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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

QUANDO O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VAI SE INDIGNAR COM O TRABALHO ESCRAVO?

Há vários anos, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tem encontrado trabalhadores em condições semelhantes à escravidão pelo Brasil afora. Agora foi no Paraná (veja notícia abaixo). Quando será que o Supremo Tribunal Federal e o Ministro Gilmar Mendes vão se indignar com as condições de trabalhos semelhante à escravidão por brasileiros não-criminosos?

O que é mais degradante: um trabalhador submetido a condições semelhantes à escravidão ou um banqueiro acusado de vários crimes algemado? Você decide!

Mais de 200 cortadores são resgatados em usina de Porecatu

Grupo móvel lavrou 153 autos de infração, interditou cinco frentes de trabalho e apreendeu 39 ônibus irregulares. Trabalhadores retornavam ao alojamento irregular depois de jornada ilegal de 12 horas, sem direito a repouso

Por Repórter Brasil*

As condições flagradas pelo grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na Usina Central do Estado, unidade produtora de açúcar e álcool em Porecatu (PR), estão entre as mais graves encontradas nos últimos tempos no setor sucroalcooleiro. A afirmação foi feita na última quinta-feira (14) pela auditora fiscal do trabalho Jacqueline Carrijo, coordenadora da ação que resgatou 228 trabalhadores da empresa.

O grupo móvel lavrou 153 autos de infração, interditou cinco frentes de trabalho – por ausência de sanitários, água fresca e produtos para higienização – e apreendeu 39 (do total de 43) ônibus irregulares que transportavam trabalhadores. A ação teve início no dia 6 de agosto e se foi motivada por denúncia recebida pelo MTE.

Segundo os fiscais, enxadas, limas e outros instrumentos utilizados no trabalho eram descontados do salário dos trabalhadores. Os cortadores de cana retornavam ao alojamento mantido pela empresa – sem luz elétrica nem instalações sanitárias – depois de uma jornada excessiva de trabalho de 12 horas, sem direito a repouso.

Pessoas aplicavam agrotóxicos sem equipamentos de proteção individual (EPIs), expostos a risco de intoxicação aguda. “Eles iam para suas casas com as roupas contaminadas, colocando em risco a vida de seus familiares, sem nenhuma orientação sobre como proceder”, destacou Jacqueline.

Os donos da Usina Central do Estado, que emprega um total de 1,8 mil trabalhadores, são de São Paulo.

*Com informações da Agência Brasil e do Ministério do Trabalho e Emprego

Uma resposta para “QUANDO O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VAI SE INDIGNAR COM O TRABALHO ESCRAVO?

  1. sonia 27 agosto, 2008 às 11:30 am

    Gostaria de saber se vc poderia me explicar sobre partime. Onde o funcionario trabalha apenas 4horas diarias. Como é feito este calculo?

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