Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: PSDB

Tragédia anunciada: estudo da Unesp mostra que política de segurança do PSDB disseminou a violência no estado de São Paulo

EXCLUSIVO! Um estudo, feito por pesquisadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT/Unesp), e apresentado em evento More…

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Ministro do Supremo é a síntese grandiosa da lentidão e ineficiência da Justiça

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, é a síntese grandiosa da lentidão e indiferença da justiça com os brasileiros. E é uma síntese também do deboche corporativo entre os próprios More…

Prefeito do PSDB do interior prova que governo Alckmin foi irresponsável com a água

“É racionamento, não é racionamento, é restrição hídrica, não é restrição hídrica”. É mais ou menos assim que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) tem explicado a lambança que fez na administração da água potável que abastece São Paulo e cidades da região de Campinas, como Itatiba, More…

Vídeo liga Gilmar Mendes e deputado do PSDB com comissionados de prefeito cassado

O jornal Liberal, de Americana, publicou reportagem em que mostra um vídeo dentro do comitê do PSDB em Santa Bárbara D’Oeste. No vídeo, um dos funcionários pede voto para o candidato a deputado Carlos Sampaio (PSDB) (Continue lendo….)

Aécio herdeiro ganhou disputa com Aécio governador e ficou com 950 hectares

Montezuma é um município mineiro no norte de Minas Gerais com um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado. Deputados, governadores e senadores mineiros poderiam desenvolver boas políticas públicas para elevar o desenvolvimento local, tais como incentivar as pequenas propriedades rurais familiares. No entanto o município é palco de uma triste história do patrimonialismo de (Continue lendo….)

Esquerdofrênicos alimentam o ódio e podem levar o neoliberalismo de novo ao poder no Brasil

O ódio presente na política brasileira nos últimos meses, e que foi manifestada de forma exultante nos xingamentos à presidenta Dilma Rousseff na abertura da Copa do Mundo pela elite branca, foi muito bem alimentado nos últimos meses pelos esquerdofrênicos, um tipo cada dia mais presente diante das amarras do PT com (Continue lendo….)

História da cocaína está deixando o senador Aécio Neves louco de raiva

Existem muitos comentários nas redes sociais sobre o consumo de cocaína  pelo senador Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência da República. A história ficou pior depois que a polícia apreendeu em Minas Gerais um helicóptero de aliados de Aécio Neves com 500 quilos de cocaína. Mas o que deveria (Continue lendo…)

vídeo: a elegância democrática de Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB

Sabesp e Petrobrás devem ser as estrelas das próximas eleições

A Sabesp e a Petrobrás devem ser as estrelas das próximas eleições. As duas empresas representam, de certa forma, o modelo de administração pública na economia de PSDB (que comanda a estatal Sabesp há 20 anos) e do PT (que comanda a Petrobrás há 12 anos). Ambas empresas de economia mista. A diferença básica entre as duas empresas (Continue Lendo…)

QUE OPOSIÇÃO É ESSA? AÉCIO NEVES (psdb) VAI À TELEVISÃO E DIZ QUE VAI DAR DINHEIRO PÚBLICO PARA RURALISTAS

Uma coisa é certa. Com essa oposição, só mesmo o MPL (Movimento Passe Livre) pode perturbar a presidenta Dilma Rousseff.

Em comercial na televisão, o candidato a presidente do PSDB, Aécio Neves, vai a Sorriso (MT) e diz que vai dar dinheiro público para os ruralistas. Que eles produzem muito, mas falta infraestrutura. É aquela velha conversa, quem quer conversar?

E depois acrescenta que vai negar recursos para o povo:  “vamos dizer o que dá e o que não dá para fazer e por quê”. Pela propaganda, ele já explica para onde vai o dinheiro público.

É a ideologia da infraestrutura, ou seja, a ideologia de levar dinheiro público para a iniciativa privada. Essa é a pressão que o PIG e que a oposição fazem ao governo.

Querem que o dinheiro público financie investimento privado, quando se deveria propor o contrário. Dinheiro privado para financiar o desenvolvimento público.

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QUE HORROR: VEJA O NÍVEL DA COMENTARISTA MARISTELA BASSO NO JORNAL DA TV CULTURA

GERALDO ALCKMIN SENSACIONAL: DISSE QUE IA SE INFORMAR EM 2011 E PROCESSA UMA ÚNICA(?) EMPRESA POR CARTEL(?) EM 2013

HUMOR: A FESTA DO TRENSALÃO DO PSDB NO METRÔ DE SÃO PAULO, EM RITMO DE DISCOTECA

PROPINODUTO TUCANO NO METRÔ DE SÃO PAULO É CABALÍSTICO: 45 INQUÉRITOS ESTÃO EM ANDAMENTO

SENSACIONAL: JORNAL NACIONAL NÃO MOVE UMA PALHA PARA APURAR CORRUPÇÃO NO PSDB PAULISTA E USA FOLHA DE S. PAULO COMO FONTE

SEM PROPINODUTO DO PSDB NO METRÔ TARIFA SERIA DE R$ 0,90, DIZ MOVIMENTO PASSE LIVRE, QUE VAI ÀS RUAS DE SÃO PAULO DIA 14

Passe Livre, sobre propinoduto tucano: “Vamos às ruas no dia 14 de agosto”

Da Revista Fórum

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Manifestações em São Paulo

O Movimento Passe Livre anuncia que no dia 14 de agosto voltará às ruas. O grupo irá realizar uma manifestação em parceria com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, por conta do suposto propinoduto esquematizado nos contratos para as obras do Metrô, que pode ter desviado R$ 400 milhões dos cofres públicos. O caso, ocorrido em gestões do PSDB, foi denunciado pela multinacional Siemens.

“Nossa posição é que é um absurdo que o dinheiro público esteja sendo desviado do transporte. São mais de R$ 400 milhões desviados, isso daria para reduzir a tarifa a R$ 0,90”, afirma Matheus Preis, militante do MPL-SP.

A manifestação do dia 14 de agosto ainda não tem um local definido. No dia 6 de agosto, o MPL vai divulgar, em parceria com os metroviários, uma carta à população, informando o local do protesto. (Texto Completo)

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PARA OS ANALISTAS ECONÔMICOS E POLÍTICOS: O LULISMO EM NÚMEROS DO IDH (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO)

Observe não só as cores, mas as diferenças da década petista no segundo gráfico abaixo.

Na década de 90, o PSDB/FHC reduziu de 85% para 70% o número de cidades com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Essa é uma melhora, pode-se dizer, inercial. Qualquer governo consegue esse índice, desde que não faça nada. É a política do estado de São Paulo atualmente. Nada muda, mas inercialmente algumas coisas melhoram pelo próprio desenvolvimento da sociedade.

Já na década PT/LULA, houve uma redução espantosa de 70% para 0,5% no número de municípios muito pobres. O governo Lula/PT praticamente extinguiu cidades de baixo IDH. No governo petista dá para perceber que houve realmente uma política de enfrentamento do problema social.

No entanto, o PT está em uma encruzilhada. Esta década exige uma transformação nas políticas públicas, com ênfase na distribuição efetiva de renda por meio de legislação tributária, de forma a desonerar os mais pobres e fazer com que os excessivamente ricos contribuam mais. Além é claro, de uma verdadeira mobilização nacional em defesa da saúde, da educação e dos transportes públicos.

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PROPINODUTO DO PSDB NO METRÔ DE SÃO PAULO É DE 30% E LEVOU DA POPULAÇÃO PELO MENOS R$ 425 MILHÕES

Capa da IstoÉ

Capa da IstoÉ

Veja abaixo trecho da reportagem da IstoÉ sobre o escândalo do Metrô de São Paulo nos governos do PSDB.

Trens e Metrô superfaturados em 30%

Da IstoÉ

Na última semana, ISTOÉ publicou documentos inéditos e trouxe à tona o depoimento voluntário de um ex-funcionário da multinacional alemã Siemens ao Ministério Público. Segundo as revelações, o esquema montado por empresas da área de transporte sobre trilhos em São Paulo para vencer e lucrar com licitações públicas durante os sucessivos governos do PSDB nos últimos 20 anos contou com a participação de autoridades e servidores públicos e abasteceu um propinoduto milionário que desviou dinheiro das obras para políticos tucanos. Toda a documentação, inclusive um relatório do que foi revelado pelo ex-funcionário da empresa alemã, está em poder do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para quem a Siemens – ré confessa por formação de cartel – vem denunciando desde maio de 2012 as falcatruas no Metrô e nos trens paulistas, em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos. Até semana passada, porém, não se sabia quão rentável era este cartel.

Ao se aprofundarem, nos últimos dias, na análise da papelada e depoimentos colhidos até agora, integrantes do Cade e do Ministério Público se surpreenderam com a quantidade de irregularidades encontradas nos acordos firmados entre os governos tucanos de São Paulo e as companhias encarregadas da manutenção e aquisição de trens e da construção de linhas do Metrô e de trens. Uma das autoridades envolvidas na investigação chegou a se referir ao esquema como uma fabulosa história de achaque aos cofres públicos, num enredo formado por pessoas-chaves da administração – entre eles diretores do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) –, com participação especial de políticos do PSDB, os principais beneficiários da tramoia. Durante a apuração, ficou evidente que o desenlace dessa trama é amargo para os contribuintes paulistas. A investigação revela que o cartel superfaturou cada obra em 30%. É o mesmo que dizer que os governantes tucanos jogaram nos trilhos R$ 3 de cada R$ 10 desembolsado com o dinheiro arrecadado dos impostos. Foram analisados 16 contratos correspondentes a seis projetos. De acordo com o MP e o Cade, os prejuízos aos cofres públicos somente nesses negócios chegaram a RS 425,1 milhões. Os valores, dizem fontes ligadas à investigação ouvidas por ISTOÉ, ainda devem se ampliar com o detalhamento de outros certames vencidos em São Paulo pelas empresas integrantes do cartel nesses e em outros projetos. (texto integral)

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TUCANODUTO: REVISTA ISTOÉ EXPLICA PORQUE O TRANSPORTE PÚBLICO DE SÃO PAULO É PÉSSIMO E NÃO MELHORA DESDE MÁRIO COVAS

propinodutoReportagem aponta que nos governos de Geraldo Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas, cerca de US$ 50 milhões teriam sido desviados das obras do metrô; denúncia da Siemens, que decidiu colaborar com a Justiça, lança luzes sobre o esquema; Alckmin será, agora, alvo de ação de improbidade

247 – Uma denúncia feita pela multinacional alemã Siemens, que acusou formação de cartel nas obras do metrô, em São Paulo, e decidiu colaborar com a Justiça, poderá trazer sérias complicações ao governador Geraldo Alckmin. De acordo com reportagem da revista Istoé, publicada neste fim de semana, foi montado um “propinoduto” relacionado às obras do metrô, que teria desviado US$ 50 milhões nos governos de Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas. Alckmin será, inclusive, alvo de uma ação de improbidade. Leia, abaixo, a reportagem de Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas:

O esquema que saiu dos trilhos

Um propinoduto criado para desviar milhões das obras do Metrô e dos trens metropolitanos foi montado durante os governos do PSDB em São Paulo. Lobistas e autoridades ligadas aos tucanos operavam por meio de empresas de fachada

Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão. O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. O Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. Agora, diante deste novo fato, é possível detalhar como age esta rede criminosa com conexões em paraísos fiscais e que teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa (Texto Integral)

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13 DE JUNHO DE 2013: O DIA QUE O GOVERNO GERALDO ALCKMIN IMPLANTOU O TERROR EM SÃO PAULO

MOVIMENTO PASSE LIVRE: FERNANDO HADDAD TEM A OPORTUNIDADE POLÍTICA DE ABRIR AS PLANILHAS E NÃO SER ENGOLIDO PELA MÍDIA

Os principais partidos políticos de São Paulo, PT e PSDB, não entenderam, mas o Movimento Passe Livre já deu seu recado. O PSDB usou o velho chavão dos estados totalitários, são “baderneiros e vândalos”, como se o governo aliado de Carlinhos Cachoeira não fosse vandalismo também, como se o uso do dinheiro público para construções faraônicas não seria o germe do  vandalismo em uma sociedade desigual.

A imprensa não perdeu tempo e o PT está mais perdido que uma agulha no palheiro; sentiu o baque. Tem até militante concordando com Reinaldo Azevedo e com o promotor Rogério Zagallo.

A questão não são os vândalos do movimento e nem se alguns de seus líderes são de classe média. O que importa é o grande movimento, a quantidade de jovens, suas agregações, suas palavras, seus slogans, sua sedução. O movimento seduziu pela insatisfação, pela incapacidade do PT e dos governos em geral. É preciso mudar mais a estrutura da desigualdade no Brasil. O PT parece estar se afundando nas oligarquias, nos ruralistas, nos evangélicos oportunistas.

Não dá para ficar nesse blá blá blá de baderneiros. Se Fernando Haddad entrar nessa, a mídia e a oposição vão engoli-lo. Ele precisa reconhecer a oportunidade e abrir o sistema, não o contrário, que é ficar ao lado da ordem da desigualdade.

É preciso quebrar as planilhas fantásticas e escorchantes das empresas de ônibus, é preciso quebrar os oligopólios dos transportes públicos. Essa é a oportunidade política para remodelar o sistema de licitações e transparência no transporte público.

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O VANDALISMO E A BADERNA DO SR. GERALDO PINHEIRINHO ALCKMIN: TEATRO DE ÓPERA, EDUCAÇÃO E SAÚDE

Canetada contra o povo

Canetada contra o povo

Os protestos nas ruas de São Paulo são uma demonstração inequívoca da insatisfação popular da juventude. Não são os 20 centavos da passagem que geram tanta insatisfação no movimento Passe Livre.

Pela quantidade de pessoas presentes no protesto, não dá para afirmar que são simplesmente “baderneiros e vândalos”, como afirmou Geraldo Pinheirinho Alckmin.

É com certeza uma das mais novas rebeldias. Acabou a lua de mel com o PT, que deve colocar as barbas de molho, e é também o resultado de quase 20 anos de políticas de sustentação da desigualdade e da manutenção da pobreza por parte do PSDB e de Geraldo Pinheirinho Alckmin.

A mesma violência que o sr. Alckmin imprimiu na desocupação do Pinheirinho e outros terrenos estão agora nas ruas de São Paulo. Quem cresce na violência, também reproduz a violência. E essa violência inicial é do próprio Estado.

A violência pode não ser o cacetete de borracha, como querem os saudosos da ditadura, mas um simples ato administrativo como o que o sr. Alckmin fez recentemente ao liberar R$ 80 milhões (!!!!) para a construção de um teatro de ópera em Campinas, após um presente (de grego) de um escritório de arquitetura, que cedeu “gratuitamente” (kkk) o projeto para a cidade.

Assim como a péssima situação da educação e da saúde em São Paulo, o sr. Pinheirinho Alckmin comete esse vandalismo com o dinheiro público. O dinheiro que será torrado neste teatro, que é apenas um exemplo, daria para construir 80 teatros menores e mais pequenos centros de cultura por toda a cidade, principalmente na periferia. Isso é vandalismo e baderna.

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BANDA DOS HOMENS DE COR COMEMORA 80 ANOS SEM APOIO DA PREFEITURA DE CAMPINAS E DO LADO DE FORA DO CORETO

A Banda dos Homens de Cor, uma das mais tradicionais bandas de Campinas, completou hoje 80 anos.

Para comemorar, os integrantes “ocuparam” o largo do Pará, local que tradicionalmente essa banda já tocou quando tinha apoio da prefeitura da cidade.

Sem dinheiro e sem apoio do governo Jonas Donizette (PSB-PSDB), a banda tenta resistir e se fazer ouvir para não se acabar.

Enquanto isso, o Palácio dos Jequitibás (prefeitura) já acertou a construção de um teatro de ópera estimado inicialmente em R$ 80 milhões no Parque Ecológico da cidade. Isso com o apoio do governador tucano Geraldo Alckmin. Acredite, se quiser!

Veja abaixo algumas fotos da apresentação da banda esta manhã:

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BRASIL CAMINHA PARA A DEMOCRACIA DE PARTIDO ÚNICO, ÚNICO QUE A POPULAÇÃO RECONHECE COMO GOVERNO, DE FATO

Basta ver esse quadro abaixo para entender porque dizem que o PT iria controlar tudo, que esse era um perigo e que o mensalão foi uma aposta para evitar esse controle do PT.  A população parecer ver o PT como o único partido que, de fato, governa. Os índices mostram que a democracia doeu para as elites acostumadas a golpes de estado.

O mais importante desse quadro não são os índices do PT, mas os do PSDB. Isso é que é problemático. Se o PSDB não melhorar, se a oposição não melhorar, o discurso golpista vai ficar assombrando.

A herança de FHC

Enquanto não surgir coisa mais avançada, as pesquisas de opinião continuarão a ser a melhor maneira de saber o que pensa a população a respeito das questões coletivas.
Sem elas, ficamos com o que acha cada individuo ou dizem os grupos mais organizados e loquazes. Os sentimentos e atitudes da maioria permanecem ignorados. É como se não existissem.
Mas as pesquisas estão aí, permitindo que compreendamos os juízos e as expectativas dos que não se expressam, não mandam cartas ou postam comentários na internet. Há outras formas de fazê-lo, mas nenhuma mais confiável.
Realizá-las não é extravagância ou privilégio. Sequer custam tanto que um partido político poderoso, como, por exemplo, o PSDB, não possa encomendar as suas. Ou que um jornal fique pobre se tiver que contratar alguma.
Por que, então, as oposições brasileiras as usam tão parcimoniosamente? Por que, se é simples conhecê-la, os partidos e a mídia oposicionista desconsideram a opinião pública?
Tome-se a velha ideia de que as três derrotas sucessivas dos tucanos para o PT teriam sido causadas pela insuficiente defesa da “herança de Fernando Henrique”. Sabe-se lá o porquê, é uma hipótese que volta e meia reaparece, como se fosse uma espécie de verdade profunda e houvesse evidências que a sustentassem.
Nas últimas semanas, ela retornou ao primeiríssimo plano. Em seu discurso inaugural como presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) disse que seu partido se equivocou ao não valorizar o “legado” das duas administrações de FHC. Em suas palavras: “Erramos por não ter defendido, juntos, todo o partido, com vigor e convicção, a grande obra realizada pelo PSDB”.
Salvo uma ou outra manifestação de cautela, a mídia conservadora aplaudiu o pronunciamento. Os “grandes jornais” gostaram de Aécio ter assumido uma tese com a qual sempre concordaram. Faltava-lhes um paladino e o mineiro se ofereceu para o posto.
E as pessoas comuns, o que pensam desse “legado”?
Em pesquisa recente de âmbito nacional, a Vox Populi tratou do assunto. Ao invés de subscrever (ou atacar) a tese, apenas identificou o que a população pensa a respeito.
Os entrevistados foram solicitados a avaliar quinze áreas de atuação do governo Dilma. Depois, a comparar o desempenho de cada uma nos governos dela e de Lula com o que apresentavam quando Fernando Henrique era presidente.
As avaliações de todas as políticas nos governos petistas são superiores. Em nenhuma se poderia dizer que, para a população, as coisas estavam melhores no período tucano.
Consideremos algumas: na geração de empregos, 7% dos entrevistados disseram que FHC atuou melhor, enquanto 75% responderam que Lula e Dilma o superaram; na habitação, 3% para FHC e 75% para Lula e Dilma; nos programas para erradicar a pobreza, 4% ficaram com FHC e 73% com os petistas; na educação, FHC foi defendido por 5% e Lula e Dilma por 63%; na política econômica, em geral, FHC foi avaliado como melhor por 8% e os petistas por 71% dos entrevistados.
No controle da inflação, FHC teve seu melhor resultado: 10% acharam que foi melhor que os sucessores, mas 65% responderam que Lula e Dilma é que agiram ou agem melhor.
Na saúde e na segurança, os petistas tiveram as menores taxas de aprovação, mas mantiveram-se bem à frente do tucano: na primeira, Lula e Dilma foram considerados melhores por 46% dos entrevistados; na segurança, por 45%. FHC, por sua vez, por 7% e 6%.
No combate à corrupção, FHC teria atuado melhor que seus sucessores para 8%, enquanto 48% dos entrevistados afirmaram que Lula e Dilma foram-lhe superiores.
Os políticos (e as empresas jornalísticas) são livres para crer no que quiserem. Enéas Carneiro era a favor da bomba atômica. Levi Fidelix é obcecado pela ideia de espalhar aerotrens pelo Brasil. Os partidos de extrema esquerda lutam pelo comunismo. Há quem queira recriar a velha Arena da ditadura.
Ancorar uma campanha presidencial na “defesa do legado de FHC” é um suicídio político, que nem Serra, nem Alckmin quiseram praticar. Não foi por não fazê-la que perderam. Seu problema nunca foi estar distantes demais dos anos FHC, mas de menos.
Resta ver como se comportará, na prática, Aécio. E o que dirão seus apoiadores, quando perceberam que também ele procurará fazer o possível para se afastar do tal “legado”.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA ‘ESQUECE’ DE RECORRER CONTRA DANIEL DANTAS, OPERADOR DO PORTO DE SANTOS

Ministério Público perde prazo da Satiagraha e Dantas se livra da cadeia

Do Acerto de Contas
Daniel Dantas, o “Dono do Brasil”

O título que você lê acima não é uma piada. A Procuradoria Geral da República perdeu o prazo para recorrer no STJ da decisão que anulou as provas obtidas pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.

Isso mesmo, o nosso zeloso Ministério Público Federal vai deixar Daniel Dantas ficar livre simplesmente porque perdeu o prazo para recorrer de uma decisão que muitos ministros do STJ consideravam absurdas, e que cairia no Pleno do Tribunal.

Não estamos falando de um processo trabalhista de 500 merréis. Estamos falando do processo penal mais importante em andamento no país, contra a quadrilha mais poderosa que se tem notícia.

O maior absurdo disso tudo é que a PGR disse que não foi notificada, depois que passou para um subprocurador que teria se aposentado.

Daqui a pouco vai colocar a culpa no contínuo.

 


Gurgel, tome vergonha na cara  e peça pra sair

Se este fosse um país sério, neste momento o Procurador Geral, Roberto Gurgel, estaria demitido, e o responsável pelo processo estaria se preparando para dormir na prisão.

Mas não, semana que vem nosso “Procurador” estará todo serelepe na televisão dando alguma entrevista em nome da moralidade, ou ainda articulando o aumento no seu salário, próximo de R$ 30 mil.

E ninguém vai cobrar do magistral Ministério Público uma investigação para saber o responsável pela impunidade dantesca?

Daniel Dantas já tinha dado a senha a seu advogado: “resolva meus problemas na primeira instância, que lá em Brasília eu resolvo”.

Daniel Dantas pode bater no peito e dizer: “Este país tem dono…Eu sou o Dono do Brasil”.

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BESSINHA SENSACIONAL: FELIZ DIA DAS MÃES!

TUCANO ACUSADO DE MATAR 4 PESSOAS, MOTORISTA E TRÊS FISCAIS DO ESTADO NA CHACINA DE UNAÍ, CONTINUA LIVRE E É HOMENAGEADO

Da série: tucanos querem reduzir a idade penal, mas para quê?

Tucano acusado de mandar matar 4 na chacina de Unaí se diz vítima

Antério Manica, condecorado na Assembleia de Minas Gerais

Antério Manica, condecorado na Assembleia de Minas Gerais

Vi o Mundo

A Chacina de Unaí vai completar quase uma década sem julgamento.

No dia 28 de janeiro de 2004, uma denúncia anônima de trabalho degradante no campo (forjada) levou três auditores fiscais do Ministério do Traballho e o motorista deles para uma emboscada. Todos foram executados com tiros na cabeça, a menos de 160 quiilômetros de Brasília.
Os assassinatos repercutiram dentro e fora do país.
Por pressão direta da Presidência da República, uma investigação relâmpago descobriu os envolvidos nas execuções. Uma trama que envolve hierarquia e poder.
Segundo o Ministério Público Federal, os irmãos Antério e Norberto Mânica, os maiores produtores de feijão do país, seriam os mandantes.
Hugo Pimenta e José Aberto de Castro, o Zezinho, empresários de sucesso na produção de grãos, os intermediários.
Francisco Helder Pinheiro, conhecido como Chico Pinheiro, o homem que contratou os pistoleiros.
Erinaldo Silva e Rogério Alan Rocha, os matadores.
Willian de Miranda, motorista dos bandidos.
E Humberto dos Santos, o responsável por tentar apagar os rastros da quadrilha.
Antério Mânica, segundo o Ministério Público Federal um dos mandantes da chacina, se elegeu duas vezes prefeito de Unaí concorrendo pelo PSDB.
Sua declaração de bens na Justiça Eleitoral, em 2008, chegou perto dos 19 milhões de reais.
A primeira eleição aconteceu no ano do crime, mesmo sendo ele um dos suspeitos de mandar matar os servidores públicos.
Antério passou dois curtos períodos na cadeia.

As propriedades dele, com cerca de cinco mil hectares, produzem mais de 200 mil sacas de 60 quilos de feijão por safra.
Os Mânicas são descendentes de italianos. Chegaram ao Brasil no final de década de 40.

Hoje, Antério diz que praticamente não conversa com o irmão, Norberto, que mudou-se para o interior de Mato Grosso. (Texto completo)

GOVERNADOR ALCKMIN, O SR. COLOCARIA SEU FILHO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE SÃO PAULO DEPOIS DE 17 ANOS DE GOVERNO DO PSDB?

Político em mandato deve ser atendido no SUS (Sistema Único de Saúde) e colocar o filho na escola pública. Só assim, educação e saúde devem melhorar.  Imagina

Veja no vídeo abaixo o caso do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que em breve completará 8 anos como governador, dos quase 20 do PSDB em São Paulo.  É exemplar.

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DITADURA DA MÍDIA E EXÍLIO: CARLOS MOSCONI, DEPUTADO E ASSESSOR DE AÉCIO, TERIA ENCOMENDADO RIM DA MÁFIA DOS TRANSPLANTES

Paulinho Pavesi teve os órgãos retirados ainda vivo

Paulinho Pavesi teve os órgãos retirados ainda vivo

Advertência: seja forte ao ler o texto

“Querem trocar juiz após vir à tona nome de tucano acusado de traficar órgão”

A dor de Paulo Pavesi

por Leandro Fortes, em CartaCapital 

Sozinho, escondido em Londres, na Inglaterra, depois de ter conseguido asilo humanitário na Itália, em 2008, o analista de sistemas Paulo Pavesi se transformou no exército de um só homem contra a impunidade dos médicos-monstros que, em 2000, assassinaram seu filho para lhe retirar os rins, o fígado e as córneas.

Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele.

Na edição desta semana de CartaCapital, publiquei uma reportagem sobre o envolvimento do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) com a chamada “Máfia dos Transplantes” da Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas.

Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada.

As poucas notícias que são veiculadas sobre o caso, à exceção da matéria de minha autoria publicada esta semana, jamais citam o nome de Carlos Mosconi. Em Minas Gerais, como se sabe, a imprensa é controlada pela mão de ferro do PSDB. Nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas quando ainda vivia para que fossem vendidas, no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada.

Esse silêncio, aliado à leniência da polícia e do judiciário mineiro, é fonte permanente da dor de Paulo Pavesi. Mas Pavesi não se cala. De seu exílio inglês, ele nos lembra, todos os dias, que somos uma sociedade arcaica e perversa ao ponto de proteger assassinos por questões políticas paroquiais.

Como sempre, a velha mídia nacional, sem falar na amordaçada mídia mineira, não deu repercussão alguma à CartaCapital, como se isso tivesse alguma importância nesses tempos de blogosfera e redes sociais.

Pela internet, o Brasil e o mundo foram apresentados ao juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Em de 19 de fevereiro desse ano, ele condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho.

Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa.

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Ontem, veio o troco.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de hoje, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar.

De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi. A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi.

Ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi veio à tona.

Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes – e jornalistas – em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós. (Vi o Mundo)

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Para a revista Veja, que muito incautos ainda veem, Carlinhos Cachoeira é um empresário bem sucedido que consegue bons grampos para virar notícia, Demóstenes Torres (ex-DEM) é um paladino da ética e Marconi Perillo (PSDB) é, assim como outros governadores do PSDB, um exemplo de gestão pública. Ainda bem que o Brasil não adotou o ideal da Veja, ainda!

Maria do Rosário: Goiás está mergulhado no submundo

Maria do Rosário: Goiás está mergulhado no submundo

Goiás é ‘omisso, inoperante ou envolvido’ com assassinatos, acusa ministra

Durante anúncio de federalização dos crimes contra 29 moradores rua em Goiânia, Maria do Rosário faz duros ataques à falta de atuação do estado no combate a grupos de extermínio

Por: João Paulo Soares, da Rede Brasil Atual

São Paulo – A secretária nacional de Direitos Humanos, ministra Maria do Rosário, fez ontem críticas duras à falta de atuação do Estado de Goiás no combate aos grupos de extermínios que desde agosto do ano passado mataram 29 moradores de rua na capital Goiânia, a 200 quilômetros de Brasília, sem que ninguém até agora tenha sido preso.

Ao pedir a federalização de todo o processo de investigação policial e judicial sobre as mortes, a ministra acusou, em tom de desabafo, o aparelho de Estado goiano de “omissão, inoperância ou envolvimento” com os crimes.

Goiás é governada por Marconi Perillo (PSDB), que foi flagrado pela Polícia Federal em conversas e negócios comprometedores com o ex-senador do DEM Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O bicheiro é acusado, nas operações Vegas e Monte Carlo da PF, de comandar o crime organizado em torno de máquinas caça-níqueis no país – cuja base seria justamente Goiás. As investigações vieram a público há um ano. O senador, que também é de Goiás e lá atuava como promotor público, foi cassado; o governador foi poupado. No Congresso Nacional, uma CPI foi instalada para aprofundar as relações políticas e empresariais com o esquema. A CPI do Cachoeira terminou meses depois sem relatório final e “abafada”, na grande imprensa, pelo julgamento da Ação Penal 470, conhecida por mensalão, no mesmo período.

Em nenhum momento, durante o pronunciamento de ontem, Maria do Rosário citou o nome de Perillo ou o episódio Cachoeira. Mas foi bem clara em suas afirmações.

“Não basta federalizarmos, neste caso, a investigação. Não se trata de a Polícia Federal entrar ali para apoio ao estado. Se trata de verificarmos se em Goiânia e em Goiás nós temos no tecido do estado o envolvimento de pessoas com o crime. Portanto (…) precisamos que o inquérito seja federal, que a denúncia seja por parte do Ministério Público Federal e que o julgamento seja por parte das autoridades federais”, afirmou a ministra durante entrevista coletiva na sede da prefeitura de São Paulo, onde esteve para assinar acordos na área de Direitos Humanos com o prefeito Fernando Haddad (PT).

Ela lembrou que entre os três moradores de rua assassinados em Goiânia na semana passada havia uma criança de 11 anos. E disse que o governo da presidenta Dilma Rousseff colocou à disposição do estado e da prefeitura (governada por Paulo Garcia, do PT) programas federais de assistência social, saúde e habitação. “Mas isso não basta”, disse.

“É, de um lado, a ausência de política pública, de acolhida e atendimento [pelo governo de Goiás]; mas, de outro lado, de inoperância ou envolvimento de agentes do estado com a morte desses moradores que estão nas ruas, dado o fato de a investigação não levar à responsabilização de ninguém. Não há ninguém preso, responsável por esses crimes. Será que a vida de uma pessoa que está nas ruas vale menos do que a vida de uma outra pessoa? Nós realmente estamos indignados e mobilizados”, disse Maria do Rosário. “Nós temos criminosos agindo ao mesmo tempo em que as autoridades [estaduais] fecham os olhos e os mantêm impunes”.

Segundo a ministra, ela vai solicitar a federalização dos crimes ainda nesta semana ao procurador geral da República, Roberto Gurgel – que, por sua vez, é acusado de ter “sentado em cima” por dois anos do relatório da PF contra Perillo e Demóstenes Torres, no caso Cachoeira.

Maria o Rosário explicou que o pedido é um procedimento formal e adiantou que já teve uma conversa preliminar com Gurgel.

“O que nos resta, como governo federal e como Secretaria de Direitos Humanos, no dia de hoje, é estarmos peticionando junto ao Ministério Público Federal para a  federalização desses crimes, uma vez que nem a polícia, nem o ministério público, nem o judiciário do estado de Goiás demonstram estar à altura da missão que têm de manter a ordem e os direitos humanos de sua população”, afirmou.

De acordo com ela, além do caso dos moradores de rua, Goiás tem um histórico de violação dos direitos humanos no “período democrático”. Deu como exemplo o “número absurdo” de pessoas que teriam desaparecido depois de serem atendidas pela polícia do estado.

“Então não é natural, não é normal, no estado democrático de direito, viver ou a inoperância ou a omissão ou uma responsabilidade, também, que precisa ser esclarecida”.

A federalização se dará pelo instrumento jurídico IDC – Instituto de Deslocamento Competência. Só houve um caso desses até hoje no Brasil, em 2010, quando o governo federal chamou para si a investigação sobre o assassinato do ex-vereador Manoel Mattos (PT), ocorrido um ano antes numa área de divisa entre Pernambuco e Paraíba. Mattos atuava no enfrentamento a grupos de extermínio nos dois estados.

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