Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: eleições

Financiamento empresarial nas eleições é ‘propina caução’ para deputados, senadores e vereadores

 Senadores, deputados e vereadores são os únicos servidores públicos (ou seja, eleitos para trabalhar para a sociedade) que podem receber proprina, e propina antecipada. É a More…

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Financiamento de campanha eleitoral por empresas virou a bola de neve da corrupção

Está mais do que na hora de o Brasil acabar com o financiamento de campanha eleitoral por empresas. Ou ele vai acabar com o Brasil. Financiamento de empresas virou uma (continue lendo…)

Aécio Neves começou a usufruir do aparelhamento do Estado aos 25 anos, como Diretor da Caixa

Aos 25 anos de idade, ou seja, muito jovem, Aécio Neves, candidato a presidente pelo PSDB,  passou a fazer parte do aparelhamento do Estado pela elite política mineira. Crítico do que chama de “aparelhamento do PT”, Aécio esconde que em 14 de maio de 1985, com apenas 25 anos,  foi nomeado para o cargo nada modesto (continue lendo…)

Remédio de Aécio Neves para a economia será catastrófico, diz professor da Unicamp

Em artigo publicado no site Brasil Debate, o economista Eduardo Fagnani, que é professor do Instituto de Economia da Unicamp, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (CESIT) e coordenador More…

Instituto de Economia da Unicamp responde ao empresário e assessor de Marina Silva

O Instituto de Economia da Unicamp, dirigido pelos professores Fernando Sarti e Marcelo Weishaupt Proni, publicou nesta terça-feira (16), uma carta aberta em resposta a Alexandre Rands, empresário (Continue Lendo…)

Pesquisa Datafolha: comunistas e trotskistas estão com Aécio Neves

A última pesquisa Datafolha mostra que os eleitores de partidos mais a esquerda como PCO, PSTU e PSOL estão com o projeto neoliberal de Aécio Neves no segundo turno. Alguns diriam: “eu já sabia”. Para outros, como o site “Amigos do Presidente Lula”, é manipulação. Parece realmente manipulação do Datafolha, mas e se  (Continue lendo…)

O milagre de Geraldo Alckmin em São Paulo

A última pesquisa Datafolha, que aponta o governado de São Paulo, Geraldo Alckmin, em primeiro lugar com 44% das intenções de voto para as próximas eleições para o governo do estado é uma espécie de milagre (Leia mais…)

Sociedade civil cobra ministro Gilmar Mendes sobre ‘corrupção legalizada’ nas eleições

No que depender das entidades e militantes que participaram do ato público pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, realizado na noite de ontem (26) na sede da OAB do Rio de (Continue Lendo…)

Gilmar Mendes nunca foi tão poderoso e mesmo derrotado decidirá as eleições de 2014

O ex-presidente Lula é com certeza o maior líder político do país, ainda que você concorde ou não com as posições do ex-presidente, mas sua influência nas próximas eleições será infinitamente pequena perto da influência que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, vai (Continue Lendo…)

Senado aprova fim da corrupção legalizada, isto é, ‘doações’ de empresas nas eleições

Vanessa Grazziotin

Doações de empresas em dinheiro ou por meio de publicidade a candidatos e partidos políticos podem ficar proibidas. O substitutivo ao projeto de lei (PLS 60/2012) da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi aprovado nesta quarta-feira (16) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em turno suplementar.(Continue lendo…)

GILMAR MENDES DECRETOU UM ATO INSTITUCIONAL DO JUDICIÁRIO AO PROIBIR O DEBATE NO PARLAMENTO ELEITO PELO POVO

Eduardo Campos e Aécio acionam Gilmar Mendes para ‘fechar’ o Congresso

Gilmar Mendes: é proibido debater

Gilmar Mendes: é proibido debater

O ministro do STF, Gilmar Mendes, “proibiu” o Congresso Nacional de tramitar um projeto de lei. Por  mais absurdo que pareça, foi isso mesmo que ocorreu. Nem se trata de julgar a constitucionalidade ou não de uma lei aprovada. Trata-se de proibir os parlamentares de legislarem e aprovarem uma proposta. Para entender essa história, vamos voltar no tempo.

Quando o Psol foi criado, os deputados que mudaram para o novo partido não transferiram o tempo de TV nem o fundo partidário pertencente à sigla pela qual foram eleitos. O mesmo ocorreu quando o ex-vice presidente José Alencar e o senador Marcelo Crivella criaram o PRB. 

Os parlamentares puderam ir para a nova legenda, mas o tempo de TV era o de um partido novo, que ainda não tinha eleito nenhum deputado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou essa interpretação em 2006, a pedido do PSDB, porque favorecia os candidatos tucanos naquele ano.

Em 2007, o TSE decidiu que os mandatos obtidos nas eleições, pelo sistema proporcional (deputados estaduais, federais e vereadores), pertencem aos partidos políticos ou às coligações, e não aos candidatos eleitos. A decisão foi confirmada pelo STF em 2008, o que também beneficiou o PSDB e o DEM, que perdiam deputados para outros partidos. Logo, por coerência, o tempo de TV e o fundo partidário também deveriam pertencer ao partido e não ao candidato, o que bate com a interpretação de 2004.

Em 2012, quando Gilberto Kassab criou o PSD, o TSE e o STF mudaram sua posição, para surpresa dos meios políticos. Passaram a conceder o tempo de TV e fundo partidário ao partido de Kassab, computando os deputados que mudaram para o novo partido como se tivessem sido eleitos na eleição anterior por ele. Essa decisão, “coincidentemente”, favoreceu de novo o candidato tucano José Serra, coligado ao PSD de Kassab. A decisão foi uma afronta ao conceito de fidelidade partidária, e passou a incentivar a bandalheira da criação de novos partidos, não ideológicos, mas apenas para acomodar interesses imediatistas para a próxima eleição.

Pois bem, o Congresso Nacional, para deixar regras claras, e não ficar à mercê da interpretação de onze ministros do STF a cada eleição, conforme o interesse momentâneo dos tucanos, resolveu colocar em votação o projeto de lei que veda claramente a chamada portabilidade, ou seja, a transferência do tempo de TV e do fundo partidário de um partido para outro novo, conforme o troca-troca de bancadas após as eleições.

O projeto não proíbe criação de partido nenhum. O projeto propõe que a divisão do dinheiro do fundo partidário siga a proporção das bancadas constituídas pela vontade do eleitorado, e não pelas mudanças posteriores de parlamentares, dos partidos que os elegeram para os de novas e raramente legítimas conveniências. Assim também para a divisão do horário eleitoral pago com dinheiro público.

Resumindo: define que novos partidos tenham apenas o tempo de TV e fundo partidário mínimo de qualquer partido que nasce, da mesma forma que tiveram o PT, o Psol, o PCdoB, o PRB, etc, quando vieram à luz. Foram conquistando tempo de TV a medida que cresciam a cada eleição.

Ninguém é dono da verdade nesse debate sobre mudanças na lei para rateio do tempo de TV e do fundo partidário. É um debate que pertence à sociedade, por isso o lugar correto de ser debatido é no Congresso Nacional, e não nos tribunais.

Os partidos que perderam no voto da maioria do Parlamento, se querem virar a decisão, que tomem as ruas debater com quem deve mandar de verdade, que é o povo. Que busquem apoio popular, em vez de fazer conspirações no tapetão dos tribunais e com os colunistas de jornalões decadentes.

A pedido do PSB presidido pelo candidato Eduardo Campos, com a aliança do PSDB do também candidato Aécio Neves, Gilmar Mendes sustou a tramitação do projeto no Congresso, até que o plenário do STF dê a sua decisão a respeito.

É uma vergonha o PSB, partido do Eduardo Campos, junto com o PSDB de Aécio Neves, MD (ex-PPS), etc. em vez de ter a coragem de buscar apoio popular para o fisiologismo que defendem, vá buscar fechar o Congresso no tapetão do STF, proibindo até a tramitação de projeto de Lei.

Caso Marina Silva

Marina Silva pode se filiar a qualquer partido existente, até o início de outubro, para ser candidata em 2014. Ela foi candidata pelo PV em 2010. Resolveu fundar um partido só seu. É uma escolha política dela, com bônus e ônus. Marina quer fazer o marketing de que seu partido Rede (do Itaú?) seria uma “nova política” (Mussolini também pregou coisa semelhante ao implantar o fascismo), mas Marina quer pegar o tempo e o fundo partidário da “velha política”, em vez de trilhar o caminho de outros partidos que tiveram de disputar eleições para crescer. Cômodo, não? Que política é mais velha do que querer levar vantagem em tudo: ficar o bônus do marketing do “novo”, sem o ônus de inovar, ficando também com o “bônus” dos velhos vícios da fisiologia política?

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CANDIDATO DERROTADO DA VENEZUELA, HENRIQUE CAPRILES, TENTA POR FOGO NAS RUAS E DEIXAR O PAÍS EM GUERRA CIVIL

Capriles tenta levar no grito a eleição

Capriles tenta levar no grito a eleição

Direita venezuelana promove ataques violentos na noite desta segunda-feira.

Renata Mielli, de Caracas/ agências

Muitas manifestações marcaram esta segunda-feira em toda a Venezuela. Convocados à rua pelo candidato derrotado Henrique Capriles, seus partidários fizeram atos, passeatas e também agiram com violência, principalmente nos estados do interior do país. Em Caracas, às 20:00hs, ouviu-se um panelaço em toda a cidade.

 Durante a noite, sedes do PSUV no interior foram incendiadas, chegam notícias de ataques contra Centros de Diagnósticos Integrados que fazem parte da Missão Bairro Adentro (Saúde), escritórios do Conselho Nacional Eleitoral, prédios de emissoras de comunicação públicas e agressões contra jornalistas. Há notícias de feridos e mortos.
 
Durante o dia, o principal canal de televisão do país convocava aos venezuelanos a não reconhecerem as eleições e o “presidente ilegítimo”.
 
Os chavistas também ocuparam as ruas para comemorar a vitória de Nicolás Maduro, a sua proclamação como presidente eleito constitucionalmente e defender o resultado da eleição.
 
Maduro em seu discurso de proclamação e na coletiva de imprensa que concedeu à noite denunciou a tentativa da direita em golpear, mais uma vez, a democracia da Venezuela e disse que o governo e o povo estão preparados e sabem como se defender destas tentativas.
 
Com estas manifestações, a direita quer desestabilizar o governo e gerar fatos para serem trabalhados pela imprensa internacional, visando colocar a opinião pública contra a Venezuela. “As manifestações e atos violentos são uma forma de alimentar os meios de comunicação, porque isso é o que será a primeira página de muitos periódicos em todo o mundo, que querem transmitir a ideia de que a Venezuela vive uma situação de instabilidade”, avaliou Ignácio Ramonet em entrevista à TeleSur. (Texto Integral)
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NA GRANDE QUANTIDADE DE PROMESSAS DAS ELEIÇÕES SUBJAZ A UTOPIA DE UMA SOCIEDADE MELHOR A CADA DIA

Promesseiros, de Celso Abreu

É comum ter durante as eleições as promessas mirabolantes e também as promessas realistas. Descrentes, muitas pessoas dizem que o discurso político é só promessa e mais nada. E parte da população tem razão. Muitos políticos apenas prometem porque o seu histórico não permite ultrapassar limites impostos por uma realidade determinada. Mas os grandes políticos são aqueles que desafiam a realidade e desafiam a realidade com promessas.

É bastante fácil dizer que vai melhorar a educação, a saúde, a segurança etc, mas não é só isso que acontece durante as eleições. No pano de fundo das promessas perpassa um pequeno e frágil leito de aspirações sociais, sonhos e utopias. Nos detalhes, nas construções e debates com a população e com outros candidatos, aparecem as promessas que aparentemente parecem utópicas (no sentido de irrealistas), mas durante essas discussões são geradas alternativas e soluções para que se concretizem. É nesse subterrâneo das promessas que são geradas as utopias capazes de se transformar em realidade.

Se hoje temos uma atendimento médico ruim no sistema público, as promessas vão surgir para tentar resolver essa questão e no debate podem surgir grandes ideias que são postas em práticas. Algumas são fáceis de implantar, outras mais complicadas, mas esse teste só é possível de ser feito com os grandes políticos.

Claros que os avanços podem ter retrocessos. Mas a democracia brasileira, ainda que com seus limites, tem dado várias respostas. As eleições de dois em dois anos tornaram-se motores que impulsionam os políticos em cargos públicos. A avaliação tornou-se mais curta e competitiva.

Abaixar os juros dos bancos foi uma promessa e hoje está se tornando realidade, a sensacional ideia do renda mínima, do Brasil sem fome do Betinho, geraram várias políticas públicas sociais. A universalização da educação foi uma utopia, hoje é praticamente realizada. A queda na desigualdade foi uma utopia, e hoje tem se realizado ainda que lentamente. A melhoria da qualidade da educação está sendo perseguida e debates surgirão nas próximas eleições.

Essas mudanças romperam com tabus, discursos prontos e verdades que seriam inquestionáveis. Muita gente pode não acreditar, porque o leito corre muito lentamente para nossas necessidades prementes, mas isso tem mudado o Brasil e mostrado que sob o manto das promessas políticas subjaz  uma força utópica que morosamente insiste em se realizar.

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CANDIDATO A PREFEITO DE SP, CELSO RUSSOMANNO, TENTOU ANULAR PROJETO FICHA LIMPA RETIRANDO O PERÍODO EM QUE O POLÍTICO FICARIA INELEGÍVEL

A lista (veja abaixo) é encabeçada pelo PMDB, com 18 deputados, e pelo PP, com 16. Em seguida, vêm o PR, com seis nomes, e o PTB, com três.

Russomanno: votou contra o ficha limpa e lidera pesquisas em São Paulo

Dos 12 destaques, nove ficaram para ser analisados na próxima terça-feira (11). Dois dos três derrubados ontem afetavam profundamente a aplicação do projeto, cujo texo-base foi aprovado anteontem (4).

Primeiro, os deputados derrubaram (362 votos a 41) a possibilidade de retirar do projeto o período em que um político se tornaria inelegível por compra de votos ou abuso de poder econômico. Na visão de deputados favoráveis ao ficha limpa, como Flávio Dino (PCdoB-MA), essa manobra poderia fazer com que a matéria viesse a ser questionada futuramente em relação à sua constitucionalidade.

Afinal, uma das máximas do direito diz que toda conduta reprovável precisa ter uma pena determinada. Essa alteração foi proposta pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Depois, os parlamentares rejeitaram (377 votos a favor, dois contra e duas abstenções) a retirada da principal característica do projeto: tornar inelegível o candidato condenado por órgão colegiado judicial (tribunal de justiça estadual ou federal). Atualmente, o político só fica impedido de se candidatar quando é condenado em última instância na Justiça, ou seja, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A corte constitucional jamais condenou um político. Esse destaque foi proposto pelo líder do PTB, Jovair Arantes (GO), que não participou da votação.

veja a relação dos deputados que tentaram inviabilizar a proposta:

Tentaram retirar o período pelo qual um político se tornaria inelegível por compra de votos ou abuso de poder econômico:

Alagoas 
Joaquim Beltrão  (PMDB)

Bahia
José Rocha (PR)
Marcelo Guimarães Filho (PMDB)
Maurício Trindade (PR)
Veloso  (PMDB)

Ceará
Aníbal Gomes (PMDB)
Arnon Bezerra (PTB)
Zé Gerardo (PMDB)

Espírito Santo
Camilo Cola  (PMDB)

Maranhão
Davi Alves Silva Júnior (PR)
Waldir Maranhão  (PP)

Minas Gerais
João Magalhães  (PMDB)
Marcos Lima  (PMDB)

Mato Grosso
Eliene Lima (PP)

Mato Grosso do Sul
Antonio Cruz  (PP)

Paraná 
Chico da Princesa (PR)
Dilceu Sperafico  (PP)
Giacobo  (PR)
Nelson Meurer  (PP)
Odílio Balbinotti  (PMDB)
Ricardo Barros  (PP)

Pará
Asdrubal Bentes  (PMDB)
Gerson Peres  (PP)
Wladimir Costa  (PMDB)

Rio de Janeiro
Alexandre Santos (PMDB)
Dr. Paulo César  (PR)
Eduardo Cunha  (PMDB) – autor do destaque
Leonardo Picciani  (PMDB)
Nelson Bornier  (PMDB)
Solange Almeida  (PMDB)

Rondônia
Marinha Raupp (PMDB)

Roraima
Neudo Campos  (PP)

Rio Grande do Sul
Afonso Hamm  (PP)
Paulo Roberto Pereira (PTB)
Vilson Covatti  (PP)

São Paulo  
Aline Corrêa  (PP)      
Beto Mansur  (PP)      
Celso Russomanno  (PP)      
Paulo Maluf  (PP)      
Vadão Gomes  (PP)
     
Tocantins
Lázaro Botelho  (PP)

Votaram pela manutenção do segundo destaque da noite, que, na prática, acabava com a proposta do ficha limpa:
Beto Mansur (PP-SP)
Edinho Bez (PMDB-SC)
Abstiveram-se:
Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Leonardo Piccianni (PMDB-RJ)
Autor do destaque: Jovair Arantes (PTB-GO) – não votou (Texto integral no Congresso em Foco)

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GRANDE MÍDIA ESTÁ FELIZ COM DILMA ROUSSEFF, MAS NÃO COM LULA, QUE INSISTE EM ENFRENTÁ-LA NAS URNAS

Dilma agrada cada vez mais aos donos do poder ideológico

A grande mídia nunca esteve tão feliz com a presidenta Dilma Rousseff. Recentemente é comum verificar uma análise crítica, mas não rancorosa contra a presidenta. Até elogios surgem.

Ao afirmar que não vai participar das eleições municipais, agora mesmo é que Dilma está agradando. As chances de vitória dos partidos conservadores ficam bem maiores sem a presença de Dilma e sua aprovação popular. A pedra no sapato da mídia agora continua sendo Lula que já avisou que vai participar. Para a mídia, é preciso destruir Lula. Dilma está enquadrada.

O governo Dilma mantém a estrutura de controle político do país nas mãos dos grupos ligados aos grandes grupos de comunicação. A grande mídia parece que já se convenceu de que Dilma Rousseff ficará oito anos no governo e não será fácil retirá-la.


Dilma, por seu lado, também parece manter as estruturas de controles intactas. Veja que Dilma foca a economia e uma gestão da administração pública, que com certeza trará grandes benefícios para a população, se for bem sucedida, assim como trará grandes benefícios para os grupos que estão no poder, mantendo a desigualdade obscena da sociedade brasileira, e que gera tantos eventos criminosos e de instabilidade social.


Veja que não se ouve mais falar de Ministério da Cultura, direito autoral, avanço nos pontos de cultura, democratização da comunicação etc dentro do governo. A ministra Ana de Holanda já foi mais pop. Não há qualquer novidade nessas áreas. As áreas de comunicação e cultura são fundamentais para o avanço de longo prazo do país, o que permitiria amenizar a desigualdade social e o controle político e econômico de grupos que há séculos mantém a desigualdade reinante.

Ainda que timidamente, houve avanços no governo Lula, mas isso se tornou “imexível” no governo Dilma. Ou seja, Dilma faz um governo de médio e longo prazo na infraestrutura econômica, mas não mexe na infraestrutura política e cultural, que está profundamente arraigada nos oligopólios artísticos e de comunicação. Dilma faz o seu tapete e será reeleita, mas manterá certa incerteza para o futuro do país, permitindo que governos autoritários e golpistas possam ser aceitos por uma sociedade sem pluralidade de cultura, comunicação e informação.


O projeto tocado pelo governo Dilma Rousseff agrada à grande mídia, porque não mexe no seu curral ideológico. Na realidade,  é o projeto que a mídia gostaria que o PSDB fosse capaz de tocar, mas o partido foi incompetente para tal função. Folha, Estado, Globo e Veja (Abril) já engoliram Dilma.
Isso parece bom para o governante ter segurança e aprovação, mas traz a certeza de que o governo é um gigante de pés de barro.

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ERUNDINA NÃO ACEITA ALIANÇA COM PARTIDO DE PAULO MALUF E DESISTE DE SER CANDIDATA À VICE-PREFEITA NA CHAPA DE HADDAD

Erundina desiste de ser vice de Haddad

A campanha de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo tem sido palco de alguns conflitos políticos. Os mais recentes se referem à entrada de Paulo Maluf (PP) como aliado da candidatura petista, e à então anunciada saída da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), escolhida como vice de Haddad, por não concordar em estar na mesma chapa que Maluf.

Depois de uma série de informações sobre a saída ou permanência de Erundina na chapa, notícia publicada pela Carta Capital ontem, por volta das 18h, confirmou a saída de Erundina. Sua decisão teria sido tomada ontem após reunião, em Brasília, com integrantes da cúpula do PSB.

Como explica a notícia da Carta Capital, a entrevista que Erundina deu à Radio Brasil Atual dizendo que não deixaria a chapa de Haddad em respeito a uma decisão partidária foi dada na tarde da segunda-feira, antes, portanto, de sua entrevista ao jornal O Globo onde ela disse que não queria mais ser candidata ao lado de Haddad.  Prevaleceu, portanto, sua última declaração.

A insatisfação de Erundina com a aliança teria se agravado recentemente depois da presença de Lula na casa de Maluf e da fotografia em que o ex-presidente aparece ao lado de Haddad e de Paulo Maluf, foto que aliás foi exigência do cacique do PP e, talvez como Maluf pretendia, vem sendo amplamente explorada nas redes sociais.

Neste caso, Lula parece agir como o modelo de líder político classicamente descrito por Maquiavel. Os fins justificam os meios e a aliança com Maluf não parece ter a dimensão que buscam lhe conferir. É uma estratégia política que aumenta o horário eleitoral na TV e ganha votos de um eleitorado mais conservador. O choque entre Erundina e Maluf se deu, como já era de se esperar pelo histórico da deputada, agora fica uma outra pergunta já esboçada em notícia anterior da Carta Capital: quantos Malufs valem uma Erundina?

Veja trecho das duas últimas notícias sobre o assunto publicadas pela Carta Capital:

Quantos Malufs valem uma Erundina?
Por Redação Carta Capital

Depois de meses estagnada, a campanha de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo havia recebido uma boa notícia neste domingo 17 à noite: o candidato subia pela primeira vez nas pesquisas. As notícias, no entanto, pioraram durante esta segunda-feira 18. O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) declarou o apoio de seu partido à candidatura de Haddad pela manhã. Passadas poucas horas, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) ameaça abandonar o barco petista.

Escolhida como candidata a vice-prefeita na chapa de Haddad, Erundina afirmou que não aceita a aliança com Maluf em entrevista ao site do jornal O Globo. Na entrevista, Erundina disse que a situação é muito constrangedora. “Vou conversar com o meu partido. Meu partido tem outros nomes, não tem problema nenhum. Mas eu não aceito”. Erundina é um antigo desafeto de Maluf, com quem ela competiu pela prefeitura na eleição em que saiu vitoriosa, em 1988.

O PT e o PSB foram pegos de surpresa pela atitude de Erundina. As direções dos dois partidos dizem ter tomado conhecimento da posição dela pela imprensa e que só vão se pronunciar após se reunirem com a deputada. (Texto completo)

Erundina desiste de ser candidata a vice de Haddad em São Paulo
Por Piero Locatelli

A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), anunciada na semana passada como candidata a vice-prefeita de São Paulo na chapa de Fernando Haddad (PT), desistiu de participar da disputa segundo apurou CartaCapital. A decisão foi tomada nesta terça-feira 19 após reunião, em Brasília, entre Erundina e integrantes da cúpula do PSB. Também ficou certo que o PSB não vai mais indicar o candidato a vice na chapa de Haddad.

É possível que este cargo fique com o PCdoB, mas, de acordo com o presidente nacional da legenda, Renato Rabelo, nenhum convite oficial foi feito. “O PCdoB ainda não decidiu se vai fechar aliança com o PT nas eleições municipais, portanto não faz sentido falar em indicação de vice”. O PCdoB ainda mantém a pré-candidatura de Netinho de Paula, embora o partido continue a negociar tanto com o PT quanto com o PMDB de Gabriel Chalita.

A decisão foi tomada por Erundina depois que o PP, de seu antigo rival Paulo Maluf, confirmou apoio à candidatura de Haddad. A aliança foi anunciada com pompa na casa de Maluf, em cerimônia que contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A posição de Erundina causou polêmica na segunda-feira 18. Em entrevista publicada pelo site do jornal O Globo no início da noite de segunda, Erundina deu a entender que estava fora da campanha de Haddad pois não aceitava a aliança com Maluf. Na entrevista, a deputada disse que a situação era muito constrangedora. “Vou conversar com o meu partido. Meu partido tem outros nomes, não tem problema nenhum. Mas eu não aceito”.

Na manhã desta terça-feira, a rádio Brasil Atual publicou entrevista com Erundina na qual ela dizia uma outra coisa. Erundina lamentava a aliança com Maluf, mas dizia que a candidatura estava confirmada. “Não sou de recuar. Vou manter a decisão, porque é uma decisão partidária. Vou me empenhar e fazer o melhor que puder para dar minha contribuição, mas vou procurar demarcar campos. De um lado está o seu Maluf; de outro lado estaremos nós e os setores da sociedade que não concordam, ao meu ver, com essa aliança”, disse Erundina. (Texto completo)

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PRÉ-CANDIDATO PETISTA À PREFEITURA DE SÃO PAULO, FERNANDO HADDAD DIZ QUE MUITO TRABALHO SERÁ PRECISO PARA ROMPER A HEGEMONIA DO PSDB EM SÃO PAULO

Cara nova na disputa pela prefeitura de São Paulo

“O Brasil poderia mais, não fosse a âncora conservadora do PSDB de São Paulo. Tem uma bola de ferro no nosso pé que ainda segura muito o país”, disse o pré-candidato petista à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad em entrevista à Carta Maior.

Nome novo nas disputas eleitorais, Haddad contará com o apoio decisivo do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, além disso, uma possível derrota nas urnas não seria tão dura para ele quanto para o principal candidato do PSDB, José Serra, sendo assim, Haddad não entra na disputa pressionado pela quase obrigatoriedade de vencer.

Mas as dificuldades de Haddad são grandes. Além de habilidade política para unir o partido e os tradicionais aliados do PT em torno de sua candidatura, como dito, Haddad é um nome novo que precisa ser apresentado a um eleitorado que se acostumou, pelo menos boa parte dele, aos anos de governo do PSDB e que, como consequência disso, cultua um pensamento conservador sob diversos aspectos. Romper esse quase costume dos paulistanos será difícil, mas Haddad tem a seu lado a imagem da mudança e a chance do novo que podem, quem sabe, alterar as coisas em uma metrópole carregada de problemas.

Veja o trecho inicial de sua entrevista:

Para Haddad, PSDB é bola de ferro que prende país pelos pés
Por Maria Inês Nassif

CARTA MAIOR: O PT assimilou sua candidatura?

FERNANDO HADDAD: Acredito que sim. O processo foi muito bem conduzido e elogiado internamente. É curioso o argumento de que as prévias no PT não ocorreram por pressão. No PT, sempre teve pressão e sempre teve prévias. O Lula já perdeu prévias dentro do PT apoiando um candidato, já ganhou, ele próprio já enfrentou prévias. Isso é da cultura do partido. Óbvio que todo mundo sabe que isso tem consequências, mas ninguém abdica de disputar prévias quando entende ser o caso. A verdade é que, no final do processo, nós contávamos com o apoio da maioria dos militantes. Colhemos mais de 20 mil assinaturas para inscrição, quando eram necessária apenas 3 mil. Nós tínhamos o apoio de 7 dos 11 vereadores. O processo estava muito avançado.

CARTA MAIOR: O maior desconforto foi o namoro com o prefeito Gilberto Kassab?

HADDAD: Não chegou a ser namoro porque sequer houve uma aproximação formal. O que houve foram duas ou três conversas com dirigentes do PSD sobre uma remota possibilidade de o partido me apoiar – o que ocorreria se, e somente se, o [José] Serra [PSDB] não saísse e o PSDB se recusasse a apoiar o Afif, que era um cenário pouco provável. Eu sempre disse, desde que o assunto ganhou os jornais, que nós éramos a terceira prioridade do prefeito, que antes vinham o Serra e o Afif, e que a nossa prioridade é outra, são os partidos da base aliada do governo Dilma. Sempre ficou claro que ele [Kassab] iria caminhar para um lado e nós iríamos caminhar por outro.

CARTA MAIOR: O PT valorizava essa possibilidade, numa estratégia de romper a hegemonia do PSDB junto à classe média conservadora paulistana?

HADDAD: O interesse no PSD, ao meu ver, tem muito mais a ver com a filiação do [Henrique] Meirelles [ex-presidente do Banco Central], que foi ministro do governo Lula por oito anos. O presidente [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] considerou que essa seria uma chapa interessante, complementar. Desde a vitória de 2002, quando compôs a chapa com José de Alencar [empresário e então filiado ao PL], isso sempre contou nas reflexões de Lula sobre a composição de chapa. Ele entendia que o Meirelles tinha um perfil muito interessante. Se Meirelles tivesse se filiado ao PMDB, Lula também iria atrás de uma composição. Nas conversas que tive com o presidente, a hipótese de ter uma chapa com dois ministros de seu governo o agradava.

CARTA MAIOR: O Lula, então, não forçou a barra para uma aliança com o PSD?

HADDAD: Não, de forma alguma. Ele até recomendou cautela, com medo de que isso não fosse compreendido.

CARTA MAIOR: E o apoio dos pré-candidatos do PT que desistiram da prévia?

HADDAD: Acho que é muito importante o partido estar coeso em torno da campanha e nós todos em campo – o presidente Lula, Marta e todos do partido. Mas eu não reduziria a questão a isso. Há um conjunto de problemas a serem enfrentados. Nós fomos muito prejudicados pela questão da TV e praticamente não teremos inserção no primeiro semestre. Todos os outros partidos terão. Isso traz um prejuízo enorme para um estreante, que nunca disputou uma eleição, nunca teve programa de televisão. Nós temos que lidar com isso. (Texto completo)

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QUEM É CELSO RUSSOMANNO? ÚLTIMA PESQUISA DATAFOLHA NÃO ESCLARECE QUEM LIDERA AS ELEIÇÕES EM SÃO PAULO

Quem é ele?

Em texto publicado no Observatório da Imprensa, Ricardo Kotscho mostra como recente notícia publicada pelo jornal Folha de S.Paulo com os resultados da última pesquisa Datafolha para as eleições municipais de São Paulo, lança uma névoa nem um pouco desinteressada sobre os rumos da disputa para decidir quem comandará a maior cidade do país.

O título da matéria “Disputa pela prefeitura segue estável” já não diz muita coisa e o dizer não dizendo se repete ao longo de toda notícia, como diz o texto de Kotscho. Até certo ponto do texto, o leitor sequer é informado sobre quem lidera a pesquisa e o principal assunto, por incrível que pareça, é um não-candidato.

Coisas possíveis apenas no jornalismo brasileiro que inverte todos os elementares principios da notícia e acha que o leitor tem direito a tudo, menos à informação. A notícia não traz sequer gráficos mostrando os resultados em diferentes cenários.

O oficial não candidato José Serra, que apresenta um dos maiores índices de rejeição na maior cidade do país, é tratado como um ainda possível candidato, sendo que ele mesmo já declarou que não vai disputar as eleições municipais.

Já o tal Celso Rossomanno, que é o líder das pesquisas de intenção de voto desde dezembro e, portanto, até agora um dos principais protagonistas do fato, aparece meio não querendo aparecer no texto da notícia e o jornal não se dá sequer ao trabalho de esclarecer ao leitor quem é Celso Russomano. Kotscho faz isso no fim de seu texto, cujo trecho segue abaixo:

Por que Datafolha esconde líder da pesquisa em SP?
Por Ricardo Kotscho

Reproduzido do blog do autor, 30/1/2012; título original “Por que Datafolha esconde líder da pesquisa em SP?”, intertítulos do OI

Há modos e modos de se divulgar os resultados de uma pesquisa. Cada um escolhe a que mais lhe convém. Como nas decisões judiciais, convencionou-se dizer que critérios editorias não se discutem, em nome do direito sagrado da liberdade de imprensa.

Tudo bem, mas também não é preciso exagerar nem achar que ninguém vai perceber a manipulação.
p>“Disputa pela prefeitura segue estável, diz Datafolha”, informa o título da matéria publicada pela Folha de S.Paulo no domingo (29/1). O subtítulo acrescenta: “Maioria dos paulistanos desconhece os principais nomes à sucessão municipal”.

O principal destaque do texto é sobre um não candidato: Serra é o tucano mais bem posicionado, mas possui rejeição alta e tem dito a partido que não é candidato.

E daí? Até este ponto, o leitor ainda não foi informado quem é o líder na pesquisa sobre a disputa eleitoral na maior cidade do país. Este detalhe só vai aparecer no terceiro parágrafo da matéria assinada por Uirá Machado de uma forma bem enigmática:

“Um dos que apresentam melhor desempenho continua sendo Celso Russomanno (PRB), que oscila de 17% a 21 % e lidera quatro dos cinco cenários pesquisados”.

Sujeito oculto

Quais são estes cenários? Os leitores da Folha não têm o direito de saber? Deve ter sido a primeira vez, desde a criação do instituto, em 1983, que o jornal publica uma pesquisa sobre intenções de voto sem nenhum gráfico mostrando os resultados nos diferentes cenários possíveis. (Texto completo)

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Documentos sobre um suposto esquema de caixa dois nas eleições de 2002, cuja autenticidade está sob investigação da Polícia Federal, mostra uma farra com o dinheiro público de Furnas. O PSDB teria ficado com quase 70% do dinheiro.

Confira nos gráficos abaixo.

PARA FIDEL CASTRO, UM ROBÔ SERIA O MELHOR CANDIDATO PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES AMERICANAS

Novo candidato à corrida presidencial americana

Para Fidel Castro, as próximas eleições americanas, que ocorrem no final de 2012, não contam com nenhum presidenciável capaz de evitar uma guerra que acabe com a espécie humana, por isso, a melhor alternativa seria um candidato robô. Se o atual presidente Barack Obama distanciou-se dos ideais de Martin Luther King, um líder republicano na Casa Branca seria muito pior, segundo as análises de Fidel em sua coluna Reflexión, publicada no jornal Granma.

E, para Fidel, o robô seria muito bem votado pelos negros, imigrantes latinos e pela classe média empobrecida com a irresponsabilidade do liberalismo americano. Com Obama cada vez mais enfraquecido no cenário político, um robô, pelo menos, evitaria que o conservadorismo chegasse ao poder no império capitalista ocidental e a tragédia seria menor. A ideia até que é boa!

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

Fidel Castro: Um robô é o melhor candidato
Por Redação Carta Capital/Internacional

Para o ex-presidente cubano Fidel Castro, um robô seria o melhor candidato para ocupar a Casa Branca nos próximos quatro anos. Segundo o líder, as próximas eleições americanas, que devem ocorrer no final de 2012, não contam com presidenciáveis capazes de evitar uma guerra que acabe com a espécie humana.

Não é óbvio que o pior de tudo é a ausência na Casa Branca de um robô capaz de governar os Estados Unidos e impedir uma guerra que acabe com nossa espécie?”, indaga ele, em sua coluna Reflexión, publicada no jornal Granma.

Enquanto o atual presidente Barack Obama se distanciou dos sonhos de Martin Luther King, líder do movimento negro nos EUA na década de 70, para Castro, os possíveis candidatos republicanos e líderes do Tea Party carregam mais “armas nucleares em suas costas do que ideas de paz em suas cabeças”.

O líder afirmou estar seguro de que 90% da população americana, composta por negros, imigrantes latinos e pela classe média empobrecida com a recente crise internacional votaria no robô. (Texto completo)

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Boni confessa o jogo sujo. Veja vídeo abaixo.

Depois das eleições

O telespectador, segundo a Globo

Segundo Boni, após ser procurado pela assessoria de Collor, o superintendente executivo da Globo, Miguel Pires Gonçalves, pediu que ele palpitasse no evento.

“Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade”, contou. “Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma ‘glicerinazinha’ e colocamos as pastas todas que estavam ali com supostas denúncias contra o Lula – mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco”. (texto completo no AdNews)

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LEI DA FICHA LIMPA É MAIS UM SINTOMA DA INEFICIÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO

De olho na varredura...

A Lei da Ficha Limpa só terá validade a partir das próximas eleições, marcadas para 2012 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, segundo a ONG Tranasparência Brasil, a decisão não deve ser vista como um retrocesso. Adiar a validade da Lei não é o pior, segundo a organização, e sim o fato da Lei não ter tido validade de fato nas eleições do ano passado. Portanto, diante de um mal maior que já está feito, a validade para 2012 não é o fim do mundo, como disse o diretor executivo da ONG, Claudio Abramo em entrevista à Agência Brasil.

No entanto, o mais interessante da análise de Abramo diz respeito a ele ter reconhecido que a Lei da Ficha Limpa só existe em razão da ineficiência do Poder Judiciário. Assim como ela, outras tantas leis específicas, como a Lei Maria da Penha por exemplo, também só existem porque o Poder Judiciário é ineficiente, conservador e aparelhado. Diante dessa triste realidade, leis como a Ficha Limpa são válidas e tornam-se até uma necessidade desde que se cumpram de fato, como tem acontecido com a Lei Maria da Penha.

A Lei da Ficha Limpa é peça fundamental para que a presença de políticos interesseiros e pouco interessados não continue roubando a cena na política nacional, já bastante movimentada por si só.

Veja trecho de texto publicado pela Agência Brasil:

Para Transparência Brasil, Lei da Ficha Limpa só existe porque o Judiciário funciona mal
Flávia Albuquerque

São Paulo – A decisão do Supremo Tribunal Federal de validar a Lei da Ficha Limpa apenas a partir das próximas eleições, marcadas para 2012, não deve ser vista como um retrocesso. Para a organização não governamental (ONG) Transparência Brasil, o mal maior já foi feito: não resolver a questão na época das eleições no ano passado, dando insegurança jurídica ao resultado do pleito. A avaliação é do diretor executivo da ONG, jornalista Claudio Abramo, em entrevista à Agência Brasil.

“A decisão de aplicar a lei apenas em 2012 não significa o fim do mundo. Não há grande problema quanto a isso. O problema ocorreu antes, com o Supremo incapaz de resolver um problema que poderia ter resolvido”. (Texto Completo)

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REFORMA POLÍTICA: VOTO PROPORCIONAL HOJE EM VIGOR É O MELHOR SISTEMA DE VOTAÇÃO PARA O BRASIL

Mudança no voto proporcional pode fazer exceção (Tiririca) virar regra

O voto proporcional existente hoje no Brasil é o melhor sistema de votação, mais justo e equilibrado. Qualquer mudança nas regras do eleitorais – que por sinal ajudaram a mudar a cara do Brasil nos últimos anos – será a serviço de interesses contrários à democracia e à população brasileira.

No voto proporcional para deputado, o eleitor vota ao mesmo tempo no candidato (numa pessoa) e também no partido (instituição). Isso é importantíssimo para a democracia porque valoriza o partido político, que é uma instituição fundamental e republicana.

Assim, o partido político que recebeu mais votos terá o maior número de candidatos. Isso respeita a vontade da maioria dos eleitores. Se 20% da população de São Paulo votou no Partido X, o partido X tem direito a 20% dos candidatos eleitos.

Mas não só isso, o voto proporcional é equilibrado porque também valoriza o candidato pelas suas qualidades como político. Ele permite que o eleitor escolha não apenas o partido, mas um candidato específico, que ele mais se identifica, dentro de determinado partido. Assim, o bom político tem a chance de ser reconhecido pelo seu trabalho e receber votos por isso.

No voto proporcional, os candidatos aventureiros e famosos, conhecidos como puxadores de voto, como foram os casos de Enéas do Prona, Romário (PSB) e do palhaço Tiririca (PR) têm um efeito menor sobre a política. Isso porque parte do seu voto vai para o partido, reforçando o partido como instituição importante na democracia. Esses são casos isolados que não prejudicam em nada o sistema eleitoral. Pelo contrário, representam também uma vontade popular, que precisa ser reconhecida e aceita.

Problema muito maior seria se tivéssemos, como querem representantes da grande mídia, o distritão com voto majoritário. Nesse caso, somente os deputados mais votados em cada estado brasileiro seriam eleitos. Assim, poderíamos eleger, no caso de São Paulo, 70 tiriricas (ou seja, 70 deputados que não têm ligação partidária ou história política, mas são famosos, engraçados, etc). O que significaria isso? Significaria a destruição do partido político em nome do personalismo carismático. Nesse caso, deputados como o falecido Enéas, Romário ou Tiririca ganham uma força ainda maior porque se elegem desvinculados do partido político. Os votos no partido são jogados no lixo.  Que bela democracia!

Uma outra proposta, a lista fechada, em que o eleitor vota apenas no partido e não no candidato, é pior ainda. É uma proposta que reforça o partido político, mas tem um efeito colateral horroroso. O eleitor não sabe em quem está votando e os caciques políticos acabam por criar uma casta partidária. Seria a democracia dos caciques políticos, ou seja, se elege apenas aqueles que controlam o partido político. O deputado que fez um bom trabalho em seu mandato pode ficar de fora se não tiver força dentro do partido. Nesse caso, a eleição fica mais desestimulante porque são sempre os mesmos os eleitos.

Por isso, mudar o sistema eleitoral hoje neste aspecto, parece mais um golpe contra a democracia brasileira. Em vez de melhorar, piora.

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O PALHAÇO TIRIRICA É DIPLOMADO E ELEIÇÃO MOSTROU QUE MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO FEZ UMA PALHAÇADA

O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, foi diplomado na manhã desta sexta-feira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Slogan deu certo: "vote Tiririca, pior do que está não fica"

O palhaço Tiririca, como é conhecido, acabou por levar o Ministério Público de São Paulo a fazer uma palhaçada. Com tantos casos de corrupção no estado governado há 16 anos pelo PSDB, o MP resolveu entrar com ação contra uma pessoa que foi prejudicada pela própria omissão do Estado brasileiro.

É evidente que não se pode culpar uma criança por não ir à escola. E se Tiririca fosse analfabeto, a culpa não seria dele, mas do Estado que foi incapaz de proporcionar educação a seu povo, como prevê a Constituição.

O possível semi-analfabetismo de Tiririca é uma ilegalidade do Estado por não ter dado às crianças acesso à educação. O Ministério Público deveria entrar com uma ação contra o Estado brasileiro que não foi capaz de dar letramento a todos os brasileiros. Punir um indivíduo que sofreu omissão do Estado na infância é uma verdadeira palhaçada, se não fosse uma crueldade.

Tiririca nem de longe é um ideal de deputado. Acho que não vai fazer grande coisa como deputado. Mas isso não impede de ser legitimamente eleito por parte da população brasileira.  É preciso respeitar a vontade popular. Tiririca recebeu 1,3 milhão de votos, mostrou que o país precisa investir em educação e que falta serviço no Ministério Público de São Paulo.

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ALTERCOM DIZ QUE MÍDIA FAZ UMA CAMPANHA ARDILOSA COM BASE NOS ARQUIVOS DA DITADURA PARA ATINGIR DILMA

Nem Dilma esperava por um terceiro turno

A velha mídia não desiste. Ao ver que sua estratégia para levar ao segundo turno as eleições desse ano deu certo, o oligopólio midiático conservador brasileiro agora parece estar fazendo campanha para um terceiro turno. A estratégia usada para tal feito já vem sendo colocada em prática e se baseia, principalmente, em desestabilizar a candidata eleita Dilma Rousseff, colocando em cheque a sua credibilidade e caráter enquanto cidadã brasileira.

Para tanto, a velha mídia vem transformando cada fato em uma tempestade, cada problema localizado em uma infecção generalizada, haja vista caso recente envolvendo o ENEM, e baseando-se em arquivos da ditadura militar para impor uma biografia de Dilma que não pode ser tida como a mais crua realidade.

Ao expor os arquivos da ditadura militar que tomam Dilma como terrorista e assaltante de bancos, encarando-os como prova credível da verdade dos fatos, a velha mídia não faz outra coisa que não seja legitimar o discurso autoritário e mesquinho de um dos períodos mais negros da história brasileira. Legitimando esse discurso, ela se aproxima dele e se faz ela também autoritária, leviana e totalmente alheia ao real interesse público.

Em uma espécie de reedição da tortura sofrida por Dilma Rousseff durante os anos de chumbo, a velha mídia brasileira apenas contribui para trazer ainda mais à tona a verdade escura e nefasta de um país governado por homens que torturaram uma menina de apenas 19 anos por dias seguidos, e repetiram o mesmo procedimento em milhares de outras pessoas.

Não se trata de redimir Dilma de qualquer erro que todos estão sujeitos a cometer ao longo da vida, trata-se de fazer justiça com a própria história e circunstância dos fatos. Nenhum veículo em sã consciência tomaria como prova irrefutável da verdade informações reveladas sob intensa e contínua tortura. Esta constitui uma situação de exceção em que o indivíduo é submetido ao nível mais degradante da condição humana por outro indivíduo.

Usar deste tipo de argumento e situação para atingir a candidata eleita não se justifica de forma alguma e apenas mostra em que bases se sustentam as opiniões e alegações da velha mídia. Ao fazê-lo a mídia conservadora e distante do real exercício da informação além de desrespeitar a história e a memória de muitas pessoas que sofreram as consequências do autoritarismo e cerceamento de todas as liberdades coletivas e individuais, iguala-se aos antigos torturadores, escondendo-se sob o manto da liberdade de expressão enquanto na verdade torturam a opinião pública.

Veja texto publicado no site da AlterCOM (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação):

“Mídia tortura Dilma mais uma vez”, diz Altercom
A Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação (Altercom) reunida nesta sexta-feira (19), em São Paulo, além de tratar de interesses da entidade, decidiu divulgar uma nota oficial criticando a campanha ardilosa da grande mídia comercial em torno dos arquivos da ditadura militar sobre a presidente eleita Dilma Rousseff. A nota afirma:

“MAIS UMA VEZ, A MÍDIA HEGEMÔNICA TORTURA DILMA”

Passados 19 dias desde a vitória de Dilma Rousseff sobre Serra, por uma vantagem de 12 milhões de votos, a oposição e seu dispositivo midiático não recolheram as garras um só minuto.

Cinco dias após o revés nas urnas, o candidato derrotado estava em Biarritz levando um ‘por que no te callas’, em resposta a tentativa de armar o palanque da oposição em território francês.

O jornalismo que lhe dá apoio irrestrito não deixa por menos e cumpre escancaradamente uma agenda de terceiro turno. Dia sim, dia não, uma crise produzida e maquiada ganha as manchetes da mídia conservadora numa escalada ao mesmo tempo sôfrega e frívola.

Não escapa ao observador mais criterioso que os temas são apenas um ornamento do estandarte antecipadamente empunhado. A intenção, clara, é minar a autoridade da Presidente eleita antes mesmo de sua posse.

Agora, o dispositivo midiático da oposição reedita o “pau-de-arara” e empenha-se em dar legitimidade ‘jornalística’ a um relatório produzido pela ditadura militar sobre a militância revolucionária de Dilma Rousseff nos anos 70.

O que se promove nessa espiral é a reprodução simbólica das sessões de tortura perpetradas durante 22 dias seguidos contra uma jovem de 19 anos pelo regime de fato.

É aberrante do ponto de vista do fazer jornalístico emprestar credibilidade ao que foi transcrito por um Estado terrorista, concedendo força de prova ao que uma mulher declarou sob tortura.

Ademais, é um agravo à ética jornalística que uma mídia comercial ainda atue como aliada do extinto regime ditatorial, ao tomar seus documentos como válidos e legais. (Texto Completo)

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ESPECIALISTAS AFIRMAM QUE A INTERNET E NÃO A IMPRENSA FOI A RESPONSÁVEL PELO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES

Internet na tela da urna!

Que a velha mídia já não anda mais em terreno firme e confortável, já deu pra perceber. O mundo mudou, as coisas mudaram. Hoje, com a internet nos computadores e nos celulares a informação anda quase na velocidade da luz, há espaço para expressar diversas opiniões, construir outras, interferir na realidade social, política e cultural.

A internet não pode ser controlada, não depende do governo, de concessão, deste ou daquele partido. A internet é livre e múltipla, guarda o bom e o ruim em uma mesma plataforma e é bom que seja assim.
Com todo esse poder e liberdade, a internet foi considerada por muitos especialistas como a principal responsável por ditar os rumos nas eleições 2010, uma das mais movimentadas por fofocas e invenções, levando a disputa para o segundo turno.

Eles ainda dizem que o papel da internet foi subestimado pela imprensa tradicional que continuou fazendo seu jogo partidário e mesquinho como se nada de mais fosse acontecer. De fato, não se pode negar o poder da velha mídia brasileira e o ‘empurrãozinho’ dado por ela em direção ao segundo turno. No entanto, é incrível perceber que o poder da mídia vem sendo construído há décadas, enquanto o poder da internet além de recente vem crescendo a passos largos.

Os caminhos já mudaram! A mídia pode até influenciar, ainda, a opinião pública. Mas, até os especialistas confirmam, ela já não o faz sozinha!

Veja texto sobre o assunto publicado no Observatório do Direito à Comunicação:

Papel da internet nas eleições foi subestimado pela mídia
Por Lia Segre

Especialistas em internet que estiveram à frente das campanhas presidenciais mais votadas acreditam que a internet foi essencial para o desenrolar das eleições. Sem ela não teria acontecido segundo turno, acredita Caio Túlio Costa, jornalista, consultor de novas mídias e coordenador de campanha de Marina Silva (PV). A internet possibilitou a criação de novo polo formador de opinião, Marcelo Branco, ativista pela liberdade do conhecimento – como se define – e coordenador da campanha de Dilma Roussef (PT) nas mídias sociais. “Pela primeira vez temos um terceiro bloco formador de opinião. Os blocos tradicionais sempre foram os partidos e candidatos, e do outro lado a imprensa. Eles formavam a impressão do leitor”, contou no 4º Seminário Internacional de Jornalismo Online (MediaOn), que aconteceu dias 9, 10 e 11 na capital paulista. Também participou da mesa a coordenadora da campanha online de José Serra (PSDB), ex-vereadora da cidade Soninha Francine.

Caio Túlio acredita que foi a internet que fez Marina Silva atingir 20 milhões de votos – algo que apontou como inédito no país em se tratando de um 3º colocado no pleito. Inicialmente com um desconhecimento de 60% por parte dos eleitores e com apenas 1 min e 23 s na TV contra 12 min de Dilma e 9 min de Serra, montaram estratégia eficiente na internet, com uso intenso de redes sociais dividida em 12 frentes como Blog, Twitter, sistema de arrecadação online entre outros. Esse trabalho levaou a condidatura a arrecadar 170 mil reais, doados por 2 mil pessoas, em 58 dos 242 dias que duraram sua campanha na internet. Caio segmentou os eleitores por rede social: “no Orkut a gente falava com os evangélicos, Facebook falávamos com classe média intelecutalizada, no twitter falamos com vanguarda da internet”. (Texto Completo)

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Isso parece sério:

Agora muito cuidado. É um poço de insalubridade numa grande rede de televisão no Brasil.  Comentarista diz que a culpa dos acidentes é do Lula, porque agora pobre, “que não gosta da mulher”, tem carro. Isso parece piada:

Vi no Conversa Afiada

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A candidata que a oposição subestimou. E já diria Maquiavel "nunca subestime um inimigo, assegure-se contra ele".

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Rodrigo RP

Não sejamos ingênuos. Houve baixaria de ambos os lados, o grande problema sendo a típica arrogância tucana; Serra perdeu uma eleição por conta da arrogância e da incompetência de seu publicitário, do que não sofreu o PT – alguém consegue explicar o que foi a última propaganda de Serra, com dançarinos?

Mas a eleição passou e torço pelo melhor. Não votei e nem votaria em Dilma, ao mesmo tempo em que teria profundo pesar em ter de votar em Serra, o que, para uns não seria, mas para mim, espero, seria o menos pior – meu título ainda é de SP e optei por justificar -, mas espero que ela saiba usar bem essa hegemonia que detém no Congresso; que a use para a tão sonhada reforma política.

Que saiba reformular o bolsa família, pois, aqui no NE, a cada dia, muitos optam pelo ócio – a babá contratada por minha amiga, já optou por ficar em casa, em vez de precisar acordar cedo. Que não queira criar currais eleitorais, mediante pagamento.
Que não se envolva com o pior da América Latina e de outros continentes, nem faça doação do patrimônio nacional.

Que saiba conversar com os demais partidos, respeitando-os, ao mesmo tempo que exija respeito.
Que abandone figuras em nada emblemáticas, que trouxe para junto de si, durante a eleição.
Que não continue a negar a origem do avanço da economia nacional. Que seja crítica, mas coerente.
Que reveja esse modelo de exploração do pré-sal, para não “privatizar” a riqueza nacional – o que criticou durante a campanha.

Que resgate o que o PT um dia quis ser, ou ao menos se propôs a sê-lo – à época, eu acreditei.
E, por fim, que invista pesadamente na educação, o que nenhum governo, verdadeiramente, fez até hoje.
Sucesso a Dilma e, consequentemente, ao Brasil.

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A Dilma Rousseff mal pode comemorar a vitória e o bloco conservador da velha mídia (Globo, Veja, Estadão e Folha) já tenta envenenar o PMDB.

As análises dos colonistas (falam fino com os EUA e grosso com o Paraguai) agora são de que o governo Dilma já está deixando o PMDB de lado ou que o PMDB ganhou e tem que levar, tem que governar. É essa a linha de raciocínio dos derrotados.

Aliás, o núcleo duro da velha mídia, marcado por esses quatro grupos, são os grandes derrotados com a vitória de Dilma Rousseff. José Serra é um político, sujeito a ganhar ou perder, faz parte da política, da vida do político. Mas quando uma empresa perde, um grupo econômico perde, a derrota é muito mais sentida, porque mostra que o país mudou e seu peso político não é como foi um dia.

Essa foi a grande ira da mídia contra o presidente Lula. Esses grupos econômicos foram massacrados pelo presidente que não caiu na armadilha esquizofrênica por eles montada. A armadilha esquizofrênica da mídia é exigir que o político (Lula) não participe do jogo político para que ela (mídia-apolítica) atuasse como partido e definisse as eleições.

A vitória de Dilma Rousseff é realmente um fato inusitado. A melhor manchete foi do Diário de Natal, pelo significado múltiplo, remetendo não só a questão da mulher, mas também ao presidente Lula. Mas não é só isso.

A vitória de Dilma não é um fato inusitado somente por ser a primeira mulher, mas sim por representar uma derrota, ou consolidar uma derrota, de setores da sociedade acostumados a ganhar durante todo o século 20, do suicídio de Getúlio Vargas ao Collor de Mello, passando em grande estilo pelo Golpe de 64.

Pela primeira vez, as forças políticas que sustentaram durante um século a construção do país mais desigual do mundo, um país de ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres, perdeu. Isso não significa que Dilma representa o socialismo, a igualdade, mas um novo caminho democrático, uma democracia com o povo decidindo o seu próprio caminho, com possibilidade real de o governo melhorar as condições de vida da população.

A vitória de Dilma é inédita porque pela primeira vez não se elegeu um líder marcado pelo personalismo e por uma história de vida, como foram de certa forma as eleições de todos os presidentes e de Lula, mas de um projeto político. A população votou em um projeto político e não em uma liderança carismática.

Nesse sentido, apesar de José Serra ter transformado a eleição na mais suja, baixa e hipócrita da história recente do país (Collor é amador perto de Serra e Índio da Costa), foi a eleição em que a população elegeu um projeto político e não um líder. Esse foi o voto que Serra perseguiu o tempo todo, o voto em um líder, em um salvador, em prometedor, mas foi derrotado. Viva o povo brasileiro!

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As urnas já disseram! Viva o Brasil!

Da Agência Educação Política

No dia pós eleições 2010, com saldos de baixarias tucanas, entre bolinhas de papel, rolos de fita crepe, tentativas de golpe e manipulação aberta da opinião pública, decidimos reservar um espaço aqui no Educação Política onde a economista portuguesa Maria da Conceição Tavares, grande conselheira do PT e uma das principais formadoras de Lula, mostra por que o presidente tornou-se um grande líder político e gênio do povo, capaz de governar, ser ouvido e entendido pelo corpo da nação como nenhum outro presidente da história política brasileira jamais conseguiu.

Lula tornou-se um líder entre os mais ricos e entre os mais pobres. Fez o país crescer e distribuir renda, fez um país de inclusão social, fez um país para todos, fez sua sucessora. Plantou no coração da nação a semente de sua marca, o tom da sua continuidade.

Lula é líder sem ser autoritário, sem precisar dizer aquilo que os outros devem pensar, pois antes que ele diga, o povo já diz por ele. É uma espécie de exceção na história, um desafio a líderes que para serem vistos como tais precisaram controlar, fazer sangrar e sofrer a milhares de seres humanos.

É dono dos mais altos índices de popularidade da história sem precisar cercear a liberdade, sem precisar alienar corações e mentes. Ao contrário, Lula gosta de liberdade, é um apaixonado por ela, é livre e voa alto, como a mais misteriosa das aves! Que Dilma possa seguir os seus passos, inspirar-se em seu voo e abrir ela também as asas em direção a um belo futuro, que seja igual e livre, sem achar que isso seja sonhar demais!

“Lula é um gênio do povo”
Carta Capital
Por Alexandra Lucas Coelho

Amiga de Dilma e Serra, a economista portuguesa Maria da Conceição Tavares, figura nacional no Brasil, vota Dilma. E explica porque acha que Lula é um líder sem par

Maria da Conceição Tavares é daquelas figuras “maiores que a vida”. Aos 80 anos, a fumar ininterruptamente na sua casa do bairro carioca Cosme Velho, tem algo de Indira Gandhi ou Churchill. Voz e riso de trovão, olhar agudo, resposta incisiva. Respeitada em todo o espectro político como economista e pensadora, é uma das grandes conselheiras do PT. Nunca quis ser ministra porque diz tudo o que pensa.

Portuguesa, nascida em Anadia, crescida em Lisboa, filha de um anarquista que alojava refugiados da Guerra Civil de Espanha, veio casada e grávida para o Brasil, aos 21 anos, por causa de Salazar. Desde então, ao longo de 60 anos, formou gerações de economistas e líderes políticos, incluindo Lula.

A senhora deve ser a única pessoa no Brasil que consegue juntar no aniversário dos seus 80 anos….

Os dois candidatos à presidência da República! [ri-se]

… Dilma Rousseff e José Serra.

Mas o clima estava muito bom. Eles nunca se trataram mal, nem nada. Eram pessoas civilizadas, que se tratavam bem. A campanha é que despertou essa trapalhada. A noite [do aniversário, 24 de Abril] correu perfeita. Nem se discutiu política. Foi uma festa.

Eles sempre tiveram boa relação?

Não que sejam amigos pessoais, como eu sou amiga dos dois. Mas sempre tiveram boa relação. O Serra era um sujeito civilizado. Não sei o que deu na cabeça dele agora.

Conhece-o muito bem…

Desde 1968.

… se tivesse de explicar quem é José Serra, o que diria?

Um bom economista. Ambos éramos do PMDB, a frente democrática contra a ditadura. E ele saiu para fundar, com o [Mário] Covas e o Fernando Henrique [Cardoso], o PSDB, uma espécie de ala esquerda. Muita gente não acompanhou isso. Eu, por exemplo, não fui porque não faço muita fé no Fernando Henrique, que sempre foi meio dúbio, trapalhão. O Covas é que era o homem importante. Morreu. E aí… A partir do momento em que Fernando Henrique foi para o poder, o Serra manteve a posição dele como economista contra a política neoliberal. (Texto Completo)

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