado melhor que o próprio homem, ou, melhor dizendo, há muita história que ainda precisa ser superada e passada a limpo, não a ferro, como tem sido.

Sobre o assunto, veja trechos de dois textos recentes publicados pela Carta Capital:

“Gado recebia tratamento melhor que os empregados nas fazendas”
Por Gabriel Bonis

André Casagrande Raupp, procurador da República responsável por 23 denúncias de situação de trabalho escravo em Marabá, sudeste do Pará, somente na última semana, afirma que a pobreza contribui para a exploração de mão-de-obra em uma das regiões mais carentes do país.

Durante essas autuações, as autoridades flagraram uma situação que, em entrevista a CartaCapital, o procurador diz considerar “aviltante à dignidade do trabalhador”: alojamentos de lona e palha, sem paredes nem água potável – enquanto o gado era protegido em alojamentos de madeira e com telhado. “Muitas pessoas acabam bebendo água represada do mesmo local que os animais”, diz Raupp.

Os números na região, onde se concentra a maior incidência desses crimes no Brasil, são assustadores. Desde 1986, 282 ações foram ajuizadas na região – a maioria após 2002, quando foram intensificadas ações do tipo pelo País.

Em pelo século XXI, a situação persiste. Estimativas do Comitê de Coordenação e Monitoramento do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, organização que conta com a participação do Instituto Ethos, apontam que cerca de 25 mil pessoas entram em situação de trabalho escravo anualmente no país. Porém, desde 2008, o número de estabelecimentos inspecionados vem diminuindo, assim como a quantidade de empregados resgatados nessa condição, que passou de cinco mil para pouco mais de 1,3 mil em 2010. “Esse quadro pode ser uma constatação de menor número de denúncias por parte dos trabalhadores, ou até mesmo uma diminuição neste tipo de condição”, diz. (Texto completo)

STJ nega liberdade a fazendeiro associado ao trabalho escravo
Redação Carta Capital

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Laurita Vaz negou um pedido de habeas corpus feito pela defesa de um fazendeiro condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por submeter trabalhadores em condições de escravidão. Além da prisão, o empregador, Gilberto Andrade – que possui fazendas no Pará e no Maranhão – foi condenado também a pagar multa de 7,2 mil salários mínimos por aliciamento de trabalhadores e ocultação de cadáveres em suas propriedades.

O Ministério Público denunciou Andrade também por cerceamento da liberdade e por supostamente ter torturado um trabalhador com ferro quente de marcar gado, para puní-lo pelas reclamações sobre alimentação e falta de salário.
Anulação

Condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1° Região, o fazendeiro tenta anular o processo argumentando que seu julgamento não caber à Justiça Federal. A defesa ainda afirma que a denúncia não poderia ter sido aceita, uma vez que não teria apresentado em detalhes as circunstâncias dos crimes. O fazendeiro pede também a anulação do acórdão ou reforma do julgado para reduzir as penas.

Em seu despacho, a ministra Laurita Vaz justificou que a competência do Juízo Federal para o caso havia sido definida em julgamento posterior, por envolver crimes relacionados ao trabalho escravo. Além disso, ela destacou que a alegação de inaptidão da denúncia não é mais possível, pois a sentença foi confirmada em segunda instância. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

CPI É INSTALADA EM CAMPINAS PARA INVESTIGAR DENÚNCIAS DE TRABALHO ESCRAVO NO SETOR DE CONSTRUÇÃO CIVIL
FAZENDA EM MATO GROSSO DO SUL MANTINHA 16 INDÍGENAS EM SITUAÇÃO DE ESCRAVIDÃO
A MECANIZAÇÃO DAS LAVOURAS DE CANA NO PAÍS GERA DESEMPREGO DE UM LADO E BENEFÍCIO AMBIENTAL DE OUTRO. QUAL A SAÍDA?
GOVERNO LULA COLECIONA VITÓRIAS NO COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL
Categorias
NOTÍCIA

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS FAZ CRÍTICA À CONDIÇÃO DOS NEGROS E DOS INDÍGENAS NO BRASIL

Afro-brasileiros e indígenas estão “atolados” na pobreza, diz alta-comissária da ONU

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

A alta-comissária da ONU para Direitos Humanos, Navanethem Pillay, e o Capitão Potiguar

Brasília – A alta-comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Assuntos de Direitos Humanos, Navanethem Pillay, voltou a criticar hoje (13), em seu último dia de visita ao Brasil, a situação de negros e indígenas no país. Ambas as populações, segundo ela, estão “atoladas” na pobreza, além de não ter acesso aos serviços básicos e nem a oportunidades de emprego.

Durante entrevista coletiva, Pillay se referiu à questão dos povos indígenas como invisível e lembrou que, de todos os funcionários federais e estaduais que conheceu durante a visita, nenhum deles tinha origem indígena. Para a alta-comissária, o fato serve como um indicativo de uma contínua marginalização.

“A maior parte dos povos indígenas do Brasil não está se beneficiando do impressionante progresso econômico do país e está sendo retida na pobreza pela discriminação e indiferença, expulsa de suas terras na armadilha do trabalho forçado.”

Em relação aos negros, Pillay ressaltou que a violência aparece como uma das principais causas de morte no grupo. Ela insistiu que há, no Brasil, uso excessivo de força tanto de agentes policiais quanto de milícias. “Até que isso mude, a situação vai prejudicar o progresso do Brasil em muitas outras frentes.”

Comentário:

Eis aí uma boa crítica ao governo Lula que a oposição poderia investir. O problema é que essas questões não interessam à oposição.

Leia mais em Educação Política:
OPOSIÇÃO FECHA OS OLHOS PARA O PIOR DO GOVERNO LULA E CRITICA O QUE HÁ DE BOM; A OPOSIÇÃO NÃO ESTÁ SEM RUMO, ESTÁ SEM CHÃO
EM SOLIDARIEDADE AO JORNALISTA LUIS NASSIF, JÁ ESTÁ NA HORA DE UMA CPI DA REVISTA VEJA E DE UMA CAMPANHA CONTRA A BAIXARIA DA IMPRENSA
PROFESSORA: CORRUPÇÃO É A TORTURA DA SOCIEDADE BRASILEIRA
HUMOR DO PÂNICO NA TV: LULA DESABAFA APÓS VIDA SOFRIDA
Categorias
TEMAS CAPITAIS

ESTADÃO: BOLSA-FAMÍLIA DÁ LUCRO E GOVERNO LULA RECEBE EM DOBRO; VALE A PENA INVESTIR CONTRA A DESIGUALDADE SOCIAL

Matéria do Estadão mostra que o bolsa-família, programa do governo contra a miséria está dando lucro para o Brasil e para o governo do presidente Lula. Segundo pesquisa do Centro de Políticas Púlicas do Insper, o governo já arrecadou  em impostos 70% a mais do que investiu para acabar com a miséria. Veja trecho da matéria:

“Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bi, diz estudo

Ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo programa em 2006

SÃO PAULO – A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB, de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.

O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil cidades nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS)”. (Texto Integral no Estadão on line)

leia mais em Educação Política:
BRASIL TEM DIFICULDADE DE BANIR AGROTÓXICOS DANOSOS À SAÚDE
MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES HÉLIO COSTA E OPERADORAS DE TELEFONIA TENTAM MELAR PLANO DO GOVERNO DE LEVAR BANDA LARGA PARA TODOS OS BRASILEIROS
BRASIL COLHE OS RESULTADOS DE 20 ANOS DE DEMOCRACIA
Categorias
NOTÍCIA COMENTADA

EDUCAÇÃO RUIM E DESIGUALDADE SOCIAL SÃO FACILITADORES DA PEDOFILIA; SEM COMBATER A POBREZA NÃO HÁ COMO REDUZIR A PEDOFILIA

Interessante matéria jornalística em que se percebe uma relação entre educação, periferia e pedofilia. Em todos os grandes escândalos de pedofilia, ou seja, que envolve muitas vítimas,  como o de Porto Ferreira (SP) e Catanduva(SP), a fragilidade econômica das crianças está no centro do problema.

Desigualdade e condições de pobreza são condições ideais para se ter pedofilia, assim como outros facilitadores como viver em uma sociedade em que a comunidade abandonou o cuidado com as crianças.

Combater a pedofilia sem combater a desigualdade social e a miséria será uma forma boa de se enxugar gelo.

Escola de bairro de vítimas de pedofilia tem pior índice de evasão de Catanduva

Vinicius Konchinski
Enviado Especial

Catanduva (SP) – O colégio onde estuda a maioria das cerca de 40 das supostas vítimas de pedofilia em Catanduva tem o pior índice de evasão escolar no município do interior paulista. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Educação, 20 dos 30 alunos que abandonaram os estudos no ano passado estavam matriculados na Escola Municipal Nelson de Macedo Musa, no Jardim Alpino, localizado na periferia de Catanduva.

Segundo a secretaria, em 2008, 399 crianças foram matriculadas em turmas de 1ª a 4ª do Ensino Fundamental no Nelson Musa. Dessas, seis saíram da escola sem pedir transferência para nenhum outro local. Isso representa um índice de evasão de 1,5% – bem superior à média municipal de 0,2% de evasão para essas séries.

O mesmo problema é verificado com as turmas de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental. Dos 374 alunos matriculados no Nelson Musa, 14 evadiram-se. Eles representam 3,7% do total de matriculados. Já a média municipal é de 1%.

O diretor da escola, Edmilson Sidney Marques, complementa os dados citando número de faltas de alunos. Segundo ele, 7% dos alunos de 1ª a 4ª série não frequentaram o percentual mínimo de aulas para que pudessem ser aprovados. Entre os alunos de 5ª a 8ª série, o índice é de quase 8% do total de alunos.

“Estamos em uma comunidade em que a escola não é prioridade”, explicou o diretor. “O índice de faltas é muito alto. É normal algumas crianças faltarem por dois dias seguidos sem justificativa.”

Marques disse ainda que muitos dos faltosos acabam ficando em casa ou nas ruas sozinhos, enquanto suas mães estão trabalhando. Dessa forma, ficam mais vulneráveis a criminosos. “Alguns dos alunos faltosos são supostas vítimas de pedofilia. Já identificamos uns três ou quatro”, afirmou o diretor.

Leia mais em Educação Política:

MUNICÍPIOS TÊM DIFICULDADE DE TORNAR TRANSPARENTE RECURSOS PARA MERENDA ESCOLAR

SOCIEDADE BRASILEIRA AINDA NÃO ENTENDEU A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PARA O PAÍS

MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO MOSTRA DIFICULDADE DE ALCANÇAR METAS IMPORTANTES PARA MELHORAR A EDUCAÇÃO NO BRASIL

DESVIAR VERBA DA EDUCAÇÃO É PIOR DO QUE FURTAR MANTIMENTOS DE DESABRIGADOS DE SANTA CATARINA

CONTAS DAS ASSOCIAÇÕES DE PAIS E MESTRES (APM) PODERIAM ESTAR ON LINE, MAS A ESPECIALIDADE DE JOSÉ SERRA É A MAQUIAGEM

Categorias
PORTAIS DE NOTÍCIAS

POBREZA DIMINUI, MAS AINDA É PRECISO MELHORAR MUITO A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Pesquisa revela queda de 11 pontos percentuais na taxa de pobreza em cinco anos

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A taxa de pobreza nas seis maiores regiões metropolitanas do país caiu de 35% da população, em 2003, para 24,1% neste ano, com redução de quase um terço da pobreza em termos proporcionais. A indigência seguiu o mesmo ritmo, e sua participação no conjunto da população caiu para a metade nesse período. Os dados são da pesquisa Pobreza e Riqueza no Brasil Metropolitano, divulgada hoje (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em 2003, o percentual de famílias mais ricas, com rendimento de 40 salários mínimos mensais ou mais, sofreu redução de 20%, voltando a crescer a partir de 2005. Segundo o Ipea, no ano passado, o percentual encontrava-se no mesmo patamar de 2002 e, neste ano, a tendência é permanecer estável.

A pesquisa revela, entretanto, que “todo o quadro favorável no que se refere à pobreza não evoluiu para a obtenção de ganhos de produtividade, em face da estabilidade econômica e dos ganhos com os aumentos do salário mínimo”. De acordo com o Ipea, “os detentores dos meios de produção podem estar se apoderando de parcela crescente da renda nacional”.