Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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EDUCAÇÃO É TUDO MESMO: PESQUISA REVELA QUE EDUCAÇÃO FAZ VIVER MAIS, SER MAIS FELIZ E TER MAIOR CONSCIÊNCIA SOCIAL E POLÍTICA

Educação é tudo

Educação é tudo

Uma pesquisa da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e realizado em 15 países membros da organização – do qual o Brasil não faz parte, explica porque o Brasil não investe em educação.

As pessoas que estudam tendem a ter maior consciência política e participação social. Além disso, são mais felizes e vivem mais. Ora, isso é tudo que parte da elite brasileira não quer e, com certeza, é por isso não temos boas escolas públicas.

Vale a pena lutar por educação porque ela é tudo mesmo.

Veja trecho sobre a pesquisa a seguir:

“Segundo o estudo, as pessoas que estudam mais são mais felizes porque tem maior satisfação em diferentes esferas de sua vida. Esse nível de satisfação pessoal é de, em média, 18% a mais para que têm nível superior em relação àquelas que pararam no ensino médio.

Em relação ao aumento da expectativa de vida, o estudo mostra que um homem de 30 anos, por exemplo, pode viver mais 51 anos, caso tenha formação superior, enquanto aquele que cursou apenas o ensino médio viveria mais 43, ou seja, oito anos menos. Essa disparidade é mais acentuada na República Tcheca, onde os graduados podem viver 17 anos a mais.

Participação política

Em outro capítulo desse mesmo levantamento, realizado com um grupo de 27 países, a OCDE chegou à conclusão de que 80% dos jovens com ensino superior vão às urnas, enquanto o número cai para 54% entre aqueles que não têm formação superior. Os adultos mais escolarizados também são mais engajados quando o assunto é voluntariado, interesse político e confiança interpessoal. (Texto Completo)

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NO LIMITE: ESTRUTURA ESCOLAR ADOECE PROFESSORES, QUE ACABAM ABANDONANDO A PROFISSÃO, REVELA PESQUISA

A discussão sobre a necessidade de uma grande reformulação na escola, que segue ainda os moldes da revolução industrial, já está bem formalizada por pesquisadores de todo o mundo, inclusive essas mudanças já estão presentes em diversas práticas isoladas. É preciso que o governante tenha coragem política e capacidade pedagógica para fazer profundas mudanças nessa estrutura centenária. Veja abaixo trecho de reportagem sobre o adoecimento de professores.

Pesquisador afirma que estrutura das escolas adoece professores

Priscilla Borges – iG Brasília

Esturtura escolar adoece professores

Esturtura escolar adoece professores

“O ambiente escolar me dá fobia, taquicardia, ânsia de vômito. Até os enfeites das paredes me dão nervoso. E eu era a pessoa que mais gostava de enfeitar a escola. Cheguei a um ponto que não conseguia ajudar nem a minha filha ou ficar sozinha com ela. Eu não conseguia me sentir responsável por nenhuma criança. E eu sempre tive muita paciência, mas me esgotei.”

O relato é da professora Luciana Damasceno Gonçalves, de 39 anos. Pedagoga, especialista em psicopedagogia há 15 anos, Luciana é um exemplo entre milhares de professores que, todos os dias e há anos, se afastam das salas de aula e desistem da profissão por terem adoecido em suas rotinas.

Para o pesquisador Danilo Ferreira de Camargo, o adoecimento desses profissionais mostra o quanto o cotidiano de professores e alunos nos colégios é “insuportável”. “Eles revelam, mesmo que de forma oblíqua e trágica, o contraste entre as abstrações de nossas utopias pedagógicas e a prática muitas vezes intolerável do cotidiano escolar”, afirma.

O tema foi estudado pelo historiador por quatro anos, durante mestrado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Na dissertação O abolicionismo escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos professores , Camargo analisou mais de 60 trabalhos acadêmicos que tratavam do adoecimento de professores.

Camargo percebeu que a “epidemia” de doenças ocupacionais dos docentes foi estudada sempre sob o ponto de vista médico. “Tentei mapear o problema do adoecimento e da deserção dos professores não pela via da vitimização, mas pela forma como esses problemas estão ligados à forma naturalizada e invariável da forma escolar na modernidade”, diz. (TextoCompleto)

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RUBEM ALVES: O PAPEL DO PROFESSOR NÃO É ENSINAR CONTEÚDOS QUE JÁ ESTÃO EM TODOS OS LUGARES, MAS ENSINAR O ALUNO A PENSAR

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DÁ PRÊMIO A PREFEITURAS E AGRICULTORES QUE FORNECEM ALIMENTAÇÃO DE QUALIDADE NAS ESCOLAS

Agricultores familiares recebem prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar

Crianças de Dracena (SP), Rubiataba (GO) e Orizânia (MG) agradecem

Crianças de Dracena (SP), Rubiataba (GO) e Orizânia (MG) agradecem

A Ação Fome Zero, organização da sociedade civil, entrega nesta quarta-feira (5) o prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar 2012 e, pela primeira vez, a agricultura familiar será agraciada. Quatro empreendimentos do segmento, representados por seis produtores, receberão a comenda das mãos do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, às 11 horas, no Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, em Brasília.

Esta é a nona edição do prêmio, que visa reconhecer as prefeituras que ofertam cardápios variados aos seus alunos e, assim, garantem a Segurança Alimentar e Nutricional na rede pública de ensino. Agricultores familiares de Dracena (SP), Rubiataba (GO) e Orizânia (MG) vão ser premiados por fornecerem alimentos por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), apoiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

“É um reconhecimento do trabalho feito pelos produtores que fornecem para a alimentação escolar do ponto de vista da qualidade, da quantidade e da temporalidade do produto entregue”, afirma o coordenador das políticas de comercialização de produtos da agricultura familiar do MDA, Pedro Bavaresco.

Bavaresco também comemorou a ação pioneira de incluir agricultores familiares na entrega do prêmio. “Pela primeira vez, entrou na avaliação a questão da aquisição da agricultura familiar. Por isso, optamos por colocar o prêmio às organizações que atenderam as demandas para fornecer para a alimentação escolar”, conta.

Para ser premiado, o município deve fazer um bom trabalho no Pnae. A prefeitura precisa cumprir a Lei 11.947/09, que determina que no mínimo 30% do valor de repasse do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) devem ser utilizados na compra de produtos da agricultura familiar. Este ano, 929 municípios se inscreveram no prêmio de forma voluntária. Destes, 29 serão agraciados.

Dracena: 100% dos produtos são da agricultura familiar
Dracena é uma cidade com pouco mais de 43 mil habitantes. Desses, quase 1,5 mil são produtores rurais. Segundo a coordenadora do Departamento de Alimentação Escolar do Estado, Mariana Rossetto, receber o prêmio é uma honra muito grande para o trabalho desenvolvido pelo município. “As pessoas vão conhecer como é a alimentação aqui. O prêmio vai promover a alimentação que é fornecida nas escolas de Dracena e, quem sabe, inspirar outros municípios”, avalia.

Mariana, que também é nutricionista, assegura que todos os produtos adquiridos pela prefeitura de Dracena provêm da agricultura familiar. “A gente consegue comprar 100% dos produtos da agricultura familiar. É bom pra todo mundo. A criança ganha, pois se alimenta de um produto de qualidade, e o agricultor se sente estimulado por vender para a própria cidade.”

Parte dos produtos adquiridos por Dracena é fornecida pela Associação J. Marques, que conta com 75 agricultores familiares. Para a presidente Edna de Barros, que participa da associação desde o seu início, em 2000, a venda para a merenda escolar é uma grande contribuição para os participantes da associação. “Nós já vendíamos para o Programa de Aquisição de Alimentos, mas tivemos uma ajuda significativa nas vendas para o Pnae”, comemora Edna, que, admite estar honrada com o recebimento do prêmio. “É muito gratificante saber que a cidade está comprando da agricultura familiar. Para nós, é de grande importância receber esse prêmio, até pelo reconhecimento do nosso trabalho”, comemora.

A avaliação para o prêmio é feita sobre o ano fechado, ou seja, em 2012 a Ação Fome Zero homenageia gestões de 2011. A premiação é regional: municípios do norte concorrem com outros da mesma região e, assim, sucessivamente. (MDA)

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MARCIO POCHMANN AFIRMA QUE MÉTODO DE ENSINO ESTÁ SUPERADO E QUE BRASIL LEVOU 100 ANOS PARA TORNAR REPUBLICANA A ESCOLA

Pochmann: educação se tornou necessária a vida toda

A TV Educação Política estreia hoje com uma entrevista com o candidato a prefeito de Campinas, Marcio Pochmann (PT), que fala sobre educação e informatização.

A TV  Educação Política aproveita a campanha eleitoral municipal para discutir alguns temas importantes para as cidades com os candidatos. Em breve teremos entrevistas com outros candidatos

A entrevista com Marcio Pochmann está dividida em duas partes. Na primeira, ele fala sobre educação em três pequenos vídeos que estão abaixo.
 Veja também a segunda parte da entrevista, sobre informatização

Modelo da educação está superado

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Brasil levou 100 anos para tornar republicana sua escola

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Os prédios públicos estão nos piores lugares da cidade

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DILMA ROUSSEFF VAI PRA CIMA DOS PREFEITOS E DIZ QUE TEM DINHEIRO PARA EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE TODO O BRASIL

Dilma promete dinheiro para tempo integral em todo o país

Depois de forçar os bancos a baixar os juros, Dilma Rousseff vai para cima dos prefeitos brasileiros, principalmente aqueles que não investem em educação de forma adequada. Publicidade oficial diz que toda a escola do Brasil tem condições de ter ensino integral e que o Ministério da Educação tem dinheiro para isso.

Então…, cidade que não tem escola pública com tempo integral é porque o prefeito é incompetente e não tem interesse em investir em educação. Em época de eleições municipais e de reeleição, não há tema melhor.

Veja vídeo em que o governo Dilma Rousseff afirma, de certa forma, que as prefeituras precisam se mexer e que tem dinheiro para educação integral. A propaganda está passando em emissoras de televisão no Brasil.

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OS MELHORES TEXTOS DO BLOG EDUCAÇÃO POLÍTICA FORAM REUNIDOS, REVISADOS E EDITADOS NO LIVRO ‘A ESBÓRNIA DAS PAPILAS GUSTATIVAS’

ESSA É A BANDEIRA PARA AS ELEIÇÕES: PROJETO DE LEI PODERIA ATRELAR SALÁRIO DE PROFESSOR E DE MÉDICO DO SERVIÇO PÚBLICO AO DO PARLAMENTAR

BRASIL PRECISA DE 20% DO PIB EM EDUCAÇÃO E NÃO 10%! PESQUISA DIZ QUE 74% DA POPULAÇÃO NÃO SÃO PLENAMENTE ALFABETIZADOS

O BRASIL TEM UMA DÍVIDA COM A EDUCAÇÃO: UMA NAÇÃO SE CONSTRÓI COM INVESTIMENTO MACIÇO NA EDUCAÇÃO E NA CULTURA DO SEU POVO

10% DO PIB EM EDUCAÇÃO PODE SALVAR O BRASIL, MAS O MINISTRO DA FAZENDA, GUIDO MANTEGA, ACHA QUE PODE QUEBRAR O PAÍS

O que quebrará o país?

Por Vladimir Safatle/ Carta Capital

Estudantes protestam por 10% para educação

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nos últimos dias que a elevação dos gastos com a educação ao patamar de 10% do Orçamento nacional poderia quebrar o País. Sua colocação vem em má hora. Ele deveria dizer, ao contrário, que a perpetuação dos gastos em educação no nível atual quebrará a Nação.

Neste exato momento, o Brasil assiste a praticamente todas as universidades federais em greve. Uma greve que não pede apenas melhores salários para o quadro de professores e funcionários, mas investimentos mais rápidos em infraestrutura. Com a expansão do ensino universitário federal, as demandas de recurso serão cada vez mais crescentes e necessárias. Isto se quisermos ficar apenas no âmbito das universidades públicas.

Por trás de declarações como as do ministro, esconde-se a incompreensão do que é o próximo desafio do desenvolvimento nacional. Se o Brasil quiser oferecer educação pública e de qualidade para todos precisará investir mais do que até agora foi feito. Precisamos resolver, ao mesmo tempo, problemas do século XIX (como o analfabetismo e o subletrismo) e problemas do século XXI (como subvenção para laboratórios universitários de pesquisa e internacionalização de sua produção acadêmica). Por isto, nada adianta querer comparar o nível de gasto do Brasil com o de países com sistema educacional consolidado como Alemanha, França e outros. Os desafios brasileiros são mais complexos e onerosos.(Texto completo)

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10% DO PIB NA EDUCAÇÃO NÃO RESOLVE SE DINHEIRO FOR PARA AS EMPREITEIRAS E NÃO PARA OS PROFESSORES E ALUNOS

Estudantes lutaram por 10% para educação

A  Comissão Especial da Câmara aprovou a aplicação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do país em educação. Atualmente, o Brasil investe 5,1% do PIB em educação. A proposta original do PNE (Plano Nacional de Educação) enviada pelo governo propunha uma meta de 7% do PIB. Após negociações, o patamar foi revisto para 8%, mas essa proposta foi recusada pelos parlamentares que compõem a comissão especial que analisa o projeto. Agora, o texto vai direto para o Senado e depois para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

A educação precisa de um investimento pesado nos próximos anos e esses 10% deveriam ser uma bandeira do governo Dilma Rousseff e não algo difícil de se realizar, como afirmou o ministro Aloízio Mercadante.

As secretarias de Educação dos municípios e dos estados deveriam se transformar na porta de entrada de políticas sociais. É pela escola que se chega até às famílias com maior dificuldade financeira, em situação de risco, situação de violência etc. São as secretarias de educação que deveriam coordenar um esforço multidisciplinar (inter-secretarias) de prevenção e atuação na saúde, segurança pública, moradia e outros.

As secretarias de Educação deveriam se transformar em eixos norteadores das políticas públicas. A violência, por exemplo, só vai cair quando as cidades acompanharem e darem uma assistência efetiva para crianças do nascimento até o fim do ensino médio, reconhecendo que o problema da violência está antes nas famílias, nos bairros ou nas comunidades.

Em outras palavras, o dinheiro da educação deve ser investido na concepção global de educação, na formação e salário dos professores e no aluno. Isso porque não adianta colocar dinheiro na educação se este for parar nas mãos de empreiteiras que prestam péssimos e caros serviços.

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PAULO FREIRE: SOU PROFESSOR A FAVOR DA LUTA CONSTANTE CONTRA QUALQUER FORMA DE DISCRIMINAÇÃO E CONTRA A DOMINAÇÃO ECONÔMICA

Paulo Freire: “minha prática exige de mim uma definição”

“Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo.
Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê.
Não posso ser professor a favor simplesmente do homem ou da humanidade, frase de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa.
Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda.
Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais.
Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura.
Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza.
Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste. Boniteza que se esvai de minha prática se, cheio de mim mesmo, arrogante e desdenhoso dos alunos, não canso de me admirar.” 
(Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia, São Paulo, Paz e Terra, 2011)

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INCOERÊNCIAS NACIONAIS: A SEXTA MAIOR ECONOMIA DO MUNDO PAGA UM DOS PIORES SALÁRIOS AOS SEUS PROFESSORES

GASTOS MUNICIPAIS COM EDUCAÇÃO CRESCERAM, MAS PERMANECE DESIGUALDADE DE INVESTIMENTO ENTRE AS REGIÕES

Investimentos por região na ponta do giz: sudeste (46,7%), nordeste (26,1%), sul (13,5%), norte (7,9%) e centro-oeste (5,8%)

Notícia da Agência Brasil revela que gastos municipais com a educação cresceram 10,7% entre 2009 e 2010, segundo dados divulgados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Um série de fatores fez com que o investimento municipal em educação aumentasse, dentre eles, o arrefecimento da crise econômica que, em 2009, impactou de forma negativa a arrecadação, o aumento nos investimento,s e a diminuição da população em idade escolar.

No entanto, apesar do crescimento no gasto anual médio por aluno, persistem grandes desigualdades regionais nos gastos por matrícula. A maior disparidade está entre a região sudeste e nordeste. Enquanto no sudeste um aluno recebe um investimento de R$ 4.722,46, no nordeste, os estudantes recebem praticamente a metade: R$ 2.309,60.

Não é por acaso que os professores do nordeste ganham bem menos do que os da região sudeste e que políticas de educação em tempo integral, por exemplo, sequer são pensadas por lá. Mesmo assim, a notícia aponta que todas as regiões aumentaram os investimentos em educação.

O que falta agora é o país enfrentar seu grande e secular desafio: suas desigualdades.

Veja trecho da notícia:

Gasto de prefeituras por aluno é desigual entre regiões apesar do crescimento do investimento municipal na área
Por Amanda Cieglinski

Brasília – Entre 2009 e 2010, os gastos municipais com educação cresceram 10,7%, chegando a um investimento total de R$ 80,92 bilhões. Os dados foram divulgados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e incluem, na conta, repasses da União e dos estados aplicados na área, pelas prefeituras. O aumento dos recursos é consideravelmente superior ao verificado em 2009, quando a crise econômica impactou negativamente na arrecadação fiscal. Naquele ano, os investimentos na área cresceram apenas 2,8%.

Por determinação constitucional, os municípios são obrigados a aplicar pelo menos 25% da arrecadação de impostos e transferências em educação. O aumento nos investimentos, combinado a uma diminuição da população em idade escolar e, consequentemente da matrícula nas redes municipais, fez crescer o gasto médio anual por aluno – que, em 2010, chegou a R$ 3.411,31 ao ano. No ano anterior, esse valor tinha sido R$ 3.005,27, o que significa um crescimento de 13,5%.

Apesar do aumento, há grandes desigualdades regionais nos gastos por matrícula. Um aluno de uma escola pública do Sudeste, por exemplo, recebe o dobro de investimento municipal do que um estudante do Nordeste: R$ 4.722,46 contra R$ 2.309,60, respectivamente. No Norte, o gasto por aluno é R$ 2.381,75 anuais, no Centro-Oeste R$ 3.622,28 e no Sul R$ 4.185,25.

Para Maria do Carmo Lara, prefeita de Betim (MG) e vice-presidente para Assuntos de Educação da FNP, as diferenças salariais dos professores de cada região têm grande impacto nessa conta. Isso porque, em geral, os professores do Sudeste ganham mais do que os do Norte ou Nordeste. “Também tem a questão do investimento em educação de tempo integral. No Sudeste, tem muito mais escolas que já oferecem essa modalidade e o impacto nos investimentos é grande”, explica. A FNP defende uma maior participação da União nos gastos com educação, especialmente nos estados que têm menor arrecadação. (Texto Completo)

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VEJA OS ESTADOS QUE CUMPREM E OS QUE DESCUMPREM O MÍNIMO EXIGIDO POR LEI PARA PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS DO BRASIL
MODELO BUROCRÁTICO DA ACADEMIA BRASILEIRA, VALORIZAÇÃO DA QUANTIDADE E NÃO DA QUALIDADE ESTÃO ENTRE OS ENTRAVES PARA O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO NO BRASIL, DIZ NICOLELIS
O SALÁRIO CONTINUA O MESMO, MAS A SITUAÇÃO DO PROFESSOR MUDOU NO SÉCULO 21
PARA JUIZ, PROBLEMA DA USP É FALTA DE DIÁLOGO COM OS ESTUDANTES E REPRESSÃO POR PARTE DOS POLICIAIS

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Muito boa a tabela abaixo. Ela mostra quais os governadores que cumprem o mínimo, que é piso salarial para o professor da rede pública e jornada extraclasse. Isso é o mínimo, somente salário.

Mas a escola pública precisa de muito mais numa sociedade violenta como a atual:  precisa de equipe para atendimento psico-social de alunos, professores e funcionários, precisa de eleição direta para diretor de escola (acabar com concurso público para diretor), possibilitando a renovação e o revezamento da direção das escolas, além equipamentos, estrutura de qualidade e  tantas outras coisas. Mas ainda não chegamos no mínimo….

Dê nome aos governadores

Vi no Com Texto Livre

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ENEM DESSE ANO CUMPRE REGRAS À RISCA E EXIGE BOM NÍVEL DE LEITURA, COMPREENSÃO E ESCRITA DOS CANDIDATOS

Alguns candidatos foram desclassificados por usarem twitter durante a prova

O ministro da Educação, Fernando Haddad, já disse que quer o Enem como substituto do vestibular, por considerar que este último faz um mal à educação brasileira. O Enem, sempre bombardeado pela mídia e até hoje não levado muito a sério pelos estudantes, procura assim ganhar cada vez mais credibilidade e se constituir de fato como um exame capaz de mostrar como anda a educação brasileira e o desempenho dos alunos, sendo uma porta de acesso democrática para o ensino superior.

Antes de criticar o Enem ou não levá-lo muito em conta, cabe lembrar as proporções do exame. Ele é aplicado em nível nacional, para milhares de estudantes. Em uma escala assim tão ampla, erros como os que aconteceram no ano passado não são justificados, mas também não são o fim do mundo. Eles podem acontecer devido à amplitude da prova e servem para que os seus métodos sejam aperfeiçoados.

Esse ano, muitos estudantes foram barrados por não chegar ao horário estabelecido para fazer a prova. Alguns alegaram desorganização e falta de informação por parte dos organizadores, como mostra reportagem publicada pela Agência Brasil. No entanto, há pelo menos um mês, propagandas na televisão e em outros veículos de comunicação esclareciam muito bem as regras quanto ao horário da prova, documentos que deveriam ser levados e davam dicas como: conhecer um dia antes o local da prova, sair bem mais cedo de casa, etc…

Muitos estudantes não ficaram atentos para essas questões básicas e chegaram faltando cinco minutos para a prova, por exemplo. Aí fica difícil se localizar. Outros estudantes consideraram a prova longa, porém fácil, e admitiram não ter estudado muito para o exame. “Eu achei que deveria ter estudado mais, porque estava fácil” ou “Muito texto, dava até sono”, são algumas declarações dos estudantes.

Cumprir as regras e elaborar bem as provas pode ser, neste sentido, uma boa receita para que o Enem conquiste credibilidade e espaço junto à sociedade brasileira e, quem sabe, seja digno de mais horas de estudo pelos candidatos, dando menos sono e mais disposição em aprender, afinal, uma prova pública e unificada parece mais interessante e mais justa para o ingresso no ensino superior.

Veja trechos de notícias sobre o assunto:

Candidatos reclamam de textos longos na prova do Enem
Por Daniel Mello

São Paulo – O tamanho dos textos e enunciados das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi a principal reclamação dos candidatos que fizeram a prova na Universidade Nove de Julho (Uninove), na zona oeste paulistana, neste sábado. A estudante Daniela Andrade, 18 anos, diz que não achou a prova difícil, mas cansativa. “É muito texto, são muito grandes as perguntas”, disse a jovem que admitiu ter estudado somente “um pouco”.

Avaliação semelhante teve Camila Feliciano, estudante da mesma idade. “Eu achei que deveria ter estudado mais, porque estava fácil”. Apesar do baixo nível de dificuldade, ela acha que foi mal devido ao pouco empenho no último ano no cursinho. Camila também reclamou dos enunciados. “Muito texto, dava até sono.” (Texto completo)

Atrasados, candidatos são barrados no primeiro dia do Enem em São Paulo
Por Daniel Mello

São Paulo – Pelo menos 20 candidatos que fariam o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) na Universidade Nove de Julho (Uninove), na Barra Funda, zona oeste da capital paulistana, chegaram atrasados e não puderam fazer as provas. Muitos ainda apelaram, por entre as grades, para que os responsáveis pela segurança dessem uma chance de fazer a prova.

Alguns deles, como Renata Nascimento, culpavam a falta de informações da organização do exame. Ela chegou faltando cinco minutos para as 13h, hora limite para entrada, mas se dirigiu ao edifício errado. Ainda tentou correr para a entrada certa, mas, mesmo assim, não conseguiu entrar. Segundo Renata, a indicação confundiu muita gente. “Tanto é que tem um monte de gente que foi lá [no prédio errado]. Aí falaram para a gente vir correndo que o portão estava fechando”, contou, visivelmente nervosa, a candidata de 27 anos que veio de Pirituba, zona norte da capital.(Texto completo)

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Se o lema do governo chileno é a repressão e ausência de diálogo, no lenço de Camila Vallejo podia-se ler na marcha da última quinta-feira "Unidos com + força"

O governo chileno continua a afirmar que a educação no Chile não pode ser gratuita, deixando de mostrar qualquer possibilidade de entendimento e acordo com os estudantes. Estes se veem obrigados, neste sentido, a sair das mesas de negociação e se organizar como podem nas ruas e nas praças do Chile. Mesmo assim, o governo ainda quer complicar mais as coisas. Os últimos protestos dos estudantes têm sido recebidos com muita violência e repressão por parte do poder público o que faz lembrar, segundo alguns, os piores anos da ditadura Pinochet.

Se a negociação não acontece e a repressão é a única resposta dada pelo governo, a Confederação de Estudantes do Chile (Confech), representada pelos porta-vozes Camila Vallejo e Camilo Ballesteros, juntamente com o presidente da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT), Arturo Martínez, e o presidente do Colégio de Professores, Jaime Gajardo, anunciaram uma greve geral para o próximo dia 19 de outubro e chamam a ela toda a sociedade, pois o que está em jogo no Chile não é apenas a educação, mas todo um modelo de desenvolvimento do país.

Veja trecho de reportagem sobre o assunto publicada pela Carta Maior:

Forte repressão no Chile. Nova greve geral é convocada
Por Christian Palma

A pesar de não terem sido autorizados pela prefeitura para marchar pela capital chilena, os estudantes se reuniram assim mesmo, quinta-feira, na Praça Itália, tradicional ponto de encontro nestes cinco meses de ocupações e greves, para iniciar uma nova caminhada denunciando a intransigência do governo de Sebastian Piñera, sobretudo na última reunião entre ambas as partes, que culminou com a saída dos estudantes da mesa de diálogo, após o Ministério da Educação reafirmar que a educação no Chile não pode ser grátis.

A líder universitária, Camila Vallejo, junto com um grupo de dirigentes e estudantes, encabeçava a marcha portando um lenço com a frase “Unidos com + força”. No entanto, poucos minutos após o início da marcha, os manifestantes foram reprimidos por um carro com jatos d’água, dos carabineiros, que acabou com a manifestação que estava apenas começando.

Esse fato deu início a duros enfrentamentos entre estudantes e carabineiros em diferentes pontos de Santiago, sobretudo em frente à Universidade Católica, à Universidade do Chile, ao Instituto Nacional (colégio secundário mais importante do Chile) e nas cercanias do Palácio de La Moneda, em pleno centro de Santiago, onde um grupo de jovens com o rosto coberto (encapuzados) instalaram barricadas na principal avenida da capital, a Alameda, provocando a aparição imediata da polícia que os esperava para entrar em ação. E fez isso com força. A polícia reprimiu a todos por igual, aos que faziam desordens, aos estudantes inocentes e as pessoas comuns que passavam pelo lugar naquele momento. Foram cinco horas de luta contínua que deixou 150 detidos e vários feridos, entre civis e policiais.

A ruptura da mesa de diálogo pela educação, que não apresentou nenhum avanço na direção de uma educação gratuita e de qualidade, segue unificando os jovens que ontem também rechaçaram a repressão aplicada pelo governo contra os manifestantes.

Neste cenário, a Confederação de Estudantes do Chile (Confech), representada pelos porta-vozes Camila Vallejo e Camilo Ballesteros, juntamente com o presidente da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT), Arturo Martínez, e o presidente do Colégio de Professores, Jaime Gajardo, anunciaram que continuarão com as mobilizações e convocarão uma nova greve nacional para o dia 19 de outubro. (Texto completo)

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MAIS DE 400 MIL ISRAELENSES SAEM ÀS RUAS PEDINDO JUSTIÇA SOCIAL E MUDANÇAS NA POLÍTICA ECONÔMICA DO PAÍS

INDISCIPLINA É PROBLEMA DO ESTADO E NÃO DO PROFESSOR

O comentário abaixo da leitora Andrea mostra bem a situação de isolamento em que está o professor nas escolas do país. Ele tem de enfrentar uma situação de indisciplina gerado pela sociedade (não pela escola). A escola hoje tem de consertar os problemas da sociedade e  está sozinha nessa batalha.

Isso me fez lembrar o caso dos assassinatos de estudantes em Realengo, no Rio de Janeiro. Depois que aconteceu a tragédia, o governo do Rio de janeiro colocou uma equipe de psicólogos, sociólogos, assistentes sociais. Ora, essa equipe já deveria estar na escola há muito tempo.

É preciso pensar a escola como um grande centro de ensino e recuperação dos problemas sociais gerados pela desigualdade, desonestidade, agressividade e outros fatores. No entanto, os professores estão sozinhos e o Estado está omisso.

Os problemas são muitos, mas vale ressaltar que o cargo de diretor de escola deve ser preenchido com eleições diretas, de quatro em quatro anos, de forma que uma escola não fique condenada por décadas diante de um diretor incapaz. Defini-se alguns critérios, mas é preciso dar maior autonomia para as escolas. É hora de repensar a escola. Veja abaixo o depoimento da professora ao blog Educação Política.

Educação Política você faz
Por Andrea Nogueira
Sou professora e tenho uma turma com muitos problemas de indisciplina, devido a vários fatores, tenho dois alunos extremamente difíceis de lidar, são violentos, não têm respeito com o professor, direção e com os colegas, são indiferentes a qualquer tipo de orientação, acham que podem fazer o que quer na hora que eles bem entenderem…
Isso é problema só do professor?
A resposta é sim, para a direção e supervisão dessa escola, que anuncia em alto e bom tom, que o problema de indisciplina na sala de aula é problema do professor…
Diante desse caso, eu pensei claramente, que um desses meus alunos, teriam coragem sim de me dar um tiro…
Muitos de nós professores, estamos sozinhos, infelizmente.
O aluno não responsabilidade só do professor, toda a escola precisa ser uma única celula, em prol do bem do aluno, mas não é isso com que me deparo, lá onde leciono, ainda existe uma cultura de que problema de indisciplina se resolve aplicando atividadades, não importando a qualidade, se o professor tera como corrigir e intervir…
Em respeito aos alunos e pais, não me desliguei desse escola, mas não continuarei lá no proximo ano… Antes achava que o problema da educação, era devido a má formação, salários baixos e desmotivação do professor, mas agora sei, que enquanto houver diretores com cargos indicados por politicos e sem comprometimento com o aluno, esse problema ira persistir e casos como esse, irão se repetir…

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ARRASTÕES E REVOLTA DE MENORES EM SITUAÇÃO DE RUA NA CIDADE DE SÃO PAULO REVELAM FALÊNCIA DO SISTEMA PÚBLICO DE ATENDIMENTO À INFÂNCIA

Precaridade no atendimento às crianças: ausência de programas educacionais, sociais e falhas das próprias famílias

As fugas e os arrastões já fazem parte da realidade de muitos menores em situação de rua na cidade de São Paulo. O problema se insere em uma complexa teia de causas e consequências onde a pior delas é a situação de abandono em que vivem os menores e o sentimento de revolta que vai tomando conta deles, preenchendo um espaço que poderia ser dos sonhos, do conhecimento e das oportunidades.

Vindos de famílias desestruturadas, quando há família, os menores em situação de rua geralmente são encaminhados aos Conselhos Tutelares da cidade (que são poucos e trabalham sobrecarregados), a abrigos, ou, quando maiores de idade, vão para a Fundação Casa (antiga Febem). Em nenhum desse lugares recebem tratamente adequado, como mostra reportagem publicada pela Agência Brasil.

Especialistas ouvidos pela Agência, falam de uma falência no sistema público de atendimento aos menores que é apenas a ponta mais visível de um problema que encontra raízes na ausência de educação pública de qualidade e na falta de estrutura familiar.

A situação da infância no Brasil fica assim envolvida na mesma desigualdade social e de oportunidades com a qual já nos acostumamos. Um problema difícil de resolver, sintoma da forma como o social sempre foi tratado no Brasil.

Veja trecho da notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Arrastões mostram falência no atendimento a crianças, dizem especialistas
Por Bruno Bocchini

São Paulo – Arrastões feitos por crianças e adolescentes e fugas recorrentes dos abrigos são indicativos da falência do Poder Público e da sociedade civil em resolver o problema dos menores em situação de rua. A opinião é de dois especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Na última segunda-feira (22), a cidade de São Paulo registrou o segundo arrastão feito por crianças e adolescentes na Vila Mariana – bairro da zona sul de São Paulo. Após invadirem um hotel, sete menores foram apreendidos pela polícia. Alegaram ter menos de 12 anos e foram levados ao Conselho Tutelar, onde passaram a depredar o local.

“Agora que nós vemos que a coisa está degringolada, temos que começar tudo de novo chegando à raiz, chegando à origem: um Estado que traga educação pública. Tudo o que podemos fazer é paliativo. É colocar band aid em tumor”, destaca o desembargador e coordenador da área de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antonio Carlos Malheiros.

Na tarde de ontem (23), três dos sete jovens apreendidos fugiram do abrigo para onde tinham sido encaminhados. Dois foram reconhecidos como maiores de 12 anos e levados para a Fundação Casa, antiga Febem. (Texto completo)

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Educação em debate no Chile!

Depois de meses de protestos e manifestações, o impasse envolvendo os estudantes universitários e professores chilenos parece estar caminhando para mais um momento tenso. A Confederação de Estudantes Universitários do Chile confirmou para o próximo dia 9 uma greve geral em protesto ao plano destinado à educação definido pelo presidente chileno, Sebastián Piñera.

Os estudantes, apoiados por professores e por várias categorias profissionais do país pedem mais investimentos no ensino superior e maior comprometimento do governo com a causa da educação, já que o ensino superior no país é controlado pela iniciativa privada.

Além da possibilidade de paralisação,  no próximo dia 05, estudantes e professores se manifestarão sobre a proposta apresentada na segunda-feira (1º) pelo Ministério da Educação. Uma das medidas previstas na proposta elaborada pelo governo prevê como garantia constitucional o direito a uma educação de qualidade assegurada pelo Estado.

Enquanto isso, o presidente Sebastián Piñera convida a população a se unir em torno da causa educacional, tentando, com isso, unir o próprio país que cada vez mais se divide entre aqueles que concordam com o governo e aqueles que desejam mudanças.

Veja dois textos sobre o assunto publicados na página do Brasil de Fato:

Impasse entre governo do Chile e estudantes pode chegar ao fim
Na próxima sexta-feira (5), estudantes e professores se manifestarão sobre a proposta apresentada pelo Ministério da Educação
Por Renata Giraldi da Agência Brasil

O impasse envolvendo o governo do presidente do Chile, Sebastián Piñera, estudantes e professores pode estar próximo do fim. Na próxima sexta-feira (5), estudantes e professores se manifestarão sobre a proposta apresentada na segunda-feira (1º) pelo Ministério da Educação. A decisão foi anunciada pela porta-voz da Confederação dos Estudantes do Chile, Camila Vallejo.

Para estudantes e professores, é essencial uma reforma no sistema educacional do país. Professores e estudantes reivindicam mais investimentos no ensino superior e o fim da municipalização do ensino básico e fundamental.

Depois de meses de protestos e manifestações, o ministro da Educação do Chile, Felipe Bulnes, preparou a proposta com 21 medidas que incluem como garantia constitucional o direito a uma educação de qualidade assegurada pelo Estado. Também há definições para aumento de investimentos em subsídios escolares, com ênfase para os alunos mais vulneráveis. (Texto completo)

No Chile, estudantes organizam greve geral para o próximo dia 9
A Confederação de Estudantes Universitários do Chile confirmou paralisação em Santiago para o próximo dia 9
Da Agência Telam

Em menos de uma semana, o Chile viverá um dia de paralisação intensa. A Confederação de Estudantes Universitários do Chile confirmou para o próximo dia 9 uma greve geral em protesto ao plano destinado à educação definido pelo presidente chileno, Sebastián Piñera. Os estudantes contam com o apoio dos professores e também de várias categorias profissionais do país.

Segundo os estudantes, eles se manterão mobilizados. A presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile, Camila Vallejo, disse que a iniciativa “é um estado de alerta”. “Queremos ressaltar que estamos mobilizados”, disse.

A concentração da manifestação no dia da greve geral será em Santiago, capital chilena. O protesto é liderado pelos universitários que defendem mais investimentos para o ensino superior no Chile. No país, o ensino superior é controlado pela iniciativa privada. (Texto completo)

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Professores em passeata no Rio de Janeiro

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu que, a partir do dia 1º de agosto, quando termina o recesso letivo do meio do ano, os professores que continuarem em greve terão o salário descontado. A decisão da justiça suspende uma liminar concedida ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) que garantia o direito de manifestação dos professores sem corte de ponto.

A manifestação dos professores no Rio de Janeiro começou em 7 de junho e, segundo a Secretaria da Educação, cerca de 1% do total de professores do estado aderiu à greve, embora o Sepe afirme que a adesão foi de no mínimo 60% da categoria.

A decisão da justiça carioca se baseia principalmente no direito dos alunos de assistirem a todas as aulas previstas no calendário letivo, no entanto, quando tenta-se preservar um direito, acaba-se esbarrando em outro, afinal, qualquer categoria tem direito a se manifestar quando não vê respeitados os seus mais elementares direitos.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pelo jornal O Globo:

Justiça autoriza e governo do Rio cortará ponto de professores em greve
Ruben Berta

RIO – A Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro informou na tarde desta terça-feira que irá descontar, a partir de 1º de agosto – quando as aulas serão retomadas após o recesso de meio de ano -, os salários dos professores que continuarem em greve. A medida se baseia numa decisão do Tribunal de Justiça, também publicada nesta terça-feira, suspendendo uma liminar concedida em primeira instância ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), que garantia o direito à paralisação sem corte de ponto.

A Secretaria de Educação ressaltou que, por decisão própria, resolveu efetuar o pagamento dos dias parados e anotados desde o início do movimento, em 7 de junho. Segundo o órgão, dos 51 mil professores regentes de turma, 542 (cerca de 1%) aderiram ao movimento. As aulas já perdidas até agosto terão que ser repostas, de acordo com calendário estipulado pelo estado. Se não houver reposição, o servidor terá o desconto também retroativo. Até o fim desta semana, será divulgado o calendário de reposição de aulas, que deverá ocorrer até o dia 15 de setembro.

– É de fundamental importância que os alunos não tenham qualquer tipo de prejuízo – afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia. (Texto completo)

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Traços pessoais já são coisa do passado

A abolição do ensino da letra cursiva ou “a mão”, como é conhecida, em escolas de mais de 40 estados norte-americanos, é um reflexo do crescente peso da tecnologia na sala de aula e divide opiniões entre os educadores. Em um tempo onde o computador está integrado a praticamente todas as relações do dia-a-dia, os professores americanos consideram mais importante focar no ensino da letra de forma, de traços mais simples, já que o contato cada vez mais frequente com os teclados, dispensariam o tempo exigido para o aprendizado da letra cursiva.

No entanto, para muito educadores, o ensino da letra cursiva continua importante, pois ele responde a necessidades básicas que às vezes surgem no cotidiano, além de preservar um tom mais intimista da escrita respondendo a uma necessidade de aprendizagem para a vida social. Outros ainda afirmam que o aprendizado da letra cursiva faz parte do desenvolvimento do ser humano e que tão importante quanto saber digitar com habilidade no teclado de um computador é saber escrever com lápis e papel, pois, segundo Artur Gomes de Morais, professor titular do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, muitos países valorizam muito mais um documento escrito à mão do que digitado no computador.

Polêmicas à parte, notícias como essa fazem perceber como a massificação produz e visa produzir seres cada vez mais homogêneos. Para o mundo globalizado, das novas e complexas tecnologias, nós não nos diferenciamos mais pelo gosto, pelas roupas, pela comida, e agora, nem mais pela letra! Resta perguntar: para onde está indo o indivíduo?

Leia texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

Estados americanos abolem escrita à mão nas escolas
Por Ricardo Carvalho

O estado norte-americano de Indiana, seguindo uma tendência de mais de 40 estados do país, aboliu a exigência do ensino de letra cursiva em suas escolas.

A nova norma recomenda aos professores não dar ênfase na aprendizagem da letra cursiva – escrita manuscrita em que as letras são arredondadas e ligadas umas às outras pelas pontas – e focar em outras habilidades, como a digitação de textos em teclados. Desse modo, os educadores norte-americanos conferem menos importância à prática de caligrafia, algo que sempre foi tradição no país. Na prática, a norma significa o desestimulo ao trabalho de uma das formas da escrita à mão – e mantém-se a exigência do ensino da letra de forma (também chamada de “imprensa”), o que acarreta na diminuição do tempo gasto com a aprendizagem da forma manuscrita.

A medida adotada por Indiana é um reflexo do crescente peso das novas tecnologias na sala de aula. Os responsáveis por sua adoção creem que o uso cada vez mais frequente pelos alunos de computadores torna desnecessário que a criança concentre esforços na forma cursiva.

Trata-se, também, de um reflexo de algo que já é uma realidade em muitas escolas norte-americanas. De acordo com o jornal Valor Econômico, pesquisas nacionais mostram que 90% dos professores da 1ª a 3ª série gastam apenas uma hora por semana para o desenvolvimento da escrita à mão.

A nova norma gerou polêmica tanto entre educadores norte-americanos quanto brasileiros. “Não há perda propriamente da aprendizagem escolar (ao abandonar-se o ensino da letra cursiva), mas sim na aprendizagem para a vida social: o da escrita para comunicações pessoais, bilhetes, listas de compras, atividades que a escrita com lápis e papel resolve mais rapidamente, preservando a intimidade da comunicação”, afirma Magda Becker Soares, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. (Texto completo)

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A construção de novas escolas técnicas faz parte das metas do PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego)

Da Agência Brasil

Mais da metade da população brasileira terá escola técnica em seu município, diz Dilma Rousseff
Por Amanda Cieglinski

Brasília – A expansão da rede federal de educação profissional vai assegurar que 52% da população brasileira tenham uma escola técnica em seu município até 2014, disse nesta segunda-feira (11) a presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia para comemorar os 60 anos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), lançado no fim de abril pela presidenta, prevê a construção de 120 novas unidades da rede federal até 2014. Somadas às 140 que já existiam, com as 214 criadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais as 80 que estão em andamento, será formada uma rede de 555 escolas técnicas profissionalizantes.

O Ministério da Educação (MEC) aguarda a aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei que cria o Pronatec para dar início às ações do programa. A meta é oferecer oportunidades de formação profissional para 8 milhões de pessoas até 2014, incluindo estudantes do ensino médio e trabalhadores sem qualificação. Além das vagas na rede federal, serão oferecidas bolsas de estudo em cursos técnicos de instituições de ensino. (Texto original)

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Professores em greve no estado de Santa Catarina

A educação, como sempre, não vai muito bem em boa parte do país, prova disso é a insatisfação de um número cada vez maior de professores que estão em greve no estados do Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro pedindo o mínimo: valorização profissional.

Não se pode deixar de lembrar que uma greve de professores possui os mesmo efeitos que uma greve de funcionários da saúde, por exemplo. Se as enfermeiras param, muitos paciente correm o risco de perder a vida. Se os professores param, muitos alunos correm o riso de perder a oportunidade do conhecimento e aí também morrem um pouquinho, em espírito e mente.

A onda de insatisfação da categoria que vai se espalhando pelo país é algo gravíssimo que, no entanto, parace não receber a atenção merecida por parte das autoridades. Tais acontecimentos levam a pensar nos prostestos que se espalham pelo mundo que, sem dúvida, são ótimos de se ver, pois trazem com eles o entusiasmo da luta democrática. Infelizmente não podemos dizer o mesmo de alguns protestos, como esse dos professores, que acontecem em terras nacionais.

Aqui, ao invés de lutarmos pela democracia, ainda lutamos por questões anteriores, bem anteriores e fundadoras do real regime democrático, como a educação. O que só faz perceber que, de fato, estamos muito, mas muito longe, de uma realidade democrática. Nossa parcela de indignação é dobrada; e bem mais funda.

Veja texto sobre o assunto publicado pelo Brasil de Fato:

Paralisações marcam primeiro semestre na educação; 5 estados continuam em greve
Os professores de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro reivindicam reajuste salarial e revisão do plano de carreira
Por Vivian Fernandes

A atual greve dos trabalhadores em educação no Brasil já atinge cinco estados. Os professores de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro reivindicam reajuste salarial e revisão do plano de carreira. A greve com maior duração é a do Rio Grande do Norte, iniciada no dia 2 de maio. No estado, 93% da categoria está paralisada.

As greves e paralisações no primeiro semestre deste ano chegaram a atingir pelo menos doze estados brasileiros. O cumprimento do piso nacional do salário dos professores, que passou a valer neste ano no valor de R$ 1.187 para 40h, é a principal reivindicação.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Roberto Leão, explica que muitos governos quando implementam o piso, descaracterizam o plano de carreira da categoria.

“Eles [prefeitos e governadores] fazem a diferença de um professor que recebe o piso – que é um professor de formação de nível médio –, para um professor que tem licenciatura plena – que tem um curso universitário –, em muitos lugares ser de R$ 10, R$ 15 a diferença”. (Texto completo)

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JÁ ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O ENEM 2011, ESTUDANTES INTERESSADOS EM UMA VAGA NA UNIVERSIDADE PÚBLICA OU EM PARTICIPAR DO PROUNI DEVEM FICAR ATENTOS

Analisando e universalizando a educação no Brasil

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), além de ser um instrumento de avaliação da qualidade do ensino no Brasil, tem se tornado nos últimos anos a porta de entrada de muitos jovens para o ensino superior. Um bom desempenho no exame pode garantir uma vaga em uma universidade pública ou uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni), que torna possível a um estudante que não teria como arcar com os custos de uma universidade privada cursar o ensino superior.

Por isso, os interessados em pleitear uma vaga nas universidades públicas e privadas do país devem ficar atento às datas, inscrever-se no exame e se preparar, pois, sem dúvida, ele representa uma ótima oportunidade para aqueles que sonham em conseguir seu diploma e querem, por meio da lapidação do seu talento e conquista do conhecimento, construir um país melhor!

Veja trecho de notícia publicada pela Agência Brasil com todas as informações necessárias para participar do exame. As inscrições começam hoje e seguem até o dia 10 de junho, exclusivamente pela internet.

Inscrições para o Enem 2011 começam hoje e podem chegar a 6 milhões
Por Amanda Cieglinski

Brasília – A partir das 10h de hoje (23), estudantes interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 podem se inscrever no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O processo segue até as 23h59 do dia 10 de junho, exclusivamente pela internet.

As provas serão aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro. A previsão do Inep é que o número de inscritos chegue a 6 milhões. O valor da taxa é de R$ 35, mas estudantes que estão concluindo o ensino médio em escola pública não pagam.

Em 2009, o MEC deu início a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem como forma de ingresso na universidade. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições, sendo 39 universidades federais. (Texto Completo)

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Teto de escola estadual aos pedaços: visão empresarial

Uma recente reportagem da revista Carta Capital mostra de forma evidente porque a oposição está perdida.

Achava-se que o PSDB tinha algum conteúdo, mas é oco por dentro. Vejam os discursos do Aécio Neves no Senado, relembre a campanha suja de José Serra. É o vazio político.

A educação e a saúde continuam péssimas no Brasil, com o sistema público sendo privatizado, e o PSDB não consegue fazer uma crítica consistente.

Na verdade, a oposição está perdida porque nunca foi oposição, nunca teve utopia. Sempre comandou, ou melhor, mandou. Quando precisou falar em nome da população, ficou perdida. Não tem o que dizer.

Mas voltemos à reportagem da Carta Capital sobre a educação em São Paulo, estado governado há 16 anos pelo PSDB.

A matéria mostra que a prática pedagógica foi privatizada e transformada numa relação empresarial, com bônus para “professores aprovadores”. É como se a escola fosse uma fábrica, uma pequena empresa.

Ao mesmo tempo, as construções e reformas de escolas são uma bandalheira, não há nada de empresarial, a não ser a corrupção. As escolas são construídas ou reformadas e depois de um ou dois anos já estão deploráveis. É incrível: pedagogia empresarial para professor e aluno e capitalismo da mãe Joana para empresários do partido. Esse é o PSDB, o vazio.

Veja trecho da reportagem da Carta Capital:

Especialista em avaliação, Luiz Carlos de Freitas, professor de Educação da Unicamp, contesta a própria existência da bonificação na educação pública. “Os reformadores empresariais acreditam que a educação é uma atividade como qualquer outra, passível de ser administrada pelos critérios da iniciativa privada. Ocorre que, no mercado, há ganhadores e perdedores, e os ganhadores não têm de se preocupar com os perdedores”, afirma. “No sistema de bônus, os testes ganham relevância extraordinária e acabam por corromper o processo social que tentam monitorar. Recentemente, Beverly Hall, superintendente do sistema educacional de Atlanta, na Geórgia (EUA), foi demitida após uma investigação que identificou fraude na avaliação de 58 escolas públicas. Em Nova York, John Klein deixou o cargo de superintendente, em junho de 2010, quando se descobriu que as altas notas que os alunos tiravam nas escolas estavam infladas. A escola não é uma pequena empresa.” (Texto Integral)

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ESCÂNDALO NA EDUCAÇÃO: FALTA BIBLIOTECA EM GRANDE PARTE DAS ESCOLAS DO PAÍS

Como imaginar uma escola sem ela?

A educação é assunto constante em discussões, debates eleitorais, palestras, projetos, planos para o futuro, etc. Não há nenhum homem público que não a coloque como prioridade, que não faça dela a pauta principal de seus discursos. Até aí tudo muito bonito, mas, na prática, a realidade se mostra bem diferente.

Tal incompatibilidade ou incoerência entre o que existe apenas no plano das intenções e nas linhas dos discursos e o que se materializa no plano da realidade fica evidente com os resultados da última pesquisa realizada pelo Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC). Dentre outros dados alarmantes, a pesquisa revela que cerca de quinze milhões de alunos em todo país estudarão esse ano em escolas sem biblioteca. Algo impensável e simplesmente inaceitável diante do fato de que os livros são a porta de entrada para o conhecimento e garantir o acesso a eles é o mínimo que uma escola pode oferecer a seus alunos.

E é triste constatar que não falta apenas biblioteca, o mesmo acontece com laboratórios de informática, ciências e quadra de esporte, simplesmente inexistentes em muitas escolas, tanto públicas quanto particulares. Um escândalo e um paradoxo na crônica social daquele que pretende ser o país do crescimento e do futuro!

Veja trecho de matéria sobre o assunto publicada pelo Globo On Line:

Quinze milhões de alunos estudam em escolas sem biblioteca no país
Por Demétrio Weber

BRASÍLIA – Na volta às aulas, milhões de alunos de todo o país vão estudar este ano em escolas onde não há laboratório de ciências, biblioteca, laboratório de informática ou quadra de esportes. O Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) mostra que, no ano passado, 27 milhões de estudantes de ensino fundamental e médio (70% do total) frequentavam estabelecimentos sem laboratório de ciências. A inexistência de bibliotecas era realidade para 15 milhões (39%), enquanto 9,5 milhões (24%) estavam matriculados em escolas sem laboratório de informática, e 14 milhões (35%), em unidades sem quadra esportiva.

Os dados foram divulgados pelo MEC em dezembro e consideram tanto a rede pública quanto a privada. No ensino médio, menos da metade das escolas tinha laboratório de ciências. Nas séries finais do ensino fundamental, a situação era mais grave: só 23% delas estavam equipadas. Nas séries iniciais do fundamental, apenas 7% dos estabelecimentos tinham laboratório de ciências. (Texto Completo)

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INSCRIÇÕES PARA PARTICIPAR DO PROUNI COMEÇAM NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

O ProUni tem se mostrado, entre tantas outras medidas inclusivas e de relevância social, implementadas pelo governo federal, um programa de sucesso, que tem dado certo e significado a oportunidade que milhares de jovens nunca sonharam em ter.

O Educação Política sempre reserva um espaço para falar sobre o programa, seus desafios e conquistas, afinal, acreditamos que programas como esse fazem com que a educação chegue de fato a todos e se faça rica, múltipla e, efetivamente, democrática.

Portanto, para aqueles que fizeram as provas do Enem esse ano e querem participar do programa as inscrições que começariam nesta quarta-feira, só terão início a partir de sexta-feira, dia 21, e seguirão até o dia 25 de janeiro.

Veja trecho de notícia publicada pela Agência Brasil onde constam todas as informações referentes ao programa:

Inscrições para o ProUni são adiadas para sexta-feira

  Por Amanda Cieglinski

Brasília – As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni), marcadas para começar quarta-feira (19), foram adiadas para sexta-feira (21). Nesta edição serão oferecidas 123.170 bolsas de estudo em 1,5 mil instituições privadas de ensino superior. Do total, 80.520 são integrais e 42.650 parciais, que custeiam 50% da mensalidade.

O adiamento do período de inscrições do ProUni ocorreu por causa da prorrogação do prazo de inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O período se encerraria amanhã, mas terminará só na quinta-feira. Alunos relataram dificuldades para acessar a página, que ficou sobrecarregada. Criada pelo MEC no ano passado, a ferramenta unifica a oferta de vagas em instituições públicas de ensino superior. Nesta edição, são 83.125 vagas em 83 instituições, sendo 39 universidades federais.

Os estudantes interessados no benefício deverão acessar o site do ProUni entre os dias 21 e 25 de janeiro. Para participar do programa, o candidato precisa ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa integral, além de atender a alguns critérios de renda. É necessário ainda ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 e atingido pontuação mínima de 400 pontos na média das cinco provas – também não pode ter zerado a redação. (Texto Completo)

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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INAUGURA ESPAÇO DESTINADO À MEMÓRIA DE DARCY RIBEIRO, UNINDO AMOR E CULTURA

Além do beijódromo, espaço abriga todo o acervo de Darcy Ribeiro, combinando cultura e romantismo

Bibliotecas, salas de estudo, informática, auditórios para eventos solenes e palestras, estes são alguns dos espaços mais comuns encontrados em uma universidade. No entanto, na UnB (Universidade de Brasília) além desses espaços tradicionais, recentemente, foi inaugurado um “beijódromo”, isso mesmo, um espaço destinado aos apaixonados, àqueles casais que gostam de namorar enquanto leem poesia ou um texto de teatro.

“O beijódromo sonhado pelo antropólogo e ex-senador Darcy Ribeiro em 1996, um ano antes de sua morte, foi finalmente inaugurado pelo então presidente Lula no dia seis de dezembro. Acompanhado do colega uruguaio José Mujica, amigo de Darcy, e do ministro da Cultura, Juca Ferreira, o presidente enfrentou o protesto de um grupo de estudantes contra o reitor da universidade, para quem o memorial não era tão urgente quanto outras obras”, escreve Cynara Menezes em texto publicado no site da revista Carta Capital.

O beijódromo era um sonho antigo de Darcy Ribeiro que sempre buscou fazer da UnB uma universidade modelo onde o objetivo seria “plantar a sabedoria humana”. O Golpe Militar em 1964 interrompeu alguns sonhos do antropólogo, mas ele nunca esqueceu a universidade, considerada por ele como uma filha.

O “espaço da paixão”, como já vem sendo chamado, faz parte do Memorial Darcy Ribeiro onde, além do beijódromo, há uma exposição permanente sobre sua vida e obra, além de milhares de livros que faziam parte da sua biblioteca pessoal e formam a biblioteca do local.  A ideia original de Darcy para o beijódromo era que este fosse um amplo palco ao ar livre para serestas e leitura de teatro e poesia, defronte de uma arquibancada para 200 olharem a lua cheia e se acariciarem. Uma combinação de cultura e romantismo, duas das melhores coisas da vida!

O ambiente do local foi pensado nos mínimos detalhes. As poltronas não têm braço, pois o que se quer é que as pessoas fiquem abraçadinhas. Não há ar condicionado, pois o ar é resfriado com a ajuda da água borrifada dos chafarizes localizados na parte externa, a construção permite a entrada de muita luz, o que a faz ecologicamente correta e a cor predominante na decoração é o vermelho, como não poderia deixar de ser. O que se quer é que o espaço do memorial como um todo seja efetivamente e afetivamente utilizado, ampliando os beijos e abraços para além do auditório, onde formalmente está localizado o beijódromo.

Sem dúvida, o lugar faz da universidade um local mais completo, onde o amor divide espaço com o conhecimento e onde, ao contrário do que se via alguns anos atrás, amar não é mais sinônimo de pecado ou desvio de atenção e sim uma forma de redescobrir o saber, tornando-o mais agradável, mais livre e, por isso mesmo, mais eficaz e permanente! Uma ótima homenagem a Darcy, aos livros e aos beijos!

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EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Caio Fernandes

Olha eu sou bolsista do PROUNI e sinto muito orgulho de ser um estudante de Direito pelo programa, onde a uns tempos atrás esse nível de educação era para poucos e hoje esse quadro vem se modificando graças as medidas bem planejadas do governo federal para dar oportunidades e crescimento para as pessoas que demonstrem interesse de progredir na vida, são medidas como essas que o governo tem que tomar para desenvolver o nosso país.

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Foto: governo da Bahia

É hora de investir em educação

A Lei de Reponsabilidade Educacional que o governo pretende apresentar na semana que vem é uma excelente ideia porque passa a responsabilizar os prefeitos e governantes por não cumprirem metas educacionais. Se temos metas de inflação, por que não termos metas educacionais? Na verdade, as metas educacionais precisam ser rigorosamente cumpridas.

No entanto, essa metas educacionais para a administração devem estar baseadas em projetos, dados e investimentos e não em resultados de testes e avaliações.  Senão, corremos o risco de sufocarmos os educadores. Prefeituras podem simplesmente botar pressão em cima dos trabalhadores da educação e o tiro sair pela culatra.

O problema de responsabilizar o governante em caso de resultados ruins pode fazer com que prefeituras transformem a vida do professor em um inferno, sem investimento necessário para transformar a educação. Esse é o modelo do PSDB paulista.  Inclui metas e joga tudo nas costas do professores com provas e testes sem o respaldo no investimento do capital humano.

O governante deve ser responsabilizado por não investir, não oferecer bolsas de estudo, não aumentar as matrículas, não aumentar as ofertas de vagas, não investir em tecnologia,  não estabelecer carreira, não promover a troca de experiência etc.

Os resultados com o bom aprendizado dos alunos deve ser o retorno desse investimento e não o índice desse investimento. Senão, a Lei de Responsabilidade da Educação pode se transformar na Lei de Responsabilidade do Professsor.

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