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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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TEM SOLUÇÃO? ESTADOS BRASILEIROS AINDA RESISTEM EM CUMPRIR A LEI DO PISO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

TABELA COM O PISO DO MAGISTÉRIO POR ESTADO.

 Saiba quais estados brasileiros não respeitam a Lei do Piso
tabela piso salarial maio 2013
Uma das principais lutas dos trabalhadores da educação brasileira, a Lei Nacional do Piso do Magistério, promulgada em 2008 (Lei 11.738/08), ainda não é respeitada por 07 estados brasileiros. E outros 14 estados não cumprem integralmente a lei, o que inclui a hora-atividade, que deve representar no mínimo 1/3 da jornada de trabalho do professor.
Apenas Acre, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco e Tocantins cumprem a lei na totalidade.
Confira a tabela.
Não pagam o piso:
Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul. 
Não cumprem a lei na íntegra: Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. 
Cumprem a lei na totalidade: Acre, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco e Tocantins. 
Não informado: Rio de Janeiro.
Abaixo, a tabela de salários do magistério nos estados atualizada.
Em relação à tabela acima, importante destacar:
1. O piso nacional do magistério corresponde à formação de nível médio do/a professor/a, e sua referência encontra-se localizada na coluna “Vencimento” da tabela.
2. Os valores estabelecidos para a formação de nível superior são determinados pelos respectivos planos de carreira (leis estaduais).
3. A equivalência do piso à Lei 11.738, nesta tabela, considera o valor anunciado pelo MEC para 2012 (R$ 1.451,00). Para a CNTE, neste ano, o piso é de R$ 1.937,26, pois a Confederação considera (i) a atualização monetária em 2009 (primeiro ano de vigência efetiva da norma federal), (ii) a aplicação prospectiva do percentual de reajuste do Fundeb ao Piso (relação ano a ano); e (iii) a incidência de 60% para pagamento dos salários dos educadores, decorrente das complementações da União feitas através das MPs nº 484/2010 e 485/2010.
4. Nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais, as remunerações correspondem ao subsídio implantado na forma de uma segunda carreira para os profissionais da educação. Os valores integram vantagens pessoais dos servidores, e os sindicatos da educação cobram a aplicação correta do piso na carreira do magistério.
5. Na maioria dos estados (e também dos municípios), a aplicação do piso tem registrado prejuízos às carreiras do magistério, ofendendo, assim, o dispositivo constitucional (art. 206, V) que preconiza a valorização dos profissionais da educação por meio de planos de carreira que atraiam e mantenham os trabalhadores nas escolas públicas, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação.
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O MUNDO SEGUNDO AS CRIANÇAS: DICIONÁRIO TRAZ UMA PARTICULAR VISÃO DA REALIDADE QUE OS ADULTOS MUITAS VEZES JÁ ESQUECERAM

Universo: casa das estrelas

Universo: casa das estrelas

Da Catraca Livre

Dicionário feito por crianças revela a adultos um mundo que já esqueceram
Por Redação

Um professor colombiano passou dez anos coletando definições de seus alunos e, como resultado, obteve um dicionário com verbetes ao mesmo tempo puros, lógicos e reais

A Feira do Livro de Bogotá, que aconteceu no final de abril, teve como maior sucesso um livro chamado “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”. Mais especificamente, uma parte dele: um dicionário feito por crianças que traz cerca de 500 definições para 133 palavras, de A a Z.

Apesar de lançado originalmente em 1999, o livro foi reeditado neste ano. Javier Naranjo, o autor, conta que compilou as informações durante dez anos enquanto trabalhava como professor em diferentes escolas do estado de Antioquía, região rural do leste do país.

A ideia surgiu quando, em uma comemoração do Dia das Crianças, ele pediu que seus alunos definissem a palavra “criança”. O resultado encantou o professor – uma das definições era “uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo”. A partir daí foram surgindo novas definições, que eram sempre anotadas e guardadas.

Para ele, as crianças têm uma lógica diferente, uma maneira própria de entender o mundo e de revelar muitas coisas que os adultos já esqueceram. É assim que, no peculiar dicionário, o adulto é uma “pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si”, água é uma “transparência que se pode tomar”, um camponês “não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos” e a Colômbia é “uma partida de futebol”.

Confira no box ao lado alguns dos verbetes encontrados no livro.

Com informações da BBC Mundo.

Veja alguns verbetes:

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

Guerra:Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

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RUBEM ALVES: O PAPEL DO PROFESSOR NÃO É ENSINAR CONTEÚDOS QUE JÁ ESTÃO EM TODOS OS LUGARES, MAS ENSINAR O ALUNO A PENSAR

ESSA É A BANDEIRA PARA AS ELEIÇÕES: PROJETO DE LEI PODERIA ATRELAR SALÁRIO DE PROFESSOR E DE MÉDICO DO SERVIÇO PÚBLICO AO DO PARLAMENTAR

Atrelar salários de professor e médico pode mudar a sociedade

Os brasileiros já conseguiram um projeto importante que foi a lei da ficha limpa, mas o Brasil precisa de uma ainda mais importante: uma lei que atrele o salário de professores e médicos dos serviços públicos ao dos parlamentares, sejam vereadores, deputados estaduais ou deputados federais. Em época de eleições, seria uma boa ideia a se discutir

A legislação seria muito simples, por exemplo, um professor municipal não pode receber menos do que 40% do custo de um vereador (incluindo salários e bonificações do cargo) e um médico do serviço municipal de saúde não poderia receber menos do que 50% do custo de um vereador.

Da mesma forma deveria ocorrer com os professores e os médicos estaduais ou federais em relação ao deputado estadual e ao deputado federal, respectivamente. As porcentagens iniciais poderiam ser outras, dependendo da situação de cada município, estado ou da federação. Assim, toda a vez que for votado benefícios para vereadores e deputados, a folha de pagamento de professores e médicos também aumentaria automaticamente.

Isso não impediria que  professores e médicos recebessem aumento sem aumento dos parlamentares. O salários de médicos e professores poderia ser maior do que a porcentagem do salário do parlamentar, mas nunca menor. Essa medida teria um duplo benefício para a sociedade. Melhoraria as condições de vida de médicos e professores do serviço público, que são categorias fundamentais para uma sociedade avançar econômica e socialmente e, possivelmente, evitaria aumentos abusivos de parlamentares, visto que isso afetaria as contas públicas.

Essa é uma grande bandeira: salário de professor e médico atrelado ao do parlamentar.

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10% DO PIB NA EDUCAÇÃO NÃO RESOLVE SE DINHEIRO FOR PARA AS EMPREITEIRAS E NÃO PARA OS PROFESSORES E ALUNOS

Estudantes lutaram por 10% para educação

A  Comissão Especial da Câmara aprovou a aplicação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do país em educação. Atualmente, o Brasil investe 5,1% do PIB em educação. A proposta original do PNE (Plano Nacional de Educação) enviada pelo governo propunha uma meta de 7% do PIB. Após negociações, o patamar foi revisto para 8%, mas essa proposta foi recusada pelos parlamentares que compõem a comissão especial que analisa o projeto. Agora, o texto vai direto para o Senado e depois para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

A educação precisa de um investimento pesado nos próximos anos e esses 10% deveriam ser uma bandeira do governo Dilma Rousseff e não algo difícil de se realizar, como afirmou o ministro Aloízio Mercadante.

As secretarias de Educação dos municípios e dos estados deveriam se transformar na porta de entrada de políticas sociais. É pela escola que se chega até às famílias com maior dificuldade financeira, em situação de risco, situação de violência etc. São as secretarias de educação que deveriam coordenar um esforço multidisciplinar (inter-secretarias) de prevenção e atuação na saúde, segurança pública, moradia e outros.

As secretarias de Educação deveriam se transformar em eixos norteadores das políticas públicas. A violência, por exemplo, só vai cair quando as cidades acompanharem e darem uma assistência efetiva para crianças do nascimento até o fim do ensino médio, reconhecendo que o problema da violência está antes nas famílias, nos bairros ou nas comunidades.

Em outras palavras, o dinheiro da educação deve ser investido na concepção global de educação, na formação e salário dos professores e no aluno. Isso porque não adianta colocar dinheiro na educação se este for parar nas mãos de empreiteiras que prestam péssimos e caros serviços.

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PAULO FREIRE: SOU PROFESSOR A FAVOR DA LUTA CONSTANTE CONTRA QUALQUER FORMA DE DISCRIMINAÇÃO E CONTRA A DOMINAÇÃO ECONÔMICA

Paulo Freire: “minha prática exige de mim uma definição”

“Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo.
Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê.
Não posso ser professor a favor simplesmente do homem ou da humanidade, frase de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa.
Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda.
Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais.
Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura.
Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza.
Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste. Boniteza que se esvai de minha prática se, cheio de mim mesmo, arrogante e desdenhoso dos alunos, não canso de me admirar.” 
(Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia, São Paulo, Paz e Terra, 2011)

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GREVE NACIONAL DOS PROFESSORES TERMINA HOJE E REIVINDICA O CUMPRIMENTO DA LEI DO PISO

Termina hoje (16/03) a Greve Nacional dos Professores exigindo o cumprimento da Lei do Piso que, como divulgamos recentemente aqui no Educação Política, simplesmente não é cumprida na maioria dos estados nacionais.

Os principais jornais da imprensa paulista (Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo) simplesmente ignoram a greve e não noticiam praticamente nada sobre o assunto que resvala na profunda crise por que passa a educação básica brasileira. No entanto, os professores do estado de São Paulo estão participando da greve que, seja por falta de organização e união da categoria ou simplesmente por desinteresse da mídia, não está tendo a relevância que merece.

Não que a greve deva ser amplamente divulgada e ter adesão geral e irrestrita dos profisisonais. Todos sabem como paralizações em setores essenciais como educação, saúde e segurança prejudicam a população, mas a manifestação deveria ser notícia justamente por denunciar a situação alarmante em que se encontra a educação pública brasileira de forma geral.

Professores mal pagos que não recebem sequer o piso, alunos desmotivados que encontram coisas mais interessantes fora do que dentro da sala de aula, escolas sem infraestrutura e, por fim, um distanciamento generalizado do que seriam os princípios mais básicos da educação.

A Greve Nacional dos Professores soa como uma contradição para o país que se pretende como desenvolvido e democrático. Não há crescimento, muito menos democracia sem educação. O professor deveria ganhar pelo menos o dobro do que ganha atualmente pois ele tem um poder incrível nas mãos: o de construir o destino de muitos jovens, o de apresentá-los ao mundo e o de, em última instância, configurar o desenho futuro da cidadania e da cultura, que tem a educação como inseparável parceira.

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MEC DEFINE PISO NACIONAL PARA OS PROFESSORES EM R$ 1.451 PARA 2012, MAS MAIORIA DOS GOVERNOS ESTADUAIS NÃO CUMPRE A LEI

Marcados com um "X" estão os estados que não cumprem o piso

O MEC (Ministério da Educação) aumentou em 22,22% o salário dos professores em relação a 2011. De R$1.187, o piso foi para R$ 1.451, reajuste calculado com base no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no mesmo período.

No entanto, a Lei do Piso simplesmente não é cumprida em grande parte dos estados e municípios brasileiros (veja figura ao lado). Os governos estaduais e municipais alegam que não dispõem de recursos para pagar o piso aos professores e defendem que o rejauste ao magistério deveria acontecer de acordo com a inflação, assim como em outras carreiras.

A legislação impede que os professores ganhem menos que o valor estipulado pelo piso e diz que se o município não pagar o valor exigido, é responsabilidade da União complementar o pagamento. No entanto, os recursos adicionais só chegam ao município quando este consegue comprovar a falta de verbas para o setor, o que nenhum município conseguiu até hoje, segundo o MEC.

Trocando em miúdos, a situação do professor no país está cada vez mais complicada. Uma lei que existe para não ser cumprida + uma categoria que não é valorizada = grandes perdas para a educação nacional.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Piso nacional do magistério de 2012 é definido em R$ 1.451
Por Amanda Cieglinski

Brasília – O Ministério da Educação (MEC) definiu em R$ 1.451 o valor do piso nacional do magistério para 2012, um aumento de 22,22% em relação a 2011. Conforme determina a lei que criou o piso, o reajuste foi calculado com base no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no mesmo período.

A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.

Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos, mas, desde 2008, nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.

Em 2011, o piso foi R$1.187 e em 2010, R$ 1.024. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o piso era R$ 950. Alguns governos estaduais e municipais criticam o critério de reajuste e defendem que o valor deveria ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), como ocorre com outras carreiras. (Texto completo)

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INCOERÊNCIAS NACIONAIS: A SEXTA MAIOR ECONOMIA DO MUNDO PAGA UM DOS PIORES SALÁRIOS AOS SEUS PROFESSORES

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GASTOS MUNICIPAIS COM EDUCAÇÃO CRESCERAM, MAS PERMANECE DESIGUALDADE DE INVESTIMENTO ENTRE AS REGIÕES

Investimentos por região na ponta do giz: sudeste (46,7%), nordeste (26,1%), sul (13,5%), norte (7,9%) e centro-oeste (5,8%)

Notícia da Agência Brasil revela que gastos municipais com a educação cresceram 10,7% entre 2009 e 2010, segundo dados divulgados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Um série de fatores fez com que o investimento municipal em educação aumentasse, dentre eles, o arrefecimento da crise econômica que, em 2009, impactou de forma negativa a arrecadação, o aumento nos investimento,s e a diminuição da população em idade escolar.

No entanto, apesar do crescimento no gasto anual médio por aluno, persistem grandes desigualdades regionais nos gastos por matrícula. A maior disparidade está entre a região sudeste e nordeste. Enquanto no sudeste um aluno recebe um investimento de R$ 4.722,46, no nordeste, os estudantes recebem praticamente a metade: R$ 2.309,60.

Não é por acaso que os professores do nordeste ganham bem menos do que os da região sudeste e que políticas de educação em tempo integral, por exemplo, sequer são pensadas por lá. Mesmo assim, a notícia aponta que todas as regiões aumentaram os investimentos em educação.

O que falta agora é o país enfrentar seu grande e secular desafio: suas desigualdades.

Veja trecho da notícia:

Gasto de prefeituras por aluno é desigual entre regiões apesar do crescimento do investimento municipal na área
Por Amanda Cieglinski

Brasília – Entre 2009 e 2010, os gastos municipais com educação cresceram 10,7%, chegando a um investimento total de R$ 80,92 bilhões. Os dados foram divulgados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e incluem, na conta, repasses da União e dos estados aplicados na área, pelas prefeituras. O aumento dos recursos é consideravelmente superior ao verificado em 2009, quando a crise econômica impactou negativamente na arrecadação fiscal. Naquele ano, os investimentos na área cresceram apenas 2,8%.

Por determinação constitucional, os municípios são obrigados a aplicar pelo menos 25% da arrecadação de impostos e transferências em educação. O aumento nos investimentos, combinado a uma diminuição da população em idade escolar e, consequentemente da matrícula nas redes municipais, fez crescer o gasto médio anual por aluno – que, em 2010, chegou a R$ 3.411,31 ao ano. No ano anterior, esse valor tinha sido R$ 3.005,27, o que significa um crescimento de 13,5%.

Apesar do aumento, há grandes desigualdades regionais nos gastos por matrícula. Um aluno de uma escola pública do Sudeste, por exemplo, recebe o dobro de investimento municipal do que um estudante do Nordeste: R$ 4.722,46 contra R$ 2.309,60, respectivamente. No Norte, o gasto por aluno é R$ 2.381,75 anuais, no Centro-Oeste R$ 3.622,28 e no Sul R$ 4.185,25.

Para Maria do Carmo Lara, prefeita de Betim (MG) e vice-presidente para Assuntos de Educação da FNP, as diferenças salariais dos professores de cada região têm grande impacto nessa conta. Isso porque, em geral, os professores do Sudeste ganham mais do que os do Norte ou Nordeste. “Também tem a questão do investimento em educação de tempo integral. No Sudeste, tem muito mais escolas que já oferecem essa modalidade e o impacto nos investimentos é grande”, explica. A FNP defende uma maior participação da União nos gastos com educação, especialmente nos estados que têm menor arrecadação. (Texto Completo)

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VEJA OS ESTADOS QUE CUMPREM E OS QUE DESCUMPREM O MÍNIMO EXIGIDO POR LEI PARA PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS DO BRASIL
MODELO BUROCRÁTICO DA ACADEMIA BRASILEIRA, VALORIZAÇÃO DA QUANTIDADE E NÃO DA QUALIDADE ESTÃO ENTRE OS ENTRAVES PARA O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO NO BRASIL, DIZ NICOLELIS
O SALÁRIO CONTINUA O MESMO, MAS A SITUAÇÃO DO PROFESSOR MUDOU NO SÉCULO 21
PARA JUIZ, PROBLEMA DA USP É FALTA DE DIÁLOGO COM OS ESTUDANTES E REPRESSÃO POR PARTE DOS POLICIAIS

VEJA OS ESTADOS QUE CUMPREM E OS QUE DESCUMPREM O MÍNIMO EXIGIDO POR LEI PARA PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS DO BRASIL

Muito boa a tabela abaixo. Ela mostra quais os governadores que cumprem o mínimo, que é piso salarial para o professor da rede pública e jornada extraclasse. Isso é o mínimo, somente salário.

Mas a escola pública precisa de muito mais numa sociedade violenta como a atual:  precisa de equipe para atendimento psico-social de alunos, professores e funcionários, precisa de eleição direta para diretor de escola (acabar com concurso público para diretor), possibilitando a renovação e o revezamento da direção das escolas, além equipamentos, estrutura de qualidade e  tantas outras coisas. Mas ainda não chegamos no mínimo….

Dê nome aos governadores

Vi no Com Texto Livre

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PROFESSORES QUE CONTINUAREM EM GREVE NO RIO DE JANEIRO TERÃO O PONTO CORTADO A PARTIR DE 1º DE AGOSTO

Professores em passeata no Rio de Janeiro

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu que, a partir do dia 1º de agosto, quando termina o recesso letivo do meio do ano, os professores que continuarem em greve terão o salário descontado. A decisão da justiça suspende uma liminar concedida ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) que garantia o direito de manifestação dos professores sem corte de ponto.

A manifestação dos professores no Rio de Janeiro começou em 7 de junho e, segundo a Secretaria da Educação, cerca de 1% do total de professores do estado aderiu à greve, embora o Sepe afirme que a adesão foi de no mínimo 60% da categoria.

A decisão da justiça carioca se baseia principalmente no direito dos alunos de assistirem a todas as aulas previstas no calendário letivo, no entanto, quando tenta-se preservar um direito, acaba-se esbarrando em outro, afinal, qualquer categoria tem direito a se manifestar quando não vê respeitados os seus mais elementares direitos.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pelo jornal O Globo:

Justiça autoriza e governo do Rio cortará ponto de professores em greve
Ruben Berta

RIO – A Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro informou na tarde desta terça-feira que irá descontar, a partir de 1º de agosto – quando as aulas serão retomadas após o recesso de meio de ano -, os salários dos professores que continuarem em greve. A medida se baseia numa decisão do Tribunal de Justiça, também publicada nesta terça-feira, suspendendo uma liminar concedida em primeira instância ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), que garantia o direito à paralisação sem corte de ponto.

A Secretaria de Educação ressaltou que, por decisão própria, resolveu efetuar o pagamento dos dias parados e anotados desde o início do movimento, em 7 de junho. Segundo o órgão, dos 51 mil professores regentes de turma, 542 (cerca de 1%) aderiram ao movimento. As aulas já perdidas até agosto terão que ser repostas, de acordo com calendário estipulado pelo estado. Se não houver reposição, o servidor terá o desconto também retroativo. Até o fim desta semana, será divulgado o calendário de reposição de aulas, que deverá ocorrer até o dia 15 de setembro.

– É de fundamental importância que os alunos não tenham qualquer tipo de prejuízo – afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia. (Texto completo)

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PARABÉNS PROFESSORA AMANDA GURGEL, MAS PARABÉNS NÃO BASTA, É PRECISO INVESTIR EM EDUCAÇÃO E NÃO FICAR NOS PARABÉNS

Olha só esse vídeo. Seria ótimo a oposição ao governo Dilma ver este vídeo. A oposição está perdida? Olha como se orientar, defendam a educação, invistam em educação.

Mas não dá, o estado da professora Amanda é o Rio Grande do Norte, governado pelo DEM.

A professora Amanda diz: “sai governo, entra governo e sempre a mesma história…” Nenhum partido pode resolver esse problema?

Veja o vídeo, vale a pena

Vi no Com Texto Livre

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SUPREMO RETOMA JULGAMENTO DA LEI QUE DISCUTE O PISO NACIONAL DOS PROFESSORES

A cada um o seu direito!

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou oficialmente ontem, 17 de março, o julgamento da lei que criou o piso nacional do magistério. Além da natureza do piso e constitucionalidade da norma, muitas questões importantes para a categoria podem voltar agora a ser discutidas, como a regra de que um terço da carga horária do professor deverá ser reservada para atividades extraclasse, como planejamento de aula e atualização.

Esta última questão é de total necessidade e importância. A sala de aula compreende apenas uma pequena parte do trabalho do professor, este se estende muito além do horário escolar. Para que o contato com os alunos e o contéudo transmitido sejam o melhor possível, o professor precisa se atualizar, preparar bem as aulas; e isso requer um considerável tempo além do cronograma escolar, tempo este que deve ser regulamentado e previsto em lei.

As polêmicas são muitas, no entanto, é urgente que a lei seja aprovada de fato, já que muitos prefeitos se negam a pagar o piso, que este ano foi atualizado para R$ 1.187,14, devido ao clima de insegurança jurídica criado há dois anos quando o STF negou pedido de liminar a cinco governadores que questionaram a constitucionalidade da lei determinando, na época, um piso de R$ 950,00 para a categoria.

A suspensão da análise da matéria pelo STF deixa os professores sem argumentos para discutir com prefeitos que não querem fazer cumprir uma lei questionada em sua própria constitucionalidade.

Veja trecho de matéria publicada pela Agência Brasil sobre o assunto:

STF retoma hoje julgamento da lei do piso nacional dos professores
Por Amanda Cieglinski

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (17) o julgamento da lei que criou o piso nacional do magistério. Há dois anos, a Corte negou pedido de liminar a cinco governadores que questionaram a constitucionalidade da lei que determinou um piso de R$ 950 a professores da educação básica da rede pública com carga horária de 40 horas semanais. Falta agora o julgamento do mérito da matéria, aguardado com ansiedade pela categoria.

A suspensão da análise da matéria pelo STF criou um clima de “insegurança jurídica”, alega a secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli. Segundo a entidade, alguns prefeitos se valem do imbróglio para não pagar o piso, atualizado em 2011 para R$ 1.187,14. Não existe um levantamento oficial sobre as redes de ensino que cumprem a lei.

“Quando o prefeito ou o governador diz que não vai pagar porque a lei ainda não foi julgada constitucional, é muito difícil a gente fazer com que ele assuma o compromisso. Com certeza a conclusão da análise da lei será muito positiva”, afirma. Entretanto, Marta acredita que é “difícil” que o julgamento comece hoje, já que a ação é o 11° item da pauta do dia. O relator da matéria é o ministro Joaquim Barbosa. (Texto Completo)

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LEI DE RESPONSABILIDADE EDUCACIONAL É ÓTIMA IDEIA, MAS PODE TRANSFORMAR A VIDA DOS PROFESSORES EM UM INFERNO

Foto: governo da Bahia

É hora de investir em educação

A Lei de Reponsabilidade Educacional que o governo pretende apresentar na semana que vem é uma excelente ideia porque passa a responsabilizar os prefeitos e governantes por não cumprirem metas educacionais. Se temos metas de inflação, por que não termos metas educacionais? Na verdade, as metas educacionais precisam ser rigorosamente cumpridas.

No entanto, essa metas educacionais para a administração devem estar baseadas em projetos, dados e investimentos e não em resultados de testes e avaliações.  Senão, corremos o risco de sufocarmos os educadores. Prefeituras podem simplesmente botar pressão em cima dos trabalhadores da educação e o tiro sair pela culatra.

O problema de responsabilizar o governante em caso de resultados ruins pode fazer com que prefeituras transformem a vida do professor em um inferno, sem investimento necessário para transformar a educação. Esse é o modelo do PSDB paulista.  Inclui metas e joga tudo nas costas do professores com provas e testes sem o respaldo no investimento do capital humano.

O governante deve ser responsabilizado por não investir, não oferecer bolsas de estudo, não aumentar as matrículas, não aumentar as ofertas de vagas, não investir em tecnologia,  não estabelecer carreira, não promover a troca de experiência etc.

Os resultados com o bom aprendizado dos alunos deve ser o retorno desse investimento e não o índice desse investimento. Senão, a Lei de Responsabilidade da Educação pode se transformar na Lei de Responsabilidade do Professsor.

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Sem ele não há educação!

Mais uma pedra no caminho da educação pública de qualidade, dessa vez, ela atinge diretamente o centro e o protagonista do processo educacional: os professores. Pesquisa encomendada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) revela que quase metade dos professores da rede pública de São Paulo apresentam diagnóstico de estresse em razão da excessiva carga de trabalho e das salas super lotadas.

O problema é mais sério do que se pensa, pois com o professor comprometido em sua capacidade de ensino, a grande prejudicada continua sendo a qualidade da educação pública oferecida no nosso país.

Veja texto publicado sobre o assunto no site da Rede Brasil Atual:

Segundo Apeoesp, sala de aula lotada e carga horária excessiva causam doenças nos professores

São Paulo – Quase metade dos professores de escolas públicas de São Paulo tem diagnóstico de estresse, mostra pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Encomendado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o levantamento será divulgado nesta quarta-feira (1º), durante o 23º congresso da entidade, em Serra Negra.

Para a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, o estudo mostra alguns dos efeitos das condições de trabalho a que são submetidos os docentes. “A maior incidência é naqueles que têm jornada de mais de 30 horas semanais e enfrenta outros fatores, como superlotação de sala de aula”, afirmou. Para Bebel, “além da saúde do professor, a prática afeta também a qualidade do ensino”.

Os resultados preliminares indicam que 48,5% dos professores entrevistados têm diagnóstico confirmado de estresse. Do total, 63,6% dos entrevistados afirmam lecionar mais do que a carga horária designada e 54% disseram ter mais de 35 alunos por sala de aula. (Texto Completo)

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ANALFABETISMO FUNCIONAL ATINGE 20% DOS BRASILEIROS, DIZ IBGE, E O PROFESSOR É APONTADO COMO UMA DAS SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA

Professor: essencial para a educação

Da Agência Educação Política

Segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos brasileiros não conseguem compreender textos, enunciados matemáticos e estabelecer relações entre assuntos, apesar de saberem ler e escrever, ou seja, são analfabetos funcionais.

O problema do analfabetismo funcional tem se tornado cada vez mais grave no Brasil e a saída para resolver essa questão passa por dois eixos principais segundo a pesquisadora da UNESP (Universidade Estadual Paulista) Onaide Correa de Mendonça: a revisão e reformulação dos métodos de aprendizagem ainda na fase inicial da escolarização e a valorização e capacitação dos professores.

O último item é ainda mais importante que o primeiro, já que de professores bem capacitados decorre a boa aplicação e a descoberta de eficazes métodos de ensino. O problema da educação no Brasil, seja ele em qualquer um dos níveis, não será resolvido sem bons professores. Uma escola se faz com bons professores. De nada adianta ter uma ótima infraestrutura, computadores, equipamentos de ponta, mil e uma atividades extracurriculares se o professor não for bom.

O professor tem um papel chave não só na educação escolar, como também na educação para a vida. Um professor forma não só um aluno, como também um ser humano. Em muitos casos, ensina como o aluno pode pensar, olhar a realidade, como pode construir seu papel no mundo e na sociedade.

O Brasil precisa redescobrir essa figura tão importante e crucial que é a do professor. Encontra-se nele, e apenas nele, a capacidade de fazer com que outros possam escrever, entender e pensar o mundo!

Analfabetismo funcional alto mostra fracassos na educação, diz pesquisadora
Rede Brasil Atual
Suzana Vier

São Paulo – O alto índice de analfabetismo funcional no Brasil detectado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2009), divulgada na quarta-feira (8), é resultado de problemas no início da escolarização. A análise é da professora Onaide Schwartz Correa de Mendonça, coordenadora do curso de pedagogia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente (SP).

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos brasileiros não conseguem compreender textos, enunciados matemáticos e estabelecer relações entre assuntos, apesar de conhecerem letras e números.

A Pnad também detectou que a taxa de analfabetismo está em queda no país, especialmente na região Nordeste. Desde 2004, a taxa caiu 1,8% em todo Brasil e 3,7% nos estados nordestinos. Entretanto, 14,1 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais permanecem sem saber ler e escrever. Os números da pesquisa demonstram que a educação básica, de responsabilidade de estados e municípios, não anda bem. (Texto Completo)

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INTERNAUTA: O PROFESSOR SOFRE E ESTÁ SEMPRE ERRADO

O professor está sempre errado

Situação difícil

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia’.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um ‘caxias’.
Precisa faltar, é um ‘turista’.
Conversa com os outros professores, está ‘malhando’ os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a ‘língua’ do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu ‘mole’.

É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

(Texto enviado por Léo Camargo atribuído a Jô Soares)

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PROFESSORA: EDUCAÇÃO NÃO MELHORA PORQUE HÁ QUEM SE BENEFICIA DA ESCOLA RUIM NO BRASIL

Por Rosane Augusta Oliveira de Souza

Escola pública boa prejudica parte da sociedade que não quer concorrência

Sou professora de Química da rede pública estadual de Minas Gerais. Penso que o governo insiste na política de manter as massas dominadas e por isso não adota as soluções óbvias. Professores sobrecarregados, cansados e insatisfeitos é o veneno da educação de qualidade.
Assim somos o bode expiatório da formação do analfabeto funcional, desejo desse sistema burguês que não tem criatividade para apresentar soluções que respeitem os direitos humanos (de alunos e professores).

Na verdade eles não tem coragem para “largar o osso”. O que eles temem? Que seus filhos não sejam competentes o bastante para entrar no mercado de trabalho onde a MAIORIA saia com formação de qualidade dos bancos da escola?

Outra verdade é que políticas de melhor distribuição de renda são abominadas por essa classe média hipócrita a exercitar seu voluntariado quando não é mais possível esconder a desgraça daqueles que deixou ao léu.

A solução é muito simples: pague bem e teremos uma corrida de talentos pra os cursos de licenciatura (tão abandonados que o governo precisa oferecer de graça!). Pague bem e os próprios professores saberão o que fazer para se manterem atualizados e bancarão suas atualizações e formação continuada. Essa competitividade é Honesta e Salutar. Por que o governo não faz isso? Porque pessoas mais qualificadas exigirão melhores salários que implicará em mudanças na distribuição de renda. Então o governo fica “tapando buraco”, oferecendo cursos e as pessoas evadindo para outras áreas num círculo vicioso.

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PSDB É PARECIDO COM NOVELA DA GLOBO, COMEÇA GRANDIOSO E TERMINA ESQUISITO, DIZ FILÓSOFO

Serra e educação: a falta de capricho no final

Por Paulo Ghiraldelli Jr. filósofo

A Rede Globo sempre começa uma novela de modo grandioso e termina de modo pífio. Falta capricho no final. Todos que assistem são unânimes em dizer, “ah, o final foi esquisito”, “ah, podia ser bem melhor” etc. A pressa em acabar e já começar a outra novela sem perder o “ibope”, o comercialismo em exagero, acaba com os grupos de interpretação da Globo. O PSDB, tanto com Fernando Henrique quanto com José Serra, é bem parecido com a Globo nisso. Os tucanos às vezes, começam bem, impressionam mas, no decorrer das últimas ações, perdem o capricho. Saiba mais

UNESCO DIZ QUE É NECESSÁRIA UMA VERDADERIA REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO DO BRASIL

Para consultor da Unesco, cenário sobre professores no Brasil é preocupante

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Problemas na formação continuada dos professores e até mesmo na formação inicial, além da baixa remuneração, compõem um cenário “preocupante”, de acordo com o consultor em educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Célio da Cunha.

Ao comentar o estudo Professores do Brasil: Impasses e Desafios, lançado pela Unesco na semana passada, Cunha lembrou que os professores representam o terceiro maior grupo ocupacional do país (8,4%), ficando atrás apenas dos escriturários (15,2%) e dos trabalhadores do setor de serviços (14,9%). A profissão supera, inclusive, o setor de construção civil (4%). Saiba mais

PROFESSOR: QUANDO SE FALA EM EDUCAÇÃO, QUESTÕES PROFUNDAS DO SER HUMANO VEM À TONA

Por uma educação limpa e sem corrupção no Estado de SP.

Por João Flávio Pires Pontes

Recentemente, comentando em um blog de uma colega lembrei que há tempos eu mesmo “não faltava a escola”. Em certo sentido, sinto-me ainda aluno da escola pública, onde aprendi a ler e a escrever, e aonde agora leciono, ou pelo menos, penso que tento. Pois, então, tirei a tarde e lá vou eu voltar a postar na internet, como se isso não houvesse prazer, mas também obrigação. Saiba mais

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO ESTÁ INERTE EM RELAÇÃO AOS ACUSADOS DE CORRUPÇÃO NO ENSINO PÚBLICO NO INTERIOR DO ESTADO

Diretores de Escola são acusados de Corrupção

Por Rita Motta Ópice de Mattos

Diretores de dezoito escolas estaduais de Araraquara foram acusados de desviar os recursos recebidos pelas APMs e justificados os gastos com Notas Fiscais Frias de centenas de Estabelecimentos Comerciais de Araraquara para favorecer uma suposta cúpula de diretores, dirigentes, funcionários e supervisores mafiosos que comercializavam as verbas recebidas nas escolas e na diretoria de ensino. A denúncia foi feita ao Ministério Público e à Secretaria de Estado de Educação, através de sua ouvidoria.

Os denunciantes, a diretora da escola Estadual Franncisco de Monteiro Silva, atualmente aposentada, sua vice diretora e outros, afirmam que foram impedidos de representar contra a dirigente na época dos fatos em “2005″, por causa d aLei que impedia funcionários públicos estaduais fazerem denuncias – “LEI DA MORDAÇA”. “Um dos acusados vendodeores de notas fiscais nessas escolas é a Senhora – proprietária do escritório de contabilidade ”, afirmam, referindo-se aos comerciantes que alguns não sabiam que seus talões eram comercializados. Esta proibição partia da dirigente de ensino da época.
O Ministério Público, através do promotor de justiça , determinou a instauração de inquérito policial para apurar os fatos, pois a denúncia caracteriza crime de corrupção. Saiba mais

INTERNAUTA: A EDUCAÇÃO BRASILEIRA ATRAVESSA UMA CRISE E VÁRIAS SÃO AS SUPOSTAS CAUSAS QUE PROVOCAM A CRISE

justiça – contra a impunidade na educação pública estadual de Araraquara – SP

Anisio Teixeira de Barros

A educação brasileira atravessa uma crise, várias são as supostas causas que provocam essa crise, muitos acreditam que a baixa qualidade do ensino está ligada à deficiência do professor.

Frequentemente são divulgadas pesquisas de diferentes órgãos que emitem informações acerca da atuação do professor brasileiro, além disso, inúmeros informes, artigos, reportagens afirmam que a maioria dos professores não desempenha de forma eficiente o seu trabalho. No entanto, essas pesquisas não verificam os fatores que afetam a qualidade do trabalho do professor. Esse profissional, em geral, vive cansado diante de tantas atividades que a função requer; o excesso de tarefas ligadas à função de professor causa um esgotamento físico e intelectual. Comportamento resultante do sistema de ensino extremamente burocrático adotado no país. O importante é verificar o que causou essa transformação. Saiba mais

SALÁRIO DO PROFESSOR DA ESCOLA PÚBLICA (MUNICIPAL E ESTADUAL) AUMENTA 53% NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS, DIZ MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

A notícia abaixo diz que o Ministério da Educação divulgou pesquisa em que mostra que o salário do professor teve uma aumento de 53%, mas não diz se é um aumento real ou se devemos descontar a inflação do período. Há também uma matéria do G1 falando desse aumento, mas os dados misturam município e estado, de forma que não é possível saber qual governo ou prefeitura está com melhores salários. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) duvida dessa melhora.

A matéria do G1 tem algo meio besta também. Ela diz que 16 estados estão abaixo da média. Mas obviamente, se é uma média, teremos certamente um grande número de Estados abaixo da média!!!

Veja abaixo matéria da Agência Brasil

Salário de professor da escola pública cresceu 53% em cinco anos, aponta MEC

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) aponta que a média salarial dos professores de escolas públicas da educação básica no Brasil cresceu de R$ 994 para R$ 1.527 entre 2003 e 2008, um aumento de 53% em cinco anos. Entretanto, as distorções permanecem: enquanto um professor de Pernambuco recebeu em 2008 um salário médio de R$ 982, no Distrito Federal a média chega a R$ 3.360. Os valores foram calculados para uma jornada de 40 horas semanais.

Para a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, as disparidades salariais pesam na decisão de um jovem sobre seguir ou não a carreira. Hoje, uma das maiores dificuldades do magistério é atrair novos talentos. Mas ela defende que a criação de um piso nacional para professores traz uma nova perspectiva para futuras gerações.

“Os jovens querem uma boa carreira em termos financeiros, mas também um bom ambiente de trabalho. Nós achamos que o que mais seduzirá os jovens para essa carreira se tivermos uma educação de qualidade”, defende.

O estudo mostra ainda que a diferença entre o salário dos docentes e de outros profissionais com o mesmo nível de formação (ensino superior pelo menos incompleto) tem diminuído. Em 2003, trabalhadores que não eram docentes ganhavam 1,86 vez melhor do que os educadores. Em 2008, a diferença caiu para 1,53.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, os valores divulgados pelo MEC não condizem com a realidade. “Eu acho um absurdo, não sei de onde o ministério tirou esses dados. Eles não batem com a realidade do professor brasileiro. Para você ter uma idéia, eu tenho 30 anos de magistério e ganho R$ 2,5 mil”, disse. A CNTE pretende divulgar uma resposta oficial sobre essa pesquisa após analisar os dados.

“Houve alguma leitura equivocada da pesquisa ou uma metodologia incorreta, porque na prática não é assim”, defendeu.

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Por Priscila Gonçalves Gianni

É com essa frase que Augusto Sampaio, vice-reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio, explica o total desinteresse dos jovens pelos cursos de licenciatura. E ele está certo: em 2007, último dado disponível no Ministério da Educação (MEC), 70.507 brasileiros se formaram em cursos de licenciatura, o que representa 4,5% menos do que no ano anterior. De 2005 a 2006, a redução foi de 9,3%. E a situação é mais complicada em áreas como Letras (queda de 10%), Geografia (menos 9%) e Química (menos 7%). Em alguns Estados, faltam professores de Física, Matemática, Química e Biologia.
As razões para essa queda são óbvias: baixos salários, péssimas condições de trabalho e desvalorização da carreira do magistério.
Em todo o País, as universidades públicas e particulares assistem a uma mudança do perfil do aluno que escolhe o magistério. Os filhos da classe média se desinteressaram pela carreira e estão dando lugar aos de famílias das classes C e D. Os baixos salários podem afugentar as classes A e B, mas a garantia de emprego, principalmente em escolas da rede pública, atrai as classes populares.
Toda essa mudança está se refletindo no perfil do aluno que busca os cursos de licenciatura: estão indo para a universidade com deficiências graves de aprendizagem, obrigando as universidades a ensinar conteúdos que deveriam já ter sido assimilados no ensino fundamental e médio.
E a tendência é que essa situação piore pois as políticas voltadas ao melhoramento de ensino que foram lançadas até agora (seja dentro ou fora do Estado de São Paulo), nenhuma delas inclui a melhora salarial que é o principal fator de desinteresse pela profissão docente.

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Diretores de escola prometem protesto com “nu pedagógico” no Dia do Professor

Por Simone Harnik

Cartum de JV Damasceno

Cartum de JV Damasceno

Em São Paulo
Diretores de escola, supervisores, vice-diretores e coordenadores da rede estadual de São Paulo planejam celebrar o Dia do Professor, nesta quinta-feira (15), com um protesto. A Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de S. Paulo) convocou seus cerca de 11 mil filiados a realizarem um “nu pedagógico”.

O que seria exatamente esse “conceito de manifestação”? Segundo o presidente do sindicato, Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, o ato será um “segredo de Estado” até sua realização, na tarde desta quinta, em frente a Secretaria da Educação de São Paulo, cujo prédio se localiza na praça da República, região central da cidade.

Se o presidente da entidade não revela a forma do protesto, o site dá orientações aos internautas: “Atenção: pedimos aos colegas que não se bronzeiem nem tentem melhorar o visual. Vamos mostrar a nossa realidade: nua e crua!”, diz a página.

O objetivo do ato, no entanto, não tem nada de obscuro. “O nu pedagógico é uma maneira de colocar nu o ensino da rede paulista”, afirma Oliveira Pinto. “O governo Serra [José Serra (PSDB)] está destruindo a educação pública em São Paulo.”
Abraços fraternos.

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A corrupção deteriora as próprias estruturas da sociedade

Por Roseli Manfredi de Campos Silva

O que a corrupção faz com a sociedade brasileira, na obra de Fernando Botero)

O que a corrupção faz com a sociedade brasileira, na obra de Fernando Botero

Corrupção é palavra que voga na atualidade. A história brasileira é repleta de exemplos. Porém muitos períodos, foi “proibido” falar e apurar a corrupção. Ela não é prática só das elites dirigentes. A palavra corrupção em sua definição, expressa a oposição, a negação daqueles valores que consideramos, ou pelo menos deveríamos considerar como sustentáculos do bom andamento das relações intrapessoais e sociais, que são necessárias para a realização humana. Corromper, portanto, é o ato pelo qual se adultera, se estraga algo físico ou moralmente. A repercussão é de maior ou menor amplitude, conforme a ação que se realiza.

As causas são praticamente inesgotáveis, pois envolvem problemas estruturais, sociais e pessoais.  A corrupção política, ou a corrupção na política de uma determinada sociedade deteriora as próprias estruturas da sociedade, uma vez que a política é o cuidado com o que é coletivo, de todos, é a busca de soluções para os problemas que a sociedade, uma vez que a política e o cuidado com o que é coletivo, de todos, é a busca de soluções para os problemas que a sociedade como um todo enfrenta.

A sociedade clama justiça, onde a maioria dos casos a impunidade torna-se aliada das empresas, das gangs, autoridades e maus funcionários, há quem diga que um terço do que se gasta nos governos se esvai pelos ralos da corrupção. Isto tudo é dinheiro coletivo que se perde, deixando de atender, com ele, uma grande quantidade de necessidades sociais. Saiba mais

A SITUAÇÃO DO PROFESSOR DE ESCOLA PÚBLICA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA, NO DESABAFO DE UM PROFISSIONAL

PROFESSOR – UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO

Por Verônica Dutenkefer

Este texto que escrevo precisamente agora é mais um desabafo. Desabafo de uma profissional que está lecionando há mais de 22 anos e que não sabe se sobreviverá por mais dez anos, que é o tempo que ainda precisarei trabalhar (por mais que ame muito o que faço).
Trago comigo muitas perguntas que não querem calar. E talvez a mais inquietante seja: O que será necessário acontecer para se fazer uma reforma educacional neste país?

Constantemente ouço ou leio reportagens com as autoridades educacionais proclamando a má formação de seus professores. Culpando as universidades, a falta de cursos de formação e culpando-nos, evidentemente. Se a educação neste país não vai bem só existe um culpado: o professor.

E aí vêm meus questionamentos:

Como um professor de escola pública pode fazer o seu trabalho se ele precisa ficar constantemente parando sua aula para separar a briga entre os alunos, socorrer seu aluno que foi ferido por outro aluno, planejar várias aulas para se trabalhar os bons hábitos na tentativa vã de se formar cidadãos mais conscientes e de melhor caráter?(…)

Dia a dia… minuto a minuto… os professores são alvos de agressões verbais e até mesmo física pelos alunos. A cada dia somos submetidos a níveis de stress insuportáveis para um ser humano. Temos que dar conta do conteúdo a ser ensinado + sermos responsáveis pela segurança física de nossos alunos + sermos médicos + enfermeiros + psicólogos + assistentes sociais + dentistas + psiquiatras + mãe + pai… E se quando ameaçados de morte recorremos a uma delegacia pra fazer um boletim de ocorrência ouvimos: “Isso não vai adiantar nada!” (…)

Qual a motivação de ser bom aluno hoje em dia? Seus ídolos são jogadores de futebol que não falam o português corretamente e que não hesitam em agredir seus colegas jogadores e até mesmo os árbitros, ensinando que não é necessário haver respeito às autoridades e aos outros.

Ou são dançarinas que mostram seu corpo rebolando na televisão e pousando nuas para ganhar dinheiro. Para quê eu me matar de estudar se há tantas profissões que não são valorizados e nem respeitadas?

Conheci (e ainda conheço e convivo) ao longo de minha carreira na escola pública, inúmeros profissionais maravilhosos. Pessoas que amam a sua profissão, que se preocupam com seus alunos, que fazem trabalhos excepcionais. Que possuem um conhecimento e formação excelentes, mas que estão desgastados e quase arrasados diante da atual situação educacional. (…)
Quem é que quer ser professor? Quem é que quer entrar numa carreira que está sendo extinta, não só pela total desvalorização e desrespeito, mas também pela falta de segurança que estamos enfrentando nas escolas.

Fiquei indignada com uma reportagem na TV (que aliás adora fazer reportagens sensacionalistas colocando o professor sempre como vilão da história) em que relatava que numa escola um aluno ameaçava os outros com um revólver e num determinado momento o repórter perguntou:”Onde estava o professor que não viu isso?” E agora eu pergunto: “O que se espera de um professor (ou de qualquer ser humano), que se faça com uma arma apontada pra você ou pra outro ser humano? Ah… já sei… o professor deveria enfrentar as balas do revólver! Claro! As universidades e os cursos de aperfeiçoamento de professores não estão nos ensinando isso!

Vocês têm conhecimento de como os professores de nosso país estão adoecendo? Vocês sabem o que é enfrentar o stress que a violência moral e física têm nos submetido dia-a-dia?

Você sabe o que é ouvir de um pai frases assim: “Meu filho mentiu, mas ele é apenas uma criança!” “Eu não sei mais o que fazer com o meu filho!” “Você está passando muita lição para meu filho, e ele é apenas uma criança!” “Ele agrediu o coleguinha, mas não foi ele quem começou.” “Meu filho destruiu a escola, mas não fez isso sozinho!”

Classes superlotadas, falta de material pedagógico, espaço físico destruído, violência, desperdício de merenda, desperdício de material escolar que eles recebem e, muitas vezes, não valorizam (afinal eles não precisam fazer absolutamente nada para merecê-los), brigas por causa do “Leve-leite” (o aluno não pode faltar muito, não por que isso prejudica sua aprendizagem, mas porque senão ele não leva o leite.)

Regras educacionais dissonantes com a classe social dos alunos. Impunidade. Mas a educação não vai bem por causa do professor!

Encerro esse desabafo com essa pergunta que li há poucos dias. Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável. “Todo mundo  pensando em deixar um planeta melhor para nossos  filhos…  Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?” (texto integral)

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