Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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EMPÁFIA NO SBT BRASIL E PROPAGANDA SUBLIMINAR PARA CRIANÇAS SÃO O PADRÃO NO CANAL DO SÍLVIO

sbt-brasilO SBT Brasil, jornal do SBT ancorado por Joseval Peixoto e Rachel Sheherazade, é uma espécie de resumo da empáfia do jornalismo da grande mídia.

Assista e perceba no editorialismo panfletário o tom que mistura arrogância com ignorância, o que leva à empáfia. Falam como se fossem os donos da verdade do mundo, que se expressam não nas opiniões rasteiras, óbvias e conservadoras, mas no tom e no ritmo da voz.  Numa das últimas opiniões, criticaram os juízes que, atentos à lei, votaram contra a criação do partido de Marina Silva. A erguidinha no queixo, a indignação superficial na fala e no olhar…É uma coisa.  Pode se criticar a Globo, mas normalmente ela é mais sofisticada.

Joseval Peixoto e Rachel Sheherazade são os apresentadores do mesmo canal de TV que faz propaganda subliminares para crianças e adultos. Há meses que essa emissora faz propagandas subliminares de menos de um segundo durante a programação, inclusive em programas como Chiquititas e Carrossel, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, não faz nada.

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QUE OPOSIÇÃO É ESSA? AÉCIO NEVES (psdb) VAI À TELEVISÃO E DIZ QUE VAI DAR DINHEIRO PÚBLICO PARA RURALISTAS

Uma coisa é certa. Com essa oposição, só mesmo o MPL (Movimento Passe Livre) pode perturbar a presidenta Dilma Rousseff.

Em comercial na televisão, o candidato a presidente do PSDB, Aécio Neves, vai a Sorriso (MT) e diz que vai dar dinheiro público para os ruralistas. Que eles produzem muito, mas falta infraestrutura. É aquela velha conversa, quem quer conversar?

E depois acrescenta que vai negar recursos para o povo:  “vamos dizer o que dá e o que não dá para fazer e por quê”. Pela propaganda, ele já explica para onde vai o dinheiro público.

É a ideologia da infraestrutura, ou seja, a ideologia de levar dinheiro público para a iniciativa privada. Essa é a pressão que o PIG e que a oposição fazem ao governo.

Querem que o dinheiro público financie investimento privado, quando se deveria propor o contrário. Dinheiro privado para financiar o desenvolvimento público.

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O BANHEIRO DO PAPA É UMA REPRESENTAÇÃO POÉTICA DA RELAÇÃO TRÁGICA E CÔMICA ENTRE A GRANDE MÍDIA E O POVO

Cena do filme O banheiro do Papa

O sonho é realidade em O banheiro do Papa

O banheiro do Papa, filme de 2007, foi consagrado como melhor filme em vários festivais e com toda a razão. O filme é belíssimo e conjuga em personagens, em  interpretações impecáveis, o fantástico do sonho e o trágico do cotidiano. O banheiro do Papa é um bom título, mas o filme também poderia se chamar  O mundo de Beto, que é o personagem principal. Isto porque o banheiro do papa parece ser apenas mais uma criação da fantástica mente desse personagem, interpretado de forma incrível por Cesar Troncoso.

Mas não só ele, a interpretação de Virginia Méndes, como uma mulher vivendo o mundo real, é de uma beleza crua estarrecedora. Há no casal uma relação mítica entre o feminino racional, apolíneo, e o masculino imaginário (dionisíaco).  E esse conflito entre dois mundos, o real e o fantástico, parece povoar todas as imagens do filme, que se estabelecem a partir das notícias veiculadas pelo jornal e pelo rádio. E isso acomete de forma mágica em todas as interpretações, num impressionante trabalho de conjunto. Os personagens parecem viver um documentário sobre suas próprias vidas.

A história, nesse sentido, tem como pano de fundo uma relação perversa, mas que é tratada na maioria das vezes de forma poética e cômica, entre a população mais pobre e os meios de comunicação de massa, a grande mídia, principalmente a televisão. Essa relação faz com que o filme saia da condição primorosa de enredo e belas imagens para se traduzir em uma história imaginária. O real captado pela câmera é o ingresso para a viagem da mente humana.

Ao final do filme, que é baseado em uma história real, os diretores César Charlone e Enrique Fernández colocam alguns números estatísticos da visita do Papa João Paulo II à cidade de Melo, no Uruguai, onde se passa a história. Nesse momento, percebe-se o tamanho da relação entre mídia e imaginário popular, o tamanho da tragédia, o tamanho do destino humano.

Veja trailer:

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INTERNET ULTRAPASSA AS REVISTAS E JÁ É O TERCEIRO SETOR COM MAIOR AUMENTO DE INVESTIMENTO PUBLICITÁRIO

Lucrativa para publicidade, internet já começa a deixar os meios tradicionais para trás

À medida que a internet vai se consolidando como uma plataforma de informação alternativa à grande mídia, parece também aumentar a sua atração sobre o setor publicitário que tem visto na rede o mesmo potencial da televisão, das revistas e dos jornais de propagar uma mensagem a um grande público.

Como mostra notícia publicada pela Folha de S.Paulo, o investimento publicitário cresceu cerca de 14% no primeiro trimestre desse ano em comparação com o ano passado. A pesquisa do Projeto Inter-meios indentificou que os setores que apresentaram maior crescimento nos investimentos publicitários foram o cinema (aumento de 38%), seguido de TV por assinatura (27%) e internet (24%).

A notícia destaca o desempenho da internet que “com 40% de expansão na receita nos últimos quatro anos passou a ter 5,7% de bolo publicitário”, sem contar os links patrocinados e os anúncios em redes sociais. Se todas as ações forem somadas, acredita-se que a participação da publicidade na rede chegue a 8%.

A TV aberta continua sendo o grande filão da publicidade com participação recorde de 65% do total investido. Depois vêm os jornais com 13% e as revistas com 5,5% do investimento total no mês de março.

Pelos dados já se percebe que a internet, se considerarmos todas as ações, já ultrapassa as revistas em investimentos publicitários. Em outras palavras, a grande velha mídia que se cuide. A internet vem com cada vez mais força e até os publicitários já perceberam isso!

Veja trecho da notícia:

Receita com publicidade aumenta 14%
Por Marianna Aragão

O investimento publicitário cresceu 13,9% no Brasil no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011 e alcançou R$ 6,5 bilhões. Os números não descontam a inflação.

A pesquisa é do Projeto Inter-meios, que compila informações de faturamento publicitário fornecidas pelos principais veículos de comunicação.

Todos os nove meios analisados tiveram crescimento de receita publicitária no primeiro trimestre.

A maior expansão foi registrada em cinema, cujos investimentos subiram 38%, seguido de TV por assinatura (27%) e internet (24%).

Segundo Salles Neto, presidente do Grupo Meio & Mensagem, que coordena o projeto, a TV aberta foi outro destaque, ao atingir receita de R$ 4,2 bilhões e participação recorde de 65% do total investido em publicidade.

Depois de TV, jornais e revistas mantiveram as maiores participações no bolo publicitário, atingindo 13% e 5,5% do investimento total em março, respectivamente. (Texto completo)

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EPISÓDIO DO BBB REÚNE DUAS DAS GRANDES TRAGÉDIAS BRASILEIRAS: RACISMO E MACHISMO, MAS O SHOW TEM QUE CONTINUAR

Entre as névoas da televisão nacional, o BBB (Big Brother Brasil), com certeza, é uma delas. Não cabe aqui discutir a utilidade do programa, o quanto ele representa uma decadência no nível da programação televisiva atual ou não, o fato é que se trata de uma realidade e muito dinheiro é gasto para manter no ar um programa onde as pessoas estão em exibição máxima – e isso inclui todos os níveis de comportamento – a milhões de brasileiros.

Sempre se discutiu a autenticidade ou não do programa. Se os dramas se desenrolavam ali naturalmente ou se o que se dava era simplesmente uma grande arena de interpretação, onde moçinhos e vilões já estavam previamente selecionados. Mas a televisão é acima de tudo um mundo de mistérios, nunca se saberá ao certo o que se passa por trás das câmaras, ela só mostra o que lhe convém, cria e recria a realidade, o que lhe confere, em parte, o grande poder e fascínio exercido junto a grande parte da população.

Interpretação barata ou simples jogada do destino, o recente acontecimento envolvendo um participante chamado Daniel, único negro da atual edição do programa, reuniu condições no mínimo instigantes que traduziram em um só drama aspectos do tecido social brasileiro e do que vai pelo fundo espetacular e vertiginoso da televisão nacional.

Daniel sendo negro e, portanto, preenchendo muito bem a cota racial do BBB, já que é importante ter um participante negro para que o programa não seja acusado de racista, foi logo no primeira entrevista sendo questionado pelo apresentador Pedro Bial sobre a política de cotas para negros nas universidades.

Como já era de se esperar, o participante manifestou-se contrário às cotas e foi aplaudido pelos demais companheiros. Digo “já era de se esperar” porque os participantes selecionados para o BBB são, geralmente, de classe média ou média alta e, em sua maioria, compartilham dos mesmos interesses da emissora para a qual estão, de certa forma, “trabalhando”.

Dificilmente, um indivíduo socialmente consciente, que questionaria a própria natureza de um reality show, seria escolhido por uma emissora liberal burguesa que não gosta de questionar realmente as coisas, muito menos a si própria.

Sendo assim, Daniel respondeu ao que lhe foi perguntado da forma como era esperado que ele respondesse. O que talvez a emissora não esperasse, ou esperasse (nunca se sabe) era que o próprio Daniel, depois de se mostrar contrário à reparação histórico-social representada pelas cotas, teria uma postura também totalmente contrária aos direitos e liberdades da mulher ao, supostamente, ter abusado sexualmente de uma das participantes, aproveitando-se de seu estado de embriaguez.

O importante não é nem confirmar se o fato aconteceu ou não e sim perceber o que há por trás das reações que o sucederam. Os comentários postados em redes sociais associaram, como não poderia deixar de ser, o ato supostamente cometido à cor da sua pele, ou, em outras palavras, o fato de ele ser negro foi prontamente associado ao ato de violência.

É a mesma história impregnada na cultura brasileira de que a cor negra está associada à criminalidade e ao que há de ruim e à margem, como se um componente genético na cor negra tivesse influência no comportamento moral do indivíduo. Nada mais estúpido.

Neste sentido, o episódio trouxe consigo duas facetas da sociedade brasileira: o racismo – ao associar qualquer tipo de crime à cor negra – e o machismo – contido na própria atitude de Daniel diante da participante do programa e na própria opinião pública ao acreditar que a mulher anestesiada pela bebida praticamente “pede para ser estuprada”, como também foi dito.

Daniel agora vai servir como bode expiatório para as culpas da Rede Globo e para todos os preconceitos nacionais. Obviamente, ele não está isento de culpa, mas está longe de ser o único responsável, sem contar que faz o tipo “esperto” e “classe média” ideal para servir aos interesses da emissora. Afinal, ele não estaria lá se uma grande empresa de comunicação produtora de espetáculos e recriadora de realidades não estivesse lhe proporcionando espaço.

Mas está aí um dos pontos positivos e interessantes dos reality shows e, talvez, isso seja o que há de mais interessante nesse tipo de programa: ver como questões enraizadas na realidade brasileira, o machismo e racismo, por exemplo, ganham proporções bem maiores do que têm normalmente, já que no cotidiano manifestações de racismo e machismo acontecem a todo momento, e essa proporção faz com que os temas sejam discutidos, eles enfim deixam de ficar um pouco invisíveis, mesmo quando há a tentativa, e sempre há, de apagar os rastros do acontecimento sem deixar vestígios.

As cotas, por exemplo, a que o Daniel, aí sim negro, se mostrou contrário, estão aí para mostrar que não é possível apagar anos de escravidão e desigualdade em relação aos seus antepassados. A conta é alta e vai continuar sendo paga, só temos que ver como. Às vezes, à custa de um preconceito justificando outro…

A Rede Globo como sempre, e como bem lembrou Bessinha, está nem aí…vai continuar rodando seu show!

Veja trecho final de texto sobre o assunto republicado pelo Conversa Afiada:

BBB: e a Constituição ?
Nada ?

A Constituição é letra morta?
Por Fernando Brito

A Globo sentiu que está numa “fria” e vai fazer o que puder para reduzir o caso a um problema individual do rapaz e da moça envolvidos. Nem toca no assunto.

Tudo o que ela montou, induziu, provocou para lucrar não tem nada a ver com o episódio. Não é a custa de carícias íntimas, exposição física, exploração da sensualidade e favorecimento ao sexo público que ela ganha montanhas de dinheiro.

Como diz o “ministro” Pedro Bial ao emitir a “sentença” global ( veja o vídeo) : o espetáculo tem que continuar. E é o que acontecerá se nossas instituições se acovardarem diante das responsabilidades de quem promove o espetáculo.

Atirar só Daniel aos leões será o máximo da covardia para a inteligência e a justiça nestes país.. (Texto completo)

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Todos estão em condições de igualdade

Daniel, o mesmo indivíduo que se pronunciou contra a cota para negros, foi acusado no BBB (Big Brother Brasil) de estupro. Tudo parece marketing, mas se não for, vale a pena pensar sobre esses dois fatos.

Há algo em comum entre os dois casos, isto é, entre o possível estupro e a negação da cota para negros?  Pode ser que não, mas provavelmente um indivíduo pensa e age de acordo com suas convicções. Acredito que coisas tão díspares podem ter um fundo próximo.

O que levaria um negro a ser contra a cota para negros? Pode ser uma opção política, visto que cota é um processo polêmico em qualquer situação. Particularmente, acho que as cotas são importantes como reparação histórica e devem ter um prazo determinado para se encerrar, talvez uma ou duas gerações.

No entanto, um negro contra as cotas normalmente é um negro em boa condição financeira. Dificilmente um negro em condição social desfavorável, que teve péssimas condições de estudo apesar de esforçado,  será contra a possibilidade de obter uma ascensão social por meio de cota, ainda que isso possa ocorrer. Afinal, o ideal seria o processo igual para todos se todos fossem iguais.

Mas quando diz que é contra cota. Daniel também diz que não há necessidade de reparação por 400 anos de escravidão de seus antepassados.  Ou seja, diz que não devemos colocar nas contas atuais o holocausto da escravidão negra.

 É um tipo de pensamento bastante liberal, defendendo que não há necessidade de compensação e que renega a história. É um pensamento que afirma que  não se deve se preocupar com outros negros em situações piores provocadas pela escravidão de antepassados.

Esse pensamento não deixa de ter um tom individualista, visto que os melhores (em condições históricas totalmente diferentes) devem competir como iguais. Ou seja, cada um que se vire.

Assim é também o pensamento liberal individualista em relação às mulheres. Um pensamento que vai questionar os direitos conquistados das mulheres e que impede novos avanços em defesa da mulher. Afinal, todos estamos em condições iguais: os negros, os homossexuais, as mulheres, as crianças, os anestesiados pela bebida e os espertos.

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ASSIM COMO O YOUTUBE, REDES SOCIAIS TAMBÉM ESTÃO REVOLUCIONANDO A MANEIRA DE ASSISTIR TELEVISÃO NO BRASIL

TV Social: um mundo que vê, faz e lê o tempo todo

Quando o canal de vídeos YouTube começou a se popularizar na rede, a maioria das pessoas já tinha percebido que a maneira de assistir televisão já não era mais a mesma. Grande parte do conteúdo das emissoras estava no YouTbe em poucos segundos, compartilhado e visto por milhares de pessoas com uma qualidade muitas vezes melhor do que na tela das televisões.

Agora, é a vez das Redes Sociais alterar nossa forma de assistir TV. Isto porque elas estão repercutindo em tempo real o conteúdo visto nas telas. Segundo pesquisa da Motorola Mobility, que investigou os hábitos de consumo de mídia em 16 países, 72% das pessoas discutem o conteúdo da TV pelas redes sociais enquanto assistem. No Brasil, especificamente, 43% das pessoas entrevistadas usaram as redes sociais para recomendar conteúdos, ou seja, a integração entre TV e redes sociais tem se mostrado bastante expressiva.

Ainda segundo a pesquisa, o Brasil é o maior usuário de mobile TV da América Latina e o segundo do mundo. No país, 19% dos entrevistados afirmam assistir vídeos no celular diariamente. Como mostra notícia publicada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, “o usuário da América Latina passa por semana, em média, 3 horas jogando games, 6 horas em redes sociais, 11 horas assistindo TV ou filmes e 12 horas na Internet (web). São cinco horas semanais a menos de TV que na pesquisa do ano anterior”.

Estudos como esse mostram que as plataformas de acesso a informação estão mudando rapidamente. O mundo é cada vez mais móvel e a televisão precisa estar atenta para as novidades, adequando-se ao esquema das redes sociais para que uma alimente a outra ao invés de excluir. Se essa sociedade móvel e repleta de informações é boa ou ruim ainda não se sabe, o fato é que ela está aí e já faz parte da realidade de boa parte da população mundial.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Pesquisa aponta integração entre TV e redes sociais
Por André Mermelstein*
PAY-TV

Segundo a pesquisa, 72% das pessoas discutem o conteúdo da TV pelas redes sociais enquanto assistem
No Brasil, 43% das pessoas entrevistadas usaram as redes sociais para recomendar conteúdos

São Paulo – A Motorola Mobility apresentou nesta terça, 6, em primeira mão, uma pesquisa sobre os hábitos de consumo de mídia em 16 países, a “Media Engagement Barometer – How do people consume media and the Internet”. Pela primeira vez, a América Latina fez parte do painel, que entrevistou 9 mil pessoas, na América do Norte, Europa, Brasil, México e Argentina.

Segundo a diretora sênior para o mercado doméstico nas Américas da empresa, Liz Davidoff, os dados levantados mostram as tendências-chave às quais as operadoras devem atentar para gerar aumento de receita e base de assinantes. O estudo foi apresentado durante o Moto4you, evento que a fabricante realiza esta semana com operadores na Flórida.

Segundo a pesquisa, 72% das pessoas entrevistadas discutem o conteúdo da TV com seus amigos enquanto assistem, pelas redes sociais. Em 2010, este número era 38%. Recomendações de filmes e séries são desejadas por 62% dos entrevistados. E 50% apontaram que desejam formas de conectar o serviço de TV às suas redes sociais. “Percebemos que a conectividade entre devices tem que ser inteligente, os dispositivos têm que conversar” diz Liz. (Texto completo)

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QUE PAÍS É ESSE? BAFÔMETRO NA LAND ROVER DO AÉCIO NEVES MOSTRA QUE O BURACO É MAIS EMBAIXO

Da série A Justiça não é cega, é cínica

Justiça é cínica diante da Constituição

O Senador Aécio Neves ter sido pego em uma blitz da lei Seca no Rio de janeiro, com carteira vencida e possivelmente após ter ingerido álcool, por ter se recusado ao bafômetro, é o menor problema.

O buraco é mais embaixo. Está na Land Rover que pertence a uma emissora de rádio. Segundo revelou Stanley Burburinho, a rádio pertence ao Aécio Neves, assim como outros senadores e deputados são proprietários de emissoras de rádio e televisão, o que é probibido.

O artigo 54 da Constituição Federal é explícito:

Legislação

Art. 54 da CF 1988

Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:
I – desde a expedição do diploma:
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis “ad nutum”, nas entidades constantes da alínea anterior;

II – desde a posse:
a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis “ad nutum”, nas entidades referidas no inciso I, “a”;
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, “a”;
d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

Portanto, é preciso de uma devassa nas propriedades dos meios de comunicação no Congresso Nacional.

O Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal estão fazendo o quê? Nem a Justiça respeita a Constituição.

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16 anos e uma constatação bombástica

Há 16 anos no comando da TV Cultura, o PSDB toma uma atitude corajosa e mostra que só fez a coisa errada na TV Cultura.

Em nota oficial publicada no site da emissora, o texto diz que a TV Cultura comandada pelo PSDB “perdeu audiência, qualidade e se tornou cara e ineficiente“.

Depois de 16 anos descobriram isso? Santo Deus!


Comunicado Oficial Fundação Padre Anchieta

04/08/2010 13h56m

Em face às recentes notícias publicadas sobre a TV Cultura, informamos que:

A TV Cultura é patrimônio querido dos paulistas e brasileiros, com um acervo de ótimos programas e vários artistas e jornalistas de sucesso que começaram aqui, mas que precisa se renovar. Perdeu audiência, qualidade e se tornou cara e ineficiente.(grifo meu)

Esta é a proposta de renovação que a Administração levará ao Conselho da Fundação Padre Anchieta: a revitalização dos programas admirados, a modernização dos processos administrativos, bem como dos equipamentos, e contando com os talentos que a emissora possui e com a contratação de novos apresentadores e jornalistas.

Veja a nota enquanto não tiram do site da TV Cultura

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FELIZ 2010!: APRESENTADOR BORIS CASOY MOSTROU SUA CARA AO COMENTAR SOBRE GARIS: A CARA ARROGANTE DA GRANDE MÍDIA BRASILEIRA

O ano começou bem na área jornalística da grande mídia brasileira. Apresentador Boris Casoy, um dos mais conservadores da televisão brasileira, mostrou sua cara ao vazar comentário durante o jornal da Band. Veja trecho do vídeo, com legenda, e conheça o perfil dos funcionários mais bem remunerados da grande mídia brasileira.

Matéria saiu no Yahoo Notícias.

A filosofia de Boris Casoy:   “Que m****… dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… dois lixeiros… o mais baixo da escala do trabalho…”.

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Depois o apresentador pediu desculpas:

BAND FICA PREOCUPADA COM A GRANDE PROPRIEDADE RURAL E PERDE ESPAÇO NA SUA GRANDE PROPRIEDADE MIDIÁTICA

A emissora Band dormiu no ponto e a Rede TV! ganhou audiência em horário nobre.

Band perde alguns hectares para a Rede TV!

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Enquanto a Band ficou preocupada em defender as grandes propriedades rurais improdutivas, com uma série de reportagens engajadas sobre o assunto, a Rede TV! ocupou o espaço de sua grande propriedade midiática e comeu sua audiência pela beirada.

Veja notícia divulgada pela Folha.

A audiência mensal da RedeTV! entre as 18h e a 0h superou a da Bandeirantes na média de outubro. Foi o primeiro mês em que isso aconteceu. A diferença é mínima e está dentro da margem de erro, mas a vantagem é inédita para a RedeTV!.
O Ibope registrou 3,5 pontos de audiência para a emissora de Alphaville na Grande São Paulo, contra 3,4 pontos da Band, sempre das 18h à 0h. Cada ponto equivale a 57 mil televisores ligados. Em janeiro, na mesma faixa de horário, a RedeTV! teve 2,8 e a Band, 3,7 pontos. (Folha)

Esse é mais um sintoma de que o excesso de ideologização da mídia pode ser prejudicial para os lucros da empresa.

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HUMOR DO PÂNICO NA TV: LULA DESABAFA APÓS VIDA SOFRIDA

RESPOSTA DA REDE RECORD À REDE GLOBO EXPÕE A TRAGÉDIA DO MONOPÓLIO DA INFORMAÇÃO NO BRASIL

Em reportagem para se defender da Rede Globo, Rede Record mostra a situação dramática da concentração da informação no Brasil. Na verdade, não há nada de ruim na briga entre Record e Globo.

É o melhor que se poderia acontecer para o Brasil. A grande mídia sempre foi corporativa e omissa com relação às suas faltas. Sempre acomodadas em seu quinhão do mercado, ninguém perturbava ninguém. Se fôssemos verificar o problema por trás de cada emissora, não existiria televisão no Brasil.

A pergunta que fica é a seguinte: e quem não tem uma rede de televisão para se defender?

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Os coronéis do ar, políticos que controlam os meios de comunicação no Brasil, são a forma mais explícita de controle social e de perpetuação da desigualdade social no país. É certo que uma empresa de comunicação pode estar a serviço de um político ou de um grupo político, mas o fato de não pertencer ao próprio grupo político já é uma avanço importante. Uma empresa de comunicação pode trabalhar para eleger um político ou destruir outros, mas inevitavelmente terá danos econômicos e de credibilidade. Veja o caso recente da Folha de S. Paulo ao publicar como verdade um documento recebido como spam apenas para prejudicar a possível candidatura de Dilma Rousseff à presidência em 2010.

Nesse caso, há sempre o peso empresarial que impede um veículo de atuar ostensivamente como um panfleto marrom, diferentemente de um político, cujos interesses econômicos são muito mais rentáveis dentro da política e não na empresa. Para o politico, um prejuízo na empresa pode render uma rentabilidade astronômica com o controle do dinheiro público.

Para quem quer saber quem são os donos dos meios de comunicação no Brasil, basta entrar no saite Donos da Mídia. Abaixo matéria do Observatório do Direito à Comunicação pedindo que o Ministério Público investigue outorgas de rádio e TV para parlamentares.

Organizações acionam MP para proibir outorgas de rádio e TV a políticos
Henrique Costa – Observatório do Direito à Comunicaçã0

A ONG Artigo 19 e o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social protocolaram na última terça-feira (5) no Ministério Público Federal (MPF) representação alegando a inconstitucionalidade da concessão de outorgas de rádio e TV a parlamentares. A expectativa das entidades é que o documento dê origem a uma Ação Civil Pública questionando a propriedade de empresas de radiodifusão por deputados e senadores a partir dos limites na Constituição Federal e do conflito de interesses que cerca a questão.

A controvérsia em torno da exploração de serviços de rádio e TV por entes controlados por parlamentares voltou a ficar em evidência no início do mês de abril, quando a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou recomendação impedindo que parlamentares figurem como diretores, proprietários ou controladores de empresas exploradoras de serviços de radiodifusão. O documento acrescenta ainda que, verificada essa situação, a outorga ou renovação deva ser rejeitada.

O texto ainda será avaliado pelo plenário da Casa. O prognóstico mais provável é a derrota da recomendação no plenário, já que cerca de 25% dos senadores detêm participação em entes que exploram concessões de radiodifusão. De qualquer forma, a denúncia publicada pela Folha de S. Paulo em fevereiro de que o presidente do Senado, José Sarney, em grampo legal da Polícia Federal, afirmara utilizar a concessão de TV que possui em São Luís do Maranhão para atacar seu adversário político, o ex-governador Jackson Lago, escancarou a utilização de outorgas para fins de disputa política e eleitoral.

O artigo 54 da Constituição Federal declara explicitamente que deputados e senadores não podem, desde a expedição de seu diploma, “firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes” e, desde a posse, “ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoas jurídicas de direito público, ou nela exercer função remunerada.”

A realidade, como se sabe, é outra, com casos que vão desde a utilização da outorga para fins políticos pessoais até o inevitável conflito de interesses explícito na necessidade de legislar sobre outorgas e renovações quando se é o próprio interessado na questão. Estudo recente do Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília mostrou que 37% dos membros titulares da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara e 47% dos titulares da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado são proprietários de empresas de radiodifusão ou têm parentes nesta situação. (Texto integral no Observatório)

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TRECHOS DA ENTREVISTA HISTÓRICA DE PATCH ADAMS NO RODA VIVA DA TV CULTURA

O que esperar de uma sociedade que ensina que dinheiro e poder é tudo na vida?

O que esperar de uma sociedade que ensina que dinheiro e poder é tudo na vida?

O médico Pacht Adams deu uma entrevista histórica para o Roda Viva da TV Cultura em 2007. Veja alguns trechos:

Dinheiro
Se não mudarmos de uma sociedade que venera dinheiro e poder para uma que venere compaixão e generosidade, não haverá esperança para a sobrevivência do ser humano neste século. Precisamos deter um sistema que, pela TV, estimula a concentração do dinheiro na mão de poucos.

Amizade
Não concordo com “rir é o melhor remédio”. Eu nunca disse isso. A amizade claramente é o melhor remédio. É a coisa mais importante na vida. São nossas relações com aqueles que amamos.

Hollywood
Tudo no filme foi atenuado. Muita gente pensa, porque Hollywood é uma exageração. Na verdade, é uma atenuação. Fico muito triste porque o meu nome está em filme em que não há paz e justiça.

São Paulo
Hoje, vi a Wall Street de São Paulo. Igual a todas as ruas ricas de todas as cidades do mundo. Nada é brasileiro naquela rua. Aqueles arranha-céus de sempre com salas de executivos – tenho certeza -, secretárias bajuladoras. Vocês estão me entendendo, não é? Como foi isso? Como fomos enganados a acreditar que queremos um prédio enorme para morar? Um carro elegante para dirigir? Muito dinheiro no banco? Férias elegantes? E há pessoas com fome!

Desejo
Precisamos de comida e de amigos. Tendo isso, está tudo resolvido. Depois, você pensa: como posso ajudar a minha gente? Como posso salvar o ambiente natural mais interessante do mundo em vez de derrubá lo para plantar soja? E, claro, se temos dinheiro sobrando não compramos uma porra de relógio… [com uma expressão irônica se repreende] Xi, pega mal neste programa? Bobo! Um relógio bobo [risos]! Compramos um relógio bobo por três mil dólares e ficamos maravilhosos. Sem nem pensar, a gente nem pensa [elevando o tom da voz] em mandar qualquer coisa de que não precisamos para a nossa família, para nós, em uma linda casa humilde; para um hospital, para que ele seja um hospital maravilhoso; para termos suficientes faculdades de medicina e horários complementares de atendimento… Esse é o nosso sonho! Não uma boa carteira de ações. E a idéia de dar a atores medíocres de programas medíocres milhões de dólares, para querermos ser como eles e os nossos filhos também.

Médicos
quando vi médicos grosseiros em visitas… faziam círculos com pacientes e a maioria deles, a maioria dos professores na faculdade procurava menosprezar os alunos, diminuí-los, para se sentirem importantes. Humilhavam os alunos em público, na frente de todo mundo. Todos deviam ficar exclamando: “Ai meu Deus, ai meu Deus, ai meu Deus!” [encolhendo os ombros e olhado para cima, tremendo, em sinal de medo e desespero]. Eu dizia: “Que bela grosseria, doutor! Conseguiu acabar mesmo com esse aluno! Quero ser grande e forte como o senhor quando eu crescer” [risos]. O que nos faz calar? Você vê o chefe dar um beliscão na secretária e disfarça. Você morre naquela hora. No instante em que cala por medo de perder o cargo, você morre. Uma parte de você, uma parte de ser humano morre.

Mídia
Cinco empresas detêm 70% dos meios de comunicação do mundo. São máquinas de propaganda, não existe jornalismo ali. Acha que alguém deixaria Patch Adams dizer na TV dos Estados Unidos que Bush é nazista? Nunca! O filme Patch Adams com Robin Williams… “O riso é o melhor remédio. Compre Coca-Cola!”.

Quem ganha?
Deixe-me concluir esta pergunta. Não entendo porque, quando você vê uma coisa errada: a violência aqui, nas suas cidades; mulher mal tratada; homem bêbado que surra a mulher; criança na rua vendendo droga, cheirando cola ou seja o que for que faz; gente dando tiro em criança na rua, por prazer, que acontece aqui no Brasil… Então, o que é? Qual é o truque? Essa é a pergunta que você deve fazer a si mesmo? O status quo interessa a quem? Quem se beneficia? Um jornalista pode descobrir. Eu sei quem se beneficia com tudo isso. São bons negócios.

População
menos de 10% da nossa população pensa. Nunca pensa. Nunca! Trezentos e sessenta e cinco dias por ano, acho que 90% da população dos Estados Unidos nunca faz o que se chama de “pensar”. Em inglês, é preciso dizer “pensamento crítico”, porque nos distanciamos tanto do pensar que precisamos dar-lhe o apoio do pensamento crítico [risos]. Quando o pensamento não é crítico? Isso foi bem descrito pelo escritor tcheco Capek, Kafka< É o que temos: robôs a serviço da saúde. Estou aqui para incentivar as pessoas a ser a revolução na vida. Uma revolução é ser cordial. Uma subseção a ser cordial é ser cordial com uma criança enferma hospitalizada. Existem dez milhões de subseções a ser cordial.

Televisão
magine como será a vida, após uns cinco anos? Se eu tivesse um canal de TV, 24 horas no ar poderia haver algo constante, maravilhoso e não essa coisa tediosa e idiota! E a cada cinco, três minutos, um intervalo comercial para outra porcaria.  Então, por que vim fazer este programa? Por que estou aqui? Por que gasto o meu tempo com a TV? Recusei os grandes programas de TV brasileiros. Não me importa aparecer na TV. Quero que, quem ouvir, ouça coisas que nunca ouviu na TV vindo de alguém que talvez respeite. Por isso vim para este programa. Porque o único momento na TV de que gostei, em 25 anos de TV, foi de um canal chileno chamado “A celebração da inteligência”. Foi o único programa de TV inteligente. Depois do filme, fui para um programa de TV… sabe?: “Bom-Dia, América!” [deixando o tronco ereto, como a reproduzir ironicamente a postura de um apresentador sério de televisão]. Lixo! A minha cueca é mais limpa [risos].

Hospitais
Imagine se os hospitais tivessem na parede uma fotografia grande do médico escolhido como o pior da semana? Ninguém ia querer ser escolhido. Começariam, pensem… Imaginem quantas sugestões posso inventar em um dia. Todos podemos trabalhar para isso e quantas sugestões haveria em uma semana? O que decidirmos, há dez mil coisas.

Sociedade
todas as mensagens disponíveis para as crianças, na TV… dizem: “você quer dinheiro e poder.” É a primeira mensagem e todas as crianças do mundo recebem. Se forem pobres, roubam, vendem o corpo ou vendem os filhos. Se forem ricas, ficam mais ricas. As três pessoas mais ricas têm tanto dinheiro quanto as 48 nações mais pobres. A TV ensina que essas pessoas devem ser admiradas: Paris Hilton, Donald Trump… Devem conhecer esses nomes. Não são interessantes nem para o vizinho deles e alguém no Brasil. Você conhece esses nomes? Lixo! Paris Hilton tem 800 milhões de dólares e tem um livro que faz: “Olhe para mim. Olhe para mim” [colocando a mão na testa].

Beleza
A minha mãe dizia: “Bonito é o que faz bonito”. Se isso é beleza, se você for gentil, isso é beleza. Se pensa que beleza é ter 20 anos com formas específicas, então, a empresa farmacêutica e a empresa de cosméticos vão ganhar milhões de bilhões de dólares com o seu não pensar no que a beleza é. Então, ninguém na minha idade é bonito. Temos rugas, sei lá. Injeções de botox…

Brasil
Grande refeição familiar, muita gente para o jantar, você é a última a comer. Por que isso não é uma verdade para o Brasil? Ninguém come até todos terem comida. Isso é qualidade de vida. Nem recebemos educação. A maioria dos homens nem pensa. Vai jantar, vai direto ao prato. Não esperam: “Quero ver todos servidos antes de me servir”

Farmacêuticas
As companhias farmacêuticas são as empresas mais nojentas, fétidas e horrendas do planeta. Estão comprando a Amazônia. Sabem disso? As transnacionais estão comprando a Amazônia. E todos estão de acordo, pois a pesquisa sai do dinheiro da companhia farmacêutica. E médico gosta de pesquisa. Ouvi estudantes de medicina aqui falarem sempre que os professores pareciam mais interessados em pesquisa do que em assistência médica. Contaminou tudo. E se o capitalismo não fosse a pior coisa do mundo? A pior coisa na história: capitalismo. Vai extinguir a nossa raça, não há dúvidas. Outro modo… Dizem nos Estados Unidos: “Temos os remédios.” Certo, mas por que escolhemos receber de gente mentirosa preocupada com os lucros, horrorosa e indecente? Nos Estados Unidos, poderíamos abrir dez centros… dinheiro dos contribuintes. Dez centros, com os maiores cérebros em bioquímica, fisiologia, botânica, cujo trabalho é fazer ótimos remédios para as pessoas pelo custo mais baixo possível, sem lucro. Os remédios não custariam nada. Nunca nos dariam remédios enganosos. Mas ninguém pensa nisso. Por causa do capitalismo deixamos que eles façam o que quiserem conosco. Odeio o capitalismo. É a pior coisa que existe.

A vida
o meu pai morreu na guerra, quando eu tinha 16 anos. Tive de pensar na guerra, não como uma coisa abstrata que se vê em um filme de guerra, mas porque perdi o meu pai na guerra. Então, voltamos para os Estados Unidos, onde eu não havia morado, para o sul, em 1961. Os negros não tinham o direito de usar o banheiro de um branco! Na terra do homem livre! Democracia! Estátua da Liberdade! Bobagem! Os negros, 20% da população, não podiam comer em restaurante, nem ir para hotel de branco. Não podiam se sentar na frente do ônibus público. Eram cidadãos. Isso doeu mais do que a morte do meu pai na guerra. Primeiro, eu quis morrer. Se viram o filme Patch Adams, é verdade. Fui três vezes para um sanatório, em um ano, com 18 anos. Mesmo sendo um garoto feliz, eu não queria viver em um mundo de violência e injustiça. Parecia que as pessoas não se importavam. Eu não conseguia acreditar que alguém pudesse viver em um país da chamada democracia livre e não permitir aos negros serem gente. Eu estava horrorizado. Racistas, é claro que existem. Talvez existam para sempre. Como aqueles que se dizem não racistas deixam isso acontecer? Eu não conseguia acreditar. Fiquei desiludido. Tentei suicídio, eu não queria viver. Então, pensei… Sabem, “pensar”. É sempre o pensar. Tudo o que fizer de bom para a vida é pensar. Pensei, você não vai se suicidar, vai fazer revolução. A minha biblioteca tem 18 mil livros. Eu soube. Tenho uma biblioteca enorme. Fui estudar a história das revoluções. Estudei gente que faz projetos e vi que são só pessoas. Ninguém era especial. Gandhi! Era só um homem! Era advogado na África do Sul, as coisas não iam bem, a justiça não funcionava direito e ele foi trabalhar pela justiça, por uma lei diferente. Então vi que a minha meta era trabalhar pela paz, pela justiça e pelo atendimento médico.

Entrevista completa no site do RodaViva/Fapesp. No You Tube está a entrevista completa dividida em vários trechos.

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A Revolução não vai ser televisionada, de Giovana Pacini

foto: A Revolução não será televisionada, de Giordana Pacini

Uma garotinha de apenas cinco anos assiste seu desenho sozinha na sala. Ela gosta muito de desenhos do Pica-Pau, mas assiste à Madeline, Sagwa e outros da Futura.

Naquela tarde, ela apenas vê trechos de programas e comerciais em vários canais. A mãe chega na sala e senta ao seu lado, dá uma abraço e fica quieta já que os olhos da menina não piscam diante da tela.

A garota vê uma peça publicitária que, para variar, mostra belas imagens, pessoas lindas e diz um monte de coisas que, se forem conquistadas ou adquiridas, vão lhe dar uma vida melhor. “Faça isso, faça aquilo, tenha isso e aquilo e viva uma vida melhor. Isso vai melhorar a sua vida”, revela uma voz em off.

A garotinha que estava ali com os sentimentos abertos e sinceros não titubeia em dialogar e responder à televisão:

“Mas eu não quero uma vida melhor. Eu gosto da minha vida”.

A mãe se calou mais ainda e se encheu de orgulho, percebeu que a garotinha, vinda ao mundo há apenas cinco anos, vive feliz. A menina quase todos os dias chora, faz birra e reclama. Mas naquele momento a mãe percebeu que dava uma boa educação e que sua filha se sentia segura e completa. Não precisava de mais nada. Até de uma vida melhor.

A garotinha parece ter descoberto apenas pelos seus próprios pensamentos e sentimentos que a publicidade, muitas vezes, tenta nos criar desejos e necessidades que na verdade não precisamos. Isso os adultos sabem, mas vivem esquecendo.

Mas ela também deixou claro que a publicidade não nos faz só lembrar de um produto ou serviço; ela nos faz esquecer. Esquecer o que realmente somos, queremos ou precisamos.

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Uma obra-prima da teledramaturgia

A série Capitu, exibida semana passada pela Rede Globo, colocou novamente a emissora como vanguarda e revolucionária na teledramaturgia. A série, assim como outras produções do núcleo de Luiz Fernando Carvalho, recriam a televisão. O trabalho dos atores, a direção, os efeitos teatrais e plásticos fizeram da série mais um momento histórico da televisão brasileira, assim como a série Hoje é dia de Maria, do mesmo diretor. O texto de Machado de Assis e a estética da minissérie formaram um par arrebatador.
Alguns rasos burocratas da emissora podem ficar abalados por uma possível queda de audiência na minissérie. Eles não percebem que é essa queda de audiência que faz a Rede Globo se recompor ainda mais forte na dramaturgia. A inovação e a criatividade podem ter um preço inicial, mas recebe um lucro grande com o tempo. São essas inovações que recompõem a audiência e a credibilidade da capacidade dramática da emissora.
No lado do jornalismo, a emissora continua a mesmice da doutrina Ali Kamel, que prega a inexistência de racismo no Brasil, a versão enviesada dos fatos, a omissão e o faturamento de acontecimentos que seriam possivelmente bons para a emissora. O jornal da Globo, por exemplo, que poderia apresentar uma visão mais honesta e digna da realidade, é enfadonho nas expressões dramáticas de William Wack, versão assessoria de imprensa de Wall Street. 

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Os melhores programas de política e debate da TV Cultura de São Paulo são totalmente aparelhados pelo PSDB de forma vergonhosa. Um exemplo é o programa Opinião Nacional. É até divertido. Ele não existe sem um representante legítimo do tucanato ou dos sociólogos que prestam serviços para o partido. Gostaria que alguém fizesse um levantamento sobre quantos peessedebistas já participaram do Opinião Nacional. Tá fácil, basta conhecer um pouco da sociologia do PSDB e verificar os nomes no link do programa.

Esse aparelhamento faz com que o Roda Viva, um dos mais importantes  programas, perca o tempo jornalístico e também audiência. Na próxima segunda-feira pretende entrevistar o polêmico ministro do  supremo, Gilmar Mendes. Na verdade deveria entrevistar o juiz Fausto de Sanctis, que recentemente condenou, pela primeira vez na história, o banqueiro Daniel Dantas. Gilmar Mendes também deveria ser entrevistado, mas quando deu dois habeas corpus para Daniel Dantas em 48h. O Roda Viva perdeu o tempo jornalístico e vive um tempo político, assim como toda a TV Cultura.

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Veja abaixo nota do Conversa Afiada, sobre o Roda Viva com Gilmar Mendes.

Gilmar Mendes e Roda Viva: a pergunta que não quer calar!

Conversa Afiada

A apresentadora do Roda Viva, Lillian Witte Fibe, comanda nesta segunda-feira (15/12), às 22h10, uma entrevista ao vivo com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.

O jurista brasileiro, que em 2008 passou a presidir a Suprema Corte brasileira, também foi ministro do STF por seis anos, nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e advogado-geral da União. Assina a autoria de diversos livros e inúmeros artigos na área de Direito Constitucional. Sua nomeação e atuação como presidente do STF divide opiniões entre os profissionais da área jurídica, sobretudo por suas decisões quanto ao caso de Daniel Dantas, investigado por crimes financeiros na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Na bancada de entrevistadores estarão presentes Márcio Chaer, editor do site Consultor Jurídico; Reinaldo Azevedo, articulista da revista Veja e do blog Reinaldo Azevedo; Eliane Cantanhêde, colunista do jornal Folha de S. Paulo; e Carlos Marchi, repórter e analista de política do jornal O Estado de S. Paulo.

TEATRO RÁ TIM BUM, DA TV CULTURA, CONSEGUE UNIR LINGUAGEM DO TEATRO E DA TELEVISÃO

Teatro Rá Tim Bum consegue unir a liguagem do teatro com a da TV

Teatro Rá Tim Bum consegue unir a liguagem do teatro com a da TV

A televisão começou nos anos 50 tentando adaptar o teatro para a TV. Logo se viu que as linguagens eram muito diferentes. Não dava para simplesmente transpor. Durante muito tempo se tentou levar o teatro à televisão sem sucesso e sem uma confluência capaz de evitar os abismos entre as duas linguagens.

A experiência do Teatro Rá Tim Bum, da TV Cultura, parece ter encontrado uma fórmula mágica para esse conflito. A fórmula mágica não é transpor teatro para a TV, mas tentar unir recursos do teatro e da TV em uma nova linguagem. Esse parecer ter sido o caminho descoberto pelo Teatro Rá Tim Bum.

O fato de trabalhar especificamente com teatro infantil foi decisivo para o sucesso da empreitada. O teatro infantil parece absorver com facilidade os recursos inimagináveis e absurdos do desenho animado e que também se encaixam com os recursos eletrônicos da TV. É assim o Teatro Rá Tim Bum. Parece se inspirar na animação para poder ficar à vontade na TV.

Outro destaque são os textos reformulados e atualizados a partir de clássicos infantis. Assim, o humor, a qualidade dos atores, cenários, luzes e cores criam um universo com o estilo das Histórias em Quadrinhos. O Teatro Rá Tim Bum é, com certeza, um programa de qualidade da TV Brasileira.

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Perda de arrecadação em dois anos com propaganda gratuita foi de mais de R$ 700 mi

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Receita Federal deixou de arrecadar R$ 713 milhões com a exibição e transmissão dos programas eleitorais gratuitos na televisão e no rádio, em 2006 e 2007. A perda de arrecadação deve-se ao fato de que a legislação brasileira garante às emissoras deduções no imposto de renda para transmitir os programas de partidos e candidatos, nos anos eleitorais, e as propagandas institucionais de partidos políticos nos anos não eleitorais.

De acordo com o Decreto 3.786, de 2001, as emissoras de rádio e de televisão podem abater, de seu lucro líquido, no imposto de renda, 80% do valor que seria pago por prováveis anunciantes nos horários de exibição desses programas. Com isso, o horário gratuito acaba sendo pago, indiretamente, pela União.

O custo dos benefícios fiscais das eleições deste ano só será conhecido em 2009, mas nas últimas eleições, realizadas em 2006, a Receita deixou de arrecadar R$ 470,8 milhões. No ano passado, quando não houve eleições, mas as deduções chegaram a R$ 242,2 milhões.

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Pesquisa do Ibope confirma uma tese que temos insistido, ou seja: os grandes perdedores com o acesso à Internet são as emissoras de TV. Pensava-se que os jornais sofreriam, que acabariam, mas na verdade são as TVs que devem ser as grandes perdedoras. Isso porque a banda larga finalmente traz uma concorrência no aspecto entretenimento. Mas não pense em uma derrocada da televisão. Ela vai continuar com importância econômica. Além disso, as emissoras também estabelecerão um plano estratégico para enfrentar a perda de audiência.

Mas a grande derrocada da televisão será no poder político da Rede Globo. As TVs abertas ainda têm grande força política, mas devem perder sua hegemonia. A reeleição de Lula mostrou, mesmo com toda a cobertura negativa da mídia no caso do mensalão, um sinal claro dessa queda política. Agora é ver para crer. Veja notícia abaixo.

Ibope apontou digitalização e Internet como causa de queda na audiência
Samuel Possebon – TelaViva News

A discussão ocorrida esta semana durante a ABTA 2008 sobre a queda de audiência nos canais de TV paga ainda promete novos capítulos. A Globosat, com base em estudos próprios, está convicta de que a queda se deveu à digitalização das redes e que o movimento terá sentido inverso a partir de agora. A Abril aposta que a Internet tem sido fator preponderante na perda de audiência e que é necessário uma melhora na qualidade da programação para segurar o telespectador.

Este noticiário apurou que, a pedido da ABTA, o Ibope já havia tentado entender o fenômeno, e o que o Ibope indicou (porque a resposta não é conclusiva) é que ambos podem estar certos. Segundo o relatório final encaminhado à ABTA, de abril deste ano, a digitalização das redes explica bem a queda de audiência nos canais pagos na cidade do Rio de Janeiro. O Rio, aliás, é onde a queda de audiência foi mais acentuada, e a cidade tem peso de 28% na amostra

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