Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: PESQUISA

Pesquisadora desvenda o ‘ódiojornalismo’ nos textos da Veja e de Arnaldo Jabor

A Pesquisadora Ivana Bentes (foto), que é professora da linha de pesquisa Tecnologias da Comunicação e Estéticas do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desvenda um novo  (Continue lendo…)

Anúncios

Pesquisa da UFMG mostra que 90% dos municípios aprovam o programa “Mais Médicos”

Uma pesquisa da Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado (EPSM), que integra o Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (NESCON – FM/UFMG),( Continue lendo…)

Sem solução! Pesquisa mostra que brasileiro também está insatisfeito com saúde privada

Condição de mulher excluída está no centro da literatura de Carolina de Jesus

HILARIANTE: DATENA TOMA INVERTIDA DA POPULAÇÃO COM SEU JORNALISMO DEPRIMENTE

BRASIL CAMINHA PARA A DEMOCRACIA DE PARTIDO ÚNICO, ÚNICO QUE A POPULAÇÃO RECONHECE COMO GOVERNO, DE FATO

Basta ver esse quadro abaixo para entender porque dizem que o PT iria controlar tudo, que esse era um perigo e que o mensalão foi uma aposta para evitar esse controle do PT.  A população parecer ver o PT como o único partido que, de fato, governa. Os índices mostram que a democracia doeu para as elites acostumadas a golpes de estado.

O mais importante desse quadro não são os índices do PT, mas os do PSDB. Isso é que é problemático. Se o PSDB não melhorar, se a oposição não melhorar, o discurso golpista vai ficar assombrando.

A herança de FHC

Enquanto não surgir coisa mais avançada, as pesquisas de opinião continuarão a ser a melhor maneira de saber o que pensa a população a respeito das questões coletivas.
Sem elas, ficamos com o que acha cada individuo ou dizem os grupos mais organizados e loquazes. Os sentimentos e atitudes da maioria permanecem ignorados. É como se não existissem.
Mas as pesquisas estão aí, permitindo que compreendamos os juízos e as expectativas dos que não se expressam, não mandam cartas ou postam comentários na internet. Há outras formas de fazê-lo, mas nenhuma mais confiável.
Realizá-las não é extravagância ou privilégio. Sequer custam tanto que um partido político poderoso, como, por exemplo, o PSDB, não possa encomendar as suas. Ou que um jornal fique pobre se tiver que contratar alguma.
Por que, então, as oposições brasileiras as usam tão parcimoniosamente? Por que, se é simples conhecê-la, os partidos e a mídia oposicionista desconsideram a opinião pública?
Tome-se a velha ideia de que as três derrotas sucessivas dos tucanos para o PT teriam sido causadas pela insuficiente defesa da “herança de Fernando Henrique”. Sabe-se lá o porquê, é uma hipótese que volta e meia reaparece, como se fosse uma espécie de verdade profunda e houvesse evidências que a sustentassem.
Nas últimas semanas, ela retornou ao primeiríssimo plano. Em seu discurso inaugural como presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) disse que seu partido se equivocou ao não valorizar o “legado” das duas administrações de FHC. Em suas palavras: “Erramos por não ter defendido, juntos, todo o partido, com vigor e convicção, a grande obra realizada pelo PSDB”.
Salvo uma ou outra manifestação de cautela, a mídia conservadora aplaudiu o pronunciamento. Os “grandes jornais” gostaram de Aécio ter assumido uma tese com a qual sempre concordaram. Faltava-lhes um paladino e o mineiro se ofereceu para o posto.
E as pessoas comuns, o que pensam desse “legado”?
Em pesquisa recente de âmbito nacional, a Vox Populi tratou do assunto. Ao invés de subscrever (ou atacar) a tese, apenas identificou o que a população pensa a respeito.
Os entrevistados foram solicitados a avaliar quinze áreas de atuação do governo Dilma. Depois, a comparar o desempenho de cada uma nos governos dela e de Lula com o que apresentavam quando Fernando Henrique era presidente.
As avaliações de todas as políticas nos governos petistas são superiores. Em nenhuma se poderia dizer que, para a população, as coisas estavam melhores no período tucano.
Consideremos algumas: na geração de empregos, 7% dos entrevistados disseram que FHC atuou melhor, enquanto 75% responderam que Lula e Dilma o superaram; na habitação, 3% para FHC e 75% para Lula e Dilma; nos programas para erradicar a pobreza, 4% ficaram com FHC e 73% com os petistas; na educação, FHC foi defendido por 5% e Lula e Dilma por 63%; na política econômica, em geral, FHC foi avaliado como melhor por 8% e os petistas por 71% dos entrevistados.
No controle da inflação, FHC teve seu melhor resultado: 10% acharam que foi melhor que os sucessores, mas 65% responderam que Lula e Dilma é que agiram ou agem melhor.
Na saúde e na segurança, os petistas tiveram as menores taxas de aprovação, mas mantiveram-se bem à frente do tucano: na primeira, Lula e Dilma foram considerados melhores por 46% dos entrevistados; na segurança, por 45%. FHC, por sua vez, por 7% e 6%.
No combate à corrupção, FHC teria atuado melhor que seus sucessores para 8%, enquanto 48% dos entrevistados afirmaram que Lula e Dilma foram-lhe superiores.
Os políticos (e as empresas jornalísticas) são livres para crer no que quiserem. Enéas Carneiro era a favor da bomba atômica. Levi Fidelix é obcecado pela ideia de espalhar aerotrens pelo Brasil. Os partidos de extrema esquerda lutam pelo comunismo. Há quem queira recriar a velha Arena da ditadura.
Ancorar uma campanha presidencial na “defesa do legado de FHC” é um suicídio político, que nem Serra, nem Alckmin quiseram praticar. Não foi por não fazê-la que perderam. Seu problema nunca foi estar distantes demais dos anos FHC, mas de menos.
Resta ver como se comportará, na prática, Aécio. E o que dirão seus apoiadores, quando perceberam que também ele procurará fazer o possível para se afastar do tal “legado”.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Veja mais:

TURBINA EÓLICA DE EIXO VERTICAL É CAPAZ DE APROVEITAR ATÉ DEZ VEZES MAIS A ENERGIA DOS VENTOS

Novo modelo traz maior economia de energia

Novo modelo traz maior economia de energia

Do Ciclo Vivo

Brasileiro cria turbina eólica de eixo vertical altamente eficiente

O inventor brasileiro Antonio Bossolan é o responsável pela criação da “Turbina eólica de eixo vertical”, que é capaz de aproveitar até dez vezes mais a energia dos ventos que passam por ela. A inspiração surgiu pela necessidade de tornar os sistemas eólicos mais eficientes.

De acordo com Bossolan, as turbinas eólicas convencionais desperdiçam muita energia. Estas turbinas são capazes de captar a força dos ventos que correm apenas entre as pás, sendo que toda a parte da base, que também é ventilada, não retém a energia que passa por ela.

O modelo idealizado pelo brasileiro possui um grande número de pás móveis, instaladas por quase toda a sua estrutura e que se posicionam sempre com a face no sentido vertical na direção dos ventos e horizontal no sentido contrário dos ventos.

Os conjuntos de quatro pás, em formato de cruz, podem ser empilhadas, ficando com a aparência de uma árvore, e tendo a finalidade de ocupar toda a base para, desta forma, captar ainda mais a energia dos ventos. Quanto maior as proporções da turbina, bem como o número de conjuntos de pás empilhadas, maior será o aproveitamento da energia eólica.

Antonio Bossolan, já possui patente nacional e internacional, mas ainda está em busca de parceiros e investidores para transformar o conceito em uma estrutura real. (Texto original)

Leia mais em Educação Política:

PESQUISA DA UNICAMP REVELA SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS EM BATONS, ESMALTES E LÁPIS DE OLHO

Metodologia detecta riscos à saúde em produtos de beleza

Edimilson Montalti, JU

lojacupcakeNova plataforma de pesquisa da FCM constata falhas na formulação de esmaltes, batons e lápis de olho

Pesquisadores do Laboratório Innovare de Biomarcadores, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, criaram uma nova plataforma de pesquisa que utiliza imagens em duas e três dimensões associadas a dados estatísticos que permitem identificar, em segundos, todos os componentes químicos presentes ou não na formulação de produtos de beleza. Essa nova plataforma, denominada de Cosmetômica, oferece até 99% de acerto, o que pode garantir a fabricantes e consumidores a qualidade e a segurança de produtos.

Para testar o poder da aplicação da plataforma que associa, pela primeira vez na área de cosmética, uma técnica analítica aliada ao tratamento estatístico de dados, os pesquisadores analisaram as principais marcas de esmaltes, batons e lápis de olho à venda em lojas e mercados brasileiros.

As marcas utilizadas pelos pesquisadores não foram reveladas. Por questões éticas, o nome fantasia de cada produto foi substituído por código de números e letras.

Dentre as descobertas feitas pelos pesquisadores, algumas constatações preocupantes: três das nove marcas de esmalte investigadas apresentaram em sua composição taxas elevadas de SUDAM III, uma substância considerada potencialmente cancerígena; cinco amostras de batom foram analisadas (duas novas, duas em uso e uma com prazo de validade vencido), e um dos produtos em uso apresentou mudanças significativas em algumas características sensoriais, como odor rançoso, antes mesmo do vencimento do prazo de validade, enquanto outra marca não tinha um dos componentes hidratantes descritos no rótulo.

Três amostras de lápis de olho foram analisadas (um novo, um usado e outro com uso vencido). O produto vencido mostrou substâncias que, além de irritações e alergias, podem tornar o ambiente ocular propício para proliferação de microrganismos causadores de infecções na região.

Os resultados obtidos foram publicados na edição de março da revista Materials, no artigo “Cosmetic analysis using Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization Mass Spectrometry Imaging (MALDI-MSI)”. A pesquisa foi conduzida pelo farmacêutico Diogo Noin de Oliveira, aluno de pós-graduação do programa de ciências médicas da FCM da Unicamp. A orientação do trabalho foi de Rodrigo Ramos Catharino, professor do curso de Farmácia da Unicamp. Este é o primeiro trabalho em que foram usadas as técnicas de Ionização por Dessorção a Laser Assistida por Matriz (da sigla em inglês MALDI) e Espectrometria de Massas por Imagem (também do inglês MSI) na área de cosmética. (Texto Completo)

Veja mais:

PESQUISA ESTUDA PROTEÍNA QUE ATUA NA ADESÃO E MIGRAÇÃO CELULAR PARA ENTENDER COMO CÉLULAS SE ESPALHAM NO ORGANISMO

imagem ilustrativa: creative commons/ D William Provance Jr et al.Nova proteína é chave para entender mecanismo do câncer

Edimilson Montalti/ Jornal da Unicamp

Pesquisa realizada no Laboratório de Biologia Molecular do Hemocentro da Unicamp mostra pela primeira vez a participação de uma proteína específica na adesão e migração celular. O estudo, inédito, feito com células humanas saudáveis e cancerígenas, abre novas perspectivas para entender o mecanismo por meio do qual uma célula se adere ou não à outra e como se espalha pelo organismo.

A pesquisa foi conduzida pela biomédica Karin Barcellos. A orientação foi da médica hematologista Sara Olalla Saad, responsável pelo sequenciamento e descrição da proteína denominada ARHGAP21 dentro do Projeto Genoma Humano do Câncer. O trabalho foi capa da edição de janeiro da Revista de Biologia Química da Sociedade Americana de Biologia Química e Molecular. “Todas as células do corpo, para formar os tecidos e órgãos, precisam se aderir. Nos tumores, quando a adesão se desfaz, a célula pode sair e invadir outros tecidos, gerando o que chamamos de metástase. Nesse processo de migração, a adesão é essencial. Se adesão é forte, a célula não se solta”, explica Karin.

A pesquisa foi financiada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Sangue (INCT), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fundação de Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e contou com a colaboração de pesquisadores do Departamento de Fisiologia e Desenvolvimento Biológico da Universidade Brigham Young, Estados Unidos.

Para entender como acontece a adesão célula-célula é necessário entender um pouco de biologia celular. As imagens dos livros escolares que descrevem a estrutura da célula e os processos da divisão celular ajudam nessa compreensão. Os mais conhecidos e ensinados são mitose e meiose. Além disso, termos como Complexo de Golgi, membrana celular, citoplasma, citoesqueleto – responsável por manter a forma da célula – e microtúbulos – aquelas linhas bonitas dos desenhos da divisão celular que parecem fios puxando os cromossomos – merecem atenção.

Segundo Karin, desde a década passada a equipe do Hemocentro vem estudando as funções da proteína ARHGAP21. Eles descobriram que a ARHGAP21 regula o citoesqueleto agindo nas proteínas Rho-GTPases. Essas proteínas, por sua vez, regulam o movimento celular, migração, adesão celular e diferenciação. A ARHGAP21 regula negativamente as Rho-GTPases e defeitos nesta regulação podem deixar as Rho-GTPases hiperativadas, causando crescimento celular descontrolado, inibição da morte da célula ou alterações na migração e diferenciação celular, resultando no desenvolvimento tumoral e metástases. O desafio de Karin foi descobrir em qual das diversas funções celulares das Rho-GTPases a ARHGAP21 agia. (Texto Integral)

Veja mais em Educação Política:

PESQUISADORES FAZEM NANOTUBO TORCIDO DEZ MIL VEZES MENOR DO QUE FIO DE CABELO E 100 VEZES MAIS RESISTENTE DO QUE O AÇO

Supermúsculos de carbono e cera

Nanotubos recheados com parafina podem ser a base de fibras artificiais potentes e velozes

MARCOS PIVETTA | Edição Online 16:28 19 de novembro de 2012

Nanotubo torcido

Nanotubo torcido

Uma equipe internacional de pesquisadores, com participação destacada de cinco brasileiros, produziu fios retorcidos feitos de nanotubos de carbono e recheados de parafina de vela que podem ser a base para o desenvolvimento de músculos artificiais extremamente potentes e velozes.  “Se compararmos um músculo de nanotubos de carbono com um músculo humano da mesma espessura, o primeiro consegue exercer 400 vezes mais força”, diz o engenheiro de materiais Márcio Lima, pesquisador associado do NanoTech Institute da Universidade do Texas em Dallas, principal autor do trabalho, que sai na revista científica Science com data de 16 de novembro. “Esses músculos se contraem por completo em apenas 25 milésimos de segundo.”

Nanotubos de carbono são folhas de apenas um átomo de espessura enroladas em torno de si mesmas, como um canudo. O diâmetro de um nanotubo é dez mil vezes menor do que o de um fio de cabelo e 100 vezes mais resistente que o aço. A estrutura composta de fios entrelaçados de nanotubos de carbono e infiltrados com cera é capaz de levantar um objeto equivalente a 100 mil vezes o seu próprio peso ou fazer girar uma pá a uma velocidade média de 11.500 rotações por minuto. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

DESEJO OU ANÁLISE: HISTORIADOR MARCO ANTONIO VILLA É “EXEMPLO DA QUALIDADE” DO COMENTÁRIO POLÍTICO NA GRANDE MÍDIA

Villa: a confusão entre desejo e análise

Uma das coisas mais importantes para pesquisadores e analistas é entender os próprios desejos. Claro que toda análise e pesquisa tem um elemento pessoal inevitável. E isso é até salutar quando o pesquisador é capaz de reconhecer e tecer sua própria autocrítica, reconhecer que pode prejudicar toda a crítica ou análise diante do descontrole do desejo.

Quando o desejo toma conta da análise no jornalismo, o analista torna-se um editorialista de ocasião. É a fonte que a grande mídia busca para falar em nome dos seus próprios interesses. Marco Antonio Villa é figura conhecida em várias mídias: da TV Cultura, passando pela Globo News, Bandeirantes, Veja, etc. Virou celebridade e a crítica lhe escapou. O desejo falou mais alto.

Veja vídeo abaixo.

vi no MidiaCrucis

Veja mais em Educação Política:

INCÊNDIOS SELETIVOS: FAVELAS EM ÁREAS VALORIZADAS PEGAM MAIS FOGO DO QUE FAVELAS EM REGIÕES DESVALORIZADAS

Fatalidade ou Crime?

Da Carta Capital
Crianças expulsas por incêndio na favela Moinho
“João Finazzi, pesquisador do Programa de Educação Tutorial do curso de Relações Internacionais da PUC-SP, recentemente publicou um artigo que comprova o que boa parte dos urbanistas denuncia há tempos. Primeiro, ele verificou a distribuição das mais de 1,5 mil favelas existentes no território paulistano. Depois, mapeou as ocorrências de incêndio mais recentes (São Miguel, Alba, Buraco Quente, Piolho, Paraisópolis, Vila Prudente, Humaitá, Areão e Presidente Wilson). O episódio na favela do Moinho só ficou de fora porque o artigo foi escrito antes da tragédia. Conclusão: as chamas atingiram regiões que concentram apenas 7,28% das favelas da cidade. Em outras áreas, que concentram mais de 21% dos assentamentos irregulares da capital, como Capão Redondo, Jardim Ângela, Campo Limpo e Grajaú, nenhum incêndio foi registrado.
O estudo, coordenado pelo professor Paulo Pereira, identificou ainda que as áreas atingidas pelos incêndios sofreram grande valorização imobiliária entre 2009 e novembro de 2011, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). “Todas as nove favelas citadas estão em regiões de valorização imobiliária: Piolho (Campo Belo, 113%), Vila Prudente (ao lado do Sacomã, 149%) e Presidente Wilson (a única favela do Cambuci, 117%). Sem contar com Humaitá e Areião, situadas na valorizada Marginal Pinheiros, e a já conhecida Paraisópolis, vizinha incômoda do rico bairro do Morumbi”, afirma Finazzi. “Onde não houve incêndio, a valorização imobiliária foi bem menor nos últimos anos, em alguns casos até decrescente, como Grajaú (-25,7%) e Cidade Dutra (-9%)”. (Veja Texto integral na Carta Capital)
Leia mais em Educação Política:

PESQUISA TRAZ NOVOS CAMINHOS PARA PRODUÇÃO DE MATERIAIS PLÁSTICOS BIODEGRADÁVEIS A PARTIR DA CANA-DE-AÇÚCAR

Conversão de bagaço da cana abre frente para produção de polímero verde

Jornal da Unicamp/ SílvioAnunciação

Pesquisa da Unicamp obtém um microrganismo eficiente para converter os açúcares presentes no bagaço da cana em ácido lático, um composto químico com alto valor agregado e com versatilidade em aplicações. A produção biotecnológica do ácido lático abre perspectiva, no futuro, para o desenvolvimento de um polímero totalmente biodegradável, o polilactato (PLA), capaz de substituir os plásticos derivados do petróleo. A biotecnologia é a manipulação ou modificação de organismos vivos para a obtenção de produtos específicos.

O polilactato poderia, por exemplo, ser empregado na produção de garrafas para água mineral, copos e sacolas descartáveis, tecidos, fibras para preenchimento de estofamento, utensílios plásticos em geral e, até mesmo, em próteses e enxertos ósseos. Além de utilizar uma fonte renovável – no caso o bagaço da cana-de-açúcar, o processo tem a vantagem de não competir com a produção de alimentos, que explora amplamente o ácido lático.

O estudo foi conduzido na Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp em parceria com o Instituto Leibniz de Engenharia Agrícola da cidade de Potsdam na Alemanha. O trabalho é fruto de pesquisa de doutorado de Giselle de Arruda Rodrigues, que atua no Laboratório de Engenharia Bioquímica, Biorrefinaria e Produtos de Origem Renovável (Lebbpor) da FEQ. O Lebbpor é coordenado pela docente Telma Teixeira Franco, orientadora do estudo no Brasil. Pelo lado alemão, o pesquisador Joachim Venus, do Departamento de Bioengenharia do Leibniz, coorientou a pesquisa.

O ácido lático foi descoberto pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele (1742-1786) no século XVIII a partir de pesquisas com o leite talhado. Na indústria, a sua produção é comumente obtida com microrganismos que atuam na fermentação dos açúcares presentes no leite e seus derivados. As propriedades acidulantes, capazes de deixar certos alimentos com gostos azedos, tornaram o ácido lático indispensável na indústria alimentícia, principalmente para os queijos, iogurtes, refrigerantes, sucos artificiais e cervejas. Os seres vivos também produzem ácido lático, que é liberado durante a realização de atividades físicas.

“Recentemente o ácido lático tem sido utilizado também para a produção do biopolímero polilactato (PLA), um poliéster bastante versátil. Este polímero possui muitas vantagens do ponto de vista de processos industriais. Ele possui atributos como transparência, brilho, resistência mecânica, termorresistência e biodegradabilidade”, enumera a pesquisadora e engenheira de alimentos Giselle Rodrigues.

Para a produção de PLA, o ácido lático é frequentemente obtido a partir de açúcares de seis carbonos encontrados no melaço da cana-de-açúcar no Brasil e no amido do milho nos Estados Unidos. É a primeira vez, no entanto, que se obtém o ácido lático a partir de açúcares de cinco carbonos presentes no bagaço da cana.

“O desafio é não usar o melaço da cana ou o amido do milho nesta produção. Fica difícil pensar em produzir, por exemplo, sacolas plásticas destas de supermercados a partir de uma matéria-prima que pode servir na alimentação humana. O ácido lático obtido do bagaço – uma fonte renovável – não irá competir com o fornecimento de alimentos e pode, ao mesmo tempo, ser utilizado para a produção de materiais biodegradáveis”, reforça a engenheira de alimentos. (Texto integral)

Veja mais em Educação Política:

 

QUE DIFERENÇA! KASSAB, INDICADO POR JOSÉ SERRA, TEM SÓ 22% DE APROVAÇÃO E DILMA, INDICADA POR LULA, TEM 77% DE APROVAÇÃO

Dilma, 77% de aprovação e Kassab, 76% de reprovação

A incapacidade de governo do PSDB é estrutural, ou seja, não é uma questão de um nome ou outro. O partido, que nasceu com aspiração social-democrata, tornou-se um partido que vai do neoliberalismo ao extremismo de direita, representado hoje por José Serra e Geraldo Alckmin, em São Paulo.


A questão do partido e seus aliados é tão estrutural que, mesmo quando está governando a mais rica cidade do país com o apoio da grande mídia, o grupo consegue ter uma péssima avaliação.
A avaliação de Kassab, que foi indicado e sustentado pelo PSDB da ala de José Serra, chega a ter um índice de 76% de péssimo, ruim e regular.

O problema não é o Kassab ou o Serra, mas a proposta política do partido que é a sustentação da desigualdade e a manutenção dos benefícios para classes já privilegiadas. O problema do PSDB é tentar resolver os dramas da sociedade mais desigual do mundo sem mexer em nada que afete a classe rica ou beneficie um pouco as classes mais baixas.

Na outra balança, tem a presidenta Dilma Rousseff, indicada por Lula e apoiada pelo PT, com 77% de aprovação. Assim como Kassab, Dilma pertencia a outro partido, o PDT, mas tem o compromisso de, negociando com a elite, tentar melhorar a vida do país. Uma simples diferença que o marketing político não pode apagar.

Veja mais em Educação Política:

USP LIDERA RANKING DAS UNIVERSIDADES QUE MAIS FORMAM DOUTORES NO MUNDO, MAS BUSCA PELA QUALIDADE CONTINUA

Além da USP, UNICAMP e UNESP também aparecem bem colocadas no ranking

Os dados são do Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU, na sigla em inglês) por indicadores, elaborado pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU) e pelo Instituto de Educação Superior da Universidade Jiao Tong, em Xangai, na China e mostram que em um total de 682 instituições globais, a Universidade de São Paulo (USP) é a que tem o maior número de doutorados defendidos.

A USP aparece na terceira colocação em relação à verba recebida anualmente para pesquisa e também aparece bem colocada no que diz respeito a publicações de artigos científicos e porcentagem de professores com doutorado.

Mas desafios ainda existem para que a USP seja não só a universidade que forma mais doutores no mundo, mas também a que forma os melhores doutores do mundo.

Veja trecho da notícia sobre o assunto publicada pela Carta Capital:

USP é universidade que mais forma doutores no mundo
Por Elton Alisson

A Universidade de São Paulo (USP) é a universidade que mais forma doutores hoje no mundo.

A constatação é do Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU, na sigla em inglês) por indicadores, elaborado pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU) e pelo Instituto de Educação Superior da Universidade Jiao Tong, em Xangai, na China. O levantamento aponta a universidade paulista como a primeira colocada em número de doutorados defendidos entre 682 instituições globais.

O ranking também indica a USP como a terceira colocada em verba anual para pesquisa, entre 637 universidades, além de a quinta em número de artigos científicos publicados, entre 1.181 instituições em todo o mundo, e a 21ª em porcentagem de professores com doutorado em um universo de 286 universidades.

Na avaliação de Vahan Agopyan, pró-reitor de Pós-Graduação da USP e membro do Conselho Superior da Fundação de Amparo a Pesquisa no Estado de São Paulo (FAPESP), a liderança mundial na formação de doutores, apontada pelo levantamento global, deve-se à tradição da pós-graduação da USP no Brasil.

“Nas décadas de 1970 e 1980, praticamente metade dos doutorados no Brasil eram realizados na USP, e hoje mais de 20% dos pós-graduandos no país também obtém o título de doutor aqui. Isso permitiu que a universidade se tornasse um grande centro mundial de pós-graduação, agora confirmado por esse ranking internacional”, disse Agopyan à Agência FAPESP. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

ESSE BLOCO DE CARNAVAL É PARA SEGUIR O ANO TODO
INCOERÊNCIAS NACIONAIS: A SEXTA MAIOR ECONOMIA DO MUNDO PAGA UM DOS PIORES SALÁRIOS AOS SEUS PROFESSORES
ESTUDANTES OCUPAM BRASÍLIA EM DEFESA DE MAIS RECURSOS PARA A EDUCAÇÃO E PARA GARANTIR DINHEIRO DO PRÉ-SAL PARA O SETOR
GASTOS MUNICIPAIS COM EDUCAÇÃO CRESCERAM, MAS PERMANECE DESIGUALDADE DE INVESTIMENTO ENTRE AS REGIÕES

TELEFONIA MÓVEL REGISTRA SEGUNDO MAIOR ÍNDICE DE RECLAMAÇÕES EM 2011, PERDENDO APENAS PARA O SEGMENTO DE CARTÃO DE CRÉDITO

A Oi é a segunda empresa com mais reclamações no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) , com um total de 80.894 registros, atrás apenas do Itaú, com 81,9

Do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

Telefonia móvel registra o segundo maior índice de reclamações em 2011
Por Redação Teletime

A telefonia celular foi o setor da economia que apresentou o segundo maior número de registros de reclamações nos órgãos públicos integrados ao Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) durante o ano de 2011. Com 122,9 mil registros, os serviços de telefonia móvel ficaram atrás somente do segmento de cartão de crédito, com 141,6 mil demandas. Considerando todos os setores da economia, o total é de 1,53 milhão de reclamações, dos quais só a telefonia celular representa 7,99%.

Na divisão por empresas, a Oi foi a segunda mais demandada no Sindec, com 81,9 mil registros, praticamente empatada com o banco Itaú, líder com 81,9 mil reclamações.

Teles dominam
Entre as seis primeiras companhias, aliás, quatro são de telefonia: abaixo da Oi, na terceira posição, estão Claro/Embratel (70,1 mil); em quinto, TIM/Intelig (27,1 mil); e Vivo, na sexta posição, com 26 mil registros.

As outras empresas de comunicação no ranking das “20 mais” são a Net, em décimo terceiro, com 12,5 mil queixas; e a Sky, na vigésima posição, com 8,7 mil registros.

Principais problemas
Entre as principais demandas, não só das empresas de telefonia, mas de forma geral, estão o de cobrança (35%); oferta (19%); problemas contratuais (11,6%); vício ou má qualidade de produto ou serviço (11%); garantia de produtos (9,4%); e outros (12,2%). (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

MOVIMENTOS SOCIAIS ESPERAVAM MAIS DO PRIMEIRO ANO DO GOVERNO DILMA
A INFÂNCIA E A MASSIFICAÇÃO DA INDÚSTRIA DE BRINQUEDO NA VISÃO DE UMA CRIANÇA
EDITORA PORTUGUESA APROVEITA BOM MOMENTO DA ECONOMIA NACIONAL E CHEGA AO BRASIL
BARBARIDADE: RELATÓRIO REVELA QUE OPERAÇÕES FINANCEIRAS SUSPEITAS DO JUDICIÁRIO CHEGAM A CERCA DE R$ 856 MILHÕES

EMPRESAS DESENVOLVEM TECNOLOGIA PARA FAZER CASA DE PLÁSTICO PVC

Evanildo Silva/Revista Fapesp

Casa de PVC

Descoberto em 1872, o policloreto de vinila, conhecido como PVC, começou a ser produzido industrialmente na década de 1920 nos Estados Unidos e na de 1930 na Europa. Feito a partir do sal de cozinha (cloreto de sódio) e de derivados de petróleo, hoje é um dos plásticos mais usados no mundo em tubos, conexões e tapetes de banheiro, brinquedos, bolsas de sangue e soro. Mais recentemente ele passou a ser usado para substituir tijolos e outros materiais. É o caso de uma tecnologia para construção de casas com paredes de PVC desenvolvida em parceria pela Braskem, Dupont e Global Housing, empresa brasileira com sede em Santa Catarina.

Batizado de sistema construtivo em concreto PVC, ele emprega perfis ou módulos desse tipo de plástico encaixados uns nos outros e preenchidos com concreto. As vantagens são que a casa pode ficar até 20% mais barata, comparando-se com as de alvenaria, e é construída de forma mais rápida, levando oito dias para ficar pronta ante três meses de uma residência convencional de 40 metros quadrados (m2).

São 10 tipos de perfis, cada um com uma função específica. O mais usado em uma construção é o chamado módulo I, que tem 20 centímetros (cm) de largura e 8 cm de espessura e altura variável de acordo com o pé-direito da casa. Há ainda o módulo multifuncional, de 8 por 8 cm, empregado nos cantos e nas divisórias. O único que fica visível depois da moradia pronta é o perfil de acabamento, que encobre os outros, tanto no interior como no exterior, e tem a mesma função do reboco.

O presidente da Global Housing, Gilberto Fernandes, conta que a ideia de desenvolver o concreto PVC surgiu há seis anos, inspirada numa tecnologia semelhante existente no Canadá, onde há pelo menos duas empresas do ramo. Existem ainda outras similares na Austrália, México e Venezuela. “Num primeiro momento, nós desenvolvemos a ideia, aprimorando e adaptando a tecnologia às condições ambientais e climáticas brasileiras”, explica. “O segundo passo foi criar uma formulação, para fabricar os módulos.” É aí que entram a Braskem e a Dupont. A primeira fornece a resina de PVC e a segunda o dióxido de titânio, que são usados na composição da fórmula que dá origem aos perfis.

De acordo com o responsável pelo desenvolvimento de negócios de PVC da Braskem, Marcello Cavalcanti, a empresa fornece o produto, em forma de pó, que depois é fundido na fábrica da Global Housing com os outros componentes da formulação. São cerca de 300 toneladas por mês. Além do reboco, o PVC dispensa pintura e revestimento. A cor branca é dada pelo PVC e pelo dióxido de titânio, substância que também protege contra os raios ultravioleta do sol, evitando microrrachaduras e escamações do plástico, preservando o desempenho mecânico e aumentando a durabilidade do produto. “Mas se o dono da casa quiser pintá-la de outra cor, pode”, garante Fernandes. “Assim como aplicar ladrilhos, azulejos ou grafiato [revestimento decorativo]. Na verdade, é tudo como numa casa convencional.” (texto integral)

Leia mais em Educação Política:
REVISTA CIENTÍFICA DA USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO) COBRA R$ 1.500,00 PARA PUBLICAR ARTIGO CIENTÍFICO APROVADO
LÖWY: INTERESSE, CAPACIDADE E CONSCIÊNCIA REVOLUCIONÁRIA DEVEM GUIAR O PESQUISADOR NA SUA BUSCA PELA VERDADE
MALEITA MOBILIZA CIENTISTAS NA AMAZÔNIA EM BUSCA DE RESPOSTAS PARA O ENIGMA DO MOSQUITO TRANSMISSOR
CÉLULAS-TRONCO JÁ PODEM SER CRIADAS A PARTIR DE CÉLULAS EXTRAÍDAS DO DENTE DE LEITE

PESQUISADORES BRITÂNICOS PRETENDEM COMERCIALIZAR ATÉ O FIM DESSE ANO COMPUTADOR DE R$ 50 QUE USARÁ LINUX E EXIBIRÁ FILMES EM ALTA DEFINIÇÃO

Pequeno no preço e no tamanho

O “Raspberry Pi” é uma placa do tamanho de um cartão de crédito com saídas USB e HDMI e com memória variando entre 128 MB e 256 MB, sendo que o de memória menor chegaria ao mercado com um custo de apenas R$50,00; e o de maior memória com um custo de R$ 70,00.

Pequeno no tamanho e no preço, o computador desenvolvido por pesquisadores britânicos da Universidade de Cambridge é capaz de produzir vídeo em alta definição e opera com o que a tecnologia produziu de melhor em termos de economia de espaço, armanezamento e transmissão de dados.

“O principal objetivo do projeto é criar um computador barato para ser usado como “brinquedo” por crianças e incentivar o estudo da informática em pessoas mais jovens para que cheguem à universidade mais interessadas e com mais conhecimento sobre computadores”, como revela notícia publicada pelo portal G1.

Cada vez menores, testando sistemas operacionais alternativos, a nova geração de computadores chega ao mercado com rapidez e, o que é melhor, com preços cada vez mais viáveis. Não poderíamos chamar de outra coisa que não seja uma espécie de democratização da tecnologia e da informação.

Veja trecho de notítica sobre o assunto:

Computador de R$ 50 usará Linux e exibirá filmes em alta definição
‘Raspberry Pi’ é uma placa do tamanho de um cartão de crédito.
Sistema usa processador ARM e poderá ser ligado a uma TV.
Por Altieres Rohr

Pesquisadores britânicos ligados à Universidade de Cambridge acreditam que irão comercializar até o fim de 2011 um computador batizado de “Raspberry Pi”. O sistema é na verdade uma placa do tamanho de um cartão de crédito com saídas USB e HDMI para que possa ser conectado à TV, teclado e mouse.

O computador terá dois modelos. O mais simples, modelo A, custará US$ 25 (cerca de R$ 50) e terá 128 MB de memória. O mais caro, modelo B, custará US$ 35 (R$ 70), mas terá o dobro de memória (256 MB) e também conexão à rede cabeada. No modelo mais simples, a única forma de conexão com a internet é usando um adaptador USB.

O Raspberry Pi também tem saída de áudio e saída de vídeo composto, frequentemente encontrada até em aparelhos de TV mais simples. Ele é capaz de reproduzir vídeo 1080p a 30 quadros por segundo – a qualidade de alta definição usada por vídeos em Blu-Ray.(Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

FALHA DA TECNOLOGIA FLEX (BICOMBUSTÍVEL) AJUDA A MANTER O PREÇO ALTO DO ETANOL; CARRO PODE BATER PINO COM GASOLINA
A ERA DOS LIVROS DIGITAIS JÁ COMEÇA A DESPONTAR, NO ENTANTO, CUSTO DOS E-BOOKS AINDA DESAFIA AS EDITORAS
NA ERA DO CONHECIMENTO, O QUE AS PESSOAS DESEJAM MESMO É UM FILTRO PARA ORGANIZAR AS MILHARES DE INFORMAÇÕES DE CADA DIA
CÉLULAS-TRONCO JÁ PODEM SER CRIADAS A PARTIR DE CÉLULAS EXTRAÍDAS DO DENTE DE LEITE

REVISTA CIENTÍFICA DA USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO) COBRA R$ 1.500,00 PARA PUBLICAR ARTIGO CIENTÍFICO APROVADO

Revista “Pública” de Saúde Pública cobrará R$ 1.500,00 para publicar artigo

Por Felipe Cavalcanti, médico sanitarista e doutorando em Saúde Coletiva

A tendência de elitização no campo acadêmico brasileiro e, em particular, na Saúde Coletiva se
confirma: a Revista de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (RSP/USP) passará a cobrar R$
1.500,00 por artigo publicado (clique aqui e veja o comunicado da revista).

Não foi por acaso que justamente esta revista decidiu introduzir essa cobrança entre os periódicos
brasileiros do campo da Saúde Coletiva. Na avaliação da Capes (Coordenação de Aprimoramento
de Pessoal de Nível Superior) (que gera um ranking de “qualidade”), apenas dois periódicos
brasileiros situam-se no estrato mais alto (avaliados como A1 e A2) e a Revista de Saúde Pública é
um deles. Fosse um periódico B2, certamente não se arriscaria a fazer essa cobrança, sob o risco de
sumir do mapa.

Veja o comunicado aos autores:

A partir de Janeiro de 2012, a RSP instituirá uma taxa por artigo publicado. Esta taxa será paga por todos os autores que tiverem seus manuscritos aprovados para publicação, excetuadas situações excepcionais devidamente justificadas. Manuscritos submetidos antes de Janeiro de 2012 estarão isentos do pagamento da taxa. A taxa de publicação será utilizada para complementar os recursos públicos que a Revista obtém

capinha.gif

da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e de órgãos de apoio à pesquisa do Estado de São Paulo e do Brasil. Esta complementação é essencial para assegurar a qualidade, impacto e agilidade do periódico, em particular para manter várias melhorias introduzidas na RSP nos últimos anos.Tais melhorias incluem  sistema eletrônico de submissão e avaliação de manuscritos,  revisão da redação científica por especialistas com pós-graduação em Saúde Pública e  tradução para o Inglês de todos os manuscritos não submetidos originalmente naquele idioma. Este último procedimento passou a permitir a leitura no idioma Inglês de todos os artigos publicados pela RSP sem prejuízo da opção pela leitura em Português dos artigos originalmente submetidos neste idioma. A taxa será de R$ 1.500,00 (US$ 850.00) para artigos Originais, Comentários e Revisões e de R$ 1.000,00 (US$ 570.00) para Comunicações Breves. Assim que o manuscrito for aprovado, o autor receberá instruções de como proceder para o pagamento da taxa, bem como para, quando couber, solicitar isenção da cobrança. A RSP fornecerá aos autores os documentos necessários para comprovar o pagamento da taxa perante instituições empregadoras, programas de pós-graduação ou órgãos de fomento à pesquisa.

Nada contra os editores que tomaram esta decisão, eles devem ter vários motivos bastante
supostamente razoáveis para explicá-la. Apesar disso, a Revista de Saúde Pública está sediada em
uma instituição pública com acesso a recursos públicos e etc. e não deveria, na minha humilde
opinião, tomar este caminho aparentemente mais fácil para resolver eventuais problemas financeiros
que ameacem sua sustentabilidade. Pelo contrário, deveria, isso sim, juntar-se às outras revistas do
campo – bem avaliadas ou não pelos critérios atuais – e fazer algum movimento no sentido de
garantir a sustentabilidade dos periódicos que fazem circular o conhecimento produzido no campo.
Nu e cru, essa cobrança significa simplesmente que os mortais pesquisadores, além de se
submeterem à via crúcis que é publicar um artigo nas renomadas e imortais revistas qualificadas
pelo Qualis da Capes como “padrão-ouro”, agora terão, como cereja do bolo, que pagar 1.500,00
reais. Isto, é claro, se o artigo for aprovado (provavelmente após cerca de 2 anos de idas e vindas).
Cada um de nós implicados com o direito à saúde, a Abrasco (Associação Brasileira de Pósgraduação em Saúde Coletiva) e os programas de pós-graduação (em especial o Fórum de
Programas de Pós) precisam se posicionar urgentemente em torno disso. Se a moda pega, a Saúde
Coletiva dará mais um passo na passagem de um campo militante, engajado na luta pelo direito à
saúde, para um grupo de elite da ciência.
Para os pesquisadores participantes de programas com conceito 6 e 7 da Capes, provavelmente esse
será um problema menos importante, pois esses programas recebem mais recursos da Capes, tem
mais acesso a editais de pesquisa, etc. Assim, além de dispor de mais recursos, esses programas
acabam por ter maior maleabilidade no uso dos mesmos, e provavelmente bancarão o valor cobrado
pelas revistas (os programas 6 tem recursos específico para custear publicação de seus
participantes). Como para um programa de pós-graduação ter conceito alto na Capes é necessário
que alunos e professores do programa tenham pontuação alta no que diz respeito à produtividade,
esta é uma ótima maneira de manter as coisas como estão: quem tem conceito 6 junto à
Capes continuará com 6 (ou eventualmente 7), quem tem 7 continuará 7 e os outros mortais
programas de pós nunca conseguirão ascender ao “panteão dos deuses”. Salvo, é claro, por esforço
sobre-humano dos seus profissionais e alto investimento da instituição que sedia o programa,
dependendo fortemente de recursos próprios, sem contar com um apoio mais sustentado da Capes
(como os que recebem os programas 6 e 7).
A idéia é “quase” a mesma da equidade inscrita na constituição e que funda o Sistema Único de
Saúde: fortalecer ainda mais quem já é forte. Ou seja, é o avesso do avesso. Mas “tudo bem”,
voltaremos a isso daqui a pouco.Como funciona o sistema de avaliação da Capes?
Pra quem não conhece, o sistema funciona mais ou menos assim: a Capes faz um ranking dos
periódicos científicos nacionais e internacionais. Segundo os representantes do sistema da
avaliação, este ranking serve apenas para avaliar os programas de pós-graduação a partir das
publicações realizadas por seus professores e alunos, ou seja, sua produção e a qualidade dela. O
programa que tiver maior pontuação terá maior Conceito junto à Capes e, portanto, receberá mais
recursos (mais bolsas, acesso a mais editais de pesquisa, etc.).
O ranking da Qualis gera pontuações diferentes de acordo com o períodico onde o artigo é
publicado. Assim, se os professores de uma pós-graduação publicarem num periódico considerado
A1 (para a área específica do programa, ex.: Saúde Coletiva), o programa “ganha” 120 pontos. Se
publicar num A2, 100 pontos. No B1, 80; no B2, 50 pontos. Já nos B3, B4 e B5 meros 5 pontos
(Não sei se os valores estão corretos, se alguém souber ao certo me corrija, mas a lógica é por aí).
Desse modo, quanto mais os alunos e professores de um programa tiverem artigos publicados em
periódicos tidos pela Capes como de “alta qualidade”, mais o programa será bem avaliado (há
outros critérios, mas este é um dos mais importantes).
Acontece que nenhum programa quer ser mal avaliado, certo? Isso procede na maioria dos casos, e
aí vão se reproduzindo os absurdos nas formas mais utilitaristas possíveis: alguns programas de
pós-graduação passam a fazer uma espécie de seleção daqueles que podem compor o corpo docente
permanente do programa. E o critério utilizado não é se o professor orienta bem, se ensina bem,
nada disso. O principal critério é se as publicações por ele realizadas atingem uma quantidade
mínima de pontos para não “prejudicar o conceito do programa”. Se não atingir, ou ele vira
“professor colaborador” ou é excluído da pós-graduação (a mesma lógica serve para saber se um
professor entra ou não na pós-graduação).
Desse modo, o sistema de ranking acaba servindo para muito mais do que avaliar os programas, ao
contrário do que querem fazer crer a Capes e os que falam por ela. Este sistema de avaliação finda
sendo também adotado por algumas universidades na avaliação das publicações em concursos e,
sobretudo, estabelecem uma grande hierarquia nas publicações. Assim, alguns poucos periódicos
são fortalecidos e, como quase todo pesquisador quer publicar em periódicos que lhe permitam
posteriormente ter boa pontuação em concursos, assim como tem interesse em integrar programas
de pós-graduação, etc. etc., todos passam a querer publicar naqueles periódicos com maior
pontuação junto à Capes. Acaba-se então por criar um grande gargalo nas publicações,
pouquíssimos periódicos recebem a maior parte dos artigos do campo, o processo de publicação
demora muitíssimo e a publicização e circulação do conhecimento produzido (que deveria ser o
mais importante) acabam sendo prejudicadas. De quebra, o sistema cria uma dinâmica circular, em
que o periódico é mais bem avaliado porque tem mais publicações (sendo mais citado) e tem mais
publicações porque é bem avaliado. Nessa entropia aí, dificilmente um periódico consegue ascender
no sistema de classificação, inclusive porque para compor as bases de dados (ser indexado) existem
uma série de exigências que um periódico sem apoio da Capes (por não ser bem avaliado)
dificilmente consegue cumprir. Isso só reforça a dinâmica circular e a iniquidade.
Como os periódicos são classificados?
Entre os periódicos qualificados como A1 na Saúde Coletiva, não há um só periódico brasileiro.
Dentre os A2, temos apenas 2: Cadernos de Saúde Pública e Revista de Saúde Pública. Será que os
artigos publicados em português, nas revistas brasileiras são piores do que os outros? São ruins? Se
não, por que devem “valer” menos? Pra tentar compreender um pouco isso, vale a pena entender a
mecânica do sistema classificatório dos periódicos (Blog SaudecomDilma).

Leia mais em Educação Política:

MODELO BUROCRÁTICO DA ACADEMIA BRASILEIRA, VALORIZAÇÃO DA QUANTIDADE E NÃO DA QUALIDADE ESTÃO ENTRE OS ENTRAVES PARA O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO NO BRASIL, DIZ NICOLELIS
BRASIL AVANÇA 21 POSIÇÕES NO RANKING DE INOVAÇÃO MUNDIAL, MAS AINDA ESTÁ ATRÁS DE PAÍSES COMO MALÁSIA, CHILE E COSTA RICA
LÖWY: INTERESSE, CAPACIDADE E CONSCIÊNCIA REVOLUCIONÁRIA DEVEM GUIAR O PESQUISADOR NA SUA BUSCA PELA VERDADE
MALEITA MOBILIZA CIENTISTAS NA AMAZÔNIA EM BUSCA DE RESPOSTAS PARA O ENIGMA DO MOSQUITO TRANSMISSOR

INSTITUTO ALANA ENTREGA TROFÉU DE MANIPULADORA PARA MATTEL PELA GRANDE QUANTIDADE DE PROPAGANDA AO PÚBLICO INFANTIL

O Instituto Alana fez ontem, dia 30 de novembro, o primeiro protesto do Projeto Criança e Consumo em frente à sede da empresa Mattel em São Paulo. Durante o protesto foi entregue à empresa o troféu de “Vencedora do Prêmio Manipuladora – Dias das Crianças 2011” pela enorme quantidade de propaganda destinada ao público infantil no último Dia das Crianças.

Segundo dados de pesquisa inédia realizada pelo Observatório de Mídia Regional da Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com o Instituto Alana, “foram aproximadamente 8.900 comerciais veiculados em 15 canais, nos 15 dias que antecederam o Dia das Crianças”.

A campanha do Instituto Alana é bastante legítima e se justifica diante do fato de que as crianças passam em média mais de cinco horas por dia, segundo último levantamento do Ibope, de 2010, em frente à TV. Além disso, participam do processo decisório de 80% das compras da casa, de acordo com pesquisa da Interscience, de 2003.

No entanto, as crianças não têm o mesmo poder de discernimento de um adulto, o que reforça a necessidade de repensar o abuso nas propagandas infantis e também a forma como essas propagandas têm sido feitas.

Veja os dados da pesquisa:

Leia mais em Educação Política:

MULTINACIONAIS QUEREM PRODUZIR PUBLICIDADE LÁ FORA E NÃO PAGAR IMPOSTO AQUI NO BRASIL
CAIXA DECIDE TIRAR DO AR PROPAGANDA NA QUAL MACHADO DE ASSIS APARECE COMO UM HOMEM “BRANCO”
MUDANÇA NA AUTORREGULAMENTAÇÃO DA PROPAGANDA DEVE EQUILIBRAR LIBERDADE DE COMUNICAÇÃO E DIREITOS DA INFÂNCIA
ENTIDADES SE POSICIONAM CONTRA O FECHAMENTO DE CERCA DE 150 RÁDIOS COMUNITÁRIAS PELA ANATEL EM DOIS MESES

SEGUNDO LEVANTAMENTO DA ALESP, CRACK JÁ É A SEGUNDA DROGA MAIS CONSUMIDA DO ESTADO, FICANDO ATRÁS APENAS DO ÁLCOOL

Espalhando-se pelo país...

Pesquisa divulgada recentemente pela Confederação Nacional de Municípios (CMN) confirmou os dados que já haviam sido levantados em uma pesquisa feita pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Entre outras coisas, as pesquisas revelam que o consumo de crack vem aumentando nas cidades do estado de São Paulo devido à facilidade de acesso e ao baixo custo. Esses dois fatores fazem com que os consumidores cada vez mais prefiram a droga ilícita. A prova disso é que o crack já é a segunda droga mais consumida no estado, ficando atrás apenas do álcool e substituindo-o em diversos casos.

Além disso, a pesquisa da CMN revelou que o crack está mais presente em cidades pequenas do interior do que nas metrópoles paulistas e na capital.

Os dados mostram como o crack já está disseminado em grande parte do país e a revelação que subsiste por trás dos números impõe um desafio cada vez maior ao poder público: o de saber enfrentar a questão como uma problema de saúde pública e não como mais um “caso de polícia” como estamos acostumados a ver.

O Brasil não será uma país desenvolvido enquanto não conseguir resolver seus problemas de forma efetiva e minimamente coerente. O crack não é caso de polícia e sim de política efetiva de saúde pública o que, infelizmente, parecemos não ter.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

SP: crack está mais presente nas pequenas cidades, mostra pesquisa
Por Vinicius Konchinski

São Paulo – Uma pesquisa divulgada esta semana pela Confederação Nacional de Municípios (CMN) aponta que o consumo do crack está substituindo o de álcool em algumas cidades do país. Devido à facilidade de acesso ao crack e ao seu baixo custo, algumas pessoas estão deixando de beber e usando cada vez mais a droga ilícita.

Essa constatação ratifica um quadro que já havia sido descrito em uma pesquisa feita pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O levantamento, divulgado há dois meses, indica que o crack já é a segunda droga mais presente no estado, ficando atrás somente do álcool.

Para a pesquisa da Alesp, questionários foram enviados a 325 municípios paulistas, pouco mais da metade dos 645 existentes. Em 31% das respostas, foi apontado que o crack está entre as drogas mais presentes nas cidades. O álcool esteve em 49% das respostas.

A pesquisa mostra ainda que a droga está mais presente em pequenas cidades e no interior do que nas metrópoles paulistas e na capital. Nas cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes, por exemplo, o crack e o álcool são citados, os dois, em 38% das respostas sobre a droga mais usada. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, o álcool tem 51% e o crack, 34%.

Nas cidades da região de Barretos (a 440 quilômetros da capital), o crack já aparece como a droga mais presente. Na região, 33,3% das respostas citam a droga como uma das mais encontradas, enquanto 25% das cidades apontam o álcool. Já na região da capital, o crack aparece em 17% das respostas e o álcool, em 61%.

Para o presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack, o deputado estadual Donisete Braga (PT), os dados da pesquisa demonstram que o crack é hoje um problema de todas as cidades do país. Segundo ele, a droga já está disseminada em todo o Brasil e o seu uso é menor quando há investimentos para isso. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

A FALTA DE UMA POLÍTICA ESTADUAL DE SANEAMENTO BÁSICO PODE DEIXAR SÃO PAULO EM UM “APAGÃO DA ÁGUA”
BRASIL OCUPA A 72º POSIÇÃO NO RANKING DA OMS DE GASTO PER CAPITA EM SAÚDE. LÍDERES DO RANKING GASTAM 20 VEZES MAIS
CUBA É O PAÍS DA AMÉRICA LATINA COM MELHOR ATENDIMENTO MÉDICO INFANTIL, DIZ RANKING DA ONG SAVE THE CHILDREN
MAL-ESTAR TÍPICO DA MODERNIDADE, A CEFALEIA TENSIONAL VEM ASSOCIADA AO ESTRESSE, POSTURA INADEQUADA E FADIGA

PESQUISA REVELA QUE GRUPOS XENÓFOBOS LIGADOS A MOVIMENTOS POPULISTAS TENDEM A CRESCER NA EUROPA

O Bloc Identitaire (França) está entre os grupos pesquisados

O estudo The New Face of Digital Populism (O Novo Rosto do Populismo Digital, em tradução livre), realizado pela organização independente britânica Demos, revela uma ligação até agora pouco conhecida: a dos movimentos e partidos populistas, ou ultradireitistas, que geralmente se organizam à margem da sociedade e visam representar lemas conservadores das classes menos favorecidas, com ideias contrárias à imigração e o multiculturalismo.

Esses grupos têm algumas semelhanças com os recentes movimentos dos “indignados” e do “Occupy Wall Street”, no entanto, as semelhanças são apenas econômicas. Os populistas também são contra governos, sistemas de Justiça e as elites política e financeira que controlam boa parte do mundo ocidental, mas, vão além da insatisfação com o sistema capitalista moderno e acrescentam ao seu discurso ideias xenófobas, típicas da direita conservadora.

Neste ponto é que reside a linha tênue que separa os movimentos sociais de cunho democrático que acontecem atualmente e outros movimentos internamente mais radicais, mas que empresta a ambos certo tom populista que faz com que se confunda um com o outro.

O mais preocupante é que esses grupos populistas que representam o que há de mais retrógrado em convivência plural e democrática começam a ganhar cada vez mais adeptos em redes sociais, em sua maioria jovens, e a contaminar o discurso de muitos governos europeus.

Segundo Birdwell, autor da pesquisa, Nicolas Sarkozy, Ângela Merkel e David Cameron já adotaram o antimulticulturalismo, uma ação que reflete a retórica populista. “Conforme os políticos de destaque começam a adotar essas retóricas, vê-se o impacto que esses grupos podem ter”, diz o pesquisador.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

‘Grupos xenófobos devem crescer ainda mais’, diz pesquisador britânico
Por Gabriel Bonis

Os movimentos e partidos populistas, ou ultradireitistas, ganharam força na Europa Ocidental na última década por meio de discursos personificados contra, entre outros temas, a imigração e o multiculturalismo. Hoje, esses grupos avançam e conquistam adeptos divulgando sua ideologia nas redes sociais. É essa ligação quase desconhecida que o estudo The New Face of Digital Populism (O Novo Rosto do Populismo Digital, em tradução livre), realizado pela organização independente britânica Demos, analisa.

O levantamento pediu a simpatizantes de grupos populistas, que geralmente se organizam à margem da sociedade e visam representar lemas conservadores das classes menos favorecidas, de 11 países europeus para preencherem um questionário.

As mais de 10 mil respostas indicaram, segundo o instituto, o descontentamento desta parcela da população com governos, sistemas de Justiça e as elites política e financeira do continente. Aspectos semelhantes à onda de manifestações internacionais contra o neoliberalismo, liderada por jovens lembrados como “os indignados”.

“Os movimentos ‘Occupy’ [Ocupar Wall Street, por exemplo] têm semelhanças com esses grupos no sentido em que ambos são populistas, desafeiçoados das elites e advogam contra os sistemas político e financeiro”, diz Jonathan Birdwell, pesquisador sênior do Demos e um dos autores do estudo, em entrevista a CartaCapital.

No entanto, as similaridades entre os grupos resumem-se apenas aos aspectos econômicos citados acima, aponta Birdwell. Segundo ele, os 14 grupos analisados, entre eles o Bloc Identitaire (França), CasaPound (Itália) e English Defence League (Reino Unido), vão além da insatisfação com o sistema capitalista moderno e acrescentam ao seu discurso ideias xenófobas, típicas da direita conservadora. Algo que pôde ser captado na pesquisa, pois os entrevistados mostraram-se contra imigração, o Islã e o multiculturalismo, por avaliarem que sua identidade nacional estaria ameaçada. “Mesmo assim é significante o fato de assistirmos ao surgimento de movimentos populistas em ambos os lados.” (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

A REVOLUÇÃO MUNDIAL ESTÁ VINDO: INDIGNADOS SE ESPALHAM PELO MUNDO E DIZEM NÃO A TODO UM MODELO DE FUNCIONAMENTO DA ECONOMIA MUNDIAL
A UTOPIA QUE NOS FAZ CAMINHAR: UM ELOGIO AO DELÍRIO, À IMPERFEIÇÃO E AO TEMPO PRESENTE, POR EDUARDO GALEANO
WALL STREET É NOSSA RUA: JOVENS AFETADOS PELA CRISE FINANCEIRA MUNDIAL PROTESTAM NO CENTRO DO CAPITALISMO E PEDEM FIM DA CORRPUÇÃO E ESPECULAÇÃO FINANCEIRA
CHIMAMANDA ADICHIE: “NÃO HÁ UMA ÚNICA HISTÓRIA”

O OUTRO LADO DAS COISAS: PESQUISA REVELA CASOS EM QUE O BOLSA FAMÍLIA É MAIS DO QUE SIMPLES TRANSFERÊNCIA DE RENDA

Professora da Unicamp e cientista social, Walquiria Domingues Leão pesquisa o Bolsa Família há cinco anos e aprova o programa

Os programas de transferência de renda, qualquer um deles e em qualquer parte do mundo, sempre têm dois lados. De um lado, eles podem ser vistos como medidas puramente paliativas, que não resolvem o problema e geram dependência. Em muitos casos é isso mesmo que acontece, o dinheiro vira uma espécie de muleta e o costume é certo como a renda todo mês.

No entanto, em outros casos, e estes também acontecem, o dinheiro ajuda a realizar alguns sonhos, a preparar o futuro e a pensar sim em formas de a partir daquela mesada mensal poder melhorar a condição de vida e, como dizem, andar com as próprias pernas.

Esse ponto das políticas assistencialistas também é discutido no debate entre funcionalistas e frankfurtianos, por exemplo, no que diz respeito à comunicação e cultura de massa. Os primeiros defendem que a comunicação de massa é um fenômeno positivo, pois mesmo assistindo a produtos da indústria cultural, as pessoas já estão lendo, vendo, sendo expostas a algo e, a partir daí, poderiam evoluir para outros patamares. Já os frankfurtianos não veem saída e apontam a cultura de massa como fechada em si mesmo, sem oferecer subsídios para que as pessoas se libertem dela.

Gaurdadas as devidas proporções é mais ou menos o que acontece com o Bolsa Família. O fato é que na esteira das teorias, o mundo sempre oferece algumas exceções, como esta apresentada em texto publicado no Blog do Nassif:

Da série: ai se o Kamel souber…
Por Luis Nassif

Ontem gravamos uma entrevista especial, em vídeo – a ser disponibilizada aqui em breve – com a professora da Unicamp e cientista social Walquiria Domingues Leão Rego que há cinco anos pesquisa a Bolsa Família.Walquiria tem ido anualmente às regiões mais pobres do nordeste tomando depoimentos dos beneficiários, não questionários frios, mas longas conversas para apreender as mudanças ocorridas.

Um dos episódios narrados é fantástico.

Na casa de uma senhora em Alagoas, outro pesquisador que a acompanhava, italiano, maravilhou-se com alguns quadros, pinturas na parede, sem moldura. Indagaram da senhora o que era aquilo.

Inicialmente, ela relutou em responder. Walquiria contou que no país do seu amigo valorizavam-se muito as pinturas, daí a razão do interesse dele.

A senhora venceu, então, o temor e contou que um de seus netos tem uma grande vocação para a pintura. Na escola, a professora recomendou que recebesse aulas.

Ela reuniu, então, a família e, juntos, discutiram se poderia desviar parte do dinheiro da comida para as aulas de pintura do menino. Todos concordaram. O resultado foram as pinturas que maravilharam o italiano.

Se Ali Kamel souber, haverá denúncias em O Globo sobre o esbanjamento de recursos do Bolsa Familia. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL TEM IMPACTO NEGATIVO SOBRE IDH FAZENDO COM QUE O ÍNDICE FIQUE CERCA DE 30% MENOR
NO BRASIL, BOLSA FAMÍLIA É UMA COMPENSAÇÃO PORQUE POBRE PAGA IMPOSTO E RICO NADA DE BRAÇADA
PROGRAMAS SOCIAIS DO GOVERNO SERÃO AMPLIADOS PARA DIMINUIR ALCANÇE DO TRABALHO INFANTIL NO BRASIL
SENADOR ÁLVARO DIAS FICA À VONTADE EM TV TUCANA E SOLTA UMA PÉROLA: “BOLSA FAMÍLIA ESTIMULA A PREGUIÇA”

MODELO BUROCRÁTICO DA ACADEMIA BRASILEIRA, VALORIZAÇÃO DA QUANTIDADE E NÃO DA QUALIDADE ESTÃO ENTRE OS ENTRAVES PARA O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO NO BRASIL, DIZ NICOLELIS

Nicolelis falou de forma otimista, mas lembrou o país de seus desafios

Aos 50 anos, Miguel Nicolelis já foi considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo pela revista Scientific American, uma gigante na área. Ele se formou pela Universidade de São Paulo (USP), onde fez a graduação e o doutorado e onde também bateu de frente com alguns professores que, segundo ele, tinham uma visão feudal das coisas e não deixavam que a ciência avançasse de fato.

Exilado na Filadélfia, Nicolelis desenvolveu uma carreira brilhante, onde o sonho de produzir conhecimento científico aliado ao desenvolvimento social de uma região carente sempre esteve presente, orientando seus projetos. Sobre a situação da ciência e da pesquisa atualmente no Brasil, o cientista que coordena o projeto de interface entre cérebro e computador mais próximo de fazer um ser humano paraplégico voltar a andar, diz que ainda há muitos entraves que impedem o país de realmente ser visto como uma nação desenvolvida.

Ele cita a estrutura burocrática, engessada e hierárquica da academia brasileira – coisa que não existe mais em outros lugares – como um dos problemas, ao lado do modelo de funcionamento dos institutos apoiadores da pesquisa nacional que consideram a quantidade dos trabalhos produzidos pelo pesquisador e não a qualidade. Também diz que o pesquisador deveria apenas fazer pesquisa, e não ter que dar aulas ou ser administrador e chama atenção para a falta de ênfase nos programas de pós-doutorado que são o que realmente movimenta a ciência lá fora.

E diz que o pesquisador deve ser treinado para ser independente: ” você não valoriza o cara que responde o que está escrito no livro. Você não valoriza aquele cara que diz amém, você valoriza o cara que está pensando independentemente”.

Veja trecho da entrevista publicada pela Revista Carta Capital:

Na primeira parte da entrevista, o cientista Miguel Nicolelis relata os problemas burocráticos que encontrou quando fez graduação e doutorado em Medicina na USP, nos anos 1980. Diz que o Brasil melhorou de lá para cá, mas a estrutura engessada da academia brasileira ainda é muito refratária à boa prática científica. Não há mais espaço para o mestrado, acredita. E critica o atual sistema do CNPq, que prioriza a quantidade e não qualidade dos trabalhos. “Einstein só teve cinco teses até 1905. Assim não seria considerado um pesquisador top no CNPq”, diz.

CartaCapital: Como era fazer ciência no Brasil na época em que o senhor estava na faculdade, nos anos 1980?
Miguel Nicolelis: Era muito difícil porque, no Brasil daquela época, tudo tinha que passar pelos chefes de departamento, que eram professores titulares (na Faculdade de Medicina da USP, onde se graduou). Não havia como fazer nada sem estar sob a tutela ou sob a proteção de algum dos catedráticos. E isso era muito difícil, porque a maioria deles era de médicos, alguns muitos bons médicos, mas sem formação cientifica. E o espírito era muito feudalista. Eu bati de frente com um dos professores, que foi o motivo de eu sair do Brasil. Tornei-me pessoa non grata do departamento. Tive a sorte de, no primeiro ano de pós-doc lá fora, ter um trabalho publicado na revista Science. E isso causou uma reação em cadeia oposta do que eu esperava…

CC: Ciumeira?
MN: A mensagem era “nem volte, porque você não vai ter espaço nenhum aqui”. E então decidi ficar nos Estados Unidos. Se eu voltasse, ficaria no “closet” (gíria da academia para designar profissionais sem função).

CC: O que exatamente houve para sua saída da USP?
MN: Eu não vou entrar em detalhes porque não vale a pena, são disputas acadêmicas. Nós estávamos criando uma nova disciplina dentro da faculdade e claramente fomos considerados, eu e mais alguns, uma ameaça. Ameaça de progressão na carreira, estávamos fazendo algo muito novo, uso de computadores em medicina. Estou falando de vinte tantos anos atrás. Mas eu senti o peso que era você realmente conseguir fazer alguma coisa. Quando comecei a publicar alguma coisa de peso, na universidade que eu estava (a Hahnemann, da Filadélfia), meu orientador de pós-doutorado me disse: “Não te querem lá (no Brasil) mas nós te queremos”. Foi lá que desenvolvi o primeiro passo nessas interfaces cérebro-máquina. E seis meses depois eu recebi a oferta da Universidade de Duke (Carolina do Norte, EUA), onde eu estou até hoje. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

UNICAMP TRAZ VENCEDORES DO NOBEL DE QUÍMICA PARA DISCUTIR USO DE RECURSOS NATURAIS E ALTERNATIVAS PARA O FUTURO
BRASIL AVANÇA 21 POSIÇÕES NO RANKING DE INOVAÇÃO MUNDIAL, MAS AINDA ESTÁ ATRÁS DE PAÍSES COMO MALÁSIA, CHILE E COSTA RICA
LÖWY: INTERESSE, CAPACIDADE E CONSCIÊNCIA REVOLUCIONÁRIA DEVEM GUIAR O PESQUISADOR NA SUA BUSCA PELA VERDADE
ELETRICIDADE DE GARAPA: CALDO DE CANA JÁ PODE SER UTILIZADO PARA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

PERFIL DOS ESCRAVOCRATAS DE HOJE REAFIRMA NOSSA HERANÇA COLONIAL E NOSSA MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA

Nas algemas da mesma história…

A modernização convervadora, termo utilizado pelo sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, cai como uma luva para a realidade brasileira. Cada vez mais, fica claro que a superação de uma ordem anterior definitivamente não acontece no Brasil. Há mudança, mas não há ao mesmo tempo, pois as mesmas estruturas coloniais continuam sendo mantidas há séculos.

Assim foi com a Independência que mudou a realidade aparente do Brasil, mas manteve todo o aparato colonial, aliás, só aconteceu para que ele pudesse ser mantido. O mesmo aconteceu com a República, com a Abolição da Escravidão, com o Golpe Militar e depois com o neoliberalismo dos anos FHC. Mudanças que vêm para não mudar nada!

Recente pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), confirma essa tese ao fazer uma espécie de radiografia do trabalho escravo nos dias de hoje. O perfil dos escravistas não poderia ser outro. Como lembramos aqui no Educação Política, a maioria tem boa escolaridade, é a da região sudeste e é filiada a partidos políticos como PMDB, PSDB e PR.

Os estados e as atividades econômicas que mais concentram o trabalho escravo são aqueles que historicamente sempre o fizeram. Os estados que mais exportam mão de obra escrava são Maranhão, Paraíba e Piauí; e o setor onde ele mais ocorre é o agropecuário, sobretudo em fazendas de cana-de-açúcar e produção de álcool.

Já os trabalhadores vítimas de escravidão são em sua maioria negros, de baixa formação e renda média de 1,3 salário mínimo. Depois ainda dizem que no Brasil não há racismo e que a pátria é alegre, quase sem problemas, berço do futebol e do carnaval!

Leia mais em Educação Política:

ENTRE A INTUIÇÃO IMEDIATA E A PACIENTE PESQUISA CULTURAL E HISTÓRICA: OS DILEMAS DE UM DOS PRINCIPAIS DESCOBRIDORES DAS RAÍZES DO BRASIL
EQUIPE DE FISCALIZAÇÃO LIBERTA 15 PESSOAS QUE PRODUZIAM ROUPAS PARA A ESPANHOLA ZARA EM SITUAÇÃO DE ESCRAVIDÃO
LISTA SUJA DO TRABALHO ESCRAVO SOMA 251 NOMES, A MAIORIA DOS INGRESSANTES ESTÁ NAS REGIÕES SUL E CENTRO-OESTE
JUÍZA BARRA AÇÃO DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO EM FAZENDA NO MATO GROSSO DO SUL

OTIMISMO DOS BRASILEIROS COM RELAÇÃO À SITUAÇÃO SOCIOECONÔMICA DO PAÍS CRESCE E MAIS DE 70% DAS FAMÍLIAS ADMITE ASCENSÃO FINANCEIRA

Segundo dados do Ipea, a região centro-oeste é a mais otimista quanto à situação financeira futura das famílias. A menos otimista é a região sul

Da Rede Brasil Atual

Ascensão financeira abrange 71,9% das famílias brasileiras
Pesquisa do Ipea mostra crescimento em relação ao ano passado
Por Jorge Wamburg

Brasília – O Índice de Expectativa das Famílias (IEF) divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que em setembro, 71,9% das famílias brasileiras indicaram estar melhor financeiramente hoje do que há um ano, percentual ligeiramente inferior ao apresentado no mês anterior (73,8%). Essa queda é verificada no aumento da proporção de famílias que acreditam terem piorado financeiramente, de 22,7% para 23,7%.

A região Centro-Oeste manteve-se a mais otimista no aspecto de melhoria financeira em relação ao ano anterior (83,5%), com quase 10 pontos percentuais a mais em relação à segunda maior, a região Sudeste (73,8%). Enquanto o Centro-Oeste apresentou uma elevação de quase 4 pontos percentuais frente ao mês de agosto, a região Sudeste caiu de 79,2% para 73,8%.

No quesito expectativa sobre a situação financeira das famílias para o próximo ano, a região Norte é a que se mantém mais otimista (92,7%), apesar de uma leve queda em relação aos dados de setembro de 2010 (94,7%).

A pesquisa indica ainda que, nesse mesmo período, o Centro-Oeste, que em outras variáveis vem se mostrando a região mais otimista, demonstrou um salto considerável de expectativas positivas quanto à situação financeira das famílias para os próximos 12 meses, passando de 71,6% para 92,6% entre setembro de 2010 e setembro de 2011.

A média nacional em relação à situação das famílias para o próximo ano (77,8%) e as taxas das regiões Sul (70,3%), Sudeste (75,2%) e Nordeste (77,4%) apresentaram quedas em relação ao mês anterior. A redução mais expressiva foi de 6,2 pontos percentuais, registrada na região Sudeste. A região Sul manteve-se como a menos otimista quanto à situação financeira das famílias para os próximos 12 meses, diz o estudo.

Produzido pelo Ipea desde agosto do ano passado, o IEF revela a percepção das famílias brasileiras em relação à situação socioeconômica do país para os próximos 12 meses e para os cinco anos seguintes. A pesquisa aborda temas como situação econômica nacional; condição financeira passada e futura; decisões de consumo; endividamento e condições de quitação de dívidas e contas atrasadas; mercado de trabalho, especialmente nos quesitos segurança na ocupação e sentimento futuro de melhora profissional. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

GREVE DOS BANCÁRIOS FAZ VER ALGUNS DOS DILEMAS TRABALHISTAS CONTEMPORÂNEOS COMO ALTA ROTATIVIDADE E QUESTÃO DE GÊNERO
VÍDEO: JOVENS ACORDAM DO PESADELO REPUBLICANO DO MEDO E PROTESTAM NOS EUA
DISCURSO DE DILMA NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU REAFIRMA IDEAL DEMOCRÁTICO DE DIÁLOGO E UNIÃO ENTRE OS POVOS
ECONOMISTAS RESPONSABILIZAM AUSÊNCIA DE REGULAÇÃO DOS MERCADOS PELAS CRISES DE 2008 E 2009 E ALERTAM PARA AGRAVAMENTO DA ATUAL

“FAXINA CONTRA A CORRUPÇÃO” É UM DOS FATORES QUE FAZ COM QUE APROVAÇÃO DA PRESIDENTE DILMA CHEGUE A 71%

A pesquisa CNI-Ibope revelou aumento da popularidade de Dilma na região sul e queda na região nordeste. As áreas do governo mais mal avaliadas foram a de saúde e impostos

Da Carta Capital

Aprovação de Dilma chega a 71%
Por Redação Carta Capital

Com apenas nove meses, o governo Dilma Rousseff já tem uma marca, adquirida há pouco tempo, a da “faxina” contra a corrupção. Isso fez com que a avaliação de seu governo crescesse para 51% em setembro ante os 48% registrados na pesquisa anterior, em julho, realizada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), divulgada nesta sexta-feira 30.

A aprovação da presidente da República também cresceu em setembro (71%) na comparação com julho (67%). Sobre a confiança na maneira como ela vem governando o País, saiu dos 65% e alcança agora os 68%.

De acordo com a pesquisa, o tema corrupção foi o mais lembrado pelos eleitores no noticiário. Exatamente 19% deles citaram as denúncias de corrupção nos Ministérios dos Transportes, Agricultura e Turismo, enquanto 13% mencionaram a “faxina” contra a corrupção movida pela presidente da República – isto é, as demissões dos envolvidos nas denúncias.
Outro dado trazido pelo estudo mostra o elevado crescimento da avaliação positiva do governo na região sul que em julho eram 45% e agora 57% consideram a administração de Dilma “ótima” ou “boa”. Em contraposição, houve declínio na avaliação positiva no norte/centro-oeste e no nordeste, com 43% (fora de 45% em julho) e 50% (contra 52% na pesquisa anterior), respectivamente. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

BELO MONTE DE POLÊMICAS: PREFEITURA DE ALTAMIRA PEDE SUSPENSÃO NAS OBRAS DE CONSTRUÇÃO DA USINA
ESTADÃO CRUCIFICA JUÍZA ELIANA CALMON QUE QUER BOTAR NA CADEIA BANDIDOS DE TOGA
STJ ADIA JULGAMENTO DA AÇÃO QUE TENTA REDUZIR PODER DE INVESTIGAÇÃO DO CNJ DEPOIS DE OUVIR CORREGEDORA DIZER QUE IMAGEM DO JUDICIÁRIO É A PIOR POSSÍVEL
O MERCADO ESTÁ NU: ENTREVISTA BOMBÁSTICA DE INVESTIDOR ALESSIO RASTANI NA BBC MOSTRA COMO AGE O MERCADO FINANCEIRO

O HAITI É AQUI: BANDA LARGA NO BRASIL É PIOR DO QUE NO HAITI, ETIÓPIA E IGUAL À DO IRAQUE, PAÍS DESTRUÍDO PELA GUERRA

The area of Bas-Ravine, in the northern part o...

Banda larga no Brasil é pior do que no Haiti

Alô alô Paulo Bernardo. O Haiti é aqui e o Iraque também!

Pesquisa Pando Networks publicada pela Folha de S.Paulo  comprova que banda larga no Brasil é mesmo um horror. Ela tem a mesma velocidade que a banda larga do Iraque, país destruído pela invasão dos Estados Unidos e pela guerra civil.Global Download Study

Apesar de ser uma das mais caras do mundo, a velocidade da banda larga aqui no Brasil é pior do que no Haiti, Nigéria, Afeganistão e muitos outros país.

O que que é isso? Veja você mesmo no link do mapa. Basta clicar nos países para ver a velocidade da banda larga.

Segundo matéria da Folha, o Brasil está na posição 163. Veja trecho:

O Brasil é o 163º em um ranking da média da velocidade da internet publicado pela Pando Networks. A velocidade média da conexão no Brasil é de 105 KBps (quilobytes por segundo), o que o coloca atrás de países como Níger, Haiti, Etiópia, Angola, Paquistão e Papua-Nova Guiné. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

OLIGOPÓLIO TOTAL: APENAS QUATRO EMPRESAS CONTROLAM 90% DA BANDA LARGA DO BRASIL
SÓ A TELEBRÁS FORTE PODE SALVAR O PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA E DAR AUTONOMIA NA TRANSMISSÃO DE DADOS AO PAÍS
SERÁ QUE PAULO BERNARDO E DILMA ROUSSEFF VÃO TUCANAR A TELEBRÁS?
SERÁ QUE PAULO BERNARDO VAI AMARELAR COM A BANDA LARGA?

CRIANÇAS BRASILEIRAS ESTÃO ENTRE AS QUE ENTRAM MAIS CEDO NAS REDES SOCIAIS

Em média, com seis anos de idade, as crianças já passam a ter um perfil na rede

Da Agência Andi

Crianças entram cedo nas redes sociais
Publicada originalmente no Valor Econômico

Seja brincando com bolinhas de gude ou disputando torneios em videogames avançados, jogar sempre foi um dos passatempos preferidos das crianças. Agora, elas parecem ter descoberto um universo muito propício para esse tipo de brincadeira: as redes sociais. De acordo com o estudo Kids Expert 2011, realizado anualmente pela Turner, que controla o canal infantil de TV paga Cartoon Network, 72% das crianças que participaram da pesquisa no Brasil disseram jogar nas redes sociais. Para elas, essa é uma atividade mais frequente do que se comunicar com os amigos ou ver vídeos e fotos, por exemplo. “Esse é um novo meio para brincar e fazer o que elas (as crianças) sempre fizeram”, disse Renata Policicio, gerente de pesquisas da Turner.

Cada vez mais cedo- Apesar de a maioria das redes sociais encorajarem o uso de seus sites apenas por pessoas com mais de 18 anos, o primeiro contato com esse ambiente digital tem ocorrido cada vez mais cedo. Segundo a pesquisa, cujos resultados foram divulgados ontem (14), as crianças brasileiras passam a ter um perfil em alguma rede social com, em média, 6 anos de idade. O primeiro perfil costuma ser feito por familiares ou amigos. “As crianças brasileiras são as que entram mais jovens nas redes sociais, seguidas de perto pelas venezuelanas”, disse Renata. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

EM MINAS GERAIS PROFISSIONAIS DA REDE PÚBLICA DE ENSINO REIVINDICAM AUMENTO DO PISO SALARIAL
ARRASTÕES E REVOLTA DE MENORES EM SITUAÇÃO DE RUA NA CIDADE DE SÃO PAULO REVELAM FALÊNCIA DO SISTEMA PÚBLICO DE ATENDIMENTO À INFÂNCIA
MUDANÇA NA AUTORREGULAMENTAÇÃO DA PROPAGANDA DEVE EQUILIBRAR LIBERDADE DE COMUNICAÇÃO E DIREITOS DA INFÂNCIA
PROBLEMAS EM CASA E ENVOLVIMENTO COM DROGAS ESTÃO ENTRE OS PRINCIPAIS MOTIVOS QUE LEVAM JOVENS ÀS RUAS

INVESTIMENTOS SOCIAIS E SEGURANÇA AINDA SÃO REALIDADES DISTANTES EM COMUNIDADES QUE RECEBERAM AS UPPs

Que olhar deve ser lançado à comunidade?

Quando as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) foram instaladas em algumas favelas do Rio de Janeiro, a sensação era de que, enfim, o estado se fazia presente na periferia, diluindo a fronteira que até então a separava do “asfalto” – como se convencionou dizer – separando-a do acesso a investimentos sociais, garantia de segurança e execução dos demais direitos do cidadão.

No entanto, recente pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), demonstrou que em duas comunidades cariocas que receberam as UPPs, as favelas do Cantagalo e do Vidigal, a realidade não mudou muito. Moradores ouvidos reclamam da violência policial e da falta de investimentos em saneamento básico, pavimentação e coleta de lixo.

Os dados da pesquisa talvez demonstrem não o fracasso das UPPs, e sim a extensão da cultura da atividade policial no Brasil que se formou ancorada na corrupção e na violência. Neste sentido, fazer com que as fronteiras entre o centro e a periferia das grandes metrópoles diminua por meio da efetiva oferta de serviços sociais e proteção jurídica equivale à realização de mudanças que de fato combatam a corrupção policial e tornem possível o fim de incursões policiais violentas e prejudiciais aos moradores.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Pesquisa da FGV em duas comunidades pacificadas mostra que muita coisa ainda precisa ser feita
Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A vida dos moradores de duas comunidades cariocas que receberam as unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), as favelas do Cantagalo e do Vidigal, pouco mudou. A conclusão é de uma pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas, divulgada hoje (14). O objetivo do estudo foi conhecer hábitos dos moradores das comunidades em relação ao exercício de direitos e ao uso de serviços jurídicos, após a instalação das UPPs.

Na Favela do Cantagalo, na zona sul, 29% dos moradores da comunidade declararam ter sido desrespeitados pela polícia nos últimos doze meses. A UPP funciona no local desde dezembro de 2009. No Vidigal, também na zona sul, 20% das pessoas relataram o mesmo problema. Segundo a pesquisa, menos da metade dos entrevistados, quando agredidos, procuram a Defensoria Pública e a própria polícia para solucionar as questões.

A pesquisa também apontou uma grande diferença entre as duas comunidades avaliadas em relação à infraestrutura básica. No Cantagalo, 75% dos entrevistados apontaram que os problemas mais preocupantes são a pavimentação e a coleta de lixo. Já no Vidigal, 35% dos moradores reclamaram da pavimentação e de os serviços de abastecimento de água e saneamento.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, atribuiu as reclamações de abuso policial feitas pelos moradores à ausência do Estado nessas regiões nos últimos quarenta anos. Beltrame disse que a corrupção policial e seus excessos continuarão a ser combatidos com punições. “Essas questões são ajustes que serão feitos ao longo do processo. Não existia ali a convivência entre moradores e policiais, agora essa convivência passou a existir”. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

NÚMERO DE HOMICÍDIOS CAI EM SÃO PAULO, MAS VIOLÊNCIA POLICIAL E LOTAÇÃO DOS PRESÍDIOS LEVANTA DISCUSSÃO SOBRE MÉTODOS PREVENTIVOS DE COMBATE AO CRIME
DE VOLTA À BARBÁRIE: EM CINCO ANOS, POLÍCIA DE SP MATA MAIS DO QUE TODA POLÍCIA DOS EUA
POLÍCIA PAULISTANA PARECE TER ELEITO A REPRESSÃO COMO MÉTODO
MULHER NARRA ASSASSINATO COMETIDO PELA POLICIA AO VIVO: A QUE PONTO CHEGOU O ESTADO DE SÃO PAULO APÓS 16 ANOS DE PSDB?
%d blogueiros gostam disto: